Escarlate
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Ficou pequeno esse capítulo... eu acho...
Amélia não conseguira pegar no sono. Levantou-se novamente e ascendeu a lamparina, iluminando todo seu quarto. Foi até a janela e passou a olhar a lua.
No momento, a janela era a liberdade que tinha. Era o único modo de sentir-se livre.
Livre das preocupações exageradas de Dom Luís, do castelo... livre de muitas coisas.
Menos de Afonso.
Repentinamente algo atrapalhou seus pensamentos. Ouviu um barulho como se alguém a chamasse de longe.
Olhou para baixo e viu, um homem, trajando roupas negras, olhando-a com um sorriso.
Um sorriso perfeito.
Amélia sentiu seu coração bater mais forte. Era Miguel. Sorriu também.
Como ele conseguira entrar ali? Como tinha achado sua casa?. A felicidade foi tanta que Amélia esqueceu todas as questões que tinha.
- Amélia... — ouviu-o dizer.
- Miguel...
-Como estás?
- Boa. Como conseguiste entrar?
- Não importa. Vim, ver-te, pois não aguentava de saudade.
- Desculpe-me por não ir até ti mais vezes. Não me deixaram mais passear.
- Acredite, Amélia, estará mais segura se não saíres.
- Tu acreditas nessa lorota sobre vampiros, Miguel?
- Acredito.
Amélia encarou-o por uns segundos. Ele acreditava mesmo? parecia estar falando muito sério.
- Prometa-me que não sairás ao anoitecer.
- Mas Miguel...
- Jura- me?
- Não posso prometer-te o que não cumprirei.
- Tu não sabes o perigo que sofrerá ao andar pela noite! Quero tua segurança. Prometa-me que não sairá.
Ela pensou por uns minutos. Por que ele fazia aquilo? Por que a queria segura de coisas que não existiam? Não esperava que Miguel acreditasse naquilo.
- Amélia...?
- Prometo-te.
Miguel sorriu novamente. Ficara um pouco mais tranquilo por ela prometer que não sairia.
Sentiu uma perfuração no abdômen. Seu sorriso sumiu da face. Levou uma das mãos ao estômago e um joelho tocou o chão. Fome. Tinha de sair para não atacar sua amada.
Olhou-a pela última vez e correu, ouvindo-a chamá-lo.
- Miguel!!! — gritava.
Miguel se foi. Ia se alimentar. iria fazer o que mais odiava : matar.
Amélia não entendeu-o, mas ficou preocupada. Viu-o sumir sem razão. Voltou a deitar- se, pensando.
Por que ele a procurara pela noite? Se viesse pela manhã, poderiam caminhar juntos e conversar mais. Não entendia.
Adormeceu sem perceber.
Notas finais
reviews????
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