Escravos Do Dom - Fic Interativa
3 When The Darkness Comes
Notas iniciais
Pietro estava pensando em sua vida, como ele conseguia conviver com seu dom, controla — lo, salvar as pessoas que não podiam pagar um médico, até que ele conheceu a garota, começou a namora — lá, iam se casar, ela estava gravida, tudo estava perfeito, então mudou.
"Naquela noite Pietro estava voltando para casa com as alianças que acabaram de ficar prontas escondidas em um buque de flores, mas então ele chegou em casa. Ela o ouviu entrar e desceu correndo as escadas, mas quando chegou ao segundo degrau, tropeçou e foi rolando até o fim, desesperado, Pietro correu e fez o que pode, ela perdeu o bebê e não sobreviveu ao aborto, perdeu sangue demais, a policia começou a pensar que ele era o assassino, mas então Pamela deu um jeito de o tirar da situação e o levar para a mansão."
– Pietro! Pietro! Pietro, está me ouvindo? – a voz de Matias o fez acordar do devaneio.
– Me desculpe. – Pietro disse, um pouco tonto – o que disse?
– Eu disse que você precisa descer agora!
Matias nunca gritava assim se não fosse uma emergência, então Pietro resolveu descer rápido as escadas, quando chegou na sala, viu porque Matias estava nervoso. No meio da sala estava deitada uma garota com cabelos cor de gelo e um corte enorme na cabeça. Sentada ao seu lado estava Pamela, com um vestido azul claro simples, que destacava seus olhos azuis e com seus cabelos castanhos presos num coque.
– Que bom que está aqui, Pietro – diz Pamela, com um pequeno sorriso – agora acho que podemos iniciar o procedimento
Matias coloca a garota deitada numa posição confortável, então Pietro se aproxima e pressiona de leve o corte da garota, que começou a cicatrizar. Por um momento ela abre os grandes olhos vermelhos, mas, numa mudança repentina ela fecha os olhos e seu corte abre e volta a sangrar.
– Matias, leve-a para a enfermaria agora – ordenou Pietro desesperado.
A enfermaria era um quarto, que eles pegaram e colocaram macas, prateleiras cheias de remédios e três maletas primeiros socorros. Graças Deus, Matias era forte o bastante para trazer a garota até à enfermaria, que ficava no ultimo andar, onde eles iriam usar o procedimento avançado.
O procedimento avançado era assim, eles pegavam uma poção especial feita por Pamela e aplicavam no corte. Depois de terminar, Pietro tentou novamente e funcionou, mas dessa vez ela não abriu os olhos. Ele até pensou que não haviam conseguido salva-lá, então notou sua respiração leve.
— Bem, ela deve acordar em breve, deixe-mos ela descansar — disse Pietro
— É melhor eu ir avisar Pamela — Matias disse. —ela deve estar preocupada com nossa demora.
Então os dois saíram, seguindo seu caminho, por cada canto da mansão dos iluminados.
Beatrice acordou com uma enorme dor de cabeça, apalpou-a para ver se era era algum machucado, mas não encontrou nada. Ela tentou se levantar, mas sentiu uma enorme dor ao o esforço para ficar ereta e desmaiou.
Quando acordou, Beatrice se viu rodeada por três figuras: uma garota de olhos azuis e cabelos pretos, um loiro e outro garoto, com olhos verdes e cabelos castanhos.
— Você não havia me dito que ela fraturou a perna — disse a garota.
— Mas não havia fraturado — disse o garoto loiro, semi cerrando os olhos — Ela estava dormindo há uma semana, Matias acha que ela tentou levantar e tropeçou ou sei-lá, de qualquer jeito ela levou uma queda feia, quando a gente chegou aqui ela estava toda quebrada.
— Pietro, Pamela, discutimos isso depois. — disse o garoto moreno— Ela acordou.
Eles conversaram por horas, mas tudo que conseguiram resgatar de sua memória foi: " Meu nome é Beatrice Hoüsten, tenho 14 anos e meu dom é levitar objetos ", Matias sugeriu que quando os novos membros chegassem da jornada, eles começassem uma grande pesquisa para poder resgatar a memória da garota. Então ficou decidido assim.
— Vou chamar Ametista, ela será sua guia nos primeiros dias na mansão, depois você partira numa jornada e, provavelmente se tornará um jovem membro. — disse Pamela, saindo da enfermaria e descendo as escadas
— Antes que Ametista chegue.... — começou a dizer Pietro
— Antes que eu chegue o que, Pietro ? — interrompeu uma garota, que devia ser Ametista.
— Pietro só ia dar instruções para ela, se acalme! — disse Matias.
— Sim Matias, é claro que Pietro só ia dar instruções, só isso. — disse Ametista, completamente sarcástica.
Beatrice pigarreou, irritada.
— Calma, garotinha. — disse Ametista, fazendo parecer com que Beatrice tivesse seis anos. — Bem, sem mais delongas, vamos embora desta sala.
Antes de partirem, Pietro tratou de curar os ferimentos de Beatrice. Ametista estava muito impaciente, por isso, assim que ele acabou de curar Beatrice, ela a arrastou direto ao quarto.
— Pirralha, eu vou me arrumar e depois eu e minha irmã viremos aqui te ajudar. — concluiu Ametista, e então fechou a porta na cara dela.
Mais ou menos meia hora depois, Ametista entrou no quarto de Beatrice, seguida por uma outra garota idêntica a ela, antes que Beatrice pudesse perguntar o nome da outra garota, a menina se adiantou e disse:
— Olá! Meu nome é Safira, você deve ser a Beatrice. — disse a garota, dando um enorme e gentil sorriso — Minha irmã disse que você era bonitinha, mas você é muito linda! Vamos te arrumar logo para você poder e comer, já que está dormindo a uma semana, deve estar com muita fome!
Era verdade, Beatrice estava morta de fome, mas não queria admitir, pois era falta de educação. Ela sorriu envergonhada para Safira, que por sua vez, era bem mais gentil que a irmã.
— Chega de moleza e vamos arrumar essa menina! — gritou Ametista — Safira você cuida da roupa e eu da maquiagem.
— Claro! Vamos ver... Esse! — disse Safira, tirando do armário um vestido rosa todo decorado com laços dourados e sapatos do mesmo jeito — Vai ficar perfeito em você!
— Nem pensar! Pegue algo mais básico, elegante e simples! — respondeu Ametista, quase louca pela escolha da irmã
— Simples, elegante e básico... Já sei! — Safira tirou do armário um longo e liso vestido vermelho sangue, com sapatos da mesma cor — esses servem?
— Claro! Este é perfeito! — disseram Ametista e Beatrice em uníssono.
Assim que Beatrice terminou de se vestir, Ametista tratou da maquiagem, colocou na garota um batom vermelho ( para combinar com olhos e a roupa) e prendeu os longos cabelos cor de gelo dela em um coque. Ela também colocou em Beatrice um perfume francês esquisito, com cheiro de rosas pegando fogo. Ametista, rudemente,apertou as bochechas de Beatrice, reclamando que ela estava muito pálida.
As três desceram até o sala de jantar, onde todos os membros do bem presentes olhavam para Beatrice como se ela fosse uma tela branca manchada de sangue.
*** Jantar ***
Todos estavam quietos, nem parecia que havia gente esperando para comer, aquela mansão era muito pura mesmo. Cada um esperava em silencio a hora da comida, pois era falta e educação reclamar da demora.
Logo a cozinheira Minnie chegou com os pratos. Todo mundo comeu salada na entrada, peru assado no prato principal, eles podiam escolher vinho, limonada ou chá para beber. A sobremesa foi bolo de morango com chocolate.
Só era permitido conversar depois que todos acabassem de comer, todos pensavam que deviam mudar os costumes, mas... Quem tinha coragem de falar isso com a líder?
— Vamos dar as boas vindas ao nosso mais jovem membro, Beatrice Hoüsten! — disse Pamela Boise da cabeceira.
— Viva! — gritaram todos, menos Ametista .
— Temos boas notícias, estamos desenvolvendo a cura para a doença de Elizabeth! — disse Matias da segunda cabeceira.
— Calma, tem mais! A poção já está quase concluída — falou Pietro Collins, sentado ao lado de Matias.
Todos começaram a comemorar, uma rodada de bebida extra foi dada para todo mundo, e até mesmo Beatrice, que não fazia nenhuma idéia de quem era Elizabeth, começou a aplaudir e festejar, parecia que alegria de todos naquela casa era contagiante, como se eles não tivessem nenhuma preocupação, nada com o que perder a cabeça. Qualquer pessoa que morasse lá se ajustaria rapidamente com os sorrisos, risadas e passos que preenchiam a mansão dos "iluminados". Tudo era perfeito lá.
Perfeito demais.
— Um brinde — disse Charlotte — a toda a sorte que temos tido hoje, e que ela se repita amanhã.
Os membros brindaram e subiram para seus aposentos.
Ametista corria para os jardins, apressada para poder encontrar a irmã, a brisa fria da noite batendo em seu rosto e bagunçando seus cabelos, se misturando com sua respiração ofegante e quente, a lua espalhava sua luz prateada pela mansão com as estrelas reluzentes ao seu lado.
Safira não voltara aos aposentos após o jantar e ela só podia estar em um lugar.
E lá estava ela, sentada ao lado de uma cesta de flores, orando para que a missão dele desse certo. Quando Ametista parou ela estava arfando e teve que esperar um pouco até poder falar.
O namorado de Safira era um instrutor sênior (encarregado de trazer os novos membros para a mansão e acompanha-los em sua jornada em campo), todas as semanas, ela escolhia um dia para rezar para que sua missão desse certo.
— Safira, não chore — disse Ametista, acariciando os cabelos loiros e cacheados dela, ela só era gentil com a irmã — Ele vai voltar, te prometo.
— Mas, se algo der errado... — disse Safira aos prantos, os olhos brilhando por causa das lágrimas — Você sabe o que aconteceu com o ultimo instrutor sênior.
Pensar no que acontecera a Ben Boise era terrível, quando ele voltou, estava quase louco, não podia se dizer nem uma palavra que ele se batia ou chorava. Ele estava muito perturbado, mesmo quando seus momentos de loucura passaram, Ben não falava com mais ninguém, exceto sua noiva Elizabeth, mas pouco depois ela entrou em coma. Todos na mansão tinham ódio de Viktor, depois do que ele fez com Ben... Isso apenas piorou a situação.
Ametista se recusava a pensar que a mesma coisa acontecesse ao namorado de sua irmã. Mas, uma vez, ela ouvira falar que ter pensamentos negativos só fazia as coisas negativas acontecerem. Então, teve uma idéia para animar sua irmã.
— Vamos, você precisa se animar, pare de chorar e venha. — disse Ametista, tirando os cabelos loiros da frente da face de sua irmã e enxugando-lhe as lagrimas — Eu tenho uma idéia.
Safira não acreditava no que a irmã pretendia fazer, mas resolveu ir atras dela.
Elas usavam mantos negros, para esconder os rostos, mulheres não poderiam sair aquela hora da noite nas ruas de Londres. Por algum milagre, o céu estava aberto e a luz da lua iluminava a cidade.
As irmãs andavam rapidamente para não atrair muitos olhares na rua. Safira podia jurar que Ametista ia hesitar e voltar para a mansão, mas não foi o que aconteceu.
O Big Ben tocou a 12ª badalada, e elas souberam que estavam chegando. Andaram meia hora até que encontraram o pequeno hotel.
Aquele hotel era simplesmente repugnante, o cheiro de cerveja foi percebido á uma quadra, as irmãs torceram o nariz, ele era simples e estava caindo aos pedaços, nenhuma boa moça entraria ali.
E como elas imaginaram, o recepcionista não estava acordado ás 00:30. A partir dali foi fácil roubar o livro que continha o nome e o número do quarto dos hóspedes.
Não demoraram muito para achar o nome dele, pegar a chave reserva do quarto e correrem para o segundo andar, e entrarem no quarto sem bater. A surpresa do rapaz foi tamanha que ele derrubou o copo de vinho no chão.
— Oi, querida.
Charlotte deve ter acordado todos com aquele grito. Mas o que ela podia fazer, se o susto que tomou foi enorme?
Mas, tomando do começo, o que aconteceu foi o seguinte: Como sempre, Charlotte acordou 10:30, se vestiu e foi chamar Ametista e Safira. Chegando no quarto de Ametista, bateu 3 vezes, como ela não atendeu, Charlotte resolveu chamar Safira. Mas aí uma coisa estranha aconteceu, ela encontrou a porta entre aberta, quando entrou ficou surpresa. Safira não havia estado ali na noite anterior. O único rastro dela foi um bilhete em que estava escrito:
" Charlotte,
Sabemos que você está lendo isso porque vai ao quarto de Safira todas as manhãs. Nós fugimos porque eu não agüentava mais ve-la daquele jeito. E o único modo de cura-lá era fazendo o que tinha que ser feito. Nós pretendemos voltar á mansão logo, mas não podemos assegurar. Tudo o que lhe podemos assegurar é que chegaremos lá bem, e que Safira estará mais feliz quando voltar.
Até breve,
Ametista."
Ela entrou em desespero, Ametista havia lhe dito algo sobre isso, mas Charlotte achou que era brincadeira. Mas que erro enorme ela cometeu! Ela devia saber que Ametista nunca fala algo só por falar!
Como se não bastasse, nessa hora, Charlotte fez mais uma besteira. Ela ficou tão assustada que gritou, e acabou acordando Pamela, que, por mais anormal que fosse, desceu irritada.
— Eu. Você. Na minha sala. Agora.
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