Notas iniciais
Bom, como já disse quando comecei a postar a história... basicamente já a tenho toda em mente, então estou sendo fiel ao que comecei, não sei se agradará a todos mas vou escrevendo de acordo com o que já tinha pensando. Mas estou torcendo que gostem, hehe...

De manhã, informantes avisaram os Winchester sobre três casos de assassinatos, os dois caçadores foram investigar como agentes do FBI e tentavam obter informações com familiares e vizinhos das vítimas e agora estavam na casa da última vítima. Era mais um estranho caso em que uma mulher foi morta com estranhas marcas nas costas e com seu maxilar quebrado aberto. Estavam conversando com dois dos amigos da vítima que foram os primeiros a chegar ao local e se deparar com a cena.

...

– Eu falei com a polícia e conversei com o legista e ninguém pode explicar. – disse o homem com aparência cansada sentado no sofá da sala enquanto Dean fazia umas anotações.

– Pois é, foi por isso que nos chamaram, sr. Turner. – responde Dean enquanto Sam procurava pistas pela casa. – Vocês se conheciam há muito tempo?

– Têm uns dez anos mais ou menos, nos conhecemos em um grupo religioso. Vocês tem algum suspeito? Nunca vi uma situação como essa.

–Ainda não, mas não descartamos nada – Dean responde. – Sabem informar se Ângela Davis tinha algum inimigo? Alguém com motivos para fazer mal a ela?

– Não, não que eu saiba. Apesar das divergências que às vezes tínhamos por causa de pontos de vistas diferentes, mas ela não possuía inimigos. Quem poderia ter feito isso? – pergunta o outro homem um pouco mais jovem de perto de uma janela.

– Vamos considerar todas as possibilidades. – Sam responde se aproximando – Vocês se desentendiam por quê?

– Bem, crenças diferentes. Ela há muito tempo se desviou do caminho cristão. E tentávamos convencer ela a voltar para a Igreja – o sr. Turner responde.

– Explique melhor – Sam diz.

– Bem, depois que o marido dela morreu em um assalto há uns cinco anos atrás ela se desviou totalmente dos caminhos de Deus, ela deixou de acreditar. – explica o homem com aparente sinceridade. – Nós éramos amigos dela e do falecido marido dela. Mas o que isso tem a ver com a morte de Ângela?

– Como disse, vamos considerar todas as possibilidades. – Sam respondeu.

– E quanto aos costumes dela? Vocês dois conheciam? – pergunta Dean.

– Que tipo de costumes? – questiona o sr. Turner.

– As costas da vítima estavam com estranhas marcas, símbolos assim dizendo... Algumas das outras vítimas possuíam as mesmas marcas nas costas. – explica Sam – Pode ter algo a ver com rituais satânicos, ela pode ter se envolvido com pessoas erradas.

– O quê?? Não, não, não! – fala o sr. Turner se posicionando de pé. – Ela nunca se envolveria nisso!

– Ela podia não ser mais cristã, mas nunca se envolveria em algo como isso! – afirma o outro homem.

– Está bem senhores. Nós acreditamos. – Dean fala com calma.

Uma hora depois estavam no necrotério da cidade com o legista, os dois pediram para verem os corpos das vítimas.

– Então, como podem ver não está faltando nenhum órgão vital. – fala o médico legista mostrando o laudo.

– Podemos ver os corpos, Dr. Carter? – pergunta Dean.

– Claro, sem problemas. – disse o legista puxando enormes gavetas onde estavam os corpos de Ângela Davis e de mais duas vítimas, outra mulher e um homem. – Deixarei vocês fazerem suas investigações, tenho que sair. – Dr. Carter informa já deixando o necrotério.

– Esse médico é bem prestativo hein. Das vezes que tivemos que vir aqui não foi nenhuma vez chato em nos atender – fala Dean ao irmão. – Uma simpatia.

Sam tirou algumas fotos das marcas nas costas das vítimas e os dois saem do necrotério.

No hotel Sam mostrava a Dean as fotos das estranhas marcas, comparando as semelhanças e fazendo buscas na internet.

– Peter está no hospital, não poderia ser ele. Detesto ter que admitir, mas aquele demônio tirou o dybbuk do rapaz e o salvou. Então só pode ser outra pessoa. Mas quem? – questiona Sam pensativo.

– Vamos ter que descobrir mais. – responde Dean.

***

Simultaneamente em outro ponto da cidade no restaurante de um luxuoso hotel. Em uma mesa confortável Ciel tomava seu café da manhã ao lado de seu mordomo, os dois tinham passado boa parte da noite e da madrugada investigando sem sucesso e agora descansavam. Bem, na verdade Ciel descansava. Sebastian acabou matando alguns demônios, porém não obteve respostas claras para suas perguntas. Pessoas sentadas em outras mesas olhavam furtivamente a mesa que o mordomo e seu mestre sentavam, alguns cochichavam se questionando quem poderia ser tal importante figura que possuía um empregado tão bem apresentável e refinado.

– Então o que você fez todo esse tempo além de ter passado alguns anos me procurando? – questiona Ciel sem nem se dar ao trabalho de olhar para Sebastian.

– Bem, voltei a me alimentar como antes fazia. Por fim, fiz outros contratos. – respondeu o mordomo rapidamente.

– Então você desistiu de me procurar?

– Não, nunca desisti, jovem mestre. Mas por mais que o procurasse nunca soube de seu paradeiro ou de quem o roubou de mim.

– Entendo... Na casa de Rachel você falou que a marca do contrato tinha sumido por mais de um século e que reapareceu mais ou menos um mês atrás. Então porque demorou a me encontrar? Perdeu a prática? – questiona o garoto em tom zombeteiro.

– Estava na Ásia finalizando um contrato até que senti sua presença, o procurei por todo o continente europeu. Algo estava atrapalhando a localização exata de seu paradeiro. Até que decidi procurá-lo em todos os continentes e aqui na América a sua presença estava mais forte até que o achei naquela noite.

– Humph... Por sorte encontrei Rachel que me deu apoio e um abrigo, pois com a sua demora talvez não tivesse conseguido me achar a tempo.

– ... O jovem mestre parece ter se afeiçoado um pouco a essa jovem... – fala Sebastian, o que fez Ciel engasgar com o suco que estava bebendo.

– Não é nada disso! – responde o garoto com o rosto um pouco corado – Só não sou um ingrato em não reconhecer o que ela fez por mim!

– Oh, entendo. O jovem mestre conviveu com essa jovem por um mês debaixo do mesmo teto, normal que exista um pouco de afinidade entre vocês.

– Como já falei não é nada disso! – esbraveja o garoto ainda um pouco corado sem direcionar o olhar para seu servo.

Sebastian segura suavemente o queixo do jovem conde o fazendo virar para sua direção.

– Em todo o caso, agora estou aqui. Eu estou aqui por você. – falou Sebastian, Ciel olhou a expressão séria de seu mordomo, a proximidade do seu rosto desconcertou o garoto. – Não quero que ninguém mais te toque – continuou o mordomo.

– Não seja atrevido! – esbraveja Ciel afastando a mão do maior. – O que há com você? Está agindo estranho e entendendo tudo errado! – Ciel se levanta e caminha em direção ao saguão principal seguido por Sebastian.

– Perdoe meu atrevimento, mas não me importo se é um mal entendido ou não. Não quero que ninguém mais te toque além de mim. – diz Sebastian se pondo na frente do jovem conde fazendo-o parar em pleno saguão do hotel – Não cederei você a ninguém.

Ciel olhava meio que boquiaberto a expressão de seu servo demônio sem compreender o sentindo de suas palavras, olhou em sua volta e percebeu que eram alvo de alguns olhares maliciosos e tentou manter a compostura. O garoto pigarreou e fez um gesto com a cabeça como que para alertar que ele parasse com tal atitude, pois estavam chamando atenção demais. Então os dois caminham em direção ao elevador e seguem para a suíte presidencial. Dentro do elevador Ciel estava desconfortável com a situação, não queria olhar para o rosto de Sebastian apesar de que este se encontrava em silêncio por trás dele o olhando através do reflexo pelo espelho e vendo a expressão de desentendimento de seu mestre. Dentro da suíte presidencial o silêncio era absoluto, Ciel não se atreveu a perguntar mais nada e tentou ver a situação por outro ângulo “O que ele quis dizer com ‘não cederei você a ninguém’? Sebastian deve estar se referindo ao meu desaparecimento quando diz que não quer que ninguém mais me toque e que não quer perder sua refeição novamente. É, deve ser isso.” pensou o jovem conde chateado olhando furtivamente seu servo.

– Vou tomar banho e mais tarde vamos sair para investigar mais. – diz Ciel já adentrando ao banheiro.

– Pois não, irei preparar imediatamente. – fala o mordomo prontamente.

– Hoje não será necessário. Vou tomar banho sozinho. – fala Ciel já fechando a porta do banheiro sob o olhar sério de Sebastian.

– Está tentando me evitar, bocchan? – questiona Sebastian.

– É claro que não! — Ciel responde abrindo a porta do banheiro rapidamente em uns dois tons mais alto que o normal. – Só estou indo tomar um banho sozinho, o quê que é, não posso? – fechou aporta em seguida.

– Como desejar... – responde o mordomo inclinando de leve a cabeça.

No banheiro Ciel já despido olha a marca do contrato em seu olho direito pelo espelho se perguntando o porquê dele estar agindo assim...

***

De tarde em outro ponto da cidade. Sam e Dean tentavam buscar pistas com os vizinhos da última vítima.

– Boa tarde, somos agentes do FBI e estamos investigando a morte de sua vizinha Ângela Davis. – fala Sam enquanto ele e Dean mostram os distintivos falsos. – Temos ido de porta em porta, para conversar com os vizinhos.

– Soubemos que era amiga da falecida. – Dean fala.

– Sim, éramos amigas. É uma pena o que aconteceu com ela. – fala a mulher em frente de sua casa.

– A senhora pode nos contar sobre o comportamento dela nesses últimos dias? – questiona Dean.

– Bem, aparentemente estava tudo normal. Ia e voltava do trabalho normalmente, estava até começando a conhecer um outro homem, acho que finalmente ela estava voltando a reconstruir sua vida depois que ficou viúva. – informou a mulher.

– Ah, é? Pode dizer o nome e qual a ocupação dele? – pergunta Sam já pegando um bloquinho de notas.

– Ainda não o conhecia muito bem, eles estavam saindo a pouco tempo, mas o nome dele é Anthony Wilson Jones, ele é um contador pelo que sei. Só o vi algumas vezes, um sujeito meio esquisito.

– Como assim? – pergunta Dean.

– Certa vez ao sair do trabalho o encontrei no centro da cidade e fingiu que não me viu, não falou comigo nem nada, parecia ser até outra pessoa, nem me cumprimentou. — respondeu a mulher dando de ombros. – Quando o vi com Ângela comentei isso e ele disse que nunca esbarrou comigo pelo centro da cidade. E apesar disso, vez outra esbarrei com ele novamente e me ignorava por completo.

– Como ele é? – pergunta Dean.

– É um homem de altura mediana, uns 35 a 37 anos, cabelos castanhos bem cortados, olhos escuros, tem um sinal escuro na mão direita. Para quantos mais vou ter que repetir essa história? Já falei com outro agente tem umas duas horas. – questiona a mulher.

– Um outro agente? – questiona Sam.

– Sim, um alto e branco, cabelos lisos negros com uma franja longa, um jovem homem realmente bonito. Seu nome é... Sebastian. É, esse é o nome dele. Muito bonito e simpático por sinal.

Os dois irmãos se entreolham em confirmação de saber de quem se tratava.

– Bem... Não vamos mais incomodá-la, senhora. Uma última pergunta, em qual local no centro da cidade você costumava ver esse Anthony Wilson Jones? – pergunta Sam por fim.

Minutos depois dentro de um carro indo para o centro da cidade.

– Aquele maldito demônio chegou primeiro que a gente nesse caso também! – esbraveja Dean dando um tapa no volante. – Ele conseguiu falar com todos que entrevistamos antes de nós!

– Pois é, isso quer dizer também que ao que parece estamos na pista certa. – Sam conclui com ar pensativo. – Você percebeu o que essas três vítimas tem em comum?

– Claro que sim, não sou idiota! Todas deixaram de acreditar em Deus por algum motivo. – responde Dean ainda chateado.

– Isso mesmo. Essa pessoa ou este ser está caçando os descrentes. – fala Sam fitando o irmão. – A descrição que deram desse cara, esse Anthony W. Jones está batendo com a mesma que familiares e amigos das outras duas vítimas disseram, só que ele se apresentou com outros nomes para as outras duas vítimas, era Richard Miller e Steven Garcia.

...

De noite no centro de Phoenix o fluxo de carros estava alto, as pessoas voltavam apressadamente para suas casas principalmente depois de um longo dia de trabalho. Alguns até tentavam aproveitar a vida noturna como se nada estivesse acontecendo, outros talvez mais preocupados com a elevação da onda de crimes andavam em grupo na tentativa de se proteger.

– É nesse local que aquela vizinha da última vítima disse que vez outra esbarrava com esse tal de Anthony. Conseguiu alguma informação ou uma imagem dele? – pergunta Dean em uma calçada pelo celular, Sam estava em um furgão estacionado tentando obter informações sobre o suspeito com seu laptop.

– Olha, pela descrição que ela deu pode ser qualquer cara pelo que estou vendo aqui, mas pelo nome achei um contador chamado Anthony Wilson Jones, é um cara de Omaha, Nebraska. E ele é loiro e de olhos verdes, nada de cabelo castanho e sinal na mão direita – fala Sam.

– Como é que é? – Dean questiona pelo celular. – Então aquela mulher nos deu informações falsas e estou aqui esperando com a maior fome a toa??

– Dean, tem um detalhe. Esse cara morreu aos 36 anos enquanto caçava há dez anos atrás. – fala Sam.

– O que? Espera aí! Então esse cara é um zumbi que pintou o cabelo e usa lentes de contato? Não estou entendo nada! – esbraveja Dean.

– Não sei, e tem mais. Os outros dois, Richard Miller um promotor público e Steven Garcia um agrônomo, um de Denver no Colorado e o outro de Florence aqui do Arizona. Ambos mortos em circunstâncias estranhas há anos atrás também. Nenhum deles bate com a descrição dada pelos amigos das vítimas.

– Cara que sinistro! – fala Dean pelo celular.

– Acho melhor tentarmos descobrir o que é tudo isso antes de tentar encarar esse cara, Dean.

– É, você deve ter razão. – Dean concorda e se encaminha ao furgão. Já próximo de onde o irmão estava uma pessoa na rua chama rapidamente a atenção de Dean. Trata-se do Dr. Carter que passava pelo local e não nota a presença de Dean.

De volta ao hotel já era tarde da noite Sam estava no telefone falando com Bobby.

– Tá entendi. Continua olhando tá bem? Valeu Bobby! – fala Sam já desligando o celular.

– O que Bobby disse? – questiona Dean sentado no sofá do quarto de hotel.

– Que somos dois idiotas. – Sam responde sentando no outro sofá. – E que tenhamos cuidado.

As sobrancelhas de Dean se ergueram, mas só o que ele disse foi “Arrã”.

– Bem, pelo que falei para Bobby, basicamente estamos lidando com um amaldiçoado que rouba as almas dos mortos.

– Fiuuu... – Dean dá um assobio com a novidade. – Um amaldiçoado? O que mais falta aparecer?

– Bobby falou que não é fácil capturar esses tipos, pois podem assumir a personalidade das almas que conseguem e acabam se passando por eles.

– Esse ladrão de almas pode pegar a alma de qualquer um? – questiona Dean.

– Geralmente esses amaldiçoados seguem um padrão. No caso desse ele tem uma eterna obsessão em abrigar os descrentes.

– Quer dizer que amaldiçoados como esse podem estar por aí espalhadas pelo mundo? – pergunta Dean.

– Provavelmente... E até se passam por pessoas comuns. Despercebidas.

– Despercebidas... – Dean repetiu a palavra pensativo.

...

Já era tarde da noite quando um homem chega em seu apartamento visivelmente cansado, arfava como se estivesse puxando o ar para os pulmões com dificuldade, suas costas doíam muito. Pegou um lençol se enrolou nele sentando-se no sofá enquanto buscava um remédio para sua dor em uma maletinha de medicamentos. Resolve telefonar para uma farmácia.

– Alô, Paul? É Charles Walker, preciso de mais uns analgésicos e de outro xarope para dor de garganta. É, ainda estou com a garganta seca e doendo... Sim, sei que preciso voltar ao médico. Minhas costas? Estão doendo mais hoje... – Charles interrompe a conversa pois ao passar as mãos nas costas doloridas nota a presença de sangue e uma estranha substância pegajosa. – Paul, tem algo errado comigo...

Charles sentiu uma presença ao seu lado e quando se virou deparou-se com um rosto que lhe era familiar próximo de sua face.

– Ja...James? O... o que faz aqui? Como entrou? – perguntou Charles sem obter nenhuma resposta.

– Alô? Charles? James está aí? – era Paul do outro lado da linha.

A conversa foi interrompida. Sob a observação de um par de olhos frios Charles começa a tossir compulsivamente e a sentir uma forte dor no corpo caindo no chão logo em seguida. Charles ainda se contorcia quando nota que o invasor se abaixa ficando com os joelhos no chão e sem pressa direciona suas mãos a sua boca abrindo-a, apesar de aparentemente não ter sido feito nenhum esforço o estranho invasor deslocou o maxilar de sua vítima que não consegue reagir. James, como assim Charles o conhecia, aproximou-se da boca do outro e sugou-lhe a alma.

...

No dia seguinte, no necrotério...

– Então, mais um caso inexplicável hein... – fala o Dr. Carter.

– Pois é, quem sabe dessa vez tenhamos sorte e pegamos o culpado. – Dean responde colocando as mãos no bolso e fitando o médico legista. – A maneira como essas pessoas estão morrendo... As vítimas conheciam seus possíveis assassinos. – continuou Dean.

– É, quando você acha que conhece uma pessoa... – fala o legista.

– Eu acho que todos nós temos segredos, não é? – Dean fala enquanto Sam só ouvia atento o desenrolar da conversa. – Ontem à noite o vi no centro da cidade. Não me viu?

– Hã? Não, não o vi. – responde o médico ainda averiguando o corpo da última vítima. – Costuma passear pelo centro da cidade de noite? – pergunta Sam.

– Não exatamente passear, moro próximo ao centro, então aquele é meu caminho. – responde o legista retirando as luvas e jogando-as num lixeiro próximo.

Dean e Sam olham instantaneamente para a mão direita do médico e verificam que não tem nenhuma marca de nascença.

– Ah, tá. Ok, fez um bom serviço aqui viu. – fala Dean finalizando a conversa e saindo da sala seguido por seu irmão.

– Não é ele. – Sam fala baixinho para seu irmão enquanto caminham pelo corredor do necrotério.

– Pois é, mas ele bate com a descrição que os amigos das vítimas deram. Mas não tem nenhum sinal na mão direita.

Os dois continuavam a conversar quando reconhecem a silhueta de duas figuras se afastando de uma das alas do necrotério. Os dois caçadores conferem suas armas e as escondem no paletó do terno apressando os passos para segui-los. Os veem dobrando a esquerda e quando os dois irmãos também dobram na mesma direção sacam suas armas e a faca da Ruby para surpreendê-los, mas não encontram ninguém. Olham o local com cautela e quando resolvem retornar se deparam com Sebastian e Ciel bem em sua frente.

– Eu esperava que desse as caras. – fala Dean sacando a arma em direção a cabeça de Sebastian.

– Aponte isso para outro lugar. – rosnou o demônio.

– Há há há , fora daqui seu demônio! – esbraveja Dean depois de uma risada provocativa.

– O que fazem aqui? – questiona Sam também apontando sua arma.

– Acredito que o mesmo que vocês, senhores. – responde Ciel ao lado do demônio. – Não nos atrapalhem.

– Atrapalhar? Fala sério! Somos profissionais garoto. – Dean fala exaltado.

Um homem passa calmamente com uma maca encaminhando um corpo para uma das alas do necrotério.

– Hee he he! Os ânimos realmente estão exaltados por aqui... – fala a estranha figura com uma voz oscilante entre sinistra e alegre.

Todos se viram para olhar surpresos pela interrupção. A estranha voz era inconfundível para o garoto ali presente, bem como para o demônio. Ciel vira-se para confirmar suas suspeitas e se depara com um homem alto e delgado usando roupas escuras, as mangas do sobretudo folgado eram tão compridas que faziam seus braços parecerem maiores, usava calça escura e botas de cano longo pretas com detalhes em prata. Os cabelos compridos eram estranhamente prateados com uma franja longa que cobria seus olhos e possuía cicatrizes no pescoço e em parte da face.

– Undertaker!! – esbraveja Ciel totalmente surpreso.

– Há quanto tempo Conde Phantomhive. Hee he he...

Notas finais
Sou fã de filmes com tema sobrenatural e suspense, então aqui está uma certa mistura com o filme Identidade Paranormal.