Escolhas
5 Problemas
*Mello*
-Sim. – Respondi.
Matt uma vez nos contou que um amigo do orfanato lhe disse a respeito de um lugar no centro da Avenida Elefante Voador¹. Era um lugar com intenso tráfico de drogas e sem muita fiscalização. Matt estava realmente empolgado em visitá-lo o quanto antes. Eram cerca de cinco dias de caminha do orfanato até essa região. Eu tinha certeza que ele iria lá primeiro.
-Mello,você não acha que ele vai cogitar a possibilidade de estarmos indo atrás dele?
-Acho que ele está indo pra lá com essa ideia.
*Matt*
A chuva caía com força lá fora. Como eu ficaria ensopado em segundos,decidi passar a noite ali no quarto 22. Já passava das dez horas e o cômodo estava completamente escuro... Estava repassando o dia em minha mente. Aquela tarde não havia sido muito boa.
‘’Preciso fumar. – Meus estoque estava quase acabando. Devido aos acontecimentos recentes,eu usei muito mais do que de costume. Desci para o bar do hotel com a esperança que me vendessem alguma coisa. Estava completamente errado. Estressado,virei e me dirigi furioso às escadas. Quando estava no quarto degrau,ouvi algo no topo da escada que me fez parar no ato : três homens conversavam a respeito de uma pedra. Parecia exatamente o tipo de conversa que eu participaria. Me aproximei.
-E aí cara, vai nos pagar ou não? Eu to ficando sem paciência. – Disse o mais alto dos homens.
-Olha,eu.. – O cara que estava sendo cobrado pela dívida parecia muito nervoso.
-Você acha que nós estamos brincando?Seu prazo já passou a muito tempo. Hoje é o limite. – O terceiro estava descontrolado.
Ao perceber minha presença,o homem endividado sugeriu que conversassem em um local mais reservado. O terceiro olhou na minha direção e abriu um sorriso.
-Por que? Você está preocupado com este moleque? – Ele me segurou pela gola da camisa. – Você vem conosco pivete.
Arrastaram o homem até uma pequena sala, semelhante a um estoque de bebidas. Fui empurrado para a sala ao lado. O cheiro de doce ali era forte. Pelos meus cálculos,a sala não tinha mais de 16 metros quadrados.
-Ai! Qual o problema de vocês?
-Um pirralho rebeldezinho ,ahn? Olha criança,se o seu amigo não pagar o que nos deve,você vai estar com sérios problemas.
-Ele não é meu amigo,nem conheço esse cara! – Por que estavam me pegando como refém? Era tão injusto. Sem me responder,o homem pegou uma corda que estava jogada no chão da sala. Marrou meus pulsos no é de uma cadeira que,de um modo extremamente bizarro,estava colada na parede.
-Vou comprar sua liberdade com o carinha aqui do lado. Tente dormir enquanto isso,lindinho – Ele riu. Que nojo desse cara. Eu precisava sair dali o mais rápido possível,mas ele saiu e trancou a porta. Só me restava esperar que o homem da sala ao lado pagasse sua dívida e,consequentemente,minha saída daquele lugar.
(...)
-Acorda ruivo! Ta na hora de sair. –Nem percebi quando o primeiro dos dois cobradores entrou na sala. Finalmente iam me liberar.
-Desculpe meu irmão,ele é meio grosseir... O que foi isso? – Eu também me concentrei para escutar. Uma sirene. Polícia.
-VOCÊ CHAMOU A POLÍCIA?
-N-não fui eu,como poderia? –Respondi.
Ele me arrastou para a entrada do bar com a intenção de me fazer refém. Um disparo. A nuca do meu agressor sangrava. Alguém de dentro do hotel havia atirado nele. Após tombar no chão,me levando junto,o homem ainda pôde dizer duas palavras antes de partir:
-Corre garoto.
*Mello*
-Sim. – Respondi.
Matt uma vez nos contou que um amigo do orfanato lhe disse a respeito de um lugar no centro da Avenida Elefante Voador¹. Era um lugar com intenso tráfico de drogas e sem muita fiscalização. Matt estava realmente empolgado em visitá-lo o quanto antes. Eram cerca de cinco dias de caminha do orfanato até essa região. Eu tinha certeza que ele iria lá primeiro.
-Mello,você não acha que ele vai cogitar a possibilidade de estarmos indo atrás dele?
-Acho que ele está indo pra lá com essa ideia.
*Matt*
A chuva caía com força lá fora. Como eu ficaria ensopado em segundos,decidi passar a noite ali no quarto 22. Já passava das dez horas e o cômodo estava completamente escuro... Estava repassando o dia em minha mente. Aquela tarde não havia sido muito boa.
‘’Preciso fumar. – Meus estoque estava quase acabando. Devido aos acontecimentos recentes,eu usei muito mais do que de costume. Desci para o bar do hotel com a esperança que me vendessem alguma coisa. Estava completamente errado. Estressado,virei e me dirigi furioso às escadas. Quando estava no quarto degrau,ouvi algo no topo da escada que me fez parar no ato : três homens conversavam a respeito de uma pedra. Parecia exatamente o tipo de conversa que eu participaria. Me aproximei.
-E aí cara, vai nos pagar ou não? Eu to ficando sem paciência. – Disse o mais alto dos homens.
-Olha,eu.. – O cara que estava sendo cobrado pela dívida parecia muito nervoso.
-Você acha que nós estamos brincando?Seu prazo já passou a muito tempo. Hoje é o limite. – O terceiro estava descontrolado.
Ao perceber minha presença,o homem endividado sugeriu que conversassem em um local mais reservado. O terceiro olhou na minha direção e abriu um sorriso.
-Por que? Você está preocupado com este moleque? – Ele me segurou pela gola da camisa. – Você vem conosco pivete.
Arrastaram o homem até uma pequena sala, semelhante a um estoque de bebidas. Fui empurrado para a sala ao lado. O cheiro de doce ali era forte. Pelos meus cálculos,a sala não tinha mais de 16 metros quadrados.
-Ai! Qual o problema de vocês?
-Um pirralho rebeldezinho ,ahn? Olha criança,se o seu amigo não pagar o que nos deve,você vai estar com sérios problemas.
-Ele não é meu amigo,nem conheço esse cara! – Por que estavam me pegando como refém? Era tão injusto. Sem me responder,o homem pegou uma corda que estava jogada no chão da sala. Marrou meus pulsos no é de uma cadeira que,de um modo extremamente bizarro,estava colada na parede.
-Vou comprar sua liberdade com o carinha aqui do lado. Tente dormir enquanto isso,lindinho – Ele riu. Que nojo desse cara. Eu precisava sair dali o mais rápido possível,mas ele saiu e trancou a porta. Só me restava esperar que o homem da sala ao lado pagasse sua dívida e,consequentemente,minha saída daquele lugar.
(...)
-Acorda ruivo! Ta na hora de sair. –Nem percebi quando o primeiro dos dois cobradores entrou na sala. Finalmente iam me liberar.
-Desculpe meu irmão,ele é meio grosseir... O que foi isso? – Eu também me concentrei para escutar. Uma sirene. Polícia.
-VOCÊ CHAMOU A POLÍCIA?
-N-não fui eu,como poderia? –Respondi.
Ele me arrastou para a entrada do bar com a intenção de me fazer refém. Um disparo. A nuca do meu agressor sangrava. Alguém de dentro do hotel havia atirado nele. Após tombar no chão,me levando junto,o homem ainda pôde dizer duas palavras antes de partir:
-Corre garoto.
Notas finais
(...)
Ok,podem rir u.u
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