Escolhida
38 Descobertas.
Notas iniciais
Agora vamos a estória...
Pov Alice.
Estaciono em uma vaga perto da entrada do prédio, entre o Impala azul enferrujado e uma pick-up Ford vermelha. O dia cinzento acentua a atmosfera cinzenta desse lado da cidade.
Eu fico olhando o para-brisa me debruçando no volante de modo que posso ter uma boa visão da sacada do apartamento de Stefan no sétimo andar.
Pergunto-me se ele está em casa.
Minhas visões estão falhando e não consigo nem mesmo ter uma visão sobre algo tão simples como ver se ele está em casa ou não.
Retiro o pequeno frasco de vidro que está no bolso de meu casaco. Eu não sabia o que estava em seu interior. Stefan havia me pedido para fazer a Escolhida tomar antes que a mesma tivesse relação com seus companheiros, mas tanta coisa passou e eu não pude fazer o que ele havia pedido.
Essa última semana, a menina não foi deixada sozinha nem por um instante. Quando os Originais e companheiros dela não estava com ela a tal de Bonnie estava presente e pelo seu olhar eu podia dizer que ela não confiava em mim.
Eu poderia colocar o liquido em alguma comida ou mesmo bebida que seria levada para ela, mas algo no cheiro poderia denunciar que algo estava diferente em seu alimento, mesmo sendo um cheiro tão fraco, acho que isso não passaria despercebido para aqueles com sentidos mais apurados.
Eu só esperava que Stefan não ficasse desapontado por eu ainda não ter atendido seu pedido.
Stefan me havia garantido que não se tratava de veneno que era apenas algo que iria nos ajudar no tempo certo.
Segundo Stefan ele estava sendo ameaçado por Mikael e que tudo que estávamos fazendo era para poder ter um futuro em paz.
Olho de volta para cima.
Será que ele se encontra em casa?
Para minha satisfação ele aparece na sacada, vestindo apenas um roupão e olhando o céu com uma fisionomia que eu nunca presenciara em seu rosto. Ele parecia relaxado e satisfeito.
Antes que eu possa pensar em sair para ir ao seu encontro, uma loura anda em sua direção com apenas uma camisa longa o abraçando por trás.
Fico petrificada diante das implicações da cena em minha frente.
Lembranças do dia em que vi Mikael com Stefan veio a minha mente.
Eu tinha visto Mikael apenas uma vez, de longe, enquanto ele ameaçava Stefan e a vida da mulher que ele amava se ele não fizesse o que ele dizia para fazer. Naquele momento eu pensei que era eu a mulher que ele amava.
Agora vendo sua face, eu sei que não sou ela.
O sorriso que se forma em seu rosto é algo que ele nunca dirigiu a mim. Eu podia ver que ele a amava, podia ver o carinho em seus gestos ao se virar para a loura e acariciar sua face antes de depositar um beijo em seus lábios. Toques tão diferentes dados a mim.
Eu saio do carro e sinto a grande onda de poder emanando dali, que por um momento me deixa atordoada. Eu só sentia tal onda de poder diante dos Originais. Olho para cima e noto algo que até então havia passado despercebido aos meus olhos.
A loura nos braços de Stefan não é uma simples vampira, ela era uma Original.
Seu nome veio em minha mente, eu já havia visto um desenho de seu rosto no quarto de Jasper há alguns anos atrás. Rebekah, esse era o seu nome. Irmã dos Originais.
Mas ela não estava morta?
- Eu te amo. – eu escuto as palavras sussurradas de Stefan e o riso quase infantil em resposta a suas palavras.
Eu me sentia doente. Eu não poderia ficar mais nenhum minuto ali. Eu corro em direção à floresta sem que eles notem minha presença, o que não era difícil visto o quanto estavam entretidos um com o outro.
Estou tentando não chorar, um esforço inútil, já que eu sou muito boa em chorar e tudo é um borrão verde enquanto corro torpemente pelo caminho.
De repente um alarme soa em minha cabeça. Paro. Tento ficar calma. Entrar em pânico não vai ajudar em nada. Tento visualizar o futuro, mas tudo que vejo e um branco sem fim. Eu não consigo ver um futuro.
Eu iria ficar bem?
Eu não tenho certeza. Tudo continua igual, nenhuma decisão foi feita e o futuro permanece inalterado.
Meus pensamentos voltam aos Originais e as consequências que estão por vim diante de minhas escolhas.
Eu não sei o que está acontecendo e nem tenho a certeza do que vai acontecer, mas tenho certeza que estou ferrada.
Meu corpo desmorona no chão da floresta e antes que eu perceba estou sentada na relva. Não consigo respirar. Então me dou conta de que eu não preciso respirar, mas o buraco em meu peito ainda doí.
A depressão se abate sobre mim.
Stefan não me amava. Ele não era meu companheiro, não havia um para sempre em nosso futuro. É claro que eu já sabia que Stefan não era meu companheiro real, porém isso não diminuía a dor que estava sentindo.
Eu o amava mesmo sabendo que ele não era meu de fato.
Agora olhando o pequeno frasco de vidro em minha mão, que por milagre eu não havia quebrado diante do que havia presenciado. Nem em minhas visões eu puder prever tal coisa ou certamente teria evitado não que eu pudesse ter feito alguma diferença. Agora me pergunto se eu deveria atender seu último pedido em nome dos velhos tempos.
Sinto-me tão confusa.
Concentre-se. E agora?
Uma decisão se forma em minha mente e é a primeira vez que tenho uma visão onde eu posso realmente ver a possibilidade de muda-la.
Por um momento eu quase não acredito. Mas lá está, e é real.
Essa é uma péssima idéia, mas preciso fazer alguma coisa, sinto que estou ficando cada vez mais desconfortável e insegura com o rumo disso.
Pov Edward.
Eu podia entender a atitude de Bella. Eu realmente...
‘Sinto o cheiro inebriante vindo de seu quarto, eu podia visualizar seus cabelos negros espalhados de forma displicente no travesseiro, sua boca entreaberta deixando escapar um gemido de prazer, gemido que parecia inflamar ainda mais meu desejo... ’
Eu olho Jasper carrancudo.
“Desculpe Edward.” ele olha para mim de forma apoplética antes de desviar seus olhos para a janela.
Eu balanço a cabeça com um suspiro ao ouvir o gemido abafado vindo do quarto na parte superior onde Isabella dormia e pelos poucos gemidos que provinha de sua boca eu podia imaginar o conteúdo de seus sonhos. Era torturante.
Eu podia ver o pedágio que isso estava causando em Jasper. Ele estava sentindo toda a luxúria dessa assembleia.
Nossos visitantes não estavam tendo um bom momento nesse instante, eu poderia dizer. Eu podia ver um indicio de sorriso na face de Klaus e posso dizer que tanto Jasper e Damon também parecia suprimirem um sorriso.
Aro e Caius haviam chegado a menos de vinte minutos para analisar documentos e trazer informações das colônias de lobisomens e pelo modo que se contorciam na cadeira eles estavam mais do que desconfortáveis com o tanto de luxúria que Jasper estava jogando fora. Contudo nem eu nem qualquer um de meus irmãos poderíamos culpa-lo.
Eu voltei meus pensamentos para a menina que dormia sem se dar conta com o que provocava no restante de nós.
A barreira foi uma boa estratégia para nós manter longe e parte de mim acreditava que foi uma boa coisa.
Eu queria que ela se sentisse a vontade conosco e quando chegasse a hora de fazê-la nossa em todos os sentidos fosse de sua escolha. Por mais que eu e meus irmãos acreditássemos em nosso controle, não estávamos certos se na circunstancia atuais poderíamos considerar sua escolha. E isso poderia nos fazer sentir arrependidos mais tarde ou mesmo culpados, fora o fato que ela nunca iria nos perdoar.
Já erramos de mais com ela antes. Era hora de ouvir o que ela de fato queria ou desejava, mas... Porra como explicar isso para meu membro?
Eu me concentrei em lembrar o piquenique feito há poucos dias. Em seus cabelos se agitando pela brisa, seu rosto corado, o brilho de curiosidade em seus olhos, o modo como ela mordia seu lábio inferior... Aqueles lábios vermelhos, eu podia imaginar aqueles lábios beijando os meus, deslizando pelo meu maxilar, descendo pelo meu pescoço e tórax e chegando a parte em que eu mais ansiava seu toque...
Eu escuto um rangido de dentes a minha direita.
- Desculpe Jasper. – eu sussurro.
Jasper apenas balança a cabeça em acordo e pede de forma concisa lincensa aos demais.
Eu volto minha atenção aos demais sentados na grande mesa de jantar, no qual eu poderia dizer que nunca foi usada para essa finalidade, mas diante de tantos convidados parecia mais confortável do que o escritório.
Klaus parecia concentrado em cada palavra que Aro dizia. Eu não podia ouvir seus pensamentos claramente, o que de certa forma me surpreendeu. Eu nunca conseguia ler os pensamentos de Klaus, eu só podia ouvir seus pensamentos quando ele assim o desejava.
Klaus parecia confirmar suas suspeitas de que os lobisomens não tinha nenhum envolvimento com os recentes ataques. E ele parecia procurar o motivo ou na melhor das hipóteses quem era o autor dos ataques. Conhecendo Klaus, eu já sabia que ele desconfiava de alguém, mas ele só iria nos dizer quando tivesse certeza que não havia nenhuma outra possibilidade.
Em nenhum momento ele pareceu perturbado ou desconfortável com seus sentidos sendo agredidos como o resto de nós.
Damon por outro lado...
Sua imaginação era bem nítida e com tal intensidade que a garota Jane estava tendo um tempo difícil em se manter com o rosto sereno diante do que ele estava fazendo. Damon parecia estar tão compenetrado em sua fantasia que sua mente sequer registrava que ele estava com a mão na feminilidade de Jane em uma caricia provocante, já Jane...
‘... não é possível ignorar mais seus desejos, o cheiro de sua excitação agride minhas narinas, enquanto deslizo meus dedos em suas dobras lisas, pressionando seu clitóris, enquanto ela solta um gemido baixinho, não é possível mais segurar-me e coloco a ponta de me pênis na entrada de sua feminilidade e pressiono firmemente em sua abertura, adentrando sua intimidade com um suspiro divido em agonia e satisfação. Seus músculos internos comprimindo meu membro quase me levando a borda... Nossos movimentos se tornam cadenciados e depois de poucos segundos estou em um ritmo frenético em busca de minha libertação, o que não tarda a vir. ’
Uma intensa onda de luxúria se abate sobre nós.
Eu paraliso diante do gemido que vem a poucos metros de distancia. Jasper chegará a seu orgasmo.
A imagem de Isabella corada pelo seu recente orgasmo preenchendo minha mente de tão clara é a fantasia de Jasper me leva a borda.
Olhando o que fazia, eu agradeço a Bella estar segura atrás daquela maldita barreira.
Eu estava tão concentrado nos pensamentos de Jasper que nem havia percebido que me acariciava por cima da calça jeans.
Eu olho em frente e vejo Aro e Caius com a cabeça apoiada na mesa. Klaus apenas estava sentado, olhando nada em particular e parecia tão rígido em sua postura que me fez pensar que talvez ele esteja sendo afetado tanto quanto nós, ele apenas tinha mais controle em não demonstrá-lo.
Nesse momento eu o invejei por isso.
Felix e Alec estavam arfando levemente.
Jane deixa um gemido escapar e com isso captura a atenção de Damon. Damon parece surpreso ao ver sua mão no interior da calcinha de Jane.
- Jasper, pare de projetar. – eu grito exasperado.
– Mas que droga, Jasper. Olha o que me fez fazer. – Damon grita irritado.
‘Isso é tudo culpa daquela menina idiota. Por que ela simplesmente não morreu como esperado. Se não fosse a interferência de Damon... ’
Eu paro todos os meus movimentos ao ouvir tal pensamento.
‘... Não fosse a barreira, eles já teriam violado ela e ela estaria morta ou definhando até morrer... Humm, que droga! Estou com tanto desejo... ’
Eu conhecia bem a voz daqueles pensamentos.
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