Notas iniciais
Oii Cupckes ♥! Antes de mais nada, quero avisar que os diálogos que aparecerem em itálico no capítulo estão ocorrendo em francês. Eu quero agradecer demais ao comentário da AndreaNeves no capítulo passado. Seu comentário me inspirou demais. Obrigada! Agora, vamos ao capítulo. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO X – ESPIONAGEM DE OUTUBRO

CAPÍTULO IV — CRUZEIRO

— Eles estão se aproximando do navio. – Alerta Sara, enquanto encara de longe os passageiros que se aproximavam do luxuoso navio ancorado no porto de Norfolk. Ela desativa os óculos que possuía uma tecnologia avançada que permitia que a garota enxergasse há quilômetros de distância como um binóculo. A loira se vira para mim e me encara com seriedade. – Está na hora de irmos. Lembre-se do que viemos fazer. Então concentre-se na missão e não estrague tudo.

— Está dizendo isso para mim ou é um aviso para si mesmo? – Ironizo e ela revira os olhos, ignorando meu comentário.

Sara retira os óculos e desfaz o coque que prendia seu cabelo. Observo-o por alguns instantes. Ela usava um short azul solto, sapatilhas claras e blusa de manga longa folgada branca. Diferente de Hawkins, o dia estava ensolarado em Norfolk, por isso, Sara coloca óculos de sol e um chapéu branco. Ela podia ser bem irritante, mas eu não podia negar que a agente da CIA é uma mulher muito bonita.

— Vamos. – Fala Sara, saindo na frente, enquanto puxa sua mala de rodinhas.

— Espera. – Peço, puxando o pulso dela. Sara se vira e puxa o braço de volta com brusquidão.

— O que você quer? – Resmunga, irritada. – Nós iremos perder a chance de chamar a atenção dos membros da HYDRA.

— Me dá a sua mão. – Respondo e ela me encara com um sorriso irônico. – Anda logo. Me dá a sua mão.

— Isso é sério? – Questiona, estendendo a mão direita, provavelmente pensando que deveríamos nos aproximar de mãos dadas.

— A outra mão. – Respondo e ela me encara confusa.

— O que você está planejando? – Questiona, colocando a bolsa de praia que carregava no ombro direito. Ela leva a mão esquerda com desconfiança sobre a minha estendida.

Sorrio com ironia e puxo uma caixinha de dentro do blazer que eu usava. Ela me observa com curiosidade e quando ver as alianças dentro da caixinha, ergue a sobrancelha. Coloco a aliança no dedo anelar de Sara e solto sua mão, enquanto coloco o outro anel no meu dedo anelar esquerdo.

— Agora estamos casados. – Respondo, guardando a caixinha de volta em meu blazer. – Parabéns. Você teve a sorte de se casar com uma pessoa incrível. Aproveite, porque provavelmente essa será a última vez que você poderá dizer que está comprometida, já que ninguém seria louco o bastante para aceitar se relacionar de forma romântica com uma estranha agressiva e cabeça dura como você.

— Para a sua informação, existe uma fila de homens desejando me ter. Então sinta-se privilegiado por ter a oportunidade de poder se gabar, dizendo que está casado com uma mulher perfeita como eu. – Ironiza Sara, voltando a andar, enquanto puxa a mala de rodinhas dela, enquanto a bolsa de praia estava no ombro.

Acabo dando uma risada anasalada e puxo a mão dela para irmos de mãos dadas, enquanto puxo a minha mala. Posso sentir seu olhar pelo canto do olho, mas nenhum dos dois ousa quebrar o silêncio desconfortável entre nós. Quanto mais nos aproximávamos da fila de embarque para o navio, mais nervoso eu me sentia.

Observo Georges Batroc, Ophelia Sarkissian, Arnim Zola, Lex Luthor e Von Strucker se aproximarem separados. Eles trocavam olhares vez ou outra, mas permaneciam afastados para que não houvesse qualquer suspeita sobre seu envolvimento. Encaro Sara disfarçadamente e ela assente, parecendo saber exatamente o que se passava em minha mente.

Quando estávamos próximos de entrar, Sara deixa algo cair. Quando estou prestes a me virar para pegar, ela aperta a minha mão e sorri docemente. Pelos seus olhos atrás dos óculos de sol, eu podia ver um aviso claro de que eu não deveria fazer nada. Correspondo ao sorriso ao notar que estávamos nos aproximando do primeiro funcionário do cruzeiro. Era hora do show.

— Bom dia. Sejam bem-vindos ao Seven Seas Explorer. É um prazer tê-los a bordo de nosso maravilhoso cruzeiro. – Cumprimenta o homem ruivo de olhos castanhos e sardas no rosto. Ele sorri gentilmente. – Solicito apenas que me mostrem seus bilhetes, por favor.

— Ah, claro. – Concorda Sara, sorrindo. Ela retira os óculos de sol para guardar em sua bolsa e se vira para mim, colocando a mão sobre meu peito. – Querido, os bilhetes, por favor.

— Aqui estão. – Respondo, retirando os bilhetes do bolso de minha bermuda e entrego ao homem, que usa um leitor de QR Code para ler os bilhetes.

— Obrigado. Desejamos ao senhor e a sua adorável esposa uma excelente viagem, sr. Baumann. – Responde o funcionário do navio, entregando os bilhetes.

— Obrigado. – Agradeço, sorrindo. Encaro Sara e a conduzo para dentro do navio. – Vamos, querida. Precisamos aproveitar a nossa lua-de-mel.

Sara sorri e aperta a minha mão ao notar o meu tom malicioso. Eu havia descoberto recentemente que apesar de insuportável estar ao lado de Sara, é divertido provocá-la. Sendo uma mulher que gosta de manter o controle, ela tem a tendência a fingir que não se abala, mas é possível ver que seus olhos tremem, sua respiração se torna mais forte e ela divertidamente revira os olhos quando procura manter a calma.

Continuamos a andar pelo luxuoso cruzeiro, cumprimentando alguns funcionários que nos guiavam até o local onde deveríamos ir para chegarmos aos quartos. Sara e eu permanecemos fazendo nossos papeis de marido e mulher apaixonados, sorrindo para quaisquer bobagens ditas a nós com muita troca de olhares e toques excessivos. Apesar de odiar isso, eu tinha que admitir que Sara era uma excelente atriz.

— Sejam bem-vindos. Eu me chamo...

— Com licença. – Antes que mais uma funcionária se apresentasse e nos orientasse para o caminho que deveríamos pegar para chegar ao nosso quarto, uma voz masculina com um forte sotaque francês chama a nossa atenção. Ao nos virarmos, Sara e eu encontramos Georges Batroc nos encarando com um lenço. Encaro a loira, confuso. – Creio que esse lenço pertença a madame.

— Oh, eu... – Sara se afasta de mim e exibe uma expressão confusa, enquanto vasculha a sua bolsa. – Oh, o senhor está correto. Esse lenço é mesmo meu. Quando...? Por Deus! Não sei o que teria sido de mim se o senhor não tivesse o encontrado, senhor...

— Georges. Georges Batroc. – Responde o homem com um sorriso cavalheiresco, enquanto deixa um beijo na mão de Sara, quando ela a estende para cumprimentá-lo.

— O senhor é um verdadeiro cavalheiro, sr. Batroc. – Comenta Sara, sorrindo de forma encantadora, enquanto guarda o lenço que o francês estende para ela em sua bolsa. Observo a tudo com as sobrancelhas arqueadas, tentando entender o que estava acontecendo. – Eu me chamo Stacy. E esse é o meu marido, Luke Baumann.

— É um prazer conhecê-lo, sr. Batroc. E agradeço por nos devolver o lenço de minha esposa. – Digo, entrando no teatro. Cumprimento o homem com um aperto de mão e logo volto a passar meu braço por cima dos ombros de Sara, trazendo-a para mais perto. – Ele possui um valor sentimental inestimável para minha adorável Stacy.

— Baumann? Por acaso o senhor é o primogênito do CEO da Weskott, Werner Baumann? – Questiona Batroc, surpreso.

— O senhor conhece o meu pai? – Pergunto, fingindo surpresa pela coincidência.

— Infelizmente nunca tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, mas o seu pai não é exatamente uma figura desconhecida. – Explica o francês, encarando-nos com curiosidade.

— Nós viemos para aproveitar a lua-de-mel. Nós nos casamos há uma semana, mas por causa dos negócios de Luke, só conseguimos viajar agora. – Revela Sara, abraçando-me com uma doçura que eu sabia que ela estava longe de ter. A garota me encara com um sorriso amável.

— Oh, meus parabéns pelo recente casamento. Com todo o respeito, o senhor é um homem de sorte. Sua esposa é uma mulher encantadora. – Comenta Batroc, encarando Sara com intensidade.

— Bondade sua, sr. Batroc. – Responde Sara, fingindo estar envergonhada.

— Ela é realmente uma mulher única. – Afirmo, trazendo-a para mais perto de mim. Trocamos sorrisos como se estivéssemos realmente apaixonados e volto a encarar o francês. – Minha amada Stacy me ensinou o verdadeiro significado do amor.

— E o senhor? É casado, sr. Batroc? – Questiona Sara, sorrindo como se estivesse curiosa. – Adoraria ter uma amiga com quem conversar nos próximos dez dias de cruzeiro.

— Infelizmente não. – Responde o homem, suspirando. – Não tive tanta sorte quanto o sr. Baumann. Para a minha infelicidade, a mulher que pensei ser alguém com quem passaria o resto da minha vida não era quem eu esperava. Acabamos nos divorciando há alguns dias. Eu tinha comprado passagens para esse cruzeiro para tentar consertar nosso casamento, mas ela se recusou a vir. Então decidi vir sozinho e aproveitar os dias para descansar e colocar a cabeça no lugar.

— Pode me chamar de Luke. Não há necessidade de formalidades. – Corrijo, sorrindo simpático. – E lamento muito pelo fim de seu casamento, sr. Batroc.

— É realmente triste que seu casamento não tenha dado certo, mas será um prazer ter a companhia do senhor durante essa viagem. Além disso, essa é a chance de fazermos mais amizades, certo? – Sugere Sara, afastando-se de mim. Ela entrelaça a mão a minha e observa o francês com intensidade. – Quem sabe o senhor não encontre o amor de sua vida no meio dessas milhares de pessoas?

— É uma possibilidade. – Concorda o homem, pensativo.

— Nós estamos na suíte Regent. Será muito bem-vindo para tomar uma bebida conosco. – Convido e o homem arregala os olhos levemente.

— Suíte Regent? Uau! Impressionnant. – Balbucia Batroc, surpreso por descobrir que estávamos no maior e mais caro quarto do cruzeiro.

— É o mínimo que poderíamos oferecer depois de o senhor ter recuperado o lenço que pertenceu a minha falecida avó. É um dos meus bens mais valiosos. – Responde Sara em seu francês perfeito, surpreendendo ainda mais o membro da HYDRA, que parece se interessar ainda mais por Sara.

— Então a senhora também fala francês fabulosamente bem. Você é mesmo um homem de sorte, Luke. Tome cuidado ou eu acabarei querendo roubar sua linda esposa para mim.— Ameaça Batroc em tom brincalhão, mas havia um brilho em seus olhos enquanto encarava Sara que confirmavam que a loira havia o encantado por completo.

— Eu também tenho os meus encantos, sr. Batroc. E definitivamente não estou disposto a perder minha esposa para um francês cortês. O meu orgulho alemão jamais permitiria isso. — Respondo em francês, mostrando que eu havia entendido o comentário de Batroc, rindo em seguida.

— Parece que iremos nos dar muito bem. – Responde Batroc, sorrindo com satisfação. Nesse momento, vejo Lex Luthor passar por nós, encarando o major da Legião Estrangeira Francesa com intensidade. Batroc parece notar, pois não demora muito para que seu sorriso desaparecesse. – Bom, eu vou deixar vocês se acomodarem. Eu estou na suíte superior três. Podemos nos encontrar para continuar nossa conversar no horário do almoço. O que vocês me dizem?

— Mas é claro. Será divertido conversamos mais. – Concordo e Sara assente, sorrindo simpática.

— Está bem. Então vejo vocês ao meio-dia. Talvez eu lhes apresente alguns amigos. – Responde o homem, pegando a mala que estava ao lado dele.

— Oh, estou ansiosa por isso. – Afirma Sara, soando animada. Batroc corresponde ao sorriso e segue seu caminho, após um rápido aceno para nós. Quando estamos sozinhos, Sara solta a minha mão e me encara com um brilho satisfeitos em seus olhos. – E tudo vai exatamente como eu planejava.

— Você... planejou isso? – Questiono, rindo sem acreditar em suas palavras. Sara sorri confiante e eu começo a questionar o que eu havia perdido. Ela cruza os braços e me lança uma piscadela. – Como?

— Vamos para o quarto. Eu te conto tudo lá. Nós não estamos seguros aqui.

E assim, Sara me puxa pela mão e me conduz com uma facilidade absurda pelos corredores do cruzeiro. Não demoramos a chegar a maior suíte do cruzeiro. Ela havia ignorado todas as orientações e parecia conhecer bem o navio. E isso só me faz questionar ainda mais quem era essa mulher.

Mas antes que eu pudesse interroga-la sobre seu suposto plano e como ela sabia o caminho para chegarmos ao quarto, eu acabo me surpreendendo com o tamanho do quarto. Ele era pelo menos três vezes maior que o meu apartamento que já não era tão pequeno.

Assim que entramos, nós damos de cara com uma sala espaçosa com área de estar, um piano, um bar completo, um sofá confortável e uma poltrona enorme de frente para uma televisão de sessenta polegadas. Havia também um solário privativo com duas cadeiras de praia, permitindo que pegássemos sol à vontade sem que ninguém nos interrompesse.

A área do quarto era impressionante. A cama de casal era gigantesca e possuía um lustre no teto que deveria custar os meus rins. O closet era incrível. Tinha alguns roupões de linho confortável e espaço o suficiente para eu viver confortavelmente o resto da minha vida.

Ao explorar mais aquele espaço luxuoso, encontro um spa na suíte, dois banheiros, sendo que um deles tinha uma enorme banheira de hidromassagem e o outro um lavabo de mármore com detalhes em pedra e folhas de outro. A varanda com uma mesa chique de vidro e uma cadeira balanço confortável contornava todo o quarto e nos dava uma visão privilegiada do oceano.

— Uau! Esse lugar... é... uau. – Comento, embasbacado com o tamanho e o luxo daquela suíte. Sento-me na cama e encaro Sara. Surpreendo-me ao ver sua expressão desinteressada, como se para ela, isso não fosse nada demais. – Você já esteve em um lugar tão incrível quanto esse quarto?

— Isso não é nada demais comparado ao luxo de tio Clint. – Comenta para si mesma e eu acabo a encarando sem entender.

— Quem é tio Clint? – Pergunto, curioso para saber quem poderia ser tão rico ao ponto de ter lugares melhores do que a luxuosa suíte Regent.

— Não é da sua conta. – Responde Sara, colocando a mala no closet do quarto. Ela pega alguma coisa da mala e a fecha de novo. Sara então vai até as janelas e abre as cortinas, permitindo que o sol entrasse no cômodo.

De repente, a loira começa a passar um aparelho preto que emitia um som agudo pelos cantos do quarto. Ela vasculha alguns objetos e depois de passa para os banheiros. Observo sua patrulha por toda a suíte até que ela parece satisfeita e volta a guardar o objeto em sua mala.

— O que foi isso? – Questiono, encarando-a, confuso.

— Apenas estou me certificando de que nosso disfarce continua intacto e que estamos seguros aqui. Esse navio deve estar cheio de espiões da HYDRA. Não podemos nos arriscar. – Responde, sentando-se na cama ao meu lado. Ela suspira e aperta aquele mesmo colar que ela segurou durante o voo.

— E então? Vai me contar como é que tudo ocorreu exatamente como você planejava? – Mudo de assunto, sabendo que mesmo que eu questionasse sobre o colar, ela não me responderia.

— Segundo as minhas pesquisas e com um pouco de psicologia criminal, Georges Batroc é um típico francês que gosta de manter a pose de cavalheiro para atrair mulheres ricas e conseguir se infiltrar na alta sociedade. Sabendo disso, eu aproveitei que ele estava de olho em mim e derrubei meu lenço da Dolce & Gabbana, que custa mais de dois mil e trezentos dólares e...

— Dois mil e trezentos dólares em um simples lenço? Quem é você?! – Indago, assustado com o valor daquele mísero objeto.

— Eu ganhei de presente de alguém muito especial. – Resmunga, contrariada com a interrupção. – Como eu ia dizendo, eu...

— A pessoa especial é o seu tio Clint? – Pergunto com curiosidade e pelo o olhar que recebo de Sara, logo percebo que havia acertado em minha suposição. – Uau. Agora entendo o motivo de você nem ficar surpresa com esse lugar. Ele deve ser tipo um rei, porque...

— Será que dá para você se concentrar no que realmente importa aqui? – Pergunta Sara de maneira impaciente.

— Desculpa. – Lamento, encolhendo-me levemente. A verdade é que por algum motivo, eu estava curioso sobre a vida de Sara e quanto mais ela se negava a falar sobre ela mesma, mais eu me questionava sobre o que essa estranha garota esconde.

— Continuando. – Ela me lança um olhar ameaçador, quase como se dissesse que me esganaria se eu a interrompesse. – Eu sabia que Batroc viria atrás de nós para me devolver o lenço assim que notasse a qualidade e descobrisse que ele valia muito, assim como eu também sabia que o seu sobrenome chamaria a atenção da HYDRA. Quando Lex Luthor passou ao nosso lado, eles se comunicaram com um olhar que estava na hora deles se reunirem. Batroc pode parecer um burro galanteador, mas ele sabe que ter alguém com grande influência como a sua suposta família do lado da HYDRA pode ser bastante vantajoso. Ele deve comentar sobre a nossa rápida amizade com os outros membros da HYDRA. Se tudo acontecer conforme nossos planos, seremos apresentados a Von Strucker e Vandal.

— Por que acha que nos apresentarão a eles e não aos outros? – Pergunto, surpreso pela linha de raciocínio de Sara.

— Eles irão confirmar nossas identidades. – Afirma Sara, deitando-se na cama. Ela encara o teto com seriedade. – Von Strucker é o atual chefe da Chancelaria Federal da Alemanha e Ministro Federal para Assuntos Especiais no Quarto Gabinete Merkel. Ele também é um dos homens mais inteligentes da HYDRA. Bastante perspicaz, Von Strucker é um dos principais responsáveis pela HYDRA ter crescido tanto nos últimos quinze anos, já que cuida pessoalmente do recrutamento de membros. Se existe alguém que pode confirmar para a HYDRA se estamos mentindo ou se somos grandes potenciais para acrescentar na organização, Von Strucker é a pessoa certa para isso.

— E por que Vandal seria a segunda pessoa a ser apresentada?

— Ele irá nos testar. – Explica Sara, virando-se para mim. – Vandal é o único que conhece Werner Baumann pessoalmente de todos os membros da HYDRA. Eles jamais arriscariam revelar Ophelia, Arnim e Lex Luthor agora, que são as pessoas mais fáceis de serem reconhecidas por algum inimigo.

— Se você estiver certa, então estamos com grandes problemas. Apesar de sabermos as informações mais importantes sobre as vidas de nossos personagens, pode ser que isso não seja o bastante para convencer os dois de nossas identidades. Eu sou fluente em alemão, mas isso não quer dizer que eu sei agir como um alemão nativo. – Comento, pensativo. – Ainda existe o fato de que não será fácil me controlar quando eu estiver diante de Vandal, lembrando de tudo o que ele fez aos nossos parceiros.

— Eu sei. Ainda existe o fato de existir a possibilidade dele nos reconhecer. Mesmo que tenha sido por alguns segundos, ele viu os nossos rostos nas docas de St. Katherine no dia que tudo aconteceu. – Relembra Sara, suspirando. Ela aperta o colar em seu pescoço e fecha os olhos, como se estivesse pensando sobre o que deveríamos fazer.

— Talvez seja melhor que a gente evitar esse primeiro encontro e não aparecer no almoço. Podemos dizer que ficamos entretidos, aproveitando a nossa lua-de-mel e perdemos a noção do tempo. – Sugiro e Sara abre os olhos, ponderando minha ideia.

— Racionalmente falando, isso seria o melhor a se fazer. Mas ao mesmo tempo, essa pode ser a nossa chance de entrarmos no mundo da HYDRA e descobrirmos mais sobre o que eles estão aprontando. Meus instintos me dizem que essa é uma oportunidade única que não podemos arriscar perder. – Responde Sara, esboçando uma expressão pensativa.

— E o que você sugere que a gente faça? – Questiono, sem entender o que se passava na mente de Sara. – Não importa o quanto a gente seja bons atores, ainda não estamos preparados para sermos testados. Precisamos de mais tempo para estudar sobre os Stacy e Luke Baumann para enfrentarmos esses dois.

— Eu sei disso. Eu sei muito bem. Eu só... – Ela se levanta e me encara com intensidade. – Você confia em mim?

— Não. Nenhum pouco. – Respondo com sinceridade. Ela bufa. – Nós nos odiamos, Sara. Você é uma agente da CIA. Eu não confio em vocês. Já enfrentei muitas dores de cabeça por causa de vocês. Eu fui obrigado a trabalhar com você e acho que fui bastante claro quando disse que não vou deixar você atrapalhar essa missão novamente. Então, nós vamos seguir a ideia racional e garantir que não sejamos descobertos no primeiro dia de missão, assim como aconteceu três anos atrás.

Sara suspira e morde o lábio inferior. Ela aperta o colar mais uma vez e permanece em silêncio por longos minutos. Eu não fazia ideia do que se passava em sua mente, que parecia estar em busca de alguma solução. A loira se vira para mim e puxa a minha mão. Seus olhos se fixam nos meus. Havia uma determinação esmagadora naquele mar de mistérios.

— Apenas me dê uma chance. Eu sei que é loucura, mas eu realmente acredito que essa é a nossa única chance de descobrir sobre o que a HYDRA está aprontando. – Insiste Sara, apertando mais a minha mão. – Eu jamais estaria te pedindo ajuda se não tivesse certeza de que estou certa. Você é a última pessoa no mundo que eu gostaria de ter ao meu lado nessa missão, mas não há nada que eu possa fazer. Vamos até o restaurante e observamos o ambiente. Se Von Strucker e Vandal aparecerem nós iremos até eles. Se Batroc levar outras pessoas, desaparecemos e damos a sua desculpa sobre termos perdido a noção do tempo e seguimos em frente. E então? O que você me diz?

Encaro Sara por alguns instantes. Ela apertava minha mão com tanta intensidade que me machucava. Ainda estava aprendendo a lidar com a força sobrehumana da loira. Pondero suas palavras. Novamente me sinto preso em seus olhos e por algum motivo, eu não conseguia negar o pedido de Sara. Nem mesmo fazia sentido e definitivamente era uma péssima ideia. Ainda assim, Sara parecia ter tanta certeza e estava tão determinada a seguir com essa loucura que acabava me trazendo o sentimento de que deveria confiar na insuportável e perigosa agente da CIA.

— Tudo bem. – E aqui estava eu, cometendo a loucura de confiar em Sara Lance, uma das pessoas que eu mais odeio nesse mundo. Afinal, o que está realmente acontecendo comigo?

Notas finais
Olá, Cupcakes! Para quem quiser saber mais sobre o quarto do navio, ele realmente existe e você pode encontrar as fotos nesse site: https://pt.rssc.com/ships/seven_seas_explorer/suites?stateroomCategory=rs oOo Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara