Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Como vocês estão? Eu espero que bem. Mais um capítulo para vocês cheio de suspense e possibilidades. Eu quero agradecer demais a AndreaNeves e a Mari pelos comentários incríveis. Espero de verdade que goste do capítulo. Obrigada pelo amor e carinho que vocês sempre me dão. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO X – ESPIONAGEM DE OUTUBRO

CAPÍTULO XVIII – ALÍVIO

A fome era dolorosamente torturante. Depois de me atrair para a sua armadilha, Lex aproveitou um momento de distração de minha parte para me atingir com uma nova coronhada na cabeça e me espancar. Já faz pelo menos três dias desde que estou sendo mantido com os braços e as pernas presas na cama no suposto quarto do dr. Zola. Como se não bastasse estar trancado e sem acesso a comida ou água desde que fui preso nesse lugar, eu sentia meu corpo enfrentar uma verdadeira guerra pela sobrevivência.

Isso porque os ferimentos que o maldito de Lex havia ocasionado com facas e outros objetos perfurantes, além de muitos chutes, socos e estrangulamentos, estavam infeccionados, resultando em febre, náuseas, tontura e muito mal-estar. Aos poucos, eu sentia as minhas forças se esvaírem e o desespero me consumir.

A falta de algo em meu estômago e líquidos em meu corpo somado a alta febre estava começando a me fazer pensar que provavelmente não sobreviverei ao fim dessa missão. Eu estava extremamente desidratado e era como se meu corpo estivesse morrendo aos poucos. Mas o pior de tudo isso era pensar que Sara poderia estar em uma situação ainda mais excruciante.

Eu não conseguia parar de pensar na loira. Ela está bem? Será que conseguiu fugir ou, assim como eu, continua sendo feita como refém pelos malditos da HYDRA? Eu sei que ela é resistente a dor, mas Lex havia comentado sobre Arnim ter desenvolvido um sedativo capaz de superar as propriedades de proteção do Mirakuru. Isso me fazia questionar o que eles estavam obrigando a garota a passar apenas para testar os efeitos e comportamento do corpo de uma das poucas pessoas que sobreviveram ao Mirakuru.

Suspiro e me remexo na cama, mas logo me arrependo ao sentir as algemas apertadas machucarem ainda mais a minha pele. Eu não ia ao banheiro há um bom tempo e ninguém, nem mesmo as camareiras do navio, apareceram no quarto desde que Lex me deixou completamente machucado no quarto.

A minha situação era lamentável. Minha cabeça rodava e acho que nunca senti tanta dor em meu corpo como nesse momento. Por mais que eu tentasse, no estado em que eu estou, jamais conseguirei sair sozinho desse lugar, pelo menos, não vivo. O silêncio ensurdecedor do quarto só me fazia crer ainda mais de que minha morte seria patética, solitária e amarga.

E nesse instante, meu estômago se revira e sinto o ácido do estômago subir de uma vez, queimando toda a minha garganta. Viro o rosto para não acabar morrendo sufocado e o vômito sai sem que eu tenha controle. Por estar há muito tempo sem comer nada, sinto o sabor amargo do suco biliar em minha boca, enquanto uma forte fraqueza traz a sensação de desfalecer. Eu não podia morrer agora. Eu precisava encontrar Sara e acabar com Vandal e Lex. Precisava vingar a morte de Mick e destruir a organização que destruiu a vida de inúmeras pessoas inocentes.

— Socorro... – Sussurro, em um pedido desesperado, enquanto as lágrimas desciam pelo meu rosto. Eu não tinha mais condições físicas e nem psicológicas para suportar mais um dia nesse inferno. Eu precisava ver Sara. Ter a certeza de que ela está bem. Precisava de um banho, de comida e água. Eu não conseguia mais lidar com a fome e a desidratação.

Eu estava assado e suado. Meu corpo estava tão quente que parecia estar preso em um forno. Eu tremia de frio pela intensa febre e não conseguia encontrar nenhuma forma de sair de acordar desse pesadelo que tenho enfrentado nesses últimos dias. Aos poucos, eu sentia minhas esperanças se esvair. A morte parecia ser algo muito mais confortável do que toda aquela dor da fome e dos cortes infeccionados.

De repente, ouço o som da porta sendo aberta. Tento visualizar quem estava entrando, mas não consigo ver nada com a escuridão do quarto, que se mantinha com as luzes desligadas há dias. Temendo ser um inimigo, fecho meus olhos e permaneço imóvel. Eu não mais forças para lutar, então se fosse para eles me matar, que fosse de maneira rápida e sem mais sofrimentos. Eu só não suportava mais essa situação.

— Agente Leonard Snart? Você está aí? – Uma voz feminina soa receosa pelo local. Começo a duvidar de meus sentidos, sem saber se a voz que eu ouvia era real ou apenas um delírio devido a febre alta com a qual eu estava. Engulo em seco e balanço a cabeça, tentando recobrar minha sanidade. Não estava na hora de me deixar levar por ilusões. – Agente Leonard, se você estiver aí, por favor, me dê um sinal. Nós não temos muito tempo. Em poucos minutos os reforços da HYDRA devem aparecer e eu não vou conseguir lidar com eles e cuidar de seu resgate sozinha.

As luzes do quarto se acendem e meus olhos parecem queimar diante da claridade. Resmungo e isso parece chamar a atenção da pessoa que havia entrado no quarto, pois não demora muito para que uma mulher alta e magra, de olhos negros e longos cabelos pretos aparecesse carregando uma arma em mãos. Ela então arfa ao me encontrar deitado em condições deploráveis com algemas prendendo meus punhos e tornozelos.

— Por Deus! Agente Leonard! – Ela corre até mim e mexe nas algemas, mas acabo gemendo de dor. – Oh, sinto muito. Espere um pouco. Eu vou dar um jeito nessas algemas e irei soltá-lo.

— Quem... é... você? – Sussurro entre ofegos. Eu tinha a impressão de que eu já tinha visto aquela mulher bonita em algum lugar, mas minha mente estava afetada demais para conseguir identificar quem era.

— Meu nome é Hillary Leblanc. Eu sou uma das agentes especiais da CIA e assim como a agente Sara Lance, eu trabalho na unidade de comando especial da S.H.I.E.L.D. – Explica a mulher, retirando uma espécie de canivete suíço do bolso da jaqueta de couro que ela usava. – Lamento ter demorado tanto, mas durante todo esse tempo, a HYDRA esteve agindo de maneira cautelosa, não permitindo que eu me aproximasse. No entanto, hoje eles tão eufóricos que até mesmo estão abaixando a guarda e diminuindo a segurança do lugar. Eu tenho quase certeza de que eles estão aprontando alguma coisa.

— Sara... – Questiono, observando Hillary mexer nas algemas da minha mão direita. A garota que não parecia ter mais do que vinte e cinco anos me encara com um sorriso compreensível.

— Eu... não sei ao certo. Mas tenho certeza de que ela está bem. Meu parceiro está agora mesmo à procura dela. Eu tenho certeza de que não vai demorar muito para que ela seja encontrada. Enquanto isso, vamos tentar te tirar daqui e dar um banho em você. – Responde Hillary, retirando a algema. Suspiro aliviado por finalmente ter um braço livre. – Agora espere um pouco, que eu vou te soltar.

— Tudo bem. – Concordo, permitindo-me relaxar.

— Você está ardendo em febre. – Comenta Hillary com preocupação. Ela suspira e volta a se concentrar em tirar as algemas.

Permaneço de olhos fechados, esperando a agente da CIA terminar de me soltar. Eu me sentia aliviado, mas ao mesmo tempo estava apreensivo pela falta de notícias de Sara. Com a ajuda de Hillary, eu me levanto e me sento na cama. O mundo inteiro parece rodar e preciso de alguns segundos para me acostumar a ficar sentado depois de passar tanto tempo deitado, com os braços e pernas abertos e presos por algemas.

— Você está bem? – Questiona Hillary, encarando-me com preocupação. Respiro fundo e fecho os olhos por alguns instantes. – É claro que não está, Hillary, sua idiota. Você quer que eu te dê alguma coisa antes de sairmos daqui?

— Água. – Sussurro e ela imediatamente se levanta e vai atrás da água. Hillary não demora a aparecer com uma garrafa, que eu não demoro a puxar de sua mão e beber alvoroçadamente. – Obrigado. – Agradeço assim que termino de beber toda a água da garrafa e a entrego para Hillary, que dá um fraco sorriso, encarando-me ainda apreensiva.

— Você está muito mais debilitado do que eu imaginava. – Comenta Hillary, olhando em volta. – Como eu faço para te tirar daqui sem que a gente chame atenção?

— Eu... posso andar. – Garanto, tentando me levantar, mas imediatamente as minhas pernas falham. Hillary corre em meu socorro e impede que eu caia de cara no chão. Apoio-me na agente e mordo meu lábio inferior para impedir que um grito de dor escapasse por eles.

— É melhor você se sentar. Eu vou procurar alguma forma de te tirar daqui. Não se preocupe. Apenas aguente um pouco aqui. Eu já volto. – Responde Hillary, ajudando-me a me sentar na cama.

Assinto, concordando, e vejo Hillary correr pelo quarto, procurando alguma coisa que pudesse ajudar. Ao ver que estávamos sem opção, a mulher de longos cabelos pretos sai do quarto e permanece algum tempo fora. Ouço algum grito ao longe e me coloco em alerta. Minutos se passam e nenhum sinal de Hillary. Começo a me preocupar, imaginando que a agente tivesse sido pega por algum membro da HYDRA.

O silêncio volta a me trazer o desespero de alguns instantes atrás. Tento me levantar novamente, disposto a ir atrás de Hillary, mas mais uma vez sou traído pelas minhas pernas que voltam a vacilar e acabo sem escolhas além de permanecer sentado à espera de que a garota retornasse com alguma esperança de escapar desse inferno.

E como se ouvisse minhas preces, Hillary retorna para o quarto, mas agora vestida com roupas de camareira e um carrinho grande para colocar roupas sujas. Ela abre um bonito sorriso e se aproxima de mim. Observo-a, incerto de como ela havia conseguido aquilo, mas decido que aquela não era hora de questionar ações e sim aceitar o apoio da agente.

— Vamos te colocar aqui dentro e dar o fora daqui. Nós só temos mais cinco minutos até que as câmeras sejam religadas e a HYDRA note que a imagem em tempo real de você se desesperando é apenas uma gravação de uma hora atrás. – Explica a morena, aproximando-se de mim. Ela passa meu braço em volta de seu ombro e envolve minha cintura com cuidado. – No três nós levantamos. Está pronto?

— Sim. – Concordo, tomando todo o ar que eu precisava para não acabar desmaiando com a dor que eu tenho certeza de que sentiria.

— Então vamos lá. Um... dois... três... – Hillary me levanta e eu forço o corpo para permanecer de pé. Como eu imaginava, a dor que me atinge é dilacerante. Minha cabeça rodava e eu não conseguia respirar direito a cada passo que eu dava em direção ao carrinho. – Só mais um pouquinho... Isso mesmo. Devagar... devagar... Muito bem. Agora você vai precisar ser mais forte ainda para forçar sua perna para entrar no carrinho e se esconder. Acha que você dá conta?

— Eu... vou conseguir. – Respondo, ofegante. Ainda não estava conseguindo respirar bem pela força da dor que eu sentia depois de ter me locomovido tanto com os ferimentos nas costelas que tanto me incomodavam.

Hillary me lança um sorriso compadecido, mas não tínhamos tempo a perder nos lamentando e sentindo pena. Com a ajuda da agente e depois de muito morder o lábio para prender o grito gutural que sairia de minha boca assim que eu a abrisse, consigo entrar no carrinho de lavanderia e me espremer para caber no lugar abaixado. Em seguida, ela colocar alguns lençóis sobre mim e a tampa do carrinho.

— Você está bem aí dentro? Consegue respirar? – Pergunta Hillary do lado de fora, enquanto começa a mover o carrinho.

— Sim. – Respondo, travando os dentes pela dor.

Hillary sai do quarto e fecha a porta. Ela começa a andar pelos corredores do navio e eu não fazia ideia do lugar para onde ela estava me levando. Tudo o que eu sabia dizer é que eu estava realmente aliviado por finalmente me ver livre aquele maldito quarto e de toda a tortura psicológica e física que eu passei naquele lugar.

[...]

Depois de me alimentar e ter meus machucados devidamente tratados por Hillary, eu finalmente pude tomar um banho. Por sorte, nenhum ferimento que sofri havia sido grave e os ferimentos infeccionados não demoraram a diminuir sua inflamação com os medicamentos de Hillary. Cansado e sob efeito dos anti-inflamatórios, assim que saio do banho e deito na cama, acabo pegando no sono.

Não faço ideia de quanto tempo dormi, mas eu já me sentia muito mais forte depois desse descanso. Com a mente mais consciente e o corpo muito mais forte, presto atenção no quarto em que eu estava e novamente meus pensamentos viajam até Sara. Eu ansiava por um louco encontrá-la e, mesmo confiante de que a CIA poderia ter mais êxito do que eu teria andando pelos corredores do grandioso navio de luxo, eu não conseguia lidar com o desejo que me consumia para ir atrás dela.

— Oh, você já acordou? Está tudo bem? Está sentindo mais alguma dor? – Pergunta Hillary, entrando no quarto com uma bandeja de metal em mãos, onde tinha um copo de suco e um prato com dois sanduíches.

— Eu estou bem. Obrigado por ter cuidado de mim. – Agradeço e ela balança a cabeça em negação, enquanto eu me sento na cama. Ela coloca a bandeja ao meu lado.

— Não precisa agradecer. Eu não fiz nada demais. – Afirma a mulher e dessa vez sou eu quem nega.

— Eu estava completamente sujo de urina, vômito e suor, completamente debilitado e sem força alguma para te ajudar. Ainda assim, você me deu banho e ainda cuidou de meus ferimentos com muita atenção e delicadeza. Eu me sinto muito melhor agora. Obrigado mesmo. – Insisto em meu agradecimento e ela apenas dá de ombros.

— Eu trouxe um suco de laranja e um sanduíche leve para te dar energias. Coma tudo. – Responde a mulher, entregando o copo de suco e o prato com os sanduíches.

Começo a comer com satisfação. Depois de passar tantos dias sem colocar nenhum tipo de alimento na boca, os sanduíches eram quase um banquete de tão deliciosos que estavam. Hillary ri, mas não diz nada. Eu provavelmente parecia uma criança engolindo os sanduíches em desespero. Ela então encara o teto do quarto e suspiro.

— Alguma notícia de Sara? – Pergunto e ela nega, suspirando desanimada mais uma vez.

— Ainda não. Eu tentei falar com o Steve, mas ele não me responde. Espero que esteja tudo bem. – Responde a garota, fazendo um coque com o próprio cabelo. – Já se passaram cinco horas desde a última vez que conversamos. Ele disse que estava vigiando Vandal e que tinha quase certeza de que ele o levaria a localização de Sara. Mas até agora nada. Eu estou com esperança de que essa demora toda seja culpa do tamanho desse navio e não porquê algo aconteceu a ele.

— Steve é o seu parceiro? – Pergunto e ela assente, concordando.

— Sim. Agente da unidade de comando especial da CIA, Steve Rogers. Assim como Sara, ele entrou na S.H.I.E.L.D quando ainda era muito jovem e foi treinado desde cedo para ser um agente especial para operações de disfarces. Nós atuamos mais como informantes do que como agentes de campo, já que temos vidas sociais fora da CIA, ao contrário da Sara, que foi treinada para ser um fantasma. Mas esse ano as coisas estão um pouco complicadas e tivemos que atuar no modo disfarce também. – Explica Hillary, encarando as próprias mãos. – Só que acho que não estamos saindo tão bem quanto nós planejávamos, afinal, não conseguimos impedir que você e Sara acabassem sendo pegos pela HYDRA.

— Acho que isso é mais por nossa causa. Nós ficamos confiantes demais e acabamos nos arriscando mais do que deveríamos. – Digo, suspirando. Hillary me encara com curiosidade. – De qualquer forma, desde quando vocês estão aqui? Se são agentes da CIA, por que a Sara nunca os viu por aqui? Ou ela sabia e estava disfarçando?

— Ela não sabia. – Responde a garota, balançando a cabeça em negação. – O que aconteceu é que Steve e eu nos infiltramos no meio da tripulação e temos nos disfarçado de funcionários, observando vocês de longe. Não podíamos ter contato ou acabariam notando que Sara nos conhecia. Ainda tentamos procurar por vocês quando foram pegos pelos membros da HYDRA, mas eles assumiram o controle das câmeras de segurança e ainda infiltraram diversos membros no navio, então a guarda deles estava muito alta. Não conseguiríamos vir ao resgate de vocês sem sermos pegos como reféns. Infelizmente, nós só podemos contar com Steve e eu como equipe de apoio. Para evitar sermos reconhecidos por Ophelia, os outros agentes estão divididos entre Londres e Porto, que será o nosso próximo destino antes de seguirmos para a capital inglesa.

— Como descobriu onde eu estava? – Questiono com curiosidade.

— Não foi fácil. O sistema de segurança da HYDRA é realmente forte e Steve e eu não somos tão bons assim com tecnologia. Para falar a verdade, nós somos péssimos. Por isso, demoramos dois dias para conseguir acessar as câmeras de segurança sem que eles notassem a nossa presença e isso só aconteceu porque eu dei o braço a torcer e entrei em contato com um amigo que recentemente ajudei e que é muito bom com tecnologia. Como eles nunca acessavam o seu quarto, mantendo a vigilância sobre você apenas pelas câmeras de segurança, então Freddie ainda teve que hackear o seu celular para desvendar em qual dos mais de quinhentos quartos desse navio você estava. Nisso, também descobrimos que o quarto e os celulares de vocês foram grampeados, então a HYDRA já deveria estar ciente de suas identidades há algum tempo. – Conta Hillary, suspirando.

— Impossível. Sara e eu verificamos o nosso quarto todos os dias antes de entrar e sair dele. – Respondo, surpreso com a informação da agente. – Além disso, nós nunca falávamos sobre a missão pelos nossos celulares.

— Bom, isso com certeza faz muito mais sentido. Eu conheço a Sara há anos e ela sempre verificava os ambientes em que estávamos quando íamos participar das missões. Agora eu realmente não entendo quando foi que a HYDRA grampeou vocês. – Comenta Hillary, pensativa.

Repasso todos os dias em que Sara e eu estivemos juntos. Nós sempre verificamos a possibilidade de estarmos sendo vigiados ou de algum dos membros da HYDRA terem descoberto a nossa identidade. No entanto, um dia havia passado despercebido por nós. No dia em que Sara e eu fizemos amor, não verificamos o quarto. E isso faz com que eu me sentisse um idiota. Por culpa de minha ansiedade e o forte desejo de estar com Sara, eu ignorei completamente o protocolo de segurança e isso custou a nossa paz.

— Merda! Na última noite em que dormimos juntos nós não verificamos. Ficamos desfocados demais para lembrarmos desse detalhe. Eles devem ter aproveitado aquele dia para nos grampear. – Resmungo e Hillary me encara esperando por explicações. – Nós... meio que nós...

— Vocês transaram? – Completa Hillary com os olhos arregalados. Assinto, um pouco envergonhado. – Oh, isso faz sentido também.

— Sinto muito. – Sussurro, inconformado.

— Bom, continuando. Depois que te encontramos, Freddie passou a procurar com Steve por Sara. Eu não sei como eles estão se saindo, mas tenho confiança de que irão encontrá-la. – Responde Hillary, sorrindo um pouco nervosa. Eu estava agradecido por ela ser tão discreta com o assunto de ter dormido com Sara.

— Eu realmente não sei como agradecer. De verdade, Hillary, muito obrigado. Você me salvou. Eu não sei quanto tempo mais eu aguentaria até que acabasse morrendo de desidratação. – Confesso e ela sorri com gentileza.

— Você tem ajudado e muito a Sara, Leonard. Eu observei vocês nesses últimos dias e é incrível como ela confia e gosta de você. Eu nunca a vi ter tanta confiança em um parceiro desde que Ava... bem, desde que ela se machucou. Ela me ajudou quando eu entrei para a CIA e eu a tenho como uma irmã. Então, não precisa agradecer. – Responde a morena, dando um bonito sorriso. Correspondo ao sorriso, ainda sentindo aquele aperto no coração por não ter respostas de Sara. – Por que você não descansa um pouco mais? Eu vou tentar entrar em contato com Steve? Prometo que te acordo assim que tiver novas informações.

— Está bem. – Concordo e Hillary deixa o quarto com a bandeja e os restos do meu lanche.

Deito na confortável cama e me aconchego. Não demoro muito a pegar no sono. Ainda estava sob os efeitos dos medicamentos para dor e os dias naquele inferno haviam mexido comigo. Não sei quanto tempo passo apagado, mas quando volto a abrir os olhos, ouço a voz de Hillary agitada.

— Como assim bomba? – Ouço a voz de Hillary ao longe, soando desesperada. – Como isso é possível, Steve? Eles ainda estão aqui dentro. Isso só pode ser um blefe!

Levanto-me com preocupação e ainda me sinto um pouco tonto pelo movimento repentino. Ignorando as reclamações de meu corpo, sigo para a sala de estar da suíte de luxo do navio, onde encontro Hillary andando de um lado para o outro, enquanto falava no celular com o tal Steve. Ela para de se mover e me encara. Noto sua expressão assustada e seu rosto parecia mais pálido que o normal.

— O que aconteceu? – Pergunto e Hillary faz sinal para que eu esperasse.

— E quanto tempo nós temos para descobrir onde ela está? – Questiona a agente, encarando-me com os olhos arregalados e perdidos. – O quê? Trinta minutos? Droga, Steve! Isso não vai dar tempo. Esse navio é enorme. Eles poderiam colocar essa bomba em qualquer lugar.

Ela volta a andar de um lado para o outro e eu ainda tentava entender se o que Hillary falou era mesmo verdade. Porque se tem mesmo uma bomba nesse navio e temos apenas trinta minutos para descobrir sua localização, definitivamente esse é o fim. Hilary tinha razão em dizer que esse navio é enorme. Como poderíamos encontrar uma bomba em um navio com mais de quinhentos quartos e diversos outros espaços de lazer?

— Tudo bem. Leonard e eu iremos iniciar as buscas agora mesmo. Boa sorte. – Hillary desliga o celular e me encara com apreensão. – Bom, eu tenho uma boa e uma má notícia para você. A boa é que Steve e Freddie encontraram Sara. A má notícia é que temos trinta minutos para descobrir a localização de uma bomba que está perdida nesse navio e impedir que Sara tenha que escolher entre matar centenas de líderes de Estados ou matar o amor de sua vida e as mais de mil pessoas que estão à bordo desse navio de luxo.

— O quê...? – Sussurro, sentindo meu coração bater descompassado.

— Bom, o tempo está passando. É melhor nós corrermos. – Após dizer isso, Hillary corre para o quarto e volta a aparecer com uma mala. Ela me entrega uma arma, um colete a prova de balas e outros equipamentos de espionagem que teoricamente deve nos ajudar a localizar a bomba. Depois de estarmos devidamente equipados, ela carrega sua arma e me encara com um sorriso nervoso no rosto. – Vamos nessa.

Notas finais
Hillary Leblanc: https://i.pinimg.com/564x/bf/42/2c/bf422c570be453196c5feb55de46f621.jpg oOo Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara