Notas iniciais
Antes de ler, duas notinhas: LuluuhTeen: Eu acho que o Travis devia ter levantado a saia da Katie ali mesmo e ai eles teriam lindos filhinhos. Mrs Stoll: Sem mais notinhas, só concordo com a de cima, e acho que estamos um pouco pervertidas, mas gente é Tratie, então, sem mais delongas a fic :3 Espero que gostem!

Travis acordou com batidas na porta do chalé, quem bateria na porta as... 3 horas da manhã?

– Gardner? — Travis encarou a garota desconfiado depois que abriu a porta do chelá 11 — o que faz aqui? Ainda mais de madrugada?

– Fica quieto! — Ela sussurrou o mais alto que pode — eu tenho que te pedir um favor.

– Katie Gardner me pedindo um favor? Preciso gravar isso — sussurrou de volta — o que a traria ao meu humilde chalé?

– Deixa de ser estúpido — respondeu dando um tapa no braço dele — o que eu tenho que falar é sério.

– Fala logo então.

Ela suspirou antes de prosseguir.

– É o seguinte, você sabe que amanhã, ou hoje daqui a algumas horas, já que já é de madrugada e...

– Direto ao ponto Gardner.

– Ah certo, você sabe que muitos campistas aqui nunca tiveram uma festa de natal — Travis assentiu — então, eu estava pensando da gente montar uma festa de natal agora e fazer uma surpresa!

– Uma festa de natal surpresa? — ele perguntou desconfiado — e Quíron permitiu isso?

– Qual a parte do "festa surpresa" você não entendeu?

– Mas os deuses podem ficar bravos — ele argumentou — afinal, é uma festa cristã.

– E você ainda acha que eu não cuidei disso? — ela perguntou sorrindo de canto, Travis revirou os olhos.

– E porque você está pedindo a minha ajuda?

– Porque você é filho de Hermes, dã — ela respondeu como se fosse óbvio.

– Então você sabe, que filhos de Hermes não fazem favores. — Ele sorriu malicioso. — Prestam serviços. — A garota o olhou com olhos semicerrados.

– Eu posso pedir a Connor. — Ela retrucou. — Ou a Chris.

– Não acho que eles vão falar algo diferente, Gardner. — Ele piscou travesso. — E então, topa ou não topa?

– Quanto? — Bufou a garota.

– Não é quanto, florzinha, maso quê. -Ele deu um daqueles sorrisos Stoll e passou a mão no cavanhaque inexistente. — Todo Natal precisa de um Papai Noel, que no caso, seria eu. — Piscou. — Mas todo Papai Noel precisa de uma Mamãe Noel...

– Oh, não. — Ela negou balançando a cabeça e as mãos. — Sem chances, esqueça! — Ele deu de ombros como se estivesse realmente muito chateado.

– É uma pena, tenho certeza de que a pequena Juliet, a garotinha de Hefesto que ficou órfã e está passando seu primeiro Natal aqui, ia adorar poder sentar no colo do Papai Noel e receber um pirulito da Mamãe Noel. — Seus olhos brilharam de entusiasmo. — Connor daria um belo elfo, não acha? — Katie suspirou. Ela sabia como era passar um Natal sozinha no acampamento, e teria adorado que alguém tivesse pensado em uma festa quando ela tinha a idade de Juliet.

– Se a roupa for curta eu desisto na hora. — Ela rosnou apontando um dedo ameaçadoramente na cara do rapaz.

– A Mamãe Noel tem que ser sexy, é lógico, Gardner! — Argumentou. — Se não, eu pediria logo para você se vestir de rena! — Katie deu um tapa certeiro em seu braço. — Au! Tá bom, nada de rendas?

– Nada acima do joelho, que mostre a barriga, sem rendas, sem plumas, sem decotes. — Listava nos dedos. — O bom e velho casaco vermelho com lã branca está ótimo. — Então pegou-o pelo braço arrastando-o em direção ao anfiteatro. — Vamos, temos muito trabalho a fazer, senhor Noel.

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– Sua cor, definitivamente, é verde. — Miranda se segurava para não rir enquanto Connor andava pelo acampamento com sininhos nos sapatos pontudos e no chapéu. Ele parecia ainda mais baixinho com a meia-calça listrada e o colete com botões.

– Há, há, há. Parabéns Miranda, quer um pirulito? — Tirou um doce do saco que carregava e ofereceu com o sorriso mais falso que o acampamento já vira.Pense no dinheiro, Connor, no dinheiro.

– Ei, eu estou te elogiando! — Pegou o caramelo da mão do rapaz, desembalou e colocou na boca, guardando o papel no bolso. — Sabe, você ainda não viu a Katie, eu não sei se ela vai ter coragem de sair com aquele tapa sexo.

– Tapa o quê? — Perguntou o Stoll intrigado.

– Travis veio ao chalé hoje de manhã com um papo de que não deu tempo de achar fantasia melhor e a única disponível era aquela, que é... hum... Provocante. — Apontou com o pirulito para a porta do chalé 4. — Demais.

Dali saía uma Katie ainda mais vermelha que o próprio vestido, e do outro lado da área de chalés um Papai Noel nada gordo arrastava um trono para fora do chalé 11, parou imediatamente quando viu a garota.

A gargalhada que Travis deu acordou quem ainda não estava acordado, que eram muitos, afinal, ninguém teria atividades no Natal e por isso não acordariam as 7 da manhã, como Miranda e Connor foram obrigados a fazer. O Stoll mais velho rolava de rir apontando e rindo ainda mais. Não era pra tanto! Connor notou que na verdade Katie estava bem bonita e tinha certeza de que Travis logo trocaria sua gargalhada histérica para olhares ciumentos, assim que os campistas saíssem de seus chalés.

Miranda tentou interceptar a irmã, mas essa já chutava as costelas do risonho com força, mandando-o calar a boca antes que ela mesma fizesse isso.

– Vai fazer o que? Me dar um pirulito e me chamar de bom garoto? — Enxugava as lágrimas agora notando de verdade como a garota estava, e não somente a peruca ridícula e platinada que ela tinha na cabeça. Aquilo era real?Aquelaspernas eram realmente de Katie Gardner?DaquelaKatie Gardner?

– Vou te socar até calar a boca. — Resmungou dando um último chute antes de entrar no chalé de Hermes como se fosse dona de tudo e pegar os sacos de doces. — Connor! Miranda! — Gritou com os dois que prontamente vieram ao seu auxílio. — Levem esse trono pro anfiteatro enquanto eu e o Papai Noel aqui distribuímos os doces nos chalés. — Jogou um dos sacos enormes de balas no Stoll mais velho que pegou-o e começou a entrar nos chalés masculinos, com cuidado para não acordar ninguém, colocando as balas em cada uma das camas.

– Katie, sem querer te menosprezar nem nada... — Começou Connor. — Mas eu não acho que você vai conseguir colocar esses doces sem acordar ninguém. — Coçou a nuca. — Vá com Miranda que eu faço isso.

– Tem certeza? — Connor piscou para ela.

– Eu faço isso desde que aprendi a engatinhar, relaxe.

(...)

Katie estava de pé ao lado do grande trono vermelho, fazendo o sorriso mais falso que podia, enquanto os campistas menores sentavam no colo de Travis, agora papai noel, pedindo presentes.

Ela ignorou todas as piadinhas e insinuações que os meninos faziam e os olhares matadores que Travis lançava para cada uma.

Porém o sorriso dela se tornou sincero quando uma garotinha sentou no colo do papai noel e começou a tagarelar.

Juliet estava feliz, seus olhinhos brilharam quando Katie lhe deu um pirulito, a garotinha sem hesitar pediu para Katie se abaixar e a abraçou.

Katie ficou meio sem reação, mas depois a abraçou forte.

– Obrigada — ela sussurrou — por tornar meu natal mais feliz.

Quando Juliet saiu Katie limpou uma única lágrima que havia escorrido.

– Sabe — Travis começou a encarando e sorrindo — até que a sua ideia não foi tão mal Gardner.

Ela sorriu em resposta e continuou distribuindo pirulitos.

O natal para muitos campistas poderia ser uma data triste.

Mas Katie e Travis, com a ajuda dos seus amigos, conseguiram fazer campistas que estavam tristes, sorrirem

E isso, para Katie e Travis, era o melhor presente de natal que poderiam ganhar.