Escape

3 Sinto muito


Notas iniciais
Oláá! Oh eu aqui outra vez! As ideias estão a mil. Muito obrigada as meninas que leram e deixaram comentário. As que leram e não deixaram, peço encarecidamente que gastem um minutinho ou dois e me digam o que estão achando. Por favor? * O que estiver em negrito é flashback

Oi, Regina Mills? Oi, Regina Mills? A loira descarada tinha mesmo tido cara de pau para a cumprimentar? Oi, Regina Mills? Como se estivesse tudo bem, tudo certo, tudo lindo. Como se elas ainda fossem melhores amigas. Como se Emma, não tivesse sumido da vida da morena, sem lhe dar pelo menos uma explicação plausível. Como se tivesse respondido seus e-mails, mensagens de texto, ligações, postais. Como se não tivesse fodido com os sentimentos da amiga, quando resolveu ignora-la de todas as formas possíveis. Como se a loira traidora não tivesse a delatado. Como se Regina, não estivesse ali única e exclusivamente por culpa daquela cara de pau, que um dia, ela chamou de amiga.

Não! Nenhum tipo de, “Oi, Regina Mills!” faria o ódio de Regina, diminuir. Nem mesmo vindo acompanhado de um sorriso largo, idiota, que uma vez foi o sorriso preferido de Regina. Na verdade, aquela saudação deslavada, só serviu para deixar Regina, ainda mais possessa, estressada e irritada. Se ela já odiava Emma, antes, aquele, “Oi, Regina Mills” fez seu ódio triplicar.

Regina, estreitou ainda mais os olhos, ela apertava com tanta força os dentes uns contra os outros, que era possível ver uma veia alta em sua testa. Suas mãos que seguravam as porcarias das roupas de cama, estavam fechadas em punho. Pensou seriamente em largar tudo no chão e partir para cima de Emma, mas acabou optando por não fazer, já que seu corpo todo ainda estava tremendo. Decidiu deixar a loira no vácuo e sair logo dali, mas Emma, foi mais rápida e agiu primeiro.

– Meu Deus! Como eu senti sua falta. — Os olhos da traidora brilhavam e ela não conseguia abandonar o sorriso de jeito nenhum. Regina, estava mesmo ali, um pouco diferente da Regina que toda a noite habitava seus pensamentos. A Regina, parada em sua frente, tinha abandonado o ar de adolescente. Ganhou um corpo com mais curvas. Os cabelos que antes batiam no meio de suas costas, agora estavam chanel, e seus olhos, seus olhos pareciam ter perdido o brilho, a inocência. Agora eles eram tristes, inseguros e raivosos.

Emma, queria muito abraça-la, na verdade, precisava abraça-la, sentia uma imensa necessidade de fazer daquilo. A intuição da loira dizia que os braços de Regina, poderiam livra-la da sensação de vazio que sentia há muito tempo. Foi pensando nisso, que ela deu um passo a frente, mas instantaneamente, Regina, deu dois passos para trás, como se de repente, Emma, tivesse uma doença muito da contagiosa. Aquilo fez o sorriso da loira desmanchar. A amiga não a perdoaria. Estava na cara que ela sequer, iria parar para ouvi-la.

– Regina, por favor, me deixa explicar. — Implorou. Se fosse preciso, ela se ajoelharia naquele chão imundo.

– Vocês se conhecem? — Ao perceber que sua ovelha perdida, não tinha saído do banheiro, Ruby, voltou e deu de cara com uma morena petrificada, e uma loira tão sorridente, que parecia ter no mínimo, ganho na loteria. Ao constatar que sua ovelha perdida não parecia bem, Ruby, resolveu interferir, naquilo que parecia um reencontro. — Você está bem? — Questionou ao tocar o ombro de Regina.

– O que acontece se eu bater em alguém? — A voz raivosa e ameaçadora da morena, não passou de um sussurrar. Ruby, olhou de Regina, para Emma, e temeu pela loira. Mal conhecia a ovelha perdida, mas pelo o olhar mortal que a mesma lançava em direção a loira, era capaz de apostar o que tinha e o que não tinha, que a loira com olhos marejados, não duraria um minuto.

– Você vai parar na solitária. Acredite em mim, você não quer parar lá. — Tentou colocar panos quentes.

– Será? — Questionou sem desviar os olhos da traidora.

– Regina... — Emma, tentou de novo e de novo, a amiga recuou.

– Não toque em mim! — Praticamente rosnou.

– Eu só quero conversar. — Ouvir aquilo fez Regina lhe lançar um meio sorriso sarcástico. Emma, odiava aquele sorriso. Preferia encarar a amiga brava, do que ganhar aquele tipo de sorriso. Aquele era um sorriso de puro desprezo. Emma, lembrava muito bem, da última vez que ganhou um sorriso daquele. Aliás, aquela era a última lembrança que ela tinha da amiga.



Depois de passar uma madrugada insone, embriagada em pensamentos que envolviam o irmão perdidamente apaixonado por a mesma mulher que ela suspeitava estar gostando. A conversa que ela teve com essa mesma mulher, há dias atrás. O tráfico de drogas. E a vida que almejava ter. Emma, enfim, tinha tomado uma decisão e era por aquele motivo, que fazia mais de meia hora, que as lágrimas rolavam pelo seu rosto.

Desejava mais que tudo, ter uma bola de cristal, queria desesperadamente saber se a decisão que tinha tomado seria mesmo a certa. Queria poder ver se o tráfico, valeria mesmo a pena. Queria saber se aquilo a deixaria mesmo rica, se lhe faria ser temida e respeitada. Queria saber se aquele trabalho continuaria a fazendo feliz, continuaria a excitando, a fazendo se sentir inteligente, poderosa, viva. E por último, mas não menos importante, queria saber se Regina, seria mesmo feliz com Daniel, como ele jurou, que ela seria. Queria saber também, se algum dia a amiga lhe perdoaria pelo que ela estava prestes a fazer.

Ahh, a vida! A vida é uma grande bosta sem fim. Não importa quem você seja, não importa o que faça, não importa quanto dinheiro tenha, você nunca vai conseguir ter tudo o que quer.

Emma, queria muito se dar bem com seus negócios ilícitos, assim como queria muito descobrir o que realmente sentia pela melhor amiga. O problema era que tinha medo disso. Medo de descobrir seus sentimentos. Medo de jogar tudo para cima, desistir dos negócios e seguir Regina, para a vida normal que a morena insistia para que tivessem.

Elas tinham recém completado vinte anos, mal tinham começado a entender o que significava viver. Mal tinham começado a aproveitar a vida. E se o lance delas não desse certo? E se elas se magoassem? E se Regina, de repente encontrasse o cara certo, se apaixonasse e resolvesse deixar a amiga de lado? O que sobraria para Emma, além de decepção e mágoa? Um imenso vazio e um coração partido. Essa era a resposta e foi tal resposta que fez Emma, decidir pelas duas.

Regina, seria feliz com Daniel. Seria mais fácil, prático e seguro daquele jeito. “Daniel, é um amor”, era aquilo que a morena vivia dizendo, ou seja, não seria difícil para o irmão galanteador, ganhar o coração de Regina. Claro que aquilo de uma certa maneira, partiria o coração de Emma, mas ela superaria. Afinal de contas, ninguém morre por causa de coração partido. Não é mesmo?

Emma, usou os braços para secar as lágrimas, respirou fundo, e levantou-se da cama. Foi até o guarda-roupas, tirou a mala de lá, e com a pressa de uma fugitiva, começou a jogar suas roupas dentro da mesma.

Estava decidido, as férias que deu a si mesma, acabariam mais cedo. Sabia que, para seu irmão, reconquistar o coração de Regina, a loira precisava sair da vida da amiga o quanto antes. Sair sem dar nenhum tipo de explicação, aquele era o plano. Sabia que aquilo magoaria Regina, e era nessa parte que Daniel, entraria. Ele ofereceria seu ombro amigo e o resto, Emma, preferia nem pensar.

A loira pretendia partir sem ao menos se despedir, mas ao passar pela sala, encontrou com Regina deitada no sofá. Respirou fundo e se aproximou sorrateiramente. Ao ver a amiga dormindo, ela sorriu. Um sorriso triste, um sorriso de despedida. Lágrimas lhe vieram aos olhos, ao pensar que não veria mais a amiga pelo menos até o natal, quando muito provavelmente, Regina, iria com Daniel, até a casa dos pais. Até lá, Emma pensaria em algum pedido digno de desculpa pela fuga que estava prestes a acontecer.

Limpou a lágrima que deixou escapulir e voltou a contemplar a amiga. Sorriu ao parar os olhos na cicatriz que a amiga carregava no lábio superior. Quando se deu conta, seu polegar estava lá, acariciando sutilmente aquela marca. Emma, deixou escapar outro sorriso triste, quando lembrou da primeira vez que viu aquela cicatriz. Foi por aquela marca, que ela foi falar com Regina. Foi por querer saber onde Regina, tinha conseguido. Achou tão legal, que queria ter uma igual. Desde então as duas nunca deixaram de se falar. Nem mesmo quando a loira, teve que se mudar para a Califórnia e Regina permaneceu em Nova York. Quantos anos elas tinham? Onze? Doze? Emma, não lembrava ao certo, mas lembrava muito bem dos cinco anos que viveram única e exclusivamente de amizade virtual.

Suspirou, pensando o quão difícil seria, passar dias, semanas, meses, sem se comunicar com a amiga. Sem ouvir sua voz, seus conselhos, seus sermões, suas risadas. Oh Deus! Por que aquilo era tão difícil? Sentia uma imensa vontade de chorar de novo, e para não começar a soluçar e acordar Regina, ela resolveu ir. Foi nessa hora, que sua mão foi agarrada. A morena sorria, ainda de olhos fechados, enquanto segurava a mão de Emma.

– Um dia ainda descubro, a tara que você tem por essa cicatriz. — Falou com uma voz rouca, baixa e quase inexistente.

– Você nunca me ensinou a ter uma assim. — A tentativa da loira, de fazer sua voz soar normal, fracassou. Sua voz saiu completamente embargada, o que fez Regina, abrir os olhos no mesmo segundo.

– Não tenho culpa se o cachorro do seu vizinho, não era agressivo. — Murmurou enquanto seus olhos analisavam atentamente a loira. — Qual o problema? — Regina, sabia que tinha um e ao julgar pela cara da amiga, era um problemão.

– Nenhum. — Respondeu de imediato.

– Qual o problema? — Regina indagou novamente, fazendo Emma, suspirar.

– Eu só... — Ela pensou em alguma coisa para dizer. Alguma coisa que talvez magoasse menos, mas não, não tinha o que dizer. — Será que você pode me dar um abraço? — Pediu e não esperou resposta, se jogou no sofá, para cima de Regina, que mesmo sem entender, a abraçou de imediato. Emma, apertou tão forte os braços no pescoço da amiga, que quase a deixou sem ar. Ela gostava daquele abraço, daqueles braços, do cheiro de maçã que emanava dos cabelos de Regina, de todo o conjunto, ah como gostava. Quando estavam bêbadas, a loira vivia inventando pretextos para se abraçarem. — Eu te amo, sabia? — A declaração escapuliu sem a permissão da loira.

– Ok. Você realmente está encrencada. Toda vez que você diz que me ama, é porque se meteu em um problema do qual você não consegue sair sozinha. — Emma, sorriu, sabendo que aquilo era verdade. Só que daquela vez, a declaração não tinha a ver com problemas, tinha a ver com despedidas. — É a policia? Estão atrás de nós? — Tinha receio na voz da morena.

– Não. Fica tranquila, paranoica. Não tem ninguém atrás de nós. — Emma respirou fundo, tentando de algum jeito, guardar um pouco do cheiro da amiga. Então levantou a cabeça e a encarou. — Eu preciso ir. — Murmurou, sem tirar os olhos dos olhos da amiga.

– Aonde? — Regina, também murmurou. As duas estavam tão próximas. A testa de Emma, estava quase encostada na de Regina. A morena podia sentir a respiração da amiga batendo em seu rosto. Aquilo era tão convidativo, que ela precisava de concentração para fazer de conta que estava tudo sobre controle.

– Viajar. — Emma, estava com o mesmo problema de autocontrole. Ela queria tanto acabar com aquela distancia mínima que as separava e beijar a amiga de uma vez por todas. Mas não podia, mesmo querendo, não podia, porque sabia que se fizesse aquilo, ela desistiria de ir embora.

– Você prometeu que ficaria um mês de férias. — Regina, a lembrou.

– Eu sei, mas surgiu um problema. Preciso resolver. — Precisava também, sair dali o quanto antes. Porque de algum jeito, a testa da loira, já estava completamente grudada na da amiga, e ambas tinham fechado os olhos.

– Então eu vou com você. — Regina, sussurrou. Emma, ficou em silêncio por alguns segundos. A vontade de desistir de tudo estava cada vez maior. Já nem lembrava exatamente o motivo de querer ir. Ficar era tão melhor. Tão menos doloroso. — Vou arrumar minha mala. — A morena voltou a sussurrar, e então, de algum jeito, Emma, retomou o controle, deixou sua emoção de lado e deu voz a razão. Como em um passe de mágica, ela se colocou de pé. O que assustou Regina, e a fez abrir os olhos para ver qual era o problema.

– Não. Eu vou sozinha. — A loira respondeu decidida.

– Por quê? — Os olhos de Regina também exigiam uma resposta.

– Porque sim. Porque eu quero. Você fica.

– Isso é sério? — Indagou a morena, com cara de quem não estava entendendo absolutamente nada.

– Por que não seria? Não me olhe com essa cara. Isso não é um absurdo. Nós não nascemos grudas. — Regina, não fazia ideia do motivo do humor da amiga ter mudado em questão de segundos. Estava tudo bem, tudo ótimo e em um piscar de olhos, Emma, parecia irritada ou nervosa. — Eu só preciso de espaço. — Falou com o tom de voz um pouco mais calmo.

– Claro, você deixou isso bem claro há segundos atrás, quando estava quase me matando sufocada em um abraço. — A voz da morena saiu ácida e debochada. Odiava quando Emma, tentava lhe fazer de trouxa. Odiava aquilo. Ah, como odiava.

– Você precisa de espaço. — Tentou de novo. Irritada, Regina bufou e se pôs de pé.

– Não. Eu não preciso de espaço! E eu sei que você também não precisa. — A acusou. — Agora para de inventar desculpas e seja honesta comigo. Me diz, qual a porra do seu problema? — Regina, se aproximou e os olhos das duas se prenderam. Emma, adorava aquele olhar irritado de Regina, as vezes a irritava só para vê-la daquele jeito. De novo Emma, sentiu vontade de jogar tudo para o ar, e arriscar a sorte com Regina, mas no último segundo, decidiu não fazer.

– Eu não gosto de você. — Não sabia como, conseguiu dizer aquilo de um jeito tão frio. Ela percebeu que suas palavras fizeram efeito imediato, e o semblante de Regina, passou de irritado para surpreso, assustado. — Não gosto de você do jeito que você gosta de mim. — Seu tom de voz continuava frio, mas infelizmente ela não tinha controle sobre a água idiota que brotava em seus olhos. — Pensei muito sobre o que você me disse na outra noite. Infelizmente, eu não gosto de você desse jeito. Acho que você também não gosta de mim nesse sentindo. Você só deve estar confusa. — Enquanto as lágrimas de Emma, caíam, Regina de algum jeito inexplicável, conseguia segurar as suas. — Por isso eu estou indo. Comigo longe, você vai pensar com mais clareza. Tenho certeza que você vai ver que seu negócio não é mulher. Assim como o meu também não é. — Estava feito, Emma, tinha certeza que não precisava dizer mais nada. Ela tinha magoado a amiga, a mágoa estava estampada na cara de Regina.

A loira tentou se aproximar para um último abraço, um abraço de quem sentia muito, muito mesmo, mas assim que deu um passo a frente, Regina recuou, ou seja, ela não aceitaria nenhum tipo de aproximação.

– Sinto muito. — Usou toda sinceridade naquela pequena frase, enquanto deixava mais lágrimas caírem. Ouvir aquilo fez a mágoa de Regina se transformar em raiva. A morena estreitou os olhos e lhe lançou um meio sorriso sarcástico.

– Não sinta. Porque eu não sinto. — Desprezo, esse era o tom de voz de Regina. Emma, até abriu a boca para dizer alguma coisa, mas Regina, não deixou. — Adeus, Emma! — Ela não esperou a loira ir, vê-la saindo porta a fora, seria mais do que poderia aguentar. Simplesmente deu as costas para a amiga e caminhou para seu quarto, onde liberou as lágrimas para caírem. Já Emma, ficou estática, sem se mover, demorou algum tempo até parar de soluçar, se recuperar e ir embora.



Emma, não fazia ideia de como aconteceu, mas Regina, de algum jeito livrou-se das roupas de cama que carregava, pegou a loira pela gola da camiseta, e começou a esbarrar sem pausa, as costas da loira contra a parede.

– Você só quer conversar? — Ironizou, enquanto continuava a esbarrando. — Quer conversar sobre o que, exatamente? — Teve um último esbarrão, antes de Regina, segurar ainda com mais força a gola da camiseta da ex amiga, e praticamente grudar o rosto no dela. — Quer conversar sobre como você me fez parar aqui? Quer conversar sobre meu filho que vai ficar um ano sem mãe? Quer conversar sobre o meu marido que vai ter que segurar as pontas sozinho? Quer conversar sobre como você fodeu mais uma vez com a minha vida? — A morena praticamente cuspiu as palavras contra a loira, que a olhava assustada. Jamais imaginou que um dia veria Regina, surtada daquele jeito. Sabia que o encontro delas não seria fácil, mas jamais imaginou que a amiga iria querer partir para a agressão física.

– Eu sinto muito. — Emma, mais uma vez foi sincera. Regina, mais uma vez não acreditou.

– Não. Você não sente muito. Você é egoísta. Você só pensa em você. No seu próprio umbigo. — A acusou. — Eu não quero conversar. Não quero saber das suas desculpas. Você não me engana mais. Seus discurso de boa moça, comigo não cola. — Regina, latiu aquilo tudo, olhando nos olhos da loira, para que ela não tivesse dúvida de que estava falando sério. — Fique longe de mim. Fique bem longe de mim. Faça de conta que eu não existo, como você fez tão bem por todos esses anos. Faça isso, ou eu juro que da próxima vez, meto a mão na sua cara. — Depois de tal ameaça, ela largou a loira, pegou suas roupas de cama que tinha deixado com Ruby, e fez uma saída triunfal do banheiro. Deixando Emma, um pouco assustada e Ruby, incrédula.

– Sinto de longe um cheiro de couro antigo. — Ruby, deixou escapar seu pensamento.

– Oh não! — Emma, murmurou, enquanto tentava se recuperar. — Quer dizer, poderia ter acontecido... — Balançou a cabeça em sinal de negativo. — Mas, eu fui uma idiota. — Lamentou-se.

– Você pisou na bola. — Ruby, farejava de longe a tensão que existia entre as duas.

– Eu fui uma idiota. — Repetiu mais para si, do que para a detenta metida.

– Ok, idiota. Eu gostaria mesmo de conhecer essa história, mas assim como a sua... hum... ex amiga? Você não parece muito comunicativa. Então eu vou nessa, antes que a morena gostosa volte aqui, e resolva me esbarrar contra essa parede. Tudo bem, eu aceitaria levar uns esbarrões dela sem problema nenhum, só que por outros motivos. — O pensamento alto de Ruby, fez Emma, lhe lançar um olhar nada amigável, o que fez a ruiva sair dali rapidinho.

Notas finais
Por hoje é isso. Prometo que se os comentários saírem, volto rapidinho. Combinado? Beijos