Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo. Pouco a pouco as coisas vão esquentando, rs.

De manhã no hospital em Phoenix

Dean, Rachel, Ciel e Sebastian estavam na sala de espera aguardando o médico voltar com notícias do estado de saúde de Peter. Dean estava claramente incomodado com a situação, olhou a sala observando que o garoto e Rachel estavam sentados distantes um do outro, o demônio em pé como uma sombra ao lado do menino. O silêncio era perturbador. Rachel olhava furtivamente para Ciel, as palavras vez outra queriam escapar da boca da jovem, mas ela as reprimia, pois não tinha certeza se o que iria ouvir seria demais para ela suportar.

– A polícia levou os três para a delegacia depois que extraíram a bala da perna daquele cara. – fala Sam adentrando a sala de espera se referindo aos três invasores da casa de Rachel. – Não acho que criarão problemas. Mesmo que eles digam alguma coisa sobre o que aconteceu à polícia não acho que iriam acreditar neles.

Os dois olham para Sebastian e para Ciel, custavam a acreditar no que viam. Um demônio parado ali calmamente como um ser humano ao lado de um garoto que se diz seu mestre.

– O que é que tá acontecendo? – esbraveja por fim Dean intercalando o olhar entre Ciel e o demônio na sala do hospital. – Quero respostas!

– Já lhe demos algumas respostas na casa de Rachel – fala Ciel olhando para Dean. – Além disso, estamos em um hospital, tenha modos.

– Calma Dean. – Sam resolve intervir ao ver que o irmão poderia se exaltar mais e expô-los ao perigo. – O que queremos saber é o que acontecerá a partir de agora. Pelo que entendi você foi sequestrado e trazido aqui... – fala tentando mediar a conversa.

Ciel dá um suspiro enfadonho – Sim, fui sequestrado e “jogado” nessa cidade esquisita e quente. Não sei como vim parar aqui. Estava cavalgando em uma competição com minha tia e de repente algo assustou meu cavalo, senti alguém me agarrar e acabei desmaiando, quando despertei já estava aqui. – falou por fim.

Todos ouviam atentamente, inclusive Rachel que tentava se manter um pouco distante de tudo aquilo. O que o garoto que ela acolheu tão amigavelmente em sua casa contava não era ao todo novidade, mas quanto à questão de sua ligação com aquele ser sobrenatural prostrado em pé ao seu lado era realmente algo difícil de assimilar assim como o que aconteceu com Peter.

– Não conseguiu ver quem fez isso, senhor? – pergunta Sebastian interrompendo os pensamentos da jovem.

– Não. Estava muito escuro.

– E o que você e o mordomo demônio aí planejam fazer? – questiona Dean impaciente. – Você quer que eu acredite que este cara não atacará ninguém se você não der uma ordem para ele?

– Sebastian, é como uma peça de xadrez. Ele está instruído a agir somente sob o meu comando. A função dele é ser minhas mãos e pés, assim como também minha força. Quem dá as ordens sou eu. – fala asperamente. – Além do mais, assim como eu, ele quer descobrir e punir quem se pôs em nosso caminho.

Dito isso todos olham para Sebastian que não fala nada e nem esboça reação alguma diante das palavras do garoto sentado em sua frente.

Um médico entra na sala.

– Como está Peter? – questiona Rachel se pondo de pé angustiada – Ele vai sobreviver não é?

– Fizemos o possível. Ele está na UTI neste momento, é preciso ter paciência, pois o estado dele é crítico.

Depois o médico se retira deixando todos na sala sem ter mais o que falar. Ciel levanta-se da cadeira e caminha até a porta da sala.

– Sebastian, vamos embora.

– Para onde vão? – questiona Sam.

– Não sei... Mas por enquanto creio que será melhor nos afastarmos, – diz Ciel fitando a expressão pesarosa de Rachel – pelo menos até que possamos obter algumas respostas.

Sebastian e Ciel seguem pelo corredor do hospital até desaparecerem do campo de visão deles. Rachel nada disse, estava triste demais, nervosa e insegura demais para argumentar qualquer coisa.

Minutos depois

Dean e Sam deixam o hospital e seguem até onde o impala estava estacionado. Sam para cruzando as pernas encostando-se no carro pensativo e Dean encosta-se ao lado próximo ao irmão.

– Em todos esses anos como caçador nunca presenciei algo assim. – fala Dean.

– Nem eu... É a primeira vez que vejo um demônio agir dessa forma, como um... Um criado. – Sam diz.

Dean escutava atentamente as palavras do irmão e por fim fala – O fato é que ele é um demônio. Encoleirado ou não continua sendo um demônio e é nosso dever caçá-lo.

– Como? Você viu o que ele é capaz de fazer.

– Todas essas criaturas sobrenaturais tem uma fraqueza, só precisamos descobrir qual é a dele. – explica Dean se direcionando para o lado do motorista e entrando no carro.

– A história daquele garoto também é muito estranha... – fala Sam já dentro do carro – Se é verdade porque alguém o sequestraria e simplesmente o traria para cá? Qual o propósito disso?

– Não faço ideia, mas se isso for verdade, tiraram uma com a cara daquele demônio engomadinho, ah se tiraram. – fala Dean em tom zombeteiro.

– É e criaram um grande problema pra gente...

– É, é verdade... Vamos ficar de olho naqueles dois. – Dean liga o som do carro.

– E a dama de vermelho foi embora? – pergunta Sam debochando do irmão se referindo a Grell.

– Argh... Nem me lembra dele! Já foi embora sim! – esbraveja Dean arqueando uma das sobrancelhas. – Disse que tinha outras almas para coletar, mas que depois voltaria! É mole??

Dean dá uma arrancada no carro em meio às risadas de seu irmão mais novo.

***

Início da tarde na recepção de um luxuoso hotel.

– Fiz uma reserva de um quarto para duas pessoas. – fala Sebastian para a funcionária do hotel.

– Em nome de quem? – pergunta a garota um pouco ruborizada intercalando seus olhos entre a tela do computador e o belo homem em sua frente.

– Em nome do sr. Phantomhive – responde ele voltando logo depois sua atenção ao garoto que deu dois leves puxões na barra de sua camisa. – Algum problema, milorde?

– Sebastian, esqueceu que não tenho dinheiro algum? – sussurra Ciel.

– Certamente que não. Mas como mordomo da casa dos Phantomhive não é mais que minha obrigação resolver algo tão simples. – respondeu também sussurrando ao mesmo tempo em que fitava com um de seus sorrisos debochados a expressão do garoto.

– Aqui está sr. Phantomhive, suíte presidencial. – fala a recepcionista entregando a chave do quarto. Ela fitou as unhas pretas do homem em sua frente ao mesmo tempo em que olha com curiosidade para o garoto que acompanhava aquele jovem homem de postura elegante e um tanto intimidadora.

– Oh, não senhorita, sou um simples mordomo. Ele é o sr. Phantomhive. – esclareceu a situação mostrando a pequena figura do seu lado à funcionária que olha o garoto de feições bonitas e ar refinado que estranhamente usava roupas bem maiores que ele, a princípio não parecia ser alguém tão importante para ter um empregado de tão alta estirpe. Ela fez uma expressão de descrença ao receber a notícia, jamais imaginaria que um homem de tão boa aparência seria um empregado e não alguém da alta sociedade que costumeiramente frequentava aquele hotel.

– Hã? Como pode essa criança ser seu... – Antes que pudesse completar a frase a jovem foi praticamente fisgada pelo olhar do belo homem a sua frente, a intensidade com que a olhava a deixou praticamente petrificada, incapaz de desviar sua atenção do par de orbes castanhos avermelhados.

– Não há com o que se preocupar senhorita. – falou Sebastian por fim de maneira simpática. – Aqui está o pagamento do quarto por uma semana.

– Ah... Eh, sim senhor. – fala a jovem mulher desconcertada principalmente depois de receber a quantia deveras alta em espécie.

Sebastian guia Ciel até o elevador, quando descem no andar indicado o belo mordomo abre a porta para seu jovem mestre entrar, a primeira vista o garoto olha bem para suíte que realmente era belíssima, bastante ampla, bem decorada, móveis escolhidos adequadamente. Tudo de muito bom gosto.

– Espero que esteja do seu agrado, bocchan.

– Sim – Ciel caminha de forma exausta pelo local, estava muito cansado, pois não dormiu nada na noite anterior.

– Bocchan, se me permite prepararei um banho para que possa descansar devidamente.

– Faça isso... – fala o jovem conde sentando no sofá.

Rapidamente o mordomo vai preparar a banheira com sais de banho para seu mestre relaxar, voltando logo em seguida encontrando Ciel quase dormindo. Caminha em direção ao garoto e segura suavemente em seus braços sem nada dizer o encaminhando ao banheiro, lá começa a despi-lo peça por peça como antes fazia há mais de um século atrás. Examinou o corpo do jovem que há muito tempo não via.

– Algum problema? – pergunta Ciel percebendo a demora do maior em liberá-lo para o banho.

– Nenhum milorde... Só é um pouco nostálgico... – responde o mordomo, as últimas palavras praticamente inaudíveis, agora ele olhava diretamente para o rosto do jovem em sua frente, devido ao cansaço Ciel piscava os olhos lentamente revelando as grandes orbes de cores diferentes, um em azul profundo e penetrante o outro com a marca que os unia comprovando que entre aquele pequeno ser e ele havia um elo muito forte, se pertenciam.

Minutos depois Ciel já estava imerso até os ombros na água coberto com uma espuma com aroma de morango. Seus olhos se fecharam e sua expressão cansada e um tanto severa começou a se desfazer. Toda a tensão das últimas horas sendo expulsa de seu corpo. Era disso que ele precisava: relaxar. Não existia necessidade de pressa, não nesse momento. Sebastian olhava as expressões de seu mestre que se deleitava com o banho, achava interessante como os humanos poderiam se esquecer de tudo por alguns minutos quando a água limpa e na temperatura adequada entravam em contato com seus corpos. Aproximou-se e começou a tocar a pele alva e macia do garoto como costumeiramente fazia, como que recordando este momento em que nenhum poder demoníaco era necessário a não ser o toque suave de suas mãos no pequeno corpo e, sem haver protestos do menor deslizou com cautela as mãos com unhas negras na lateral do pescoço e em todo o seu corpo, com alguns poucos movimentos já estava completamente limpo.

Ciel aos poucos foi perdendo a continuidade de seus pensamentos, a mente vagando em fragmentos de pensamentos, cedendo ao luxo de não fazer nada, até que dormiu.

Sebastian ao notar que o jovem conde estava totalmente entregue ao sono diz baixinho – Que alma tão descuidada... – em seguida o retira da banheira e o envolve em uma toalha branca felpuda para logo depois depositar o pequeno corpo em um divã. Ali, as mãos esguias e com dedos compridos envoltos na toalha macia começavam a secar o corpo pequeno de seu jovem mestre, o demônio olhava atentamente o corpo em sua frente, apesar de ter passado anos em busca de seu paradeiro vê-lo novamente tal qual como era foi de fato uma surpresa, estava igualzinho ao dia que sumiu. O mesmo rosto, o mesmo corpo pequeno em puberdade, a mesma pele alva, macia e sensível... Ah, e o cheiro... O cheiro que exala de sua pele... Um corpo frágil, porém detentor de uma personalidade forte e arrogante, com uma alma extremamente saborosa aos olhos de um demônio como ele. Ele era fascinante, quanto a isso não tinha dúvidas. Sádico e presunçoso, ao mesmo tempo capaz de gentilezas mesmo que afirmasse que não o era. Uma criança com a alma marcada pela dor e pelo sofrimento se passando por um adulto, este era seu bocchan.

Terminando de secá-lo Sebastian o ergue do divã e caminha em direção à cama depositando com cuidado o corpo sem nenhuma veste na imensa cama de casal o cobrindo logo em seguida com lençóis de pura seda branca e se afasta sentando em uma poltrona para velar o sono de seu mestre.

***

Longe dali em um quarto de hotel Sam estava sentado fazendo umas pesquisas no seu laptop. Dean chega trazendo um lanche para ambos.

– E aí? Alguma novidade do demônio engomadinho e o menino do tapa-olho? – pergunta Dean enquanto coloca as chaves do carro e a sacola que trouxe consigo em uma mesinha. – Com o que será que estamos lidando?

– Pode parecer loucura para você – fala Sam encostando-se no sofá apoiando seu braço no encosto.

– Humph. Nada do que você diga vai parecer loucura pra mim – Dean responde olhando para seu irmão e logo em seguida retira uma cerveja da sacola para ele e outra para Sam.

– O garoto disse a verdade, ele é mesmo Ciel Phantohimve, um Conde inglês nascido em 1875. Perdeu seus pais um incêndio, que ao que parece foi criminoso. Sumiu repentinamente próximo de seu aniversário de 13 anos. Aqui tem poucas imagens dele, mas dá para confirmar se tratar do Conde Phantomhive, não tem erro – explica Sam mostrando umas poucas imagens obtidas na internet e logo depois tomando um gole da bebida.

– Realmente é o pirralho... – fala Dean analisando as imagens no laptop e as páginas abertas sobre o Conde – E quanto ao demônio? Encontrou alguma coisa no diário do papai?

– Não muito, aqui faz alguma menção sobre isso mais não muito aprofundado. – fala Sam mostrando o diário do pai deles. – Fala alguma coisa a respeito de akumas, tentei me aprofundar também pela internet pelo que analisei do comportamento do demônio e o que pude ver do selo que ele leva na mão esquerda. Só o que aparece são informações um pouco sem nexo.

– Como o quê? – fala Dean depois de tomar um gole de cerveja.

– Um akuma é um devorador de almas. É uma antiga espécie de demônio. Fazem contratos com seres humanos em troca de suas almas.

– Como os demônios de encruzilhadas? – questiona Dean.

– Não exatamente. Como você sabe muito bem, demônios de encruzilhada oferecem algo que os humanos querem muito, fazem pactos e a pessoas pode desfrutar de seus desejos por 10 anos até os cães do inferno virem buscar as suas almas. – explica Sam.

– Sim, exatamente. – fala Dean querendo saber aonde o irmão quer chegar.

Sam continua – Mas esse demônio tem um diferencial, permanece ao lado de suas presas, as espreitam. Além do que fazem contratos marcando o corpo de seu contratante e o dele próprio, como uma marca de posse.

– Isso pra mim é novo. Tsk... Assim fica difícil. Talvez Bobby possa nos ajudar. – fala Dean pegando o celular e já discando para ele.

...

– Valeu Bobby! Esperamos notícias. – Dean desliga o celular – Bom, vamos dar uma volta e ver se descobrimos alguma coisa por aqui e mandar alguns demônios para o inferno. Seguem até o carro e saem pela cidade.

***

A lua já estava alta no céu quando Ciel desperta e percebe a presença do demônio que o fitava sentado em uma poltrona confortável, estava com as pernas cruzadas e as mãos apoiadas nos braços acolchoados da poltrona, o jovem conde seguiu o olhar devorador do demônio que pousava em seu corpo praticamente nu somente envolto em lençóis de seda, sentiu-se um pouco incomodado mais manteve o ar indiferente.

– Minhas roupas, onde estão? – questiona por fim o jovem conde sentando-se na cama e passando a mão nos lisos cabelos negros acinzentados.

O mordomo levanta-se inalterado e caminha até um guarda-roupa, pega uma muda de roupas e segue até a cama. Ciel levanta-se expondo seu corpo para que o mordomo o vista. Seus olhos se encontram, Sebastian abaixa-se e veste primeiro a cueca e logo em seguida a calça jeans escura bem ajustada para o corpo do jovem, coloca as meias e os tênis escuros confortáveis e por fim uma camisa azul escura de bom corte com mangas dobradas até os cotovelos.

– E essas roupas? – pergunta o jovem conde ao perceber não se tratar das roupas folgadas que usava horas atrás.

– Não estão do seu agrado? – pergunta o mordomo fingindo expressão de desânimo. – São roupas adequadas para seu tamanho e seu gosto refinado.

Ciel se observa no espelho e vê que realmente estava bem melhor apresentável e nada fala. Tocam a campainha do quarto e Sebastian vai atender não permitindo a entrada do funcionário voltando logo em seguida com um carrinho repleto de comida.

– O serviço de quarto aqui é muito bom. Acredito que apreciará a comida, bocchan. – fala o mordomo apresentando as bandejas com vários tipos de refeições. – Qual se adequa ao seu paladar agora?

– Não tem manteiga de amendoim? – questiona o jovem conde olhando as bandejas.

– Manteiga de amendoim... ? – o mordomo repete meio que surpreso.

– Na casa de Rachel comia pão com manteiga de amendoim, é gostoso. – responde o garoto inocentemente.

– ... Oh, providenciarei imediatamente... – e o mordomo se direciona ao telefone para fazer o pedido.

Minutos depois do jantar e de fazer sua higiene bucal Ciel retorna a sala.

– Sebastian, por que não está usado as luvas? Todos podem ver suas unhas e o selo do contrato.

– Não se preocupe. Hoje em dia devido a tantos modismos provavelmente ninguém questionará. Acredito que chamaria mais atenção usar as luvas, mas se for do seu desejo...

– Não, deixa pra lá... Você deve saber do que está falando já que acompanhou essas últimas mudanças até aqui – conclui o garoto fitando pela janela a noite em Phoenix – Vamos sair e investigar. Sebastian, seria possível caçar e interrogar mais outros demônios?

– Ora, não precisa perguntar milorde, basta ordenar. – fala o mordomo se aproximando do menor.

– Encontre e interrogue outros demônios. É uma ordem, Sebastian! – fala o jovem conde em tom impetuoso, fazendo a marca púrpura do contrato brilhar.

– Yes, my Lord. – fala o demônio levando a mão ao peito e fazendo uma leve reverência acatando assim a ordem de seu mestre.

***

Em outro ponto da cidade em um carro estacionado

– Que horas são hein? – pergunta Dean dando um bocejo e passando uma das mãos nos olhos para afastar o sono.

– Cinco minutos desde a última vez que perguntou. – responde Sam, pegando uma garrafa térmica e entregando ao irmão – Toma. Cafeína.

Dean pega a garrafa, coloca um pouco de café e bebe, logo depois movimenta a cabeça de um lado a outro na tentativa de relaxar um pouco os músculos tensos de seu pescoço e ombros. – Que dia! – exclama o caçador cansado. Horas atrás conseguiram matar alguns demônios que estavam fazendo arruaça pela cidade e causando grandes estragos e agora vigiavam mais um possível caso de possessão.

– Isso tá virando uma bagunça! Essa concentração de crimes, a polícia tentando passar um pente fino só os expõe ao perigo e dificulta nossa investigação. – Sam diz. – E mais alarmante: a aceleração. De alguns dias para cá aumentou o número de casos sobrenaturais nessa cidade.

– Na casa daquela garota, Rachel Collins, aquele demônio falou algo sobre ser a presença daquele menino aqui que está atraindo essas coisas para cá. – relembra Dean.

– Foi isso mesmo, algumas dessas criaturas se sentiam atraídas por causa do selo do contrato, algo sobre a ruptura do tempo espaço. – fala Sam completando os pensamentos do irmão.

– Então a chave dessa questão seria o garoto... – conclui Dean