Escolhida
31 Como um vampiro escolhe uma companheira.
Notas iniciais
Agora vamos a estória...
Pov Bella.
Eu queria arrancar a tapa o sorriso sem vergonha da cara de Damon. Maldito arrogante!
– Damon já chega. – Escuto Klaus dizer calmamente. Olho em direção ao som de sua voz e me deparo com Klaus, Jasper e Edward próximo à cabeceira da minha cama. – Creio que seja hora de termos uma conversa minha querida Isabella.
Eu estava atordoada.
Sinto Damon me dar um leve beijo na bochecha antes de sair de cima de mim e rapidamente me cobrir com um lençol.
Eu sentei na cama me certificando que eu estava devidamente bem coberta com o lençol, não que eu tivesse duvida que eles não tivessem dado uma boa olhada em meu corpo seminu.
Sinto meu rosto aquecido só de pensar a quanto tempo eles estiveram ali olhando antes de se fazer notar suas presenças.
Levanto da cama agarrada ao lençol como se minha vida dependesse disso e corro para o closet.
Agradeço aos céus por não cair em meu percurso, eu já estava envergonhada de mais sem precisar de adição extra.
Pego a primeira roupa a minha frente: um vestido azul Royal com decote arredondado e saio na esperança de estar sozinha. Esperança que morre rapidamente ao ver os quatro vampiros me esperando.
Mordisquei meu lábio inferior e coloco alguns fios por trás de minha orelha esquerda enquanto me encaminho para o sofá branco no canto do quarto próximo a janela, evitando até mesmo olhar em direção à cama onde Damon estava deitado de forma displicente e Klaus estava sentado me aguardando.
Edward e Jasper permanecem em pé olhando nada em particular, mas sua postura me faz crer que eles estão de algum modo prestando atenção aos meus movimentos, mesmo não olhando diretamente para mim. Era como se cada parte minha estivessem consciente de suas ações mesmo não sendo obvia.
Vejo pelo canto de meu olho Klaus se levantar e caminhar em minha direção. Nenhuma hesitação em seus passos. Ele para a minha frente e se agacha, pegando meu queixo com uma de suas mãos, me fazendo olhá-lo.
Ele me fita atentamente, enquanto eu tento evitar seu olhar. Ele leva as mãos em meu rosto, segurando de forma que eu fitasse seus olhos.
– Precisamos conversar e dessa vez você vai ouvir tudo que nós temos a dizer e não vai nos ignorar como da primeira vez que tentamos ter essa conversa. Compreende?
Eu apenas tento acenar com a cabeça, mas Klaus ainda mantém meu rosto cativo.
– Precisamos ouvi-la, querida. – escuto Jasper dizer.
– Eu entendi. – minha voz não passa de um sussurro, mas sei que eles ouvi-la.
Klaus solta meu rosto com um suspiro e passa a segurar minhas mãos como se eu fosse fugir a qualquer momento.
– Primeiramente eu gostaria de explicar como um vampiro escolhe seu companheiro. Existem três maneiras. – ele fez uma pausa me olhando atentamente. – Pelo sangue, pelo cheiro ou pela sua chamada de alma. – ele fez outra pausa parecendo pensar em suas próximas palavras. Eu já sabia sobre a coisa das almas graças a Bonnie e Klaus também havia mencionado antes. – Seu sangue me fez perceber em nosso encontro na floresta que você pertencia a mim.
– Como é que é? Meu sangue? – perguntei confusa. Eu não era escolhida deles por causa daquela coisa sobre almas?
Ele hesitou por apenas um segundo antes de continuar sua explicação.
–Um vampiro reconhece a chamada de sangue de seu companheiro, é como se ele cantasse para nós. E ele cantou para mim naquele instante, mas ao prova-lo eu pude ver que não seria seu único companheiro. Eu simplesmente sabia. Eu a levei para o hospital e... – ele levantou de súbito e começou a andar como se fosse um leão enjaulado. Parando bruscamente.
Ele respirou profundamente, antes de voltar à posição anterior. Agachado a minha frente e segurando minhas mãos com o rosto novamente composto, não demonstrando nem um sinal de sua explosão há pouco. Ele continuou com sua explicação.
– No hospital, eu notei que não só seu sangue cantava para mim... Era como se eu reconhecesse você. Eu nunca coloquei meus olhos em você, mas uma parte minha te reconhecia. Então depois de um teste. – Ele falou a palavra teste como se algo o desagradasse. Como se fosse um insulto. Eu queria saber que teste foi esse que o irritara tanto, mas antes que eu pudesse vocalizar minha pergunta ele continuou. – Descobri que você era minha escolhida de alma, então chamei meus irmãos para que eles pudessem vê-la na esperança que fosse um deles. Eu não aceitaria dividi-la com nenhum outro. Se fosse somente uma ligação de sangue, eu seria seu único companheiro, mas... – ele deu um aperto suave em meus dedos – Contudo seu sangue é como afrodisíaco para mim... para nós. – ele pausou novamente esperando as palavras afundar em minha mente.
– Eu não entendo. Se meu sangue é tão irresistível para vocês como é que vocês não me drenaram a seco? – perguntei com confusão evidente em minha voz. – Eu sangrei por duas v...
– Três. Quando eu a encontrei na floresta, você estava sangrando. – corrigiu Klaus.
– Ok. Por três vezes eu sangrei em suas presenças e nem uma vez... – parei ao ouvir a risada de Edward.
Olhei-o curiosa. O que eu estava dizendo de tão engraçado?
Ele teve a decência de olhar envergonhado.
Klaus limpou sua garganta de forma desnecessária, mas de forma eficiente para que eu voltasse minha atenção a ele. Eu podia ver um fantasma de um sorriso em seu rosto. Eu estreitei meus olhos nele, no qual ele riu.
– Desculpe minha querida, mas quando eu disse que seu sangue era um afrodisíaco para nós eu não me referia a nossa sede de sangue.
Eu olhava para ele tentando entender suas palavras. Eu me sentia muito confusa. Se não era sede de sangue...
Quer uma dica?
Não. Eu só preciso...
Tem certeza?
Ah! Cale a boca e me deixe pensar. Sozinha.
Hunf.
Eu olhava Klaus que se manteve agachado a minha frente segurando minhas mãos.
Eu voltei meu olhar aos demais. Eles pareciam esperar que eu chegasse à resposta sozinha. Por que eles simplesmente não me diziam? Era tão obvio assim?
Eu pensei em como eles reagirão quando eu sangrava... e então o pensamento me bateu me fazendo corar profundamente. Tentei puxar minhas mãos para cobrir meu rosto de vergonha, mas o aperto de Klaus as mantinha no lugar.
– Você não tem nada do que se envergonhar, Bella. – disse Jasper.
Eu senti uma onda calmante, no qual eu era muito agradecida no momento, não que ela tivesse amenizado meu desconforto.
Estava começando a se tornar uma conversa embaraçosa, mais do que eu tive com Renée aos meus treze anos sobre sexo e o uso de camisinha.
Renée diferente de todas as outras mães achou que uma simples conversa não bastaria, ela teve que mostrar como se usa uma camisinha com o auxilio de uma banana... Acredite foi muito constrangedor.
Volto à realidade ao ouvir uma tossida para chamar minha atenção. Dessa vez de Damon.
– Seu sangue apesar de ser o mais doce que eu... que nós já provamos, ele não provoca nossa sede, mas nossa libido. – disse Damon. — Como se não bastasse seu cheiro. – Damon disse resmungando.
Meu cheiro? O que tem meu cheiro?
– Eu não cheiro bem para você? –perguntei estupidamente.
Ele me olhou surpreso, deixando uma pequena risada escapar.
Eu estava começando a ficar irritada, quando sinto Klaus acariciar meu rosto.
– Oh minha doce menina ingênua. Você cheira deliciosamente bem. Seu cheiro é muito tentador para nossa paz de espirito... e seu bem estar. – disse Klaus seriamente. – O modo como você cheira fica difícil de manter nossas mãos longe de você, mesmo sabendo que não está pronta para nos aceitar... Ainda. Mas logo você será nossa companheira em todos os sentidos.
– Eu ainda acho que vocês escolheram a menina errada. – digo me levantando e me afastando um pouco de seu toque.
– Dificilmente. – Klaus declara, levantando de sua posição anterior.
– Vocês não podem simplesmente terem errado?
– Por que você simplesmente... Seria tão mais simples se você aceitasse. – Edward disse de forma frustrada correndo seus dedos em seu cabelo cor de bronze.
– Você... Vocês não podem me escolher somente pelo meu sangue e pelo meu cheiro. – protestei.
– Podemos. – declarou Damon.
– E você não pode se esquecer de que nossas almas também estão ligadas. Você querendo ou não está ligada a nós. – Klaus sentenciou. — Eu nunca tinha ouvido falar de companheiros serem ligados de tantas formas, geralmente é apenas um. – ele comentou a ninguém em particular.
– É raro uma fêmea ter dois companheiros, mesmo em nossa espécie. Imagine quatro. Talvez isso justifique que nós sejamos ligados de tantas maneiras. – comentou Jasper.
Eu queria gritar de frustração. Eles eram tão teimosos!
Só eles?
Eu não sou teimosa.
Não, é claro que não.
Era obvio que eu não conseguiria sair dessa situação sem um bom argumento. E onde estava esse argumento quando se precisa dele.
Cruzei meus braços e empinei meu queixo de forma teimosa. Ok. Talvez eu seja um pouco teimosa.
– E se eu não desejar ser companheira de vocês? Vocês vão me obrigar à aceita-los? Vocês vão continuar a me manter prisioneira?
Eles estreitaram seus olhos em minha direção.
– Você não é nossa prisioneira. – declarou Jasper.
Arqueei a sobrancelha em sua declaração.
– Eu devo-lhe um pedido de desculpa quanto a isso. – Disse Klaus apaziguador.
– Todos nós. – disse Edward.
Eles estão me pedindo desculpas? De verdade?
– Quando a vimos nossos sentidos tiraram o melhor de nós. Um vampiro quando encontra sua companheira fica um pouco...super protetor para com ela. – Declarou Edward.
– Super-protetor? E vocês estavam tentando me proteger do que?
Eles pareciam se remexer desconfortável me fazendo acreditar que existiam mais coisas do que eles pareciam dispostos a falar. Algo que eles não queriam me contar. Como se me escondesse alguma coisa e eu não gostava da sensação deles estar me escondendo alguma coisa.
Como se você não tivesse escondido coisas deles também. Como você acha que eles se sentem sobre isso?
Eu não escondi nada deles.
Eu só vou falar uma palavra: lobos.
Não é um segredo meu para contar.
Eles são seus companheiros, você devia compartilhar o que sabe.
Eles não são meus companheiros.
E você diz que não é teimosa.
Edward dar dois passos em minha direção antes de parar.
– Ficamos um pouco protetores em relação a você e uma coisa que você deve ter em mente é que um vampiro, especialmente o macho é muito possessivo. – Disse Edward.
O que? Agora eu sou um tipo de possessão? Argh! Eu não sou nenhum objeto ou propriedade. Gemi internamente.
– Naquele momento achamos que você ficaria mais segura conosco e dado os recentes eventos, estávamos certos. – conclui Damon.
– Recentes eventos?
– Os Lobisomens. – respondeu Jasper.
Lobisomens? Ah, é claro. Os lobos.
– Não tem nada a dizer para nós, Bella? – pergunta Edward.
Eu balanço a cabeça negando conhecimento sobre o assunto. Ele volta a caminhar até mim. Ele leva sua mão em meu rosto em uma leve caricia, colocando algumas mechas atrás de minha orelha. Onde seus dedos tocam, sinto formigar... Uma sensação que estava começando a se tornar familiar.
Umedeço meus lábios que de repente se tornaram seco e noto os olhos de Edward escurecer. Suspiro. Ele passa um dedo em meus lábios e se afasta bruscamente. Deixando a sensação de queima, mesmo seus dedos sendo tão gelados e uma sensação de perda. Eu sentia falta de seu toque. Por que eles tinham que me fazer se sentir assim? Eu gemi internamente. Seria tão simples se eu pudesse somente odiá-los.
– O que sabe sobre os lobisomens? – Pergunta Damon tirando de meu pequeno devaneio.
– Eu não sei nada. – respondo rapidamente, amaldiçoando minha falta de capacidade de dizer uma mentira. Eu era uma mentirosa horrível.
– Isso não é verdade. Se eu não me engano suas palavras mais cedo foi: Eles nunca me machucaram. Sendo assim você já teve contato com eles anteriormente. – declara Damon exasperado com minha mentira obvia.
– E-eu...humm
– Bella, por que não conta para nós o que sabe?
Eu deveria? Não era grande coisa. Eu conhecia os quileutes desde que era menina e mesmo após a separação de meus pais, eu mantive me comunicando com eles sejam por cartas, e-mail ou mesmo telefonemas esporádicos, mas...
Eu desviei meus olhos de Damon, evitando os olhos dos demais. Eu não queria mentir, mas sabia que eu não podia dizer sobre eles, não se eu fosse utilizar a ajuda dos lobos para fugir daqui. Eu queria fugir... não é?
Os lobos não ajudaram você a fugir da última vez.
Eles não podiam, os quatro estavam lá.
Você acha realmente que Jasper deixaria eles leva-la, mesmo tendo que enfrentar todos eles sozinho?
Eu...
Você ficaria bem consigo mesma se um deles se machucasse?
Jasper sendo ferido... Eu me sentia angustiada só com o pensamento. Eu não o quero machucado...
Eu estava me referindo aos lobos.
Aos lobos? Ah, é claro. Eu não quero que eles se machuquem.
Por que não admiti que gosta deles?
De quem?
Hunf. Você sabe de quem. Dos quatro vampiros aqui presentes. Eu atrevo a dizer que é mais do que um pouco. Você os deseja, só tem medo por que...
Não, eu não quero falar disso.
Eles não...
Eu já disse que não quero falar sobre isso.
Ok, mas você terá que falar sobre isso em algum momento.
Sinto uma mão erguer meu queixo. Eu não abro meus olhos, mas mesmo não vendo, posso dizer que é Jasper. Era incrível como eu podia saber simplesmente pelo toque ou mesmo pelo seu perfume. Sinto sua respiração bater em meu rosto.
Jasper cheirava canela e orvalho da manhã. Damon tinha o cheiro de couro e almíscar. Klaus cheirava a chuva e chocolate e Edward a lavanda e terra molhada. Para mim eles cheiravam maravilhosamente bem.
– Querida! – Jasper sussurrar para mim. Eu abro lentamente meus olhos. Ele me olha preocupado. – Não precisamos falar disso agora.
Eu deixo escapar um suspiro de alivio.
– Não significa que não voltaremos a esse tópico novamente em um futuro próximo. – Ressalta Edward.
Eu olho ele de forma apoplética, voltando a minha atenção ao escutar a voz de Jasper.
– Sei que você não se sente bem em tudo isso. Eu só quero que você nos de a chance de provar a você que pode dar certo. Como eu havia dito a você anteriormente. Eu quero você como minha companheira e você se encaixa perfeitamente em minha vida e nada fará com que eu deixe você sair dela. Eu não vou desistir de você. – as palavras de Jasper eram ditas sem nenhuma hesitação. – E meus irmãos se sentem da mesma maneira. Não vamos desistir de você.
A forma que ele diz que não vão desistir de mim faz com que um arrepio passe pelo meu corpo. Eu olho em cada um deles. Seus olhos cravados em mim.
– Sabemos que no momento você não quer ter um relacionamento conosco seja por medo, insegurança ou... o que quer que seja, mas vamos fazer tudo que estiver a nosso alcance para conquista-la. – Klaus diz próximo ao meu ouvido de algum modo aparecendo atrás de mim. – Eu sei que não é indiferente a nossa presença ou ao... nosso toque. – Ele passa suas mãos em meus braços me puxando de encontro a seu corpo. Minhas costas batem em seu corpo solido e meu coração ganha velocidade com sua aproximação. Ele leva as mãos em meus cabelos afastando ele ligeiramente de meu pescoço. Ele respira profundamente. Sinto sua respiração bater meu pescoço, me fazendo tremer ligeiramente. Sinto meus joelhos minarem, e se não fosse o braço de Klaus rodeando a minha cintura eu certamente teria caído. Sinto seu nariz roçar minha orelha esquerda e fecho os olhos com o choque que passa pelo meu corpo ao sentir seus dentes raspar atrás de minha orelha. Quem diria que ali seria um ponto sensível? – Você é tão sensível, não é mesmo? — ele pergunta com a voz rouca.
Sou incapaz de responder.
Abro os olhos abruptamente ao sentir um toque em meus lábios. Edward me olha fixamente. Ele volta a roçar meus lábios com os seus sempre me fitando. Ele me olha tão intensamente que não consigo desviar meus olhos dos seus. Ele pressiona seus lábios com mais força, me fazendo suspirar no qual ele aproveita para aprofundar o beijo.
Sua língua invadiu minha boca, degustando cada recanto escondido. Ele interrompe o beijo e encosta sua testa contra minha respirando com dificuldade assim como eu. Não que ele precisasse respirar de qualquer forma.
– Mesmo que não goste você é afetada por nós assim como nós somos afetados por você. A diferença é que queremos e aceitamos você como nossa companheira e você... mas isso logo irá mudar. – Klaus volta a sussurrar em meu ouvido.
Nesse instante meu estomago se fez ouvir, fazendo me corar ao ganhar olhares surpresos de quatro vampiros.
– Temos que se lembrar de alimentá-la mais vezes. – riu Jasper. -Esquecemos que você é ainda humana o que me lembra de que teremos de conversar sobre isso futuramente, mas agora é melhor levarmos você para comer alguma coisa. Temos certas coisas ainda para ser ditas, porém elas terão que esperar.
– Jasper tem razão. Temos muitas coisas para ser ditas, mas isso terá que esperar. Temos uma visita inesperada esperando por nós lá em baixo para atender enquanto isso Bella poderá ter seu momento humano. – diz Klaus se encaminhando para a porta como se nada tivesse acontecido.
Eu não protesto ao ser encaminhado ao primeiro andar, tendo Jasper me conduzindo pela mão enquanto os outros seguem atrás. Eu me sinto um pouco atordoada com nossa recente conversa e um tanto aliviada com a pequena pausa. Eu sabia que eles não seriam muito pacientes e logo eles voltariam com o assunto dos lobos e exigiriam respostas e eu precisava pensar no que diria a eles.
Ao pisar no último degrau Alice os informa que a visita está esperando na sala.
– Obrigado Alice. Por que não leva Isabella para a cozinha para que ela possa comer alguma coisa. – Diz Klaus, colocando um beijo no topo da minha cabeça antes de se encaminhar para a sala sendo seguido pelos outros.
Antes de seguir para a cozinha, eu consigo ter um vislumbre do visitante misterioso.
O que Bonnie fazia aqui?
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