Escravos Do Dom - Fic Interativa
2 Free disgrace
Notas iniciais
Aí vai mas um capitulo da fic, ele se passa na mansão de Viktor. Se seu personagem não apareceu, ou foi porque o cap tava grande ou eu não recebi ainda.
Espero que gostem ^^ ^^
Annie : http://www.stylisheve.com/isabelle-fuhrman-hairstyles-2012/isabelle-fuhrman-hairstyles-2012_05/
POV Cate
Cate estava se arrumando no seu grande quarto na mansão de Viktor, até que alguém bate na porta.
– Senhora Madelieny? – disse uma voz esganiçada, do outro lado da porta.
– O que você quer Cristina? Porque veio me irritar agora? – disse Cate, abrindo a porta.
– O senhor Viktor a convoca para jantar –
– Diga a ele que já vou. –
– Mas... –
— Mas nada, vá embora Cristina! — disse e fechou a porta na cara da empregada.
Cate usava seu melhor vestido, era longo, preto, com mangas compridas, duas golas V: uma na frente e outra nas costas, também deixava seu longos cabelos castanhos presos num coque, que fazia seu rosto ficar mais atraente, junto com brincos e um colar de diamante que foram presentes de Viktor.
Ela resolveu dar uma volta e ir até seu lugar preferido, o jardim, antes de descer e ir jantar. Chegando no jardim, Cate se deparou com as novas flores, eram rosas vermelhas, misturadas com rosas brancas. Ela tinha ouvido Viktor falar alguma coisa sobre isso no almoço, mas não tinha ligado.
Enquanto ela lembrava do passado, junto com a brisa leve da noite e o aroma das rosas, o tempo foi passando, Cate foi olhando atraída para as rosas , e, quando menos esperava, ela arrancou uma rosa vermelha e apertou um de seus espinhos até que seu dedo começou a sangrar e as gotas de sangue foram escorrendo pelo seu braço até chegar em seu vestido, como lagrimas de sangue escorrendo em um rio de trevas.
POV Arianne
Arianne estava sentada em uma poltrona na biblioteca, lendo "O Conto de Duas Cidades" um livro de romance profundo e belo.
A cabeça de Aeron, seu labrador preto com olhos de chamas dançantes, estava descansando sobre seus joelhos, naquela calmaria da biblioteca, Arianne nem percebeu quando Rachel abriu a porta e gritou:
– Acorda pra vida, Ari! Ou senão chegaremos mais atrasadas do que a "Madame sedução" que está lá no jardim.
– Pare de me chamar assim, Rachel, você sabe que não gosto.
Arianne não sabia como Rachel podia ser tão animada, mesmo quando a ofendiam. Talvez fossem seus longos cabelos, castanhos, seus olhos azuis e seu vestido azul para combinar com os olhos, que passassem esta impressão. Ou talvez ela tinha uma animação de aço. Arianne nunca saberia.
– Me chame de Chel — antes de correr, Rachel virou e gritou – Vem logo, ruivinha!
Perto dela sou a pessoa mais feia do mundo, pensou Arianne, meus cabelos ruivos estão sempre embaraçados e meus olhos cinzas nunca expressam alegria.
Sem mais pensamentos ruins, ela acariciou Aeron atras da orelha, onde ele mais gostava, levantou da poltrona, se virou e correu, adentrando a escuridão sem fim do corredor.
POV Jonathan
Jonathan estava no meio do caminho para a sala de jantar, quando começou a sentir uma coisa estranha, uma grande dor de cabeça, então sua mente começou a apagar e se unificar em um flash. Essa não, ele pensou, lá vamos nós de novo.
" Uma grande guerra, muito sangue, muitas vidas perdidas, um beijo proibido, um líder caído, uma unificação forte, o amor entre duas metades, as trevas reveladas dentro da luz, uma maldição virando um dom, o final de uma guerra de milênios, um novo povo, a paz tão esperada, conquistada por meio da dor."
Jonathan acordou de seu transe, completamente chocado, pelo que iria ocorrer, precisava contar a alguém, então, aliviado ele avistou a irmã e Arianne a correr em sua direção.
– Aleluia, Joe! Pensei que estivesse morto — disse Rachel.
– Chel, você tinha razão, algo aconteceu, um pressagio muito forte. –
Jonathan contou a elas tudo que havia pressentido, as garotas ficaram pasmas e Rachel quase desmaiou, o clima estava tão tenso que eles nem notaram quando Cate chegou, com uma rosa no cabelo, e sangue seco da ponta do dedão até o final do vestido.
– Oi pirralhos, vocês não deveriam estar no jantar?
– Olha quem fala, a Madame sedução, rainha dos atrasos no jantar — disse Rachel
– Cale a boca pirralha, você calada é uma poetiza.
– Como ousa falar assim de mim sua...
– Parem! – gritou Arianne – e você, Jonathan, pare de babar!
– Como? — ele respondeu, completamente disperso.
– Vamos jantar então, queridinha. – concluiu Cate.
Sem mais delongas, eles desceram as escadas, e entraram na sombria sala de jantar, onde todos estavam sentados e haviam apenas quatro lugares, perto da cabeceira, onde estava sentado Viktor.
*** Jantar***
A mesa estava posta com as mais diversas variedades de frutas, saladas e carnes, naquele jantar em especial, a segunda cabeceira havia sido ocupada pela irmã de Viktor, Annie Black, ela só se parecia com Viktor pela cor dos olhos, negros como abismos, ao lado dela, havia uma garota de pele morena, com cabelos castanhos e olhos da mesma cor. A empregada Cristina esta na porta da cozinha e logo serviria as bebidas.
– Finalmente! – disse Viktor com um enorme sorriso, a voz dele era clara e familiar, sem precisar ser alta, ele não precisava elevar a voz para ser obedecido – Pensei que não viriam.
– Eu estava lendo – disse Arianne sentando ao lado direito de Viktor – Mas, afinal, qual o grande motivo que fez você vir jantar hoje?
– Bem, convidamos Ayanna para jantar – disse Annie, do outro lado da mesa.
– Uma novata? – disse Cate, sentando — se ao lado de Arianne.
– Não, na verdade, estou indecisa. – disse a garota, que provavelmente era Ayanna.
– Como a descobriu antes de Pamela ? – perguntou Jonathan já sentado ao lado esquerdo de Viktor, com Rachel ao seu lado.
– Não descobri, ela é empregada de um amigo meu, sua casa fica em frente de uma praça e ela encontrou Pamela lá. Mas, ficou indecisa e resolveu ver outras opções. – disse Viktor, lançando um olhar para Ayanna, como se ela fosse um livro que ele estava tentando entender.
– Quer dizer então, que a trouxe aqui para tenta — lá a ser uma de nós. – concluiu Rachel.
– Exatamente. – disse Jonathan – Agora podemos comer?
– Claro, esfomeado. – disse Annie – Cristina, sirva — nos!
A comida estava deliciosa, havia cordeiro na manteiga, arroz, salada de batata e eles poderiam escolher entre vinho e chá. Depois do jantar, eles comeram salada de fruta como sobremesa. Depois que todos terminaram, Viktor se levantou e disse :
– Senhorita Bennett, pode me acompanhar por favor? –
– Claro, sr.Black. – disse Ayanna, hesitante.
– Me chame de Viktor. – ele disse com sorriso tão afiado, que poderia cortar aço como se fosse borracha – Só de Viktor.
E, com essa deixa, os dois foram embora da sala de jantar, indo para a sala de Viktor.
POV Ayanna
A sala de Viktor era sombria, com um chão frio de mármore, toda decorada com quadros antigos e os moveis eram forrados com veludo vermelho antigo, provavelmente de 1836, por aí. Ele a colocou sentada numa cadeira na frente de sua mesa, e sentou numa poltrona atras.
– Então quer dizer que você é filha de Evelin Bennett, uma cortesã que morava numa mansão na parte pobre de Londres, que te abandonou quando era pequena e você foi viver com a velha Nana, que morreu pouco depois, então você teve que trabalhar como empregada dos Goram para se manter.
– Como sabe tanto sobre mim?
Ele sorri e diz:
– Eu tenho as minhas fontes. Então, Ayanna, ouvi dizer que você tem um dom muito especial, mas infelizmente , eu sou um homem muito cético e só acredito no que vejo. – Ele desliza um copo d'água pela mesa ate chegar a pouco centímetros de Ayanna, seus olhos negros brilhavam de divertimento – Que tal você me mostrar um pouco desse seu incrível dom?
Com um pouco de espanto Ayanna tomou o copo em mãos e se concentrou, então a água começou á sair. Primeiro ela subiu em forma gasosa, depois caiu em forma solida e voltou em forma liquida, dançando, para o copo.
Viktor mudou de posição na cadeira e ergueu as sobrancelhas.
– Impressionante, mas não surpreendente, com o tempo eu posso melhorar isso. – Ayanna ergueu o rosto para olha-lo, ele sim era surpreendente, os olhos negros pareciam mais dois abismos, o cabelo dele era um loiro bem claro chegando a quase ser branco, era completamente bem cortado, ele estava perfeito, o terno preto cabia perfeitamente nele, sem nenhuma falha em nenhum lugar, nenhuma maldita falha. Ao perceber que ela o encarava, Viktor abriu um sorriso divertido– Pode ir, Ayanna, nos vemos amanhã.
POV Leo
O corredor estava vazio, deviam ser umas onze horas da noite, Leo não conseguia dormir, então começou a andar, andar, andar, até que entrou numa parte que não conhecia da mansão, a parte, sem duvida, mais sombria, ele encontrou uma porta destrancada.
Leo abriu a porta e viu escadas, desceu, encontrou mais escadas, desceu, encontrou mais escadas, até que chegou na parte das celas. Ele ouviu passos, pessoas se aproximavam, desesperado e magricela, Leo se escondeu entre o armário de armas para tortura e a primeira cela.
– O prisioneiro não dura muito tempo, o mestre ordenou para aumentarmos o trabalho.
Ele estava chocado, havia alguém ali, o mestre provavelmente era Viktor, mas e o prisioneiro ? Quem era ele? A curiosidade estava matando Leo, andando cautelosamente pelo corredor escuro, apenas iluminados por inúteis tochas, que só deixavam o lugar parecer mais sombrio, na ultima cela, o cheiro metálico de sangue invadiu o nariz de Leo, logo ele viu um garoto completamente sujo de terra e sangue, absorto Leo observou o garoto até o próprio vê-lo o encarando.
– Quem é você – Disparou o garoto, mas a dor estava claro na sua voz.
Leo lutou contra o impulso de sair correndo.
– L-Leonard Mongerst, e-eu...
– O que você quer? – ele tentou se levantar, mas soltou um baixo grito de dor e caiu com tudo no chão.
– Ele o mandou aqui, não foi? Mas que maldito covarde. – ele começou a encarar Leo – Vamos! Fale algo!
– Quem é você? – disse Leo tentando manter sua voz estável.
– Então ele mandou um novato. Não lhe falou quem sou? Nunca vi tanta incompetência, mandar um cara magricela que não sabe o que fiz.
– Eu não vim fazer nada com você, só queria saber quem era você.
– Ah, você não é servo dele, se você fosse estaria usando alguma coisa mais útil que um pijama – Ele percebeu que algo saia do bolso de Leo – O que é isso, cordeiro na manteiga ?
– A quanto tampo você não come?
– Uma garota me trazia comida, mas uma noite ela me disse que Viktor havia mandado ela viajar para ver se encontrava mais pessoas.
– Então era isso que Hadassa fazia as noites. – mas Leo percebeu que o garoto olhava para o cordeiro – Eu ia comer mais tarde, mas você precisa mais do que eu.
– Meu nome é Heige North – disse o garoto enquanto terminava de devorar o cordeiro – Mas é melhor você ir os capachos dele já vão voltar.
Então ele ouviu passos se aproximando.
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