Notas iniciais
Minha primeira One, espero que gostem! Beijos e bom fim de ano!

Katie andava pela rua com passadas apressadas enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto. O vento bagunçava seu cabelo, mas ela não estava ligando. Na realidade, ela não estava ligando para nada. Nem para o tumulto que estava enfrentando. Com todas aquelas pessoas na areia da praia totalmente amontoadas, nenhuma delas conseguia chamar sua atenção. Seu pensamento correu desde o primeiro beijo dela com Alex – seu ex-namorado que tinha feito questão de terminar da maneira mais estúpida possível: traindo-a. Exatamente quando era meia-noite ele estava beijando uma menina loira com o corpo escultural e não ela. Katie estava prestes a limpar outra lágrima que corria pelo seu rosto quando esbarrou com um menino, este era alto, com cabelos castanhos e olhos amendoados.
– Opa belezura, o que é isso ein. – Ele falou logo após tê-la encarado por alguns segundos e pegou em seu braço na tentativa de aproxima-la e beija-la. Katie se precaveu dessa atitude e deu um passo para trás, se desvencilhou de seu braço e saiu pela rua em direção a sua casa.
– Me solta seu babaca, não sou seu brinquedinho. – Ela falou pensando em Alex e não naquele estranho que ela acabara de conhecer. O que a impressionou foi o fato de que logo após ter proferido aquelas palavras ela se sentiu mais leve, como se um peso tivesse sido tirado de seu ombro.
Katie não tinha dado muita atenção ao que havia acontecido, por isso, apressou ainda mais seu passo e quando chegou em sua casa logo se jogou na cama, não dando importância para a saia alta e colada que estava usando, ou muito menos para a maquiagem borrada que estava em ainda permanecia em seu rosto.

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Katie acordou sobressaltada. O sonho que havia tido arremetia sua mente de maneira que a deixava com cada vez mais vontade de chorar – dessa vez não somente pelo que havia acontecido, mas também pelo sonho que havia tido. Ela observou o relógio que estava acima de uma pilha de livros na sua cabeceira, que marcava 4:17. Decidiu que tentaria voltar a dormir, mas logo que tentou não conseguiu. Então levantou da sua cama sem animo, sem nem se importar com o fato de ela estar totalmente desarrumada – o contrário do que geralmente é: uma cama impecavelmente arrumada, com travesseiros colocados em uma posição totalmente perfeita e o cheiro de lírios exalando pelo seu quarto.
Arrumou-se e saiu para uma caminhada pela areia da praia, sob a luz da Lua, o que iria aliviar todos os seus nervos. Caminhou por um longo tempo, tranquila e serenamente, deixando a brisa bater em seus cabelos e sentindo o suave som das ondas marítimas.
Já se sentia mais aliviada tendo superado tudo que havia acontecido na noite passada, quando achou deitado na areia clara e fina, um corpo. E para a sua surpresa não era um corpo qualquer, e sim, o corpo daquele estranho que havia tentado agarra-la. Ela tentou se comunicar com ele, cutucou, chamou, balançou, fez barulho e absolutamente nada aconteceu. Por isso decidiu chamar uma ambulância e foi assim que ela terminou a sua madrugada: em um hospital acompanhando um estranho.
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Com olheiras arroxeadas marcando o seu rosto, Katie voltou para a casa. O cansaço finalmente tinha batido em seu corpo, amolecendo suas pernas e fazendo com que seus olhos cada vez mais tivessem vontade de se fechar. Após tomar um banho e ter relaxado seus recém-tensionados músculos. Ela deitou e demorou um tempo para dormir, até assimilar tudo que havia acontecido – desde o fato de ser sido traída, até ter encontrado um estranho em coma alcoólico na areia da praia.
Katie estava imaginando o que a esperava pela frente, o que iria acontecer com sua vida, quando simplesmente deixou seu corpo ser levado para o mundo dos sonhos, enquanto sua cabeça descansava no mundo real.
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Acordou quando já era final da tarde e cuidou de suas plantas. Katie conversava com suas orquídeas com muito carinho e amor, tratando-as como se fosse pessoas de verdade, assim como fazia com todas as suas rosas, bromélias, lírios e qualquer flor ou planta que encontrasse pela frente. As plantas sempre a tinham fascinado, ela simplesmente as amava com todo o seu coração. E esse era seu refúgio – onde era correspondida e sentia-se amada de qualquer forma.
Katie possuía uma floricultura, a qual ela zelava com muito amor e carinho, tratando tão bem os clientes quanto suas flores. Ela sempre havia sido uma pessoa sonhadora. Sonhava com seu príncipe encantado que jurava que já tinha encontrado, mas logo depois havia percebido que não.
Ela de repente lembrou-se da voz da delicada Sra. Walder que sempre de manhã quando passava e comprava uma rosa branca e falava para ela: “Tão doce quanto o mais doce mel de abelha, e todo mel de abelha vem de uma linda flor que essa representa seus sonhos. Nunca se canse de sonhar minha bela violeta.” Ela sorriu e se imaginou dizendo para a Sra. Walder de como a sua vida poderia ser assim, tão cheia de sonhos e tão monótona ao mesmo tempo.
Logo após acordar de seu devaneio ela percebeu que já era tarde, e que a hora de visitas do hospital já havia terminado. Ela se recordava do estranho, ela salvou-o, mas estava se preocupando com ele muito. Até demais para ela, que era a mais cuidadosa pessoa que conhecia. Então se despediu de cada plantinha que existia em seu jardim e entrou em casa para cuidar um pouco dela mesma – o que estava precisando muito.
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No outro dia de manhã Katie levantou e dirigiu-se para o hospital quando descobriu que assim já poderia fazer. Ela caminhava pelos corredores brancos e sentia o odor de antisséptico bem típico de hospitais. Katie não sabia o que esperar encontrar, pelo menos havia descoberto que o alto estranho que encontrara desacordado na praia se chamava Travis. Mas quando abriu a porta foi surpreendida como nunca havia sido na vida. Mal ela sabia que essa seria a primeira de tantas outras.

– O meu anjo retornou. – Ele disse sorrindo, o que fez seu coração palpitar dentro de sei peito. E foi assim que sua nova história de amor começou a ser escrita.