Escolhas
6 Ponto de encontro
*continuação Matt*
Não pensei duas vezes.Voei escada acima até chegar no quarto 22. ’’ Com a polícia ali fora,achei que provavelmente seria seguro ficar. Como ninguém me viu na cena do crime,já que fugi antes da entrada da polícia,após uma breve busca no quarto e um pequeno interrogatório,fui liberado. Não fizeram uma só pergunta a respeito dos meus pais. Acho que os policiais tinham mais com o que se preocupar.
*Near*
Na manhã seguinte já não havia mais chuva. Mello e eu descíamos uma grande ladeira e muitos nos observavam. Tínhamos passado a noite em um pequeno hotel para turistas.
-Mello, eu sei que não devíamos usar nenhum meio de transporte público, porque crianças sozinhas chamam muita atenção; e porque não podemos confiar em ninguém... Mas Matt é tão inteligente quando nós, duvido muito que iremos alcançá-lo neste ritmo.
-Eu estava pensando a mesma coisa... Táxi! – Mello sinalizou para um táxi vago que descia a ladeira, e ele parou imediatamente. Entramos.
– Para a Avenida Elefante Voador.
-O que vão fazer naquele tipo de lugar, crianças?
Mello pegou várias notas dentro da mochila.
-Não estou lhe pagando para fazer perguntas. Se apresse e pode ficar com o troco.
-Você quem manda.
O táxi começou imediatamente a acelerar. O motorista sorria pra mim pelo retrovisor.Me aconcheguei para o lado de Mello. Percebi como ele estava com frio. O abracei.
(...)
-Meninos, o lugar que vocês estão procurando é a uma quadra daqui naquela direção. – O motorista apontou para o leste. – Sinto não poder acompanhá-los. Boa sorte.
Não entendi a quem ou ao que ele estava se referindo. Mas também não perguntei. Descemos rapidamente andando em direção ao lugar onde, esperávamos, Matt estaria.
*Matt*
Saí do hotel durante a madrugada: não consegui esperar pela manhã. Peguei uma carona durante 50 minutos e desci. Tinha chegado ao meu destino.
Os traficantes na Avenida Elefante Voador tinham uma grande variedade de mercadorias a disposição. Os vendedores eram assustadores: com aparências grotescas e vozes monstruosas, colocavam medo em todos que passavam; com exceção, graças a Deus, dos clientes. Nós éramos tratados com sorrisos e até com um pouco de respeito. As poucas pessoas que passavam pelo principal beco daquela avenida me olhavam com repugnância, enquanto eu comprava muitas das drogas disponíveis. Após repor meu estoque, me hospedei no hotel ao lado. Apenas uma porta branca separava o hotel do beco onde aconteciam as negociações. Este hotel era completamente diferente do outro em que eu havia me hospedado: muito mais luxuoso. As paredes decoradas com diversos objetos de outro e prata, o bar extremamente rico, com as mais variadas opções; TVs de plasma gigantes e outros aparelhos de alta tecnologia. Tudo comprado com o dinheiro do tráfico. O saguão estava muito lotado e era ironicamente proibido fumar dentro dos quartos, de modo que subi até o telhado para ter um pouco de paz. Fumei e joguei vídeo game durante umas duas horas e depois comecei a observar as pessoas que estavam lá em baixo.
Pequenas cabeças semelhantes a formigas andavam pelo beco da Avenida Elefante Voador,conhecido como principal ponto de tráfico da área. Observava-os totalmente alheio do que estava acontecendo, até que a chegada repentina de duas cabeças muito conhecidas, uma branca e uma loira, fizessem com que eu me inclinasse e quase caísse do edifício.
Fale com o autor