Espelho
46 Capítulo 46: PROCURANDO AMOR
Notas iniciais
ESPELHO
Escrita por Coffee
CAPÍTULO 46: PROCURANDO AMOR
“O que alguém como você está fazendo na casa da minha filha?”
Então se a vila inteira descobrisse era assim que a tratariam? Iriam lhe excluir feito uma pessoa com uma doença contagiosa?
A culpa não havia sido sua, havia?
Hiashi ainda a olhava. Tentava fazer que suas lágrimas não descessem e estava tendo sucesso. Agradeceu por ainda não ter chorado na frente dele.
Ele não falou mais nada, mas a partir das duas únicas frases que ele disse era explicito que ele havia descoberto tudo.
— Eu... A culpa não foi minha e...
— É claro que foi. Uma kunoichi irresponsável que não sabe cuidar de si própria, será que isso foi realmente forçado, hum? Será que você foi mesmo obrigada ou-?
— Já chega.
Sentiu o seu corpo ser empurrado para trás e Sasuke entrar na sua frente feito um muro de proteção.
— Você novamente?
— Você não tem o direito de falar assim com ela.
— O que está acontecendo aqui?
Virou para trás vendo Naruto no meio da escada. Ele tinha uma das sobrancelhas loiras arqueadas e parecia confuso.
— N-nada Naruto. Eu... Já estava indo embora.
Conseguiu dizer por fim.
— Hiashi-sama veio ver Hinata e o bebê.
Completou com um sorriso amarelo.
— Bebê?
Ouviu o Hyuuga perguntar. Não respondeu.
— Boa noite Naruto.
O Hyuuga deu espaço para que passasse, mas a olhou com cara de nojo, como se ela fosse uma animal peçonhento.
Ouviu Sasuke grunhir, podia jurar que ele deveria ter olhado como um cão raivoso para Hiashi e ouviu-o andando atrás de si.
Depois de alguns minutos de caminhada ele pôs-se ao seu lado.
— Você está bem?
Não respondeu, lutando internamente para não chorar.
Andaram em silêncio, agradeceu mentalmente por Sasuke não ter feito mais perguntas.
Continuou andando rumo a sua casa com Sasuke ao seu lado. Agradeceu por ser ele e não Naruto, o loiro provavelmente a encheria de perguntas nesse momento, mas o moreno não. Pela primeira vez apreciou o silêncio dele.
Quando chegou a frente ao prédio imaginou que Sasuke fosse a deixar ali e ir embora, mas ele pareceu perceber a sua luta interna para não chorar e para não desabar.
Ele subiu as escadas ao seu lado, e ao contrário de Naruto ele não perdera a chave do seu apartamento, ele entrou na sua frente, tirando a chave do bolso esquerdo e abrindo a porta.
Quando entrou, ele continuou parado na porta. Tremendo e abraçando seu próprio corpo acenou positivamente com a cabeça como em um convite silencioso.
Andou até seu quarto, mas Sasuke não a seguiu, sentou na beirada da cama, seu corpo tremia, seu coração batia descompassado e sua mente estava uma confusão.
Ainda lutando para não chorar, deitou na cama e se encolheu mais uma vez abraçando seu corpo.
Não chore.
Não desabe.
Seja forte.
Seus pedidos para si própria não foram atendidos. A angústia saiu de sua garganta quando começou a chorar baixinho. Segundos depois os soluços foram aumentando.
Ouviu passos, Sasuke entrou no seu quarto. Se isso acontecesse em outro momento pediria para que ele saísse ou tentaria parar de chorar, mas naquele momento não se importou.
Sasuke sentou na cama ao seu lado, não a tocou, apenas observou.
— Ele é um idiota.
Ele disse por fim. Em meio às lágrimas sorriu levemente com a tentativa de Sasuke de fazê-la sentir melhor.
— Todos vão me olhar do jeito que ele me olhou agora Sasuke, todos eles.
Sentou na cama olhando diretamente para os olhos negros. As lágrimas escorriam pela sua bochecha.
— Não vou deixar isso acontecer.
— Não tem como evitar, pode ser que agora todo o clã Hyuuga já saiba.
— Daremos um jeito.
— Você tanto quanto eu, — Soluçou limpando as lágrimas — Sabe que não há solução.
— Vai dar certo.
Ele disse, aproximando-se mais do seu rosto. Quando seus lábios estavam quase se tocando foi ela quem tomou iniciativa.
Havia prometido a si própria que não beijaria, nem teria nenhum tipo de relacionamento com Sasuke. Porém, nesse momento, sentindo seu coração bater descompassado, sentindo a dor da rejeição que todos teriam por ela, sabia que somente ele, somente Sasuke era capaz de curar suas feridas, mesmo que consequentemente acabasse abrindo outras.
— Ajude-me Sasuke, ajude-me.
Pediu em meio aos beijos. Retirou a blusa branca que ele usava, deixando o peitoral másculo visível.
— Me salve.
Pediu novamente, ajudando ele a tirar sua própria blusa e em seguida seu sutiã.
Ele empurrou-a até que estivesse deitada e se deitou por cima dela, apoiando seu peso e suas pernas em meio às pernas dela.
— Vou te ajudar Sakura.
Ele disse com a voz rouca. Gemeu quando sentiu a boca quente dele, passando pelo seu pescoço, seu ombro e descendo até seu seio exposto.
Ele massageou seu seio com uma das mãos, e em seguida abocanhou o outro, sugando-o. Podia sentir sua intimidade ainda mais molhada, e a dor da humilhação que passara mais cedo ir sumindo aos poucos.
Passou a mão no peitoral de Sasuke, massageando os ombros fortes, e parando com as unhas nas costas dele.
Sasuke desceu mais um pouco, ele pareceu mais uma vez não se importar com a sua cicatriz e abaixou seu short. Ele desceu lentamente pelas suas pernas, e o tirou de seu corpo.
Levantou-se um pouco, desabotoando a calça dele, as mãos ágeis dele ajudaram-na a descer, deixando-o apenas com a boxer. Quando fez menção de colocar a mão sobre o volume do membro ainda por cima da cueca, ele a empurrou para trás.
— Apenas sinta.
Ele pediu, mais uma vez ficando sobre si e retirando dessa vez sua calcinha. Ele a beijou novamente, suas línguas se entrelaçaram.
— Vou a fazer esquecer.
Ele disse, descendo sua boca, passando-a no vale dos seus seios, descendo pelo seu umbigo, até chegar à sua intimidade molhada, deixando um rastro de fogo.
Seus olhos reviraram de prazer quando a boca dele chegou ao seu sexo. Sentiu as mãos másculas de Sasuke apertando levemente a parte interna de sua coxa, e a língua dele em sua intimidade.
Quando ele lambeu seu clitóris, gemeu alto. Ele pareceu satisfeito, sugando seu sexo com avidez. Ergueu o quadril levemente oferecendo ainda mais de si, sentindo seus olhos se perderem.
Ele a penetrou com a língua, fazendo-a soltar um grito abafado. Levou uma de suas mãos pequenas até os cabelos negros, massageando-os. Sua outra mão apertava o lençol com força, devido à extensão de seu prazer.
Eu não vou aguentar pensou, o prazer se alastrava por todo o seu corpo, sua intimidade implorava por mais, por mais prazer, por mais Sasuke.
Seu corpo parecia a ponto de pegar fogo. O orgasmo veio forte, e violento, seu corpo tremeu, sua mente se nublou.
Sasuke retirou a língua apenas tempo o suficiente para penetra-la com um dedo, massageando seu clitóris e a estimulando novamente.
Ele voltou para os seus seios, fazendo com que uma corrente elétrica passasse por todo o seu corpo.
— Sasuke...
Suspirou se contorcendo na cama. Quando ele abaixou-se ainda mais sobre si, pode sentir o membro dele roçando em sua coxa, parecia querer rasgar o tecido e se libertar.
Dois dedos de Sasuke haviam saído de dentro de si, no momento em que achou que o orgasmo viria mais uma vez. Agora eles apenas a estimulavam.
Não aguentando mais, procurou desesperadamente pelo quadril de Sasuke até achar a barra da sua cueca descendo-a rapidamente.
Sentiu-o afastar ainda mais suas pernas e se colocar entre elas. Sua intimidade implorava por ele, implorava por ele dentro dela.
E atendendo seu pedido silencioso ele a penetrou preenchendo-a por completo. Colocou as mãos nas costas dele, sabendo que provavelmente suas unhas estavam arranhando-o, mas o prazer não lhe permitiu pensar em mais nada.
Sasuke dava estocadas fortes e precisas, podia sentir as costas dele suadas assim como seu corpo inteiro estava. Elevou ainda mais o quadril, sentindo-o ir ainda mais fundo dentro de si.
Ele encontrou sua boca em seguida, beijando-a vorazmente, enquanto ainda continuava a penetrar com precisão.
Subiu as mãos até o rosto dele, o beijando de volta. Depois de alguns minutos não aguentou mais sentindo seu orgasmo chegar, Sasuke foi em seguida despejando-se dentro dela e desabando de seu lado na cama.
Aproximou-se mais dele, descansando sua cabeça no peitoral suado. Ele não se mexeu, nem mandou que saísse, apenas tateou na cama até achar o lençol, cobrindo primeiramente ela, e depois ele.
Eles não apenas transavam, não apenas faziam sexo. Não era simplesmente carnal.
Eles, — mesmo que não ousassem admitir – se amavam.
E se curavam. Um ao outro.
Aos poucos.
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