Notas iniciais
Olá!! Gente, minha demora em postar os capítulos se deve que meu tempo livre reduziu muito. Recebi uma proposta de trabalho que achei que seria mil maravilhas, depois descobri que foi um tremendo presente de grego! Mas pode ser que daqui para ano que vem melhore. Estou mais confiante nisso!rs
Esse capítulo boa parte mostra uma noite com um akuma, quis mostrar o quanto Sebastian está sendo calmo e paciente com Ciel, rsrs.
Numa fic que estava lendo deram a indicação de uma música da Madonna (Devil Wouldn't Recognize You), então dias depois enquanto estava escrevendo este capítulo resolvi escutá-la novamente (talvez achem que não tem nada a ver com a cena, rs) mas está aí a dica, pois escrevi a cena de Nicolas na boate ouvindo ela.
Frases aqui acolá de Kuroshitsuji mangá e de Supernatural (contexto diferenciado).
Obrigada a YukiHirasawa138, Sebby, Misa Misa e Akbelle por também favoritarem minha fic!
Fiquei super feliz ao ver mais duas recomendações! Uma de YukiHirasawa138 e a outra de LRC. Adorei!

Vamos ao capítulo...

Sebastian dava seus últimos retoques na bandeja enquanto aguardava o conde sair do banho, iria servir o jantar para o menor que consistia em uma comida leve devido o dia extremamente agitado deste e de ter saído do hospital há pouco tempo, com certeza o garoto precisava de uma boa noite de sono também. O mordomo direcionou seu par de orbes castanhos avermelhados para uma das portas do apartamento em que estavam, ouvia o barulho da água do chuveiro cair continuamente...

No banheiro o vapor da água morna embaçava os espelhos e umedecia os azulejos em tom verde claro, no box Ciel parecia perdido em pensamentos, passava vez outra as mãos em seus cabelos molhados e as descia por seu pescoço e ombros, tentava relaxar enquanto a água morna desfazia os nós de tensão em sua musculatura. Ficou ali parado por um breve momento deixando a água cair continuamente... Até que desligou o chuveiro, empurrou a porta de vidro do box e se envolveu com a toalha branca que ali se encontrava, vestiu um pijama que foi providenciado pelo mordomo e saiu do banheiro ainda secando os cabelos com uma toalha. O mordomo o aguardava com a refeição para ser servida. Sebastian o olhou de cima a baixo satisfeito pelo que via, sentiu o perfume da pele limpa e fresca com leve aroma de pêssego proveniente do sabonete que o menor usou, o conde por sua vez ignorou o olhar do outro e sentou-se para jantar, enquanto jantava Ciel voltou a olhar as paredes frias em tom creme do apartamento em que estava, não era nenhum cinco estrelas mais serviria. Era um local bem menor comparado à suíte de luxo que antes estavam.

Momentos antes...

Na recepção do hotel o recepcionista, um homem de uns cinquenta anos digitava as informações que o mordomo dizia, enquanto vez outra olhava as duas pessoas em sua frente de forma um tanto curiosa.

Ciel estava um pouco mais afastado olhava o hotel de cima a baixo com uma expressão não muito satisfeita. Todos os outros hotéis na região estavam lotados ou não eram lá essas coisas e aquele teria que servir. Foram guiados por um outro funcionário até o quarto.

O conde entrou primeiro no apartamento seguido por Sebastian que tinha feito umas pequenas compras ao longo do caminho e agora depositava as sacolas em cima de uma mesinha perto da porta, Ciel olhou o lugar de cima a baixo. Tal lugar seria considerado aceitável para qualquer pessoa, mas obviamente, é considerado nada demais para o conde que estava acostumado ao luxo que sua fortuna poderia proporcionar.

– Quê?? Somente um quarto? – perguntou o conde depois de tossir um pouquinho e de olhar o lugar que não era tão grande. – Só um banheiro??

– Desculpe, mas não temos mais apartamentos disponíveis. O recepcionista deve ter informado vocês. Apesar disso este é um dos melhores que temos – informou o funcionário do hotel.

– Mas...

– Supere... será por pouco tempo. – o mordomo informa, o que deixa o garoto ainda assim aborrecido.

– Esse não é o problema! – esbraveja o conde.

O funcionário saiu deixando os dois sozinhos.

– Qual o problema? – pergunta Sebastian enquanto retira ingredientes de uma das sacolas para preparar o jantar do menor na cozinha do apartamento. – Sei que está habituado a lugares de luxo e quartos maiores assim como eu, mas esse apartamento não é tão ruim assim. Precisamos de discrição.

Ciel olhou nesse momento para a única cama do único quarto do apartamento, pegou um pijama que o mordomo conseguiu para ele e esbravejou antes de entrar no banheiro – Então você dorme no sofá! – bateu a porta deixando um akuma surpreso ao perceber qual era a real preocupação de seu mestre. Este não se conteve e ergueu um dos cantos da boca em um sorriso torto.

Agora

– O jovem mestre, certamente tem um monte de mentiras e segredos. Nem me contou da doença crônica que tem desde a infância. – falou enquanto colocava um pouco de chá numa xícara. – Por que não me contou?

– Porque você não me perguntou. E também porque eu já estou curado.

– É mesmo? – perguntou entregando a xícara ao conde. – Mesmo assim, vou ler sobre o assunto caso ocorra uma próxima vez.

– Mais um dos seus princípios?

– Eu tenho que ser capaz de reagir a qualquer tipo de situação como um mordomo e como...

Sebastian foi interrompido pelo toque do celular em seu bolso, quando o pegou para ver de quem era a ligação passou o celular para Ciel sem nada falar. Era Rachel. Ciel tinha dado o número do celular para ela, caso ocorresse alguma emergência ou se precisasse falar com ele. O mordomo se afastou para organizar a cozinha levando o que sobrou do chá e do jantar.

– Rachel? Algum problema? Ah, sim. Estou bem. Sim, o incêndio foi no hotel que estava... calma, eu estou bem. Só estou cansado... Onde estou? Não faço a mínima ideia. Sebastian que escolheu o apartamento.

A conversa se prolongava, na verdade Ciel ficou surpreso com a ligação da jovem. Afinal, tudo o que ela sabe a seu respeito e de Sebastian qualquer pessoa em sã consciência se afastaria. Porém, Rachel ainda parecia se importar com ele. Sebastian por sua vez, na velocidade demoníaca começou a espalhar pelo local algumas ervas e um estranho pó escuro por pontos estratégicos no apartamento. Depois foi em direção ao banheiro e também tomou um banho voltando logo em seguida com os cabelos ainda úmidos e com a toalha nos ombros, estava usando somente uma calça escura que deixavam em evidência o baixo ventre torneado e firme. Ciel meio que engasgou e pôs- se a tossir novamente ao ver a informalidade com que o outro aparecia em sua frente.

– Hã? Não foi nada. – o garoto respondeu ao ouvir a jovem perguntar o que causou o acesso de tosse.

O akuma não se conteve e de uma maneira até sexy pegou uma blusa em tom azul marinho e começou a vesti-la na frente do garoto enquanto encarava o menor com um sorrisinho maroto, e por fim sentou-se no sofá diante do conde que ainda estava ao celular.

Ciel se despediu de Rachel e desligou o aparelho.

– Devo dizer que a senhorita Collins é deveras interessante... – falou o mordomo enquanto pegava o celular que Ciel lhe devolvia.

– Por que diz isso?

– Apesar de tudo ela ainda mantém contato com o jovem mestre. Ao que parece conseguiu uma amiga. – alfinetou o akuma.

– Humph. Não preciso de amigos. – falou em um tom arrogante depois pigarreou um pouco. – Quanto a você, mantenha a compostura. Sou seu mestre, como ousa se apresentar de forma tão indecorosa diante de mim?

O akuma se fez de desentendido. – Melhor ir dormir, jovem mestre. Precisa descansar.

– Mais importante, o que são essas coisas que você espalhou pelo apartamento? – questionou o conde.

– Esse pó escuro é chamado mojo. Serve para atrair ou dispersar certas influências, dependendo de como o use. Aquelas ervas podem afastar demônios que possuem humanos.

– Entendo, mas isso tudo não causa nenhum tipo de dano a você? – questionou curioso.

– Ora, obrigado pela preocupação com meu bem estar, bocchan. – disse o akuma fazendo o conde revirar os olhos pelo comentário que fez. – É desagradável, mas tolerável. Especificamente, afastam qualquer outro demônio que queira tentar entrar aqui.

– Mais ou menos como aquelas símbolos para afastarem demônios que os caçadores usam?

– Parecido. O mojo ajudará a afastar cães do inferno, demônios e outras criaturas sobrenaturais que estejam em nosso encalço.

– Mas, se você espalhou isso na porta e por todas as janelas então você está preso aqui, não é?

– Não me incomodo, não tenho intenção de ir a lugar algum. – falou direcionando seu par de orbes carmesins para o jovem conde.

Os dois se entre olharam por um momento em silêncio. Ciel por fim suspirou e caminhou até uma das janelas olhando a rua iluminada e acabou por examinar o estranho pó de cor negra espalhado de um canto a outro no parapeito da janela e questiona novamente – Aqueles demônios podem chegar a me possuir também?

– A marca que minha raça coloca no corpo do contratante é como um grande aviso que aquela alma já tem um dono e impede que qualquer outro demônio tente alguma coisa, até porque a maioria não tem interesse pelo que já foi corrompido por outro demônio.

– Sei, preferem tentar corromper almas mais puras.

– Não necessariamente, simplesmente meu jovem mestre é considerado pelos outros demônios alguém que já não pertence ao outro lado, digamos que já não pertence ao outro time. Se não estivessem seguindo ordens daquela bruxa a existência irritante deles não seria algo que o preocuparia, talvez passariam de forma despercebida para você como para qualquer humano desavisado. Apesar de que alguns desses demônios adoram tornar mais difícil ainda a existência de quem vende a alma, atormentando o quanto possível os últimos dias desses humanos na Terra. – Sebastian levantou-se e se aproxima do conde, toca suavemente com as costas do dedo indicador a face rosada do menor que não desvia o olhar sério das ruas que observava através do vidro da janela. – Quanto a sua pureza, jovem mestre... Apesar do que aconteceu entre nós ainda sinto a mesma essência preencher todos os meus sentidos, a mesma que me atraiu embriagando-me e me fazendo servi-lo incansavelmente.

– Esse seu lado que não suspeitava e sequer jamais imaginei conhecer é... de causar calafrios.

– Calafrios? Huhuhu. Já é um começo. – fala o akuma exibindo um sorriso torto que deixaria qualquer um desconcertado. – Mas tem certeza que não é outra sensação que sente? Sua inexperiência pode deixá-lo confuso com as palavras corretas a se dizer.

– Quem está confuso aqui não sou eu. – respondeu o conde sem sequer olhar para seu servo. Caminhou com sua costumeira altivez em direção ao banheiro para fazer sua higiene bucal, depois foi para o quarto deitou-se na cama com os braços abertos em uma posição relaxada, suspirou um pouco enfadado. O mordomo observava a cena de uma maneira tranquila, estava parado encostado na porta do quarto com os braços cruzados, Ciel estava sonolento, mas tentava manter-se em alerta.

– Não vou fazer nada. – disse o akuma ao ver a relutância que o menor tinha a se entregar completamente ao sono. – Boa noite, jovem mestre.

Ciel não respondeu e virou-se para o outro lado da cama enrolando-se com o lençol. “Como se eu estivesse esperando por algo. Maldição”, pensou o conde.

...

A poucos quilômetros de distância um par de olhos prateados tinha observado todo o desenrolar das cenas naquele pequeno apartamento desde que lá entraram, por um momento achou que seus olhos se cruzaram com os do outro akuma, não que se importasse, mas tomou toda a precaução necessária para evitar um embate agora. Não seria prudente nesse momento, além de desnecessário e... chato. Além disso, com o feitiço feito por Isobel, Nicolas conseguiu se aproximar a uma distância segura do akuma de olhos carmesins sem provocar a desconfiança deste, apesar de que o mordomo nem desconfia que outro de sua espécie estaria envolvido nas artimanhas de uma certa ruiva a ponto de ajudá-la a roubar o alimento de outro de sua raça. Não que entre os demônios exista o que chamamos de ética, porém era uma regra não verbalizada um não se meter com os contratos dos outros. Nicolas virou-se, começou a caminhar por cima do edifício em que se encontrava, seus cabelos negros como a noite balançavam ao sabor do vento, olhou para a longa avenida iluminada que se encontrava trinta andares abaixo, saltou com destreza de um prédio a outro até chegar ao destino que traçou mentalmente. Pulou de um edifício de vinte andares e pousou sem nenhum esforço no chão sem chamar a atenção de ninguém e caminhou até uma aglomeração de pessoas. A noite em Phoenix é como em qualquer outra capital norte americana, repleta de agitações e badalações, independente do dia da semana sempre tinha alguma festa ou show em algum lugar do país. Nicolas já esteve em vários tipos de eventos, desde festas na casa branca até boates badaladas, de eventos sociais até eventos de caridade. O que faz nesses locais? Mistura-se, ou mais precisamente, caça. Essa era uma das poucas vantagens que encontrou em estar na forma humana. Akumas são demônios exigentes. Alimentam-se de almas humanas e só firmam contrato quando acham que uma alma vale verdadeiramente a pena, quando não achavam alguma interessante ou quando estão saciados momentaneamente usavam sua existência para se divertir da forma que qualquer demônio faria.

Numa boate a altas horas da noite, várias pessoas se aglomeravam na entrada do local com luzes neon, esperavam na fila a oportunidade de entrar naquela badalada casa noturna. Três homens altos e musculosos faziam a segurança da entrada da boate, vez outra uma Ferrari ou um Bugatti Veyron, ou até mesmo um Lamborghini Reverton estacionavam na entrada do local, sendo os carros guardados pela equipe de funcionários bem preparados da boate. A elite da sociedade do Arizona era frequentadora assídua daquela casa noturna. Algumas pessoas tentavam subornar, vez outra, um dos seguranças e entrar. Às vezes tinham sucesso, às vezes não. Porém isso nunca foi dificuldade para um certo homem alto que passava pelas pessoas enfileiradas sem nem se dar ao trabalho de olhá-los. Por sua vez, as pessoas inconscientemente abriam passagem para aquele belo homem passar. Tanto homens como mulheres voltavam seus olhos em direção do homem alto com calça escura e botas pretas, sua pele branca fazia contraste com a camisa preta que tinha suas mangas dobradas até os cotovelos, uns dois botões estavam abertos exibindo cuidadosamente um pouco de sua pele. Os olhos clínicos dos presentes se revezavam a observar desde suas roupas (que para os entendidos de plantão tratava-se das mais caras grifes) até o semblante sério e altivo. As mulheres de imediato sentiram o coração bater mais forte ao ver aquela figura de cabeça erguida passar pelos seguranças enormes que ficavam controlando o fluxo de entrada e saída da boate.

Passou facilmente pelas pessoas que se aglomeravam em grupos de acordo com o nível de amizade ou interesse. Sentou-se em uma das cadeiras livres do bar e fez seu pedido.

– Bourbon.

Sem demoras o barman trouxe sua bebida e logo foi atender outros pedidos. Nicolas com certeza era o alvo de muitos olhares, principalmente femininos, um certo ar de mistério e desejo cercava o belo homem, Mas apesar disso, muitas se sentiam inibidas a avançar e deixavam para as mais confiantes esse papel. Nicolas às vezes observava e desviava logo os olhos dando a entender sua falta de interesse, o que fazia as tentativas de aproximação de algumas um verdadeiro fiasco. Outras nem tentavam, já conheciam a bela figura que vez outra dava o ar da graça na boate, chegava às vezes acompanhado de uma bela ruiva, em outras noites chegava sozinho, porém raramente saía desacompanhado. Sem nem imaginar sua real natureza, mulheres o fitavam na esperança de ser a escolhida da noite. Com o copo na mão virou-se para olhar a pista de dança, estava lotada como sempre. A música direcionava os movimentos dos corpos de uma forma inebriante e extasiante. Os olhos prateados vagavam de uma forma até calculista de uma lado a outro, como que buscando alguém que se encaixe no que ele procurava. Seu celular tocou.

– Onde está? – pergunta a voz feminina do outro lado da linha.

– Pensou que eu tivesse ido embora e abandonado a diversão? – Nicolas disse para Isobel. – Não faria isso. Como poderia deixar você tão desesperada por afeição. – alfinetou. – Sua depressão passou?

– Não estou deprimida. Só preciso rasgar as vísceras de alguém.

– Posso providenciar isso... – falou após achar seu alvo.

Desligou o celular, tomou mais um gole da bebida e caminhou até a pista de dança. Uma loira alta de longos cabelos com cachos largos nas pontas chamou sua atenção, usava um vestido preto tomara que caia e saltos altos, Nicolas caminhou em sua direção a passos calmos e suaves, a olhava nos olhos com a certeza que achou o que queria, a loira ficou meio que hipnotizada com a aproximação segura do outro e também não desviou seus olhos azuis dos dele. Um casal amigo da loira dançava observando a cena e sorriam pela forma como a amiga reagia. Ao som de Devil Wouldn't Recognize You, dançavam de uma forma envolvente sem se tocar, enquanto as luzes do ambiente cuidadosamente preparado se alternavam.

Era a primeira vez que Megan e seus amigos estavam naquele local, frequentavam outras casas noturnas, mas ela era cliente nova naquela e estava fascinada. Principalmente com a chegada de tão lindo homem em sua frente. Continuaram a dançar, a princípio não houve nenhum diálogo, os olhos de coloração curiosa prendiam seus olhos azuis de uma maneira irresistível, o coração da loira começou a martelar violentamente. Por instinto, algo lhe dizia para fugir dali o mais rápido possível, porém ela não conseguiu apesar de uma vozinha lhe parecer gritar “perigo”. Sentiu um pouco de medo, tudo se tornou intenso apesar de não estar acontecendo nada além de uma dança. Ela parecia hipnotizada e só conseguia retribuir o olhar que recebia, uma leve onda de arrepio a percorreu quando ele a tocou na cintura fazendo-a se aproximar mais de seu corpo e dançarem em sincronia. Ele enlaçou seus dedos suavemente nos cabelos longos de Megan, ela o tocou no ombro e se deixou envolver...

A conversa fluiu depois de mais alguns copos de Bourbon e seguiram com Nicolas até um apartamento de luxo em plena área nobre de Phoenix, entre risos e bebidas seguiram pelos cômodos e ligaram o som, ouviam You Shook Me All Night Long, iriam beber e o que mais a imaginação ordenasse pelo decorrer da madrugada que seguia. Nicolas sentou-se no imenso sofá puxando a loira pela cintura a fazendo sentar em seu colo, sem nenhum pudor se beijaram sem se importar com a presença dos demais, suas línguas se entrelaçavam em uma dança frenética e ritmada, quando o ar se fez necessário para a jovem mulher o akuma percorreu sua boca pelo espaço entre seu pescoço e ombro.

Megan levantou-se e rodopiou sorrindo – Acho que preciso de mais uma bebida. –Retirou os sapatos de salto de uma maneira graciosa e caminhou até o bar da sala, lá preparou dois copos com Whisky, retornou e sentou novamente no colo de Nicolas que a esperava.

Os outros dois que os acompanharam também se serviram e começaram a olhar ao redor da imensa sala – Lindo apartamento. Muito bem decorado. – falou Kate amiga de Megan, com a mão enlaçada na cintura de Thomas seu namorado.

– Obrigada. Eu mesma decorei. – respondeu a ruiva de maneira seca se aproximando com uma taça de vinho na mão. Usava um hobby de seda vermelho como um rubi que estava displicentemente aberto exibindo uma camisola longa do mesmo tecido e da mesma cor com uma fenda lateral e detalhes em renda. Encostou-se na parede branca da sala, seus longos cabelos vermelhos estavam soltos e pendiam por suas costas e parte por cima de seus ombros, caindo assim sob seu busto firme e delicado, tomou um gole da bebida e voltou seus olhos verde claros para o pequeno grupo na sua sala de estar. Os três humanos presentes a fitaram de cima abaixo, verdadeiramente Isobel era uma mulher muito atraente e totalmente consciente disso.

– Isobel, junte-se a nós. Conheça Kate e seu namorado Thomas. E esta aqui é Megan. – Nicolas passou a mão por sobre o ombro da jovem mulher depois de apresentar todos.

– Ela é sua...? – Megan ia perguntar e se calou no final da frase meio que engolindo em seco.

– Namorada? Esposa? Não. – Nicolas fez uma expressão engraçada do tipo “como pode pensar isso?”. O belo homem caminhou até Kate e Thomas, se interpondo entre os dois passando as mãos por seus ombros – Deliciosos, não? – piscou de uma forma cumplice para Isobel enquanto o casal de namorados os olhavam sem nada entender.

– Não tem problema estarmos aqui? – quis saber a loira sussurrando e rindo ao mesmo tempo, talvez por efeito da bebida.

– Não se preocupe. Isobel é uma excelente anfitriã. – Nicolas respondeu sussurrando também para Megan.

Kate e Thomas ficaram na sala com Isobel, Nicolas sorriu para Megan pegou sua mão e subiram correndo como dois adolescentes três degraus que os separavam para outra sala menor, ali a encostando na parede começou a beijá-la de uma forma intensa, aos poucos os beijos pareciam mais urgentes e Megan sentiu todo o seu corpo eletrizar, fazendo seu coração martelar e a respiração se acelerar.

– Seu sabor é doce... – Megan ouviu essas palavras em um tom rouco e inebriante. Ao abrir os olhos lentamente por um momento achou que o álcool da bebida lhe pregava peças, teve a ligeira impressão de ver uma coloração rosada muito vibrante e pupilas em fenda. Piscou como para limpar a visão e voltou a encarar o par de orbes de estranho tom prateado do homem em sua frente.

– Algum problema? – perguntou Nicolas exibindo um sorriso que faria qualquer mulher ficar desconcertada de tão sexy que foi.

– ... Não... Nenhum problema... – respondeu e voltaram a se beijar ardentemente, Nicolas beijava seu pescoço e Megan começou a falar entre ofegos. – Eu... não sei o que deu em mim... Eu não sou... de fazer isso, de sair com um cara... dessa forma, e... muito menos de chegar a esse ponto... com um cara que conheci a poucas horas...

Era mentira. Mas não admitira isso em hipótese nenhuma para aquele homem lindo à sua frente, além do mais, não era uma total mentira, não fazia isso com frequência e sempre tomou cuidado para não cair em armadilhas, como do tipo acabar na cama de um cara totalmente fracassado, ou casado ou mesmo um homem violento.

– Eu sei... – Nicolas fingiu acreditar e beijou o queixo de Megan e voltou a olhá-la nos olhos. – Há sempre uma primeira vez para tudo, querida. – e deu um de seus sorrisos que transmitiam confiança para quem quer que o olhe.

Apesar de ainda haver certo receio Megan não conseguia negar, estava se sentindo maravilhosamente bem nesse momento, foi uma sensação emocionante que a trouxe ali naquela noite, ele a provocava a agir e a perder todas as inibições e pudores. A ousadia, a malícia e a luxúria que parecia emanar da pele do outro a atraiu como um ímã. O tempo gasto em palavras na boate deu lugar a ações naquele espaço reservado. Nicolas a empurrou mais contra a parede, ergueu uma das pernas da loira pressionando seu corpo contra o dela enquanto sua mão livre percorria por sua cintura delgada a puxando mais para si, depois apertou seus quadris, sem membro desperto roçava no sexo da loira por cima da peça íntima arrancando gemidos de prazer. Desceu sua boca pelo pescoço de Megan e traçou um caminho imaginário até chegar à junção dos seios da loira, respirou o perfume que vinha daquela área íntima e ali concentrou leves beijos e mordidas, a mulher arfou liberando o ar de seus pulmões que, embora totalmente saudáveis, pareciam querer a qualquer momento interromper sua respiração. Nicolas retornou o trajeto feito por sua boca e concentrou carícias no pescoço da loira, o que a fez se sentir estranhamente mole e tonta, Megan fechou os olhos e deixou a cabeça tombar para trás ao sentir o hálito estranhamente frio do homem que tão habilmente a fazia quase implorar por mais se não fosse o fato de praticamente não conseguir formular uma frase com coerência agora. Nicolas pegou uma das mãos da loira sentindo a textura fina e delicada de sua pele e a levou até a boca depositando um beijo casto... Guiou a mão delicada até depositá-la em seu rosto, a jovem acariciou a face do belo homem que sorrindo levemente fechou os olhos por um momento apreciando o toque suave em sua pele, abriu os olhos fitando lateralmente as grandes orbes azuis que denunciam o prazer que ela estava sentindo... Aos poucos o sorriso que Nicolas exibia se esmaeceu. Seus lindos olhos prateados não eram mais de diversão, traziam feracidade, eram raivosos... Até que ele cravou suas presas no pulso de Megan...

Megan gritou com a dor que a consumiu de imediato, se afastou rapidamente analisando o pulso esquerdo ensanguentado e dolorido, pôs a mão direita na ferida em seu pulso que latejava de dor a cada pequeno movimento que fazia – Mas... o que você fez? – gritou incrédula e assustada, tentando se afastar do homem em sua frente que parecia não ter nenhum remorso pelo que acabara de fazer.

Nicolas nada respondeu, mantinha uma estranha calma, sua boca estava suja de sangue, passou o polegar no lábio o limpando e sem tirar os olhos de sua presa.

Megan ouviu gritos estridentes e prolongados, reconheceu a voz de sua amiga Kate e de seu amigo Thomas e correu até a sala em que estavam. A partir daí tudo foi um pesadelo. Thomas estava agonizando no chão com várias perfurações em seu abdômen, alguns dos seus órgãos estavam para fora e o líquido vital fluía sem cessar levando a vida do homem de 28 anos que nessa madrugava comemorava a promoção no emprego indo com a namorada e a amiga em comum dos dois para aquela boate badalada. Megan viu o exato momento em que do nada imensos cortes, um a um, foram se abrindo nos pulsos de sua amiga de infância que gritava assustada e de dor. Megan correu em direção da morena de longos cabelos cacheados que caiu de joelhos no chão com os braços erguidos pedindo socorro, a loira ficou desesperada ao ver tamanha quantidade de sangue se esvair, esqueceu-se do próprio ferimento e tentou socorrer Kate que aos poucos foi perdendo a consciência e não resistiu mais a morte iminente. A loira abraçou o corpo já sem vida de Kate, gritou e chorou pela morte de seus amigos, nada pôde fazer para evitar e muito menos compreendia o porquê disso tudo estar acontecendo, controlou um pouco o choro e sua voz, ainda no chão olhou assustada para Isobel que agora estava sentada no sofá confortável de sua sala com as pernas cruzadas mexendo nos longos cabelos despreocupadamente. Olhou para Nicolas que agora estava próximo a ela com os olhos faiscantes, seus lábios se curvaram num sorriso debochado exibindo presas para o espanto da loira.

Todos os sinais de alerta que ela não prestou atenção agora pareciam gritar. Megan sentiu o corpo se arrepiar com o que ouviu – Megan, minha linda. – a voz de Nicolas saiu quase como um rosnado, foi um tom sombrio apesar da falsa amabilidade, o homem se aproximou mais e se abaixou ficando na mesma altura que ela, Megan fechou os olhos assustada tentando recuar, manteve os olhos fechados com força desejando que tudo em sua frente fosse uma mentira, buscava agora forças em orações silenciosas... Mãos suaves envolveram seu rosto, dando a entender que nada deveria temer, essas mesmas mãos ergueram a cabeça dela a fazendo ficar face a face com o homem que a trouxera aquele apartamento.

Quando finalmente abriu os olhos, seus orbes azuis se encontraram com olhos demoníacos que a fitavam com frieza, as lágrimas escorriam constantemente de seus olhos que pareciam não enxergar nada além das impressionantes pupilas em fenda, ele abriu um sorriso malicioso, a segurou pelos braços e gentilmente a ajudou a erguer-se, os joelhos dela tremiam e ela estava prestes a ceder se não fosse ele sustentando o peso dela.

– Quem... ou... o que são vocês...? – balbuciou por fim.

– Sempre as mesmas perguntas... – falou Nicolas com uma voz gutural sem se importar em dar uma resposta.

– Por favor, não me mate... – suplicou.

– Sempre as mesmas súplicas... que não vão salvá-la. Você fez sua escolha, optou em me acompanhar e aqui estamos para uma noite de sexo selvagem e sem culpas. – falou com um sorriso malicioso.

Megan virou-se e tentou correr, depois de uns cinco passos vacilantes grande foi o seu espanto ao ver o akuma parado em sua frente a encurralando. – Como você...? Por favor... não me machuque... – suplicou novamente com a voz embargada pelo choro.

Ele ignorou suas súplicas, continuou a encará-la com os olhos novamente prateados que agora transmitiam uma frieza intensa e profunda, a segurou pela cintura aproximando seus lábios e voltou a beijá-la, a princípio gentilmente depois a intensidade foi aumentando a ponto de ser insuportável para ela prosseguir, ele liberou a boca dela e cravou suas presas no delicado ombro direito o que culminou em gritos de dor em meio ao choro e pedidos de “por favor, pare”. Com suas garras expostas deslizou pelas coxas roliças e firmes da mulher arrancando pedaços de sua pele alva.

– Ela está gritando muito. Faça ela parar, isso é irritante. – falou a ruiva de forma um tanto chateada, estava observando a cena do outro lado da sala.

– De outra forma não teria graça. – falou o akuma que arrancou sua própria camisa exibindo o tórax bem torneado. Rasgou o vestido preto da loira a deixando somente com as peças íntimas, a segurou com força a empurrando contra a parede colando seu corpo ao dela.

Megan estava seminua, ensanguentada e toda dolorida, ao som de T.N.T. que abafavam um pouco seus gritos sua calcinha foi agora rasgada e foi possuída de uma forma animalesca. O membro do akuma praticamente a rasgava devido à brutalidade que este a estocava sem nenhum cuidado, a pele alva e sem marcas agora estava inchada e com perfurações de mordidas e arranhões profundos. Nicolas lambeu o sangue que escorria do ombro de Megan e saboreou cada gota aumentado a profundidade das estocadas, as luzes na sala começaram a falhar, acendiam e apagavam dando a Megan uma visão terrífica, penas negras começaram a surgir do nada os envolvendo, o demônio diante da loira foi aos poucos assumindo sua verdadeira forma. Megan sentiu medo como nunca sentiu em toda a sua vida. As garras negras e afiadas se alongaram mais perfurando sua pele já sensível, asas negras começaram a surgir e ganhar tamanho nas costas do homem que ela conheceu a poucas horas. A alternância da luz na sala aliado com a visão cara a cara daquele akuma a enlouquecia, as lufadas de ar que pesadamente eram liberadas pela respiração do outro chegavam a balançar alguns fios de cabelos da loira, gritou com todo o ar dos pulmões até que o demônio arrancou a língua da loira fazendo-a engasgar com seu próprio sangue não antes de liberar seu prazer dentro do corpo dela.

Isobel presenciou tudo. Apesar de seus longos séculos de experiência nunca se cansava de ver. Akumas eram demônios sem igual, nobres e sádicos, educados e sarcásticos, de personalidade singular, desprovidos de pudores e totalmente sem remorsos, não sabe ao certo a origem da raça que é das mais antigas que se têm notícia, mas sem dúvida são máquinas perfeitas para aniquilar qualquer outra espécie não fosse o fato de só poderem se alimentar com a permissão de seus contratantes, o que os mantinham na linha firme da existência nas sombras. Nicolas largou o corpo sem vida de Megan deixando-a tombar no chão, virou seu rosto para Isobel que o olhava de cima a baixo sentada no sofá do outro lado da sala. Um som metálico começou a ser ouvido no apartamento à medida que o akuma caminhava na direção da ruiva ainda com sua forma original. Isobel olhou para a direção de onde vinha aquele som, vinham das botas de cano longo que o outro usava e que à medida que pisava soltava algumas faíscas com o atrito na cerâmica clara. As luzes ainda piscavam e outras estouraram de acordo com a proximidade do demônio, nessa alternância de luz a ruiva demônio conseguia ver claramente o que nenhum humano aguentaria ver sem enlouquecer de imediato, uma visão deveras desagradável até para os humanos contratantes que só os olham através da nuvem de penas negras que os envolve. Os impressionantes olhos em cor vibrante se destacavam na pouca luz e claramente eram desprovidos de qualquer sentimento conhecidos por humanos, ali estava exposto sua real natureza... Porém quanto mais perto ficava da bruxa foi assumindo sua forma humana conhecida, as garras que exibia foram se retraindo dando lugar a mãos humanas deixando somente como resquício as inconfundíveis unhas negras, as longas botas de repente deram lugar a botas pretas que qualquer humano poderia ter, a nuvem negra de penas foi se dissipando e o rosto humano de belos traços retornou emoldurado por fios negros e sedosos que desciam em um corte irregular até seus ombros largos.

– Até que enfim. Achei que queria estourar todas as lâmpadas do apartamento. – disse a bruxa um tanto insatisfeita com a bagunça que ficou o local.

Os olhos prateados que pareciam ainda reagir por instinto se voltaram um tanto raivosos para a ruiva, recuperou sua compostura e a fitou com um certo escárnio escondido e retribuído a altura pela bruxa.

Ouviram batidas na porta, ao abrirem Isobel viu o recepcionista do hotel que falou – Err... Alguns hóspedes reclamaram um pouco da música alta, madame... Vim saber se está tudo bem.

– Ah, claro. Entre, preciso de sua ajuda para um probleminha. – Isobel seguiu pelo apartamento com o funcionário do hotel a acompanhando.

Chegando à sala o jovem homem se assustou ao se deparar com três corpos naquela situação. Voltou seus olhos para Nicolas e Isobel totalmente assustado quando para completar viu uma espessa nuvem preta serpenteando no teto. Não teve tempo nem de gritar quando a espessa nuvem entrou por sua garganta e o dominou. Os olhos negros demoníacos se voltaram para Nicolas e Isobel.

– Aqui, veja a situação que ficou essa parede. Dê um jeito. – falou a ruiva em tom autoritário para o demônio que agora possuía o funcionário do hotel, depois soltou um suspirando enfadonho enquanto ela e Nicolas observavam a parede suja de sangue com um ar de “que pena”.

***

Na manhã seguinte...

Ciel tinha dormido tranquilamente, abriu os olhos lentamente e percebeu braços em sua volta, olhou para o lado e viu que era Sebastian. Ciel não tinha percebido antes que o akuma estava em sua cama abraçado a ele, talvez por causa de tudo o que aconteceu, quando foi dormir estava cansado demais e quando finalmente relaxou dormiu profundamente.

– O quê?? Como ousa?! – Ciel esbravejou tentando se desvencilhar do abraço do maior.

– Vejo que está bem melhor, bocchan. – fala o akuma sem desfazer o abraço, ao contrário o puxou para mais perto de si. – Mal acordou e já está bastante enérgico.

– Pensei que não estivesse tão cansado assim a ponto de precisar dormir. – o conde alfinetou.

– Às vezes nós akumas nos damos ao luxo de dormir, mas não é uma necessidade como para os humanos.

– Então o que está fazendo na minha cama?

– O jovem mestre se remexia muito, provavelmente estava tendo pesadelos, então me deitei ao seu lado para que pudesse se sentir mais seguro, então você começou a relaxar e a dormir tão profundamente... – falou cheirando a nuca do conde.

– O qu... Mas isso não te dá o direito de agir assim! Acordar-me era o suficiente.

– Ok, então. Como se fosse perder uma chance como essa. – falou com um sorrisinho maroto.

– Ontem você disse que não faria nada. – Ciel disse já corando.

– E não fiz. Somente dormimos na mesma cama. – sussurrou ao ouvido do garoto. Os dois permaneceram em silêncio até que o akuma voltou a falar – Ontem fiquei surpreso com o que aconteceu. – Ciel começou a prestar atenção ao que o outro dizia – Achei que sabia tudo sobre você, mas apesar do tempo que convivemos juntos ainda posso me surpreender com certas situações. Não quero somente deduzir ao observar como antes. Quero saber tudo sobre a pessoa que quero comigo.

Ciel voltou seu rosto na direção do akuma, o olhava surpreso. Este por sua vez continuou. – Quanto a mim, pergunte o que quiser. Responderei com sinceridade qualquer coisa que queira saber sobre mim. – mestre e servo se entre olhavam a centímetros de distância, Ciel estava um tanto vacilante sobre como reagir, porém o akuma não. Sebastian aproximou mais sua boca dos lábios do conde e o beijou. Sua língua explorava com destreza e experiência toda a boca do menor, revezava ora sugando com volúpia a língua do conde, ora sugando seus lábios rosados.

Ciel desviou seus lábios e virou o rosto na tentativa de proteger-se dos avanços do mordomo que não parou e agora afastava a blusa do conde para beijar seu ombro. As batidas cardíacas do menor se aceleravam.

– Jovem mestre, eu também fico agitado ou nervoso quando chego a este ponto com você. Não é algo para se envergonhar... – sussurrou o akuma novamente próximo ao ouvido do conde, logo depois depositando um beijo na orelha do menor.

Iria prosseguir com cuidado tendo em vista o que se passou no dia anterior, porém...

– Nããããããoooooo!!!! Sebas-traidor!!! – era Grell que viu essas últimas cenas e estava caído no chão aos prantos. Enquanto Grell rolava de um lado para outro chorando copiosamente, Sebastian e Ciel ficaram parados em cima da cama olhando atônitos o show que o ceifeiro estava fazendo. – Por quê??? Por quê??? Eu não sou suficiente para você?

– Não fale como se estivéssemos em um relacionamento. – Sebastian fala seriamente se encaminhando para a sala de estar junto com Ciel.

Lá na sala Ciel se senta confortavelmente no sofá e Sebastian se posiciona de pé ao lado dele enquanto o shinigami vai até eles se apoiando nas paredes e usando um lencinho para secar as lágrimas.

– Não pense que vai se safar dessa seu pirralho! Você seduziu o meu Sebas-kun, o meu Romeu, desviou ele da descoberta do verdadeiro amor.

– Eu o seduzi?? Me respeite seu shinigami de quinta! Ele me forçou!

– Forçou?? Rá!! Você é que fica se insinuando pra ele que eu sei!! E quem é de quita aqui é você seu nanico tarado!

– Nanico tarado?? Ora seu...

Discussão vai, discussão vem...

– Escute o que os outros estão dizendo!! – gritou Ciel e permaneceram discutindo enquanto Sebastian se sentou confortavelmente em uma cadeira e tomou um gole de chá que preparou. Ao que parece essa discussão ainda ia longe...

***

Isobel e Nicolas estavam conversando confortavelmente na sala de estar que já tinha sido limpada.

– Sabe, o que aconteceu aqui me fez pensar uma coisa... – falou Isobel para Nicolas.

– E o que seria?

– Você não acha lindo o poder da amizade entre humanos? – completou a ruiva exibindo um sorriso perverso e confiante que logo foi compreendido pelo akuma que logo sorriu perversamente também com a ideia.

Notas finais
Apartamento que Sebastian e Ciel estão http://www.minidicas.com/wp-content/uploads/2013/08/apartamentos-pequenos-decorados.jpg
Enquanto escrevia a cena de Nicolas se aproximando de Megan na boate ouvindo Devil Wouldn't Recognize You parecia um pequeno filme na minha mente, Nicolas se aproximando com o olhar penetrante e confiante a seduzindo a princípio sem nem se tocarem... e ela cedendo apesar que inconscientemente algo a alertava sobre o perigo que ele irradiava.
Imaginei Megan com um vestido mais ou menos assim: http://1.bp.blogspot.com/_cmUxfKPNFe4/TCnare_MqcI/AAAAAAAABZ0/osD6dd-A72Y/s1600/1663021_f520.jpg