Escolhida
48 Sendo tratada como criança.
Notas iniciais
Agora vamos à estória....
Pov Bella.
Você já teve um daqueles dias quando você só sabe que a merda vai bater no ventilador? Aconteceu de eu estar tendo um exatamente assim, que realmente me deixava puta com o fato de não saber o porquê de tal sentimento. Quer dizer poderia acontecer mais alguma coisa nesse dia que poderia piorar as coisas?
Eu olhei o cenário a minha frente.
A casa que antes parecia imponente estava totalmente destruída. Não havia nada a ser salvo ali. Eu tentei fazer o meu melhor para ignorar os vários corpos de lobisomens no chão. Eu não queria nem pensar no sangue ou o cheiro que impregnava o ar. Parecia meio irônico que eu sendo companheira de quatro vampiros tivesse repulsa somente pelo cheiro de sangue... Mas de forma inexplicável eu não me senti assim ao vê-los beber meu sangue ou ao tomar seu sangue... Uma coisa para se pensar.
Jasper apoiava sua mão em minhas costas me guiando por entre os corpos e logo à frente Edward abriu a porta de seu volvo que por um milagre não havia sofrido nenhum arranhão durante a destruição que havia se formado em sua volta, me acomodando no banco de trás.
O caminho para casa de Peter foi quase feito em completo silencio, quebrado apenas quando eu perguntei quem é Peter.
Jasper me explicou que Peter era um daqueles que ele havia criado ou transformado se assim preferir em vampiro. Segundo ele Peter tinha um dom peculiar. Ele sabia das coisas.
– Como um vidente?
– Não. Ele não tem visões ou coisa do tipo. Ele apenas sabe... Como você parece saber às vezes. – ele disse tendo seu corpo voltado para mim, me olhando curiosamente.
– Bella? – Eu olhei para Edward ao ouvi-lo chamar meu nome. – Como é que você sabia que tínhamos que sair de lá?
Como eu sabia? Oh! Como eu podia dizer sem parecer uma maluca?
Você não é maluca.
Se alguém me dissesse que ouvia vozes dentro de sua cabeça eu pensaria que era maluca.
Você não é maluca.
Sei. E não sou eu tendo uma discursão em minha própria cabeça. Eu pensei ironicamente.
– Eu... Eu tive um... Sentimento. – eu digo incerta. Oh grande! Um sentimento era melhor do que dizer que escutava vozes. – Acho que foi... Eu não sei. – eu dou de ombros, rezando para que eles deixem para lá. Eu não me sentia a vontade de dizer sobre isso.
Eu ainda podia me lembrar da surra que Phil havia me dado quando eu mencionei isso e como ele havia ficado zangado por eu estar ‘mentindo’. Ou como minha mãe olhou com pena quando eu havia lhe dito como se eu estivesse delirante ou estivesse perdendo minha mente... Não, eu não poderia dizer que escutava vozes. Eu não os queria zangados comigo ou pior... Que sentisse pena e pensasse que eu realmente era algum tipo de maluca.
Eles não vão pensar isso de você e eles não ficaram zangados. Eles jamais a machucariam. Eles são seus...
Companheiros. Eu sei. Você já me disse isso antes. Mas eu podia confiar? Quer dizer...
Bella eles não são o Phil.
Oh Cale a boca! Eu não pedi sua opinião. Eu não gostava de me lembrar de Phil. Alguém poderia me culpar por não querer me lembrar do homem que praticamente quase me matou? Não, eu acho que não.
Bella...
Olha! Eu sei que eles são diferentes. Que eles não têm nenhuma intenção de me machucar. Pelo menos não intencionalmente, mas francamente você acha que eu devo confiar totalmente neles se eles não podem ou não querem me dizer o que de fato está acontecendo? Que mesmo quando eles proclamam que eu sou sua companheira eles não dividem nenhuma informação comigo? E tudo que eu sei é o que eu ouvi de suas conversas por que eles aparentemente se esquecem de que eu estou presente no mesmo cômodo? Que eles me tratam como criança na maioria do tempo, menos é claro quando eles me levaram para cama...
Eu estava irritada. Muito irritada e frustrada.
Mas tudo que eu ouvia em minha mente em resposta era o mais completo silencio.
Bom, eu acho que fiz o meu ponto. Eu penso satisfeita voltando minha atenção aos dois vampiros a minha frente que continuava a conversar como se eu por um momento não estivesse ali mais.
– Talvez um tipo de sexto sentido? – Jasper perguntou para Edward.
Edward apenas deu de ombros e continuou a dirigir.
– Talvez Peter possa nos ajudar em descobrir seu dom e trabalharmos com ele. – Edward disse respondendo a algum pensamento de Jasper, visto que eu não o ouvir perguntar nada.
– Dom? Que dom? – eu perguntei interessada.
Jasper e Edward me olharam surpreso. Eles realmente se esqueceram de minha presença?
– Bem... Por algum motivo você ergueu um escudo em volta do quarto e...
Ah agora eu me lembro deles dizerem alguma coisa a respeito antes do primeiro lobisomem se fazer presente.
– Eu ergui? Como eu posso ter feito alguma coisa sem saber que estou fazendo? – eu o cortei. Eu realmente estava interessada.
Eu tenho um dom? Isso me animou. Você não ficaria animado em saber que você tem algum tipo de dom sendo apenas um humano? Hey, não me julgue! Eu estava rodeada de criaturas perfeitas, era bom ouvir que eu tinha alguma coisa especial... Quer dizer, além de ter quatro vampiros lindos aos meus pés... Eu acho. Eles gostarem de mim ou mesmo me amar era um enigma para mim... Eu era muito... Simples. Tinha que ter algo a mais...
– Bella pare com isso. – Jasper disse com raiva, o que me assustou me fazendo saltar sobre o assento do carro.
– O que? Eu não estou fazendo nada. – eu digo confusa.
– Você está se depreciando. Eu posso sentir cada onda que está emitindo e eu lhe disse uma vez. Você vale a pena. Você é perfeita para mim. Para nós. – ele parou. Respirando profundamente. O que me surpreendeu, pois eu sabia que ele não precisava respirar. Era como se ele estivesse tentando se acalmar. – Acho que isso é nossa culpa. Nós não...
Ele apenas ficou me olhando em uma perda de palavras.
– Bella... – Edward começou a dizer e continuou ao ver que eu olhava em sua direção, enquanto ele apenas me fitava pelo retrovisor. – O que Jasper está tentando dizer é que nós não estamos mostrando o quanto você é especial para nós... E você é. Nós pensamos em passar um tempo com você, nos conhecer melhor, mas parece que tudo passou a acontecer rápido de mais e agora com tantas armações e conflitos...
– Por que não me contam sobre o que está acontecendo? Por que seu próprio pai está tentando mata-los e por...
– Que não é uma de suas preocupações. – ele me cortou bruscamente.
Eu bufei.
– Eu acho que o ataque de hoje faz disso uma de minhas preocupações. Além do mais eu sou companheira de vocês...
Ele sorriu ao escutar a palavra companheira, mas o sorriso foi tão rápido que eu quase acreditei que o tinha imaginado ao ver seu rosto sombrio e sério.
– Você está certa. Você é nossa companheira. Nenhum mal virá a você. É nosso dever protegê-la e é o que faremos você não precisa se...
– Preocupar? – eu pergunto sarcástica. Ele não podia ser sério.
– Bella você é ainda humana...
– Então me transforme. – eu o corto.
– Isso não pode ser feito com leviandade.
– Vocês não pensam em me transformar? – eu me sentia em choque. Eu não era suficiente para eles? Eles não me queriam?
– Bella eu já lhe disse para parar com isso. Pare de se depreciar. – eu voltei meus olhos para Jasper que me olhava exasperados. – Nós vamos te transformar. Na hora certa.
Na hora certa? Qual seria essa hora?
– Precisamos conversar com você sobre isso antes que isso seja feito. Iremos conversar nós cinco sobre isso e não antes, mas você será transformada. Nós a queremos por toda a eternidade.
Acho que esse era o jeito dele dizer que nada mais seria dito sobre isso agora.
Eu cruzei meus braços. Quando eu achava que dava um passo a frente logo eu era empurrada dois passos para trás.
Paramos em frente a uma casa (leia-se mansão) no qual já esperávamos Klaus, Damon e mais um casal no qual eu supunha ser Peter e Charlotte.
Mal o carro parou e a porta de passageiro foi aberta e, eu me encontrava nos braços de Klaus seguida de Damon. Eu quase me sentia uma boneca sendo colocada de um braço para outro, mas se uma boneca fosse beijada com tanta paixão assim, então eu não vi nenhum mal em ser uma boneca. Eu penso atordoada.
Eu sou colocada no chão tendo Klaus e Damon apalpando todo meu corpo como se buscasse algum ferimento, que alias não tinha. Graças a Jasper e Edward que ao ver o sangue escorrendo de meus joelhos e mãos tinham gerenciado de uma maneira bem eficaz eu diria... Eu queria saber quando é que eles parariam de ficar me lambendo toda vez que eu me cortasse... Não que eu estivesse reclamando, mas seria meio estranho se eles ficassem fazendo isso na frente de terceiros... Se bem que eles fizeram isso na frente da megera. (leia-se Greta).
Você acha que, como alguém atrapalhada ou mesmo estabanada como eu tendo ao seu redor, eles teriam algum tipo de plano de contingência para que os nativos não fossem tentar me comer ao me cortar ou mesmo tendo o vislumbre de meu sangue, no entanto aparentemente não era assim. Eles eram os primeiros afetados.
Eles deveria já ter em seu conhecimento o quanto eu era propensa a acidentes. Eu não podia andar em linha reta sem tropeçar em minhas próprias pernas. Humm. É, acho que eles vão está fazendo isso muito por algum tempo até que eles decidam me transformar... Ah as alegrias da vida. Eles estavam decidindo tudo sobre a minha vida aparentemente.
– Vampiros de merda. – eu resmungo.
Houve uma risada a minha direita, e ele me assustou. Eu não havia notado Peter e Charlotte se moverem e pararem a minha direita.
– Olá doçura! Eu me chamo Peter e essa é a minha companheira Charlotte.
Eles eram um casal muito bonito... Estranho, mas bonito. Ele era alto e loiro, enquanto que ela... Bem, ela era uma linda mulher, mas sua altura era um contraste com o homem ao seu lado... Ela parecia mais baixa do que Alice *calafrio*... Mas diferente da pequena duende, a garota loira parecia amigável e confiável e tinha um grande sorriso em sua face e... Seus olhos pareciam tão felizes em me ver... Eu gostei dela. Eu dei um passo a frente a abraçando. Ela pareceu surpresa com o gesto, mas retribui o abraço de forma desajeitada.
Humm. Por que de alguma forma eu tinha impressão que Greta não irá gostar quando encontrar a pequena loira a minha frente?
Eu me afastei um passo para trás, olhando Peter que me olhava divertido.
Doçura...
– Foi você.
Ele sorriu mais.
– Eu mesmo. – ele respondeu, mesmo que eu não havia feito uma pergunta. O que pareceu chamar atenção de todos.
– Vocês se conhecem? – perguntou Jasper colocando sua mão em minha cintura puxando de encontro a si de forma possessiva.
– Não e sim. – respondemos juntos e ambos rimos.
– Explique-se. – Disse Klaus sério.
– Doçura... – começou Peter.
Eu fiquei confusa ao escutar Klaus, Damon, Edward e Jasper que me segurava ainda mais firmemente de encontro ao seu corpo rosnando para Peter.
– Mas que droga Peter! Quer perder sua cabeça idiota? – disse Charlotte batendo em sua nuca.
– Mas que droga Char! Isso dói.
– Peter... – repreendeu Charlotte.
– Eu acho que posso explicar. – eu digo antes que isso corra fora de mão. Mesmo não entendo muito bem o que estava acontecendo. – Ele me ligou no dia em que Jasper me levou para jantar, ou melhor, dizendo ele me passou uma mensagem. — Dei de ombros.
– Que mensagem? – perguntou Jasper.
– Ele escreveu para ela escutar tudo que Jasper tinha a lhe dizer antes de tomar qualquer decisão. – respondeu Edward, provavelmente escutando os pensamentos de Peter.
– Que decisão querida? – perguntou Jasper me virando de forma que eu fitava seus lindos olhos dourados.
– Se eu devia ou não devia lhes dá uma chance. – eu digo sem rodeios.
– Fico feliz que você tenha nos dado uma chance. – ele declarou simplesmente depositando um beijo em minha testa antes de me soltar e voltar sua conversa anterior com Klaus.
Antes que eu pudesse ir para junto dele, Edward segura meu braço.
– Você pode entrar com Char.
– Mas...
– O dia foi longo e você parece cansada. É melhor ir descansar. Charlotte fará algo para que você possa comer e lhe mostrará o quarto. – ele me disse como se eu fosse uma criança de merda. – Durma bem. — Ele disse beijando minha testa tal qual Jasper tinha feito anteriormente e antes que eu pudesse piscar ele se encontrava junto com seus irmãos em uma conversa com Peter a poucos metros adiante.
Eu olhei Char que me olhava em tom de desculpa. Desculpa que ela não tinha que me dar.
– Vai indo na frente Char, eu vou logo em seguida. – eu digo com um sorriso em meu rosto. Ela me olha em duvida, mas faz o que eu peço.
Eles continuaram a conversar como se eu não estivesse presente. Eu estava cansada de suas atitudes. Olhei o carro e sorri presunçosa para mim mesmo. Homens e seus carros. Lembro-me que Phil gostava muito de sua caminhonete e ao que parecia Edward amava o seu... Eu me lembrava de uma conversa há muito tempo atrás com Leah no qual eu ri com seus comentários. Ela havia comentado sobre como a maioria dos homens tratam seus carros com muito respeito, porque é uma reflexão de si mesmo. Ela tinha chegado a dizer que um cara com um carro melhor era como medir os seus paus.
Eu me lembrava da cara de Edward ou o quanto ele havia ficado desesperado quando eu havia batido seu precioso volvo ao fugir do hospital... Humm. O volvo certamente passou por uma boa reforma desde então, eu olhei com apreciação o couro flexível, era obvio que este foi o seu bebê.
Procurei nos bolsos da jaqueta que Damon havia colocado sobre meus ombros antes de seguir junto com seus irmãos... Tão prestativo... Senti-me em jubilo ao encontrar as chaves do carro e poder finalmente fazer o que eu tanto desejava. Tudo bem que não era a caminhonete de Phil, mas era o carro de alguém que eu estava profundamente chateada... Um carro que certamente ele amava.
Eu peguei a chave como se fosse um punhal e olhei em direção a eles para ver se eu estava sendo observada, pegando de canto de olho Jasper se virando em minha direção... Provavelmente pegando meu humor e quando Edward virou eu sorri em sua direção e apunhalei o couro e antes que eu desse por mim eu estava nos braços de Klaus que me segurava firmemente contra seu peito.
– Mas que Merda! – Edward praticamente rosnou em minha direção, alternando seu olhar entre mim e o carro. Acho que se ele pudesse ele estaria chorando.
– Agora... – eu disse balançando a chave em sua direção. – Isso não é nenhuma maneira de se falar com uma senhora.
– Você não é uma senhora.
– Edward já chega! É só um carro. – Jasper disse tentando apaziguar os ânimos.
– Irmãozinho ela fodeu com seu carro. – Disse Damon rindo.
– Cale a boca.
– Damon você não está ajudando. – Jasper o repreendia.
– Talvez seja melhor todos nós entrarmos. – sugeriu Peter.
– Com certeza. – Klaus respondeu, mas eu sequer tirava meus olhos de Edward que passava a mão em seus cabelos em frustração como se tentasse entender o que tinha acontecido ali. — Amor? – Klaus sussurrou em meu ouvido me segurando firmemente pela cintura junto a si. – Nós não queremos que você corra de nós, queremos nós?
– Eu não estou pensando em fugir.
– Que bom!
Entramos em casa. Eu não fixei meus olhos a nenhum lugar em especial. Eu estava muito atenta a Edward que me olhava contrariado. Klaus me levou a cozinha, puxando um banquinho próximo a bancada no qual Char colocava um prato com sanduiches e um grande copo de suco e, eu me sentei.
Olhei para Damon. Seus olhos azuis pareciam acompanhar cada movimento que eu fazia. Ele encostou-se contra a parede com seus braços cruzados sobre seu peito de forma arrogante.
Esperei impacientemente quando ele se aproximou de mim com um sorriso sarcástico e uma arrogância que poderia ter sido mal interpretada, mas eu sabia melhor.
Ele circulou em volta de mim lentamente, que parecia testar minha paciência ainda mais antes de parar a minha frente e me fitar fixamente, o modo que ele me olhava me deixava intrigada e minha curiosidade crescia a cada segundo. O que é que ele estava fazendo?
– Quando você está me levando para seu quarto? – ele perguntou em uma voz calma. Suave e inebriante, que infelizmente foi desperdiçado em mim. Eu estava zangada de mais...
– O que o faz pensar nisso?
– Minha boa aparência? Minha personalidade encantadora? Eu não sei.
Presunçoso.
– As garotas realmente caiam nessa?
– Elas gostavam de mim por que eu sou bonito, princesa. Agora ser uma boa menina e então eu e você podemos passar um tempo de qualidade juntos.
– A menos que queira perde sua masculinidade eu sugiro que fique de boca fechada.
– Damon pela primeira vez, você poderia, por favor, fazer a tentativa de ser normal? Agora Bella, eu entendo que você pode está zangada, mas você poderia explicar o motivo de estar zangada? – perguntou Klaus pacientemente.
– Vocês são os motivos. – eu digo rapidamente.
Ele apenas me olha intrigado.
– Poderia elaborar melhor sua resposta amor? Eu quero entender exatamente o que a faz zangada.
– Ok. Eu estou zangada porque eu sei que está acontecendo uma coisa muito séria e nenhum de vocês parecem disposto a me dizer nada sobre o assunto. Eu estou zangada porque vocês parecem conversar entre si mesmo quando se trata sobre mim, sem, no entanto me perguntar o que eu acho ou o que eu penso sobre o assunto... Eu não terminei. – eu digo olhando furiosamente Edward que abria a boca para falar e olhando irritada Damon que zombava de seu irmão. Ambos se calaram e ficaram sérios aguardando. – E francamente, vocês poderiam parar de me tratar como criança. Eu não preciso de ninguém me dizendo a hora que eu devo dormir ou comer. – eu digo incisivamente. Edward teve a decência de me olhar envergonhado.
Não me passou despercebido o olhar chocado de Charlotte e o sorriso divertido de Peter.
– Bella. – começou Edward. – Desculpe se nós a deixamos desconfortável e insegura, mas você tem a minha palavra que nada irá acontecer com você e que você... – se ele disser mais uma vez para não me preocupar... — Não tem nada a se preocupar.
Ok. Foi o suficiente. Em um ato de fúria eu joguei todo o suco na cabeça dele. Eu sei. Não foi um ato pensado... Eu não estava pensando de fato. O olhar que ele me deu foi impagável antes que eu me levantasse e corresse.
Eu não tinha certeza se eu me sentia triunfante ou apavorada conforme eu corri escada acima. De qualquer forma eu rezei para que meu jeito desajeitado não fosse vir à tona e me fazer cair no chão. Não teria sido a primeira vez. Então eu pisquei, e antes que eu registre o fato, Klaus estava a minha frente com os pés firmemente plantados no chão. Por que eles têm que ser mais rápidos do que eu enquanto eu corro como uma tartaruga de três pernas?
Você acha que eu deveria ter melhorado ligeiramente minha atitude com o decorrer do tempo e de todas as vezes que eu tentei fugir deles, mas infelizmente eu não tinha essa sorte.
Embora eu tivesse que admitir que o mesmo se devesse ao fato deles serem vampiros... Ah quem eu quero enganar. Mesmo que eles fossem humanos com seus corpos atléticos eles facilmente me venceriam em uma corrida.
– Por favor, Bella, você simplesmente não pode parar e nos escutar? Por favor.
– Vocês vão me dizer o que está acontecendo? – eu digo com meu coração aos saltos, olhando furtivamente para trás em busca de Edward.
– Bella. – Klaus disse suavemente pisando em minha direção, lentamente, como se ele estivesse se aproximando de um animal assustado. – Acredito que você tenha todas as razões do mundo para ser zangada, mas se de fato não quer ser tratada como uma criança então você vai voltar lá e falaremos sobre isso.
Ele chegou até onde eu estava e beijou meus lábios calidamente com um sorriso em seu rosto.
– Eu nunca imaginei que alguém iria ter a coragem de fazer o que você fez com Edward... – ele disse me virando para descer os degraus. -... Não seja muito dura com ele amor. – ele diz suavemente em meu ouvido antes de entrarmos.
Eu olho para Edward e dou um passo para trás para ser segurada firmemente por Klaus.
Não ser dura com ele? E quem vai lhe dizer para não ser duro comigo?
Notas finais
ps: Ah eu queria divulgar minha mais nova fic. Ela se chama "Para Sempre" e tem como emparelhamento Jasper/Bella (pós Lua Nova) então se você gosta desse emparelhamento de uma passada em meu perfil e se gostar deixe um comentário. Beijos.
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