Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Como vocês estão nessa noite de sábado? Espero que muito bem. O capítulo de hoje está pequeno, mas espero de verdade que vocês gostem. Quero agradecer demais a AndreaNeves pelo comentário no capítulo passado. Espero que goste desse capítulo. Obrigada pelo carinho. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO X – ESPIONAGEM DE OUTUBRO

CAPÍTULO IX — LIMITES

Desde que eu conheci tia Tasha, quando eu tinha apenas oito anos de idade, eu aprendi que para se tornar uma agente especial da CIA é necessário que se siga três regras essenciais para garantir a segurança da agência e o sucesso nas arriscadas missões em que somos enviados. Não havia exceções e era exatamente por isso que todas as vezes em que eu era enviada para iniciar uma nova missão, as mesmas regras sempre eram repetidas, para que eu jamais me esquecesse.

A primeira regra é nunca revelar suas origens a ninguém. Isso evitava colocar familiares e amigos em risco e, automaticamente, garantia que eu não teria contratempos desnecessários como algum criminoso ameaçando a vida de minha família se eu não agisse conforme suas ordens.

A segunda regra era não me envolver emocionalmente com o caso. Sentimentos sempre atrapalham a missão, ainda mais quando é necessário julgar quem é o criminoso e quem é a vítima da história. Por isso, é necessário que se saiba separar nossas perspectivas profissionais das nossas concepções pessoais e nunca devemos agir de acordo com nossos sentimentos.

A terceira e última regra é de nunca, jamais, em hipótese alguma, o agente da CIA deve se envolver romanticamente com alguém que está envolvido em uma missão. Especialmente se ele for seu parceiro e um agente do FBI. Tudo bem que essa última parte foi estipulada por mim, mas eu sabia que essa era uma combinação perigosa e completamente inconsequente.

Todas essas regras possuem o objetivo de nos manter focados na missão. Sem distrações, sentimentalismo ou interferência de terceiros que pudessem influenciar em nossas decisões e ações. Nós somos treinados para escolher a missão e o bem dos civis antes de nossa própria vida ou de nossos parceiros ou colegas de trabalho. Uma escolha difícil que não raramente tínhamos que fazer.

Eu sempre levei meu trabalho muito a sério. Fiz muitos sacrifícios para conquistar o cargo, o respeito e a confiança que tenho dos diretores e outros agentes importantes da empresa. Mas tudo mudou no dia em que conheci Leonard. A missão onde acabei perdendo minha parceira foi a primeira falha da minha carreira e que me fez ir contra a segunda regra essencial que tanto ditei para mim mesma desde que entrei na CIA.

A partir daquele dia, eu fiz uma promessa de que eu jamais voltaria a cometer o mesmo erro. Que manteria minha mente focada na missão e ignoraria qualquer interferência que me impedisse de agir racionalmente durante o trabalho. No entanto, a cada minuto que passo ao lado de Leonard, mais forte eu tenho a sensação que estou traindo a Ava e a promessa que eu fiz em seu leito três anos trás.

Eu contei meu passado a Leonard. Confiei o segredo de minha vida a alguém que nem conheço. E como se não bastasse ter agido de forma imprudente ao revelar a complicação e os nomes de todos que são importantes para mim, eu ainda me deixei levar pelos meus sentimentos após o intenso beijo que trocamos na pista de dança.

Sem ter qualquer controle de minhas ações, eu me deixei levar. Eu me entreguei completamente ao beijo que eu sabia que fazia parte da missão. E mais do que isso, eu pateticamente me senti frustrada e decepcionada quando Leonard revelou de forma indireta que havia me beijado porque estávamos sendo observados por Von Strucker e Arnim.

E agora, enquanto andávamos de mãos dadas pelo navio em direção ao nosso quarto, eu observava a bonita lua cheia brilhar no céu. Estávamos no convés do navio e era possível sentir o vento frio da noite de outono nos atingir, nada comparado a alta temperatura do salão de festas onde ainda acontecia o baile à fantasia.

— Você está os vendo em algum lugar? – Sussurra Leonard, frustrado.

— Não. – Respondo, suspirando.

Aqui estava a prova de que estávamos perdendo o foco da missão. Por estarmos tão concentrados em dançar, beber e ri de bobagens em meio a pista de dança, nem mesmo percebemos quando os membros da HYDRA deixaram o salão de festa principal do navio.

— Droga. – Resmunga o homem, apertando minha mão com mais firmeza. Ele parecia exausto e com certeza os drinks em excesso que ele havia tomado já estava começando a interferir em sua coordenação motora e em seu raciocínio lógico.

— Vamos voltar logo para o quarto. É melhor tomarmos um banho e descansarmos. Bebemos mais do que devíamos ter bebido e não dormimos nada essa noite. Não sabemos o que pode acontecer, agora que já nos tornamos os alvos de investigação e interesse da HYDRA. Precisamos estar em nossas melhores condições, afinal, podemos ser testados a qualquer momento. – Respondo racionalmente e Leonard suspira, coçando a nuca de forma incomodada. – Está tudo bem?

— Sim. Eu só... – Ele suspira e me encara com seriedade. Seus lábios formavam uma linha fina e eu podia sentir sua frustração. – Desculpa. A culpa foi toda minha. Eu me deixei levar pelas provocações daqueles velhos idiotas e acabei desviando do foco da missão. Se eu não tivesse sido tão infantil, nós não teríamos perdido os membros da HYDRA de vista, que podem estar muito bem combinando o que irão fazer agora mesmo.

Suspiro e balanço a cabeça negando, enquanto entrelaço nossos dedos. Eu não deveria fazer isso. Esse era o exato momento em que eu deveria impor limites, definir uma distância segura entre nós e estabelecer uma barreira profissional, e não ficar andando de mãos dadas, admirando a beleza de Leonard ao brilho intenso da lua e das estrelas que pareciam especialmente mais bonitas essa noite.

— A culpa foi minha também. Eu perdi o foco e me desliguei da missão. – Forço um sorriso e bato meu ombro no dele, enquanto me aproximo para me aquecer do frio intenso que eu sentia. Leonard dá uma breve risada anasalada e passa o braço por cima de minha cabeça, abraçando-me de forma acolhedora e perigosa para o meu confuso coração. Respiro fundo, mas logo me arrependo de minha decisão ao me sentir envolvida novamente pelo seu perfume. Desvio o olhar dos olhos de Leonard e encaro a lua, tentando organizar meus pensamentos. – Não se... culpe tanto. Pensando de maneira racional, eu não acho que eles estariam fazendo uma reunião agora.

“Logo no meio da festa, Arnim estava muito bêbado e já cochilava pelos cantos, precisando se apoiar para não cair. Von Strucker e Vandal também estavam bebendo bastante e na última vez que vi Batroc, ele parecia muito entretido quase engolindo uma mulher de cabelos longos pretos e fantasia de Mulher-Gato. Eu não me lembro como estavam Lex e Ophelia, mas creio que apenas os dois não seriam o bastante para realizar uma reunião tão importante como essa.

Então, vamos aproveitar essa noite para descansar e nos preparar para amanhã. Se tudo der certo, nós encontraremos Ophelia no cassino durante a noite e conseguiremos alguma informação sobre quando será a reunião ou o que eles planejam fazer em Londres.” – Respondo, encarando o agente do FBI e Leonard assente, parecendo surpreso. – O quê?

— Como... como você consegue? – Balbucia Leonard com os olhos levemente arregalados. Ao notar que eu não havia entendido sobre o que ele estava falando, o agente suspira e para de andar e me aperta mais contra si. – Mesmo depois de ter ingerido um número bem impressionante de bebidas alcóolicas, você ainda parece estar sóbria. Até mesmo consegue pensar racionalmente e criar teorias do que pode ter acontecido. Eu já percebi que você é incrivelmente inteligente, mas... como pode não estar afetada pelo álcool?

— Eu acho que esse é mais um efeito colateral do Mirakuru. Além de me tornar resistente a dor, melhorar meu condicionamento físico e aumentar as minhas capacidades cognitivas, eu acho que ele me tornou bastante resistente ao álcool. Eu nunca fiquei bêbada. Na verdade, eu nem mesmo me lembro de alguma vez ter sentindo os sintomas da tão tenebrosa ressaca da qual as pessoas tanto falam. – Respondo e ele parece ainda mais surpreso. Sorrio e o puxo para que continuássemos a andar em direção a ponte que nos levaria ao nosso quarto. — Por outro lado, eu realmente acho que você precisa de um bom banho e uma agradável noite de sono.

— É. Eu acho que sim. – Concorda Leonard, dando de ombros.

Rio e apresso nossos passos. Escapando do frio, entramos no compartimento que nos levava a parte dos quartos mais luxuosos do navio. No entanto, mesmo que eu não sentisse mais frio, não ouso me afastar de Leonard. Seus braços eram confortáveis e me traziam uma espécie de paz que eu sabia que não deveria sentir. Nem mesmo o silêncio prolongado entre nós parecia nos incomodar.

E enquanto andávamos pelos corredores do navio em silêncio, aproximando-nos de um dos últimos corredores que nos levaria até ao nosso quarto, Leonard e eu começamos a ouvir vozes bastante familiares para nós. No mesmo instante, nós nos separamos e nos encostamos na parede que levava ao próximo corredor para que fosse possível ouvir a conversa entre Ophelia Sarkissian e Lex Luthor.

— Eu não sei. – Responde Lex, despreocupado. – Mas não há necessidade de termos pressa. Aproveite esse luxuoso cruzeiro para descansar. Nós ainda temos mais uma semana até desembarcarmos em Londres. O dr. Zola ainda está desenvolvendo o equipamento e ainda temos que decidir o que devemos fazer com o casal Baumann.

Troco olhares com Leonard. Ele estava tenso, ansioso pelo que eles falariam sobre nós. Por estarmos muito expostos, eu não podia arriscar ver o rosto dos dois membros da HYDRA para pelo menos tentar descobrir o que se passava em suas mentes naquele momento, mas pelo longo tempo de silêncio que se faz entre eles, começo a supor que Ophelia ponderava sobre Leonard e eu, enquanto Lex observava a colega com interesse.

— O que você achou deles? – O homem questiona com o tom de voz levemente curioso.

— Eu ainda não tenho uma opinião formada sobre eles. – Responde Ophelia, parecendo pensativa. – Não tive oportunidade de conversar com a esposa, mas pelo pouco contato que tive com Luke Baumann, ele parece ser a pessoa ideal que estávamos procurando para dar início a nova etapa. Ele parece ser inteligente e é bem observador. Sabe como se portar e não tenho dúvidas de que será o próximo a assumir o cargo de CEO da Weskott. Ter controle de uma empresa de atuação global nos setores da saúde e agronegócios parece ser exatamente o que precisamos. E você? O que achou de Stacy Baumann? Eu vi a forma intensa com a qual dançaram. O marido dela ficou bem enciumado.

O tom divertido na última parte do comentário de Ophelia parece incomodar Leonard. Ele se remexe e trava a mandíbula. Pondero se deveria perguntar se ele estava bem, mas decido deixar isso de lado e voltar a prestar atenção na conversa de Ophelia e Lex.

— Ela é uma mulher interessante. Fazia um bom tempo que eu não tinha uma parceira de salsa tão talentosa quanto ela. Stacy é inteligente e perspicaz. Pelo que Batroc, Von Strucker, Arnim e Vandal disseram, ela também sabe muito bem como conduzir uma conversa, além de ter domínio do francês e alemão, assim como o marido. Ela tem boa aparência e sabe usar isso para conseguir o que quer. – Comenta Lex Luthor, fazendo com que meu ego inflasse. – Eu tive a impressão que ela apenas aceitou dançar comigo, porque viu que Luke estava conversando de maneira animada com você. Isso a deixou tão incomodada, que ao invés de ir atrás do marido para exigir explicações, ela decidiu dançar comigo um estilo de dança sensual que com certeza despertaria o ciúme do marido. Quando ele apareceu, ela fingiu que nada tinha acontecido. Nem mesmo parecia a mesma mulher que encarava você como se desejasse ter raios lasers nos olhos para derreter você e o marido.

— Então ela manipulou a situação para te de voltar a atenção do marido e se vingar de nossa conversa. – Supõe Ophelia, pensativa. No entanto, eu sentia que ela parecia satisfeita com essa informação.

— É apenas uma suposição, mas creio que sim. – Responde Lex e posso ouvir seus sapatos ecoarem pelo piso de madeira do navio, como se estivessem andando de um lado para o outro.

— Se isso for verdade, então ela é ainda mais útil que o marido para nós. – Afirma Ophelia, soando animada. – Já faz algum tempo desde que encontramos alguém que tivesse o mesmo domínio de cenário que eu. Se eu conseguir treiná-la, tenho certeza de que podemos conquistar ainda mais aliados e facilitará nosso processo de conseguir informações de inimigos. Não é fácil admitir isso, mas eu já não tenho mais meus vinte e poucos anos. Preciso de alguém jovem que possa me substituir quando eu já não for mais capaz de seduzir um homem.

— Apesar de achar que isso é impossível. – Comenta Lex com um tom galanteador. – Você é e sempre será a nossa rainha da beleza e da sensualidade, Ophelia.

— Quanta gentileza e mentira da sua parte, Luthor. – Responde Ophelia, risonha, parecendo se divertir com o comentário de Lex.

Novamente encaro Leonard. Ele esboçava uma expressão séria e compenetrado. No entanto, o alívio ainda era evidente em seus olhos. Pelas falas de Lex e Ophelia, nós estávamos conseguindo convencer os membros da HYDRA de que somos um casal, ainda que Von Strucker pareça desconfiar de nós. Se soubermos usar esse fator a nosso favor, era apenas uma questão de tempo até que nos infiltrássemos na HYDRA.

— Você sabe que é verdade, Ophelia. Eu não tenho dúvidas de que você é uma das mulheres mais bonitas que eu conheço. E também acho que Stacy pode ser uma aprendiz a sua altura. Se você ensinar pelo menos um pouco do seu charme e poder de sedução, não tenho dúvidas de que ela conseguirá conquistar o coração até mesmo dos homens mais difíceis de se convencer como Vandal e Von Strucker. – Afirma Lex e o silêncio permanece entre os dois por alguns minutos.

— De qualquer forma, eu tenho que conversar com ela primeiro antes de tomar uma decisão. Não posso dizer com clareza se ela é realmente alguém com potencial para se tornar minha sucessora sem antes trocarmos algumas palavras. – Responde Ophelia, seguindo de um suspiro. – Eu apenas preciso pensar em uma forma de me aproximar furtivamente dela para descobrir seu modo de agir e até onde sua personalidade brilhante e encantadora é verdadeira.

— Por que não aproveita o festival do cassino que teremos amanhã? – Sugere Lex. – Eu tenho certeza de que eles deverão participar e pode ser uma chance de conhecemos melhor sobre as estratégias do casal Baumann durante os jogos.

— Não. Esse cenário é mais propício para me aproximar de Luke. Diferente dos homens, que geralmente se deixam levar pelo ego e fazem de tudo para se aparecer em eventos como esse, as mulheres se tornam mais receosas e fechadas em ambientes em que se qualquer movimento suspeito pode revelar sua estratégia. – Responde Ophelia e, por instinto, eu acabo assentindo. O cassino nunca é um ambiente propício para se puxar informações de uma mulher.

— Bom, então por que não tenta o spa ou o salão de beleza do navio? São ambientes aconchegantes e relaxados que sempre inspiram as mulheres a fofocar e se tornarem melhores amigas. – Relembra o homem e isso parece agradar Ophelia que ri e bate palmas com animação.

— Excelente ideia, Luthor! – Elogia Ophelia, parecendo ponderar qual seria o melhor lugar para usar. – Bom, de qualquer forma, eu deixarei para fazer isso depois de amanhã. Quero que ela primeiro perceba minha presença e a melhor forma de fazer isso é me aproximando de seu marido, Luke Baumann. Isso deve despertar uma forte primeira impressão em Stacy e me fará ter mais possibilidades de me aproximar de maneira efetiva.

— E como você irá se aproximar de Luke? – Pergunta Lex com curiosidade.

— Amanhã, durante o festival no cassino, eu usarei todo o meu charme para atrair Luke e despertar nele algum interesse por mim. Se Stacy for como nós imaginamos, eu tenho certeza de que ela não vai deixar isso passar e vai encontrar alguma forma criativa de me cortar da vida de Luke. E é aí que eu vou descobrir que tipo de pessoa Stacy Baumann é. – Responde Ophelia com determinação.

— Parece que as coisas estão começando a ficar divertidas. – Comenta Lex com interesse. – Estarei esperando ansioso pelo desenrolar dessa possível parceria entre você e Stacy.

— De qualquer forma, eu irei para o meu quarto. – Avisa Ophelia e posso ouvir um suspiro de Lex.

— Por que não me faz companhia essa noite? – Questiona Lex com malícia e isso faz Ophelia rir.

— Agradeço a oferta, mas hoje terei que recusar. – Responde a mulher com o mesmo tom de voz. – Mas prometo que muito em breve nós podemos aproveitar mais do que esse cruzeiro de luxo tem a oferecer e espero que você esteja incluso no pacote.

— Ah, para você, eu sempre estarei disponível. – Afirma Lex e Ophelia ri mais uma vez. – Bom, já que você não irá compartilhar comigo uma noite agradável de sono, eu irei dormir. Sozinho e profundamente entristecido por estar longe de você.

— Boa noite, Luthor. – Despede-se Ophelia e não demoro a ouvir o som dos passos da mulher se aproximando.

Desespero-me no mesmo instante. Encaro Leonard e ele parecia tão perdido quanto eu, enquanto encara o corredor em que estávamos na busca de algum lugar que pudéssemos nos esconder. Sem tempo para pensar em um plano melhor, puxo Leonard para nos afastarmos um pouco do corredor e o empurro contra a parede.

Seus olhos me encaram confusos, mas não há tempo para explicações. No momento em que Ophelia estar para virar no corredor para ir para seu quarto que ficava do outro lado do navio, abraço o pescoço de Leonard e faço nossos lábios se chocarem de forma intensa e quase esfomeada. Para a minha sorte, Leonard não demora a corresponder ao beijo.

E é nesse momento, com uma de suas mãos em minha nuca, conduzindo o beijo de forma afoita e a outra puxando-me pela cintura de maneira possessiva é que perco completamente a noção do tempo e espaço. Não havia mais HYDRA, Ophelia ou qualquer outro membro da organização criminosa que importasse. Tudo o que realmente me importava era prolongar aquela loucura que me tirava o ar e me fazia experimentar sentimentos que nunca provei antes.

Notas finais
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