Notas iniciais
Frases aqui acolá de Kuroshitsuji anime e de Supernatural (contexto diferenciado).
Dessa vez demorei mesmo, rs. Muitas coisas se passaram e só pude retornar a escrever tem umas semanas.
Obrigada a Srta Tokita, jaanainadias e a Linda por também favoritarem minha fic!
Obrigada Milk Cullen pela recomendação, adorei!

Vamos ao capítulo...

Sebastian estava confortavelmente sentado em uma poltrona escura próximo a cama de Ciel, estava com as pernas cruzadas e encostado um pouco para o lado de forma que o cotovelo esquerdo estava no braço da poltrona e sua mão apoiando seu queixo. Depois de ter limpado a sala e organizado (detesta bagunça) e de ter tomado um bom banho estava a observar Ciel dormindo por horas a fio naquela imensa cama de casal daquele luxuoso quarto, como estavam em um hotel cinco estrelas Sebastian acabava com muito tempo livre principalmente enquanto seu jovem mestre dormia, demônios não sentem necessidade de dormir diariamente como os humanos então acabou adquirindo o hábito de observar Ciel dormindo, além do mais com as ameaças feitas por Isobel o akuma preferia não se afastar tanto do garoto. Mas ele até que gostava desses momentos, ver o garoto dormir tão despreocupadamente era algo que estava apreciando fazer, o conde respirava tranquilamente parecendo saber que poderia relaxar e que nada aconteceria a ele, que estava protegido... Gostava mais ainda quando o menor dava sinais que iria despertar remexendo-se preguiçosamente entre os lençóis macios, hoje no entanto tinha um diferencial, sua pele alva e sem marcas agora exibia em seu peito nu marcas avermelhadas como consequência dos tórridos momentos vivenciados no fim da tarde anterior, os olhos carmesins percorriam cada pedacinho exposto despreocupadamente naquelas horas de sono, fitando com intensidade os lábios do garoto que, a seu ver, ainda apresentavam uma coloração mais rosada que o habitual, os lábios estavam um pouquinho entreabertos de uma forma convidativa... “E agora? Como será?” Pensou o mordomo serenamente. Ciel não é um humano fácil de lidar, o akuma sabia muito bem disso, apesar do que aconteceu entre eles no dia anterior sabia exatamente que de agora em diante não seriam mais os mesmos. “E eu não iria querer diferente” pensou o akuma erguendo um dos cantos da boca em um sorriso torto.

Ciel abre os olhos lentamente, olhou em volta do imenso quarto deparando-se com seu mordomo sentado na mesma poltrona a olhá-lo como vem fazendo todas as manhãs. Sebastian abriu um lindo e provocante sorriso para o garoto – Bom dia, jovem mestre. Que bom que já acordou. – Ciel nada respondeu, apenas desviou o olhar, o fim da tarde anterior veio em sua mente como um filme que se desenrolava com a única certeza que apagou exausto no final. O mordomo levantou e foi abrir as persianas como costumeiramente fazia para deixar a luz da manhã iluminar o quarto, Ciel ainda deitado volta a olhar seu servo discretamente sem querer ficar cara a cara com ele, pois a normalidade aparente com que o outro agia o desnorteou. Sebastian usava jeans escuros com camisa preta de alfaiataria, as mangas estavam dobradas até os cotovelos, os sapatos eram pretos e usava um colete cinza com botões pretos, o akuma estava verdadeiramente bonito e fingiu não perceber os olhos do garoto em si, sorriu de relance ao perceber as bochechas rosadas do conde. – Quer que prepare seu banho? – questiona Sebastian se aproximando e apoiando as mãos na cama encostando seus lábios de leve em um beijo casto nos lábios do menor.

Ciel corou de vergonha, empurrou o mordomo e rapidamente se sentou – Não faça coisas nojentas! – virou-se para a lateral oposta da cama começando a perceber o quão dolorido estava seu corpo e se arrependeu do movimento que fez imediatamente, pois sentiu dor principalmente na parte traseira – Ouch!

Mais que depressa o mordomo se aproxima mais ainda de Ciel estendendo a mão para o garoto se apoiar para levantar. – Deixe-me ajudá-lo a levantar.

Ciel afasta rudemente a mão do mordomo e com um misto de raiva e vergonha esbraveja: – Não quero sua ajuda! Posso me levantar sozinho. E de quem acha que é a culpa por eu estar assim?!

– Vejo que ainda tem muita energia, jovem mestre. – diz o demônio com um sorriso travesso o que deixou o outro completamente desconcertado a ponto de virar o rosto para o outro lado.

– Maldito. – fala o garoto.

Sebastian dá um suspiro do tipo “Vai ser assim então?” e vai ao banheiro preparar um banho caprichado para seu mestre, assim que saiu do banheiro o jovem entrou e bateu a porta. Ciel permaneceu encostado na porta por um momento e deu um longo suspiro, caminhou lentamente até chegar a pia de mármore branco e fitou seu rosto pelo espelho, estava corado, tocou suavemente os lábios que ainda parecia guardar o sabor do outro e arregalou os olhos logo que viu as estranhas marcas avermelhadas em seu tórax e abdômen.

– Eh? – tocou de leve as marcas. – Ah, que droga! Não acredito nisso! – esbravejou o conde. – Estou todo marcado! Aquele... Arrgh!!

Na sacada do lado de fora Sebastian pôde ouvir claramente as reclamações de Ciel, todos os dias o akuma ia para lá ampliando seus sentidos demoníacos em busca de algo que pudesse ser um perigo para o conde e para ele próprio (tendo em vista que estavam lidando com uma bruxa antiga e rancorosa), por alguns minutos fazia uma verdadeira varredura nas proximidades em busca de algo que pudesse ser uma ameaça, como nos outros dias tudo parecia normal. Virou encostando-se no parapeito da sacada e percorreu seus olhos castanhos avermelhados por toda a luxuosa suíte. Sua atenção estava voltada agora para um certo cômodo onde seu mestre estava nesse momento...

Ciel entrou na banheira que foi devidamente preparada com sais de banho que se desmanchavam suavemente, ficou imerso na água até os ombros soltando um leve suspiro de deleite, a água estava na temperatura perfeita acompanhada com o cheiro de baunilha que se espalhava pelo banheiro, relaxou um pouco à medida que ele respirava aquele aroma continuamente. Sentiu alívio em seu corpo, a dor foi se dissipando aos pouquinhos, não sabia se aquele banho tinha algum diferencial dos outros que seu servo preparava mais percebeu verdadeiramente um alívio. Encostou-se de maneira mais cômoda e por mais que tentasse não pensar no acontecido naquele momento sua mente lhe pregava peças ao relembrar o que se passou entre ele e seu servo no dia anterior, relembrava as expressões que o mordomo fazia bem diante de seus olhos, as palavras que dizia... De súbito bateu com força na água da banheira fazendo o líquido transbordar sem se importar – Aquele idiota! – cruzou os braços apoiando-os na borda da banheira e pousou a cabeça neles pensativo. “Não entendo, nós dois somos homens. ‘Apesar de que ele é um demônio’. Meu corpo é semelhante ao dele, ‘tá ok, não exatamente igual’, mas como isso chegou a acontecer?”.

Ciel voltou a se encostar de maneira mais cômoda na banheira e fitou o teto do banheiro com detalhes bem trabalhados em tom bege, voltou a olhar o próprio corpo agora imerso naquela espuma com cheiro de baunilha, tocou as marcas avermelhadas de leve, não doíam e com certeza em poucos dias não seria mais possível notá-las, olhou fixamente para uma das marcas que estava bem perto do seu mamilo esquerdo, encostou a mão no local lembrando que Sebastian o beijou intensamente ali fazendo uma sucção e que isso deve ter sido a causa da marca, desceu suas mãos pelo abdômen até chegar ao baixo ventre, outro local que o mordomo percorreu com suas mãos e boca, por fim chegou ao seu membro e o tocou relembrando as carícias que seu servo particular concentrou naquela região, algo inimaginável para ele até aquele momento. Tudo aquilo era novidade para a mente de um garoto que perdeu seus pais muito cedo antes mesmo destes lhe ensinarem as responsabilidades que seu nome lhe traria e antes mesmo de lhe ensinarem como sobreviver num mundo adulto e cheio de situações e sentimentos até então desconhecidos como estes. Amor era somente uma palavra, não um sentimento que ele na sua imaturidade pudesse compreender e sentir por outra pessoa. Não poderia negar que Sebastian se tornou importante em sua vida, era o único que sabia absolutamente tudo sobre ele... E o vínculo forte que os unia (o contrato) era inquebrável. Mas... amor...? Ciel suspirou novamente e permaneceu um pouco mais na banheira.

...

Esse foi um longo banho... Quando finalmente resolveu sair da banheira percebeu que na pressa ao entrar no banheiro Sebastian ainda não tinha colocado suas roupas lá (já tinha dias que estava mais cuidadoso em se vestir sozinho), usando um roupão foi até o quarto de vestir, lá estava uma muda de roupas já separadas pelo mordomo que consistia em uma calça jeans preta, blusa branca com listras pretas horizontais e um blazer preto, começou a se vestir (ainda com dificuldade em fazer isso) quando Sebastian se aproxima para ajudá-lo principalmente com os cadarços do sapato (estava tendo dificuldades para dar o laço). Ciel nada falou apenas se encostou melhor na cadeira que tinha no quarto e esperou o maior terminar, Sebastian por sua vez também ficou calado e deu seus últimos retoques. Ciel estava nervoso mais tentava a todo custo não transparecer isso. O mordomo ficou vendo Ciel se afastar em direção a sala que estava com uma grande mesa com o café-da-manhã já posto que foi bem organizada por Sebastian, tomou seu café da manhã sendo servido por seu servo como de costume. Não falavam nada. O silêncio estava quase ensurdecedor. Terminado o café-da-manhã e feito sua higiene bucal Ciel ia em direção à sala de estar quando o servo segura sua mão impedindo-o de ir, o conde o encara um tanto ruborizado e permanecem assim por mais um momento em que nenhum dos dois se atreveu a falar.

– Solte-me. – a ordem saiu sem muita autoridade, os batimentos cardíacos do menor se elevaram um pouco, algo imperceptível para outro humano perceber, mas não para um certo servo com habilidades mais que especiais. O conde tentou soltar sua mão da do maior, porém este não a afastou um milímetro sequer.

–Por quanto tempo mais vai agir assim? – questiona o mordomo.

– Assim como? Quem está agindo diferente aqui desde o início é você.

– Ontem foi maravilhoso. Você foi maravilhoso. – Sebastian usa a mão livre para afagar o rosto de Ciel.

– Ontem foi um erro! – Ciel retruca afastando a mão do mordomo.

Com certa irritação Sebastian solta a mão do conde e cruza os braços dizendo – Não foi o que deu a entender ontem. Você parecia estar satisfeito e gostando.

– Eu não era eu mesmo... – responde em quase um sussurro. – Tudo que quero é resolver logo essa situação. Se possível também voltar a minha época original onde tudo fazia mais sentido.

– E o que te espera lá? – questiona o mordomo dando alguns passos e ficando de costas para ele, depois o olhando de relance e continuou – Uma mansão vazia, sem uma família, um trabalho herdado pelo nome de sua família, mais um casamento arranjado... Eu estou satisfeito em encontrá-lo aqui. Em poder vivenciar com você o que não foi possível naquela época.

– Vivenciar comigo... o que não foi possível naquela época?

– Estou dizendo que quero estar com você. – o demônio explicou se aproximando e o segurando pelos ombros.

– Você é um demônio e meu servo particular! Não misture as coisas! – gritou.

– Entendo, mas então porque seu rosto está tão vermelho?

Ciel ficou mais vermelho ainda e não conseguiu responder nada.

– Então? – Sebastian insistiu com o rosto cada vez mais próximo do menor.

– ...

Sem mais demoras Sebastian o encurrala contra a parede e o beija. Ciel resiste um pouco e até acerta um tapa no rosto do akuma. Porém, o efeito saiu ao contrário do que o garoto imaginava não ferindo em nada o demônio que em vez de soltá-lo com raiva o olha nos olhos o agarrando abruptamente pela cintura e puxando seu corpo junto ao seu, com a mão livre segurou sua face pelas bochechas de maneira firme, só pressionando o suficiente para forçar os lábios do garoto a se abrirem e ali começando a explorar os lábios rosados que horas antes olhava com volúpia. Ciel que se debatia resistindo por puro instinto foi aos poucos cedendo aos caprichos de um demônio sedutor, o modo como o akuma o segurava entrelaçando agora os dedos nos cabelos macios acinzentados do conde acertando os pontos de prazer em sua nuca o faziam querer gemer. Mordiscou o queixo do menor e depois lambeu a lateral do pescoço arrancando um gemido de Ciel, excitado com o que ouviu apertou as nádegas do conde com as duas mãos.

– Eu estou todo dolorido! Se vai fazer isso de novo é melhor você devorar logo minha alma. – falou o conde sem a menor hesitação, arrancando do akuma uma risada.

– Aos poucos com a prática esse desconforto não irá mais incomodá-lo. – explicou Sebastian depois depositando um beijo na testa do conde. – Mas entendo que hoje não será possível. Serei um pouco mais paciente.

Ciel ficou meio boquiaberto com o que o akuma falou repetindo mentalmente, “com a prática...?”.

Sebastian que estava exibindo novamente um lindo sorriso provocante o apagou de imediato ao sentir uma presença indesejada. Assumiu uma postura protetora se posicionando na frente de Ciel e olhou ao redor procurando a presença de alguém. De repente um vaso de flores foi arremessado na direção dos dois, porém o mordomo conseguiu se desviar junto com o conde e correram em direção a sala de estar enquanto mais objetos eram arremessados.

– Mas o que está acontecendo? – Ciel pergunta vendo alguns dos móveis da suíte em pleno ar e quase sendo atingido pelo abajur se não fosse pelo mordomo.

– Não estamos mais sozinhos. É... – antes que o akuma respondesse no meio da sala de estar Isobel se apresentou, estava levitando enquanto os pesados móveis giravam acima da sua cabeça. Isobel usava um vestido animal print decotado e com fendas, seus longos cabelos vermelhos estavam soltos e esvoaçantes apesar de não ter nenhuma corrente de ar vinda de fora da suíte e assim como da outra vez ela não estava totalmente no local, era possível ver através dela, não era totalmente sólida. Seus olhos verdes estavam fixos nos olhos de Ciel e depois se direcionaram com ódio para o demônio.

– Você fede a humanos. – falou em um tom sombrio que demonstrava toda sua raiva. – O cheiro desse garoto ainda está impregnando em você! – arremessou o imenso sofá que horas antes foi utilizado para a consumação dos desejos do akuma na direção dos dois. Sebastian pegou Ciel rapidamente no colo e se desviaram do impacto. O sofá atravessou a grande porta de vidro que levava até a sacada e caiu em cima de uma carro estacionado na rua fazendo o sistema de alarme dos carros ao lado dispararem e as pessoas na rua gritarem assustadas. – Você o quer! Então esse é o motivo de você se apegar tanto a esse mísero humano?? – Isobel gritou e todos os vidros das janelas quebraram uma a uma. “Por trás dessa beleza tão feminina existe uma mulher insana.” pensou Ciel segurando-se em Sebastian e sendo carregado de um canto a outro pela suíte vendo a bruxa levitando e arremessando os móveis em direção dos dois.

– Pare com isso Isobel!! – Sebastian gritou.

– Não até que esse pedaço de gente esteja morto!!

– Como chegou aqui? – questiona o mordomo que só sentiu sua presença quando ela estava muito perto.

– Ora, os anos só me aperfeiçoaram. Você não tem nem ideia! Posso achá-los em qualquer lugar, não tem onde se esconderem. Vou matar esse garoto na sua frente e quanto a você, “Sebastian”, irá rastejar como um verme pedindo meu perdão. – falou Isobel com uma calma assassina.

– Não diga coisas que não poderá cumprir. Não é mesmo, Sebastian? – Ciel falou esboçando um sorriso cínico para a ruiva. Sebastian ficou inicialmente surpreso com aquelas palavras e depois sorriu com a confiança que o menor depositava nele e confirmou para seu mestre a certeza que aquela ordem seria cumprida.

– Yes, my lord.

Irada ao ver a cumplicidade e confiança que um depositava no outro por anos de convivência (algo que ela precisou de séculos para conseguir um pouco dessa cumplicidade por parte do akuma antes de perdê-la rapidamente e completamente) Isobel fez aparecer duas enormes bolas de fogo que direcionou para os dois que no momento chegavam à porta principal para saírem do quarto, Ciel viu o exato momento que o quarto foi tomado pelas chamas e os cabelos vermelhos da bruxa pareciam se misturar as chamas escarlates até que Sebastian fechou rapidamente a porta pegou Ciel nos braços e correu da forma que só seres sobrenaturais conseguiriam desviando-se das chamas que arrebentaram a porta e que agora chegavam ao corredor numa velocidade inimaginável.

– Que barulho é esse a essas horas? Ninguém pode mais dormir, que coisa! – falou um homem abrindo a porta do seu quarto cambaleando sonolento até o corredor com ressaca da noitada anterior, só sentiu o vento por seus cabelos quando Sebastian passou em disparada com Ciel até chegar às escadas do interior do prédio e descer mal tocando os degraus. Quando olhou para trás viu enormes labaredas de fogo se aproximando em velocidade surreal e talvez por puro instinto de auto preservação (?) conseguiu correr de volta para seu quarto a tempo de trancar a porta e não ser atingido. Com as mãos trêmulas quase não conseguiu ligar para o serviço de quarto para avisar do incêndio e pedir socorro (estavam recebendo várias ligações sobre barulhos vindos daquele andar). O alarme de incêndio disparou e os hóspedes começaram a sair de seus quartos gritando assustados, minutos depois o fogo já tinha se alastrado por mais dois andares abaixo e os bombeiros assim como a imprensa já estavam no local.

***

Longe dali Sam estava deitado na cama do hotel esperando seu irmão chegar enquanto pesquisava em seu laptop possíveis informações que pudessem levá-los a descobrir o paradeiro de Isobel. Dean chegou e jogou a chave do quarto numa mesinha próxima.

– E aí? – questionou Dean se sentando na cama ao lado e olhando para Sam.

– Nada... – Sam suspirou de cansaço ainda se concentrando na leitura das páginas abertas na internet. – E você descobriu alguma coisa?

– Não. A ruiva das trevas é boa no jogo de esconde-esconde.

Sam continuava a olhar com atenção as páginas no laptop e comentou:

Sam uniu um pouco as sobrancelhas e se limitou a olhar para seu irmão que falou isso com uma expressão curiosa, suspirou por fim e disse: – Bem, eu pesquisei tudo o que pude sobre bruxas, aliado com o que já sabíamos só posso dizer que estamos numa tremenda fria. Mas, descobri isso aqui.

Dean pegou o laptop e olhou intrigado as imagens de fotografias antigas e reconheceu alguém em três delas: – Espera aí, essa é Isobel? – Dean aponta para uma mulher na tela do computador.

– Ela mesma. Também fiquei surpreso ao reconhecer ela. – responde Sam sentando-se na cama e encarando o irmão. – Olhe as datas.

Dean olhava atentamente as fotos na tela do laptop, apesar das fotografias em preto e branco reconheceu perfeitamente se tratar de Isobel em um baile a fantasia na corte inglesa no fim do século XIX e em outra ela estava num baile de gala com data do século passado, na última mais recente ela estava em uma festa da elite do Arizona.

– Bom, de certa forma conseguimos algumas informação. Ela conserva o mesmo corpo há séculos e adora festas da alta sociedade. – Sam explica.

– Já é um começo.

Sam continuou a analisar as imagens no laptop enquanto Dean abria uma garrafinha de água e logo depois ligou a televisão, sentou no sofá apoiando as pernas numa mesinha de centro e começou a mudar de canal em canal até que uma reportagem chama sua atenção por ser ao vivo. O repórter falava sobre um misterioso incêndio em um hotel cinco estrelas, e reconheceram como sendo o endereço que Ciel e Sebastian estavam. De imediato ele e Sam pensaram em se tratar de Isobel. Correm em direção ao Impala e Dean dirige até chegar ao endereço.

O local estava cercado por bombeiros que tentavam a todo custo apagar o incêndio que agora já consumia por volta de uns quatro andares, era uma imagem chocante, policias cercavam o local a uma distância segura ajudando os hóspedes e funcionários enquanto algumas ambulâncias prestavam socorro às vítimas. Ouviam-se algumas explosões, que erroneamente foram atribuídas ao encanamento de gás que deveria estar vazando em algum dos andares, Sam e Dean buscavam Sebastian e Ciel entre as pessoas próximas e nada, ouviram de dois bombeiros que estavam passando por perto com seus equipamentos que ainda tinha pessoas no local que estavam descendo pelas escadas de emergência.

– Mamãe tem um homem pulando de terraço em terraço com um menino no colo, olha! – falou um garoto de mais ou menos uns nove anos apontando na direção da sacada de onde viu a cena.

– Não diga besteiras, menino! Quem conseguiria fazer tal coisa? – a mãe repreende seu filho achando se tratar da imaginação do garoto, pois ao olhar para cima não viu nada, além do mais achava impossível devido a distância de um parapeito para outro que alguém conseguisse tal proeza em segurança.

Dean e Sam olharam para cima com a certeza que o garoto não estava inventando estórias e concluíram que só poderia ser o akuma e seu jovem mestre. Pouco a pouco o incêndio foi controlado e nada dos dois saírem. A polícia e bombeiros estavam no saguão do hotel junto com algumas pessoas que ainda estavam sendo retiradas, os dois caçadores por fim conseguiram entrar sem serem notados e circulavam pelo local em busca do conde e seu servo, até que os acharam.

– O que aconteceu aqui? – Dean pergunta olhando para o conde que tossia um pouco. – Você está bem?

– Sim, Sebastian me protegeu. – Ciel respondeu e bebeu um pouco de água.

– Isobel foi o que aconteceu. – Sebastian respondeu a pergunta feita pelo caçador mais velho confirmando as suspeitas dos dois irmãos de não ser um incêndio comum.

– E onde ela está? – Sam pergunta. – Ela ainda está aqui?

– Creio que sim. – Sebastian respondeu percorrendo com atenção os olhos rubros pelo local.

Os dois irmãos fizeram o mesmo e perceberam que eram alvo dos olhares de um grupo de bombeiros e de alguns dos hóspedes que ainda estavam no saguão.

– Melhor sairmos daqui. – Dean falou baixo mais em tom de alerta. – Vamos conversar em outro lugar.

Os quatro iam em direção da porta principal do hotel quando foram interceptados por três funcionários do local – Vocês estão bem? – questionou um deles com um estranho sorriso para aquele momento. Os quatro permaneceram em silêncio diante das três pessoas, analisavam suas expressões que em nada pareciam assustadas pelo que aconteceu horas antes.

– Sim e estamos de saída. – respondeu Ciel que antes que pudesse dar mais um passo a frente foi salvo por Sebastian que recebeu uma facada na mão direita.

O conde e os dois caçadores se afastam um pouco dos três funcionários que mostraram sua verdadeira natureza ao abrirem os olhos novamente revelando olhos negros demoníacos.

– Ora, que modos são esses? – fala o akuma exibindo as presas enquanto lambia o sangue em sua mão.

Os três atacaram ao mesmo tempo o mordomo que não teve trabalho nenhum em mandá-los de volta para o inferno, alguns hóspedes que presenciaram a cena correram até cinco policiais que estavam mais próximos para alertá-los e pedir ajuda para saírem dali. Os policiais correram até o local seguidos pelos hóspedes, um dos oficiais ficou um pouco mais para trás avisado os demais que estavam no prédio que algo acontecia no saguão, chegando lá viram Dean e Sam cercados juntos com Ciel por mais três demônios que possuíam um policial e dois bombeiros que exibiam seus machados para atacá-los. Como bons caçadores que são os Winchester nunca estavam desarmados, Sam jogou água benta nos três enquanto Dean acertou o que possuía o policial com a faca da Ruby.

– O que está acontecendo aqui? – pergunta um dos policiais sacando sua arma e apontando para Dean que segurava a faca. – Abaixe a faca devagar ou eu atiro! – Antes que pudesse tomar mais alguma atitude uma das hóspedes que estavam com os policiais caminha na direção dos Winchester – Senhora não se aproxime dele! Ele está armado! – o oficial toca o ombro da senhora e quando esta olha para trás revela seus olhos negros demoníacos. Assustado, o policial se afasta um pouco mais para logo ser arremessado com força na parede e cair desacordado, os demais oficiais ao se aproximarem apontam suas armas agora também para a mulher e viram uma estranha nuvem preta no teto, se movimentava de uma maneira incomum até que os derrubaram e entraram por suas gargantas.

– Que maravilha. – Dean fala com sarcasmo.

Os oficiais possuídos atiram na direção dos três humanos, Sebastian se coloca na frente e consegue pegar todas as balas com as mãos e as arremessa na direção deles, apesar de que demônios não podem ser mortos com tiros de armas comuns isso serviu para irritá-los mais e voltarem sua atenção para o akuma. Dean consegue acertar mais dois com a faca enquanto Sam tenta ganhar mais tempo com a água benta e desferindo socos. Algumas pessoas, entre funcionários e hóspedes, que não estavam possuídas começaram a ser alvo dos demônios, algumas conseguiram correr em direção a porta principal na tentativa de fuga, quando chegaram perto da saída as portas se fecharam e mais da nuvem preta estava no teto, também foram possuídas. Sam é arremessado contra a parede e fica suspenso, Dean corre em direção do demônio que atacou Sam na tentativa de apunhalá-lo e também é jogando contra a parede ficando suspenso.

– Mas o que temos aqui? Dean e Sam Winchester. – falou com um sorriso cínico uma das mulheres possuídas, uma morena de cabelos ondulados que estava com um forte sangramento no abdômen, provavelmente estará morta quando o demônio não a possuir mais. – Viemos aqui para pegar um humano e nos deparamos com vocês dois. Adorei.

– Vou adorar mais ainda se eu fizer isso – outro demônio possuindo o corpo de outra hóspede disse erguendo a mão e com um gesto os corpos dos dois caçadores são cada vez mais empurrados contra a parede a fazendo rachar.

Sam e Dean tentavam se mover, mas não conseguiam.

– E agora para onde foi o “conde”? – questionou a morena com desdém, ao se virar recebeu um tiro no peito. Ao olhar para quem atirou viu Ciel empunhando uma arma que provavelmente era de um dos policiais. Todos olharam para o menor.

– Estou bem aqui. – disse Ciel com um sorriso sarcástico.

– Armas comuns não podem me matar garotinho.

– Sei disso, mas achei que valia a pena tentar. – falou o conde dando de ombros.

– Ora, que figura. – diz a morena com um sorriso de deboche. – Não deveria brincar com demônios garotinho. Podemos ser bem malvados.

– Humph! Então tudo isso por causa dele. – disse um outro demônio na pele de um dos funcionários do hotel se aproximando da morena. Aspirou o ar, sorriu e continuou – Você fede a sexo. Acho que alguém aqui tem mais segredos do que imaginávamos.

Dean e Sam (ainda suspensos na parede) olharam ao mesmo tempo boquiabertos para Ciel que ficou ruborizado.

– Sexo com um demônio... tsc, tsc... Que coisa feia. – disse a morena depois dando uma gargalhada.

Ciel pigarreou e voltou a falar com um olhar arrogante – Não quero perder mais meu tempo com criaturas como vocês. Vocês são somente peões, lacaios daquela bruxa ordinária.

– Isobel deve estar pagando muito bem ou prometeu algo muito bom para vocês a estarem servido com tanto entusiasmo. – Sebastian se aproxima chamando a atenção para si.

– Sebastian Michaelis... Ouvimos falar muito de você. – diz a morena o olhando de cima a baixo. – Vejo o porquê de Isobel o querer tanto. Mas dada as circunstâncias talvez a opinião dela tenha mudado a seu respeito. – a mulher voltou a olhar para o conde.

– Isobel pode ser aquela que pode ajudar a mudar este mundo a nosso favor. O problema é que ela não gosta muito de seu mestre. – um dos demônios explicou com sarcasmo.

– Acho que ela não gosta muito de concorrência. – provocou a morena olhando para Ciel e dando uma piscadinha.

– Que eu saiba o inferno já tem um rei, e se vocês estão contra ele serão punidos. – Ciel disse tossindo um pouco.

– Não se cumprirmos com a nossa parte com Isobel. – falou um dos demônios dando passos em direção do conde. – Não servimos mais Crowley.

Mais policiais e bombeiros que estavam nos outros andares do prédio chegaram ao ouvir os disparos e a chamada feita anteriormente por um dos oficiais e se depararam com a inusitada cena dos dois caçadores suspensos na parede, pessoas mortas e algumas feridas. Sacaram suas armas e apontaram na direção de Sebastian e dos demais com aparência suspeita.

– Não se movam! Será uma boa ideia se acalmarem e irem conosco. – o policial fala firme – Não estou blefando.

– Ninguém aqui está. – um dos demônios atravessou sua mão no peito do oficial depois de sussurrar perto de seu ouvido. Os outros policiais começaram a atirar, Ciel correu e se protegeu atrás de uma grossa coluna de concreto, Sebastian também se desviou e os policias continuaram a atirar nos demônios que agora os cercavam e atacavam. A quantidade de demônios possuindo humanos estava se tornando maior.

– As coisas por aqui estão se pondo cada vez mais interessantes.

Dean e Sam olharam para a lateral reconhecendo a voz do shinigami ruivo. O viram com sua foice da morte customizada apoiada no chão.

– Ei, você consegue nos soltar? – Sam questionou.

– Não posso interferir. Estou aqui só para coletar almas. – falou o ruivo se aproximando percorrendo os dedos na perna de Dean.

– Ei, ei, eeiiii!! – Dean reclamou. – Olha essa liberdade comigo, hein!

Alguns tiros por perto chamou a atenção dos irmãos e do shinigami, quando conseguiram olhar na direção viram Ciel se afastando de dois demônios descarregando uma pistola neles, quando um deles se aproximou mais do garoto quase o tocando Sebastian saltou como uma fera selvagem e o exterminou voltando sua atenção para o outro que saltava na sua direção seguido por mais dois agora, Sebastian desferiu alguns socos e chutes e logo os fez em pedaços, com isso Dean e Sam conseguiram se libertar da bruxaria que os mantinham imóveis (um dos demônio era o que os mantinham presos e foi agora destruído por Sebastian). Mais e mais possuídos vinham atacar o akuma.

– Aaah, um Sebby selvagem, que irresistível. – Grell suspira extasiado – Ele parece estar cheio de energia! Aqueles movimentos vívidos... Opa, cuidado! – o ruivo parecia estar se divertindo muito com o que via, perecendo uma líder de torcida apoiando seu time. – Ah! Preciso registrar isso! – o shinigami retirou do bolso do casaco uma câmera digital e começou a fotografar Sebastian em ação.

Dean e Sam correram conseguindo pegar algumas armas e se protegeram por trás de grossas colunas de concreto.

– Onde está aquele anjo quando se precisa dele? – Dean murmurou, depois olhou para o local onde Sam estava e viu que o irmão conseguiu recuperar a faca da Ruby a tempo de se defender de um ataque. Dean olhou de lado pra outro e percebeu que a maioria dos possuídos iam atrás de Sebastian que lutava ferozmente para defender o conde, mas mesmo assim ele e seu irmão ainda eram alvos de alguns. Dean pulou a tempo de se desviar de uma mesa que foi arremessada em sua direção, Sam correu e apunhalou o demônio que fez isso e o matou. Sam e Dean ficaram próximos agora para um defender o outro.

– Ah, que olhar cruel! – Grell abraçou o próprio corpo e deu um rodopio ao ver o mordomo em ação.

Quando Sebastian exterminou os demônios Grell se aproximou mais ainda fotografando o akuma, só parou de tirar fotos quando Sebastian se aproximou mais de Ciel conferindo se o garoto estava bem. Ciel tossia um pouco, mas estava sem um arranhão.

Dean e Sam se aproximaram do conde e seu servo.

– Oh, vejo que ainda estão vivos, caçadores. – Sebastian falou em tom de brincadeira.

– Sim e espero continuarmos assim por muitos anos. – Sam retrucou.

– Esses demônios e você fizeram uma verdadeira carnificina aqui. – Dean falou enquanto passava por entre os corpos. – Seu Maldito! Você poderia ter somente retirado os demônios dessas pessoas como fez com Peter naquela noite e não ter danificado os corpos!

– Não que me preocupasse, mas algumas dessas pessoas já estavam mortas a muito tempo. Percebi assim que as vi. – respondeu o akuma prontamente. – Isobel deve ter feito algum feitiço que pudesse esconder de mim suas verdadeiras naturezas, mas agora estou muito mais atento.

Grell continuava a tirar fotos e mais fotos sendo agora impossível para o akuma continuar fingindo que não o via.

– Então é você que veio pegar as almas das vítimas, Sr. Grell? – questiona o mordomo.

O ruivo se aproximou mais passando o dedo indicador em pequenos círculos no ombro de Sebastian. – Posso deixar o trabalho pra mais tarde, podemos dar início a nossa aventura... – o akuma se afasta mais fazendo o ruivo se desequilibrar.

– Não temos tempo para gastar com essa criatura! – gritou Ciel – Melhor sairmos daqui o quanto antes. Vamos!

Antes de saírem Castiel apareceu diante deles.

– Castiel. Agora que você aparece? – questiona Dean.

– Estava ocupado. Não posso aparecer sempre que me chamarem. – explicou o anjo calmamente percorrendo os olhos pelo local. – Ainda não acabou.

Terminando de ouvir as palavras ditas pelo anjo viram várias pessoas se amontoando na porta de entrada do hotel e alguns vindos das escadas e teto, quando perceberam estavam cercados novamente em desvantagem.

– Eles não param de chegar! – gritou Dean.

Quebraram os vidros das portas e entraram no local avançando na direção do pequeno grupo, Dean atirou em alguns ganhando tempo para Sam acertá-los com a faca da Ruby, Sebastian se viu encurralado com Ciel, porém conseguiu escapar com o menor nos braços correndo por cima das cabeças dos possuídos. Dean quase atirou em uma criança assustada. Assustada aparentemente. Era uma criança possuída que saltou ferozmente em cima do caçador que não conseguiu reagir até Castiel erguer a criança tocando-a na testa para expulsar o demônio que estava nela. O anjo fez a mesma coisa com outros possuídos, que agora mantinham uma certa distância do anjo para não serem logo aniquilados.

Agora os dois caçadores, Castiel, o conde e seu servo se viram cercados, Ciel como o humano mais frágil e alvo dos demônios estava no meio.

– Agora a coisa ficou séria. – comentou o shinigami indo de um lado a outro tirando fotos. – Ah, esses homens estonteantes em uma batalha implacável.

– Senhor Grell, você não tem um trabalho para fazer? – pergunta o akuma.

– Ser o caçador que persegue o seu amor, essa é a minha missão! – falou Grell soltando um beijinho na direção de Sebastian.

– Precisamos dar um fim nisso. – falou Ciel em meio à tosse.

– Castiel e Sam, peguem os que ainda estão vivos, exorcize-os! – Dean esbravejou. – Sebastian e eu vamos tentar deter os demais.

Sebastian olhou para Ciel que acenou com a cabeça em confirmação.

–Vamos, sr. Grell? – Sebastian perguntou.

– Por que eu?

– Com a sua foice da morte você pode matar esses demônios e ainda recolher as almas que veio buscar. – vendo que isso não o convenceu o akuma continuou – Nós poderíamos continuar sendo os modelos, mas se for o sr. Grell tenho quase certeza que as fotografias ficarão lindas, é só colocar sua câmera no automático e posicioná-la.

Grell ficou entusiasmado até demais, rodopiou fazendo uma de suas poses arrasadoras e disse – Vou dar a minha foto mais sexy ao meu melhor alvo!

Os dois correram em direção dos possuídos que já não podiam ser salvos e lá Sebastian destroçou alguns enquanto Grell fazia o mesmo com sua foice customizada enquanto aproveitava para fazer umas poses para fotos.

Com a ajuda de Castiel que os exorcizava com um toque ou um olhar, com Sam também fazendo o antigo ritual romano e agora com Grell tudo parecia estar para ser encerrado. O anjo e os dois caçadores se aproximavam agora do garoto e acabaram vendo o shinigami em seus últimos delírios fotográficos enquanto matava demônios.

– Sou um deus da morte dos mangostins!

– Dá até vontade de devorá-lo... – disse Sebastian encostado em uma das colunas de concreto passando a língua do polegar em tom de provocação e deboche.

– Só mesmo um demônio para usar um deus da morte dessa forma... – falou Ciel dando um sorrisinho de escárnio.

– Isobel não está mais aqui. Deve ter desistido por hoje. – Castiel afirmou.

– Devo admitir que você fez um bom trabalho. – constatou Dean se referindo ao akuma.

– Desde que seja uma ordem do jovem mestre, farei tudo para cumpri-la. – respondeu o akuma.

– Melhor sairmos agora... daqui. – Ciel tossia enquanto falava chamando a atenção dos demais. – Precisamos encontrar um local seguro para ficar...

– Jovem mestre? O que há de errado? – perguntou Sebastian ao ver o garoto tossindo compulsivamente.

– Garoto qual é o problema?? – pergunta Sam também surpreso.

Ciel perdeu um pouco as forças e caiu ajoelhado no chão tossindo muito e respirando cada vez mais rápido e com dificuldade, levou uma das mãos ao peito apertando o tecido da blusa...

Continua...

Notas finais
A imagem do capitulo é da 3ª temporada de Sobrenatural, é de uma página do facebook Frases de Dean Winchester.

Para quem quiser conferir a roupa que imaginei o Sebastian foi essa aqui, achei que ficaria bem nele: http://fabianacamilo.files.wordpress.com/2012/02/taylor-lautner-colete-lua-nova-600-f2.jpg

Até o banheiro de Ciel eu pesquisei, rs http://guiaavare.com/img/upload/images/Banheiros-decorados-branco-grande.jpg

Roupas de Ciel (da esquerda) http://2.bp.blogspot.com/-1zhMJ2WxkPQ/T8HIuVyVq5I/AAAAAAAAFsY/z54l_vYTPT0/s1600/traje_esporte_fino_02.jpg

Vestido de Isobel http://celebsvenue.in/images/2013/02/out.php/i93198_elisa-sednaoui-for-roberto-cavalli-perfume-ad-campaign-2012-photo-shoot-and-backstage-010.jpg

Adivinharam o que aconteceu com Ciel no final do capítulo? Não sei se descrevi bem, mas se alguém disser eu confirmo (no caso de acerto) e se ninguém adivinhar vai descobrir no próximo capítulo ok.rs