Espionagem de Outubro
21 Acerto de Contas
Notas iniciais
ROMANCES MENSAIS
LIVRO X – ESPIONAGEM DE OUTUBRO
CAPÍTULO XX — ACERTO DE CONTAS
Hillary e eu corríamos pelos corredores do navio, sem sabermos ao certo para onde deveríamos ir. As palmas de minhas mãos estavam úmidas e frias. As batidas descompassadas de meu coração junto ao suor que descia pela minha testa e os meus olhos que passavam por todos os cantos dos cômodos que percorríamos revelavam o meu desespero.
— Freddie! Você tem alguma ideia de onde a bomba possa estar? – Questiona Hillary em francês ao rapaz que estava do outro lado da linha no viva-voz. Segundo a agente da CIA, essa era uma forma de evitar que algum passageiro do luxuoso cruzeiro que passava por perto de nós pudesse ouvir nossa conversa e acabasse entrando em pânico. Tudo o que nós menos precisávamos nesse momento era de um tumulto no luxuoso navio em alto mar com mais de mil pessoas a bordo.
— Estou analisando as filmagens das câmeras de segurança com o caminho feito pelos agentes da HYDRA nos últimos sete dias com a planta que consegui do navio, buscando possíveis locais onde se poderia esconder uma bomba, mas o número de lugares prováveis é alto. — Responde Freddie também em francês.
— E o que seus instintos lhe dizem? – Hillary para de correr e olha para o cruzamento do corredor que nos davam acesso a duas rotas.
— Tentando pensar como um terrorista, eu acho que os lugares mais prováveis seriam a casa de máquinas do navio, que é onde estão instaladas as máquinas de propulsão e os seus auxiliares, ou a suíte Regent. – Freddie parece hesitante em revelar sua opinião.
— Por que a suíte Regent? – Pergunto com curiosidade.
— Bom, eles estão tentando prejudicar vocês. Se eu fosse um criminoso, aproveitaria qualquer oportunidade para fazer meus inimigos levarem a culpa de meus crimes. Eles planejam usar Sara para entrar no Centro de Convenções de Londres para implantar uma nova bomba, certo? Isso obviamente é uma traição a nação. Para eles, se Sara e você forem apontados como os verdadeiros terroristas, isso fará todos ficarem em cima de vocês, abrindo brechas para que a HYDRA possa agir sem serem notados. – Explica Freddie e eu entendo exatamente o que ele quer dizer.
No entanto, eu sabia também que os membros da HYDRA deveriam estar esperando por nós no caminho até a suíte, o que acabaria me levando a lutar com eles. Não temos tempo a perder em uma luta. Quer dizer, além de descobrir a localização da bomba, nós ainda precisaríamos desarmá-la a tempo de evitar que o ataque terrorista da HYDRA fosse um sucesso.
— Acho que você tem razão. Ainda assim, talvez seja melhor nós nos dividirmos para conferir os dois locais. Caso você consiga localizar a bomba enquanto isso, entre em contato. Talvez...
— Hillary! – A agente da CIA é interrompida por uma voz masculina que se aproximava às pressas com alguém em suas costas. Arregalo os olhos ao reconhecer os cabelos longos e loiros de Sara.
— Steve! Sara! Oh, graças à Deus vocês estão bem! – Hillary comemora com um grande sorriso em seus lábios. – Eu estava tão preocupada que vocês fossem pegos pelos agentes da HYDRA.
Observo Sara descer das costas de Steve, ignorando seus pedidos para que ela não se esforçasse demais. Sem conter a saudade e o alívio que eu sentia por ver que ela estava bem e viva, corro até a loira e a abraço com força, escondendo meu rosto na curvatura de seu pescoço. Ela corresponde com igual intensidade e eu posso sentir até mesmo suas lágrimas molharem minha camisa, enquanto ela apertava o tecido com desespero.
Afasto-me apenas o suficiente para beijá-la e saciar um pouco daquela a vontade que eu sentia de tê-la em meus braços novamente. Nossos lábios se encontram de maneira eufórica e eu não poderia me sentir mais completo e aliviado como naquele momento. Ela estava ali. Sara havia retornado para mim. Eu conseguia ouvir seu coração bater intenso, sentir suas mãos tremendo e ver seus lindos olhos que pareciam ser capazes de transmitir toda a força que eu precisava para superar qualquer desafio que me aparecesse.
Nós nos separamos, trocando vários selinhos e depois permanecemos com as testas encostadas, próximos o bastante para que nossas respirações se chocassem. Ela sorri e posso ver lágrimas se formarem em seus olhos. Há tanto para se dizer, mas naquele momento, nós não conseguíamos externalizar toda aquela gama de sentimentos que nos deixava tão abalados. No entanto, o alívio de ainda estarmos vivos depois de tudo era inexplicável.
Acaricio seu rosto e deixo um beijo demorado em sua testa, apenas tentando mostrar que o importante é que estávamos bem. Sara permite que as lágrimas descessem pelo seu rosto e eu limpo suas bochechas, sorrindo com sinceridade. Beijo seus lábios mais uma vez e a trago para um novo abraço, apoiando meu queixo em sua cabeça, enquanto seus braços rodeiam minha cintura com intensidade.
— Parece que os agentes da HYDRA já estão cientes da fuga de Sara. A segurança está sendo dobrada. Georges Batroc, Arnim Zola e o barão Wolfgang Von Strucker acabaram de pular do navio e estão nadando com coletes salva-vidas para um navio de pequeno porte que estava próximo ao Seven Seas Explorer. — Avisa Freddie, despertando-nos de nosso momento. Encaro Sara por alguns instantes e volto a encarar o celular que estava nas mãos de Hillary. Steve se aproxima e se coloca ao lado da parceira, interessado em saber o que estava acontecendo. – Ophelia Sarkissian e Vandal Savage estão agora mesmo no corredor E, seguindo para o leste. Isso significa...
— Que eles estão indo para a suíte Regent. – Complementa Hillary, encarando-me com seriedade. Assinto, sabendo exatamente o que se passava em sua mente. Freddie faz um som positivo e isso faz com que a morena suspirasse em frustração.
— Freddie, você por acaso sabe a localização de Lex Luthor? Ele continua no navio? — Pergunto, apenas para ter a certeza de minhas suspeitas.
— Um instante. – Pede e sinto Sara apertar com mais força a minha cintura. Aconchego-a em meus braços, passando a deslizar minha mão pelo seu braço desnudo, enquanto mantinha meu queixo sobre sua cabeça. – Ele está... de frente a suíte Regent com... uma arma em mãos.
— O que foi? Vocês acham que...
— Que a bomba está na suíte Regent? – Questiono, interrompendo Steve, que assente, concordando. – Agora que o desgraçado do Lex está lá, eu não tenho dúvidas. O grande problema é que não temos ninguém aqui faz parte do esquadrão antibombas. Então mesmo que a gente saiba onde a bomba está, isso não significa que conseguiremos desativar.
— E o tempo está passando também. Nós temos menos de vinte minutos para encontrar a bomba e impedir que o navio se exploda, ironicamente, igual a três anos atrás. De alguma forma, eu acho que histórias com explosivos me perseguem. — Comenta Sara de forma amargurada, enquanto se afasta de mim com o corpo tenso.
Ela me encara e começamos a compartilhar toda a dor que sentíamos por estarmos diante de um caso parecido com aquele que marcou as nossas vidas há três anos. Steve e Hillary nos observam com olhares compadecidos, parecendo não saber o que dizer.
— Eu posso tentar entrar em contato com algum agente do esquadrão antibombas para que ele possa estar orientando vocês. – Sugere Freddie, completamente alheio com o que acontecia entre nós naquele momento.
— Não será necessário, Freddie. Nós fomos treinados para desarmar bombas também. — Responde Steve, encarando as colegas de trabalho com seriedade. – Nós podemos fazer isso. Principalmente você, Sara. Você sempre foi a melhor da turma.
— Steve tem razão. Você pode evitar que o caso de três anos atrás se repita. Enquanto Leonard, Steve e eu cuidamos dos agentes da HYDRA, você terá que se encarregar de cuidar da bomba. – Hillary coloca a mão sobre o ombro de Sara e sorri com doçura, enquanto a loira parecia não ter tanta confiança assim em suas habilidades. – Acreditamos em você. Sabemos que será capaz de nos salvar. Então não pense muito sobre isso. Apenas permita que seus instintos a guie, exatamente com Clint Barton te ensinou.
— Não se esqueça de tudo o que você aprendeu com ele, Sara. Não é hora de perder as esperanças. – Continua Steve, que me encara com os olhos brilhando, como em um pedido mudo para que eu a incentivasse também.
— Seja teimosa e inteligente como uma Barton, Sara. Não é isso que você e seu tio Clint dizem? – Questiono com determinação e ela me encara surpresa, como se estivesse se lembrado de algo extremamente importante.
— Tio Clint... – Sussurra Sara e ela imediatamente leva a mão ao colar que estava escondido embaixo de sua blusa. Ela respira fundo algumas vezes, como um ritual para se acalmar. Depois de encarar a foto de sua família no relicário, ela nos encara com confiança. – Vocês têm razão. Não é hora de ficar me fazendo de vítima. Nós somos a única esperança dos tripulantes desse navio, então eu não posso deixar que meus traumas me atrapalhem agora. Tio Clint não ficaria feliz com isso.
Nós quatro nos encaramos com intensidade e assentimos, decididos a salvar esse navio custe o que custar. Assim, mais confiantes, nós corremos em direção a suíte Regent, que não ficava tão longe assim de onde nós estávamos. No caminho, encontramos alguns espiões da HYDRA, que ainda tentaram nos impedir de seguir em frente, mas nenhum deles foi capaz de vencer a nossa força de vontade e determinação. Assim, eram nocauteados antes de tivesse qualquer chance de se aproximarem efetivamente de nós.
E conforme nos aproximávamos da suíte mais nervoso eu ficava. O dia do acerto de contas havia chegado. Eu finalmente teria a minha vingança e não via a hora de fazer Vandal pagar pela morte precoce de meu melhor amigo, por ter destruído o futuro de inúmeras vidas inocentes e por ter machucado a mulher que eu amo.
Assim como era de se esperar, quando finalmente chegamos ao corredor que levava a suíte Regent, Lex Luthor, Ophelia Sarkissian e Vandal Savage nos esperava com sorrisos convencidos em seus rostos. Aquela tranquilidade que eles transmitiam não me agradava em nada. E os outros três agentes da CIA ao meu lado pareciam compartilhar da mesma opinião.
Paramos de correr e encaramos os três membros da HYDRA. Imediatamente saco minha arma, assim como Steve, Hillary e Sara. Nós estávamos prontos para matar aqueles desgraçados sem qualquer hesitação.
— Ora, ora, ora. Vejam só o que nós temos aqui. Os dois ratinhos fujões e seus amiguinhos. – Comenta Vandal com ironia. – Que coisa feia, agente Sara. Nós cuidamos tão bem de você e ainda oferecemos um trabalho incrível para você e é assim que você nos trata?
— Desgraçado. – Sara rosna, ameaçando atirar nele. – Eu vou acabar com você. Eu juro por Deus que eu vou...
— Vai mesmo? E quando vai fazer isso? Porque eu não sei se você sabe, mas tem uma bomba do outro lado dessa porta que irá explodir em dez minutos e os únicos que sabem como desativá-la e que estão nesse navio são Lex e eu. Infelizmente, para o azar de vocês, nós iremos matá-los. – Responde Ophelia, exibindo as duas espadas que ela segurava.
— Nos matar? – Repito, rindo com ironia. – Eu quero ver vocês tentarem. Hoje vocês entenderão o que significa mexer com as pessoas erradas. Nós iremos desativar essa bomba, espancar vocês até a morte e depois destruir sua maldita organização criminosa.
— Você é mesmo muito ingênuo, agente Leonard. – Comenta Lex, dando um passo a frente. Ele gargalha como se eu tivesse dito a coisa mais engraçada do mundo. – Acha mesmo que vocês sozinhos seriam capazes de destruir a HYDRA? Durante anos a CIA e o FBI tem tentado nos impedir sem sucesso. Vocês até mesmo uniram forças para tentar ter alguma chance de pelo menos nos deter. Como pode acreditar que dois agentezinhos medíocres conseguiriam nos impedir? É só uma questão de tempo até dominarmos o mundo. É realmente uma pena que você não estará vivo para ver isso acontecer. Seria realmente divertido assistir sua reação após destruir os seus inocentes sonhos.
— Bom, eu gostaria de ficar, mas infelizmente, eu preciso sair desse navio antes que a nossa preciosa bomba exploda. Vejo vocês depois, Lex e Ophelia. Sara e Leonard, prometo ir ao enterro de vocês. – Avisa Vandal, dando um sorriso irônico.
— Você não vai a lugar algum. – Digo, colocando-me a sua frente. No entanto, não demora muito para que Lex avançasse contra mim, empurrando meu corpo contra a parede e pressiona uma arma contra minha cabeça.
— Você fica quietinho, que sua luta será comigo. – Afirma Lex, sorrindo como uma serpente venenosa pronta para dar o bote.
Encaro-o em fúria e o chuto, para que ele me soltasse. O homem se afasta, mas continua a apontar sua arma para mim, enquanto eu aponto a minha para ele. Estudo sua expressão convencida e isso só me dá mais vontade de acabar com ele espancando-o até a morte.
Olho mais para frente e assisto Hillary e Steve avançar contra Vandal, mas é Ophelia quem os intercepta com suas espadas antes que eles alcançassem o maldito magnata do mundo do crime. Os dois agentes desviam de seu ataque com agilidade e se encaram, antes de começarem a lutar contra ela. Isso faz com que a única que restasse fosse Sara.
— O que foi, querida? Vai tentar me impedir? Eu preciso te lembrar que falta menos de dez minutos para a bomba explodir. Vai mesmo perder seu tempo precioso lutando contra mim ao invés de salvar as mais de mil pessoas que estão nesse navio? – Vandal provoca Sara, aproximando-se dela. A garota aponta a arma contra a cabeça do homem.
— Nada que um tiro na cabeça não resolva. Isso só leva alguns segundos e depois disso eu posso... – Antes que Sara continuasse a sentença, Vandal tenta socar a loira, que desvia, mas acaba diminuindo o aperto em sua arma. Como consequência, ele consegue chutar sua mão e jogar sua arma para longe.
— Sara! A bomba! Faltam cinco minutos para ela explodir. – Alerta Hillary, usando sua arma para impedir que a espada de Ophelia a acertasse.
— Droga! – Ouço Sara exclamar e, para a minha surpresa, ela passa por Vandal e corre em direção a suíte Regent para desarmar a bomba.
Tento ir em direção a Vandal mais uma vez, mas novamente Lex me atrapalha, entrando na minha frente. Bufo, irritado. Com o maldito na minha frente, eu nem mesmo conseguia mirar em Vandal para impedir que ele continuasse a fugir, como fazia nesse exato momento.
— Eu te disse que sua luta é comigo. Onde pensa que está indo? – Questiona Lex com ironia.
— Você não sabe o quanto eu desejo destruir esse seu sorriso no soco, nesse momento. – Rosno, furioso. Ele ri e joga a sua arma no chão, colocando-se em posição de luta.
— E por que não fazemos isso? Assim como antigamente, vamos resolver tudo com os nossos punhos, como homens de verdade. Eu também estou ansioso para te humilhar mais uma vez. – Responde Lex e dessa vez sou eu quem joga a arma no chão.
— Com todo o prazer. – Sorrio com ironia e avanço contra Lex, acertando um soco em seu rosto.
Ele não demora a me atingir de volta e a acertar minha barriga. Encolho-me e jogo meu ombro contra ele. Uso minha perna direita para o desequilibrar e ele acaba indo ao chão. Com a queda, ele acaba batendo a cabeça e se desorientando. Não dou chances para que ele se recupere.
Uma. Duas. Três. Permaneço dando socos em seu rosto, descontando toda a frustração e raiva que ele me fez passar. Em algum momento, Lex consegue dá uma cotovelada em meu nariz, fazendo com que eu ficasse desorientado por alguns instantes.
Lex então inverte as posições e passa a desferir vários socos em minhas costelas e cabeça. Para tentar escapar de seus ataques, move minhas pernas até que meu joelho atinge suas intimidades. Ele urra de dor e nesse momento eu me afasto e me levanto. Com os olhos quase em chamas, Lex também se levanta e posso ver seu nariz sangrando com intensidade. Ele limpa o sangue com as costas das mãos e cospe o que estava em sua boca. Lex estava ofegante e com os olhos inchados. Posso ver que seus olhos e bochechas estavam inchadas. O supercílio do olho direito estava com um corte e a sobrancelha esquerda sangrava. O canto de sua boca também estava bastante ferido e ele parecia estar com dificuldades de permanecer de pé depois do golpe baixo que recebeu.
Sorrio. Seus quase dois metros de altura não pareciam para mim nada naquele momento. Eu poderia estar machucado e fora de forma depois de ter passado três dias sendo mantido sem comida, água e ainda sofrendo com a infecção de meus ferimentos, mas sentia o orgulho de ter destruído o rosto daquele filho da puta. Como eu queria estar mais forte para quebrar todos os dentes da boca desse maldito.
— Vamos... acabar com isso. – Fala Lex, arfando. Ele engole em seco e se coloca em posição de ataque, alongando o pescoço. – Eu já me cansei de você.
— Você tirou as palavras de minha boca. – Retruco, também me preparando para o próximo movimento que ele faria.
Por breves segundos, vejo os olhos de Lex recaírem sobre a arma que estava um pouco mais afastada de mim. E não demoro muito a entender o que ele deveria estar planejando. O desgraçado estava pronto para ser desleal e se aproveitar que eu estou desarmado para me matar. No entanto, eu não tinha mentido quando disse que ele havia tirado as palavras de minha boca. Eu realmente já estava cansado de Lex e de todas as suas armações.
Por isso, quando ele avança contra mim, deixo um soco em seu queixo com toda a minha força que o faz cair, quase sem consciência. O que eu não esperava era que ainda assim ele fosse capaz de estender o braço e alcançar a arma que estava próxima de si. Por reflexo, jogo-me no chão no momento em que ele atira. O tiro me acerta de raspão no braço e eu acabo caindo próximo a minha arma.
Ignorando a minha dor e vendo que Lex atiraria mais uma vez, procuro pela minha arma. No momento em que ele se levanta e avança em minha direção, consigo alcançar a minha arma. Vejo Lex mirar em minha cabeça e engatilhar a arma. Em um movimento rápido, aperto o gatilho e atiro contra o peito do homem, antes que ele atirasse em mim.
Os olhos de Lex parecem dobrar de tamanho e ele leva a mão ao peito, como se não acreditasse no que estava acontecendo. Ao ver o sangue em sua mão, ele vai desfalecendo até que cai por completo no chão. Com a mão no ombro, aproximo-me devagar de Lex e chuto sua arma para longe, apenas para garantir que ele não atiraria de surpresa novamente.
Ele me encara com a boca tremendo e os olhos vidrados em mim. Lex tentava dizer alguma coisa, mas parecia incapaz de proferir as palavras. Não demora muito para que seus olhos se tornassem vazios. Abaixo-me para conferir seu pulso e tenho a confirmação. Lex Luthor está morto.
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