Escolhida

8 Conhecendo a casa nova (parte 1)


Notas iniciais
Oi lindas, como sempre eu fiquei muito feliz com todos os meus reviews, vocês não tem ideia do quanto me motiva. Agradeço especialmente a Kida, fiquei radiante quando li sua recomendação, esse capítulo eu dedico a você. Espero que todas vocês gostem. Agora vamos a história.

Pov Bella.

– O que foi que você fez com meu carro? – ele disse irritado, passando as mãos pelos cabelos, bagunçando um pouco mais.

Eu gelei. Estava explicado do porque a chave estava na ignição, quem seria um tolo de roubar o carro de um vampiro? Teria que ter muito azar.

Eu sou essa pessoa.

Eles me encaravam e o silêncio prolongado me deixou inquieta. Eu não sabia o que dizer e acho que ele não esperava resposta da minha parte. Ouvi-o dando um longo suspiro exasperado e o vi passando a mão nos cabelos novamente, como se pedisse paciência, eu não conseguia parar de olha-lo, seus movimentos eram graciosos mesmo ele estando com raiva, eu me perguntava se isso era próprio dos vampiros, essas coisas de serem elegantes em seus movimentos e é claro na extraordinária beleza, ouvi um sorrisinho zombeteiro me tirando da minha divagação, estava tão absorvida em olhar o rapaz que não percebi a aproximação de Damon, e quando percebi ele colocava meu cabelo atrás de minha orelha e aproximava os lábios da mesma.

–Você não achou mesmo que ia consegui fugir, achou princesa?

Sua voz fez com que me arrepiasse, mas não sentia medo. Decidi que não era bom o que quer que fosse e me afastei deixando uma boa distancia entre eles e eu.

–Como conseguiram me achar?

–GPS. – o de cabelo cor de bronze o qual eu ainda não sabia o nome me respondeu.

O carro.

Eu não havia pensado nisso. De tantos carros para se roubar eu tinha que roubar esse. Roubar. Eu me sentia culpada com isso, mas vendo agora de quem era afastei tal sentimento. Eles ainda me olhavam, eu me sentia um quadro em exposição, mesmo que o vestido cobrisse perfeitamente meu corpo, eu me sentia nua diante da intensidade com que me olhavam.

Estremeci.

Senti alguém colocando um casaco em meus ombros, era o rapaz de cabelos acobreados que até então estava a minha frente há dez passos de onde eu estava me assustei com isso dando um pulo sobre meus pés.

– Desculpe, não queria assustá-la. – fiz menção de recusar- Você deve vesti-lo ou ficará doente. Eu me chamo Edward. – ele disse suavemente.

Deixei o casaco em meus ombros e me afastei ficando de costa para a parede e de frente para eles.

–É melhor levá-la para casa. – ouvi Damon falar a Klaus.

Eu engoli em seco. Minhas narinas inflaram, respirava com dificuldade. Tentei manter minha voz estável.

– Eu não vou a lugar nenhum com vocês.

Eles me olhavam com um jeito estranho, com uma expressão que eu não compreendia, os olhos estavam fixos nos meus.

– Creio que já tivemos essa conversa antes. – disse Klaus. Sua voz era como me lembrava, ela era suave, refinada, mas eu ainda podia perceber um tom de irritação e diversão com algo mais borbulhando ao fundo e achei isso desconcertante.

–Não... – sussurrei atordoada.

–Venha comigo. – disse ele olhando em meus olhos.

–Por favor, não... – recuei até que minhas costas encontrasse a parede. Ele era louco, ir com ele? – VÃO EMBORA. – gritei com raiva, olhando pra eles.

Por um instante uma fúria genuína surgiu nos olhos deles, eu sentia uma onda escura de ameaça. Depois seus olhos ficaram calmos, me deixando confusa. Klaus deu alguns passos até parar na minha frente seus olhos eram calmos, frios, e ele abriu um sorriso doce e brilhante que se apagou de imediato.

–Venha comigo. – disse ele me prendendo em seus olhos eu estendi minha mão na tentativa de detê-lo quando ele fez menção de se aproximar. Ele pegou minha mão, e a segurou nos dedos magros e finos. Depois virou a minha mão, tombou a cabeça e beijou sua palma. Eu tremi. Senti uma fraqueza incomum nas pernas. – Aceite as coisas como ela são. – De repente, a força me voltou e eu me afastei bruscamente dele.

– Não. EU DISSE PARA VOCÊS IREM EMBORA, ESTOU FALANDO SÉRIO.

– Você não pode estar falando sério. O que você pode fazer? – disse Edward debochado. Eu apenas olhei desafiadora, ele estreitou os olhos. – Você...

– Chega de conversa, isso não vai levar a lugar nenhum. – Senti meus pés perdendo o contato do chão e sendo posta no ombro. Damon me carregava em direção à porta, eu vi Klaus com um sorriso zombeteiro, comecei a estapear as costas de Damon, era como se ele nada sentisse, e talvez ele não sentisse mesmo, isso só me fez bater com mais força irritada.

– ME SOLTA SEU TROGLODITA... VAMPIRO IDIOTA... EU NÃO QUERO IR COM VOCÊS... PARE DAMON. – senti Damon diminuir os passos, contudo ele não parou.

– Vejo que se lembra de meu nome, princesa. – ele disse e mesmo não vendo seu sorriso pude sentir em seu tom de voz.

– Mas que droga! – eu cheguei a dar mais tapas em suas costas, mas já estava cansada fisicamente, eu era humana afinal, parei. Bufei. Ele riu com isso.

– Cansou? – perguntou divertido, revirei os olhos, ouvi pequenas risadas e olhei em sua direção. Klaus e Edward estavam contendo o riso.

– Idiotas. – sussurrei, eles me olharam e eu me lembrei de que eles podiam escutar mesmo estando alguns passos atrás. Bufei irritada. Dessa vez eles não riram mesmo seus olhos mostrando certa diversão.

–Achou mesmo que seria simples assim? – perguntou Edward.

Ignorei, fiquei olhando as arvores ao redor. O silêncio caiu novamente e o instante se arrastou, mesmo não olhando para eles, eu sentia seus olhos cravados em mim, sentia vontade de olhá-los e quando percebia que minha cabeça ia à direção deles, eu parava e olhava com mais atenção às arvores ao meu redor, tentando ver detalhes que minha visão humana não permitia.

Senti um grau de frustração que nunca havia sentido antes. Nunca fora violenta, mas nesse momento queria socar a cara deles, torcer seus pescoços como se fosse uma galinha.

Irritada e ocupada demais com minhas fantasias de agressão não percebi de primeira que Damon tinha parado e me colocava no chão.

– Entre. – ele disse, não parecia um pedido e sim uma ordem. Olhei o carro que ele mantia a porta aberta, para que eu entrasse. Olhei para os lados aflita. — Eu não tentaria correr. Você não teria a menor chance. – Olhei para ele mortalmente. Ele pareceu não se incomodar. Eu queria xinga-lo. – Só me conceda uma vez, está bem?- pediu Damon na voz de quem em seguida diria Tenha cuidado ou Não faça nada que eu não faria.

Entrei. Não estava em condição de discutir, eu bem o sabia. Não significava que eu desistiria. Edward sentou ao meu lado. Damon assumiu a direção e Klaus sentou no banco de passageiro da frente. A viagem foi tensa, eu olhava a paisagem lá fora, não que tivesse alguma coisa para ver lá fora, a escuridão era total. Passamos em frente do que antes era um volvo, senti Edward ficar rígido ao meu lado, ele nada disse e eu não olhei para ele.

Estranhei que o carro não fez menção de ir para o centro da cidade e sim pegava uma estrada em sentido contrario, pegando outra estrada, que de tão estreita não se podia dizer que era uma estrada. Seguindo para uma floresta. A floresta invadia os dois lados, deixando a estrada visível apenas por alguns metros enquanto se curvava, como uma serpente em torno das árvores antigas.

– Não moramos na cidade. – esclareceu Edward ao meu lado. – gostamos de ter privacidade. – tremi com isso, não haveria ninguém que pudesse escutar meus gritos de socorro, se é que alguém teria coragem para interferi. – Está com frio? – ele suspirou com minha falta de resposta – Você poderia facilitar.

– Nem nos seus sonhos. — disse olhando ele.

– Você é inacreditável. — ele parecia surpreso, eu não compreendi, fiquei curiosa, queria saber com o que, mordi o lábio inferior para não fazer a pergunta, ele pareceu ficar tenso, olhava fixamente para meus lábios...

Como seria beijá-lo? Foco Bella foco. Mas que droga já não bastava ter beijado dois deles, com esse pensamento eu me lembrei da sensação e consequentemente fiquei envergonhada com isso. Olhei novamente para a paisagem lá fora.

De repente estávamos em uma pequena campina ou seria um gramado? Mas a escuridão da floresta não cedia. As arvores lançavam as sombras nas paredes da casa. Eu não conseguia ver muito de sua construção, podia dizer que ela era majestosa. (n/a: gente eu não sou boa em descrever ambientes, vou fazer o possível).

Eles saíram do carro, eu permaneci estática no mesmo lugar. Eu olhava a porta aberta e sabia que eles estavam esperando eu sair, para minha própria surpresa eu fechei a porta com tudo, travando a mesma, e todas as outras rapidamente.

– Isabella abra a porta. — disse um Edward aborrecido do lado de fora. Eu sabia que era idiotice, mas quando estamos desesperados não pensamos muito no que estamos fazendo. Era o meu caso. Eu não estava pensando. Ele abaixou para que eu pudesse ver o seu rosto. Olhei para a chave que se encontrava na ignição. – Nem pense em fazer isso- disse ele irritado.

Antes mesmo que eu tocasse na chave a porta ao meu lado foi arrancada e arremessada longe. Eu gritei, duas mãos me tiravam do carro.




Notas finais
Não deixem de comentar, também aceito recomendação rsrsrsrs Beijos e até o proxímo capítulo.