Escolhida

22 O jantar.


Notas iniciais
Nesse capítulo contém cenas Lemon e Jasper hot. Se você não gosta eu sugiro que pule essa parte. Não, na verdade eu não.
Vamos a estória...

Pov Peter.

Se ele tinha alguma idéia sobre o que estou prestes a fazer, Jasper iria me matar e assar marshmallows em minha Pira. O pensamento me deixa doente, mas eu não tenho outra escolha.

Eu sabia que as visões do duende estavam começando a falhar e eu não pude deixar de me divertir com o pensamento de vê-la em maus lençóis.

- Qual é a graça Peter? – Eu olhei minha beleza loira. Eu não pude deixar de sorrir. — Arggghhhh! Eu odeio quando você é tão enigmático.

- Ah doçura, as coisas vão trabalhar.

- Peter! – ela bateu suas mãos em meu peito. – Isso não explica nada, você sabe.

- Eu sei.

- humf!

POV JASPER.

O caminho para o restaurante foi feito em silencio. Eu não tinha ideia do que falar para ela. Abri a boca para fecha-la novamente. Não iria formar palavras. O inferno, até mesmo pensamentos não iria vir.

Eu um vampiro com séculos de idade não sabia o que dizer para uma garota.

Chegamos ao restaurante e fomos conduzidos pelo maitre para a nossa mesa. Não me passou despercebido o olhar que ele deu a Isabella.

Limpei minha garganta de forma desnecessária, fazendo o próprio homem saltar sobre os próprios pés. Ele tinha medo de mim. Grande!

- Logo a garçonete virá atendê-los.

Ele não voltou seu olhar para ela. Era bom mesmo porque se ele continuasse a olhá-la desse jeito ele seria um homem morto.

Olhei para Isabella que sorria e seus olhos brilhavam de divertimento. Não parecia bom em tudo...

- Com ciúmes Jasper? – ela provocou.

- Não. – respondi rápido de mais, que fez ela ri. – Eu não estou com ciúme. – acrescentei calmamente. – Deveria eu? – consegui provoca-la de volta.

Eu estava com ciúme? Não queria ir por essa linha de pensamento. Afastei tal pensamento para uma analise posterior.

Ela abriu a boca para responder e fechou novamente com a chegada da garçonete.

- O que vocês gostariam de pedir?

- Isabella?

- Eu quero uma Coca-Cola.

-E o que eu posso fazer por você? – a insinuação não me passou despercebida e aparentemente para Isabella também não.

Ela revirou os olhos com desdém, mas eu podia sentir como ela ficou com raiva e com... ciúme. Sorri largamente com isso, o que fez a garçonete sorrir com grande expectativa, provavelmente interpretando meu sorriso de forma errada.

- Para mim nada. Traga a bebida enquanto olhamos o cardápio.

A garçonete saiu resmungando. Eu me inclinei na mesa em direção a Isabella. Eu ainda podia sentir um vislumbre de ciúme saindo de Isabella.

- Com ciúme querida? – provoquei.

- Não. –ela respondeu rápido. Eu ri.

Uma onda de luxuria lavou sobre mim. O que me surpreendeu e me fez parar de ri no mesmo instante.

Sem que eu percebesse, ela havia se debruçado na mesa em minha direção tendo seu rosto bem próximo ao meu.

Eu apenas olhei para seus lábios como eles têm mais e mais perto de mim.

Seu lábio inferior cheio foi seduzindo. Eu só queria provar dele. Eu poderia provar a doçura de seus...

Voltei a me encostar contra o assento da cadeira. Eu tive que criar certa distância. Minha garganta estava queimando, mas não era seu sangue que eu queria.

Ela voltou a se sentar de forma ereta no assento da cadeira, ela parecia bem confusa com o que tinha acontecido. Eu não podia ajuda-la quanto a isso, pois me encontrava na mesma situação.

A garçonete chegou com o copo de refrigerante depositando ele na sua frente.

- Tem certeza que não quer beber nada? – a garçonete perguntou pra mim.

- Não. Então querida... o que gostaria de comer? – perguntei a Isabella na esperança de que a garçonete dirigisse sua atenção a ela, seus olhares estavam me deixando desconfortável. Algo difícil de fazer para um vampiro se me perguntar.

- Isso importa. – ela resmungou.

- Desculpe?

- Por que você não pede. Ao que me consta minha opinião não é relevante.

Dispensei a garçonete, dizendo que iriamos pedir depois.

Eu olhava atentamente para Isabella, tentando entender o significado de sua súbita irritação. Eu me senti perdido com suas palavras.

- Desculpe querida, mas eu me sinto perdido aqui. Poderia explicar suas palavras. Quem disse que sua opinião não era relevante?

Ela corou, mas não emitiu nenhum som.

- Se eu não me engano eu perguntei se você queria sair para jantar e pelo que me consta você aceitou ou estou errado?

Ela parecia relutante em sair, mas eu ignorei sua reação. Eu queria passar um tempo sozinho com ela.

-Klaus. – ela sussurrou.

E então eu compreendi. Eu sabia que tinha sido um erro mantê-la sem lhe dar uma chance de saber o que esperávamos dela ou o motivo de tê-la conosco. Eu não sabia o que o Klaus ou mesmo meus irmãos haviam dito a ela sobre o acasalamento de vampiro, o fato de ela ser nosso companheiro... nossa escolhida.

- Meus irmãos lhe disseram sobre acasalamento de vampiros, companheiros ou mesmo o que significa ser a nossa escolhida?

- Não.

Merda! Era pior do que eu pensava. Eu imaginei que pelo menos Klaus havia dito algo a ela, não era pra menos que ela havia fugido na primeira oportunidade.

- Por que eles me contariam? Ficou claro que minha opinião não era importante.

- Sinto muito, Bella. Eu lamento que fizeram você se sentir como se seus pensamentos e opiniões, não importam, porque eles fazem. Você é a única coisa que importa e sua felicidade é a coisa mais importante para mim e acredite para meus irmãos também. – Para minha surpresa eu queria dizer exatamente isso.

Eu realmente me importava. Ela me olhava como se avaliasse o que eu tinha dito.

- Não vocês não se importam, se importasse eu estaria vivendo com o meu pai.

Ela tinha um ponto. Eu tinha que trabalhar com ele.

- Eu sei que ainda não sabemos uns dos outros, e eu sei que você tinha a sua própria vida. Eu apenas estou pedindo que você nos dê uma chance, porque essa coisa de acasalamento... é inevitável. Nós nunca seremos capazes de ser novamente com outras pessoas. Não vou mentir para você e dizer-lhe que eu te amo imediatamente ou faz qualquer um de meus irmãos. Eu só posso falar por mim mesmo e posso dizer que você se encaixa perfeitamente em minha vida e que eu posso nunca deixar você ir. Eu também estou disposto a apostar que você vai se apaixonar mais cedo ou mais tarde. Você é a minha escolhida e nada do que você faça vai mudar isso.

- Em outras palavras você está dizendo que eu não tenho uma escolha. O que não é muito diferente do que Klaus disse.

- Lamento se Klaus não explicou o que significa ser nossa escolhida. Lamento que nós não confiarmos-lhe o suficiente para ser honesto com você. Se isso significa ser brutalmente honesto sobre cada pequeno aspecto, então que seja. Se significar dizer cada aspecto sujo desta existência, muito bem. Mas por favor, Bella, não fuja novamente.

- Você vai me explicar?

O que eu deveria dizer? Bem eu havia dito que iria ser honesto com ela...

- Creio que não poderei ter essa conversa sem os outros envolvidos, mas posso dizer um pouco sobre o assunto.

Ela me ouvia atentamente. Eu não queria ter essa conversa. Por que raios Klaus não lhe forneceu o mínimo necessário de informação?

Provavelmente esperava que ela fosse levar a situação em diante e ver como nossa vida ao nosso lado pode ser maravilhosa?

Por que Damon ou mesmo Edward não lhe disse qualquer coisa? Eu sabia a resposta. Eles estavam muito entretidos com sua própria excitação para dar atenção a qualquer outra coisa. Bastardos!

Ouvi um leve suspiro. Voltei meu olhar à menina sentada a minha frente. Seus olhos ansiosos. Sua boca rosa. Eu podia ver a clivagem de seus seios que o decote do vestido mostrava. Os seios dela não eram grandes nem pequenos. Era no tamanho perfeito, eles caberiam perfeitamente em minhas mãos. Eu queria poder sentir o peso em minhas mãos.

- Hei cowboy meus olhos estão aqui em cima.

Subi meu olhar para cima encontrando ela me olhando com raiva e um pouco divertida. Se eu fosse humano teria corado. Limpei minha garganta desnecessariamente.

- Os machos são sempre muito afetuosos com seus companheiros, suaves carícias, uma mão sempre na perna, um toque suave do cabelo, um beijo na testa... Um vampiro masculino anseia para seu companheiro... Companheiros pertencem uns aos outros em formas mais profundas, mais básicas e primordiais. – as palavras jorraram da minha boca.

Então duas coisas aconteceram. Uma boa e outra ruim.

Felizmente antes que eu continuasse a garçonete se fez presente interrompendo minha explicação que estava longe de ser boa mesmo sendo a verdade, porém o salto que ela usava quebrou fazendo ela se desequilibrar e ao tentar manter seu equilíbrio ela segurou na borda da mesa fazendo o copo de Isabella tombar espirrando refrigerante na mesma.

O choque do liquido frio a fez saltar do lugar. Eu podia jurar que ela era um vampiro se eu não soubesse que ela era ainda humana, tamanha velocidade. Outro assunto a ser abordado com ela posteriormente: sua transformação. Merda! Meus irmãos e eu deveria ter uma conversa séria em breve.

A garçonete pediu desculpas. Ela estava mortificada. Isabella garantiu a ela que estava tudo bem e que acidentes acontecem.

Isabella com a orientação da garçonete foi para o banheiro, amenizar o estragos em seu vestido. Não que houvesse muitos, uma vez que só respigou em seu vestido.

Enquanto aguardava seu retorno, meditei as palavras que deveria dizer a ela. Certamente ela teria perguntas... passei a mão em meu cabelo exasperado. Como foi que eu acabei de um simples jantar a tendo que explicar o fato dela ser nossa escolhida e como isso deveria funcionar?

Ela estava demorando.

Oh! Por tudo que é mais sagrado, como eu posso ser tão idiota!

Eu tinha lhe dado oportunidade.

Eu estava tão concentrado em como explicar que... droga!

Levantei rapidamente, indo em direção ao seu cheiro.

Se ela tiver fugido...

Foi quando escutei sua voz irritada.

- É fácil. Eu não estou usando nenhuma calcinha.

O que?

Ela não está...?

Eu paralisei atrás dela. Ela virou lentamente para mim.

Seu rosto empalidecendo um pouco, para segundos depois ganhar uma coloração vívida.

Senti minha narina dilatar e todos os pensamentos lascivos voltaram a reinar em minha mente.

Agarrei seu braço rebocando ela pelas portas do fundo do restaurante. Ignorando os olhares alheios.

Assim que me afastei um pouco a coloquei de costas para a parede. Eu podia sentir o calor que emanava de seu corpo. Estávamos com o rosto a milímetros um do outro.

Seu perfume rodou em torno de mim e pela milionésima vez naquela noite eu desenhei em uma respiração profunda e desnecessária.

Eu precisava acalmar meus sentidos. Meus instintos gritavam para tomar o que era meu. Eu sentia sua respiração bater em meu rosto.

Ela colocou ambas as mãos em meu tórax, como se fizesse menção de me afastar, mas sem completar o gesto e para minha surpresa ela começou a explorar meu tórax com suas mãos.

- Pare. – eu rosnei para ela. Ela baixou seus olhos mordendo seu Lábio inferior. Seu rosto ganhou uma coloração e sua respiração era irregular.

Você está brincando comigo?

Eu podia sentir o cheiro do seu despertar. Os seres humanos deveriam temer meu rosnado, não ser ativado por ele. Ela deve ser a menina mais estranha que eu já conheci.

Ela finalmente tomou os olhos fora de meus lábios para olhar os meus olhos o suficiente para ver a mudança em meus próprios.

Eu tenho certeza que virou de um profundo ouro para o preto nesse momento. E tudo o que ela viu lá deve ter sido o que ela estava procurando porque antes eu poderia compreender o que estava acontecendo, ela agarrou-me pela nuca do meu pescoço e me beijou.

Ela parecia gostar deste jogo, eu podia sentir o cheiro de sua excitação.

Uma combinação perigosa. Sorri com o pensamento.

Eu coloquei minhas mãos na parede em ambos os lados da cabeça e pressionado meu corpo contra o dela, reduzindo meu nariz para seu pescoço inalando seu perfume. Eu rapidamente a levantei e pressionei seu corpo contra a parede.

- Coloque suas pernas em torno de mim. – Eu pedi.

Ela foi chocada com meus movimentos bruscos, mas conseguiu colocar as pernas em torno de minha cintura. Eu coloquei uma mão contra a parede para suporte, eu tentava ter cuidado para não colocar forçar excessiva.

Removi minha mão de seu cabelo e a beijei, fiz pressão com a minha língua em seus lábios para abrir passagem no qual ela me concedeu de boa vontade. O interior de sua boca era doce e cálido. Eu precisava de mais.

Interrompi o beijo. Ela gemeu em frustração. Sorri contra a sua pele.

Deslizei meus lábios pelo seu maxilar e fiz uma trilha de beijos por seu pescoço, até o começo do ombro, e mais para baixo. Sua respiração era errática.

Afastei as alças finas de seu vestido tendo para meu deleite a visão de seus seios.

Eu tinha que sentir seu gosto.

Desci a língua até seu mamilo, acariciando o centro com meus lábios. Abocanhei-o em minha boca fazendo uma leve sucção.

O rosto de Bella estava corado e ela arqueava seu corpo contra o meu, um pequeno rosnado escapou por meus dentes com esse novo movimento, mas mais uma vez ela não reagiu como previsto ou esperado.

O perfume de sua excitação permeou o ar. O cheiro dela... era divino. Definitivamente ela era um ser humano bem estranho.

Senti as mãos dela agarrando com força meus cabelos enquanto ela sussurrava uma palavra: "mais..."

Eu a mantive fixado na parede como eu comecei a mover meus quadris contra os dela, criando atrito entre nós.

Quanto mais eu me movia, mais ela queria. Sua luxúria me bateu forte e eu joguei de volta para ela. Seus gemidos me deixavam mais ativado.

Eu continuei a chupar e morder seu mamilo. Dando o mesmo tratamento ao outro.

Ela estava ofegante e foi gemendo palavras incoerentes e torcia os dedos em meu cabelo.

Como poderia apenas a fricção contra seu corpo delicado fornecer-me tanto prazer? Eu tinha estado com milhares de mulheres vampiras e humanas, mas nunca me senti como este.

O que seria quando eu realmente estivesse dentro dela?

Deslizei minhas mãos pela lateral de seu corpo, deslizando minha mão pela sua coxa indo de encontro a sua feminilidade. Apesar de saber de antemão que ela estava sem calcinha, comprovar tal fato fez meu desejo que no momento já era grande se elevar ainda mais.

Tão quente... tão húmido... Eu podia sentir o meu próprio orgasmo se preparando para assumir todo o meu corpo.

Eu a amava... amava? Choque lavado sobre mim.

Eu podia mesmo amá-la?

Como uma garota humana pode me fazer sentir algo que eu não acredito? Eu estava pronto para abrir meu coração?

Uma brisa soprou em nossa direção me fazendo paralisar imediatamente. Deslizei o corpo de Bella até o chão, tendo o cuidado de tê-la firmado no chão e me virei encobrindo seu corpo com o meu para a ameaça que se aproximava.

Ela tocou meu ombro com as mãos tremulas. Eu podia sentir sua confusão e seu constrangimento.

-J-Jasper...eu...

Ela parou o que quer que ela fosse dizer quando ouviu um grande rosnado, mesmo sem olha-la eu podia sentir ela se mover para ver de onde via o som.

Se a situação não fosse tão grave teria gargalhado com sua reação ou talvez só me fizesse zangado por sua insensatez.

Os humanos geralmente teriam tentado se esconder ou fugir do som, mas não minha Bella. Ela não tinha as reações normais como todas as outras pessoas.

Eu não sei se deveria ficar surpreso. Afinal ela é companheira de quatro vampiros.

Ele estava apenas a vinte passos de distância.

Eu vou matar Alice por isso. Por que ela me enviaria aqui quando ela viu claramente o que aconteceria?

Por quê?

Ela tem muitas explicações a dar. Eu queria saber.

Ah, e eu iria saber porquê! E dependendo do que ela me disser....

Quinze passos.

Eu vou matar Alice por isso.

Peguei meu telefone discando rapidamente o número.

Doze passos.

Correio de voz! Merda!

- Alice, é melhor você me chamar de volta assim que você receber essa mensagem. Eu juro por Deus ou o que quer que nós julguemos Santos, se você sabia sobre isso e não me disse... eu vou cortar seu cartão de crédito mais rápido do que você pode dizer American Express! Você entendeu?

Dez passos.

E ele apareceu.

O lobisomem estava lá. Ele era negro, suas costas enormes e monstruosas, a cauda se movimentando para frente e para trás.

Houve rosna de ambos os lados.

Seus olhos varreram para além de mim. Um olhar selvagem lançando em direção a Bella que estava parcialmente escondida atrás de mim, e mesmo agora que sua visão humana podia ver claramente a criatura a nossa frente, eu não podia sentir qualquer medo vindo dela.

Ela estava... curiosa. Isso me deixou exasperado.

Humana estranha e sem qualquer autopreservação.

Houve um uivo ao longe mostrando que ele não se encontrava sozinho e pelo som eles se encaminhavam rapidamente para nossa posição.

Trinta passos.

Vinte passos.

Doze passos.

Agora o quadro estava completo. Havia três grandes lobisomens a minha frente.

Notas finais
Creio que os nossos queridos vampiros tem muitas coisas a explicar a Bella, vocês não acham?
Eu queria que o Jasper me levasse para jantar rsrsrsrsrrsrs
Me deixem saber o que vocês pensam. Beijos e até o proxímo capítulo.