Escolhida

33 Os Originais.


Notas iniciais
Oi lindas! Eu quero agradecer a todas vocês que me deixaram um review, eles me alegraram muito e revitalizaram minhas energias, vocês não tem ideia o quanto...tanto que eu já tenho o proxímo capítulo já finalizado, mas eu falo sobre isso lá embaixo, ok?
Eu queria agradecer a três meninas que recomendaram essa fic, a JuliePittsburn, loolapm e Ana, valeu meninas! Esse capítulo é totalmente dedicado a vocês, espero que gostem.
Ah eu queria agradecer especialmente a JuliePittsburn que com suas palavras me incentivaram e literalmente alegrou minha semana...eu também te amo linda!
Agora vamos a estória...

Pov Emily.

– Queremos um nome Emily. – inquiriu Sam. – Precisamos saber com quem ou o que estamos lutando.

– O nome dele é Mikael, Mikael Miakelson... E ele é o pai dos Originais. – digo sem preâmbulos.

Eles me olham de forma aturdida enquanto eu levo a xícara de chá aos meus lábios. Eu não precisava ser um leitor de mente para saber o que cada um pensava ali naquele momento.

Todos já ouviram falar sobre os Antigos. Era assunto entre todos do mundo sobrenatural.

Cada vampiro tinha origem de outro vampiro, transformado pela troca de sangue. Mas em algum lugar no passado, existiram os Originais, aqueles que não foram transformados pela troca de sangue e era de conhecimento de todos que seus poderes eram legendários.

Era neles que a linha de continuidade parava, porém ninguém sabia como eles se tornaram vampiros.

Ou quase ninguém.

Eram raras as bruxas que tinham tal conhecimento, mas mesmo essas informações eram superficiais e imprecisas.

Minha família era a única que tinha os fatos mais apurados, uma vez que tinha uma ligação direta com os Originais, visto que a mãe deles era uma Bennett. Ela tinha sido uma bruxa com um grande poder, que infelizmente se apaixonara e se envolvera com o homem errado. Por duas vezes.

Mikael era um deles.

Mikael... Ele está sempre à minha frente, pensei amargamente. Quando eu achava que estava perto de sua localização de alguma maneira ele conseguia escapar, nem mesmo uma visualização de sua presença ou indícios de que estivera no local. Ele era muito meticuloso em deixar algo para trás.

– Ele não estava morto? E como assim pai dos Originais? – Jacob pergunta sendo o primeiro a sair de seu estupor e me tirando de meu pequeno devaneio.

– Como podemos lutar contra ele? Ele é um Original, não temos como matá-lo. – se exasperou Paul.

– E por qual motivo o próprio pai quer prejudicar seus próprios filhos? – pergunta Sam.

Eu olho cada um deles. Medo e determinação cravados em cada olhar ali presente.

– São muitas perguntas... É melhor vocês se sentarem, é uma longa história. – suspiro, antes de pousar a xícara na mesa.

Eles logo atendem minha demanda, se acomodando no sofá a minha frente.

– Mikael trouxe a sua família da Europa como muitos outros homens que fugiram da Guerra e da fome, eles chegaram a Fell Church, antes mesmo da construção do Coliseu, antes mesmo da guerra de Tróia. É claro que não havia nada aqui a não ser árvores e mato e nem mesmo se tinha um nome, mas a terra se mostrava próspera e eles resolveram se estabelecer aqui. Construíram casas, igreja e deram o nome de Fell Church. Era apenas uma pequena vila, uma pequena colônia. Eles só não esperavam que aqui não muito distante houvesse outra colônia, vindo de longe como eles mesmos. Porém não tão humanos...

– Lobisomens? – pergunta Seth.

– Sim. Não como vocês. – eu dou um leve sorriso. – Filhos da lua.

– Eles se transformam em noite de lua cheia, não é mesmo?

– Ah cale a boca Seth e deixe Emily contar a história. – reclama Jacob.

– Sim, você tem razão, Seth. Eles se transformavam em noite de lua cheia.

– Como eles descobriram sobre os lobisomens? – perguntou Seth, ganhando alguns tapas dos demais na cabeça.

– Outh. Isso doi. — reclama Seth.

– Mikael e os outros logo descobriram sobre tais criaturas. Da forma mais difícil. Em menos de doze dias depois de instalados na terra que eles achavam abençoada alguns moradores foram mortos em um ataque à lua cheia, inclusive o filho mais velho de Mikael. Finn. Depois de um tempo eles perceberam que os ataques só aconteciam durante as noites de lua cheia. Quando tais noites chegavam, eles se recolhiam mais cedo em suas casas, antes que a lua surgisse.

– Eu não entendo. Se estava acontecendo ataques como você disse, por que eles simplesmente não abandonaram a terra e foram embora? — pergunta Paul.

– Mikael convenceu o povo que tais criaturas não eram para ser temidas se eles tomassem os cuidados devidos e de certa forma funcionou. Por um tempo...

Mikael tinha ambição de poder e ele queria saber como tais criaturas existiam. Mas mesmo sua esposa Esther se recusava a dizer sobre isso. Mas quando seu filho Joshua e sua filha Rebekah foram mortos por tais criaturas, ela resolveu contar tudo a Mikael, que conseguiu convencer ela a fazer um feitiço para deixa-los mais forte, suficiente para combater os lobisomens.

Mas houve um problema inesperado com suas ações e que Esther não esperava. Eles ganharam velocidade, força, poderes e nada poderia mata-los. Mas como maldição eles seriam criaturas eternas com sede de sangue.

– Nada poderia mata-los? Isso é não é de todo verdade. Um vampiro pode ser morto sendo desmembrado e colocado fogo. — zomba Jacob.

– Não um Original. Nada pode matar um Original nem o sol, o fogo, nem mesmo a mordida de um lobisomem. Apenas a madeira de uma árvore. A árvore que a família dos Originais fizeram questão de queimar.

– É por isso que eles estão no poder? — pergunta Seth.

– De certa forma, sim.

– É por isso que esse tal de Mikael não está morto? – pergunta Paul.

– Ele estava morto ou acreditava-se que estava. – caminhei até uma gaveta de uma cristaleira no canto da sala, retirando um pequeno frasco mostrando a todos. — Nesse vidro contem cinzas brancas que veio do último carvalho branco que existiu e junto com uma adaga de prata ele pode matar um Original. As bruxas jamais permitiriam nada realmente imortal, caminhando pela terra. Toda criatura tem que ter uma fraqueza para manter o equilíbrio. Mesmo Esther tinha conhecimento desse fato. E com isso ela matou Mikael.

– Eu achei que ela era apaixonada por ele. – comentou Jacob.

– E ela foi de certa forma, mas ela amava mais seus filhos e quando a hora chegou, ela matou Mikael. – eu podia ver a confusão em seus olhos. – As famílias dos Originais eram muito próximas, mas Klaus e seu pai não se entendiam bem. Quando eles foram transformados em vampiros, a verdade veio à tona. Klaus não era filho de Mikael. Esther havia sido infiel ao seu marido. Era o segredo sombrio dela. Mesmo Klaus sendo um vampiro ele é de uma linhagem diferente. Quando seu pai descobriu, ele caçou e matou o amante dela. A família inteira dele e seus amigos. E com isso começou a Guerra entre as criaturas sobrenaturais que se estendeu por muitos e muitos séculos entre os vampiros e os lobisomens e consequentemente tanto as bruxas e os seres humanos foram afetados com tal guerra.

– Então o que você está dizendo é que o pai biológico de Klaus era de uma linhagem de lobisomens? – questiona Sam.

– E isso faz com que Klaus seja um vampiro ou um lobisomem? – pergunta Jacob.

– Ele é ambos. Um híbrido seria fatal para qualquer vampiro ou lobisomem. A natureza não aguentaria tal desequilíbrio de poder. Por isso as bruxas, agentes da natureza, fizeram com que o lado lobisomem de Klaus ficasse dormente, mas para acabar com a guerra foi necessário desfazer o feitiço que mantinha seu lado lobo dormente.

– É por isso que Klaus é o líder do mundo sobrenatural. – constatou Sam. – Seus irmãos, apesar de governarem junto com ele só estão lá para...

– Dar equilíbrio. – completei. – Klaus é muito apegado a seus irmãos, a família. E isso fez seu lado humano não morrer, não completamente e Bella... Bella dará humanidade a todos eles. O amor além de tudo é a arma mais poderosa do mundo. A segurança dela é muito importante, por que se ela morre... todos nós estaremos condenados a morte. – termino de forma sombria.

– Pensei que quando uma companheira de vampiro morresse o vampiro em questão também morresse. – comenta Jared que até o momento não havia dito nada.

– Jared o que aconteceria se Kim morresse?

– Eu morreria junto com ela. – ele responde sem hesitar.

– E se... alguém a matasse?

Seu corpo começou a tremer com a implicação de minhas palavras. Um rosnado vindo de seu interior.

– Eu o mataria. – ele praticamente rosna.

– E se você não soubesse quem a matou?

Eu olhei atentamente enquanto minhas palavras se afundavam em suas mentes.

– Eu acho que entendo aonde quer chegar. Eles matariam qualquer um que eles suspeitassem incluindo suas famílias e amigos, assim como Mikael fez. E o fato de Mikael estar vivo significa que essas cinzas não servem de nada. – indica Sam.

Um silêncio mortal se fez presente. Respirei profundamente antes de dizer as próximas palavras.

– Só há um jeito de se matar um ser sobrenatural. Um agente da natureza. – pausei.

– Uma bruxa. – houve um sussurro generalizado ao entender o que eu dizia.

– Sim. Se ela conseguir canalizar energia suficiente em uma adaga de prata e tiver motivo e coração nobre, ela poderá matar um Original.

– É por esse motivo que mandou Bonnie... – dizia Sam e eu o cortei rapidamente.

– Não. Os quatro Originais são necessários para manter a paz entre as espécies. Ela está lá para garantir que Isabella seja protegida e que a relação entre eles prossiga de forma a garantir a paz, a harmonia e o equilíbrio em nosso mundo.

– Eles não deveriam ser informados...? — pergunta Sam.

– Eu mandei uma carta explicando vagamente o que acontecia, no caso de mais alguém ler que não seja um deles.

– E esse vampiro... Stefan que o vampiro chamado Peter está vigiando? Tem alguma coisa a ver com Mikael? — pergunta Sam.

– Eu não sei. Eu gostaria de saber...

– Se ele tiver alguma coisa haver com Mikael, nós vamos descobrir. – Declarou Sam com confiança.

Eu apenas balancei a cabeça em concordância. Talvez a pergunta mais importante não seja ‘se’, mas ‘por quê?’


Pov Alice.

Eu não podia acreditar que eu estava fazendo isso. Olhei os armários da cozinha sem saber o que deveria fazer... o que deveria dar para o ser humano comer.

Onde estava a cozinheira ou algum empregado que pudesse fazer isso?

Eu nunca prestei atenção ao que eles comiam. Nas poucas interações que eu tive com eles foram às minhas expedições de compras. Vendedoras, caixas... Ah também tinha os manobristas.

O que me lembra de que eu preciso dar uma passadinha no shopping mais tarde... Eu não acredito que o Jasper cortou meu cartão de credito. Pensei irritada.

Só porque eu não atendi a droga de seu telefonema. Eu estava em uma situação de vida ou morte... Sabe como é difícil conseguir uma bolsa Prada exclusiva?

E ele teve a audácia de me acusar de não avisá-lo sobre os lobisomens. Então eu me descontrolei e gritei a ele como podia ser lobisomens se nem era noite de lua cheia, o que pareceu chamar atenção dos demais.

Eles pareceram, atrevo-me a dizer um pouco chocado que eles não tinham percebido isso mais cedo. Eu cheguei a me sentir um pouco presunçosa e para complementar eu aponto para a menina humana não muito longe dali e digo a eles “Por que vocês não perguntam a ela? Ela talvez saiba de alguma coisa”.

E bingo. Toda a atenção se voltou para ela.

Ela que lidasse com a fúria deles.

Eu cheguei a olhar pelo canto de olho Greta começar a se movimentar. Esperando que ela se mantivesse desacordada por mais algum tempo. Eu não preciso que ela coloque mais combustível na situação. Eu fiquei muito tentada em não vim a seu socorro. Seria uma pessoa a menos em ter que lidar, mas quando eu vi que se ela morresse, eu mesma morreria em breve, eu tive que mudar isso.

Agora aqui estou tendo que alimentar o ser humano. Hunf.

Tudo pelo meu querido Stefan... Eu só queria sentir seus braços ao meu redor. Eu me perguntava quando é que finalmente teríamos sexo? Tudo bem que as preliminares eram ótimas, mas ele estava sempre se esquivando no finalmente. Sempre com pressa de ir para algum lugar...

– Não precisa se preocupar em fazer alguma coisa para Bella comer, Alice. – Edward disse me tirando de meu devaneio. – Eu vou leva-la a um passeio e ela comerá lá. – Ele parou a poucos passos da menina, dizendo baixinho em seu ouvido. – Damon não poderá leva-la para sair e eu estarei tomando o seu lugar. Eu espero aqui em baixo se você quiser se trocar. – ele diz de forma tão carinhosa que me surpreende. Eu nunca vi Edward agir assim. Se bem que... Eu nunca vi eles olharem da forma que eles olhavam para ela.

Por um momento eu tive inveja dessa menina humana. Eu queria que Stefan me olhasse assim...

Notas finais
Gostaram? Deixe me saber o que vocês pensam, ok?
Bom sobre o próximo capítulo, como podem perceber será totalmente para aquelas que são team Edward...se não 100% do capítulo, pelo menos 95% rsrsrsrsrsrsrsrs Será que a Bella vai curtir o passeio? Eu acho que vocês gostaria de ir nesse passeio com o Edward, eu só acho rsrsrsrsrsrsrs Beijos e até o próximo capítulo.