Escolhida

4 Klaus (primeira parte)


Notas iniciais
Oi lindas, é hora de começar a conhecer a história...

Pov Klaus

Flash back on

Fazia exatamente 150 anos desde que o tratado tinha sido feito, mas mesmo se passando muito tempo eu não abaixava a guarda.

Quando se luta há muito tempo é difícil acreditar numa trégua absoluta entre espécies. Há muitos séculos, cerca de mil anos houve uma guerra entre bruxas, lobisomens e vampiros, o efeito disso? Muitas mortes. Quem sofreu maiores perdas? Os humanos.

Apesar dos humanos não terem participado da guerra em si, eles foram os que mais morrerão, efeito colateral ao meu ver. Devido as constantes batalhas os vampiros se alimentavam mais e o mesmo se dava aos lobisomens, entre essas duas espécies a briga e a rivalidade era maior, ambos dotados de força física e velocidade inumana. As bruxas não ficavam atrás, apesar delas não terem força e velocidade elas compensavam em magia, porém elas não matavam humanos, não diretamente. Muitas dela obtinha ajuda de alguns humanos em seus feitiços, esses por outro lado uma vez que descobriam sobre o mundo sobrenatural a participação deles se tornava inevitável e consequentemente sua morte.

Quando era visível que não haveria ganhadores foi proposto uma trégua. Limites foram estabelecidos, contudo a rincha não foi esquecida, mas mesmo assim territórios foram demarcados.

A guerra em si não durou muito tempo, algo em torno de meio século mas seus efeitos foram notados, inclusive pelos humanos. E para surpresa de muitos eles reagiram.

Os lobisomens foram caçados, uma vez que só se transformavam na lua cheia, na forma humana não representava tanto perigo assim e junte isso com humanos querendo sangue...bem o resultado foi que os lobisomens tiveram muitas baixas.

As bruxas foram caçadas a exaustão, é claro que muitas que foram enforcadas ou queimadas em fogueira não passavam de humanas comuns, mas qualquer comportamento diferente delas elas eram taxadas de bruxas e logo eram levadas para a fogueira.

Já os vampiros, foram os mais afortunados nesse caso, além de força e velocidade inumana contávamos com o dom da hipnose. Não foi preciso tal recurso, logo viramos lendas, contos, pura fantasia. Contos da carochinha. É claro que eles podiam nos matar facilmente com uma estaca de madeira, se tivessem coragem, força e agilidade para isso, mas só funciona com vampiros comuns o que não era o caso de meus irmãos e de mim. Só podemos ser mortos por uma adaga de prata banhada em cinzas de carvalho branco, o qual fizemos questão de queimar todos não deixando sobrar nem mesmo as cinzas. E por ironia eu estava nesse momento em cima de um carvalho, apesar desse não ser branco, já que este como eu disse antes foram destruídos, eu a vi, ou devo dizer senti o seu cheiro? Fresia, um cheiro tão doce que me deu sede.

Ela caminhava calmamente como se estivesse passeando, o vento açoitava seus cabelos em suas costas, ela parou e olhou em volta como se estivesse perdida, o vento fazia as roupas se colarem em seu corpo revelando suas curvas graciosa e feminina, e tal visão suplantou minha própria sede, despertando em mim um desejo conhecido mas mesmo assim superado de muitas maneiras. Eu a desejava. Meu corpo nesse momento era tomado por pura luxuria, nesse momento seus olhos encontraram os meus, mergulhei em suas orbes cor de chocolate, vi que ela oscilou por um momento e com um movimento mínimo eu cessei o vento. Nada era ouvido, mesmo com minha audição de vampiro o único som que eu conseguia captar era sua irregular respiração e o doce som de seu coração. Antes que eu me decidisse em ir até ela, o meu corpo já o tinha feito e logo meus braços estavam em volta de seu corpo e meus lábios tomavam o seus em um beijo, sua boca era incrivelmente macia, e para minha grata surpresa ela correspondeu com ardor. Com minha surpresa eu afrouxei os braços em sua volta para em seguida aperta-la em meus braços novamente entregue num beijo quente e devastador. Ouvi seu gemido e me afastei um pouco, eu não tinha a intenção de machucá-la, mas fui incapaz de soltá-la.

-Você existe....eu finalmente te encontrei.- eu apenas sussurrei. Ela desmaiou em meus braços.

O cheiro de sangue se fez presente, olhei atentamente a menina que agora estava desacordada em meus braços, e nem mesmo sabia o seu nome.

Deitei seu corpo ali mesmo na relva e rasguei o tecido da calça para poder ver a extensão de seu ferimento, não era muito grande, porém profundo o suficiente para que ela perdesse muito sangue. Eu precisava primeiramente estancar o sangramento de sua perna. Levei meus lábios tocando com a língua, manipulando substâncias, primeiro para um fluxo sanguíneo de limpeza e, finalmente, quando as impurezas tinham sido varridas, consegui parar o sangramento e curar a ferida. Ela não se mexeu em nenhum momento. Uma coisa sobre vampiros era que sabemos cuidar de feridas. Podemos limpá-las. Podemos recomeçar o sangramento...Ou detê-lo. Olhei seu rosto com mais atenção, sua pele era muito clara, com a perda de sangue ela estava mais branca do que eu, um vampiro. Ela precisava de sangue para repor o que havia perdido. Havia uma faca com cabo de madeira presa em uma bainha em meu quadril, fiz um corte em meu pulso, o sangue não só gotejava, e sim jorrava. Levei até seus lábios entreabertos. De vez em quando ela engolia. Ainda havia vida na menina. Minha menina...Sorri com esse pensamento. Era ainda necessário levá-la ao hospital, não sabia o que havia acontecido com ela ou se havia alguma fratura em seu corpo, peguei ela em meu colo e corri na velocidade vampiresca.

Notas finais
Espero que tenham gostado, ainda tem a segunda parte do Klaus que contára um pouco mais sobre a história.Não deixe de comentar. Ah, a segunda parte eu vou postar ainda essa semana assim que eu revisar a escrita. Beijinhos.