Escolhida

40 Tirando informações.


Notas iniciais
Oi lindas! Desculpem a demora do capítulo. Estou em semana de prova e trabalho de faculdade e isso está me consumindo em uma pilha de nervos, espero que compreendam.
Sobre o capítulo...ele será Pov Edward e não esperem que ele seja bonzinho em tudo, ok?
Ah eu já ia me esquecendo, eu quero agradecer a Ness e Gabriela Lopes por indicar essa fic, obrigada! Valeu meninas! Esse capítulo é especialmente para vocês, espero que gostem.
Agora vamos a estória...

Pov Edward.

Greta me seguiu até o carro com passos pequenos. Eu não precisava do dom de Jasper para saber que ela estava desconfiada de minha aquisição a sua presença.

Quando eu havia chegado ao seu quarto seguido de Jasper, dizendo que eu precisava de seus serviços e que ela deveria me acompanhar, dizer que ela foi surpreendida pelo meu pedido seria um eufemismo. Em todos esses anos que ela tinha servido Klaus eu jamais pedi seus serviços ou sequer ficado no mesmo ambiente que ela por mais de dez minutos, porém ela me acompanhou sem alarde.

Eu deveria ser grato o modo que Klaus parece exercer sobre seus subordinados, eu acredito que a influencia que Jasper estava lançando em sua direção, também ajudava.

“Edward você não precisa vir junto. Eu posso fazer isso sozinho.”

– Não, eu irei. – eu sussurro de forma quase inaudível.

“Klaus não vai gostar de ser deixado de fora”. Suspiro. “Mas não acho que ele ficará zangado por muito tempo conosco.” Ele deu um sorriso pequeno.

– Não, não vai por que... – eu volto a sussurrar.

“Porque prometemos ficar juntos e unidos para sempre e...”.

– Sempre. – eu termino a frase, meus pensamentos sendo varridos para essa promessa feita há tanto tempo atrás.

Flasch back on

Eu olhava de forma divertida Klaus e Jasper duelar entre si com suas espadas.

Muitas meninas pararam de longe para olhar.

– Eu aposto 20 em Klaus. – Diz Damon, cutucando-me com o cotovelo.

– Eu aceito sua aposta e... – ele me olha especulador, era de conhecimento comum que Klaus nunca perdia seus combates. -... Se Jasper ganhar, você me apresenta a linda morena que falava ontem.

– Tatiana? – ele diz com um sorriso. – Ok, meu pequeno irmão, feito.

É claro que isso seria uma aposta fácil, visto que a vitória de Jasper havia sido combinada com Klaus, porque ele queria impressionar uma menina e pelas reações que ele arrancava dela, eu diria que ele tinha chamado sua atenção.

Com alguns atritos entre suas espadas e alguns movimentos Klaus se encontrava no terreno.

Aplausos se fez ouvir e em instantes morreram e as pessoas se afastaram com medo e receio.

Eu conhecia bem o olhar.

Meu pai havia chegado e pela sua expressão ele não estava com um bom humor e não apreciara a cena diante de si.

Ele pega a espada de Jasper com brusquidão e vai em direção de Klaus que se levanta rapidamente.

– Por que não me ensina jovem guerreiro?

– Pai nós só estávamos nos divertindo. – Klaus tenta se justificar. Eu dou um passo à frente, mas Damon me segura pelo braço, restringindo meus movimentos com um leve aceno negativo.

Eu baixo meus ombros. Eu não posso interferir, isso só aumentaria a raiva de nosso pai e o incitaria mais em sua fúria contra Klaus.

– Lutamos pela nossa sobrevivência. E encontra tempo para diversão? Eu quero me divertir! Ensina-me! Vamos! – nosso pai diz enquanto brande sua espada com fúria.

– Pai, não foi nada... – Klaus desvia do golpe de espada proferida e se defende de mais dois ataques antes de cair no chão. Em nenhum momento Klaus revida os ataques proferidos pelo nosso pai.

– Você é tolo e impulsivo, meu garoto. O que? Acabaram as risadas? – ele diz e passa olhando de relance cada um de nós, minha respiração engatada em minha garganta.

– Já mostrou o que queria Mikael. — diz nossa mãe sempre a pacificadora.

– Em alguns dias... É um milagre que ainda esteja vivo. Garoto. – ele resmunga encarando Klaus, enfatizando o ‘garoto’ em zombaria, antes de seguir nossa mãe.

Um pesado e tenso silencio se formou diante de sua saída.

– Vem. – diz Damon, dando um leve empurrão em meus ombros com os seus. Eu olho confuso, porém o sigo. – Não queria conhecer a linda morena? Bem, eu acho que Klaus aqui, pode fazer as honras, não é mesmo Klaus? – Damon diz, ganhando a atenção de Klaus que ainda olhava na direção que nossos pais haviam seguido. — Afinal, quem melhor para apresentar Tatiana se não àquele que a conhece tão intimamente. – ele diz malicioso batendo no ombro de Klaus, desfazendo o clima tenso que havia sido erguido até então. – Acho que nosso menino está crescendo. – provoca Damon, eu sinto meu rosto esquentar ao ver que as palavras de Damon não foram perdidas por Tatiana que nos olhava um tanto corada e divertida ao me fitar, no qual eu amaldiçoo Damon que apenas ri.

Klaus me olha com surpresa.

– Oh, eu vejo. Então meu pequeno irmão, já está com interesses em meninas? – Klaus diz divertido, mas seus olhos conta outra história. – Venha eu vou lhe apresentar Tatiana. – ele diz me puxando pelos ombros em direção à menina que conversava em cochichos com nossa irmã a poucos metros de distancia.

Eu voltei àquela tarde para casa com um grande sorriso de satisfação. Graças a meu primeiro beijo com uma linda morena um tanto faceira, chamada Tatiana.

Damon me olhava com um sorriso matreiro e eu me senti ruborizar o que o fez gargalhar em alto e bom som. Como eu queria arrancar aquele sorriso de seu rosto.

– Por mais que eu queira saber o que aconteceu entre você e Tatiana, temo que não tenha tempo. Nosso pai convocou uma reunião com toda a comunidade.

– Qual é o motivo da reunião?

– Como se ele nos dissessem. – ele responde com sarcasmo. – Mas acredito ter uma ideia. – ele diz apontando para o céu.

– Hoje é noite de lua cheia.

Depois da reunião eu me encaminhei para casa e me tranquei no quarto e passei a escrever uma carta para Tatiana, com intenções de leva-la a um passeio. Depois de escrita, eu precisava de alguém para entrega-la. Mas quem?

Rebekah. Ela iria passar a noite na casa de Tatiana, já que eram amigas e nosso pai havia concordado que ela passasse a noite fora, mesmo sendo noite de lua cheia, o que foi uma surpresa para todos nós.

Rebekah era a única que Mikael mostrava interesse, nem mesmo nossa mãe parecia receber o mesmo tratamento.

Eu fui até o seu quarto, encontrando ela escrevendo seu nome na cabeceira da cama com um pequeno punhal.

– Bekka!

– Quieto Edward! Preciso me concentrar para não arrancar um dedo.

– O pai não gostará de você usar um punhal.

– Se quero empunhar um punhal, então devo empunhar um punhal. O pai não precisa saber. – Rebekah me diz com ar superior.

– Ele descobrirá. Sempre descobre.

– Porque você sempre conta.

– Não consigo evitar, ele me assusta.

– Ele assusta todos nós. É por isso que ficamos juntos, sempre e sempre. – ela diz amável. — Certo traidor? – Diz ela com um sorriso provocador.

– Certo. – Eu sorrio de volta.

– Aqui termine, eu vou ajudar a mãe com a refeição.

– Sim. Vá ajudar com o jantar. Deixe os punhais para os homens, irmãzinha. – eu a provoco.

Ela me dá o punhal, fazendo um leve corte em minha mão.

– Bekka! – eu reclamo.

– É só um pouco de sangue. Seja homem. Soube que é um menino crescido. – ela diz zombeteira.

– Espera. – ela para e me olha. – Você poderia entregar essa carta para Tatiana? Por favor?

– Hunf! Só faltava você. Primeiro Klaus, depois Damon...

– Bekka. – eu a repreendo com meu melhor sorriso.

– Ok, mas fica me devendo uma. Eu vou querer um vestido novo por isso.

– Mas eu acabei de te dar um vestido. – Eu aponto para o vestido que ela usava.

– Ah não. Esse foi por não dizer ao papai sobre aquela garrafa de Whisque que você e o Jasper quebraram.

– Sua chantagista de... Ok, eu lhe dou outro vestido. – eu digo em derrota, deixando escapar um sorriso quando ela beija minha bochecha antes de sair rindo com sua futura aquisição.

Eu balanço a cabeça. Meninas.

Após o jantar, eu peço lincensa aos demais e me recolho ao meu quarto, acordando somente no dia seguinte com minha mãe me sacudindo em desespero.

Klaus e Joshua não se encontravam em casa e segundo suas palavras ela não os tinha visto desde o jantar e logo ela me pede para buscar Rebekah.

– Onde está Rebekah?- ela me pergunta, torcendo as mãos uma na outra a me ver regressar.

– Eu não sei mãe, eu fui até a casa de Tatiana e ela não estava lá, e pelo que Tatiana disse, ela não passou a noite em sua casa.

– Seu pai está vindo, não diga nada a ele. – ela me pede aflita ao ver meu pai se encaminhando em nossa direção com Jasper e Damon ao seu encalço.

Pela expressão de Jasper, eu podia ver que eles tiveram uma nova briga, e pela condição de sua camisa a ‘briga’ não ficou somente em trocas de palavras. Era obvio que meu pai havia batido em Jasper. Meu pai, no entanto, tinha sua roupa intacta e nesse momento eu sabia... Mesmo sendo agredido, Jasper não o tinha agredido de volta.

Porém sou retirado de meus pensamentos com as palavras seguintes de minha mãe.

– Por favor, Edward. – ela me diz com suplicas em seus olhos.

Eu a olho em seus olhos assustados e dou um pequeno aceno em concordância mesmo sem saber ao certo o porquê de não se poder dizer sobre o sumiço de Rebekah.

Eu tinha ouvido rumores pela comunidade sobre um possível romance entre Rebekah e um dos rapazes da família Salvatores. Mas seria verdade?

Acho que seu nome era Stevan ou seria Stefan? Olhando a aflição nos olhos de minha figura materna eu me pergunto se nossa mãe sabia de algo, eu tinha minhas desconfianças de que ela ajudava Rebekah em seus recentes sumiços e nesse momento eu podia imaginar o que devia a seus sumiços.

Pobre rapaz! Se isso vim de conhecimento para nosso pai seria sua morte. Rebekah era a sua garotinha, ela era a única que o grande Mikael agia de forma quase carinhosa.

– Edward... — ela sussurra como se quisesse reafirmar que eu iria atender seu pedido.

– Tem minha palavra. – eu sussurro de volta, pouco antes de meu pai e meus irmãos parem a nossa frente.

Seus olhos brilham por um instante antes de voltar a seu brilho opaco e meio sem vida. Ela era a imagem de uma mulher que era oprimida, mas que há muito tempo havia aceitado seu destino.

– E então acharam ele? – meu pai pede olhando para mim.

– Nenhuma noticia de Klaus...

– Eu não estou perguntando de Klaus. – ele interrompe irritado.

– Não está preocupado com ele? Não temos noticias dele desde a noite passada, ele também é seu filho. – eu digo com aborrecimento e irritação devida à falta de cuidado demonstrado pelo meu pai a seu filho mais velho. — E se fosse eu... – minhas palavras são interrompidas com brusquidão.

– Minha preocupação está em Joshua. O que o povo vai dizer, se eu como um dos lideres da comunidade não sabe onde seu filho mais jovem está?

– Então você não está preocupado com a segurança dele, mas sim o que o povo vai dizer. Então é isso? Orgulho? E a segurança de Klaus? – era difícil para eu enxergar que meu pai não ligava para um de seus filhos. Eu tentei negar varias vezes, mas diante de mim estava um homem que não tolerava ser contrariado e acreditava firmemente que suas ordens deveriam ser seguidas sem nenhum argumento.

Meu pai estreita seus olhos em minha direção diante de minha pequena explosão. Era a primeira vez que eu o questionava e levantava a voz para ele.

– Parece que alguém mais está seguindo o caminho de seus irmãos mais velhos. – ele diz mordaz olhando para Damon antes de desembarcar seus olhos em mim.

– Mikael... – nossa mãe começa a dizer, para abrandar sua ira que estava para eclodir a qualquer momento, quando Klaus entra em nossa linha de visão com um corpo em seus braços.

Joshua.

O que se seguiu se passou como em um borrão. Houve choros e gritos.

Procuramos Rebekah, mas não a encontramos. Somente ao anoitecer, quando achamos que não a encontraríamos mais, nosso pai entra em casa com um vestido ensanguentado em suas mãos. Quatro homens entram logo após ele, segurando um caixão.

Meus olhos se encheram de água diante de seu significado.

Eu reconhecia o vestido, eu mesmo o dera a Rebekah.

Minha irmã estava morta.

Depois de escutar o estado que seu corpo foi encontrado. Não tivemos coragem ou condições de abrir o caixão. Não que houvesse muita coisa para ver, segundo as palavras de nosso pai.

– Vocês não querem levar essas lembranças com vocês, é melhor que permaneça fechado. – ele havia dito quase que carinhosamente. Era a primeira vez que ele considerava nosso bem estar.

– Você... – Nossa mãe diz com raiva em direção ao nosso pai.

– Não agora, Esther. – ele diz autoritário com sua voz sibilando de raiva.

Ela se cala e deixa um soluço escapar antes de voltar a ficar junto ao caixão de Joshua que agora se encontrava ao lado do de Rebekah.

Klaus está mais abalado e de forma trôpega chega próxima ao caixão de nossa adorada irmã com intenção de abri-lo, sendo impedido por nosso pai antes mesmo que ele o possa fazê-lo.

– Já não acha que você já fez estragos suficientes para um único dia? – ele rosna para Klaus que recua diante das palavras duras. – Já não basta ter matado seu irmão mais jovem e agora quer traumatizar todos com mais sofrimento? Rebekah está irreconhecível, quase nada sobrou dela. – Klaus parecia está levado tapas a cada palavra proferida. — Não acha que seus irmãos merecem pelo menos levar na memoria de sua irmã quando viva e cheia de alegria e juventude?

– Pai...

– Nenhuma palavra Jasper, você é outro tal qual seu irmão. Vocês dois estão levando seus irmãos para o mesmo caminho. – ele diz apontando em Damon e eu.

– E que caminho seria esse, pai? – incita Damon com as mãos fechadas em punho junto ao corpo.

– Ora, seu moleque, como ousa me questionar?

Antes que nosso pai de um passo em direção a Damon, seus braços são restringido por Klaus e Jasper.

– Acho que o melhor a fazer, é que todos se acalmem. – diz Jasper apaziguador, o que parece funcionar de alguma forma.

– Solte-me. – nosso pai ordena, e sai pela porta da frente de forma tempestuoso, pela primeira vez, nossa mãe não o segue.

– Vocês tem que me prometer que haja o que houver permanecerão unidos. – diz nossa mãe que nos faz olhar confuso diante de seu pedido. – Prometam. – ela ordenou quando nenhum de nós se manifestou.

– Eu prometo. – todos disseram ao mesmo tempo. Seu rosto suavizou e logo depois ela subiu para seu quarto para espanto nosso que ainda esperava ela para seguir nosso pai.

– Vai ficar tudo bem, eu prometo que ficaremos unidos para sempre. – Klaus me diz em um abraço afetuoso, no qual eu retorno com o mesmo carinho. Com palavras de sempre e sempre nos lábios de meus outros irmãos.

Flasch back off.

O barulho do celular de Jasper me tira de minhas lembranças.

“É Alice. Ela pede para me encontrar com ela. Parece importante. Você pode lidar com isso sozinho?”

Eu apenas inclino a cabeça de forma positiva.

– Jasper não irá conosco? – Greta pergunta ao vê-lo se encaminhar para o outro carro a poucos metros de onde o meu se encontrava.

– Não. – eu não ofereço nenhuma explicação a mais e ela não me pede.

Eu a ouço gemer e esfregar a perna uma na outra. Eu olho Jasper confuso.

“Eu só mandei mais uma onda de luxuria em sua direção, isso deve facilitar as coisas. Lembre-se, tente seduzi-la, ela não vai abrir a boca em um confroto direto.” – Ele sorriu maldosamente.

Depois de ambos instalados no carro eu o coloco em movimento sem ter em mente para onde exatamente leva-la. Até que uma idéia me surge.

– Corrigiam-me se eu estiver errado, Greta. Imagino que você é uma bruxa poderosa e que tenha bastante experiência já que serve a Klaus há tanto tempo, imagino que fazer feitiços não seja de grande dificuldade para você.

Eu tentei ler seus pensamentos diante de minhas palavras, mas ela me bloqueava, mas eu podia ver seus olhos brilharem em surpresa e seu corpo relaxar visivelmente, apesar de seu estado de excitação ainda preencher o ar.

– Que tipo de feitiço está buscando?

– Bem... Um tipo de feitiço que me tire desse relacionamento um tanto conturbado. – eu pauso, para que minhas palavras se afundem em sua mente.

Eu tinha que tomar cuidado com minhas palavras se eu quisesse saber até que ponto ela estava envolvida nos recentes ataques e que tipo de perigo ela representava a Bella.

– Pensei que gostasse de sua Escolhida.

– Eu gosto. – O que seria o eufemismo do ano. Pensei ironicamente. – Contudo, eu não estou certo se ela é o certo para mim ou aos meus irmãos.

Eu passo levemente minha mão em sua perna em uma caricia. Eu ouço seu coração ignorar uma batida.

Ser atencioso e se mostrar interessado na figura ao meu lado estavam cobrando um pedágio sobre mim. Minha paciência estava sendo testada no limite.

Eu paro o carro e desço rapidamente fazendo o contorno.

Greta não ofereceu nenhuma resistência quando eu a empurrei contra o carro, acariciando ela, mesmo com seu olhar surpreso, em nenhum momento ela recuou diante de meus avanços, que felizmente não foi preciso muito, ela ainda se encontrava bem desperta com a última onda de luxuria mandada por Jasper.

Eu sabia que tinha que ter falado com Klaus antes, mas sei que devido aos acontecimentos recentes e a recém-descoberta de que nossa irmã estava viva o tinha deixado estressado e se ele soubesse dos pensamentos de Greta, Klaus poderia mata-la sem um segundo pensamento. Eu queria mata-la. O que não era prudente, no entanto.

Algo me dizia que ela sabia dos recentes acontecimentos e eu queria respostas e por experiência, eu sabia que a Greta não falaria se fosse confrontada e eu não podia contar com meu dom de ouvir seus pensamentos, visto que elas os bloqueava com eficácia.

Meus pensamentos volta a presente situação ao ouvi-la gemer, esfregando seu corpo contra o meu.

– Eu nunca pensei que me achava atraente, Edward. – ela diz, eu acredito, em uma voz que tinha o proposito de ser atraente e sexy.

– Como poderia não notar? Eu só não me aproximei antes por causa de Klaus... – eu digo desviando de seus lábios que se aproximava dos meus e voltando a beijar seu pescoço.

– Vocês parecem não ter problemas em dividir aquela menina. – eu me forço a não demonstrar desagrado diante de suas palavras ditas com desdém.

– Como pode ter notado, Isabella é apenas uma menina, e eu preciso de uma mulher, compreende Greta? – eu indago pressionando ela contra o carro, meus lábios bem próximo de seu pescoço, enquanto acaricio sua coxa. Eu escuto seu coração engatar em uma corrida e eu podia cheirar sua excitação que me deixava nauseado a cada minuto.

Fico feliz em saber que por não ser mais humano eu não ingeria alimento ou certamente eu o teria colocado para fora.

Eu me perguntava como foi que Klaus e Damon um dia a acharam atraente mesmo que tenha sido por um momento apenas.

– Diga-me Greta que você pode fazer um feitiço para desfazer isso. – eu digo roçando meus dentes em sua orelha, ganhando mais um gemido em resposta. Suas mãos avidas já trabalhando em minha camisa. Ah, não eu não iria chegar tão longe. Eu seguro suas mãos, afastando elas de meu corpo, imobilizando seu corpo com o meu.

– Não existem feitiço para desfazer isso, vocês são companheiros de alma. Eu procurei. Mas...

– Mas? – eu questiono pressionando meu quadril contra o dela.

– Se ela morrer...

Eu paraliso diante de suas palavras por um segundo afrouxando a força exercida em seus braços ao ouvir seu gemido de dor.

– E como seria isso? – eu me vejo perguntando, afagando ela.

– Se ela fosse forçada a ter intimidades com vocês ou mesmo se alguém a matasse. – ela sussurra se contorcendo por baixo de mim para obter mais informação que eu não estava lhe fornecendo.

Se ela esperava obter prazer, ela seria decepcionada.

– Não acho que alguém seria capaz de mata-la.

– Eu não teria tanta certeza, segundo Alice...

– Alice? – Greta parece vacilar aparentemente mais sóbria e com seus sentidos mais sobre controle. Eu pressiono mais seus braços. Um som de algo se quebrando se faz presente.

Seu grito de dor não ameniza minha ira que agora emergi com toda força.

– O que Alice tem haver com isso? – cheiro de sangue enchem minhas narinas. Mas nem isso abrande a força exercida em meu aperto férreo.

Uma dor de cabeça excruciante me faz soltá-la momentaneamente.

– Terá que fazer melhor que isso Greta. – eu digo me refazendo rapidamente de seu ataque a minha mente. Eu a pego pelos ombros firmando ela a minha frente. Eu posso sentir seus ataques, mas eles não surgem o mesmo efeito que o primeiro. – Agora me diga o que eu quero saber.

Seus lábios são uma linha fina e seus olhos brilham de lagrimas de dor e ódio. Eu deveria saber. Ela não iria facilitar como eu pensei inicialmente. Eu viro seu pescoço em um ângulo no qual eu teria livre acesso.

– Você não pode fazer isso. Klaus jamais permitiria...

– Se Klaus estivesse ciente de seus pensamentos, isso era o mínimo que ele faria a você. Ambos sabemos que ele a mataria sem sequer pensar sobre isso, no entanto, apesar de querer a mesma coisa, eu quero respostas. Você vai dá-las a mim? – eu praticamente rosno em sua direção. Nenhum som sai de sua boca. – Foi o que pensei. Isso não será agradável para mim, mas para você será mil vezes pior. – eu digo antes de afundar meus dentes em seu pescoço, ignorando seu grito de dor.

Eu tinha o conhecimento que a mordida de um vampiro podia ser prazerosa ou podia ter o efeito oposto, nenhuma palavra poderia descrever tal dor, o mais próximo que eu já tinha escutado seja na mente ou nos lábios de alguém é que era como se sua alma estivesse sendo rasgada a parte e pelos gritos de Greta, acredito que se encaixava bem na descrição.

Outra coisa que uma mordida de vampiro podia fazer era fundir as mentes, seja daquele que mordia como aquele que era mordido. Por esse motivo os vampiros eram rápidos em se alimentar, pois só aceitava dividir seus pensamentos mais profundos com seus companheiros.

Eu protegi minha mente para que assim Greta não tivesse acesso a ela e fui me levando a seus pensamentos profundos. A cada pensamento acendendo mais minha raiva e sem perceber afundando meus dentes ainda mais em seu corpo.

Seus gritos se havia algum, era ignorado por mim, que estava muito concentrado em seus pensamentos.

Eu me sentia enojado a cada pensamento lascivo que ela tinha sobre nós, seus pensamentos e planos para ver a Bella sendo morta ou mesmo violentada por algum de nós, sua inveja, sua tentativa de envenenar Bonnie. Quanto mais longe eu chegava a suas memorias, eu me sentia mais revoltado com a mulher em meus braços. Mas para meu desgosto, ela não tinha conhecimento sobre os ataques recentes o que me levava a Alice.

Eu podia ouvir seu coração começar a fraquejar, mas eu não me importei. Para mim, ela morreria agora.

– Desculpe, mas não poderei deixa-lo fazer isso. – eu escuto uma voz familiar.

Eu largo o corpo inerte em meus braços, que cai no chão com um gemido quase inaudível. Antes de me virar e ficar de frente com...

– Pai?

– Olá filho. Tenha bons sonhos. – eu o ouço dizer antes que uma dor se forme em meu peito, no qual repousa uma adaga de prata e eu caio na escuridão.



Notas finais
Espero que tenham gostado.É não foi dessa vez que a bruxa se deu mal...que pena rsrsrsrsrs Beijos e até o próximo capítulo.
ps: Só para não dizer que eu estou sendo malvada, eu vou adiantar que o Edward não está morto, só em sono profundo por assim dizer rsrsrsrsrs E para aquelas que estão se perguntando quais habilidades nossos vampiros tem, eles serão apresentadas aos poucos nos próximos capítulos. Eu não irei resumir em um único capítulo, para que assim não fique parecendo um manual de instruções, ok? Beijos.