Escolhida

3 Lembranças


Notas iniciais
Oi lindas, espero que gostem desse capítulo, me desculpe qualquer erro de português, mas na escola essa não era minha aula favorita, mas faço o possível para não cometer muito.Nos vemos lá em baixo.

Pov Bella

A enfermeira me olhava com carinho e atenção.

-Ele já volta. Você deu um belo susto em todos.

-Todos?- perguntei confusa, afinal pelo que sabia os único parente que lhe restava era Charlie, seu pai e Caroline, essa pela única razão de ser esposa de seu pai. A enfermeira pareceu ficar desconcertada com a pergunta, o que para mim foi muito estranho, por que minha pergunta a desconcertaria?

Gostaria de trocar de roupa?- perguntou ela gentilmente, me tirando dessa linha de pensamento. Olhei o que vestia com mais atenção pela primeira vez desde que abri os olhos, foi inevitável não fazer uma careta ao ver o que vestia, a camisola, se é que se podia dizer que aquilo era uma camisola, fornecida pelo hospital era mais um avental, felizmente grande o suficiente para não deixar nada de fora, o que seria constrangedor. Meu corpo não era feio, mas saber que médicos e enfermeiras poderiam entrar no quarto e posteriormente ver mais do que deveria me deixava envergonhada, o que era injustificado, mas mesmo assim uma verdade.

-Sim.

Ela foi até o armário e me trouxe um vestido. Ele era muito bonito, num tom azul gelo, esse vestido não era meu. Talvez meu pai tenha comprado para mim, ou pensando melhor era mais provável que Caroline o tivesse comprado, não conseguia imaginar Charlie entrando numa loja feminina para comprar alguma coisa, mesmo sendo para sua filha.

-Quer ajuda para coloca-lo?- ela perguntou amável.

-Não. Eu posso colocá-lo sozinha.

- Bem, daqui a pouco eu volto. Ficará bem sozinha?

-Vou sim, pode ir tranquila.

Ela me olhou mais uma vez e saiu.

Agora que estava sozinha eu olhei em volta, o quarto era claro em tons de branco e bege, contava apenas com a cama, um sofá de canto e uma mesinha de cabeceira onde um vaso de cristal se se encontrava quatro rosas, as rosas se destacavam de todo o resto com sua cor... azul? Sentei na cama e como não sentir nenhuma tontura me inclinei pra pegar uma das rosa e aspirei seu perfume exótico, afastei o lençol e levantei a camisola um pouco acima do joelho esquerdo, mas não havia corte nenhum nem uma marca sequer eram como se ela nunca tivesse existido , olhei a perna direita talvez na minha confusão eu tenha confundido as pernas, mas também não havia nenhum corte ali também, levantei da cama e fui para o banheiro anexo e me olhei no grande espelho, meus cabelos eram negros o que contrastava com minha pele de porcelana, eu os mantia longo até a minha cintura, eu sempre fui magra não porque fazia dieta ou algo do tipo, pois em geral era muito gulosa, minhas amigas dizia que eu só não comia pedra porque era muito dura, eu sorri com a lembrança, meus lábios eram rosa como de um bebê, o nariz delicado, olhei atentamente meu reflexo procurando alguma coisa que demostrasse que eu havia tido um acidente de carro, mas fora minha palidez mais pronunciada não havia nenhum hematoma ou sequer um arranhão, era como se nada tivesse acontecido, tentei me lembrar o que aconteceu e a memoria veio com tudo me fazendo segurar na pia com firmeza para não cair ao chão com a tontura que acompanhou.

Flash back on

— O radio dessa coisa funciona?- perguntei de uma forma petulante, como não obtive resposta virei de costa para o para-brisa.

Meus olhos queimavam com as lagrimas que eu retinha, eu não queria ter um acesso de choro especialmente na frente de Caroline. Quando tive certeza que meu rosto não trairia minhas emoções voltei a olhar para a garota ao meu lado .Eu sabia que ela não tinha culpa do que tinha acontecido mas desde que recebera a noticia que minha mãe havia falecido em um acidente de carro e que dali em diante iria morar com meu pai ficara com raiva de tudo e de todos , me sentia injustiçada , não bastava ter perdido a mãe agora perderia todos os meus amigos indo morar em outro estado com um pai que não a via pelo menos a seis anos .Eu sentia falta da minha mãe, ela era minha melhor amiga, mais amiga do que mãe propriamente dito. Sentia falta de suas maluquices, seu jeito impulsivo e até mesmo do seu jeito infantil.

- Não é justo.

Ela apenas me olhou de solai-o. Suspirei alto. Caroline não tinha culpa é claro. O fato de meu pai ter se casado com ela não amenizava a situação .

- Sei que gostaria que seu pai viesse busca-la, mas ele não podia se ausentar, tinha algumas coisas a fazer...

-Tudo bem. -disse bruscamente, alisei a calça com as duas mãos e respirei profundamente, sabia que deveria fazer o possível para se dar bem com minha madrasta uma vez que moraria com ela até ficar maior de idade...

- Gostou do presente que enviamos?

Eu tinha que reconhecer que ela estava fazendo o possível para se dar bem comigo , suspirei.

-Sim, obrigado. — ela me olhou de relance -Desculpa pelo jeito que estou agindo... mas...-engoli em seco.

-Olha eu sei que não deve está sendo fácil pra você, à perda da sua mãe, ir morar tão longe dos amigos... sei que deve doer muito ...mas sabe com o tempo ...

-Fica mais fácil? , eu já ouvi essa.- eu a cortei.

Ela comprimiu os lábios. Ela não estava à vontade com a situação tanto ou mais do que eu.

-Você é jovem acabou de fazer dezesseis anos, sua mãe não gostaria que você mergulhasse em tristeza. Seu pai e eu gostaria que fizesse parte da família. Uma mudança pode ser uma boa coisa.

Ela tinha razão, minha mãe era uma pessoa alegre e achava que o fato de está viva era o suficiente para se celebrar. Nesse momento decidi que era isso que faria, celebraria a vida, faria novos amigos e daria uma chance de conhecer meu pai e quem sabe eu acabaria me sentido parte da família, mesmo quando morava com minha mãe eu não me sentia em casa, talvez uma mudança fosse o que eu precisava.

-Você tem razão. Obrigada.- disse suavemente.

Caroline ficou claramente aliviada e olhou diretamente para mim e sorriu. Eu sorri para ela. Olhamos juntas para frente e se assustamos com o cervo no meio da pista, ela tentou desviar e o carro deslizou para fora da estrada caindo em uma pequena depressão indo em direção à floresta, chegou a desviar de duas arvores, mas bateu em uma terceira com um grande estrondo, tudo ficou escuro. Lembrei vagamente de acordar dentro do carro e ter saído pela janela da frente que se encontrava quebrada devido ao forte impacto. Ao passar pela janela ouvi minha calça sendo rasgada pelo vidro mas não parei pra ver o estrago. Lembro de caminhar para dentro da floresta e...aquele beijo, será que foi real?

Flash back off

-Bella.

Eu foquei novamente em meu rosto no espelho assustada quando ouvi me chamarem.

-Bella...

-Aqui.- eu gritei do banheiro- Eu já vou sair.- respirei profundamente e sai.

Meu pai me esperava no quarto e não estava sozinho, porém eu não notei a principio, meu olhar ainda estava em meu pai que me olhava ansioso, eu tentei sorrir mas ele não chegou a ser concluído pois meus olhos pousaram na figura que eu não havia notado a princípio, senti meu coração oscilar, ele olhava pra mim. Eu não consegui dar mais um passo sequer, minha mente dizia para correr, para sair dali. Meu corpo não acompanhou minha mente, parecia que meus pés tinha criado raízes, eu não me movia. Eu mal respirava e então ele sorriu. Eu comecei a ouvir um zumbido em meus ouvidos sem me dar contar que era o som do meu coração que batia rapidamente, sentia a ponta de meus dedos congelarem de ansiedade e mesmo a contra a gosto eu tinha que admitir, eu estava com medo.

Agora ele caminhava em minha direção, parte de minha mente não conseguiu deixar de compara-lo com um felino e eu me sentia a própria presa, mais uma vez minha mente gritava para que eu corresse porém meu corpo teimoso se recusava a obedecer.

Eu apenas conseguia olha-lo, ele agora se encontrava a apenas dois passos de mim. Ele me olhava com adoração e constatar tal fato não me acalmou, pelo contrario agora tudo em mim gritava: corre, fuja. Como eu nada fazia ele se inclinou e pegou uma de minhas mãos levando aos lábios para um beijo casto como nos tempos antigos.

-É um prazer revê-la Isabella. Sinto não ter me apresentado de forma adequada antes, eu me chamo Klaus.

Notas finais
Alguém imaginou que seria ele? No proxímo capítulo mostrarei o lado dos vampiros, para melhor compreensão da história, mas tente entender que é minha primeira fic e estou fazendo o maxímo para me fazer entender, se ficar muito confuso vocês me avisa, ok?