Escolhida

47 Ataque a casa dos Originais.


Notas iniciais
Oi lindas! Desculpem a demora do capítulo, mas mês de julho e feriados é complicado para mim, mas o mês de agosto chegou e acredito que vou ter mais tempo para me dedicar a uma das coisas que eu mais gosto... Escrever fanfics *....* Enfim...
Vamos à estória...

Pov Bella.

Mesmo ainda parcialmente dormindo eu sentia os lábios de Edward contra os meus, estranhamente frios, como os dedos enlaçados aos meus acima de minha cabeça, mas muito doces, muito pacientes, como se ele estivesse mais do que disposto há esperar o tempo que fosse preciso até que eu me desse conta do que estava acontecendo... Até que eu despertasse completamente.

Eu desperto devagar, um pouco confusa e desorientada, e quando meu coração deu uma batida dupla explosiva, eu passo os braços em torno do seu pescoço, retribuindo o beijo, se afundando nele, exuberante pelo fato dos braços dele estarem me segurando firmemente, tendo seu perfume inebriando todos os meus sentidos. Inspirando aquele cheiro bom.

Seus beijos pareciam queimar através de minha pele, até a minha alma.

Meus pensamentos estavam enevoados com o súbito prazer que eu tinha vivenciado nessas ultimas vinte quatro horas com meus... Companheiros. Sim, meus companheiros. Por que negá-los agora? Eu não podia. Não mais. Eles eram meus companheiros. Eu podia sentir um sorriso em meus lábios de encontro aos seus e por algum motivo que eu desconheço e nesse momento eu não me importo, Edward sorri de encontro aos meus lábios sem, no entanto desgrudar seus lábios dos meus.

Ele ri por entre meus lábios, mordiscando meu lábio inferior, fazendo com que um gemido escape de meus lábios me contorcendo levemente e é a vez dele de gemer ao ter meu corpo roçando o seu. Pele com pele, visto que ambos ainda nos encontramos nus. Eu posso sentir sua excitação próximo a minha feminilidade fazendo meu centro inundar de calor.

Eu me aperto contra seu corpo, e ele intensifica ainda mais o beijo... Depois desce a boca de meus lábios até o meu queixo, em direção ao meu pescoço, enquanto abaixava um de seus braços e pousado sua mão sobre a curva de um de meus seios, eu podia sentir meu coração saltar sob seus dedos, disparando como um cão de caça, antes dele abaixar a cabeça para onde estava a sua mão, substituindo sua mão pelos seus lábios apertando levemente meus cabelos com sua outra mão quase que possessivamente. Eu apenas arfo de prazer.

Edward voltou a me beijar levemente e quando o calor me dominava, ele tocou minha face com seus lábios, indo com lentidão provocante até a minha orelha.

Ele mordeu o lóbulo de minha orelha suavemente e o ar frio de seu hálito me fez sentir arrepios. Eu me mexi, impressionada com a sensibilidade de meu próprio corpo.

Não fazia idéia de que a orelha pudesse transmitir esse tipo de sensação.

Quando seus lábios roçaram meu pescoço e a língua dele passou a executar seu percurso em meu pescoço, provando minha pele, eu senti meu corpo tremer em antecipação. E quando ele lambeu uma parte particularmente dolorida eu me lembrei... Eles haviam me mordido.

– Sem mordidas. – eu digo em um sussurro.

Ele afastou a cabeça brevemente, prendendo seu olhar ao meu. Seus olhos estavam escurecidos de desejo e luxuria.

– Eu não vou mordê-la... Só se você pedir. – ele disse com seu sorriso torto em sua face na clara tentativa de brincar. Ele pareceu ver minha insegurança, pois seus toques acabaram e ele apenas pairava sobre mim. – Isabella...

– Bella. – eu corrigi automaticamente e vendo-o arquear a sobrancelha eu complementei. – Eu gosto mais de Bella. – eu expliquei.

– Ok... Bella. – ele disse pausadamente como se saboreasse a palavra o que me fez ficar excitada, o que eu acredito que ele tenha notado, visto que ele respirou profundamente e seus olhos ficaram ainda mais escuros, se é que era possível. Eu corei um pouco envergonhada, o que era bobagem depois de tudo que tínhamos feito. – Deveríamos tê-la avisado sobre as mordidas. – ele disse pensativo.

Eu apenas esperei ele continuar pacientemente.

– Os vampiros costumam morder sua companheira durante o sexo e vice e versa, mas visto que você ainda é humana e não pode nos morder nos demos o nosso sangue a você durante o ato além de... – eu permaneci calada, esperando ele concluir seu pensamento, mas vendo que ele não iria continuar.

– Além de? – eu instiguei.

Ele parecia escolher as palavras a serem ditas, como se tentasse editar o que seria dito.

Eu não gostei.

– Além de que tendo dois vampiros sugando seu sangue poderia deixa-la enfraquecida e isso... Seria perigoso para sua saúde. Um ser humano não pode perder tanto sangue. – ele diz rapidamente as duas últimas frases.

Eu pensei no que ele disse. Algo estava fora, eu só não conseguia chegar ao ponto.

– Em que está pensando? – ele pergunta curioso.

– Em nada.

– Não é verdade. – ele diz me olhando um pouco frustrado por ver que eu não iria dizer nada. -De todas as pessoas... – ele ri antes de continuar. – De todos os pensamentos, o único que eu de fato quero saber é aquele que eu não posso ouvir. Da única pessoa que eu realmente quero saber. – ele diz.

Muitos pensamentos se passavam em minha cabeça, mas eram muito confusos. Eu podia ver que por mais que eles haviam me dito que eu era sua companheira em nenhum momento eles me perguntaram ou me disseram o que estava acontecendo. E eu sabia que algo grave estava acontecendo.

Eu tinha escutado poucas conversas entre eles, mas mesmo nesses momentos era como se eu fosse algum tipo de mobiliário sem ter opinião ou palavra a ser dita sobre a situação. Mesmo as poucas conversas que eu havia presenciado eu pude saber que o pai deles de alguma forma queria mata-los e que sua irmã Rebekah estava viva, mas os motivos por detrás disso era um enigma para mim. Eu me recordava vagamente do piquenique no lago com Edward no qual ele falava um pouco sobre sua família e de como seu pai era um homem rígido.

Eu me recordava vagamente de Klaus mencionar sua irmã enquanto eu estava meio que no estado de zumbi ao saber da morte de meu pai, mas suas palavras eram bem vagas para que eu lembrasse com exatidão, já que na ocasião eu praticamente me fechei para eles.

O fato de eles conversarem entre si sem se importar de eu estar ouvido tinha seu lado positivo e seu lado negativo.

O lado positivo era que quando eles conversavam entre eles, eles não editavam suas palavras e ações e eu podia saber o que de fato acontecia, mesmo me magoando um pouco como foi o caso de quando Edward falou sobre sua tentativa de seduzir a megera... Porém diferente das outras vezes, ele se deu conta que eu estava ouvindo e eu pude ver a culpa em seus olhos... E eu covardemente corri para o banheiro em vez de dizer poucas e boas para ele.

Eu tinha ficado magoada, mas ao passar suas palavras por minha mente eu podia ver o quanto ele não gostou do que tinha feito e isso abrandou minha magoa e minha raiva, mas não posso dizer o mesmo quanto ao meu ciúme.

Eu tinha ficado com ciúmes por Greta ter esse tipo de atenção por parte dele. Era irracional, eu bem o sabia, mas mesmo dizendo isso para mim repetida vezes, isso não mudava o que eu tinha sentido e tudo que me passava na cabeça é que eles eram meus. Eles não eram posses, mas eu me sentia muito possessiva no momento.

E foi nesse momento que eu me dei conta que eu os amava. Eu estava apaixonada por cada um deles.

Mas como eu não podia não me apaixonar? Eles eram tão diferentes e mesmo com a sua singularidade eles me completavam como nenhum outro seria capaz. Eu estava indefesa diante de seus beijos e seus toques. Eles me faziam virar cinza.

Já o lado negativo...

Era como se eles apenas esperassem que eu fosse satisfazer suas vontades e desejos, mas quando se tratava de algum assunto que não fosse referente à aceita-los, minha opinião e meus pensamentos não fossem levados em consideração. Mesmo tendo a certeza que seja o que fosse que estivesse acontecendo eu seria de alguma forma afetada. Era a minha vida e ao que parecia eles não achava que eu tinha o direito de saber ou opinar sobre isso.

Isso teria que mudar. Se iriamos tiver um relacionamento e eu seria sua companheira eu teria que ter o mesmo direito que eles e minhas opiniões teriam que ser levadas em consideração. Eu fui criada em um lar opressivo e não queria algo assim para mim, mesmo sabendo que eles nunca iriam me machucar... Além do mais estamos em pleno século vinte e um e a mulher não era mais tão submissa aos desejos do marido quanto antigamente.

Eles não podiam esperar isso de mim, poderia? Quer dizer, eu tenho certeza de ouvi-los falar de quanto sua mãe era submissa aos desejos de seu pai, mas mesmo nesses momentos eles pareciam abominar tal atitude...

Mas eu tinha que reconhecer que em uma pequena parcela eles tinham o mesmo comportamento, mesmo que eles não tenham notado ainda... Como eu iria os fazer verem isso?

Eu não tinha nenhum pensamento formado sobre a questão... Ainda. Então resolvi fazer as perguntas que estava em minha mente por um tempo e não pude fazer.

– O que aconteceu com Greta?

– Eu não sei. – ele diz afastando umas mechas de cabelo do meu rosto. — Você não precisa se preocupar com ela. Ela jamais chegará perto de você. – ele diz prontamente.

Mas eu podia sentir que isso não era de todo verdade. De alguma forma Greta chegaria até mim.

– Não se preocupe com isso amor. – ele disse dando leves beijos em meus lábios, mas eu me nego a ceder.

– E Alice?

Ele suspirou afastando seu rosto novamente.

– Klaus decidirá o que fazer com Alice. – ele diz. – Não precisa...

– Se preocupar? – eu digo sarcástica.

Ele aperta seus lábios antes de me dar uma resposta.

– Exato. Somos seus companheiros e você estará segura. Confie em nós. Nada vai acontecer. Está é a nossa casa e não tem lugar mais seguro do que aqui. – ele diz mordiscando meu queixo.

Não é mais seguro. Vocês tem que sair daqui. Agora. Eu escuto minha voz interna dizer em aflição.

– Temos que sair daqui. Precisamos sair daqui agora. – eu digo urgentemente tentando me desvencilhar dos braços de Edward. Felizmente ele sai vendo meu pânico evidente. – Onde está Jasper?– eu pergunto pela primeira vez me dando conta que Jasper não está no quarto, eu lembrava vagamente de ter acordado antes e o ouvido falar que iria resolver uma coisa e que logo estaria de volta sem, no entanto dizer o que ou onde.

Eu pego uma calcinha e um vestido e me visto rapidamente colocando uma sapatilha confortável.

Edward já está vestido quando eu me viro de volta a ele.

– Ele foi... – ele parou como se estivesse ouvindo algo. – Ele está entrando nesse momento em casa. – Edward me olha curioso, mas nada pergunta.

Nesse momento Jasper chega.

– Pegue algumas coisas, estamos indo para casa de Peter. – ele me diz com um sorriso, mas eu posso ver seus olhos que algo estava errado.

– O que aconteceu? – eu pergunto indo em sua direção, sendo detida por Edward.

– Não há nada para se preocupar, só pegue algumas coisas.

– Não. Eu não vou pegar nada até que me digam o que está acontecendo. – eu teimo mesmo meus pensamentos gritando para que eu saia daqui o mais rápido possível.

– Não é hora Bella. – diz Edward.

Eu não me movo.

– Podemos falar durante o caminho. – tenta conciliar Jasper.

Eu olho insegura de um para o outro. Porém antes que eu tome qualquer decisão, Edward me pega no colo e vai andando em direção à porta, mas a barreira invisível ainda está presente e barra nossa passagem. Eu deixo escapar um gemido de dor ao ser batida de encontro à barreira e Edward olha confuso a porta a sua frente e de volta para mim por duas vezes. Ele me solta ao ver que eu estava estável sobre meus pés e tenta passar pela porta sozinho, no qual ele é bem sucedido.

– Jasper passe pela porta. – Edward diz.

Ele faz o que lhe é dito e consegue passar sem nenhum obstáculo, e isso desperta minha curiosidade. Eu chego até a porta, mas diferente deles eu não consigo passar, a barreira está firmemente lá. Eu posso senti-la pela palma de minhas mãos. Ela é bem solida. Eles voltam para o quarto e me olham pensativo e vez ou outra olham para a janela.

Antes mesmo que eles possam dizer alguma coisa eu vou em sua direção, mas a mesma barreira que se encontra na porta, também bloqueia a janela.

Eu estava presa.

Por que eles poderiam passar e eu não?

Eu começo a ficar agitada enquanto que Jasper e Edward conversam entre si eu corro e pego meu telefone em cima do criado mudo e ligo para Bonnie. Agradecendo mentalmente por ela ter me dado seu numero antes de sair. Eu conversei com ela brevemente expondo o que acontecia e desligo nem mesmo cinco minutos depois.

Bonnie não sabia explicar o que estava acontecendo, ela havia dito que a barreira já teria sido quebrada no momento que eu convidei um deles ou no momento em que minha regra havia parado seu fluxo... Pelo menos uma ou duas horas depois.

E eu expliquei isso a Jasper e Edward que estavam cada vez mais tensos conforme eu contava o que Bonnie havia dito.

O som do celular de Jasper tocando quebrou o silencio que se fez depois de minha explicação. Ele atendeu e falou por quase um minuto e meio antes de voltar a desligar e olhar para mim. Eu não pude entender as palavras trocadas de tão rápido que saíram o que me faz pensar que só podia ser um vampiro do outro lado da linha.

– Bella, você tem que baixar seu escudo. – Jasper me diz acariciando ambos meus braços.

Escudo? Eu apenas olhei para ele confusa diante de suas palavras. Que escudo? Tudo que vinha a minha mente era um tipo de armadura medieval estupida.

– Bella. É você que está segurando a barreira em volta do quarto. – ele diz como na tentativa de explicar.

– Eu?

– Sim, você.

– M-mas eu não sei como estou fazendo isso. – eu estava fazendo isso?

– Só...

– Esqueça Jasper. Eles já estão aqui. – Edward diz sombrio olhando em direção da porta.

Eu senti um arrepio em minha nuca e antes que eu possa perguntar do que se trata eu escuto um estrondo no andar de baixo.

Nesse momento Jasper e Edward ficaram na minha frente em posição de defesa e ataque, eu não saberia dizer com precisão. Em poucos instantes uma criatura se choca contra a barreira. Parecia um... Lobisomem, mas não como os de La Pusch que eu já havia visto...

– Eles não podem passar pelo escudo. – Jasper comenta.

– Bella ficará segura. – Edward diz a minha frente e no segundo seguinte está do outro lado da barreira com a tal criatura sendo segurada pelo pescoço. Eu deixo escapar um grito agudo ao ver outra criatura bater do outro lado de Edward jogando o longe... Longe de meu campo de visão.

Jasper me olha brevemente e com um aceno de minha parte ele vai em direção à porta... Em direção onde Edward havia sumido.

Eu corro até a porta, espalmado a barreira que ainda continua solida para praticamente cair para trás diante do susto quando outro lobisomem colide com a barreira.

Seja lá o que fosse o que eu estava fazendo para mantê-la no lugar eu estava agradecida. Eu escutava muitas rosnas e uivos e meu coração batia freneticamente preocupada com o que estaria acontecendo com Jasper e Edward.

Eles não podiam se ferir. Não depois de tudo. Eu só queria que eles estivessem bem. Eu não podia perdê-los. Não antes de dizer que eu os amava... Não antes de...

Um estrondo me fez pular sobre meus próprios pés e me virar bruscamente em direção ao som. Estilhaços de madeira e vidro estavam por toda a parte, mas isso não era o grande destaque no cenário a minha frente e sim as duas monstruosidade que pairava a poucos metros de onde eu estava.

Eu estava assustada, podia sentir que meu rosto estava vincado de horror a cena a minha frente. A barreira tinha caído. Eu olhei os dois monstros a minha frente.

Havia uma sentença de morte em cada par de olhos.

Minha morte.

Um calafrio passou por mim ao pensamento. Meu estômago se contraiu.

Eu olhei vagamente onde antes havia uma janela e agora era só um imenso buraco na parede. Eu poderia em ultima analise me jogar dali... O suicídio era uma opção repulsiva, mas era melhor que ser devorada pelas feras monstruosas à minha frente. Eu volto meus olhos ao grande monstro a minha frente que apenas me analisava com seus grandes olhos amarelo-alaranjado. Eu olhei de canto de olho ao buraco novamente, eu esperaria até não ter absolutamente nenhuma alternativa.

Não seja precipitada. Você terá sua oportunidade de fugir.

E eu tive. Quando o lobisomem a minha frente se lançou para frente para me atacar o lobisomem que tinha tentado passar pela porta se lançava para frente colidindo com os dois a minha frente deixando todos eles atordoados.

Era minha oportunidade. Eu saio pela porta, desviando de lobisomens mortos e tentando não pensar no tanto de sangue a minha frente. Invariavelmente meus pensamentos voltavam para Jasper e Edward. Onde eles estariam? Estariam bem?

Mas logo meus pensamentos são desviados quando escuto barulhos atrás de mim. Eu não precisava olhar para saber que os três lobisomens já estariam atrás de mim e eu corro para fora... Onde antes havia uma porta da frente.

Eu olho freneticamente para todos os lados... Havia muitos deles. Eu não conseguia achar Edward e Jasper. Onde eles estariam? Então eu os vejo. Eles estavam um de costa para o outro lutando a alguns metros de distancia... Na posição que estavam não podiam me ver.

Corra para a floresta.

E eu corri.

Não ouvi barulhos de passos atrás de mim. Eles não devem ter percebido ou notado a minha fuga para a floresta ocupada em atacar os dois originais que lutavam ferozmente.

Corri pela densa floresta que se estendia a minha frente. Corri na escuridão mais negra inimaginável me apressando cada vez mais em meu caminho. Ignorando a queima que se formava em meus pulmões em busca de ar e a queima de meus músculos que era forçado ao limite.

Eu corri como se minha vida dependesse disso, e de fato, ela dependia. Eu cheguei a uma formação rochosa.

Cavernas.

Pela primeira vez, eu olho para trás e me assusto com o vulto branco que corre através das árvores de forma quase silenciosa e antes que eu pense mais sobre isso eu entro na caverna.

Eu havia passado por vários corredores e varias bifurcações. Elas pareciam tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais entre elas.

Eu podia sentir que eu estava preste a surtar de pânico por não saber para onde ir ou qual caminho seguir.

Fique quieta! Gritou a voz em minha cabeça.

Eu podia fazê-lo. Não havia ar suficiente em meus pulmões para emitir um grito no fim das contas.

Ouça preste atenção!

Eu fiz como ela me dizia, tentando me concentrar apesar do medo que trespassava em minha mente como milhões de lanças de gelo.

Eu ouvi passos em ambos os meus lados. Eu estava encurralada. Não havia saída. Outro barulho. Era um passo? Ou apenas minha imaginação?

Rápido, corra!

Correr para onde? Eu penso freneticamente.

Olhe para seu lado direito.

Havia uma fissura irregular na parede em meu lado direito do outro lado de onde eu me encontrava. Eu não posso entrar ali.

Então todos irão morrer.

Eu hesitei apenas por um segundo, antes de correr em direção à parede oposta. Garras agarram parte de meu vestido. Faço força contra o puxão, projetando-me para frente. Tropeço e, o impulso me joga no chão, fazendo com que o tecido preso se rasgue em um som audível.

Isso me dá tempo suficiente para engatinhar e entrar na fissura da parede. Felizmente era suficiente ampla para que eu passasse sem nenhuma dificuldade, contudo pequena demais para meu perseguidor.

O lobo uivou e rosnou contra a abertura e eu rastejei mais rapidamente para o interior da fissura, antes de me erguer e ficar de pé. Mantive o equilíbrio por pura força de vontade. Minhas pernas tremiam. Eu olhei o lobo que arranhava a abertura como se assim ela fosse se abrir a qualquer minuto para lhe dar passagem. Dava para ouvir sua respiração intensa, mas não perto o suficiente. As garras raspando a rocha fazia com que os pêlos de meus braços se arrepiassem com o som.

Passei minhas mãos instáveis pelo meu cabelo e me virei para o estreito corredor atrás de mim. Dando alguns passos em seu interior.

Haveria uma saída do outro lado?

Uma sombra passou por cima de mim. Eu olhei para cima. Eu vi um vulto passando rapidamente pela fenda acima de minha cabeça e parando acima de mim, eu podia vislumbrar um focinho cheirar e o som de rosna. Felizmente a abertura do teto não era maior que isso.

Seria o mesmo lobisomem?

Seriam dois? Ou seria o mesmo de antes?

Eu não sei.

Eu voltei a encarar o túnel escuro a minha frente.

Avancei, colocando um pé cauteloso na frente do outro, esperando o lobo sobre mim, aguardando cair na escuridão da morte. Uma brisa suave soprou e, um mal inquieto parecia sussurrar através da escuridão.

Ande. Aguarde a mudança do ar, para sentir aquele momento de calma que antecede um movimento de ser feito.

Movimento? Que movimento? Eu odeio por vezes a minha voz interna. Mas pelo menos ela me manteve viva. Eu penso com um suspiro.

E então o ar mudou em um instante esmagador, uma rajada de vento afligiu a caverna. Eu vi as paredes desaparecerem em um casulo de escuridão, agitando pedaços de terra e jogando areia em meus olhos.

Pânico lavado sobre mim.

Tudo que eu ouvia eram gritos e rosnados altos.

Minha respiração estava acelerada e o som de meu coração estava audível até mesmo para meus ouvidos humanos. Eu continuei avançando lentamente.

Eu cheguei ao final do fino e estreito caminho que eu até então percorria.

Olhei para cima.

Onde estaria o lobo? Ele não poderia ter desistido...

Eu dou mais um passo temerosa, avistando o largo corredor que cruzava meu caminho e olho a frente onde outra passagem estreita se formava. Eu sabia que eu não podia ficar ali indefinitivamente. Eu tinha que seguir em frente. Eu tinha que me manter em movimento antes que eles me achassem.

Eu sabia que um dos lobos estava em espreita, eu não poderia esperar para que outros se juntassem a ele.

Eu respiro profundamente antes de dar o primeiro passo e praticamente correr de forma apressada para o outro lado, mas para meu desespero a gravidade parece não está ao meu lado. Eu tropeço a menos de cinco passos que falta e caio.

Eu olho em volta atenta a qualquer movimento e então meus olhos recaem nas pedras no qual eu havia tropeçado. E vi que não eram pedras. Eram...

Ossos, ossos humanos. Eram tão intensamente brancos que parecia quase pintados. Eu podia sentir a bile querendo subir.

Ocupada em tentar em imaginar o que havia acontecido ali ao mesmo tempo em que eu tentava acalmar meu estomago que subitamente estava enjoado eu ouço um barulho atrás de mim.

Um rosnado baixo.

Eu me viro e me vejo cara-a-cara com uma boca cheia de dentes, furioso. Saliva se acumulando pelos cantos. Caninos enormes e brilhantes. O pêlo do animal se eriçou e a baba de sua boca horrível pingava em grande quantidade pelo chão da caverna.

O grito que se formou em minha garganta nunca saiu.

O tempo parou.

Então o monstro saltou formando um arco em minha direção e nesse momento eu fechei meus olhos. Era meu fim. Minha morte havia chegado.

Um baque estrondoso se formou, como pedras se colidindo, mas eu não fui atingida. Eu abro os olhos a tempo de ver Jasper terminando de arrancar o coração do monstro que tentara me atacar e jogando ele a metros de distancia de onde estávamos antes de se voltar para mim.

Seus olhos brilhavam de fúria, embora eu não sentisse medo dele. Eu estava aliviada por ver que ele estava bem... Aliviada por estar salva.

Meu corpo que estava tenso até então começa a relaxar a visão a minha frente antes de voltar a ficar tenso ao sentir um par de braços circular meu corpo e me erguer.

– Calma Bella. Sou eu. Edward. – e meu corpo é sacudido por soluços de alivio por saber que ele também estava bem. Eu me aperto em seus braços, sem mesmo me importar com as lágrimas que cai de meu rosto. – Schschsch... Tá tudo bem. Já acabou. – ele continua a murmurar para mim em conforto e então eu sinto outro par de braços em volta de mim e meu choro só se intensifica. – Jasper é melhor acalmá-la, isso não é bom para ela. Não é bom para a saúde dela.

Eu sinto uma calma e uma sonolência se formando em meu corpo e eu empurro meus braços afastando dos dois e volto meu olhar zangada para Jasper.

– Não ouse tentar me acalmar. Eu preciso sentir essas emoções e se tentar me apagar mais uma vez... – eu digo irritada e ele apenas me olha surpreso.

Ah se eles pensam que só por que eu fiz sexo com eles, eles podem decidir a minha vida, vão descobrir que estão bem enganados. Se eu iria ter um relacionamento com eles será uma relação justa para todos os envolvidos e isso significa que eu tenho tanto direito como eles tem e minhas palavras serão ouvidas e levadas em consideração ou eu não me chamo Isabella Swan.



Notas finais
Gente essa é a primeira vez que eu escrevo ação então sejam gentis, ok? Eu levei cerca de quatro dias para chegar a algo aceitável pelo menos para mim... Reviews? Recomendações? Bom vocês já sabem o que fazer... É uma via de duas mãos... Beijos e até o próximo capítulo.