Notas iniciais
Oi lindas, vocês como sempre me incentivam a postar antes, eu falo pra mim mesmo pelo menos deixar dois dias antes de postar outro, mas vocês deixam reviews e isso me deixa tão feliz que acabo postando antes. Espero que goste desse capítulo da mesma forma que eu gostei de escreve-lo. Vamos a história...

Pov Bella

É um prazer revê-la Isabella. Sinto não ter me apresentado de forma adequada antes, eu me chamo Klaus.

Senti o chão me faltar minhas pernas cederam, mas como antes não foi o chão que meu corpo encontrou. Eu não conseguia parar de fitar o homem que me mantinha cativa em seus braços que me olhava com fascínio, como se eu fosse algo muito precioso, senti uma de suas mãos acariciarem meu rosto levemente, o rubor se fez presente em meu rosto, como eu odiava tal característica, eu sempre ficava ruborizada com qualquer coisa. Ele sorriu.

– Pode me soltar. – eu disse, o que era para ser uma ordem, não passou de um sussurro, contudo ele não o fez e sem que eu o esperasse me pegou no colo como se pesasse cinco quilos em vez de cinquenta. Ele me levou até a cama me depositando com extrema gentileza e me deu um beijo na testa para meu total espanto.

Ele olhava diretamente para meus olhos, seus olhos verdes com um leve prateado tão característico em sua espécie.

–Você é um vampiro. – eu disse, porém ele respondeu como se eu lhe tivesse feito uma pergunta.

–Sim, minha doce Isabella. — algo em seu olhar brilhou com sua afirmação me deixando inquieta, senti meu baixo ventre se contrair com o tom de sua voz. Novamente senti a necessidade de correr, de fugir para bem longe. Queria que meu pai... Meu pai? Olhei em volta a procura da figura de meu pai, ele ainda se encontrava no mesmo lugar e parecia mais ansioso do que antes e até um pouco culpado.

Eu queria perguntar o porquê de um vampiro estar ali, mas temia a resposta. O jeito que o vampiro me olhava me deixava nervosa e apreensiva, algo me dizia que eu não iria gostar da resposta.

–Por que está aqui?- antes que eu pudesse refletir eu soltei a pergunta para o vampiro ao meu lado que agora segurava minha mão e notando isso eu retirei minha mão da sua de forma brusca.

Ele parecia surpreso, não saberia dizer se foi pela pergunta, pela minha reação ou por ambas. Pela primeira vez ele fixou seu olhar em meu pai.

–Você não contou a ela. — não era uma pergunta, mas mesmo assim meu pai respondeu.

–Não. — meu pai disse com pesar o que me deixou confusa.

–Me contar o que?- O vampiro chamado Klaus olhou de volta para mim, ele tentou pegar minha mão novamente, mas me afastei o máximo que a cama permitia para que ele não me tocasse, ele parou, não fazendo menção de me tocar novamente, apesar de seus olhos o fazerem- Me contar o que?- eu repeti nervosa.

– Que você pertence a mim e a meus irmãos.

Eu estava horrorizada, procurei meu pai com os olhos na esperança que ele me dissesse que era mentira, uma brincadeira, a meu ver uma brincadeira de muito mau gosto, mas mesmo assim uma brincadeira. Não podia ser verdade, mesmo meu pai não dizendo nada sua postura o fazia. Era verdade.

–Não... Não... não...- eu entrei em pânico, cobri meu rosto com as mãos, na clara tentativa de acordar só podia ser um pesadelo, eu devia estar dormindo ainda. Senti-o afagar meus cabelos e rapidamente sai da cama com a intenção de ficar o mais longe dele. Olhei novamente o vampiro que dizia se chamar Klaus- Eu não quero. — minha voz saiu falha devido ao nervosismo.

–Eu não perguntei a sua opinião. — ele disse simplesmente.

Eu estava chocada. Como assim? Minha opinião não conta? Estreitei os olhos com raiva.

–Eu não aceito- sibilei pra ele.

–Como eu disse antes eu não perguntei sua opinião. — ele repetiu calmo, isso me irritou.

–Você não pode me obrigar- estremeci com a ideia de pertence a alguém como ele, ele notou minha reação e sorriu como eu queria arrancar aquele sorriso da sua cara. -ESCUTA AQUI, EU NÃO SOU SUA E NEM DE SEUS IRMÃOS.

Apesar de sua postura aparentar calma seus olhos o contradizia.

–Sim, você é. — Eu podia sentir sua raiva, mesmo sua voz não demonstrando isso, seus olhos o fazia tão claramente que me deixou sem fala. — Irei falar com o médico sob sua libração e iremos para nossa casa. NOSSA CASA. — Ele fez questão de frisar.

Nossa casa? Ele não acha que eu...??

–Eu não irei a lugar algum com você. Seu... Seu...

–Eu a terei, não há nada que possa fazer. — seu olhar me queimava, mas seu tom ainda era calmo e isso meu baixo ventre se contrair, era tanta contradição que me deixava tonta, ele continuou- Se você for franca, vai admitir isso a si mesma.

Eu sabia que ele tinha razão. Era quase impossível ir contra o desejo de um vampiro. Mas eu não daria o braço a torcer.

–Prefiro cortar minha garganta.

–Uma ideia intrigante. Mas posso fazer isso de uma forma muito mais agradável. — o jeito que ele disse isso me fez lembrar-se daquele beijo... foco Bella foco, ele finalizou- Você irá e é melhor que se acostume logo com isso. Porque é assim que eu quero. E o que eu quero, eu tenho.

–O que você quer? Você é louco, eu não sou uma propriedade. VOCÊ NÃO MANDA EM MIM. ISSO NUNCA VAI ACONTECER. — gritei exasperada com o absurdo da situação.

Ele me ignorou e olhou para meu pai. Meu pai? Como eu pude esquecer que ele estava ali? Só porque um vampiro sexy... Sexy? Acorda Bella. Corri em sua direção.

–Pai, você não pode concordar com isso- supliquei a ele.

–Filha não precisa se preocupar- eu quase me senti aliviada. Quase, se ele não tivesse continuado- Eu sempre soube que você era especial, é uma honra ser escolhida. E você foi escolhida por quatro (..) Depois de ouvir que fui escolhida por quatro eu não consegui prestar atenção as suas próximas palavras. Quatro? Eu me lembrei de que Klaus havia dito que eu pertencia a ele e a seus irmãos, mas na hora eu não assimilei o significado daquilo. Sabia que alguns deles dividiam a companheira com outro, não o motivo, mas... Quatro?

–Pai... — então eu me dei conta que estava sozinha no quarto. Abri a porta para ir atrás, mas um segurança me impediu de sair do quarto alegando que tinha ordens de não me deixar sair. Ele era enorme, passou em minha cabeça a imagem de um armário ambulante de tão grande. Eu já ia fechando a porta para felicidade do segurança que percebeu que eu não iria causar problema, quando aconteceu, uma enfermeira estava distraída e o senhor de idade que estava andando com uma muleta um pouco atrás dela perdeu o equilíbrio caindo no chão. O segurança correu para acudir, era a minha chance, fechei a porta atrás de mim e corri, eu rezava para que durante minha corrida eu não estatelasse no chão, olhei pra trás, para ver se alguém me seguia, mas eles estavam ocupados levantando o pobre senhor do chão, o segurança mesmo sendo grande estava tendo dificuldade já que o senhor não colaborava com sua ajuda, agradeci mentalmente por isso.

Cheguei às escadas rapidamente, descendo em dois em dois degraus, encontrei uma porta lateral e sem pensar abri. Sai, estava sem folego, era loucura o que eu estava fazendo, mas se eu fosse pega... Eu nem queria pensar nisso. Olhei em minha volta, eu estava no estacionamento na parte de trás do hospital, não havia muitos carros àquela hora, isso me deixou nervosa quem olhasse por qualquer janela ali presente poderia facilmente me encontrar, andei rapidamente entre alguns carros.

Tropecei algumas vezes e quase fui de cara num volvo reluzente, apoiei minhas mãos no capo antes que meu rosto deixasse sua marca ali.

Que ótimo Isabella, atropelando até carro parado. Olhei para frente e tive a impressão de que a chave estava na ignição. Talvez minha falta de coordenação motora finalmente esteja sendo recompensada. Sorri com isso.

Felizmente a porta do motorista estava aberta, entrei. A chave estava mesmo na ignição. Quem em santa consciência deixaria a chave do carro na ignição? É pedir pra ser roubado não é mesmo?

Respirei profundamente e girei a chave, sabia que o que estava fazendo era errado, mas o desespero era maior. Pediria desculpa ao dono, se tivesse oportunidade, mesmo achando improvável que este a desculpasse. Coloquei o carro em movimento, vi pelo canto dos olhos alguma movimentação pelo hospital, talvez já dessem pela minha falta, acelerei com esse pensamento. A lateral do carro raspou em outro carro que estava estacionado, pedi desculpa mentalmente para o dono do outro carro e logo estava na estrada.

Acelerei novamente, meu nervosismo era tão grande que a toda hora eu olhava o retrovisor para ver se não era seguida, em dado momento perdi o controle do carro indo para a calçada, sorte que não havia nenhum pedestre ou teria atropelado, mas a placa de sinalização não teve a mesma sorte.

Droga, eu não era uma das melhores motorista, imagina nervosa. Peguei uma estrada de terra, uma estrada secundaria, evitaria a estrada principal, chamaria menos atenção. A estrada se encontrava praticamente deserta, desde que a pegara, só havia visto dois carros vindo em sentido contrario o seu.

Eu só queria estar bem longe, resolvi ligar o rádio, talvez me acalmasse. Música sempre me acalmou, mas aparentemente não estava funcionando, resolvi olhar se havia algum CD ali, achei um CD no porta luvas que me agradou, e quando ia colocar ele, o mesmo caiu no chão, eu tentei segurar e a única coisa que consegui foi perder o controle do carro novamente batendo ele em um barranco, sorte que havia chovido muito na véspera e eu tinha diminuído um pouco a velocidade, a terra fofa e o cinto de segurança amenizou a batida e eu não sofri nenhum dano, não posso dizer o mesmo do carro. Uma fumaça saia da frente do carro. Tentei virar a chave novamente, não havia vida no carro.

Olhei em volta, estava escurecendo e chuviscava não o suficiente para me ensopar, peguei a chave do carro e abri a porta, olhei de volta para a chave e ri, porque levaria a chave, se este não estava em condições de ser roubado? Senti-me culpada com isso. Eu o havia roubado. Agora olhando para ele, eu tinha certeza que o dono não iria me perdoar nunca. Tomara que o fato de meu pai ser chefe da delegacia amenizasse as coisas.

Meu pai... Eu não entendia. Tudo bem que eu não via o Charlie há seis anos, mas como ele podia aceitar aquilo numa boa?

Resolvi caminhar o resto do trajeto, esperava não está muito longe da cidade, estava escurecendo rápido. Andei cerca de vinte minutos quando encontrei uma casa a beira da estrada, estava escura. Bati na porta na esperança de ter alguém ali, talvez pudesse usar o telefone. Em vão. Não havia ninguém. Tentei a porta da frente, essa se encontrava aberta, hesitei, olhei em volta, já estava escurecendo era melhor eu me abrigar, era melhor do que ficar ali fora e ser atacada por algum animal ou pior... Estremeci.

Entrei. Tentei ligar as luzes, elas não acenderam. A casa parecia abandonada há muito tempo. Encontrei uma lamparina ainda com gás e acendi com a ajuda de uma caixa de fosforo próxima, o coloquei no chão no centro do que parecia ser uma sala. Olhei em volta com atenção, o lugar não era usado há muito tempo, tinha muita poeira, a casa consistia em uma grande sala e uma cozinha anexa, não havia móveis, outro sinal que não morava ninguém, tanto melhor, assim poderia ficar ali até amanhecer e poderia continuar o caminho sem... Senti a porta se abrir e fechar atrás de mim, voltei minha atenção para a porta, não havia ninguém. Suspirei aliviada, era só o vento.

Eu me virei, meu grito ficou paralisado na garganta.

Ele estava bem atrás de mim, ele estava tão perto que pude sentir meu vestido roçar nele quando me virei. A essa distância eu devia sentir a proximidade de outro ser humano, sentindo o calor do seu corpo ou ouvido ele se aproximar, mas ele evidentemente não era humano. Um vampiro, minha mente gritava. Meus músculos também paralisaram me mantendo imóvel.

Eu arriei os ombros e ouvi minha própria respiração sair em um suspiro. Ele era extraordinariamente bonito, suas feições eram bem definidas e quase perfeitas no emaranhado de cabelos pretos. E ele estava quase invisível, porque usava preto: botas pretas e macias, jeans pretos, suéter preto e jaqueta de couro preta. Corei ao vê-lo dar um sorrisinho denotando, que eu não fui discreta ao examina-lo.

Ele estava tão perto. Perto o bastante para me tocar. Eu podia sentir sua leve colônia e o cheiro de couro da jaqueta. Os olhos dele não desviavam dos meus, eu me senti mergulhar em seus olhos azuis, eles encheram minha visão enquanto ele se inclinava em minha direção.

Senti minha cabeça tombar para trás, os lábios se separarem a espera, fechei meus olhos. O esperado contato não aconteceu, abri os olhos confusa, ele deu outro sorrisinho divertido, estreitei meus olhos, mas antes que eu me afastasse ele me beijou. Sua boca era exigente sobre a minha, suas mãos que até aquele momento não havia me tocado, estava agora sobre meu corpo, num abraço de aço, como para me impedir de fugir, eu não queria.

Ele notou isso.

Seus braços agora deslizavam pela minha costa numa caricia que fez meu baixo ventre se contrair sem nem mesmo interromper o beijo, mas para minha decepção ele teve que chegar ao fim, eu precisava de ar. Ele olhava pra mim com um misto de irritação e outra coisa. Algo quente e feroz que me amedrontava de uma forma diferente.

–Por que você fugiu Isabella?- disse ele, com um tom de voz claro e arrepiante mesmo sob o uivo do vento lá fora.

Cada instinto que permanecera quieto até em tão, agora latejava em meu corpo, não podia ser, Ele sabia meu nome, então...

Para confirmar meus pensamentos e coroar a sorte que me acompanha desde o dia que eu nasci a porta se abre e entra um Klaus com uma cara não muito diferente do vampiro ao meu lado.

–Damon, vejo que encontrou a nossa escolhida- sua voz saiu calma. Eu não conseguiria contar as batidas do meu coração mesmo que eu quisesse, ele parecia querer ganhar voo.

Klaus não estava sozinho, ele era acompanhado por um rapaz de aparência de dezenove anos, cabelos acobreados, de extrema beleza. Um vampiro certamente. Ele olhava pra mim com preocupação e acho que vendo que eu estava bem seu rosto mudou mostrando irritação como os demais.

–O que foi que você fez com meu carro?- ele disse irritado, passando a mão pelos cabelos, bagunçando um pouco mais.

Eu gelei. Estava explicado do porque a chave estava na ignição, quem seria um tolo de roubar o carro de um vampiro? Teria que ter muito azar.

Eu sou essa pessoa.



Notas finais
Gente esse é o capítulo mais longo até agora. Espero que tenham gostado, não deixe de comentar e não se acanhe em deixar uma recomendação, ela é sempre bem vinda rsrsrs. beijinhos.