Escolhida

5 Klaus (segunda parte)


Notas iniciais
Oi lindas, eu amei todos os reviews, acredite eles me incetivam a escrever mais e a postar mais rapido, desculpe a demora para responde-los, mas acredite eu leio todos, e vou responder todos na medida do possível. Obrigada a todas vocês.Agora chega de enrolação e vamos a história.

Fazia cerca de uma hora que eu estava no hospital, a menina fora levada a fazer exames, incluindo uma radiografia de corpo inteiro. Um médico veio falar comigo, dizendo que eu já podia vê-la, ela já estava em um quarto dormindo, não havia nada de errado com ela mas ela deveria ficar em observação pela pancada na cabeça. Suas roupas foram trocadas por aquelas coisas horríveis que eles vestiam nos pacientes, eu não gostei.

Eu me perguntava o que eu estava fazendo ali, nunca me preocupei com os humanos, por que com ela era diferente? Eu a desejava. Isso era motivo suficiente? Já desejei muitas mulheres em minha vida, e ela é bastante extensa, sou vampiro e tenho desejo como qualquer homem e aprecio as mulheres. Eu não compreendia e isso me irritava ao extremo. Eu não gostava de não saber.

Seria a escolhida? Eu cogitei essa possibilidade quando ela ainda estava em meus braços, eu não acreditei em princípio, não acreditava que poderia. Agora eu não tinha tanta certeza. Preciso chamar...Foi quando senti sua presença.

-Entre Greta.

Nesse momento, uma linda morena entra no quarto. Eu a olhei curioso. Ela se limitou em dizer:

-Alice.

Sorri com malicia.

-Uma bruxa como você com tantos talentos, foi guiada pela visão de uma vampira?- É claro que a vampira vidente previu minha decisão.

Ela torceu os lábios desgostosa. Eu ri, o que fez ela me olhar ofendida.

-Desculpe.- disse a ela, amenizando sua raiva. Ela caminhou até mim ajoelhando em minha frente.

-No que eu posso servir, meu senhor.- peguei delicadamente sua mão a levantando. Greta era uma moça adorável, uma bruxa de talento que eu mantinha a meus serviços, com o passar dos anos eu garanti que algumas bruxas e bruxos estivessem do meu lado, a meu serviço. Eu não acreditava verdadeiramente na trégua, apesar dela durar a muito tempo, mas quando se é imortal o tempo é algo relativo.

-Quero que me diga se essa moça ali deitada é a escolhida.

Ela olhou pela primeira vez em direção a cama e voltou a me olhar com curiosidade.

-Você não sabe?

-Se eu soubesse não perguntaria pra você, não é mesmo?- eu não gostava de ser questionado, ela o bem o sabia e pedindo desculpa se aproximou mais da cama. Seu olhar agora era demorado na garota adormecida a apenas um passo de distância. Eu me mantive ao lado da janela do outro lado do quarto, esperando sua resposta. Desde que entrei não me aproximei da menina em questão. Ela mexia de alguma forma comigo, e eu não tinha certeza se isso era bom.

Ela tirou algo da bolsa, uma faca pequena e fez um movimento de que iria esfaquear a menina adormecida, mas antes que ela completasse o movimento de levantar a faca eu já a imprensava contra a parede, uma mão em seu pescoço e a outra segurando a mão que segurava a faca, sendo essa largada devido a pressão que fazia em seu pulso.

-O que pensa que está fazendo?- rosnei.

Eu estava furioso, mas me segurava para não matá-la imediatamente. Ela não me respondia, ela não tinha folego devido a pressão que eu impunha em seu frágil pescoço, aliviei um pouco a pressão, o que fez ela puxar o ar com sofreguidão.

-Você pode ser talentosa Greta, mas não é insubstituível. É bom que você tenha uma boa explicação.

-Você a defendeu.- ela disse, sua voz rouca devido ao quase estrangulamento- Essa é sua resposta.

Eu a olhava incrédulo.

-Você me testou?- eu soltei ela que agora levava a mão em seu pulso dolorido alternando com seu pescoço. Eu tinha que admitir, era poucos que tinham a coragem para tal coisa.- Sabe que eu poderia matá-la por isso.

-Você queria uma resposta, agora já a tem.- ela abaixou a cabeça numa leve reverencia.- No que posso ser útil ou isso era tudo?

Ela era a escolhida. Uma coisa que o vampiro mais presava era sangue e poder, não necessariamente nesta ordem. Olhei atentamente a menina adormecida. Era muito raro, mas vez ou outra nascia uma criança, uma menina com dons especiais, dons que fortalecia seu companheiro. Alguns chamam ela de cantora pois seu sangue canta para ele, porém apesar do apelo do sangue este não consegue morde-la imediatamente pois é preciso estar conectado fisicamente com ela. Somente durante o ato sexual ele conseguia enfim morde-la. Ela se tornava sua companheira. As “cantoras” sempre é mantida por dois vampiros, pois o poder que contém de algum modo só é liberado assim, questão de equilíbrio, segundo as bruxas. Segundo as mesmas não era dado grande poder a um único ser, isto traria desiquilíbrio. O fato de ter dois vampiros com uma única mulher, só provava que ela era muito poderosa e por consequência seus companheiros também. Para um vampiro poder é algo super valorizado, talvez só perca para a sede de sangue.

-Meu senhor...

Olhei de volta para Greta que ainda esperava minha resposta.

-Chame meus irmãos com um de seus feitiços de invocação. Quero eles aqui imediatamente.- se ela era a escolhida um de meus irmão iria quere-la.

-Sim, meu senhor.

Ela se aproximou da janela e disse algumas palavras, mais parecia uma oração.

Enquanto ela fazia isso voltei a olhar a menina que dormia tranquila. Eu não esperava que houvesse uma escolhida para mim, afinal eu já tinha muito poder, mas se posso ter mais...Eu só não conseguia entender os sentimentos que ela me despertava, era desconcertante. Senti Greta se aproximar.

-Não me teste novamente Greta, não terei misericórdia da próxima vez.

-Sim, meu senhor.

Notas finais
Não deixe de comentar.Beijos.