Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! E aqui estou eu com mais um capítulo nessa noite de sexta-feira de calor intenso. Espero que estejam todos bem. Hoje eu acabei passando mal com o calor intenso e ainda estou me sentindo bem desconfortável, então o capítulo está mais parado. Mas prometo que o próximo será mais divertido. Quero agradecer demais a AndreaNeves e Mari pelos comentários maravilhosos no capítulo passado. Espero que gostem desse. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO X – ESPIONAGEM DE OUTUBRO

CAPÍTULO VIII — DANÇA

Eu já participei de muitas missões durante os oito anos em que tenho dedicado à minha vida ao FBI. Já me envolvi com muitas mulheres e participei de muitas encenações para casos onde precisava me disfarçar para desmascarar algum criminoso ou descobrir alguma informação que pudesse ser essencial para o FBI.

E com Sara não deveria ser diferente. Mesmo trabalhando como parceiros, algo que eu não tenho desde a morte de Mick, ainda é uma missão onde não deve haver nenhum sentimento envolvido. Não somos um casal. Não somos casados. Nós nos tornamos amigos porque temos experiências dolorosas do passado e ambos queremos nos vingar de Vandal.

Mas mesmo assim, eu me senti incomodado com a aproximação de Lex Luthor, não gostei de ver os dois dançando de forma tão intensa e sensual. Não me senti bem ao ver a proximidade dos dois, os sorrisos que ela direcionava para ele e nem a forma como ele a encarava, quase como um animal selvagem diante de sua próxima refeição.

No entanto, de toda essa situação, o que eu mais odiei foi o fato de estar me importando com algo que não faz sentido. Durante os últimos três anos, eu tenho sonhado todos os dias com minha discussão idiota com Sara, seguindo do momento em que noto Vandal ativar a bomba e Mick atirar em mim com aquela expressão de que estava conformado que a hora dele havia chegado.

O ódio que cresceu dentro de mim, me consumiu diariamente e me fez odiar Sara na mesma intensidade que eu me odiava. E era exatamente por isso que eu não me podia permitir que meu coração se sentisse afetado por sua beleza descomunal, por seu sorriso fácil, por sua personalidade única ou por sua inteligência surreal. Mas aqui estou eu, beijando-a e sentindo que o mundo estava ganhando novas cores.

Seu corpo se encaixava perfeitamente no meu, o aroma intenso de seu perfume me embriaga. Suas unhas arranhavam a minha nuca e me causava arrepios em meu corpo. Era intenso, alucinante e me tirava o ar, ao mesmo tempo que despertava um desejo incontrolável de experimentar mais de Sara, de prolongar a loucura que não deveria estar acontecendo.

Eu não deveria me sentir tão envolvido assim. Esse beijo deveria ser apenas algo profissional, sem qualquer sentimento. Apenas parte do nosso trabalho. Mas meu coração parecia não entender isso. Eu estou prestes a entrar em um jogo perigoso, onde estou arriscando o futuro da missão e o bem do meu próprio coração.

E em algum momento, alguém acaba esbarrando em nós, no meio a agitada pista de dança, e é como se um estralo me fizesse voltar a realidade. Afasto-me de Sara e a observo. Ela ainda demora alguns segundos para abrir os olhos e posso ver a dúvida presente naquele lindo mar cerúleo, questionando o que tinha acabado de acontecer.

— Eu... – Sara balbucia, atordoada. Desvio o olhar, porque sentia que se continuasse a encará-la tão de perto, acabaria cometendo o erro de beijá-la novamente. E nesse momento, encontro os olhos de Von Strucker sobre nós, acompanhado de Arnim Zola na parte mais afastada da multidão, no outro lado do salão.

— Von Strucker e Arnim estão de olhos em nós. – Sussurro próximo ao ouvido da loira, usando aquela desculpa esfarrapada para justificar minha insanidade. Sara parece refletir sobre a informação e assente, pensativa.

— Entendo. – Responde a loira, inexpressiva. No entanto, vejo um brilho triste passa brevemente pelos seus olhos, antes dela desviar o olhar e encarar a direção onde estavam os agentes da HYDRA. – É melhor nós irmos cumprimentá-los. Eles já perceberam que nós os vimos.

— Tudo bem. – Concordo e pego em sua mão, conduzindo-a em meio a multidão que dançava agitada ao som da música em direção aos dois homens que bebiam e nos observavam com atenção.

Assim que notam que estávamos nos aproximando, Von Strucker exibe um sorriso amigável e levanta o copo em cumprimento. Ele usava um chapéu vermelho com detalhes em renda branca assim como a pena na lateral dele, casaco vermelho com detalhes em branco nas mangas e barras do casaco, camisa, um lenço semelhante a uma gravata, onde as pontas eram de renda branca, sapatos e calças sociais, peruca de cabelo ondulado, colete preto com uma faixa vermelha na cintura, uma falsa mão de ganho e uma bainha de espada apoiada no ombro que cruzava o tórax e exibia o cabo de uma espada. A barba fina e falsa completava o visual de Capitão Gancho.

Quanto a Arnim Zola, ele usava uma blusa marrom, um colete marrom escuro, túnica, calça combinando e cinto largo com duas fivelas, botas cano longo marrons e um sabre azul. Fantasiado de Anakin Skywalker, um dos personagens principais da saga Star Wars e versão bondosa de Darth Vader, o que chegava a ser irônico, levando em consideração que ele faz parte da HYDRA, organização criminosa facilmente comparado ao lado sombrio da Força do nosso mundo.

— Barão Wolfgang. Como é bom o encontrar aqui em meio a tantos rostos fantasiados e desconhecidos. – Cumprimento ao homem, assim que o alcançamos. – Aliás, bela fantasia. Peter Pan era o meu desenho favorito quando eu era criança.

— Sr. e sra. Baumann. É muito bom revê-los. – Cumprimenta o homem, sorrindo gentil. – E obrigado. Peter Pan também é um dos meus desenhos preferidos. E vocês também estão usando roupas bem divertidas. Com todo respeito, a senhora está muito bonita, sra. Baumann.

— Por favor, me chamar de Stacy, barão Wolfgang. Eu me sinto uma velha sendo chamada de senhora. Eu só tenho trinta e três anos. Mas muito obrigada. O senhor também está muito bonito. – Responde Sara, sorrindo simpática. – E eu gostei da fantasia do cavalheiro ao seu lado. Anakin Skywalker, nosso fantástico Cavaleiro Jedi, que posteriormente se tornou um dos melhores vilões da ficção científica, Lord Sith Darth Vader.

— Estou surpreso que uma dama tão encantadora tenha interesse em uma obra tão nerd quanto Star Wars. – Comenta Arnim, surpreso com a resposta de Sara a sua fantasia.

— Não se engane. Esse rostinho de patricinha é apenas fachada para uma verdadeira geek. Ela conhece muito mais desse universo do que eu. – Respondo, encarando Sara com um sorriso irônico. Ela ri e dá de ombros, sem discordar. Na verdade, eu também estava surpreso por Sara realmente parecer interessada pelo universo de Star Wars. Viro-me para Arnim, que observava Sara com curiosidade, e estendo minha mão. – Muito prazer em conhecê-lo. Eu me chamo Luke Baumann e essa é a minha esposa, Stacy.

— É um prazer conhecê-los, sr. e sra. Baumann. Arnim Zola. Amigo de longa data de Von Strucker. – Arnim se apresenta, apertando minha mão. Em seguida, ele beija a mão de Sara, que sorri educada.

— Encantada, sr. Zola. E meu marido tem razão. Eu sou apaixonada por ficção científica e pelo mundo da tecnologia. Apesar de minha formação ser em arquitetura, eu trabalhei por três anos, ainda na faculdade, na Electronic Arts, uma empresa desenvolvedora e distribuidora de jogos eletrônicos. Eu me envolvi tanto nesse universo, que eu acabei me apaixonando pelo mundo geek. – Comenta Sara, rindo. Arnim parece fascinado com a informação.

— Na EA? Uau! Ela é responsável pela distribuição do meu jogo eletrônico de RPG preferido, Dragon Age. – Conta Arnim, sorrindo ainda mais para Sara. – Como foi trabalhar por lá? Por acaso você conheceu o Andrew Wilson? Ele é um grande amigo meu.

Preocupo-me com a pergunta feita por Arnim. Apesar de termos estudado a vida de nossos personagens, isso significava que conhecíamos informações sobre seus locais de trabalho e nem quem eram seus colegas de trabalho. No entanto, como era de se esperar de Sara, ela pareceu lidar bem com a situação, pois logo abre um grande sorriso e assente, concordando.

— Quem não conhece o nosso atual diretor de vendas? Na época que eu trabalhava lá, ele ainda trabalhava como produtor executivo do FIFA. Era uma pessoa surpreendente. Apesar de não trabalhar diretamente com ele, nas poucas oportunidades que tive contato com ele percebi que era uma pessoa brilhante. As últimas notícias que recebi é que ele está entre os favoritos para assumir o lugar de John Riccitiello e se tornar o CEO da EA. – Comenta Sara, pensativa.

— Sim. Na verdade, eu acho que semana que vem eles devem anunciar quem se tornará o CEO da EA, mas Andrew estava bastante confiante. – Responde Arnim, sorrindo. – Eu vou comentar com ele que te encontrei aqui. Acho que ele vai ficar surpreso com a coincidência.

— Mande minhas parabenizações a ele por mim, por favor. Agora, eu espero que ele se lembre de mim. Já faz cinco anos que deixei a EA. Apesar de manter contato com alguns colegas que fiz por lá, eu nunca mais visitei a empresa desde que sai. – Comenta Sara, dando um sorriso nostálgico.

— Eu tenho certeza de que ele jamais esqueceria uma dama tão encantadora, Stacy. – Responde Von Strucker, dando um sorriso presunçoso para Sara. Aproximo-me mais da loira e passo meu braço por cima de seu ombro. Ela ri e se aconchega seu corpo no meu, enquanto passa os braços ao redor de minha cintura.

— O senhor é muito gentil, barão Wolfgang. Mas, mudando de assunto, onde estão Georges e o sr. Savage? Não vieram com o senhor para a festa? – Questiona Sara com curiosidade. – Não me diga que eles o abandonaram logo em uma das melhores noites do cruzeiro.

— Eles foram comprar bebidas. – Responde Von Strucker, apontando para o bar, onde era possível ver os dois membros da HYDRA próximos de Ophelia e ao lado de Lex Luthor, que bebia whisky e encarava a pista de dança com desinteresse. No entanto, prestando mais atenção nos quatro juntos, eu conseguia ver que eles conversavam discretamente. Encaro Sara pelo canto do olho e ela parece notar o mesmo que eu. – Mas tenho que destacar o seu talento para dança, senhora... digo, Stacy. Jamais imaginei que a soubesse dançar salsa cubana.

— A dança é um dos meus maiores prazeres, barão Wolfgang. Prazer esse que felizmente compartilho com meu marido. Acho que foi isso que mais me encantou nele. Nós dançávamos muito nas festas da faculdade. – Comenta Sara, encarando-me com um sorriso divertido. Acabo sorrindo e entrando em seu jogo.

— Ela não conseguiu desviar os olhos de mim quando me viu pela primeira vez na pista de dança. – Brinco, dando uma piscadela para a loira, que ri e bate em meu peito, afastando-se.

— Metido. – Resmunga a garota, não demorando a abrir um sorriso divertido. – Mas, tenho que confessar que foi mesmo impressionante descobrir que aquele idiota sabia como conduzir uma dama em uma valsa.

— Vocês são sempre tão adoráveis. – Comenta Vandal, aparecendo de repente atrás de nós. Sara e eu nos viramos e encontramos o sorriso divertido do homem, que segurava um copo de whisky, acompanhado por Georges Batroc, que mais uma vez, parecia devorar Sara com os olhos.

— Sr. Savage! Adorei a fantasia de gladiador romano. – Sara sorri, observando Vandal, que usava um túnica branca, armadura com ombreiras pretos como os que os homens usavam em filmes de gladiador, cinto da mesma cor com várias fivelas, capa vermelho escuro, braceletes e caneleiras de couro com detalhes dourados, uma faixa de couro na cabeça, escudo preso no antebraço com um leão estampado e uma espada na cintura. – Bem criativa.

— Obrigado, sra. Mágica. – Responde Vandal, sorrindo divertido. Eu ainda tinha certa dificuldade para atuar em frente ao homem e fingir que nada me incomodava naquele momento. – Você e seu marido estão bem engraçados também.

— Obrigada. E sua fantasia de Superman está muito divertida, Georges. Eu amei! – Comenta Sara, encarando a fantasia do homem ao lado de Vandal.

— Adorável Stacy. – Batroc pega a mão de Sara e a beija. Ele se afasta e lança um olhar que me deixa bastante incomodado. — Você está encantadora como sempre.

— E o senhor sempre um cavalheiro muito gentil. – Responde Sara, sorrindo com doçura.

— Você está tão quieto e calado, Luke. O que houve? – Comenta Von Strucker e não demora para que as atenções de todos os homens, que antes estavam voltadas para Sara, recaiam sobre mim. Encaro o barão, sem saber o que dizer, mas posso ver o brilho divertido em seus olhos.

— Não aconteceu nada, barão Wolfgang. Não se preocupe. – Garanto, forçando um sorriso. A verdade é que estava cada vez mais difícil manter a pose nessa festa. Quanto tempo passava, mais vontade eu sentia de puxar Sara de volta para o quarto e fugir de todo esse ambiente caótico.

— Certeza? Você realmente parece cansado e desanimado. – Insiste o barão alemão, dando um gole em sua bebida em seguida.

— Não jogue sal na ferida do homem, Von Strucker. É normal que ele se sinta incomodado, quando todos os homens do baile estão encantados pela beleza e simpatia de sua recém-esposa. – Responde Vandal, dando uma piscadela para mim. Sara dá uma risada discreta e eu forço mais um sorriso. Estava realmente difícil aguentar aqueles babacas babando em Sara e mais ainda seus comentários idiotas. – Ainda mais depois de presenciarmos o talento de Stacy na salsa cubana.

— Ah, não precisa ficar assim, meu amor. – Fala Sara, puxando meu rosto para que eu a encarasse. Seus olhos se fixam nos meus. Há uma intensidade eletrizante que faz meu corpo reagir. – Você sabe que é o único homem que eu amo e que é capaz de despertar minhas verdadeiras habilidades para a dança.

Nesse instante, o toque sedutor de um tango se faz presente. Sara me encara com um sorriso desafiador, quase como se questionasse se eu seria capaz de fazê-la dançar tão bem como Lex Luthor havia feito anteriormente. Sinto a adrenalina se fazer presente em minhas veias.

— Com licença, senhores. Creio que está na hora de recuperar meu posto como parceiro de dança de minha esposa e meu orgulho como melhor dançarino da noite. – Respondo e posso ver Vandal, Batroc, Von Strucker e Arnim me encararem com curiosidade.

Estendo minha mão e Sara sorri, pegando-a. Vendo a pista de dança se abrir, já que poucos casais se arriscavam na dança tradicional argentina, conduzo a loira pelo salão, que faz questão de jogar sua cartola vermelha para Georges. O homem ri e coloca o acessório na cabeça, ansioso para ver como Sara se sairia naquele estilo de dança.

Já no meio do salão, nós nos afastamos. Contagiada pela música, Sara desfila de forma sedutora pelo salão, mexendo os quadris de forma habilidosa. Alguns homens que estavam próximos viram seus rostos para encarar os movimentos suaves, mas incrivelmente sexy da loira, que em momento algum desviou os olhos de mim, aproximando-se lentamente.

Sara desliza as mãos pelo corpo e sorri perigosamente. E então, ela me chama com uma das mãos, provocando-me de forma que definitivamente não fazia bem para a minha imaginação e menos ainda para o meu coração. Aproximo-me e passamos a nos encarar, andando ao redor do outro. Há aquela tensão intensa e envolvente entre nós.

E então ela passa a mão pelo meu peito. Seus olhos alternam entre meus olhos e minha boca. Há uma batida mais forte da música e ela cruza seu braço no meu, jogando a perna para trás, assim como eu. Ao voltarmos para a posição inicial, passo minha mão pelo braço de Sara e nossas mãos se encontram.

Puxo seu corpo em minha direção e a giro algumas vezes. Nossos olhos continuavam conectados, atraídos por aquela dança que me trazia um calor inexplicável em meu peito e fazia meu coração pular como um louco. E então há mais uma batida forte na música. Trago-a para perto e levanto minha mão esquerda, enquanto envolvo meu braço direito ao redor da cintura de Sara.

Com a mão em suas costas, movo Sara para ainda mais perto de mim, chocando o corpo delicado da loira contra o meu. Ela arfa. Seus olhos pareciam mais escuros e intensos do que de costume. Sua mão aperta a minha e a outra sobre para o meu ombro. Eu conseguia sentir seu coração bater tão intenso quanto o meu.

Nossos rostos se aproximam, colando nossas testas. Nossas respirações se colidem, pesadas, intensas. O ar parece se tornar inexistente. O desejo de experimentar seus lábios me atinge novamente. Ela então encara a minha boca, mordendo o lábio inferior com força. Suspiro, sentindo meu corpo reagir àquele pequeno, mas impactante gesto.

No entanto, os aplausos e gritos dos tripulantes do navio presentes no salão nos despertam daquela hipnose perigosa. Sara então desliza os pés, movendo os quadris sensualmente, deslizando-se para trás, antes de voltar, subindo a perna direita na minha. Movo nossos corpos pela pista de dança rapidamente, até que paro e Sara joga o corpo para trás, ainda apoiada em mim.

Mais gritos eufóricos ecoam pela pista de dança. Todos pareciam encantados com a nossa dança. Sara sobe novamente e cola seu nariz no meu. Nossos olhos mais uma vez se encontram. Aperto sua cintura e a impulsiono para cima. Ela sorri e se afasta. Usando minha mão de apoio, ela desliza os pés sem sair do lugar, movendo apenas as pernas, enquanto permanecia com os olhos fixos nos meus.

Giro seu corpo e fico de trás dela. Suas costas colam em meu peito e minha mão desliza para sua cintura. Ela coloca a mão dela sobre a minha e a aperta, enquanto nossos rostos se colocam. Sorrindo um para o outro, passamos a nos mover com passos largos de maneira sincronizada pelo salão. Com uma flexibilidade invejável, Sara joga a perna para cima e vira o corpo novamente para mim.

Cada movimento era feito de forma sensual e envolvente. Havia tanta tensão entre nós que tornava aquela dança quase uma preliminar de tirar o fôlego. Sara sabia exatamente como seduzir. Seus passos eram intensos, mas ao mesmo tempo era como se ela flutuasse pelo salão. E eu continuava a me encantar e a desejar a mulher como um louco.

E não demora muito para que a música chegasse aos seus versos finais. Giro-a e a trago para mim. Ao último acorde do tango, jogo seu corpo para o lado e aperto sua cintura, enquanto nossos lábios ficam a poucos centímetros de se tocar. Aplausos ecoam pelo salão junto a gritos e parabenizações.

Arfando, sentindo cada célula do meu corpo atraído por Sara, demoro alguns segundos até perceber que tínhamos chegado ao fim da dança e que eu precisava me afastar, antes que cometesse a mesma loucura de me entregar aquele desejo incontrolável e pecaminoso que me consumia naquele instante.

— Você é um excelente dançarino. – Elogia Sara, assim que diminuo o aperto em sua cintura e a puxo de volta para cima.

— Você também é uma dançarina excepcional. – Afirmo e acabamos trocando sorrisos cúmplices. Sentindo minha garganta seca, respiro fundo e encaro Sara por alguns instantes. – O que acha de uma bebida?

— Ótima ideia. Eu estou morrendo de sede. – Responde a loira, puxando-me em direção ao bar.

Naquele momento, nós nem mesmo nos lembrávamos da nossa missão e de que estávamos naquele baile para descobrir sobre a HYDRA. A verdade é que eu não poderia estar me importando menos naquele instante. E eu sabia que isso era perigoso. Que eu deveria me afastar de Sara e manter tudo o mais profissional possível. Que eu tinha que focar minha mente nos idiotas no outro lado do salão que nos observavam atentamente, provavelmente ponderando se deveriam nos convidar para a organização criminosa ou não.

No entanto, naquele momento, tudo o que minha mente conseguia pensar era no sabor dos lábios de Sara, no aroma intenso e floral de seu perfume e em como eu não me incomodaria em nada em tê-la em meus braços pelo restante da noite, dançando e sentindo aquele choque único de nossas bocas, que eu jamais sentir antes com outra mulher.

Notas finais
Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara