Escape

22 Um aviso


Notas iniciais
Hey, gente! Voltei! (deu pra perceber, né) O sono tá me consumindo então já nem sei direito o que dizer. Quero agradecer a todas pelos comentários e dizer que vocês arrasaram como sempre! O ódio de vocês pelo Robin é uma coisa que enche meu coração de orgulho hahahaha Esse capitulo tá meio tenso, mas no fim, todos sobreviverão, pelo menos por enquanto. Aproveitem e eu falo com vocês lá embaixo.

– Olá, Emma! Como está minha mulher? — A pergunta saiu cheia de sarcasmo, o que fez a loira apertar o telefone com força e respirar fundo para manter a calma.

– Bem. Obrigada! — Limitou-se a responder.

– Está aproveitando? — Conseguiu ser ainda mais sarcástico, o que fez Emma fechar os olhos, tentando conter a vontade de manda-lo para o inferno. — Espero que esteja sendo uma boa diversão para Regina. — A loira bufou, pressionou a mandíbula e estreitou os olhos.

– Onde está o garoto? — Indagou entre dentes.

– No outro quarto, para não ouvir enquanto conversamos sobre a MINHA mulher. — A voz arrastada e um pouco confusa do homem, fez Emma concluir que ele estava bêbado.

– Você está bêbado, seu desgraçado! — Esbravejou. — Se você fazer alguma coisa contra Henry, juro que quando você aparecer por aqui, vou esfolar a sua cara. Está entendendo?. — Ameaçou, arrancando uma gargalhada do homem. Ao perceber que Emma já não falava mais com Henry, Regina tentou tirar o telefone da mão dela, mas a loira não deixou.

– O que está acontecendo? — Indagou com um semblante preocupado. — Robin está bêbado? — Emma fez sinal com a mão para que a mulher esperasse.

– Muito macho você, hein? É uma pena que lhe falte só uma coisa, uma coisa essencial, que por sinal Regina adora. Você não sabe o quanto eu a faço gemer. O quanto ela grita ensandecida pedindo por mais. — Se houvesse um jeito de atravessar o telefone, Emma já o teria feito. Naquele momento tudo que mais desejava era apertar as mãos no pescoço daquele infeliz, até ele parar de respirar.

– Essa coisa da qual você se gaba, se encontra em um Sex Shop qualquer. Maior, mais grosso e com mais uma vantagem, não tem uma boca, ou seja, não fala merdas. Cuidado, caso Regina arrume um desses, tenho certeza que você já era. — Decidiu entrar no jogo do idiota, se era provocação o que ele queria, provocação iria ter.

– CALA A SUA BOCA, VADIA! — Berrou com Emma, que não se afetou nem um pouquinho com aquilo, já Regina, Regina estava uma pilha de nervos, e tentava a todo custo tirar o aparelho da mão da amiga. — Não importa o que aconteça, no final, é comigo que ela vai ficar, está me ouvindo? Ela é minha! Regina é minha! — Avisou.

– É sua, é? Sabe, eu ainda não fiz um checkup geral, mas até onde eu vi, não achei seu nome gravado nela não. — Voltou a provocar.

– Está fazendo piada? — Esbravejou. — Vou avisar só uma vez, não mexa com o que é meu, você não sabe do que eu sou capaz. — Falou em tom de ameaça. — ESTÁ ME OUVINDO? — Voltou a se descontrolar.

– Está me ameaçando, é isso mesmo? — Indagou indignada.

– Emma, me da isso aqui! — A morena estava começando a ficar apavorada, pelo tom de voz de Emma e pelos gritos que ela ouviu do marido, teve certeza que aquilo não acabaria bem.

– Ouça, Robin, se você quer ter a sua mulher de volta, quando ela sair daqui, eu sugiro que você deixe de ser um cretino idiota e pare de gritar com o seu filho, pare também de encher a cara na frente dele. Respeite ele e respeite a sua mulher, senão, você vai ficar sem nenhum dos dois. — A voz de Emma soou séria, sombria e ameaçadora. — Considere isso como um aviso, e que fique bem claro que eu não aviso duas vezes. — Houve alguns segundos de silêncio no outro lado da linha, Emma aproveitou então para dar mais um aviso. — Eu espero, e quero acreditar, que você não tocou um dedo no seu filho, porque se eu souber que você fez isso, você está ferrado, cara. — Regina olhava assustada para a loira, seu coração batia a mil. Nunca, nunca tinha visto Emma transtornada daquele jeito. Ela tinha um olhar sombrio, um semblante no mínimo ameaçador, parecia completamente fora de si.

– Vai fazer o quê? Me dar uma surra? — O homem provocou, tentando não demonstrar que aquelas palavras tinham feito efeito contra ele.

– Você sabe, não estou aqui a passeio. Eu conheço pessoas, que conhecem pessoas, que conhecem mais pessoas. É um ciclo, sabe? Basta uma ligação. Em menos de 24 horas, eu poderiam chegar até você e eu tenho certeza que você não gostaria disso. — Não teve tempo de concluir a ameaça, Regina conseguiu lhe roubar o aparelho.

– Você está ficando louca? O que deu em você? — Indagou assustada com aquela mulher que não lembrava em nada a Emma que conhecia. A loira precisou de alguns segundos para voltar a si, quando tentou se aproximar de Regina, a mesma mesmo sem querer, deu um passo para trás em sinal de medo.

– Sinto muito. — Murmurou envergonhada. Sabia que tinha passado um pouco dos limites, e era nítido que aquilo tinha assustado Regina. Sem saber o que fazer ou o que falar, apenas deu as costas para a morena e saiu dali. Regina quis chamar por ela, mas naquele momento precisava saber sobre o filho, e não conseguiria fazer as duas coisas ao mesmo tempo, então suspirou e deixou a loira ir. Fechou os olhos, respirou fundo e se concentrou para não gritar.

– Quero falar com Henry, agora! — Avisou sem muita paciência.

– Você ouviu? Ouviu bem o que a sua amiguinha me falou? Está vendo com quem está se metendo? — Regina bufou.

– Será que tem muita diferença entre vocês dois, Robin? — Indagou. — Tenho certeza que ela não disse isso tudo de graça. — O homem riu.

– Você está a defendendo? Claro que está. Que lindo, uma namoradinha defendendo a outra. — Ao ouvir aquilo, toda a paciência que Regina tinha juntado, se esgotou.

– CALA A SUA BOCA, ROBIN! CALA A PORRA DA SUA BOCA! — Extravasou um pouco da sua raiva. — INFERNO! — Irritada, bateu com o telefone algumas vezes contra a parede, ato que assustou o marido. — Ouça, se ela é a minha namoradinha, como você diz, uma parcela dessa culpa é sua. Porque dia após dia, tudo que você tem feito é arrumar pretextos para brigar, discutir, e culpar Emma. Você simplesmente se esqueceu de mim, da minha vida, do que temos, única e exclusivamente para atacar ela. Então querido, se quer reclamar com alguém, vá para frente do espelho e reclame com você mesmo. — Cuspiu tudo que tinha guardado nas últimas semanas. — Agora se você não quer que essa conversa termine da pior forma possível, pare de falar comigo e me deixe falar com Henry. E eu espero do fundo do meu coração, que você não tenha o agredido, senão, Robin... — Antes que ela pudesse terminar, o homem resolveu falar.

– Acha mesmo que eu encostaria a mão nele, Regina? — A voz embargada do marido, denunciou que ele estava chorando. — Me desculpe, vamos conversar. — Tentou.

– Henry, Robin, eu quero falar com ele. — Foi irredutível. De jeito nenhum falaria com o marido naquele momento, porque sabia que se fosse falar, seu casamento terminaria ali. Frustrado, o homem não disse mais nada. Não demorou muito até a morena o ouvir se desculpando com o filho e ouvir o garoto pedindo para ficar sozinho.

– Mãe? — Ao ouvir a voz assustada do filho, lágrimas nublaram os olhos de Regina.

– Você está bem? Está tudo bem? O que aconteceu, Henry? — Indagou ao deixar as primeiras lágrimas caírem.

– Estou bem, mãe. Está tudo bem. Eu não sei o que aconteceu, mas eu estou bem. O pai simplesmente levantou da cama começou a gritar comigo, tirou o celular da minha mão e me mandou esperar no outro quarto. — Contou, parecendo tentar entender o que tinha acontecido.

– Ele bateu em você? — Indagou em um fio de voz.

– Não, juro que não. — Ao ouvir aquilo a morena soltou o ar que nem sabia que estava prendendo. — Mãe, por favor, para de chorar. — Pediu, fazendo a morena fungar e tentar se livrar das lágrimas.

– Você sabe que eu odeio mentiras, Henry, sabe muito bem disso, por que mentiu para mim? — Se não estivesse tão abalada com o que aconteceu, certamente Henry ouviria e muito.

– Desculpa, mãe! Só não quis preocupar você. Estava tudo bem, ele só estava bêbado como sempre acontece quando voa, mas estava tudo bem. Me desculpa! — Pediu de novo.

– Nós vamos conversar sobre isso, quando você vier para a próxima visita. Não pense que vou esquecer. — Avisou.

– Tudo bem, você está certa. Prometo ouvir e aceitar o castigo sem reclamar. — Ao perceber o quanto a mãe parecia abalada, resolveu nem argumentar sobre aquilo. — Mãe, a Emma está bem? — Ouviu o pai gritando com a loira, e desde então tentava entender o motivo.

– Está, ela está bem. — Respondeu sem muita certeza. Emma era a próxima pessoa estressada com quem ela queria ter uma conversa séria.

– Eu não entendo. Por que meu pai não gosta dela? O que ela fez para ele? — Regina suspirou.

– Henry, essa não é uma boa hora para falarmos sobre isso. — Avisou.

– Eu só queria entender. — Tentou de novo.

– Hoje não, Henry. — Meio que ordenou, meio que pediu.

– Quando então? — De novo a morena suspirou.

– Quando eu sair daqui. Prometo, quando eu sair daqui conto tudo que você quer saber, mas até lá, por favor, por favor, não pergunte nada, não complique mais as coisas. A não ser que queira me deixar louca. — A voz triste da mãe, fez o garoto desistir daquilo, pelo menos naquele momento.

– Okay. Não vamos mais falar sobre isso. — Concordou. — Mãe, eu estou bem, é sério. Você não precisa ficar preocupada. Está tudo bem, você pode dormir tranquila. — A morena esboçou um sorriso pela preocupação do filho.

– Não se preocupe comigo, Henry. Vou ficar bem. — Prometeu. — Tente evitar o seu pai hoje, e pelo amor de Deus, em hipótese nenhuma, abra a boca para discutir com ele, está me ouvindo?

– Estou. Vou pedir nosso jantar e vou dormir. Sério, não fique preocupada. Ele já parece estar mais calmo e eu também não tenho muito o que falar com ele. Então vai ficar tudo bem. — Muito embora a morena se sentisse angustiada, resolveu acreditar no que o filho disse.

– Certo. Então vou desligar. Amanhã de manhã ligo para saber como passou a noite. Pelo amor de Deus, coloque esse seu telefone para tocar alto. — O garoto riu.

– Pode deixar, dona Regina. Até amanhã! Durma com Deus! — Se despediu.

– Até amanhã! Durma com ele você também. Amo você!

– Também te amo, mãe! Ah, e pede desculpas para Emma, pela grosseria do meu pai. Diz que para me redimir, vou conseguir os autógrafos dela. — Regina sorriu ao ouvir aquilo.

– Vou dizer. Boa noite, Henry! — Voltou a despedir-se.

– Boa noite! — Regina recostou a testa no aparelho e fechou os olhos. Queria voltar a chorar, queria muito fazer aquilo. Perguntou-se como sua vida tinha virado de cabeça para baixo em questão de meses. Perguntou-se também se conseguiria mesmo dar um jeito de resolver aquela bagunça que tinha se tornado seu casamento. Pôs o telefone no ganho e caminhou em direção a rua. Precisava de ar frio, precisava ficar sozinha, precisava pensar, pôr a cabeça no lugar. Suas mãos estavam tremulas, assim como suas pernas, não conseguia parar de pensar na discussão de Emma com Robin, muito menos esquecer do semblante transtornado da loira, e das ameaças que ela fez.

Ao alcançar a rua, viu Emma, sentada no banco de sempre, abraçada aos joelhos, com a testa recostada nos mesmo. Ficou um tempo lá parada, só a observando. Perguntou-se se a Emma que tinha visto discutindo com Robin, sempre existiu e ela nunca quis ver, ou se ela tinha surgido naquele tempo em que passaram afastadas. Concluiu que não foi tão boa amiga assim, sempre fez vista grossa para os deslizes e grosserias da loira. Sempre preferiu não estar presente quando Emma tinha que negociar ou cobrar alguma divida. Sempre fez de conta que estava tudo bem e muitas vezes via nos olhos da loira que não estava.

Suspirou e foi até a amiga, sentando-se ao seu lado. Cruzou as pernas, os braços, fixou os olhos em um ponto qualquer e acompanhou a loira no silêncio. Emma estava aterroriza, queria muito pedir desculpas, mas tinha medo de abrir a boca, tinha medo de começar uma conversa, porque tinha medo que a morena pusesse fim ao que elas tinham acabado de começar.

Queria matar Robin, como queria. Queria mata-lo lentamente, para que ele sofresse bastante. Praticamente não o conhecia, mas o odiava, odiava mais que tudo. Não conseguia parar de pensar nos gritos que ele deu com Henry, ficava ruim só de imaginar que o brutamontes podia ter levantado a mão para o garoto. E ficava ainda pior ao imaginar quantas vezes ele tinha berrado daquele jeito com Regina. Imaginar tal coisa a deixava ainda mais possessa e a fazia sentir raiva de si. De certa forma se achava responsável por tudo aquilo, Regina jamais teria conhecido aquele imbecil, se ela não tivesse sido a porra de uma covarde medrosa e fujona.

– Eu sinto muito. — Desculpou-se. Não por ter discutido com o maldito imbecil, mas por Regina ter conhecido ele.

– O que deu em você? — A morena questionou um tempo depois, sem tirar os olhos do nada. Emma largou os joelhos, baixou as pernas e assim como Regina, mirou um ponto qualquer.

– Ele gritou com o seu filho, me falou um monte de merdas, me ameaçou e eu acabei me descontrolando. — Tentou se explicar. — Me desculpe por ter assustado você, como eu sei que assustei, mas não me arrependo de ter falado com ele daquele jeito. Ele mereceu. — Regina balançou a cabeça em sinal de negativo e lentamente virou o rosto para a amiga.

– Quem era aquela Emma que eu vi lá dentro? — A pergunta arrancou um suspiro da loira.

– Aquela Emma, faz parte dessa Emma. Eu sou assim Regina. Na maioria das vezes, aceito tudo, só não aceito que mexam ou tentem machucar alguém que eu gosto. Isso eu não aceito. — Murmurou, os olhos fixos no céu.

– Então se alguém lhe falar algo que você não gosta, você ameaça esse alguém de morte ou coisa assim, é isso? — Emma esboçou um sorriso triste, ao perceber que Regina não entenderia.

– Regina, esse idiota tem a família que eu queria ter. Eu amo você. E o seu filho... eu não sei... — Voltou a sorrir ao pensar em Henry. — Eu nunca gostei muito de crianças, adolescentes ou pré-adolescentes, mas ele é diferente, sabe? Deve ser porque ele é seu filho. Eu me importo com ele, gosto de conversar com ele, gosto da nossa camaradagem. Nunca levei a sério essa história de filhos, mas Henry... eu com certeza levaria ele a sério. — Regina acabou sorrindo ao ouvir aquilo. Ouvir o jeito carinhoso com o qual ela se referiu a Henry, fez as malditas borboletas se agitarem.

– Olhe para mim. — Pediu ao tocar a mão da amiga. Emma suspirou e fez o que lhe foi pedido.

– Você vai pôr um fim ao que temos, não vai? — Lágrimas vieram ao seus olhos.

– Tudo depende do que você vai me responder. — Avisou. — Você promete me falar a verdade? — A loira balançou a cabeça muitas vezes concordando.

– Prometo. Juro por o que você quiser. — Levantou as mãos para jurar.

– Você sabe o quanto eu odeio mentiras, não sabe?

– Não vou mentir. — Regina balançou a cabeça concordando.

– Ótimo. Porque se você mentir, talvez eu descubra e se isso acontecer, você pode me esquecer, esquecer meu filho, esquecer que um dia nos conhecemos. Vou pedir transferência e passar o resto da minha pena bem longe de você. — Avisou e de novo Emma concordou, com o coração já disparado. — Você disse para Robin que conhece pessoas e que basta uma ligação sua, para fazer sabe-se lá Deus o que. — Regina suspirou. — Você ainda está envolvida com essa gente, Emma? Você não abandonou o tráfico? — Verdade, verdade, verdade. Era essa a palavra que ecoava na mente da loira. Seu coração batia cada vez mais rápido e suas mãos estavam suando frio. Se falasse a verdade, Regina com certeza colocaria um fim ao que tinham. Se mentisse, talvez não. Mas e se Regina descobrisse? Não, não queria nem pensar sobre aquilo. Okay, prometeu falar a verdade, mas não podia, simplesmente não podia. E se de repente a verdade se tornasse verdade? Sim, aquilo podia acontecer. Ela daria um jeito naquilo ainda naquela noite.

– Claro que abandonei. — Respondeu tranquilamente, olhando nos olhos da amiga, enquanto se xingava e amaldiçoava mentalmente. — Regina, não é porque não estou mais metida com isso, que eu deixei de conhecer essas pessoas. — Os olhos da morena permaneceram fixos nos da loira por algum tempo, até por fim ela balançar a cabeça concordando. — Eu só quis assustar seu marido, só isso. Acha o quê? Que eu mandaria mata-lo? — Aquela foi a primeira coisa que passou pela cabeça da loira quando ela fez a ameaça.

– Pela forma que você falou, um presente com certeza você não mandaria entregar. — Emma riu, em uma tentativa de amenizar a conversa.

– Ele não merece você. — Foi sincera. — Não merece você, nem o seu filho. Não merece a família perfeita que tem. — A morena suspirou.

– Ele não tem uma família perfeita, Emma. O que ele fez foi errado, mas o que eu estou fazendo, também é. Acho que estamos vivendo a terceira lei de Newton. — Emma negou.

– Posso não entender nada sobre as leis de Newton, mas tenho certeza que não tem nenhum bêbado idiota nelas. — Só de lembrar do idiota, ela voltava a sentir raiva.

– Okay, eu não vou discutir sobre isso com você. — Regina ergueu as mãos, em sinal de desistência.

– Ótimo, eu realmente não quero que esse escroto nos faça brigar. Então você fica com a sua opinião, eu com a minha e não se fala mais nisso. — Regina balançou a cabeça em sinal de negativo e desistiu daquele assunto.

One Last Breath

– O que eu faço com você, Emma? — Murmurou mais consigo do que qualquer outra coisa, mas Emma ouviu muito bem e seu coração voltou a disparar.

– Qualquer coisa, só não me chute, por favor! — Suplicou. A morena suspirou e voltou-se para a amiga, que olhava para frente com os olhos marejados.

– Vem aqui. — A puxou para perto, e Emma jogou-se em seus braços sem pestanejar. — Me desculpe por mete-la nessa confusão. — Sussurrou enquanto afagava os cabelos loiros.

– Está me dispensando? — Deixou algumas lágrimas caírem.

– Não. — Soltou com o ar. — Sou muito egoísta para fazer isso. Estou magoando você, Robin e até Henry, mas simplesmente não consigo, não quero abrir mão de você. E estou me odiando por isso, porque sabemos exatamente como essa história termina. — Lamentou-se, o tom de voz embargado.

– Não, nós não sabemos, nós imaginamos, é diferente. — Murmurou. — Um dia de cada vez, Regina. Vamos viver um dia de cada vez. — Pediu. — Diz que você ainda é minha namorada de prisão? — A morena esboçou um sorriso ao ouvir aquilo. Soltou-se do abraço e encarou Emma.

– Eu ainda sou sua namorada de prisão, Em. Sua boba chorona. — Levou as mãos até o rosto da amiga, livrou-se das lágrimas e segurou seu rosto entre as mãos. — Henry pediu que eu pedisse desculpas pela grosseria de Robin. — Emma sorriu ao ouvir aquilo.

– Espero que as desculpas dele, venham junto com um autógrafo da Katy Perry, dedicado a mim. — A morena rolou os olhos.

– Cala a sua boca, Emma. Você está enchendo minha paciência com essa tal de Katy Perry. — A loira riu, achando o ciúme bobo de Regina, bonitinho.

– Quer que eu cale a boca, Regina Mills? Então por que você não vem calar? — Sugeriu de forma provocativa, arrancando um sorrisinho da morena.

– Não sei se você merece. — Rebateu a provocação.

– Ah, Katy Perry! — Suspirou. — Katy Perry talvez vies... — Funcionou, Emma conseguiu fazer com que Regina calasse sua boca, conseguiu tal coisa da melhor forma possível. Suspirou sabendo que não merecia aquilo. Não passava de uma idiota mentirosa, que estava traindo a confiança da única pessoa que apesar dos pesares, confiava nela verdadeiramente. Mentalmente fez uma prece, torceu para que todas as divindades soubessem o quanto ela amava Regina e pediu a Deus que a ajudasse, porque estava na beira do precipício, e mesmo que quisesse, não tinha mais como dar um passo para trás.

(...) — Jefferson, sou eu, Emma! — Sussurrou enquanto olhava atentamente para o corredor, se certificando de que ninguém estava se aproximando. — Ouça, eu preciso de dois favores seus, e você vai fazer sem reclamar porque está me devendo e muito. — Avisou. — Primeiro, eu quero que você vá até Gold e avise ele que estou fora. — Sussurrou ainda mais baixo. — Fora. Fora. Do único jeito que existe para se estar fora. É tão difícil assim de entender? Estou falando chinês? — Esbravejou. — Avise a Gold que eu não quero nada. Ele pode ficar com a casa, o apartamento, os dólares, euros, libras, os carros, tudo, absolutamente tudo. A única coisa que quero é ficar livre disso. — Rolou os olhos ao ouvir meia dúzia de besteiras do amigo. — Não. Não. Não encontrei Jesus, Jefferson. E não, eu não estou trabalhando para outro cara, antes que você pense isso. Simplesmente não quer mais. É muito arriscado. Vou ficar nesse lugar por malditos três anos e se descobrirem mais alguma coisa, vou acabar ficando o resto da minha vida aqui, então não vale a pena. — Emma era esperta, então jamais abriria a boca para contar o verdadeiro motivo, porque se fizesse aquilo, poderia colocar Regina em risco. — Diz para ele que eu indico você para ficar no meu lugar. Você é meu braço direito, tenho total confiança em você e sei que você vai se sair muito bem. — A loira rolou os olhos ao ouvir o homem puxando seu saco. — Não precisa me agradecer. Cala essa boca e me deixa falar. — De novo seus olhos varreram o corredor da prisão. — Quero um último favor antes de largar tudo de vez. — Pediu. — Quero que você coloque alguém na cola de um infeliz. — Bufou ao ser interrompida. — Não, Jefferson, não. Sem morte, pelo amor de Deus! Sem matar, machucar ou ferir, quero apenas que observe. — Explicou. — Robin, é o nome do idiota. Robin Hood, o mesmo nome do idiota ladrão daquela história besta. — Rolou os olhos. — Não sei o que é mais broxante, o nome ou o dono. — Murmurou. — Nada, Jefferson! Estou falando sozinha. Presta atenção, ele está em Glendale no Arizona, parece que foi para a final do Super Bowl ou coisa assim. Você vai colocar alguém na cola dele o final de semana inteiro, e depois vai me passar um relatório sobre esse idiota. — Ao ouvir mais uma pergunta idiota, ela bufou. — Você quer os números da loteria também? Claro que eu não sei em que hotel ele está hospedado, isso quem tem que saber é você. — Tinha que se controlar para não gritar com o infeliz. — Se vira, da um jeito, faz alguma coisa, mas faz. Espero que amanhã de manhã, você já tenha alguém na cola dele. E presta atenção, ele não pode descobrir de jeito nenhum que está sendo observado. Se for melhor, contrate um detetive e deixe bem enfatizado que ele tem que ser discreto. Entendeu? — Batia os pés impacientemente enquanto ouvia o homem repetir tudo que tinha que fazer. — Isso mesmo. Se conseguir fazer tudo certo, escrevo uma carta de recomendação ao Gold, com cinco estrelinhas. — Prometeu. — Nada de muito grave. Ele é só um advogadozinho arrogante que está querendo ferrar comigo aqui dentro, quero descobrir algo para fazer chantagem. — De novo a loira preferiu mentir e deixar Regina bem distante daquilo tudo. — Agora chega de papo, agilize, seja discreto e amanhã eu ligo para saber sobre detalhes. — Desligou sem ao menos se despedir. Suspirou, e novamente pediu aos céus para que Regina nunca desconfiasse de nada.

Notas finais
Nada de ameaças de morte dessa vez, por favor. Obigada! hahahaha Então, a merda está feita, né? Agora é só esperar e ver no que vai dar. E aí, Emma ganhou a luta no primeiro round? E a Regina ainda deu mais uma pisadinha. Próximo capitulo tem o dia dos namorados coisa e tal. Então, conto com vocês para voltar logo, certo? Boa madrugada pra vcs! PS: Só por curiosidade, alguém por um acaso tem algo muito contra finais trágicos?