Escrevendo o amor
13 Pintando o sete.
Notas iniciais
Às féria de Samylla haviam acabado. A garota retorna mais uma vez à sua rotina de trabalho. Ela já até havia se acostumado com os dias livres, mas estava feliz por se sentir ocupada. Ela vai ao trabalho e encontra Amanda, sua supervisora.
– Samylla! Que bom que está de volta. Como foram às suas férias?
– Ótimas, obrigado por perguntar.
– Que isso! Seja bem vinda de volta. Até mais!
Amanda sai e Samylla começa a trabalhar. O movimento neste dia foi pouco, o que fez com que todo o dia fosse cansativo e entediante. Ela sentia falta de sair com Christian, de ir a livraria conversar com Ellen, assistir os programas chatos da tevê, ficar navegando na net. Bem, ela teria que se readaptar ao trabalho.
A semana da aspirante a escritora foi muito, mas muito chata e cansativa. Até que finalmente chegou o esperado final de semana. Ela saiu pela manhã, foi ao supermercado. Quando volta, encontra o portão destrancado, com certeza Christian, que à essa altura, já possuía uma cópia da chave dela, tanto que ela também possuía uma cópia da chave da casa dele. Ao entrar pelo portão, ela vê alguns baldes de tinta encostados na parede da casa. Logo em seguida encontra Christian saindo da casa, vestido um daqueles macacões de pintor. Ele dirige um sorriso amigável e diz:
– Vai me ajudar, ou só ficar olhando?
Samylla achou bem fofo o gesto dele.
– Vou só guardar as compras e trocar de roupa. – respondeu ela.
Quando se trocou, Samylla vestia uma blusa de manga comprida e uma calça moletom. Roupas velhas que ela não costumava usar. Ela sabia que no final da pintura, já estaria toda suja. Ela segue para fora de casa, e começa a pintar. Christian havia comprado tinta vermelha, a mesma cor que a parede tinha. Samylla gostou disso, afinal, ela gostava de vermelho.
Começaram seu trabalho que, apesar de cansativo, era prazeroso. Samylla estava bem entretida em seu trabalho, até que ela e Christian começaram a sujar um ao outro com tinta. Ao terminarem, enquanto Samylla guardava os pincéis e utensílios usados na pintura, Christian foi tomar banho. Ele havia levado uma peça de roupa extra, pois já sabia que acabaria se sujando. Ele terminou e foi para o quarto de Samylla, vestir a roupa. Enquanto isso, Samylla toma banho e veste sua roupa no banheiro mesmo. Quando entra no seu quarto encontra deitado sobre a cama.
Ao vê-lo, ela deita na cama e se aconchega no peito dele. E como ela havia tomado banho, o corpo dele aquecia-a. Samylla se sentia muito bem ali. Já ele, sentia o perfume do corpo dela. Os cabelos molhados dela pressionados sobre seu braço. Mesmo escrevendo romances, nada é tão intenso quanto um amor real. Christian começa a fazer carinho nos braços dela. Ela se vira e beija-o carinhosamente. Eles fixam seus olhares, e a paixão flui.
Era a primeira vez dos dois, como casal. Samylla estava nervosa, Christian inseguro. Essa mistura de sentimentos fez com que o momento se tornasse algo único. Beijos mais intensos, toques mais sensíveis. O calor que envolvia os corpos. Como uma queima de fogos, o amor dos dois subiu aos céus em seu ápice, e por fim se expandiu numa imensa e brilhante explosão, fazendo com que os dois se sentissem mais atraídos e mais unidos que antes.
Os dois estavam abraçados na cama, cobertos pelos lençóis. Eles dormiam em plena tarde de sábado. Christian quem acordou primeiro. Vestiu-se e preparou um lanche. Pouco depois Samylla levanta. Os dois se olham, mas parecem não conseguir falar um com o outro. O êxtase que sentiam, supria totalmente a falta de palavras. Gestos eram o suficiente. Os dois comiam, mas entre as mordidas da pizza, trocavam carinhos e beijos. Era tarde e Christian se despede. Samylla acompanha-o até a porta, e sem palavras dá-lhe um beijo pra dizer “tchau”.
Sozinha em casa, Samylla transbordava felicidade. Depois pega seu notebook e checa seus e-mails. Havia um novo, e este estava assim:
De: Editora Ártica
Assunto: Aprovação do livro.
Olá senhorita Grummord. Por meio deste, venho avisar que seu livro Saúde Mental, veio a ser selecionado por nossos profissionais. Sendo assim, nós orgulhosamente iremos publica-lo.
Compareça aqui, na sede de nossa editora, para acertamos os detalhes.
Atenciosamente,
Editora Ártica.
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