Espionagem de Outubro

20 Circunstâncias


Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Depois de muitos capítulos de fortes emoções, hoje eu trouxe um capítulo mais tranquilo. Espero de verdade que vocês gostem. Eu quero agradecer a AndreaNeves pelo comentário no capítulo passado. Você é incrível! Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO X – ESPIONAGEM DE OUTUBRO

CAPÍTULO XIX – CIRCUNSTÂNCIAS

Vandal me encarava com um sorriso presunçoso no rosto. Ophelia se mantinha com aquela pose de superioridade, destilando todo o veneno pelo olhar desafiador. Eles estavam adorando me ver sofrer a tortura de novamente estar diante de uma bomba que pode destruir minha vida mais uma vez, exatamente como aconteceu a três anos atrás.

O barulho irritante das máquinas do navio trabalhando me causavam mais impaciência e me impediam de pensar com clareza sobre o que eu deveria fazer. E eu sabia que era ingenuidade acreditar que eles cumpririam com o acordo de deixar Leonard e todos os tripulantes do navio saírem vivos se eu concordasse em os ajudar a entrar na Eco-10 para implantar a bomba que provavelmente será usada para alguma chantagem.

Leonard é só mais uma vida qualquer para eles, ao mesmo tempo em que a HYDRA já deve saber que ele é alguém de quem não estou disposta a abrir mão. Uma vida que eu lutaria com todas as minhas forças para preservar e proteger. E, lamentavelmente, esse era o principal motivo para eu estar tão hesitante para tomar a minha decisão.

É claro que as outras centenas de pessoas presentes nesse navio eram igualmente importantes. Como uma agente de uma agência de segurança dos Estados Unidos, o meu dever é garantir que todos saiam dessa situação de maneira segura e sem grandes transtornos. No entanto, o meu lado humano egoísta, a pequena Sara Lance Hopper, que já perdeu muitas pessoas importantes em sua vida, agora era incapaz de dar as costas para aquele que foi capaz de ensiná-la a amar, ainda que em um prazo tão curto.

Por outro lado, se eu concordasse em ajudar Vandal e Ophelia, eu estaria não apenas traindo o meu país como consequentemente iniciaria uma guerra. Se a HYDRA mantiver os mais de cem chefes de Estado que irão participar do evento sob o seu domínio, é evidente que seus países fariam qualquer coisa para recuperar seus líderes e é nesse momento que a mais perigosa e poderosa organização criminosa mundial irá se aproveitar das negociações para realizar o seu objetivo de dominar o mundo.

Obviamente essa é uma missão suicida para mim. Com a reunião de tantas figuras importantes em um mesmo lugar, a segurança presente na conferência será muito maior do que qualquer outra que eu já tenha enfrentado. E ainda que eu consiga me infiltrar e implantar uma bomba em um lugar tão escondido a ponto de não ser descoberto pela vigilância do evento, não havia garantias de que eu sairia viva do local. E definitivamente não seria tão difícil assim para a CIA descobrir o meu envolvimento.

Ao contrário dos outros órgãos e setores da CIA, a unidade de comando especial da CIA, a única forma de pagar por uma traição não é sendo levado preso e julgado para passar anos na prisão, e sim sendo morto pelas mãos do primeiro na linha de comando do agente. Em outras palavras, no momento em que concordasse com as condições da HYDRA, tia Tasha receberá a ordem direta para me matar. Sem hesitação ou emoção.

— O tempo está passando, querida. O que você decidiu? Irá nos ajudar ou vai assistir a morte da tripulação desse navio de luxo, incluindo o seu amado agente do FBI, Leonard Snart? – Questiona Ophelia, apertando o meu queixo com brutalidade. – Você tem...

Antes que Ophelia continuasse suas ameaças, o toque alto de seu celular a interrompe. A mulher solta meu queixo e puxa o aparelho de seu bolso. Vandal a encara com inquisição, questionando o motivo de estar recebendo uma ligação em meio a sua sessão de tortura e amedrontamento. Ophelia bufa ao conferir o nome na tela.

— O que você quer, Batroc? Eu estou ocupada lidando com a agente da CIA nesse momento. – Resmunga Ophelia, atendendo a ligação. Ela escuta o que seu aliado tem a dizer e não demora muito para que seus olhos arregalassem levemente e seus punhos se fechassem com brutalidade. – O quê? Por que não me avisou isso antes, seu imbecil?!

— O que houve? – Pergunta Vandal com uma expressão de desconforto.

— Não, idiota! Vocês precisam o encontrar imediatamente. Vasculhem todos os cantos e o encontrem! Não podemos permitir que esse idiota consiga escapar. – Ordena Ophelia com a voz carregada de ódio, fazendo com que até mesmo Vandal se encolhesse de medo. – Olhem nas câmeras de segurança e descubram alguma pista. Como assim não tem nada mostrando nas câmeras de segurança? É claro que deve ter alguma coisa. Ele não pode simplesmente ter desaparecido. Não! Não, seus incompetentes! Vocês não conseguem fazer nada sem mim? Reúnam o máximo de pessoas possíveis e procurem por ele nem que seja no inferno. É óbvio que sim, idiota! No estado em que ele estava, é impossível que ele tenha saído sozinho. Com certeza alguém o ajudou. Então trate de descobrir quem foi ou eu vou ter o prazer de cortar a sua garganta. O quê? Quer saber, deixa. Eu estou indo para aí agora mesmo. Parece que todos esses homens juntos não servem para nada mesmo. Vocês são todos um desperdício de oxigênio para o mundo!

Ophelia desliga o celular e aperta o aparelho com tanta força que faltou pouco para quebrá-lo. Ela me encara com fúria e seu rosto começa a ficar vermelho. Não resisto a vontade de rir de seu desespero. Pela forma que ela havia falado e seu desespero, eu não tinha dúvidas de que Leonard havia conseguido escapar de sua prisão. E somente isso é o bastante para acalmar meu coração aflito depois de ter visto a imagem do homem tão debilitado sendo mantido como refém.

— Do que você está rindo? – Questiona a mulher e isso é o bastante para me fazer gargalhar.

— Parece que seus planos estão indo por água abaixo. É só uma questão de tempo até que eu saia daqui e dê a surra que você merece desde que você traiu a CIA, velha enrugada. – Respondo com ironia e não demoro a sentir um forte tapa em meu rosto. Volto a encará-la e rio mais uma vez. – Pode me bater o quanto quiser, isso não vai te tornar menos velha, enrugada e fracassada.

— Eu vou cortar a sua língua para...

— Chega, Ophelia! – Vandal interrompe a Víbora ao ver que ela estava começando a perder o controle. Eles se encaram e há uma espécie de conversa mental entre eles apenas pelos olhos, que é o bastante para conter um pouco a ira de Ophelia. – O que aconteceu?

— Garotinha prepotente. Eu ainda vou desfigurar essa sua carinha ridícula e te mostrar quem é a velha enrugada. – Resmunga Ophelia, apertando o cabo do que imaginei ser uma adaga.

Não era segredo para ninguém da CIA que Ophelia é extremamente habilidosa corpo-a-corpo, mas consegue ser ainda mais letal com espadas e lâminas. Ela era conhecida por ser uma mortal e excelente espadachim. E era exatamente por isso que até hoje, mesmo depois de sua traição, a CIA continua a usar seus treinamentos severos de trinta anos atrás para ensinar o segredo do Kenjutsu, a arte marcial japonesa clássica do combate com espadas que Ophelia aprimorou.

— Ophelia! – Vandal chama a atenção da mulher mais uma vez, que bufa e volta a encará-lo. – O que aconteceu?

— Precisamos ir. Novamente Lex e seu bando foram uns grandes incompetentes. Eles não conseguem nem mesmo manter uma pessoa debilitada preso. – Responde Ophelia e Vandal estrala a língua, visivelmente frustrado. Ela suspira e encara o homem com seriedade. — Poyavilsya Luchnik.

“O arqueiro aparece.”

A fala da mulher me surpreende. Quem seria o arqueiro? E por que a aparição dele parecia mexer tanto com os dois criminosos? E mais importante, por que a frase tinha sido dita em outro idioma?

Encaro-os discretamente. Ophelia havia falado em russo com Vandal, que imediatamente reage com seriedade. Seu corpo fica tenso e sua respiração fica mais pesada. O homem suspira e passa a mão pela barba, refletindo inquieto sobre o que deveria fazer.

— É melhor nós irmos. – Dita Vandal por fim, virando de costas para mim. Ele então me encara por cima do ombro e dá uma risada anasalada. – Seu namoradinho pode ter fugido, mas ainda há uma bomba dentro desse navio, que explodirá em trinta minutos. Nós não mudamos de ideia. Você tem quinze minutos para fazer a sua escolha. Ou você concorda em nos ajudar a com a Eco-10 ou esse navio explodirá assim como sua parceira e a de seu namorado. Talvez, essa seja a oportunidade perfeita deles se unirem no inferno. Você não acha?

— Isso não vai acontecer. – Dito, travando os dentes. Eu sentia a raiva percorrer pelas minhas veias por ouvir o nome daquelas pessoas tão importantes serem ditas por esse desgraçado. – Eu juro, Vandal, que eu ainda vou acabar com você e farei você pagar por cada vida que você tomou. Eu pessoalmente farei você conhecer o inferno, onde é o seu lugar.

Vandal ri, divertindo-se com a minha ameaça. Em sua mente, minhas palavras provavelmente não passavam de uma brisa em seu rosto naquele momento. No entanto, dentro de mim, o ódio crescia violentamente e a minha fome de vingança era quase insaciável. Eu definitivamente não descansaria até acabar com esse psicopata.

Antes de saírem, Ophelia desfere um soco contra meu rosto com toda a sua força e sorri satisfeita quando o sangue começa a descer por ele. Debato-me, ansiando a oportunidade de enfiar minhas mãos em suas entranhas e tirar todos os seus órgãos da forma mais dolorosa possível.

Os idiotas riem mais uma vez e vão na direção oposta ao qual eu estava. Novamente estou sozinha, sentindo o meu sangue ferver. Tento me soltar mais uma vez, mas estava fraca. O que quer que Ophelia tivesse aplicado em mim, havia anulado boa parte da força que o Mirakuru me dava. Eu me sentia muito mais fraca e a minha resistência a dor havia diminuído consideravelmente.

Minha cabeça doía por causa dos golpes sofridos, dos choques elétricos que eu havia levado e do barulho irritante que continuava a ecoar pelo local onde eu estava. No entanto, muito além do que a dor física, o cansaço mental parecia ser ainda mais intenso. Minha mente trabalhava freneticamente em busca de uma forma de sair desse lugar, mas nada parecia ser bom o suficiente.

Eu precisava de um plano rápido o suficiente para me fazer escapar dessa maldita cadeira elétrica, desarmar a bomba que está escondida em algum lugar desse grandioso navio e encontrar Leonard e a pessoa que o salvou. Ophelia tinha razão. No estado em que ele estava, era impossível que tivesse escapado sozinho. No entanto, isso também me levava a questionar onde ele poderia estar e se estaria seguro.

Bufo, irritada ao me mexer e não conseguir me soltar. As faixas ao redor de meus pulsos, tornozelos e testa estavam apertadas e me impediam de me mover. Sem contar que eu ainda me sentia sonolenta e lenta, como se tivesse passado dias sem dormir. Era frustrante não poder contar com as propriedades sobre-humanas do Mirakuru depois de dez anos acostumando meu corpo e usufruindo de sua capacidade regenerativa.

O Mirakuru era um soro que causava maior resistência e rápida regeneração celular criado pelo Exército Imperial Japonês durante a Segunda Guerra Mundial, na esperança de criar um exército de super soldados. Alguns dos seus efeitos colaterais são maior resistência sexualidade, libido, resistência física, aprimoramento de reflexos e um fator de força acelerada uma vez injetado. Muitos desses atributos físicos e sexuais são aprimorados além da capacidade humana normal.

O grande problema é que nem todos são capazes de lidar com as rápidas mudanças que o soro traz. Assim como os esteroides anabolizantes, seu uso pode facilmente ser fatal para os sujeitos se não for administrado corretamente. Além disso, das raras pessoas que sobrevivem a substância em contato com seu corpo, acaba tendo que lidar com os fortes efeitos colaterais mentais que resultam em uma redução no autocontrole, insanidade e alucinações que incentivam a agressão e desenvolvem tendências homicidas.

Eu não sei como isso aconteceu, mas as duas pessoas que eu tinha conhecimento sobre ter aprendido a controlar força do Mirakuru e todos os seus efeitos colaterais havia sido minha prima Sam e eu. Então não é estranho que a HYDRA esteja interessada em realizar experimentos em meu corpo. Eles desejam descobrir qual é o segredo para me manter tão saudável e relativamente sã depois de ter consumido o soro.

No entanto, essa é a última coisa no mundo que eles podem descobrir. Se a HYDRA conseguir todo o conhecimento necessário para controlar os efeitos do Mirakuru, eu não tenho dúvidas de que eles irão criar um exército capaz de destruir e dominar o mundo.

Suspiro e tento encontrar alguma coisa que pudesse me dar uma luz de como escapar desse maldito lugar. E é então que ouço o barulho de uma porta sendo arrombada. Tento olhar para trás para ver quem havia entrado com brutalidade na sala, mas, novamente, meus movimentos são limitados e tudo o que consigo ver é uma sombra se aproximando de mim.

— Quem diria que a grande agente especial, Sara Lance, permitiria ser pega tão facilmente. – Ouço uma voz masculina e acabo soltando uma risada anasalada ao reconhecer seu dono. – Eu disse que um dia você acabaria dependendo de mim.

— Eu não acredito que vou dizer isso, mas é muito bom ouvir sua voz, capitão chato. – Digo e dessa vez é ele quem ri. – Não que eu esteja reclamando, mas o que está fazendo aqui, Steve? Não deveria estar Hawkins, cuidando da sua empresa?

— Peggy está fazendo isso por mim. Não tem ninguém mais competente para isso do que aquela maluca. – Comenta Steve, parando em minha frente. Seus olhos azuis brilhavam e ele exibia o mesmo sorriso doce nos lábios todas as vezes que falava sobre a mulher por quem ele é apaixonado desde que era criança. – Mas parece que eu não posso dizer o mesmo de uma certa agente da CIA que em meio a uma missão quase suicida se envolveu com um agente do FBI e ainda teve sua identidade revelada. Eu sempre soube que você era estranha e tinha um parafuso a menos, assim como seu tio Clint, mas dessa vez você se superou.

— Você é tão irritante. – Comento, rindo. Era sempre assim. Steve é como um irmão mais velho para mim. Nós dois entramos quando ainda éramos crianças na CIA e desenvolvemos essa cumplicidade típica de irmãos. Sempre implicando um com o outro, mas prontos para nos ajudar e limpar a barra do outro, quando um se encrencava. – Por que não para de falar e me tira logo daqui?

— Espere um pouco, sua ingrata. Eu vim aqui te salvar e nem mesmo um muito obrigado eu recebo. Impressionante. Parece até que sua mãe não te deu educação. – Implica Steve, tentando desamarrar minha mão esquerda. No entanto, ele acaba apertando ainda mais as amarras.

— E pelo visto seus pais não te ensinaram a desfazer nós. – Retruco e ele me dá língua, antes de desfazer o nó da faixa. – Finalmente!

— Como é que se diz mesmo? – Pergunta o homem de cabelos loiros, olhos azuis e corpo definido, exibindo seu irritante sorriso convencido de dentes perfeitos. Ele é chato e somos amigos há dez anos, mas tenho que dizer que eu ainda não me acostumei com a beleza de Steve.

— Não fez mais que a sua obrigação. – Respondo, dando língua para ele. O idiota dá um tapa de leve em minha boca e ainda desvia quando eu tento acertar um soco em seu rosto. Ele ri de minha revolta. – Chato! O que você está fazendo aqui mesmo? Por que não mandaram a Hillary para me resgatar ao invés de você?

— Mal-agradecida! – Retruca Steve, libertando minhas pernas, enquanto eu tirava aquela faixa irritante de minha cabeça. – Ela foi salvar o seu namorado. Tem noção o quanto foi difícil para encontrar você? Eu tive que pedir ajuda para o namorado da sua prima Sam.

Surpreendo-me com a informação. Freddie Benson é o namorado de Sam e uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço. Ele tem um conhecimento invejável de tecnologia, no entanto, era realmente surpreendente que ele tivesse sido capaz de me localizar em um navio tão gigantesco quanto o Seven Seas Explorer, estando em um outro país.

— Freddie? Como ele conseguiu me localizar estando em Hawkins? E por que pediu a ajuda dele ao invés de falar com Tony Stark? – Pergunto e ele dá de ombros.

— Tony está em uma missão e não pode ser contatado. Não podíamos nos comunicar com outros agentes da S.H.I.E.L.D., porque a HYDRA está de olho em nós. Não podemos pedir reforços para a CIA, já que essa missão é secreta e temos espiões entre nós. Por isso, Natasha enviou Hillary e eu para ficarmos de olho em vocês. Ela esperava que vocês conseguissem impedir Vandal e companhia sem que precisássemos interferir, mas aparentemente, você abaixou a guarda e isso se transformou em uma grande bola de neve.

“A minha única solução foi entrar em contato com Freddie Benson, que é a pessoa mais provável de não ser descoberta pela HYDRA, já que ele possui um conhecimento alto de tecnologia e consegue desenvolver sistemas de segurança para nos proteger. Depois disso, ele apenas precisou usar o chip da S.H.I.E.L.D para te localizar nesse navio.

Agora, Freddie está olhando nas câmeras de segurança do navio para tentar encontrar a bomba que está em algum lugar bem escondido nesse gigantesco lugar”. – Explica Steve e eu finalmente me vejo livre daquela maldita cadeira. Tento me levantar, mas acabo ficando tonta. Steve me segura e me ajuda a sentar de novo, enquanto eu tentava me recuperar. – Ei, vai com calma. Você ficou três dias em coma e desde então não comeu nada. Está fraca e o sedativo que a Víbora te deu ainda deve estar agindo em seu corpo.

— E o que faremos agora? Apenas esperamos que Freddie encontre a bomba? Nós precisamos agir. Nas atuais circunstância em que nos encontramos, qualquer mísero segundo pode significar o tempo em que podemos desativar a bomba e salvar a vida de milhares de pessoas ou ver o navio explodir, matando milhares de inocentes, enquanto aqueles que realmente deveriam explodir vão conseguir escapar. – Resmungo e Steve, assente, concordando.

— Não se preocupe. Nós iremos agora mesmo iniciar nossa busca pelo navio ao lado de Hillary e Leonard. Nós temos o mapa das instalações desse navio, então vamos começar a procurar pelos lugares de mais difícil acesso e que podem ter maior impacto caso haja uma explosão. – Responde Steve e eu finalmente consigo me levantar. – Agora nós precisamos ir. É só uma questão de tempo até que algum membro da HYDRA apareça para te resgatar. Se tivéssemos em outras circunstâncias, aproveitaríamos a aproximação de algum membro da HYDRA para conseguir arrancar alguma informação dele, mas isso demanda tempo, algo que nós definitivamente não temos nesse momento.

Notas finais
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