Espírito de Revolução

6 Histórias do Passado


Notas iniciais
Bom dia, boa tarde, boa noite e boa sexta-feira! :) Hoje vamos continuar a história exatamente de onde paramos e enfim explorar a História da Irmandade dos Assassinos e alguns de nossos próximos antagonistas. Se estiverem gostando do rumo da fanfic, considerem por favor deixar um comentário dizendo quais são pra você os pontos positivos e negativos da história até agora. E, se não souberem o que dizer, podem apenas escrever 'batata'. É sério, como vários usuários do Nyah não colocam sua lista de acompanhamentos como pública, fico chateado que eu tenha leitores cujo nome eu sequer sei. Deixem só um check-in mesmo e já vai estar bom. :P Até mais, e desejo a todos uma boa leitura!

— Este desenho de que você fala é simplesmente o símbolo de uma poderosa sociedade, que várias vezes definiu o curso da História humana: a Irmandade dos Assassinos — contava Achilles. — Agora ouça, muitos que conhecem a Irmandade pela primeira vez pensam que sua tarefa é apenas matar e espalhar o caos. Mas os Assassinos não são meros assassinos. Sua tarefa é preservar o bem mais valioso da humanidade: sua liberdade. Mas qual tipo de liberdade, você deve se perguntar.

Eu não disse nada. Apenas permaneci quieto em minha cadeira, enquanto as gotas de chuva batiam nas janelas e a lareira aquecia a nós dois.

— É a liberdade de pensamento. Os Assassinos procuram ensinar aos homens que não existe uma verdade absoluta predefinida. Cada “verdade” tem mais de um, às vezes vários pontos de vista diferentes. E cabe ao indivíduo pensar por si próprio para descobrir qual é o caminho certo a se seguir. E, mesmo assim, compreender que esse caminho, no entanto, não é totalmente certo, do mesmo modo que os outros não estão totalmente errados.

— Mas... — Eu perguntei, tímido. — Se nada é totalmente certo, por que buscar qualquer objetivo então?

Achilles me observou, ajeitou as costas e voltou a discursar.

— De fato, garoto, a perfeição é inatingível. Depois de tudo que vi nessa vida, posso confirmar isso. Mas qualquer um concorda que, se não a buscarmos, acabaremos regredindo, não é mesmo?

Assenti.

— A Irmandade dos Assassinos já tem no mínimo 600 anos, embora alguns acreditem que ela date de muito antes. De qualquer modo, a Irmandade tinha como base um grande castelo na vila de Masyaf, no meio do Velho Mundo, e atuava na região conhecida como Levante, que hoje faz parte do Império Otomano. Os Assassinos vestiam mantos brancos e encapuzados, e usavam armas discretas para matar aqueles que a Irmandade considerava inimigos do livre-arbítrio humano. Dessas armas, a mais icônica é a lâmina oculta: um dispositivo preso ao pulso esquerdo do usuário, que liberava uma faca silenciosa quando acionado.

Achilles falava daquilo com uma convicção que me fazia ter certeza de que estudara muito o assunto. Era um homem bastante culto, e isso estava claro. Ele levava esse conhecimento a sério.

— E é por isso que se chamam Assassinos? — perguntei. — Porque sua tarefa é principalmente assassinar?

— De certa forma, sim. Mas a arma mais poderosa de um Assassino é a discrição em si. Um Assassino deve se esconder em meio ao povo, sem chamar atenção, para roubar informações valiosas ou, enfim, matar os inimigos.

— Mas que inimigos são esses?

— Ah, essa é uma pergunta importante — disse, esboçando um sorriso. — A Ordem dos Cavaleiros Templários. A grande antítese da Irmandade e seus maiores inimigos. Uma instituição tão antiga quanto, que busca apenas o controle da sociedade. Eles acreditam que a humanidade deve ser guiada; e as liberdades e identidades individuais das pessoas, reprimidas.

— Mas isso foi há séculos... o que aconteceu com os Assassinos?

— No século XIII, a Irmandade estava duplamente ameaçada. De um lado, os Templários ainda ocupavam a Terra Santa. Do outro, o Império Mongol se expandia com força incomparável. Altaïr Ibn-La’Ahad, o mais importante Mentor Assassino da história, viu nisso a oportunidade perfeita para fazer aquilo que ele buscava há seis décadas: esconder a Irmandade. A História diz que os mongóis extinguiram os Assassinos, mas a verdade é que a Irmandade apenas se ocultou. Altaïr transmitiu seus conhecimentos ao italiano Niccolò Polo, que se responsabilizou pelo crescimento da Irmandade. Escondidos nas sombras, os Assassinos secretamente se espalharam por todo o Velho Mundo, e desde então vêm interferindo na política mundial sem que ninguém o saiba. O único problema é que... bem, os Templários fizeram o mesmo, e continuam a ser uma pedra no sapato. Ou uma montanha, se preferir, já que, aqui nas colônias, são eles que detêm todo o poder.

— Como assim?

— Não há apenas uma irmandade, garoto. Cada país, cada reino e colônia tem sua própria divisão dos Assassinos. E a Irmandade Colonial do Norte passou por alguns... problemas tempos atrás.

— Quais problemas? Como está a Irmandade hoje?

Achilles se mexeu em sua cadeira, curvou-se sobre a bengala, e, me encarando, disse:

— Está olhando pra ela, garoto.

Ele percebeu que eu continuava sem entender.

— A Guerra dos Sete Anos. Naquela época, a Irmandade era enorme. Sob a minha liderança, nós éramos ativos em toda a costa, da Pensilvânia ao Quebec. Mas então... Os Templários chegaram à Nova Inglaterra, e nos atacaram até sermos exterminados. Os poucos sobreviventes abandonaram a causa. Quanto a mim... Permaneci aqui, sozinho no local que um dia foi nosso quartel-general.

Seu rosto ficou triste. Ele estava claramente abalado, como se os anos da guerra tivessem sido de fato traumatizantes.

— Eu... lamento. — comentei.

— Ora. Não lamente o que não foi culpa sua. Agora, deixe que eu faça as perguntas: o que exatamente o traz aqui?

— A líder espiritual de minha aldeia... Uma vez, ela me mostrou uma esfera brilhante, mágica e transparente. Quando eu a toquei, um espírito se mostrou pra mim. Ele me mostrou visões horríveis de pessoas morrendo e sofrendo. Me disse que... você me treinaria para que eu pudesse impedir que as visões se tornassem realidade. Você... sabe o que isso significa?

— Ah... sim, faço uma ideia. Esse espírito de que você fala provavelmente é... — Ele hesitou, como se estivesse prestes a cometer um erro. — Mas essa é uma outra história; talvez um dia eu a conte. O caso é que os Templários buscam tomar o controle das colônias. Se conseguirem, as visões que você teve de fato acontecerão.

— Então irei pará-los. Foi por isso que parti de casa. Para salvar meu povo.

— Ah, não tenho dúvidas de que você tentará.

Houve um silêncio no ar.

— Perdoe a minha curiosidade: como você aprendeu a falar Inglês tão bem?

— Minha... — Senti a dor das memórias. — Minha mãe insistiu em me ensinar. Dizia que eu precisaria algum dia.

Levei minha mão ao colar dela, sempre em meu pescoço. Nesse momento, lembrei-me do que a Mãe do Clã e Saksa:ri haviam dito.

— Por falar em minha mãe... Disseram-me também que...

Eu me silenciei.

— O que disseram?

— Disseram que o senhor já trabalhou com ela. É verdade?

Achilles ponderou por um momento.

— Você não é o primeiro de seu povo a vir aqui. Eu já tive aliados entre os indígenas. A julgar pelas suas vestes, você é da Confederação dos Iroqueses, não?

— Sim. Da nação Kanien’kehá:ka.

— Kanien’kehá:ka... — completou, com uma pronúncia imperfeita. — Qual é o nome de sua mãe?

— Kaniehtí:io.

— Ziio? Sim, de fato eu a conhecia bem. Era uma mulher forte, a sua mãe.

— Ela... era uma Assassina?

— Não. Apenas uma aliada e uma amiga. Há muito dela em você. — Ele permitiu-se abrir um sorriso. — Como ela está agora? Eu adoraria revê-la.

Engoli em seco.

— Ela faleceu. Nove anos atrás.

Achilles arregalou os olhos.

— Por Deus... Sinto muito, garoto. — Eu não disse nada, mas assenti para agradecer. — E seu pai? Eu o conheço?

— Duvido. Nem eu o conheci.

— Como?

— Desde que nasci, fui criado pela minha mãe. Ela nunca mencionou meu pai, mas eu creio que ele era europeu.

— Entendo... — Achilles ficou pensativo, como se estivesse ligando pontos. — Sua pele é de fato mais clara do que o normal para os iroqueses.

— Sim, já me disseram isso.

Nesse momento Achilles se levantou da cadeira, e começou a se dirigir para o corredor central da casa, sempre se apoiando na bengala.

— Venha comigo. Tenho algo a lhe mostrar.

Segui-o em seu ritmo lento. Ao sairmos da sala de jantar, chegamos ao corredor. Ele era relativamente estreito. À direita, uma escada levava para o piso superior. Nas paredes, candelabros acesos iluminavam o escuro daquela noite. O chão era composto por tábuas de madeira que rangiam alto conforme pisávamos.

— Tome cuidado — advertiu Achilles. — Eu não estava brincando quando disse que esse lugar poderia desmoronar.

— Então por que você não conserta? — perguntei.

— Pra quê? Essa casa não presta pra mais nada. E, além do mais, não tenho os materiais necessários para o serviço.

— Então compre-os.

— Há! Olhe para mim! Você acha que eu posso simplesmente ir entrando em alguma loja com uma bolsa de dinheiro e fazer compras?

— Sim... Por que não?

— Tão ingênuo...

Continuamos andando até a parte traseira da escada. Abaixo dela havia apenas pedra, formando duas paredes vazias. Ao menos era o que eu pensava, já que Achilles foi andando até um canto onde havia um candelabro. Com o braço direito, ele pressionou o objeto para baixo, e então ouvimos um barulho vindo de debaixo da escada. Quando Achilles empurrou a parede, percebi que não era uma parede: era uma porta. Uma porta discreta e muito bem escondida. Quando o velho a abriu, pôde-se ver uma outra escada, paralela à primeira, mas que levava para baixo. Achilles então segurou a vela do candelabro e começou a descer.

— Por aqui — disse ele.

Desci, seguindo-o, penetrando o porão escuro onde a única iluminação era a vela de Achilles. Ele a usou para acender dois candelabros, e então pude ver claramente.

O porão era empoeirado, grande e espaçoso. Em um canto havia armários e prateleiras com espadas, machados, pistolas e outras armas. De outro lado, uma larga escrivaninha com algumas cadeiras. Espalhados pelo piso havia alguns manequins de madeira, que eu supus que serviam para o treinamento de combate. Presa à parede estava uma roupa que me chamou a atenção. Era um manto bege com detalhes escuros. O manto fora feito para cobrir todo o torso do usuário e se estender até suas pernas. Como Achilles dissera, havia um capuz, com uma ponta em sua extremidade, simulando o bico de uma águia. Fiquei praticamente hipnotizado pela roupa. Ela dava uma sensação de poder. Aproximei-me dela, mas Achilles me repreendeu.

— Não pense que você pode apenas chegar aqui, vestir o meu antigo manto e dizer que é um Assassino. Ser um membro da Irmandade vai muito além disso.

— Eu... não... — disse, envergonhado. — Eu nunca me atreveria...

— Tudo bem. Eu entendo que ele tem um certo... apelo. — O velho contemplou o manto por alguns segundos, e em seguida completou: — Eu irei te treinar. E só então saberemos se você tem o direito de vestir esse manto.

— Obrigado, Achilles.

— Certo. Venha comigo! Há trabalho a ser feito!

— O que devo fazer?

— Comece tirando aquela tábua de cima da mesa.

Andei até a escrivaninha. Havia uma grande tábua quadrangular de madeira apoiada na parede. Retirei-a e a pus no chão. Quando o fiz, percebi cinco quadros pendurados, antes ocultados pela tábua. Cada um deles retratava um homem. Os cinco homens eram brancos e usavam roupas chiques, mas um deles especificamente me chamou a atenção.

Meu sangue pulsou em minhas veias conforme eu via o retrato. Um homem alto e magro com o cabelo preto penteado para trás, segurando um pequeno cachorro felpudo. Não pude deixar de reconhecê-lo, mesmo após tantos anos. Eu era uma criança na época, mas sua imagem estava fixa em minha memória. O nariz curvado, a testa franzida, o queixo protuberante... Mesmo sem bigode, eu o reconheci. Abaixo do quadro, li o nome do sujeito e então tive certeza: era ele mesmo. As memórias voltaram à minha mente como um tiro de pistola.

Afinal, você é um nada! Um grão de poeira! Você e todo seu povo. Vivendo na sujeira como animais, isolados da civilização.”, ele dissera.

Charles Lee. O homem culpado pela morte de minha mãe, nove anos antes. Eu o havia conhecido apenas uma vez, mas já fora o suficiente para que eu o desprezasse com todas as minhas forças. Quando criança, eu havia jurado que o mataria. Ao longo dos anos, fui me esquecendo dessa promessa. No entanto, se Lee cruzaria meu caminho novamente... então não havia motivo para não cumprir o juramento agora, mesmo que matá-lo fosse dolorido para mim.

— Eu lhe apresento, garoto: — anunciou Achilles. — Os líderes do Rito Templário das Colônias Britânicas. Benjamin Church: Um cirurgião de Rhode Island, famoso na cidade de Boston por seu talento na Medicina. John Pitcairn: Um militar escocês, capitão respeitado nos fuzileiros navais britânicos. William Johnson: Um oficial irlandês, responsável pela diplomacia entre o exército e a confederação dos... — ele apontou para mim — ...índios iroqueses.

— Sim. Já ouvi falar dele em minha aldeia.

— Uma reputação boa ou má?

— No geral, boa. Soube que ele se aliou ao meu povo e liderou as tropas durante a Guerra.

— Exatamente. O próximo é Charles Lee. — E, quando Achilles falou esse nome fiquei duplamente interessado no assunto. — Um militar inglês e o segundo homem no comando dos Templários. Totalmente fiel às convicções da Ordem. Quase tão perigoso quanto o seu chefe. — finalizou, apontando para o último quadro.

— Haytham Kenway — eu li na parede — O líder deles?

Achilles ficou austero. Parecia que memórias ruins lhe vinham à cabeça.

Haytham... O que há para explicar? Um nobre inglês. Grão-Mestre da Ordem Colonial dos Templários. Foi ele quem oficialmente trouxe os ideais templários à América Britânica, quando desembarcou em Boston quinze anos atrás. Depois disso ele e os outros Templários nos caçaram até o último homem. Ele promoveu uma ofensiva brutal contra os Assassinos. Perdi muitos amigos na época — concluiu, triste.

Observei o quadro que retratava o líder. Ele com certeza não parecia brutal. Seus olhos eram até convidativos de certa forma. Mas imaginei que era esse o seu disfarce. Provavelmente uma mente maligna se escondia por trás do rosto equilibrado, do cabelo liso e da barba completamente feita.

— Mas aparentemente ele te poupou. Por quê?

— Não estou isento de ferimentos — ele disse, tocando o joelho com a bengala. Abalado, prosseguiu: — Vamos apenas falar de outras coisas, sim?

— Não sobrou nenhum Assassino nas colônias além de nós?

O aparente ódio a Haytham mudou para ira quando ele me ouviu. Se antes estava sendo paciente comigo, agora estava visivelmente irritado.

— Ouça a sua petulância! “Nós”! Não há mais Assassinos, garoto. Eu sou um velho quebrado e resignado. Você é um iniciante que sonha com glória, mas lhe falta habilidade e experiência.

Eu murmurei, sentindo-me mal.

— Perdão. Não sou um Assassino, mas me sentiria honrado se um dia me tornar um. Talvez como Assassino eu possa ajudar meu povo. E foi por isso que eu vim mesmo...

O velho se acalmou, virou-se para mim e respondeu:

— Tudo bem, garoto. Apenas coloque em sua cabeça... — Ele apontou a bengala em minha direção. — ...que ser membro da Irmandade não é uma tarefa simples. Exige muita dedicação e sabedoria. Então não subestime isso. Se não estiver preparado, os Templários não hesitarão em te derrubar.

— Compreendo. — Fitei os quadros na parede. — Mas falando em Templários... o que eles querem afinal?

— O que eles sempre quiseram: controle. Eles veem uma oportunidade aqui na América Britânica. Uma chance para uma nova ordem, livre do caos do passado. É por isso que eles apoiam a Coroa britânica. Aqui eles têm uma chance para ilustrar os méritos de suas crenças: um povo inteiro a serviço da ordem e da estrutura.

— Eu já vi o que está pra acontecer se eles conseguirem. Eles devem morrer, não é mesmo? Todos os cinco.

— Sim. Cada um deles têm um papel diferente e essencial para a Ordem. Os Templários lentamente cairão se eles morrerem. Especialmente Haytham. É ele quem está no centro de tudo, mantendo a Ordem viva.

— Então entendi qual é minha missão. Mas o que devo fazer primeiro?

Achilles se virou e começou a subir pela escada que havíamos descido.

— O que fazer primeiro? Bem, já está tarde e eu sugiro dormir. Eu irei para a minha cama. Se quiser seguir meu conselho, há um quarto vago no andar superior.

Notas finais
(Momento pra conversar) Depois que eu fui ver o filme de Assassin's Creed na pré-estreia no último dia 12 comecei uma coisa que eu tava planejando já há algumas semanas, que é uma super maratona de AC. No mesmo dia comecei a jogar Assassin's Creed 1, zerei em menos de uma semana e agora estou quase na metade do 2, e devo dizer que tá sendo uma experiência bem legal. Eu nunca tinha jogado AC1 (como muitos, comecei a série pelo 2), e enfim jogar o primeiríssimo e ir direto pro segundo me fez perceber duas coisas: 1 - O quanto Assassin's Creed 2 é um jogo BOM. Qui jogão DA PORRA. Sério, jogar o 1 pessoalmente (e não por YouTube) me deu uma noção do quanto esse segundo game mudou completamente o rumo da saga - e pra melhor. AC1 é facilmente um dos jogos mais irritantes que eu já joguei (e olha que eu nem costumo me irritar com games) e, ainda mais em comparação, todo o gameplay do 2 é muito mais satisfatório. Pela primeira vez em vários meses, fiquei animadaço pra passear pela Toscana caçando glifos do Indivíduo Dezesseis. Mas, infelizmente, comparar AC1 com AC2 também me trouxe um ponto negativo: 2 - O quanto eu sinto falta do Desmond. E não digo isso apenas nos dias de hoje por causa de vocês-sabem-o-quê. Digo isso porque fiquei bem triste com o quanto ele perdeu relevância de um jogo pro outro. O primeiro levava a sério o lance de justificar os recursos dos games como recursos do Animus, de modo que o jogo nunca te deixa esquecer que o Desmond está lá. A saga era bem mais simples, mas tomando o jogo em si tínhamos duas histórias igualmente boas e instigantes, tanto com Altaïr quanto com Desmond. Mas aí o segundo jogo chega e te dá uma história ~muito~ interessante para o Ezio ao mesmo tempo que reduz a do Desmond a uma nota de rodapé. E isso justo no jogo que fez a saga bombar, o que significa que muitos fãs aprenderam a idolatrar Ezio e desprezar Desmond, e nós sabemos que foi isso que levou a Ubisoft a decidir que vocês-sabem-o-quê era uma boa ideia. AC2 é um jogo muito bom e tem um valor muito grande pra mim, mas perceber a pouca valorização dada ao personagem que deveria ser o protagonista me deixa bem chateado. Bem, mas chega de pessimismo, eu vou é curtir o momento. Ainda me faltam Templários para matar em Venezia e outros seis jogões pra zerar ou re-zerar até as aulas começarem (e, claro, mais vários capítulos de Espírito de Revolução pra terminar de escrever ;) ). Muitos abraços e até a próxima! Não se esqueçam de comentar, nem que seja só pra deixar uma batata! x)