Espelho

43 Capítulo 43: LONGE DEMAIS


Notas iniciais
Minhas leitoras tiraram a semana pra me fazer chorar, obrigada por todos os comentários maravilhosos e por todas as recomendações! Seguindo o mesmo esquema de sempre, capítulo dedicado pela ordem em que as recomendações foram mandadas. . Capítulo dedicado à "Milk", "Shecares" e "Thaaty". Muito obrigada pelas lindas recomendações, incentivo e apoio! Boa Leitura!

ESPELHO

Escrita por Coffee

CAPÍTULO 43: LONGE DEMAIS

Comeram em silêncio.

Era tarde e ela conseguia ouvir com perfeição os grilos no lado de fora da casa.

Desconfortável com o silêncio repassou sua memória pensando em algo para falar, mas não conseguia nada que não parecesse idiota.

Ainda estava no mínimo irritada por ele ter posto a própria vida em risco. Levantou-se andando até a pia e lavando a louça.

— Então... Como você... Sabia que... Ele estava lá?

— Eu... Passei no seu escritório.

— O que está fazendo lá?

— Eu ia... Chamar você pra jantar.

— Oh!

Ela podia jurar que suas bochechas se avermelharam, e seu coração pareceu ter algum conforto.

— E quando entrei senti que alguém havia acabado de sair, procurei por alguma pista e vi o bilhete sobre a mesa. Li, e percebi que só podia ser dele, fui atrás.

— Você realmente não precisava ter feito isso. Por que não falou comigo?

— Você provavelmente iria sozinha.

— Não iria não.

— Iria sozinha e se meteria em problemas.

— Sou forte o suficiente para cuidar de mim mesma.

— Não estou dizendo que não é. Mas você sempre foi muito movida por sentimentos, Sakura.

— Desculpe se não tenho a sua frieza e seu porte de Uchiha!

Irritada acabou de secar os pratos e saiu até a sala em busca da sua bolsa.

— Aonde você vai?

— Para casa.

— Você não vai sozinha há essa hora, vou te levar.

— Não preciso da sua vigilância.

— Tch.

Sentiu seus olhos marejarem.

— Você... Você ao menos se importa?

Ele não lhe respondeu, sua bolsa escorreu pela sua mão caindo no chão.

— Ao menos se importa com o que sinto? Com o que aconteceu?

— Sakura... Eu não... Não chore de novo.

Mordeu o lábio inferior, tentando conter as lágrimas.

— Desculpe... Eu... — Falou sentindo a voz sumir.

— Tudo be—

— É sério, eu... Você fez isso por mim, você se arriscou por mim, e... Eu tenho sido egoísta esse tempo todo. Eu... Ainda não te agradeci... Obrigada, obrigada por ter ido atrás dele por mim.

Viu-o acenar positivamente com a cabeça. Ele se aproximou e pegou sua bolsa do chão colocando-a sobre o sofá.

Sentiu-o passar as mãos pelos seus braços. Sua pele se arrepiou.

Fechou os olhos sentindo os lábios dele sobre os seus. A língua dele percorreu toda a extensão da sua boca causando-lhe arrepios. As mãos dele deslizaram dos seus braços para suas costas.

Levou as próprias mãos até o pescoço de Sasuke, acariciando-o e brincando com os cabelos negros.

♦ ♦ ♦

Era tarde, quando ouviu batidas na porta.

— Chamou?

Hiashi entrou sem bater na porta.

— Sim.

— Vá direto ao ponto, não tenho tempo.

Bufou, pensando em como precisava de uma garrafa de sakê.

— Os três que atacaram sua filha estão mortos. Pode tirar seus homens das minhas fronteiras.

— O que aconteceu?

— Só havia um vivo. O garoto Uchiha o matou esses dias atrás. Não há mais com o que se preocupar.

— Você disse que a garota de cabelos rosa tinha algo haver com isso...

— Não. Está acabado, esqueça isso.

— Por que o Uchiha o matou?

— Ele... — Eu não sei, pensou — O achou andando por aí, sabia quem era, e o matou.

— Isso está mal contado. Quero falar com a garota.

— É melhor não. Sakura teve uma recuperação difícil não pode ser perturbada agora.

— Então me conte você.

— Não, não posso fazer isso.

— Então terei que achar minhas próprias respostas.

♦ ♦ ♦

HORAS ANTES

— Sakura-chan?

Já havia visto Naruto mais cedo, quando o mandara entregar o almoço para Sasuke. Agora estava no seu escritório no hospital.

— Algum problema? — Estranhou a vinda de Naruto ali.

— Eu queria falar com você, Sakura-chan.

— Bom, sente-se.

Viu Naruto sentar na cadeira claramente pequena demais para ele.

— Sasuke está bem?

— Sim Sakura-chan, deixei a comida na casa dele. Mas bem, eu vim pra falar sobre outra coisa.

— Oh! Tudo bem, diga.

— Bem, eu... Acho que ainda não me desculpei realmente...

— Naruto, isso realmente não é necessário, tá tudo bem e eu no seu lugar faria o mesmo e—

— Sakura-chan, eu realmente quero fazer isso. Eu quero pedir desculpas pelo o que fiz, eu não lhe amparei quando você precisou, eu fui egoísta e...

— Eu estava errada Naruto, sei que deveria ter lhe contado, mas... Eu não podia e bem, gostaria de lhe falar agora... Eu estava sofrendo muito, meus pais haviam morrido há pouco tempo, eu não estava recuperada, também havia Sasuke, não tínhamos noticias dele e eu estava sem esperanças, Tsunade-sama havia me falado sobre uma missão para ficar dois meses, mas eu não aceitei prontamente. Um dia, eu...

— Sakura-chan? Não precisa falar disso, eu já sei.

Seu corpo se arrepiou.

— Já... Sabe?

— Sim.

— Hinata te contou?

Não ficou nervosa, Hinata era namorada de Naruto, nada mais normal do que se ela o contasse.

— Não.

— Oh! Sasuke?

— Eu descobri por mim mesmo Sakura-chan. Tsunade havia me posto pra arrumar alguns papéis, e eu estava mexendo nas gavetas e... O seu exame do corpo de delito estava lá... Eu li.

— Eu... Eu... — Sentiu seus olhos marejados.

Naruto se levantou e andou até ela, levantou também.

Sentiu os braços fortes de Naruto a abraçando. Abraçou-o de volta.

— Eu sinto muito Sakura-chan, muito mesmo, eu... Falhei, eu deveria ter te protegido e não o fiz. Sinto muito Sakura-chan, espero que um dia você possa me perdoar.

Algumas lágrimas escorreram pelo seu rosto, quanto tempo não havia sonhado com esse momento?

— Não há o que desculpar Naruto.

Apertou forte em seus braços trêmulos, sorrindo em meio às lágrimas.

♦ ♦ ♦

Ela tinha o corpo trêmulo abaixo do seu. Não soube dizer se era insegurança, medo ou algum outro motivo que ele não se lembrava.

Não conseguia entender que sentimento era aquele que fazia com que a desejasse tanto. Cambalearam juntos até que ela batesse as costas em uma parede.

— Você não...

Não conseguia entender o que ela dizia, sua mente estava nublada em desejo. A ereção dentro de sua calça era tão grande que doía.

— Sasuke... — A ouviu tentar de novo, falar enquanto ele puxava sua blusa para cima — Sasuke você está machucado.

— Eu não me importo.

Disse novamente enquanto descia beijos do pescoço pálido até os seios cobertos pelo sutiã de renda.

Ela estava trêmula e gemeu no momento em que ele abriu o fecho do sutiã deixando os seios eretos a mostra. Começou massageando um seio e sugou o outro, Sakura gemeu novamente fazendo seu membro pulsar ainda mais.

— Sasuke...

Sentiu as mãos pequenas puxarem sua blusa para cima. Apenas a sensação das unhas de Sakura arranhando levemente seu tronco enquanto a mesma puxava sua blusa pra cima, o fez tremer.

Sentiu as mãos novamente voltarem ao seu corpo desabotoando sua calça. O contato, ainda que grosseiro da mão de Sakura em seu membro por cima do tecido, fez com que revirasse os olhos.

Sem paciência, ajudou-a a descer suas próprias calças e depois se pôs a tirar as calças de Sakura.

— Sasuke.

Ela gemeu no momento em que agora, já sem roupas os separando, estimulou o clitóris dela com um dos dedos.

— Sasuke...

Ouviu-a arfar, isso o fez ficar ainda mais excitado.

Penetrou-a de uma vez. O interior de Sakura estava apertado e quente, como ela própria.

— Oh!

Ela gemeu, sentiu-a segurar-se eu seu ombros, e no momento em que prensou-a ainda mais na parede ela enlaçou as pernas em seu quadril.

Isso permitiu com que pudesse ir ainda mais fundo. Pode ver os olhos dela revirarem em prazer quando mais uma vez, encontrou o modo e o tempo certo.

Reprimiu um gemido quando juntos, chegaram à exaustão. Seu corpo machucado reclamou pela atividade e aos poucos suas pernas foram cedendo, foi aos poucos indo para o chão, até sentar no chão com Sakura sobre si com seu membro dentro dela.

O suor pingava tanto do seu corpo quanto do dela. Quando conseguiram recuperar o fôlego ouviu a voz rouca.

— Você sabe que isso tem que parar, não sabe? — Ela perguntou encaixando-se ainda mais dentro dele. Ela o abraçou e enterrou o rosto na curva do seu pescoço.

— Sim.

Sim ele sabia, sim aquilo estava indo longe demais, e não, ele não queria parar.

Nem ela.

Notas finais
Hey! Demorei um pouquinho, mas estava em uma confusão de provas e trabalhos... Tivemos alguns acontecimentos nesse capítulo, espero que tenham gostado! Quero agradecer pelo o carinho de toodos vocês, obrigada pela força, pelos comentários e pelas recomendações, espero que possam estar comigo até o final da história. Beijos!