Escola de Cavaleiros
7 Capítulo 7 - Maquinação
Notas iniciais
Nem demorou tanto gente, foram quase dois meses, na média de um mês e meio, mas de qualquer forma está ai XD
Nesse Cp a história começa a ganhar forma, mas ainda temos muuuito terreno pra andar xD, enfim... é isso... XD
Boa Leitura...
Aioros acordou um pouco zonzo naquela manhã, seus olhos ardiam e sua cabeça doía levemente. O Sagitariano levantou-se com dificuldades do beliche de cima enquanto esfregava os olhos e a cabeça tentando lembrar-se da noite anterior.
Lembrou-se vagamente dos acontecimentos, não deixando de se entristecer um pouco ao repensar nas duras palavras que Aioria havia lhe falado no dia anterior. Cada palavra era como uma facada em seu peito e lembra-se daquela conversa, daquela discussão e de toda a dor que aquilo havia lhe causado não era a melhor maneira de começar o dia.
O Mais velho olhou para o relógio e viu que o mesmo marcava 5h30. Sim, era bem cedo, mesmo com uma leve dor de cabeça, uma sensação ruim no peito e uma cansaço forte que o sagitariano não sabia de onde havia vindo, Aioros ainda sim havia levantado cedo por instinto, já havia se acostumado ao acordar bem cedo, era seu relógio biológico, e apesar de algo lhe pedir para continuar dormindo até não querer mais, o castanho sabia que precisa de aprontar para mas esse dia.
Já havia arrumado problemas com Saga no dia anterior, e não poderia mas se atrasar, então preferiu apenas pegar uma toalha nas malas – ainda não desfeitas desde que chegaram – e ir tomar um refrescante banho; e foi exatamente o que fez.
Foi para o banheiro, despiu-se e ligou a água, e assim como havia pensado o liquido caiu como gelo em seu corpo, frio que poderia fazê-lo desmaiar ali mesmo tamanho era sua intensidade. Demorou apenas alguns segundos para o castanho bater os dentes; seu corpo estava quente e agora com a forte água fria caindo sobre si, a sensação não era das melhores.
Mas apesar do frio, a sensação que Aioros sentia interiormente era boa, afinal ele estava tentando limpar a sua mente e seu coração de todos os pensamentos e sentimentos que o corriam, que o faziam se sentir mal e o fazia perder as forças e querer desistir. O Frio o fazia concentrar-se de alguma forma e assim fazer uma triagem de seus pensamentos.
Curvou o pescoço levemente deixando a água fluir por sobre as suas costas e fazendo-o soltar um leve afago de alívio pelo refrigério que sentia. Era como se aquela água varresse todos os problemas e dores que haviam em sua mente e corpo, e sem dúvida, isso era tudo o que o sagitariano queria naquele momento.
Terminou o banho e foi para o quarto, onde colocou uma calça jeans e vestiu uma camiseta azul e em seguida foi para a cozinha.
Chegou no cômodo e viu Aioria jogado no sofá na sala, com um dos braços jogados por cima de seu rosto. Provavelmente o leonino havia adormecido ali mesmo expulsar de todo o seu corpo através das lágrimas a dor que sentia. Tais pensamentos deixavam Aioros melancólico a ponto de fazer seu peito voltar a doer levemente; coisa que o mesmo não permitiu que acontecesse.
Ainda queria continuar sentindo a anestesia que a água gelada do banho lhe dera, e como Aioria já havia feito questão de colocar cada coisa em seu lugar na noite passada, não havia mais nada para se dizer.
O Maior abriu a geladeira e pegou a caixa de suco e uma maça; encheu o copo com o suco instantes depois, enquanto comia a fruta. Logo em seguida tomou o suco e terminou a fruta e dirigiu-se ao banheiro para fazer sua higiene bocal.
Ao terminar pegou o seu material e foi em direção a porta, pois o relógio já marcava 6h15, e apesar das aulas serem apenas as 7h, o castanho não queria ter mais problemas com Saga, já havia arrumado um castigo depois da aula e não queria mais nada.
Saiu sem deixar de olhar para Aioria dormindo no sofá. Seu olhar para o irmão mais novo naquele momento era triste, penoso, carregado de ternura e mágoa, a verdade é que o Amor em seu coração ainda gritava alto e sufocante por Aioria, mais ainda sim, ele estava ferido e ressentido por tudo que o menor havia lhe dito. Preferiu somente sair de casa e encarar o estressante dia que o esperava.
Saiu e bateu a porta com certa força, na esperança que o irmão ouvisse e acordasse para também se arrumar e se preparar para o novo dia.
Caminhou de cabeça baixa apenas alguns metros até ver Afrodite parado encostado na parede do lado da porta de seu apartamento. O Pisciano mantinha-se olhando para o horizonte, e já estava com os cadernos na mão.
– Bom dia vizinho! – exclamou Aioros cumprimentando o colega e encenando o seu melhor sorriso, pois internamente o mesmo não sentia a mínima vontade de sorrir.
– Bom Dia Oros. – respondeu alegremente o andrógeno voltando a atenção para o colega que chegava.
– Oros? – questionou o sagitariano de forma curiosa, afinal aquele apelido não lhe era estranho.
– Sim, Oros, já que é Aioros, então vou chamar de Oros. É mais prático e bonitinho. – disse o pisciano com um sorriso meigo. – Por quê? Não gostou? – perguntou o menor de forma neutra.
– Não, não é isso... – disse o sagitariano – É que... – Fez uma breve pausa antes de continuar enquanto deixava-se povoar a mente de lembranças, nem todas boas, pelo menos não nesse momento. – Apenas Aioria me chama assim... é um apelido que ele tem pra mim e eu chamo ele de Oria. – comentou por fim...
– Olha que legal então... Oros e Oria, adorei. – disse Afrodite sorrindo abertamente.
Aioros apenas sorriu em resposta e logo depois pronunciou-se novamente: — Mas e você? O que faz tão cedo aqui fora? – questionou o maior.
– Bem, eu pensei... Já que estudamos na mesma sala e somos vizinhos; eu poderia te esperar para irmos juntos para a aula. – comentou o pisciano não deixando de ruborizar um pouco com o próprio comentário.
– Acho ótimo. – comentou Aioros sorrindo.
– Que bom, e aonde está o Oria? – perguntou o pisciano inocentemente.
Aioros desfez o sorriso naquele momento ao ouvir falar do irmão, mais teve que se controlar para não demonstrar nada de negativo em seu semblante ou atitude.
– Aioria deve esta se arrumando ainda, eu preferi sair logo pra não correr o risco de me atrasar, já que tivemos problemas com o Saga ontem. – comentou apenas o sagitariano, esperando não estar mentindo naquele momento, porque ele realmente esperava que Aioria já estivesse se arrumando.
– Ah, nem me lembre, aquele insuportável do Saga. – comentou o menor com certo desdém na voz.
Aioros apenas riu.
– Bem, vamos Oros, o Shaka é outro que demora uma vida pra se arrumar, quando eu saí ele ainda tava no banho, e já que ele e o Aioria estudam juntos, ele que espere, vamos, não podemos chegar atrasados. – comentou Afrodite já puxando Aioros pelo braço.
– Eu não demoro tanto assim Afrodite. – disse Shaka que no mesmo instante saia pela porta de seu apartamento e encarava os amigos.
– Pare de falar calúnias de mim para os nossos vizinhos Afrodite, o que eles vão pensar?! – questionou Shaka com sua indiferença de sempre, mantendo-se calmo e imponente diante da presença do amigo.
– Ai Shaka, foi só um comentário, você leva as coisas muito a sério. – disse o andrógeno cruzando os braços e encarando o loiro com uma indignação fingida.
Shaka apenas balançou a cabeça negativamente e suspirou, voltando então a sua atenção para Aioros, que observava tudo de forma imparcial.
– Bom dia Aioros. – cumprimentou o amigo de forma educada.
– Bom dia Shaka. – rebateu o sagitariano ao indiano sorrindo levemente, mas não deixando de lembra-se da briga com Aioria, onde o nome de loiro havia sido mencionado e de uma forma que o castanho não gostou.
Shaka percebeu um certo pesar no olhar de Aioros sobre si, uma certa mágoa e algo mais em sua expressão, e por mais que o sagitariano se esforçasse para não deixar transparecer nada, Shaka era muito observador, e sabia sentir e perceber quanto algo estava errado, entretanto preferiu ficar calado e apenas manter-se em seu próprio espaço.
– Perdão por não ter o cumprimentado antes, acontece que Afrodite me tirou a atenção nesse primeiro momento. – comentou o virginiano desviando o seu frio olhar para o amigo que o encarava com um olhar provocador.
– Não, que isso, não tem problema. – comentou o mais velho sorrindo um pouco mais abertamente.
A Verdade é que ver Shaka o havia feito lembra-se da discussão com Aioria, entretanto Aioros não sabia se a afirmação do irmão sobre Shaka era real ou apenas raiva de momento, mesmo que Aioria tenha lhe mostrado as provas de sua afirmação, mas mesmo assim o maior preferiu não culpar Shaka por nada, ele não tinha nada haver com os problemas dele com Aioria e também não seria justo culpado ou envolve-lo nisso.
– Muito bem, aonde está o Aioria? – questionou o virginiano.
– Em casa. – respondeu o castanho somente, tentando manter-se imparcial.
– Ele ainda não está pronto? – continuou o loiro.
– Não sei, quando eu saí ele ainda não estava pronto. – comentou o sagitariano apenas, e de certo modo, era verdade.
– Bem, está tudo muito bem, mais agora a gente tem que ir né Oros? – comentou Afrodite já cansado dessa conversa e puxando o maior com ele. – Nos vemos depois Shaka querido. – disse o pisciano por fim levando Aioros consigo rumo as escadarias do prédio.
Shaka apenas arqueou uma sobrancelha ao ver os colegas se afastarem e resolveu ir ver o motivo da demora de Aioria.
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Um homem com longos cabelos dourados e transados adentrava dentro do templo do grande Mestre naquele mesmo instante, este usava uma túnica indiada estampada com várias referências ao budismo e caminhava de forma direta e elegante, mesmo que seus olhos sem mantivessem fechados.
Caminhou então até chegar à sala principal onde o mestre o aguardava sentado em seu trono. Ao se aproximar, o mesmo ajoelhou-se referenciando o Mestre e o cumprimentou:
– Grande Mestre Shion, a que estou, como o Senhor havia me ordenado. – disse o homem em seu tom de voz simplório e melodioso. – Em que posso servi-lo?! – questionou por fim.
– Asmita! – exclamou o Mestre. – Eu o chamei aqui porque como já deve ser de seu conhecimento, a Academia de Treinamento de Cavaleiros já foi aberta, e os novos Cavaleiros de Ouro, Prata e Bronze saíram dela.
– Sim, Mestre, claro que sei. – respondeu apenas o loiro.
– E como sabes, seu substituto, o novo Cavaleiro de Ouro de Virgem está entre eles... – continuou Shion. – Eu sinto Muitos Cosmos interessantes e muitos possíveis candidatos a ocupar esse título de enorme importância, entretanto, ser um Cavaleiro de Virgem não é algo muito fácil, você bem sabe disso, é necessário um treinamento especial; uma dedicação única e um entendimento que apenas aqueles que conversam com os deuses podem alcançar. – continuava a falar o Mestre enquanto Asmita apenas ouvia a explicação.
– Dentre os dados apurados dos aspirantes a Cavaleiro de Virgem, todos se mostraram ser extremamente capazes, entretanto, eu pude destaca um entre todos esses que me chamou a atenção não somente pelas excelentes notas obtidas nos exames, mais também pelo histórico e currículo impecável que ele demonstrou em seus testes de concentração e aptidão. – disse Shion com certo orgulho enquanto pegava uma pasta que estava ao seu lado e a folheava lentamente. – Shaka. – disse o Mestre enquanto Asmita erguia seu semblante. – Este é o nome dele.
– Nome indiano se me permite dizer Mestre. – disse o loiro naquele momento. – De fato interessante. – comentou por fim.
– Vamos, pegue. – disse Shion estendendo a pasta ao loiro a sua frente que se aproximou e prontamente pegou a pasta e começou a folheá-la.
Shion observava Asmita de forma curiosa nesse momento, o atual cavaleiro de Virgem mantinha seus olhos totalmente fechados, entretanto o Ariano sabia bem que ele estava vendo tudo, pois o mesmo enxergava o mundo com o Cosmo, e seus demais sentidos, já que Asmita era cego.
– Nada mal, realmente é um currículo admirável. – comentou o loiro entregando a pasta para Shion.
– Ele está na classe do Camus, e é de longe o melhor candidato para usar a Armadura de Virgem, entretanto Virgem não é uma Armadura que possa ser obtida apenas pelo esforço contínuo como as demais, afinal, acima das outras, essa armadura tem que ser merecida, e vocês cavaleiros de Virgem tem essa coisa de... – tentou concluir a frase mais foi interrompido.
– Perdão Mestre, só que, devo dizer que nós, os Cavaleiros de Virgem não temos coisa alguma, somos apenas aqueles enviados pelos deuses para sermos os representantes supremos de Buda na terra. – dizia Asmita elevando um pouco o tom de voz que empunhava Orgulho em casa sílaba. – E para tal, temos que ter certeza de que a Escolha correta será feita, e aquele que usará a Armadura e será o Homem mais próximo de deus tenha as qualidades certas para tal honra. – concluiu por fim.
Shion apenas suspirou, era bem verdade que existiam vários tabus que cercavam os cavaleiros de Virgem, entretanto o mesmo, como nunca teve muito contato com esses Cavaleiros não sabia ao certo a que conceitos Asmita se referia, e também não estava disposto a questionar o mesmo.
– E é justamente por isso que eu o chamei aqui meu caro Asmita. – tomou a palavra novamente o Grande Mestre. – Quero que você acompanhe e observe discretamente, nesse primeiro momento, esse rapaz, Shaka, para julgar se o mesmo é digno ou não de receber a honra de ser o Cavaleiro de Ouro de Virgem depois de você. – completou por fim o Mestre.
– Claro Shion, farei isso prontamente... – disse Asmita sorrindo levemente e dirigindo-se a saída do local. – Shaka não é? – comentou o indiano ainda de costas sem olhar pra Shion. – Veremos qual é o potencial dele. – terminou por fim o virginiano dirigindo-se para fora do aposento.
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Shaka bateu incessantemente na porta do apartamento de Aioria por quase dois minutos, e mesmo regrado de uma paciência quase divina, o virginiano já estava começando a se cansar daquilo e pensando em ir embora sem o leonino, afinal já estava ficando tarde e não queria se atrasar.
O loiro então bateu uma última vez na porta quando ouviu o barulho do trinco e viu a porta se abrir.
A sua frente, estava Aioria, que bocejava lentamente, os cabelos ainda estava desgrenhados, o peitoral e abdômen expostos pela ausência de vestimentas, e um volume considerável marcando a bermuda jeans.
Os olhos azuis meios marejados e as olheiras um pouco fortes. Sem dúvida o leonino acordara a pouco e os bocejos constantes fazia Shaka idealizar a imagem de um Leão rugindo em sua mente.
Todos os detalhes do corpo do maior foram sendo detalhadamente capitados por Shaka, coisa que para muitos passariam despercebidos, mas não para ele, que era extremamente observador.
O indiano chegou até a engolir a seco ao passar os olhos mas uma vez por todo o corpo definido e trabalhado do homem a sua frente chegando até seu baixo ventre e vendo aquele volume espetacular que lá havia. Sendo homem também, Shaka sabia exatamente o porquê daquilo, principalmente pelo fato de ser de manhã cedo, mais preferiu não comentar para não causar constrangimento.
Ao levantar o olhar novamente, Shaka chocou-se com o olhar predador do loiro sobre si, mesclado com um sorriso devasso e instigador.
– Shaka, que surpresa, você aqui, e a essa hora?! – indagou Aioria ainda mantendo-se parado na porta e encarando o virginiano com caras e bocas.
– Ah...É...Sim Aioria, eu...eu...Eu vim te chamar para irmos para aula, já está tarde e devemos nos apressar, você ainda está assim? – questionou o Virginiano com a voz meio falha e um fio de incertezas deixando-se escapar pelos gargalhos no timbre usado.
– Assim como?! – questionou Aioria olhando para seu próprio corpo enquanto apalpava o volume entre suas pernas, fingindo uma falsa coçassem enquanto voltava a atenção para o virginiano sorrindo maliciosamente.
Shaka estava estático naquele momento, o leonino estava mostrando-se instigador e provocante naquela manhã, e por mais que tivesse vontade de resolver aquele probleminha matinal dele e quebrar ainda mais tabus, o loiro tinha a consciência de que não podia, afinal a hora já era adiantada e logo estariam atrasados.
– Assim... – fez uma pausa. – Ainda não pronto. – comentou o virginiano fingindo indiferença e desviando o olhar.
– Ainda não pronto? – questionou o leonino arqueando uma sobrancelha e mantendo o sorriso malicioso.
– É. – disse Shaka apenas fechando seu semblante.
Aioria apenas continuou sorrindo e se afastou da porta dando as costas ao loiro.
– Entra ai, senta um pouco que em cinco minutos eu me apronto. – disse o maior enquanto pegava a cueca Box jogada no sofá e colocava no bolso da bermuda.
Shaka observou aquilo e por mas que algo nele dissesse que aquilo não passava de desleixo do colega, algo ainda mais forte o deixou excitado naquele momento.
O Virginiano então sentou-se no sofá e comentou:
– Você está péssimo Aioria. – disse de forma imparcial.
O leonino o olhou de forma estranha naquele momento, um olhar de curiosidade, indagação e com um brilho diferente, um brilho caído e fraco que o loiro havia visto a pouco nos olhos de Aioros; e isso fez Shaka pensar que algo poderia ter acontecido.
– Noite mal dormida. – comentou o leonino de forma totalmente desinteressada e logo em seguida se dirigiu ao banheiro.
A Verdade é que naquele momento Aioria, com o comentário de Shaka, Aioria havia se lembrado completamente do ocorrido da noite anterior entre ele e Aioros, e aquilo ardia fortemente dentro dele.
O Leonino apenas deixou-se então que a água fria da manhã lavasse não somente seu corpo, mais suas dores e de certo modo a sua alma, que estavam feridos por tudo o que estava acontecendo.
Poucos minutos depois saiu e foi para o quarto onde trocou de roupa, pegou seu material e dirigiu-se para a sala onde Shaka ainda o esperava.
O Virginiano lia uma coisa ou outra da matéria do dia anterior quando o leonino chegou, já arrumado vestindo uma calça jeans e camiseta preta e o abordou:
– Vamos! – inquiriu dando uma leve tapa nas pernas de Shaka, que apenas assentiu com a cabeça.
Os cabelos de Aioria estavam molhados naquele momento, e isso deixava eles em um tom mais escuro, mais marrom, quase no mesmo tom de Aioros, e isso era ainda mais interessante e instigante para Shaka, algo realmente atraente na visão do virginiano.
– Não vai comer nada? – perguntou o loiro.
– To sem fome e agora sem tempo. Só faltam dez minutos para as nossas aulas começarem, temos que correr. – disse o leonino puxando Shaka e fechando a porta do apê logo em seguida.
O Virginiano sentiu uma certa tristeza e pesar na resposta de Aioria, pelo menos no primeiro verso da frase, mas não tinha muito tempo para pensar nessas coisas já que o leonino o puxava fortemente pelos corredores do prédio.
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Aioros e Afrodite por terem saído na frente conseguiram chegar na hora certa na sala, e antes de Saga, eles já estava acomodados em suas cadeiras conversando e esperando a aula começar.
Pouco depois Saga entra na sala, e com cara de poucos amigos, fecha a porta e coloca a pasta por sobre a mesa, e visualiza todos os presentes, em especial a Aioros e Afrodite que engolem a seco com o olhar penetrante de Saga.
O imponente homem de cabelos azul marinho os olhava com certa raiva e certa surpresa, por chegarem na aula na hora certa, entretanto ao olhar mais diretamente para Aioros, Saga se permitiu sorrir levemente, vendo o quão lindo e atraente o sagitariano estava naquela manhã.
– Muito bem então, vamos começar a aula... – disse somente o geminiano indo em direção ao quadro e começando a escrever.
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Aioria e Shaka chegaram faltando apenas dois minutos de tempo restante, todos os alunos já estavam na sala e como o leonino havia puxado o virginiano pelos corredores e escadarias até chegarem na sala; a chegada deles não deixou de ser percebida pelos demais e por Camus, que os encarava de forma fria e inexpressiva.
Aioria parou no meio da turma e tomou ar, enquanto Shaka estava rubro de cansaço e vergonha, todos observavam eles, mais não necessariamente por chegarem em cima da hora, mas sim por estarem de mãos dadas.
Aioria olhou para Camus, que ao seu ver estava com cara de paisagem e apenas assentiu com a cabeça, isso sem soltar Shaka um único instante se quer, o virginiano olhava para o leonino como se estivesse mandando o loiro o soltar.
Aioria puxou Shaka em direção as suas cadeiras e quando chegaram a seus lugares o virginiano puxou bruscamente sua mão presa pelo leonino e o encarou com raiva. Aioria olhou para Shaka confuso e disse:
– Que foi? – questionou ainda de pé, sem perceber que todos na turma, inclusive o professor os fitavam interessados.
Shaka gesticulou com a mão fazendo um círculo, uma menção para que Aioria olhasse ao redor, e ao fazê-lo, o loiro percebeu que todos os olhavam com expressões curiosas e divertidas, alguns até com sorrisos maliciosos no rosto.
Ao ver isso Aioria voltou a sua atenção para Shaka que o encarava serio e com um olhar mortal. Aioria ruborizou naquele momento, torcendo levemente os lábios para a esquerda enquanto baixava a cabeça, Shaka suspirou naquele momento, e fechou os olhos, sentando-se em seu lugar e focando sua atenção para Camus.
Aioria fez o mesmo logo em seguida e também ficou quieto, mantendo seu olhar fixo para o quadro da sala.
Não demorou muito e Camus levantou-se, fechou a porta e iniciou a aula.
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As aulas aconteceram de forma calma e controlada naquela manhã, sem alvoroço e confusões a respeito de nada nem de ninguém, e após aprenderem mais sobre o “Cosmo”, o sinal do fim das aulas da manhã apitou ao meio-dia em ponto, dando aos alunos a liberdade de irem almoçar e descansar.
Aioria e Shaka saíram logo que o sinal tocou, e como Shaka sabia que Aioros e Afrodite não chegariam tão cedo já que haviam sido castigados por Saga, o virginiano tomou a liberdade de comentar o fato com Aioria, que ficou surpreso ao saber disso, pois Aioros não havia comentado nada com ele, fato que causou estranhamento em Shaka, e no mesmo instante em que a conversa se findou, Aioria mergulhou mais uma vez em pensamentos, afinal, de certo modo o irmão mais velho não poderia mesmo ter-lhe falado nada, mais não ouve espaço para que os dois conversassem sobre o ocorrido devido a briga da noite passada. E o pior é que ainda hoje Aioria não havia visto Aioros, e mais uma vez não sabia ao certo qual seria a reação do irmão ao vê-lo.
Shaka permanecia calado andando ao lado de Aioria, esse observava o colega pelo canto dos olhos. De alguma forma, por algum motivo, havia algo em Aioria, algo que sempre vinha a tona quando o leonino se calava e ficava apenas com seus pensamentos que fascinava o Virginiano, algo que por alguma razão, fazia o loiro pensar em que tipo de vida e problemas Aioria poderia ter por trás daquele homem aparentemente comum que ele se mostrava quando estava consigo.
Desceram então juntos e calados até a cantina da escola.
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Aioros e Afrodite esperaram até que todos saíssem e então se dirigiram até Saga, que os observava com um olhar e um sorriso de satisfação.
O Professor apenas gesticulou com a mão em um sinal que indicava que os alunos deveriam segui-lo, e assim foi.
Aioros, Afrodite e Saga caminharam pelos corredores da academia até chegarem a uma sala no final de um corredor. Lá, entraram com Saga e sentaram-se nas primeiras cadeiras que viram. A Sala era ampla e bem arejada, tinha janelas de vidro longas e grandes, e duas delas estavam abertas o que deixava uma brisa de vento entrar no ambiente, o lugar era grande, tinha um enorme quadro negro, onde estava escrito com giz a palavra “Detenção” e também várias e várias cadeiras e ar-condicionados.
– Espero que saibam que esse castigo é mais que merecido por serem tão irresponsáveis. – disse Saga tomando a palavra e quebrando o silencio do ambiente, fazendo Aioros e Afrodite o encararem.
– Claro que sabemos, eu o Oros fomos meninos muito malvados... – disse Afrodite com um sorriso malicioso no rosto. – E merecemos ser castigados. – completou por fim arqueando a sobrancelha de forma que desafiasse o professor.
Saga o encarou com o mesmo sorriso irônico e um olhar ainda mais sufocante que o do andrógeno para si; a verdade era que as palavras de Afrodite em nada estavam surtindo efeito, afinal, como todo bom Geminiano, Saga tinha a certeza de sua superioridade em relação a seu confrontador.
– Alunos como você geralmente nem chegam a cursar o segundo ano desta academia. – comentou o professor de modo irônico o que fez Afrodite cerrar os olhos e desmanchar o sorriso no rosto.
Logo em seguida, o andrógeno voltou a sorrir, ainda mais provocativo que antes e olhou bem para o professor antes de dizer a sua resposta, e só então se pronunciou:
– É claro que vou chegar ao segundo ano, se gente como você conseguiu se tornar Cavaleiro de Ouro, alguém como eu tem chance de se tornar um Cavaleiro de Diamante, se eles existissem. – comentou o pisciano com um sorriso de uma ponta a outra nos lábios.
Saga sentiu uma forte fúria o tomar por dentro, uma profunda energia negativa, e se Aioros e Afrodite já fossem capazes de sentirem o Cosmo, eles saberia que Saga estava enfurecido naquele momento. Essa foi a primeira vez que as palavras daquele jovem haviam atingido o Cavaleiro de Gêmeos, entretanto o mesmo não estava disposto a deixar isso transparecer, até porque como estava ali na condição de professor, tinha que se manter imparcial.
Aioros que observava apenas de relance o troca-troca de provocações entre Saga e Afrodite, sentiu sua garganta secar e engoliu a seco no momento em que Afrodite proferiu suas últimas palavras.
Saga levantou-se naquele momento e dirigiu-se a Afrodite, coisa que fez Aioros ficar preocupado, pois ele não sabia o que poderia acontecer naquele momento. O Maior aproximou-se de Afrodite apoiando-se com as mãos na cadeira do mesmo e o encarando com um sorriso cínico, que foi prontamente rebatido por Afrodite na mesma intensidade. O Pisciano não deixava-se intimidar por Saga de forma alguma, por mais que algo dentro dele o alertasse a respeito disso.
– Você está realmente querendo levar um castigo pelo resto da sua estada nessa academia não é? – questionou Saga com malícia na voz. – Você sabia que todos os professores avaliam meticulosamente os alunos de forma individual e destacam os que mostram resultados do resto?! E é muito fácil um aluno ser reprovado ou não chegar a lugar algum se for mal avaliado por qualquer professor que seja. – continuou o maior de forma que fez o de cabelos azuis turquesa desfazer o seu sorriso. – Então se você não esconder os seus espinhos minha linda rosinha, eu vou garantir que nem a Cavaleiro de Aço você consiga chegar, ouviu bem?! – terminou Saga de forma tenebrosa, com um sorriso escancarado no rosto e um olhar de superioridade.
Afrodite apenas ouviu aquilo calado e encarou Saga com certa raiva naquele momento, mais caso ele continuasse, era mesmo possível que Saga ferrasse com as suas chances na academia, e não estava disposto a perder isso.
Aioros observava e ouvia tudo e a certeza dentro de si de que Saga era mais perigoso do que ele imaginava só crescia.
– Agora fique quieto e cale a boca, como seu colega. – disse por fim o Geminiano voltando a se sentar-se.
Afrodite apenas bufou de raiva naquele momento enquanto Aioros escondia seu rosto entre os braços.
Pouco depois, ouvisse um bater na porta, e todos olharam para ver do que se tratava. A Porta abriu-se logo em seguida e um homem usando um terno bege de curtos cabelos ruivos se dirigiu a Saga.
– Perdão Saga, mas trouxe mais dois para a sua detenção. – disse o homem fazendo com que dois outros rapazes entrassem na sala.
– Tudo bem Dohko, eu tomo conta desses ai. – disse Saga apenas assentindo com a cabeça e cumprimentando o colega.
Dohko então saiu da sala logo em seguida.
Afrodite naquele momento, já irritado com as atitudes de Saga, sentiu seu sangue gelar naquele momento ao ver quem eram os outros dois a ganhar detenção.
Máscara da Morte, seu ex-namorado e um de seus colegas, o mesmo da trilha das rosas que mais parecia um armário de tão grande era quem entrava na sala naquele momento.
O Pisciano desviou o olhar e a atitude do mesmo foi percebida por Máscara que prontamente reconheceu o ex.
– Olha só, a rosinha ficou de castigo. – comentou o canceriano de forma que irritasse Afrodite, mas mesmo estando profundamente incomodado com a presença dele, o pisciano apenas manteve-se frio e não respondeu ou encarou o ex-namorado.
Aioros que também reconheceu os indivíduos da trilha, franziu o cenho naquele momento; o Sagitariano não conhecia aqueles caras, mais já sabia que eles eram encrenca.
– Silencio. – disse Saga com autoridade. – Sentem-se! – ordenou por fim.
Os dois rapazes apenas sorriram diante da interferência de Saga e dirigiram-se para as últimas cadeiras da Sala, onde se sentaram e ficaram calados.
O Tempo passava rápido e após quase trinta minutos de silencio no ambiente, Saga optou por liberá-los do castigo.
– Muito bem, o tempo de retenção já acabou, vocês estão liberados. – disse o Geminiano.
Aioros e Afrodite se olharam e sorriram um para o outro, e logo se levantaram.
Saga levantou-se também e foi em direção aos mesmos.
– Eu espero que isso tenha servido de lição para vocês e que tenha aprendido a não se atrasar mais. – disse o Geminiano com certa autoridade.
– Não se preocupe, aprendemos sim. – respondeu Aioros sorrindo.
– Excelente. – disse Saga sorrindo e encarando com um olhar predador o castanho. – Alunos como você que entendem os recados sempre chegam longe. – comentou Saga de forma maliciosa acariciando levemente o rosto do Sagitariano, que afastou-se instintivamente com o toque do maior e corou fortemente.
Saga apenas sorriu.
– Não se preocupe Aioros, não é muito difícil chegar longe aqui dentro não, não vê os tipos que eles tem como Cavaleiros de Ouro?!. – comentou Afrodite sorrindo cinicamente e afrontando Saga mais uma vez.
O de cabelos azul marinho apenas encarou o andrógeno com desdém e superioridade, a indiferença no semblante de Saga agora lembrava muito a de Shaka.
– Não pense que é tão fácil querido, a maioria morre quando o treinamento físico começa... – disse o mais velho com um sorriso vitorioso no rosto. – Veremos quanta sorte você tem. – disse por fim o professor.
Afrodite apenas fez cara feia e saiu da sala com Aioros esboçando desdém e certa raiva de Saga.
Máscara da Morte e seu colega que viram e ouviram toda a conversa se aproximaram de Saga no intuito de falar-lhe algo.
– Já podem ir, não ouviram?! – questionou o geminiano que parecia ter perdido a paciência naquele momento.
– Na verdade professor, tenho algo que quero falar com o Senhor. – disse Máscara de forma maliciosa enquanto Saga arqueava a sobrancelha.
– E o que é? – perguntou o mais velho já sem saco para aquilo.
– Pelo que eu pude ver, o Senhor tem um pedra no sapato, ou nesse caso, um espinho. – comentou o canceriano de forma tênue e direta. – E também um certo interesse naquele galãzinho de novela. – continuou o jovem...
– Como é? O Que você está dizendo? Com quem você acha que está falando? – irritou-se Saga aumentando o tom de voz. – Eu não vou tolerar de insubordinação comigo ouviu bem seu malandro de meia tigela. – Ameaçou Saga de forma voraz.
– Ora, por favor, vamos deixar de hipocrisia aqui, porque isso nem combina com você. – rebateu o canceriano não se intimidando nem um pouco com as palavras de Saga e com sua autoridade.
– Olhe aqui... – Saga tentou dizer algo mas foi interrompido.
– Escute primeiro e me julgue depois, ok?! – disse Máscara já com certo aborrecimento.
– Eu sei que você sente algo por aquele cara que anda por ai com o Afrodite, só que ele jamais será seu enquanto a minha florzinha estiver por perto. – continuou Máscara fazendo Saga o encarar raivoso. – E eu também quero o meu brinquedinho de volta, coisa que não terei enquanto aquele cara continuar na jogada, então eu proponho a você Saga, uma parceria; uma parceria que pode me dar o que eu quero e o que você quer. O que me diz?! – indagou por fim mantendo um sorriso trapaceiro no rosto.
– Do que exatamente você está falando? – perguntou Saga curioso, já entretido naquele assunto.
– Eu estou maquinando um plano que me trará o Afrodite de volta, e de quebra pode te dar aquele galãzinho medíocre para você fazer o que quiser. Mas pra isso eu preciso que me ajude. – disse o canceriano.
Saga olhou para a porta da Sala naquele momento, e viu que ao longe do grande corredor, Afrodite e Aioros finalmente viraram na descida das escadas e então voltou a atenção para Máscara da Morte novamente.
– Continue... – disse o Geminiano com um sorriso sádico no rosto.
Continua...
Notas finais
**Agradecimentos para a Srta Nanatte Curan que favoritou a fic, muito obrigado querida.
***Agradecimentos especiais também para Srta Nanatte Curan, Ethernal Saint 23, Mangalove, Naruto Potter, Miro, Misha Phalke, ryousuke, Kady Apple, Valya e Dona Peppa por terem me deixado review, muito Obrigados à todos vocês.
****Por último eu digo que não sei quando virá o próximo cp, porque eu ainda tenho os dois últimos capítulos de "Depois Que Te Conheci" por fazer e uma one-shot pra postar, a verdade é que não sei ao certo a ordem de postagem dessas coisinhas ai, mas o Cp. 8 só virá depois deles, então abraços do Tio Art e até mais pessoal o///
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