Escarlate

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Oi! Sou o Murilo, autor dessa história :3 Afinal quem escreve as notas sempre sou eu, quem escreve tudo sou eu... okay... Antes de me jogarem pedras e verduras, perdão pela demora. Não sou muito adiantado, como vimos hehe. Eu explico melhor lá nas Notas Finais. Boa leitura!

Nathaniel

Castiel não havia ido pra escola naquele dia. Isso era tudo para meus ouvidos. O grande problema era que eu estava preocupado com a porcaria daquele garoto idiota.

[...]

– Sabe, não devia fazer aquelas coisas com sua irmã. — disse um garoto moreno se agachando ao meu lado próximo ao lago. Gostava daquele lugar para pensar, para passar o tempo... sozinho de preferencia — Concertei a boneca dela, você é um loirinho muito cruel.

– O que eu faço com Ambre não te lhe interessa a fala. — ralhei com rispidez — Vai atras dela, proteja ela, droga!

– Ora Nathaniel, não venha reclamar. Sabes que estava fazendo o errado, agora me culpa por sair perdendo? — Castiel sorriu de canto tocando-me a cabeça com peso na mão, me fazendo encolher um pouco.

Suspirei pesado e sentei-me de vez no gramado. Juntei minhas pernas ao peito, abraçando meus joelhos e acomodando minha cabeça no vão dos joelhos unidos. Olhei para o outro lado do lago com os olhos pesados, estava cansado.

– Ambre provavelmente foi contar ao papai. — murmurei — Ele vai me castigar novamente, ele me avisou como sempre. Mas da última vez foi diferente, seu tom foi mais severo e seus olhos estavam foscos.

– O que ele disse?

– Disse: "Da próxima vez, não terá perdão. Sofrerá a maior das consequências." — relembrei num fio de voz — Vou me machucar.

– Isso porque-

– Cale a boca. — rasguei minha garganta o cortando, e lançando um olhar severo — Ele é o monstro que é porque quer ser. Não me culpe. — me deitei na grama e o vento soprou, esparramando meu cabelo na grama verde.

Cerrei os olhos mirando o sol. Castiel não disse qualquer outra palavra, apenas se aquietou e deitou ao meu lado no gramado rasteiro. Nossas respirações não estavam sincronizadas, no momento em que eu expirava ele inspirava. Ficava um som engraçado. Com a mistura de nossas respirações, o riacho, o vento, as folhas... era tão... quieto.

[...]

Ainda me preocupo com ele, do mesmo modo que ele já se preocupou comigo. Isso me faz um tolo, um tolo por estar preocupado com aquele idiota tingido. Suspirei e sentei-me no banco do pátio, onde batia uma boa sombra da grande e antiga arvore. Encostei-me para trás e deixei minha cabeça cair, relaxando no banco. As nuvens estavam leves, algodões do céu. É tão bom observa-las, o corpo entra em uma leveza tão... quieta.

– Representante? — levantei num pulo, Castiel me olhava cômico — Matando aula? — engoli a seco, não pensei que ele estaria ali

– N-não eu... — gaguejei o encarando — Alias, o que você está fazendo aqui? — perguntei franzindo o cenho para o rapaz que revirava os olhos

– Estava passando por perto sabe... saudades. — disse e riu abafado — Agora não mude de assunto. Que feio, deveria ser o exemplo e não matar aulas. Querendo seguir meus passos Nath? — perguntou num riso debochado, o qual decidi ignorar. Levantei minha cabeça e voltei a encarar as nuvens lentas — Ei, está me ouvindo?! — vociferou e voltei a encara-lo, tediosamente

– Estava aqui pensando, como pode um garoto tão rebelde se preocupar com alheios. — disse num assobio gozado — Cassy, oh Cassy... continua com o mesmo jeito. Se eu resolver matar alguém, me repreenderá? E depois vai me acobertar... Como vão seus pais? — perguntei dando meia volta andando e ignorando seu rosto frio

– Continua o mesmo loirinho, sabe jogar quando é preciso certo? A mesma cobra de sempre. — o escutei tagarelar e sorri — Mas ainda não respondeu minha pergunta Nath.

– Apenas não estou me sentindo muito bem... — parei de andar para responde-lo, novamente encarando as nuvens acima de mim — ...está tudo leve de mais hoje, não acha? Me sinto lento. — disse com um embargamento na voz que nem mesmo conhecia.

– Tire esse dia para descansar, faça como eu. Descanse. — riu e escutei seus passos, por cada número que contava mentalmente para manter a calma seus passos iam retardando. Pelo canto dos olhos vi que o mesmo já não estava mais lá.

Suspirei e voltei para a escola.

Castiel é uma matéria desconhecida por mim, apesar de conhece-lo desde a palma da mão a unha do pé, ainda não entendo totalmente como funciona. O final da tarde foi como todos os outros, assinando relatórios enquanto bebia um copo de café. Na pilha ainda tinha 50 fichas de relatórios para assinar, colocar em pastas, registrar na página da secretaria e organizar na gaveta. Suspirei ao puxar 3 fichas com o nome de Castiel, não evitei em acariciar a têmpora, buscando de alguma forma relaxar e não xingar aquele idiota.

– Daqui a pouco terei que fazer uma gaveta só pra ele. — murmurei irritado, com a caneta em mãos para assinar as reclamações.

Antes de poder começar meu celular começou a vibrar e me surpreendi ao ver o numero de casa

– Alô.

Nath, o papai.– disse e senti meu corpo estremecer

– O que houve? — minha voz estava tremula.

Não sei, mas ele está muito irritado. Gritou até comigo hoje.– a voz de Ambre estava embargada, com absoluta certeza ela estava chorando. Antes de poder falar alguma outra coisa escutei de longe algo se quebrando.

– Estou indo, não demoro. — desliguei e peguei meu casaco e minha bolsa.

Tranquei a sala com tanta pressa que mal reparei em duas figuras curiosas me olhando no final do corredor, até elas se aproximarem e me assustarem. Deixei a chave cair no chão e quando me abaixei para pegar os dois também se abaixaram e notaram a porcaria de minha mão totalmente tremula.

–Você está bem Nathaniel? — perguntou Armim com o cenho franzido, assim como Alexy que mantinha a mão na cintura me olhando interrogativo — Está pálido.

Claro que a resposta seria não, estou o pior possível porque meu adorado pai está louco quebrando coisas em minha casa e o salvador irá salvar a pátria sendo o saco de pancadas para o homem desprezível que me alimenta em troca de uma especie de masoquismo.

– Estou. — disse com a voz mais verdadeira que consegui fazer — Tenho que ir, aconselho que façam o mesmo.

E deixei-os. Corri desesperado para a saída, tentando equilibrar alguns cadernos nos braços, a bolsa de alça no ombro e as chaves no vão dos dedos. Não entendo o porque de meu desespero em chegar a tempo em minha casa, talvez seja apenas o temor na voz de Ambre que me agilizou. Amo minha irmã, apesar de todos os defeitos que a mesma tem. Ambre pode ser uma patricinha mimada, cruel e pode fazer coisas horríveis quando quer, mas sou um dos poucos que conhece sua carência por atenção, por ter aprovações, não de meu pai nem de minha mãe, mas minhas. Mesmo por tudo que já ocorreu, aquela pirralha loira ainda é minha irmã mais nova e, droga, a amo. E infelizmente essas ideias se conectam com o fato de Castiel. Espera, não! Eu não quis dizer que o amo, eu só...

Eu só... não sei.

Notas finais
Nath e seu conflito interno... o que será que está acontecendo na casa do loiro em? Comentem, favoritem e recomendem! :D Fico muito feliz com os comentários. Sobre a demora: não faço por mal, nem por preguiça (só as vezes), mas tenho a programação (vou deixar vocês cientes dela, talvez semana que vem, lá no meu perfil). Só posto um capítulo quando o próximo estiver pronto - isso significa que o próximo capítulo está prontinho (AEEEOW) mas só vou postar quando eu fazer o outro capítulo (*cabisbaixo). Sobre mim: Gente vocês já ouviram as músicas do BigBang? É uma boyband coreana (AMAZING). Provavelmente você já ouviram alguma música mas não sabe que são deles. Se quiserem ouvir vou indicar 3 músicas, que, na minha opinião, são as melhores: Bang Bang Bang, Fantastic Baby, Sober. Então é isso! Beijos e até!