Escrevendo o amor
12 O Primeiro Encontro Oficial
Notas iniciais
No outro dia, por volta das duas da tarde, Christian aparece na casa de Samylla. Eles se cumprimentam com um beijo e pra ela, tudo aquilo ainda parecia um sonho. Ele senta-se no sofá e ela diz:
– Espere aí, vou trocar de roupa. – Falou Samylla.
Christian estava só na sala, muito nervoso. Era o primeiro encontro dos dois, desde de que começaram a namorar, também conhecido como dia anterior. Ele quase não dormiu pensando no local perfeito para que pudessem fazer isso. Ele pensou na praia, mas achou o local barulhento e movimentado demais. Pensou em tomar sorvete, como na primeira vez, entretanto, ele queria inovar. Até que ele enfim decidiu.
Christian estava envolto em seus pensamentos, quando Samylla chegou. Ela usava um caça jeans vermelha, uma blusa preta e um rabo de cavalo. Sua maquiagem era bem leve e seu sorriso encantador.
– Vamos? – disse ela. – Melhor dizer, aonde vamos?
– Surpresa. – Ele disse.
Ao sair Samylla dá de cara com um carro prata estacionado. Era de Christian. Ele desativa o alarme a distância enquanto os dois se aproximavam. Eles entram no carro e seguem até seu destino. Por mais que Samylla insistisse, Christian se recusou a dizer. Por fim chegaram a um local, uma pista de boliche. O lugar se chamava Olimpo, e o “O” era uma bola de boliche e o “L” parecia um pino.
Os dois entram e começam a jogar. Samylla nunca havia jogado. E quando lançou pela primeira vez uma das bolas roxas que tinham três furos, ela fez uma bela curva caindo na vala lateral da pista. Outras duas fizeram os mesmo trajeto. Até que uma das bolas jogadas não saiu da pista, porém não acertou nenhum pino.
Eles estavam se divertindo muito. Samylla não estava tentando conter sua felicidade. E Christian muito menos. No boliche Christian também não era um primor, mas pelo menos conseguiu fazer um ou dois strikes e na maioria das vezes, a bola não saia da pista.
Eles jogaram até se cansar, e foram até uma lanchonete próximo ao local. Pediram pizza e enquanto comiam conversavam.
– Então – Falou Christian. – Tá gostando do passeio?
– Sim. Nunca havia jogado boliche, é bem divertido. Você disse que me levaria até sua casa. Não acha isso algo um pouco precipitado?
– Você me beijou quando nós nem namorávamos ainda e quer me chamar de precipitado?
Samylla não pode conter o sorriso.
– Tudo bem, talvez a vida precise ser um pouco precipitada. – Falou ela.
Ela encarou os olhos dele. E como no dia em que tomaram sorvete, ela se inclinou para beija-lo, e dessa vez não havia nada pra impedir. O beijo tinha o doce do brilho labial sabor morango que ela usava, o salgado da pizza e um pequeno toque de amor, resumindo, foi perfeito. A pós o beijo, ele encara-a. Ele observa a mecha atrás da orelha dela, seus lábios comprimidos após o beijo. E dessa vez ele toma a iniciativa de um outro beijo.
– E aí? Vamos? – diz ele acariciando o rosto dela. Samylla assente com um sorriso e os dois voltam ao carro. A casa de Christian ficava bem perto dali. Uma casa de muro marrom com seu portão branco. Por dentro, todas as paredes eram pintadas em tom bege e as portas e janelas também eram brancas. A casa tinha uma linda mobília, tudo parecia bem arquitetado.
– Bela casa. – elogiou Samylla.
– Ela foi planejada. Minha irmã é arquiteta e também atua como designer deinteriores.
– Você tem uma irmã?
– Sim, ela é mais nova que eu e se chama Carmen. Você tem irmãos ou irmã?
– Não, filha única.
Christian ofereceu a ela um suco. E depois ela pergunta:
– Onde você costuma escrever? Onde é o seu refúgio de ideias?
– Meu quarto. Um lugar onde poucas pessoas tem o direito de entrar. – Ele ajeito o óculos na cara, o que Samylla achou um gesto bem bonitinho. – E você vai ter essa honra.
Ele leva-a até seu quarto. E quando Samylla entra, ela não sabe se o quarto era dele ou de um irmão caçula. Às paredes do quarto eram cobertas por pôster de super-heróis. Num canto havia um estante cheia de HQs, e várias prateleiras com bonequinhos, que ele insistia de chamar de Action Figures ou figuras de ação.
– Você é um nerd? – Perguntou ela, com um cara de deboche, mas Christian não pareceu se incomodar.
– Prefiro usar o termo Geek, mas sim, eu sou um nerd. Não tipo de nerd a moda antiga, mas sou apaixonado pelo universo de super-heróis e afins.
– Que outros segredos obscuros você tem guardado? – Samylla fala sarcasticamente.
– Pra sua informação, os nerds são os mais românticos.
– Ah é? Prova. – A garota desafia o escritor.
Ele se aproxima, olha bem nos olhos dela, e sussurra as seguintes palavras:
– O brilho do seu olhar é mais intenso que a luz de uma tropa de Lanternas Verde.
Samylla não entendeu bem o porquê, mas ela gostou muito daquilo. Mesmo que ele fosse Geek, nerd seja lá o que for, isso não mudaria os sentimentos dela. Depois, ele assistiram um filme, que Samylla não havia assistido, porém gostou bastante. O nome deste era O Guia do Mochileiro das Galáxias. Um filme bem humorado e interessante. Christian disse que também tinha o livro e ele ofereceu-o algum dia, caso Samylla quisesse. Depois do filme Christian leva Samylla pra casa.
Os dias se passam e eles continuam tendo encontros diários, mas às férias de Samylla acabaram e ela voltaria a trabalhar no dia seguinte.
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