Esse Jovem Conde, No Século XXI!
15 Reencontro. Parte 2
Notas iniciais
Boa leitura!
Dentro da casa procuravam alguma coisa que pudesse dar pistas sobre o paradeiro da garota. Sam e Dean olharam todos os cômodos da parte térrea da casa e tudo parecia estar no lugar e a casa sem sinais de invasão. Então os três decidem ir até o quarto de Rachel e lá veem o quarto em desordem. Gavetas remexidas, o guarda-roupa aberto com as roupas e caixas com pertences da jovem espalhadas pelo chão e alguns móveis afastados.
– Está claro que procuravam alguma coisa. – fala Dean já dentro do quarto. – Mas o que?
– Pelo que sei, ela não tem nada de muito valor. – fala Ciel.
Dean dava uma olhada em alguns papéis em cima da cama e fita o garoto que olhava tudo com certa curiosidade, parecia preocupado também com o sumiço repentino da jovem. – Não se preocupe, vamos achá-la.
Ciel assentiu com a cabeça.
– Você disse que ela tem uma parenta, uma tia talvez, e que elas não se dão muito bem... – fala Dean.
– Isso mesmo.
– Melhor avisar o que aconteceu pra ela. – Dean fala. – Quem sabe a garota pode até estar com essa tia.
– Pode até ser só que tem um problema. Não faço a menor ideia do nome dessa mulher e de sua localização.
– Aí fica difícil. – Dean fala.
– Rachel não falava muito dela, o tempo que fiquei aqui não soube de nenhuma vez que ela tenha procurada Rachel. Por isso acho difícil ela estar com essa mulher.
– Mesmo assim é bom tentar. – Sam fala – Essa casa é a mesma que ela morava com os pais antes deles morrerem?
– Sim, é.
– Vamos dar uma olhada nos outros quartos. – Sam falou já se dirigindo a outro quarto.
– Esse aqui é maior. Provavelmente era o quarto dos pais dela e foi vasculhado também. – Sam começa a verificar o quarto e percebe que a cômoda está um pouco fora do lugar e a puxa afastando da parede.
– O que está fazendo? – pergunta o garoto.
– Essa casa não é muito nova... e a julgar pela forma como os móveis nos quartos foram afastados estavam procurando alguma coisa... – fala Sam mostrando um cofre semiaberto escondido por trás da cômoda de madeira. – Seja o que for que procuravam não está mais aqui. – Sam mostra o cofre vazio.
Os três olham também o quarto que Ciel ficava e não encontram mais pistas, decidem ir até o restaurante e lá tentarem saber onde fica a casa dessa parenta de Rachel e assim poder avisá-la também do sumiço da garota. Dean fita o menor pelo espelho retrovisor interno do Impala 1967.
– Precisa avisar seu “mordomo” para aonde está indo, garoto? – fala Dean mostrando o celular ao menor.
– Não será necessário. Por causa do selo do contrato ele pode me achar em qualquer lugar. – informa o jovem conde. – E eu tenho um nome, dá pra parar de me chamar de garoto?
Os dois irmãos se entre olham – Tudo bem, Ciel. Você está falando dessa estranha marca que tenta esconder em seu olho direito? – Dean pergunta.
– Sim.
– Com esse contrato ele pode localizar você em qualquer parte do mundo? – pergunta Dean curioso.
– Sim, apesar de que quando apareci por aqui ele não me achou de imediato, algo impedia que ele me localizasse, porém agora...
– Você não tem mais como escapar do demônio... – Sam completa a frase.
– Sim...
– ... Nós somos caçadores há muitos anos, mas até agora nunca tínhamos encontrado um demônio do tipo do seu mordomo. – Sam fala. – Quando você vivia no final do século XIX, as pessoas do seu convívio não desconfiavam dele?
– Não, ordenei a ele que tentasse se comportar como um servo normal. – responde o menor olhando o movimento da rua pelas janelas do carro.
– Não te incomoda ter ele sempre por perto, como uma sombra? – Sam diz.
– Não, naquela época isso era necessário tendo em vista minha posição social e a minha real ocupação, só agora é que ele está...
– Está... – Sam o incentiva a continuar.
– Está um pouco mais no meu pé, quase que meio possessivo...
– Deve ser por que você foi roubado bem debaixo do nariz dele. – fala Dean com um sorriso sacana no canto da boca. – Sam revira os olhos – Que que é? Se fosse comigo eu ficaria puto da vida. – Dean fala dando de ombros.
– Não sei... talvez. – fala o jovem conde.
– Você parece saber muito sobre a gente, foi ele que disse a você quem somos? – questiona Dean.
– Vocês apareceram do nada lá na casa da Rachel naquela noite, sabiam como enfrentar aqueles demônios, quis saber mais sobre os dois.
– Então você mandou ele nos investigar? – Dean perguntou.
– Não necessariamente, sendo um demônio ele sabe muitas coisas. Ele falou o que sabia sobre vocês.
Houve um silêncio dentro do carro...
– Descobriu quem ou o que te trouxe para pra cá? – Dean continuou.
– Sebastian e eu investigamos e até agora descobrimos pouco, os demônios que encontramos parecem ter medo de falar por mais que Sebastian os force e outros parecem ser impedidos por algo ou alguém quando começam a falar.
Ciel relembrou uma noite que ele e Sebastian estavam interrogando um demônio de baixa classe e quando este estava prestes a falar começou a gritar com uma expressão de horror dizendo que não iria falar mais nada, que não o exterminasse até que o demônio foi exorcizado bem debaixo do nariz deles que não puderam impedir o que ocorria. Uma estranha força se apoderou do local e encerrou a atividade dos dois naquele instante.
– ... entendo... algo ou alguém com muito poder os impedem de falar na hora “H”. – Sam diz.
– Sebastian desconfia de quem possa ser, mas ele quer confirmar antes de me dizer alguma coisa. – completa o jovem conde.
– Sinistro. – fala Dean fazendo uma curva para a direita.
– Você falou sua “real ocupação”... Refere-se aos seus trabalhos para a rainha Vitória? – fala Sam virando-se para o banco de trás do carro fitando a expressão do garoto.
– Como você sabe...?
– Também temos nossos meios para descobrir. – fala Sam voltando sua atenção para a rua em sua frente.
– Entendo... – Ciel fala por fim tornando a olhar a longa avenida através das janelas do carro.
– Deve ter sido muito difícil pra você, tão jovem e naquela época já tinha uma grande responsabilidade... – fala Sam.
Dean fitou Ciel pelo espelho retrovisor interno novamente, verdadeiramente entendia o peso de uma grande responsabilidade nos ombros, tanto Dean quanto o irmão mais novo desde cedo foram treinados pelo pai a saberem reconhecer o sobrenatural e a se defender dele e devido a isso foram privados de muitas coisas que uma vida normal poderia proporcionar, mudavam constantemente de endereço, durante a infância e a adolescência passaram mais tempo em hotéis e na estrada ajudando e aprendendo o negócio da família do que comemorando 4 de julho, Ação de Graças ou o Natal em família. “Família”... atualmente se resume a seu irmão mais novo, um só tinha o outro em quem se apoiar e em Bobby em quem confiar.
– Não me subestime ou a minha família. Acabar com as aflições da rainha era o dever dos Phantomhive por gerações.
– Pelo que entendi, sua família controlava o submundo na Inglaterra, você era o temível “Cão de Guarda da Rainha” – fala Sam enfatizando as últimas palavras, Ciel permanecia sério e inalterado no banco de trás do carro. – Você já agia na época da caça a Jack o Estripador, não é? – pergunta Sam.
– Sim.
– O que aconteceu? Por que ninguém descobriu quem era ele na verdade? – pergunta Sam com curiosidade recebendo um tapa do irmão mais velho no ombro como quem diz “O quê? Mantenha o foco!”. – Que foi? Eu só fiquei curioso.
– E por que deveria contar? – questiona Ciel. – Eu vim pois estou preocupado com Rachel. Eu não preciso responder suas perguntas sem fundamentos. Isso é algo que ficou no passado.
– Ê moleque azedo... – Dean resmunga baixinho.
– E por que não? Afinal você sabe muito a nosso respeito. Não faria mal nenhum você falar. – Sam diz – Também se não quiser falar, não fale. Sem problemas.
Ciel refletiu por um momento – Eu vou pensar, em outro momento poderemos conversar sobre isso, já chegamos no restaurante onde Rachel trabalha.
Dentro do restaurante Dean e Sam perguntavam ao dono do local, que era um grande amigo dos pais de Rachel se ele ou os demais empregados sabiam algo a respeito do paradeiro da garota e se sabem o telefone para contato da tia dela.
– Não sei dela tem uns dias. Não veio mais trabalhar, liguei pra casa dela e ninguém atendia. – responde um dos garçons para Sam e Ciel. – Espero que ela apareça logo. – fala o garçom direcionando as últimas palavras ao jovem conde, pois o reconheceu pelas várias vezes que viera com a garota e Peter ao restaurante, e logo depois se retira.
– O dono do restaurante parece preocupado também, disse que ligou várias vezes pra casa de Rachel e que não sabe dela, ele mesmo ligou pra polícia agora a pouco. – fala Dean se aproximando de Sam e Ciel – Aqui está o número da casa da tia dela que se chama Madison Collins. – Dean mostra um pedaço de papel com o número.
Quando os três estavam saindo do restaurante Sebastian estava parado próximo ao Impala. Algumas das mulheres que passavam pelo local naquele momento lançavam olhares para a figura parada ali na calçada, era realmente uma pessoa chamativa, talvez por seu ar indiferente ao que se passava em sua volta ou talvez pelos seus trajes que em sim eram bem escolhidos e o deixava com um toque refinado e elegante, usava uma calça social com blusa branca de gola canoa que usava por dentro da calça, sapatos pretos de cadarço muito bem engraxados e um blazer escuro, tudo impecavelmente alinhado. Sebastian parecia nem perceber os olhares direcionados a ele ou simplesmente os ignorava por já estar acostumado a isso. Fascinar, causar cobiça isso era algo que os demônios sempre souberam usar para instigar os seres humanos, assim era mais fácil ceder aos encantos e a luxúria do pecado.
– É mole não hein. – fala Dean ao notar a situação na calçada e ao perceber os olhares de algumas das mulheres que chegavam a desacelerar seus passos lançando olhos cobiçosos só para tentar se fazer notar pelo demônio em pele humana.
– Senhores. – Sebastian os saudou.
– Então descobriu o paradeiro dos três? – questiona Sam.
– Como mordomo do Conde Phantomhive, como eu não poderia cuidar de uma questão tão pequena?
– Ah tá. – fala Dean.
– Posso guiar aos senhores ao local se assim meu mestre desejar.
– Todos nós iremos. – fala o conde direcionando-se calmamente ao Impala passando por Sebastian.
– Irá com eles, jovem mestre?
– Sim, indo de carro é mais confortável e balança menos. – fala o garoto esperando os dois caçadores irem para o carro também enquanto os dois acharam um tanto engraçado a atitude do menino ao dizer isso para seu servo demoníaco.
– Hmm, se assim deseja. – Sebastian acata a ideia de Ciel. – Senhor Winchester, por favor dirija cuidadosamente.
– Claro. – Dean fala esboçando um falso sorriso como quem diz “como ousa questionar como dirijo?”
E assim Sebastian os informa onde estará esperando e os três já seguem para o local indicando pelo mordomo.
...
Em um bar por volta das 12hs.
O local cheirava a bebida barata e a cigarros, tinha poucas pessoas no momento, talvez pelo horário ou talvez por se tratar de uma verdadeira espelunca. Dean e Sam entraram no local, Sebastian e Ciel aguardavam do lado de fora, procuraram os rostos que já eram conhecidos por eles, lá encontraram apenas John, o homem alto e de expressão carrancuda que invadiu a casa de Rachel junto com Joe e Russo. John estava sentado num banco na mesa do bar, tomava uma cerveja quando foi surpreendido pelos dois irmãos, um de cada lado. O homem os reconheceu.
– Não pensei que depois de ser preso por invasão de domicílio e tentativa de roubo seguido por agressão fosse ver sua cara na rua tão cedo. – fala Dean sentando no banco vazio do lado direito dele enquanto Sam sentou no banco vazio do lado esquerdo.
– Depende de quem você conhece lá dentro. Também não esperava dar de cara com vocês tão cedo, melhor dizendo, esperava não ver a cara de vocês nunca mais. – John revida tomando depois um gole da bebida.
– Queremos saber se você sabe do paradeiro daquela garota, Rachel Collins. – Sam fala.
– Não sei quem é.
– Como não sabe? Você invade a casa da garota junto com aqueles outros dois e não sabe de quem se trata? – Dean retruca.
– Não tenho nada a falar com vocês.
– Não tem? – Dean mostra a arma na cintura que estava escondida por baixo da blusa.
– Eu não quero confusão no meu bar! – se intromete o dono do estabelecimento.
– Se seu “amigo” cooperar não terá confusão. – Dean falava quando vê a expressão de John mudar de para ‘quem não tá nem aí’ para ‘preocupado de onde se meteu’ e quando volta sua atenção ao dono do bar o vê com um rifle apontado em sua direção, o homem parecia sério. – Só viemos aqui tentar saber do paradeiro de uma garota... – Dean fala rapidamente a situação então o dono do bar volta seu rifle para John sob os olhares curiosos dos dois irmãos.
– Se o que ele diz é verdade desembucha logo, John! Você sabe que não tolero sequestradores de crianças!
– Eu só entrei na parada por que a grana era boa. Procurem Russo ou Joe, talvez eles saibam o que aconteceu com a garota. Droga! Não imaginava que ia dar essa confusão toda. – fala o homem visivelmente assustado com o rifle apontado pra seu rosto.
– Ele parece estar dizendo a verdade. – Sam diz fitando a expressão assustada de John.
– E é bom estar mesmo senão você vai se vê com nossa tia Guadalupe. E você sabe que titia é menos paciente do que eu! – o dono do bar era na verdade um primo de John, tratava-se de um hispânico e assim como John muito alto e de expressão severa, falava em tom de ameaça enquanto os dois irmãos se levantam com cautela e saem para não interromper os assuntos de família.
– Cara, espero nunca conhecer essa tia Guadalupe. – fala Dean a Sam já perto do carro.
– Nem eu! – Sam responde. – Bom, é o jeito ir atrás dos outros dois mesmo.
Minutos depois chegam ao outro bar indicado. Tinha mais clientes que o outro e algumas garçonetes servindo as mesas, perguntam ao cara do bar por Russo e Joe, ele informa que os dois estão lá nos fundos e uma das garçonetes os guia até o local, Dean não deixou de notar o rebolado da garota em um short curtinho dando um sorrisinho, Sam o cutuca pra ele manter o foco. À medida que passam pelos corredores veem se tratar de uma casa clandestina de jogos com alguns apostadores e a garota que os guia mostra uma sala onde os dois se encontravam, ela entra e os avisa que dois homens estavam procurando por eles e sai em seguida. Dean e Sam entram na sala, Joe e Russo estavam em uma mesa jogando pôquer com mais três homens. Quando os dois viram Sam e Dean os reconheceram de imediato.
– Pelas suas caras dá pra perceber que nos reconheceram também. – fala Dean – Viemos em busca de informações sobre a ga... – Dean foi interrompido.
– Não temos nada pra falar com vocês. Caiam fora daqui! – Russo esbraveja levantando-se e se afastando. – Vocês são aqueles loucos que estavam na casa daquela garota! Até agora não tenho certeza se o que vimos foi real ou não naquela noite.
– São eles mesmos! – esbraveja Joe que ainda está se recuperando do tiro que levou na perna dado por Ciel e por isso usava uma muleta. – Não sei que droga toda foi aquela, mas dessa vez não nos pegam desprevenidos!
Os dois mostram as correntes com crucifixos que usavam no pescoço.
– Espera, espera aí! Nós não somos demônios ou vampiros se é o que estão pensando. – Dean explica.
– Somos humanos assim como vocês. – Sam completa.
– Não são demônios e nem nada sobrenatural? – Joe pergunta apontando o crucifixo na direção deles.
Os dois irmãos confirmam.
– Então neste caso... – Russo saca sua arma seguido por Joe e apontam para as cabeças dos dois caçadores. – Levantem as mãos e não banquem os engraçadinhos.
Os três homens que estavam na mesa de pôquer sacam também suas armas.
– Calma aí. – fala Sam tentando apaziguar os ânimos – Soubemos que vocês estavam sendo pagos para vigiarem Rachel Collins. Ela sumiu. Sabem alguma coisa sobre isso?
– Não foi a gente se é o que querem saber. – fala Russo apontando seu revólver 38 para Dean.
– A garota sumiu? Rá! Espero não vê-la nunca mais e nem aquele garoto do tapa-olho! – esbraveja Joe. – Aquele pirralho atirou em mim!
– Só queremos o nome de quem pagava vocês nada mais. – fala Sam.
– Não temos motivos pra dizer nada! – Joe esbraveja com uma pistola na mão.
– Agora vamos dar uma voltinha, temos contas a acertar por aquela noite. Se não quiserem levar um tiro cada um agora é bom não tentarem nenhuma gracinha! – fala Russo apontando a saída da sala de jogos.
Dean e Sam começam a dar passos devagar e quando passam pela porta a empurram batendo nos dois e saem correndo, depois que Russo e Joe conseguem se equilibrar começam a atirar em direção dos caçadores que correm em direção ao bar. Por causa do barulho de tiros as pessoas que estavam no local começam a gritar e a fugir. Os dois irmãos pulam por cima do balcão do bar que era bastante grosso e ali tentam se proteger dos tiros e também disparavam contra os cinco homens armados ali.
– Vocês não tem chance! – grita Russo por trás de uma coluna grossa de concreto enquanto recarregava seu 38.
Sam consegue acertar a outra perna de Joe que cai gritando de dor: – Será mesmo que não temos chance?
– Maldito!! – grita Joe com as mãos na coxa ensanguentada.
– Ora seu...! – Russo volta a atirar na direção de Sam.
– Nós já chamamos a polícia! Daqui a pouco estarão aqui, melhor se renderem! – grita Dean blefando. – Acham mesmo que a gente viria aqui sem reforço??
Ninguém deu atenção às palavras de aviso, porém enquanto Dean falava Sam sorrateiramente consegue chegar até um dos atiradores que tinha feito uma pausa para recarregar e consegue rendê-lo, usando-o como escudo Sam aponta sua arma na direção dos outros.
– Entreguem as armas ou... – Sam aponta sua Beretta 92FS cromada na direção da cabeça do homem que imediatamente joga sua arma ao chão.
Russo e os outros dois escutaram a ameaça e ficam em silêncio, os dois companheiros do rendido por Sam largam imediatamente suas armas, porém Russo que fingiu entregar-se acerta com seu 38 o peito do homem que antes o ajudava e por muito pouco não acerta Sam que tinha se posicionado mais de lado.
– Agora você é um alvo fácil. – Russo diz caminhando em direção a Sam apontando sua arma pra ele diante do olhar atônito dos outros três capangas.
– Ele era seu companheiro... como pode fazer isso? – Dean questiona saindo detrás do bar apontando sua pistola em direção à cabeça de Russo e se aproxima.
– De onde esse saiu tem mais. – Russo fala com desdém. – Agora vocês aí, atirem nesse loirinho aqui! (referindo-se a Dean).
Joe se arrastou até chegar a uma parede e ali se encostou. Os dois companheiros do homem que Russo assassinou se entre olharam e apenas se retiram, não iriam mais compactuar com aquilo e deixam Russo e Joe no local para que eles mesmos terminassem o que começaram.
– Ora, seus miseráveis!! Voltem aqui! – Russo gritou.
Agora Sam e Dean apontavam suas armas para Russo que ficou sozinho, Joe estava muito ferido e depois do que presenciou talvez nem se desse ao trabalho de ajudá-lo também.
– Pelo visto agora somos só nós três. – Dean fala olhando com frieza para o homem que entrega sua arma. – Vou perguntar novamente: Quem pagava vocês para ficarem na cola de Rachel Collins?
– Só falo na presença do meu advogado. – Russo diz.
– Filho da...!! – esbraveja Dean.
– Vou vasculhar o local talvez ache alguma coisa. – Sam dá a ideia. – Você tenta com esses dois aí. – Sam vai até o escritório que viu no corredor tentar achar alguma coisa.
Minutos depois Sam retorna olhando com atenção uma pilha de papéis que achou no escritório.
– Achei umas coisas interessantes aqui e você conseguiu alguma coisa? – Sam pergunta ao seu irmão.
– Sim, ele me disse o nome, é... – Dean foi interrompido pelos gritos de Joe e Russo. Quando os caçadores se viram em direção do que os assustou se deparam com Ciel e Sebastian no local.
– Com licença, os senhores ainda irão demorar? – pergunta Sebastian ao lado de Ciel. – Está na hora do almoço do meu jovem mestre. Aliás, já estamos atrasados. – fala o demônio olhando as horas no relógio de bolso que carregava consigo. Era o mesmo relógio que Tanaka entregou a ele que era passado de geração a geração entre os mordomos da família Phantomhive.
– Não pode ser, você é real!! – grita Joe. – Achei que estava alucinando naquela noite por causa da perda de sangue.
– Claro que sou real. – fala o demônio despreocupadamente.
– O que é você? Um demônio?? – fala Russo com a voz cansada por ter sido interrogado por Dean.
– Não vou negar. – Sebastian disse.
– S... sem chances... – fala Russo tremendo.
– Afaste essa coisa de perto de mim! – grita Joe que continuava no chão, porém agora com a perna enfaixada para conter o sangramento.
– Eles falaram? – questiona Ciel olhando bem para Joe e Russo, sujeitos que outrora perseguiram Rachel e por consequência a ele também.
– Sim, falaram tudo. – Dean responde caminhando em direção à porta de saída. – Lá fora conversamos, já liguei para polícia e daqui a pouco estarão aqui.
– Espero não ver a cara de vocês nunca mais. – fala Ciel aos dois bandidos. –Melhor irmos logo daqui mesmo, olhar esses dois está me dando asco. – fala o garoto caminhando em direção à saída onde Sam e Dean já estavam. – Sebastian, será que esses dois saberão guardar segredo sobre a sua verdadeira natureza...? – instiga o garoto.
Isso soou como uma ordem para o demônio que se aproxima dos dois com os olhos carmesins gélidos e com um sorriso perverso.
– De fato. Agora que sabem sobre tudo devem dar o melhor de si para esquecer isso. Certo? – fala o demônio com a face próxima a Russo que treme apavorado na cadeira a qual foi preso por Dean.
– N... n... nunca contarei. Não me machuque por favor... – Russo implorava.
– Eu também nunca contarei isso! Por favor... – Joe estava apavorado e se arrastava no chão tentando se afastar do demônio.
– Essas palavras, eu vou ter a certeza que vocês jamais irão esquecer. – dito isso o ar do local começa a ficar mais gélido e escuro os dois gritavam apavorados.
– Será melhor não ficarem olhando. – Ciel avisa os dois caçadores que compreendem que não será uma visão agradável e em meio aos gritos de desespero direcionam-se e para a calçada junto com Ciel.
– O que ele irá fazer? – questiona Sam – Isso era realmente necessário?
– Não seria bom se por acaso eles espalhassem que o sobrenatural existe, não acha? Só achei que seria bom garantir isso. – fala Ciel com ar indiferente.
Minutos despois as viaturas da polícia direcionavam- se a casa clandestina de jogos e aqueles dois teriam muito que explicar à polícia sobre o tiroteio e o corpo encontrado no local.
Em outro ponto da cidade os quatro estavam em um bom restaurante e já estavam na sobremesa enquanto a conversa se prolongava.
– Achamos que você fosse matá-los. – fala Dean.
– Oh, não. Só queria dar uma lição naqueles dois e acredite há coisas bem piores que a morte sr. Winchester. – fala Ciel levando logo em seguida à boca uma colherada de sorvete de chocolate.
– Sei muito bem disso. – fala Dean pegando um pedaço da torta de chocolate que saboreava.
– Vocês dois foram realmente eficazes em descobrir a informação. – fala Sebastian.
– Ora um elogio. Não sei nem como responder a isso. – fala Dean meio debochado.
– É só dizer obrigado. – retruca o demônio.
– Bem, e finalmente quem pagava aqueles dois para seguirem Rachel? – questiona o jovem conde.
– Eles não a conheciam, disseram que ela sempre mandava um homem falar com eles. – explica Sam – Quem fazia os pagamentos e tudo era um homem chamado Frank. Não sabem o sobrenome dele.
– Você disse “ela”? – pergunta Ciel.
– Isso mesmo, é uma mulher. O nome da pessoa que os pagavam é Madison Collins.
Notas finais
Pode ser que não agrade muito esse e o próximo capítulo, mas achei interessante como ficou e achei eles essenciais para a estória.
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