Escape

38 Plano de vida


Notas iniciais
Boa noite, todo mundo! Cá estou eu, (infelizmente não no dia combinado) para mais um capítulo. Agradeço a todos pelos reviews lindas, que sempre fazem meu dia, muito obrigada, vocês são as (os) melhores! Um agradecimento especial a maleczada, que fez uma recomendação fofa a fanfic. Muito obrigada, muito obrigada, pelo carinho, pelas palavras, por ter dedicado um tempo pra recomentar a fanfic. ❤️ Acho que não tenho nenhum aviso, a não ser falar que o capítulo continua diabético. Então acho que é isso, ah, leiam as notas finais, vou fazer uma enquete.

– Não acredito que não consegui secar os cabelos por sua culpa. – Regina reclamou com a namorada ao saírem do quarto.

– Minha culpa? – Emma se fez de indignada. – Em momento algum disse para você não secar os cabelos. – Regina a olhou de canto.

– Em momento algum você colaborou para que eu secasse. – Emma riu.

– Se quer mesmo reclamar comigo sobre isso, deveria ao menos tirar esse sorrisinho de satisfação do rosto. – Pegou no pé da namorada, a arrancando um meio sorriso. Antes que pudessem alcançar as escadas, Emma a puxou pelo braço, recostou na parede e trouxe a namorada para junto de si. – Você fica linda de cabelo escovado, não escovado, seco, molhado, bagunçado, você fica linda de qualquer jeito. – Elogiou.

– Sabemos que isso não é verdade. – Deslizou as mãos pelos ombros da loira.

– Sabemos que é a mais pura verdade. – Murmurou ao beijar os lábios da amiga. – Seus cabelos estão lindos assim.

– Não estão não. Aliás, eu preciso corta-los. – Emma balançou a cabeça em discordância.

– Não. Eu gosto deles assim mais compridos. – Levou uma mão até a nuca da namorada e enrolou os dedos em seus cabelos. – É tão bom para pega-los, e puxa-los, e bagunça-los. – Os argumentos da loira, fizeram a namorada sorrir.

– Que convincente. – Ironizou ao rolar os olhos.

– Se você quiser cortar, okay, você quem sabe, mas como sua namorada devo dizer que você deveria mantê-lo assim. Nem muito curto, nem comprido, está perfeito desse jeito. – Opinou.

– Vou pensar no seu caso. – Aquele era o jeito de Regina dizer, que tudo bem, o manteria naquele comprimento.

– Pense com carinho. – Pediu. Regina sorriu em concordância, tirou a mão da amiga de seus cabelos e a puxou para que andassem.

– Agora seja uma boa namorada secreta e se comporte. – Emma suspirou, não queria comportar-se, nem sabia se conseguiria fazer tal coisa.

– Você vai pelo menos ficar perto de mim, e ficar tocando seu corpo no meu casualmente, ou nem isso? – Indagou, fazendo a morena rir.

– Também vou pensar a respeito disso. – Ao alcançarem as escadas, tentou soltar a mão da mão da loira, mas não obteve sucesso.

– Esse negócio de namorada secreta tem suas desvantagens. – Reclamou. – Como vou falar com tio Mills e com seu filho sobre minhas mais sinceras intenções? – Regina riu ao ouvir tamanho absurdo.

– Você não vai, pelo menos não com o meu pai, até porque, ele não está aqui. – Emma suspirou, queria que a família de Regina soubesse sobre ela, mas enfim, provavelmente a família de Regina não sabia nem que a mesma tinha se separado.

– Mas um dia eu vou. – Avisou.

– E eu vou me divertir muito nesse dia, porque tenho certeza que você vai gaguejar, vai falar um monte de besteiras e suas bochechas vão ficar vermelhas. – Pegou no pé da amiga, a fazendo mostrar língua.

– Sei que sou linda, além de ser um amor de pessoa, aliás, todos sabem, mas você acha que ele vai me aceitar? – Embora tenha feito graça na pergunta, Regina sabia que ela falava sério.

– Você acha que a aceitação dele ou não, vai de alguma forma me abalar? A opinião dele pouco me importa, e você sabe disso. – Regina continuava magoada com o pai, aquilo ficou claro naquelas duas frases. Antes que Emma pudesse dizer alguma coisa, elas desceram o último degrau, a mão de Regina abandonou a sua, e a morena foi de encontro ao filho.

Sem saber exatamente o que fazer, Emma jogou as mãos para dentro dos bolsos traseiros, e assistiu com um sorriso no rosto, mãe e filho compartilharem um abraço apertado, enquanto sussurravam coisas que ela não conseguia ouvir.

– Que bonitinhas, tomaram banho juntas. – Ruby parou em frente a loira e sua frase ganhou um olhar de censura.

– Cala a boca! – Murmurou entre dentes.

– Swan, isso está mais na cara do que nariz. Acho que até o hétero mais hétero do mundo, sabe que tomaram banho juntas. – Defendeu sua tese.

– Sendo que o hétero mais hétero de mundo, não envolva Henry, então tudo bem. – Deu de ombros.

– Se eu não tivesse chego a tempo, além de saber que vocês tomaram banho juntas, ele teria visto vocês duas, no meio dessa sala, você sabe como... – Emma lançou um olhar de poucos amigos para Ruby.

– Quer que eu beije seus pés em agradecimento? – A ex-detenta riu.

– Não. Um, obrigada, já serve. – A loira concordou.

– Valeu! – Agradeceu. – Fique de olho nela para mim, tudo bem? Se aquele idiota tentar se aproximar, você vai me avisar. – Ruby concordou.

– Deixa comigo. Eu cuido dela para você, Swan. – Emma a olhou de canto.

– Só cuidar, mas não chegue muito perto, se quer investir mesmo em algum Windows, invista no 8. – Avisou, fazendo a ruiva sorrir sem graça e coçar a garganta.

– Você já por um acaso, só por um acaso, já se interessou, ficou, ou coisa do gênero com alguém muito mais jovem? – A ruga de preocupação na testa da ruiva, quase fez Emma rir.

– Tenho cara de pedófila por um acaso? – Fez que sua voz soasse séria.

– Qual o meu problema? – Ruby murmurou consigo, divertindo Emma.

– Não é o fim do mundo. – A tranquilizou. – Se está interessada nela e ela em você, não tem porque não arriscar. – Opinou.

– Além de ser 12 anos mais nova e ser irmã de Regina, ela não sabe o que quer da vida. – Emma arqueou uma sobrancelha.

– E você por um acaso sabe? Vou repetir, se você está interessada, se realmente está interessada, se o que quer com ela não é só sexo, então arrisque. O resto vocês resolvem depois. – Antes que pudessem continuar a conversa, Henry veio até elas, fazendo com que o assunto morresse.

– Oi para você também! – Saudou ao parar em frente a loira.

– Vem aqui! – Pediu ao abrir um sorriso junto com os braços, onde Henry instantaneamente jogou-se. – Feliz aniversário, garoto Netflix! Muitos e muitos anos de vida, muita saúde, muita paz e todas essas coisas que todo mundo deseja nesse dia. Não sou muito boa com felicitações. – Desculpou-se, fazendo Henry rir. – Mas desejo que você seja muito feliz, e que continue sendo quem você é. Não mude para agradar ninguém, não se perca de você mesmo, porque se fazer isso, pode demorar para se encontrar de novo. – Murmurou.

– Obrigado, Emma! Essa foi uma ótima felicitação. – Tranquilizou a amiga, antes de apertar os braços em volta dela e tira-la do chão.

– E por favor, pare de crescer. Qualquer dia vou ter que ficar na ponta dos pés para beijar seu rosto. – Reclamou.

– Claramente, esse não é um problema meu. – Debochou ao devolver a amiga ao chão. Emma lhe estapeou o braço, antes de beijar-lhe o rosto. – Me deixa ver! – Pediu, fazendo a loira juntar as sobrancelhas.

– Ver o quê? – Indagou com dúvida.

– A sua tatuagem. Finalmente, não tem nenhum guarda para impedir. – Os olhos de Emma procuraram por Regina, que estava a poucos metros de si, olhando nada disfarçadamente em sua direção. A morena assentiu, concordando com aquilo.

– Okay, uma eu não vou mostrar, porque tenho certeza que você não quer que eu tire a calça e tudo mais. – Avisou ao tirar o cardigã preto e estende-lo para a namorada. – Mas você pode ver essa. – Ficou de costas para o amigo, e levantou a parte de trás da regata branca que usava.

– Wow! É enorme! – Murmurou admirado. – Não imaginei que fosse tão grande, preenche quase toda suas costas. Doeu?

– Muito. – Foi sincera. – Mas acho que valeu a pena. – O garoto concordou com a cabeça.

– É linda. As cores, os detalhes, o acabamento, ficou perfeito. – Elogiou, fazendo sua mãe sorrir. Regina não era muito fã de tatuagens, mas gostava da fênix que Emma carregava nas costas. Gostava de deitar sobre os ombros da amiga e passar os dedos pelo desenho, o contornar e admirar.

– Obrigada! – Agradeceu ao baixar a regata e voltar-se para o garoto.

– Não pensa em fazer mais nenhuma? – Emma trocou um rápido olhar com Regina, e então negou.

– Pensei em fazer o prisma do álbum do Pink Floyd, ou algum trecho de uma letra dos Beatles, mas sua mãe não gostou da ideia. Então, sem mais tatuagens. – Henry voltou-se para a mãe.

– Por que não? – Indagou com ela que rolou os olhos.

– Apenas dei minha opinião, não disse para não fazer, o corpo é dela, se ela quiser, ela faz. – Deu de ombros. — Então não me lance esse olhar de censura. – Reclamou com o filho.

– Aposto que se você concordasse, ela faria. – Regina voltou a dar de ombros, e devolveu o cardigã a amiga.

– Desculpe, mas continuo com a mesma opinião. – Sua resposta fez o filho suspirar frustrado.

– Não é como se ela fosse gostar menos de você, caso você fizesse. – Emma sorriu e dobrou as mangas do casaco até os cotovelos.

– Quem sabe um dia? Agora estou feliz com as que eu tenho. – A resposta da loira fez Regina abrir um sorriso satisfeito.

– Okay! Fazer o que quando se tem uma “amiga” mandona? – Enfatizou a palavra, amiga, fazendo Emma sorrir sem graça.

– Então, como sabemos que você vai perder o bolo do café da tarde, trouxemos cupcake, vela e chapeuzinhos, para que você possa comemorar com Henry. – Ruby contou, única e exclusivamente com intuito de mudar de assunto.

– Espero que você não invente de dividir o cupcake, e dê todo para mim, porque estou faminta. – Comentou com Henry, que riu.

– Trouxemos um cupcake para cada. – A tranquilizou.

– Ótimo, assim fico com o de Regina também. – Avisou, fazendo a amiga lhe lançar um olhar indignado.

– O quê? Nem pensar.

– Estou com fome e sou visita. – Insistiu.

– Eu também estou com fome, e até onde eu me lembro, você está me devendo um café da manhã e até onde eu saiba, ele não se faz sozinho. – Emma lhe sorriu sem graça.

– Eu bem que pensei em fazer, mas com certeza acabaria me perdendo em um daqueles vários armários daquele lugar que você chama de cozinha, e bom, você sabe que eu não sou muito organizada, então muito provavelmente além de me perder iria bagunçar tudo e, você não gosta de bagunça. – Desculpou-se.

– Você não é nem um pouquinho organizada. – A corrigiu. – Só não existe um furacão com o seu nome, porque as pessoas que os batizam, não conhecem você. – Provocou, fazendo a loira caminhar em sua direção. Chegou a abrir os braços para abraça-la, mas aí lembrou que precisava ser discreta, então recolheu os braços e os cruzou na frente do peito.

– Sempre tão desagradável. – Murmurou com a namorada, que sorriu.

– Já disse, faço o meu melhor. – Rebateu.

– Já disse que sim, você faz. – Concordou ainda sorrindo, enquanto seus olhos mantinham-se presos uns nos outros.

– Elas estão flertando. – Henry resmungou com Ruby, que riu de toda a situação.

– Na verdade, estão tentando não fazer isso. – O corrigiu.

– Amadoras! – O comentário dele arrancou uma alta risada da ruiva, o que chamou a atenção das duas para eles. – Então, qual é a de vocês duas? – Foi direto ao ponto, envergonhando ambas.

– O que exatamente significa qual é a de nós duas? – Regina tomou frente.

– Vocês estão ficando, namorando, marcaram casamento, casaram? Me dê um status para essa relação que vocês claramente estão tentando esconder, e muito mal escondido. – Regina abriu e fechou a boca algumas vezes, e acabou não respondendo nada, o que fez Henry olhar para Emma, que sorriu sem graça.

– Eu contaria para você que estamos namorando, se a sua mãe não exigisse segredo sobre isso, já que se seu pai souber, ele não vai assinar o divórcio. – Deu um sútil aviso naquela explicação, fazendo o garoto concordar com a cabeça.

– Se eu soubesse que estão namorando, ficaria feliz por ambas, e não, não comentaria sobre isso com meu pai. Claro também que perguntaria para você, quais são as suas intenções com a minha mãe. – Emma sorriu.

– Eu diria que são as melhores, do tipo, quero passar o resto da minha vida com ela. – Henry assentiu e voltou-se para a mãe, que tinha as bochechas vermelhas.

– E eu perguntaria para você quais são as suas intenções com a minha amiga. – Antes de responder, Regina coçou a garganta.

– Faze-la estudar, se formar, trabalhar e esse negócio de passar o resto da minha vida com ela também. – O garoto sorriu satisfeito, pensou até em fazer alguma piada com a vergonha da mãe, mas resolveu deixar para lá.

– Ok então, se por um acaso algum dia resolverem me contar que estão namorando, saibam que tem o meu apoio. – Emma abriu um sorriso satisfeito ao ouvir tal coisa e tranquilamente, passou o braço em volta dos ombros da namorada.

– Graças a Deus! – Soltou com o ar, os fazendo rir. – Fico tão mais aliviada sabendo que não preciso conter meus braços e minhas mãos. – Beijou o rosto da namorada. – Você fica tão fofinha toda envergonhada. – Murmurou com ela, lhe arrancando um olhar nada agradável.

– Isso é algo raro, Regina Mills, vulgo, minha mãe, envergonhada. – Henry pegou no pé da mãe.

– Verdade, não sabia que Mills fazia o tipo envergonhada. – Ruby ajudou.

– Por que vocês não vão alugar outra pessoa? – Indagou, os fazendo rir.

– Estamos nos divertindo com você. – A ruiva deu de ombros. Regina passou um braço em volta da cintura da namorada, e apontou em direção ao filho e a amiga folgada.

– Hora-Extra para os dois na semana que vem. – Avisou.

– Bem feito! – Emma riu dos amigos.

– Você tem que pedir para ela cortar essa. – Henry recorreu a loira, que riu ainda mais.

– Eu não, acho que vocês mereceram. – Deu de ombros. – Agora vem cá, vai sair ou não esse tal de parabéns? Estou com fome.

– Eu também estou. – Ruby concordou. – Vamos lá, todos aos seus postos. Mills, piano. — Ordenou, apontando para o instrumento. – Swan, nas palminhas junto comigo. – Deu outra ordem. – Henry, você sorri e acena.

– Ok, então vamos todos até o piano, para Regina não ficar lá sozinha. – Emma sugeriu, fazendo com que os amigos pegassem de novo no pé das duas. Mostrou a língua para ambos, e caminhou abraçada a namorada em direção ao piano. – Eu gosto desse piano, sabia? – Sussurrou ao pé do ouvido da amiga, a arrancando um sorrisinho.

– Calada! – Resmungou.

– Seja romântica, é nessa hora que você me diz que também gosta desse piano. – Voltou a sussurrar e Regina voltou a sorrir.

– Eu sempre gostei desse piano. – Respondeu dando de ombros, o que fez Emma beijar-lhe a bochecha.

– Pode confessar, você gosta ainda mais dele depois de ontem. – A falta de modéstia da namorada, fez a morena fazer que vomitaria.

– Depois de ontem, vou fazer um monumento em homenagem ao tampo dele. – Murmurou, arrancando uma risada de Emma.

– Você estava tão... tão... tão... – Suspirou. – Me dá uma vontade enlouquecida só de pensar sobre o assunto. – Tal confissão arrancou um meio sorriso da amiga.

– Comporte-se, Emma. – Pediu ao sentar-se diante do instrumento.

– Sou o comportamento em pessoa. – Avisou ao sentar-se ao lado da namorada.

– Elas costumavam ser assim na prisão, algo como, uma bolha só delas, praticamente impenetrável. – Ruby contou a Henry, ao pararem ao lado do piano.

– Vamos socializar? – O garoto pediu as duas.

– Não de ouvidos para Ruby, ela está com ciúmes. – Emma provocou.

– Ciúmes de exatamente do quê? Porque ela está pegando a versão mais nova da minha mãe. – Quando a ruiva pôs a mão sobre a boca de Henry, já era um pouco tarde demais.

– Está? – Regina indagou de sobrancelhas arqueadas.

– Então... – Sorriu sem graça para amiga, antes de resmungar alguma coisa com Henry. – Eu deixei os cupcakes e tudo mais lá na cozinha, vou buscar. – Apontou, antes de se retirar.

– Ela tem bom gosto, pelo menos. – Emma deixou escapar seu pensamento e ganhou uma cotovelada da namorada graças àquilo. – Mas como eu disse na sexta-feira, Windows 98 é e sempre será a minha escolha. – Tentou se explicar.

– O que exatamente você quer dizer com, “pegando a versão mais nova da minha mãe”? – Indagou com o filho, que deu de ombros.

– Ontem acabei cochilando no sofá, e meio que fui acordado com barulho de beijos. – Explicou.

– Nathalie e Ruby? – Henry afirmou.

– A não ser que você tenha uma outra irmã, sim, Nathalie e Ruby. – Okay, por mais que imaginasse que aquilo fosse acabar acontecendo, saber que de fato tinha acontecido, deixou Regina sem palavras. – Não por nada, mas qual o problema de vocês mulheres? Quer dizer, devo me preocupar com Anna? Tipo, será que um dia ela vai acordar com vontade de beijar uma mulher? – Emma riu da preocupação do amigo.

– Quem sabe? Se isso acontecer, você parte para outra. – Deu a solução lógica.

– Medo de vocês. Nada contra, mas eu gosto de mulheres, então isso me preocupa um pouco. Espero que algumas continuem gostando de homens, ou pelo menos me chamem para participar... – Ao ouvir o final da frase, Emma gargalhou.

– Henry! – Regina o repreendeu.

– Desculpa, escapou. – Falava tão abertamente sobre aquele tipo de assunto com Emma, que nem lembrou que a mãe estava por ali ouvindo.

– Deixa o menino, Regina! Qual o problema sonhar com um ménage? – Emma estava se divertindo com o assunto.

– Todos. Mantenha suas aventuras de cafajeste longe do meu filho. – Ordenou.

– Você já participou de um? – Questionou empolgado.

– Tem mesmo certeza que quer falar sobre isso? – Henry tirou os olhos da amiga e os parou na mãe, que assim como Emma, esperava por uma resposta.

– Não. Vamos falar sobre outra coisa. – Pediu.

– Ok, então sente-se aqui no nosso meio, Regina tem um celular que tem uma câmera incrível. Nós três precisamos de uma foto juntos.

– Eu também tenho um celular com câmera ótima. – Contou ao sentar entre as duas. Tirou o celular do bolso, destravou, ligou a câmera e o entregou a Emma. – Nos enquadre. – Pediu.

– Sorriam bem grande e bem largo, como se de repente, nós estivéssemos fazendo isso pelo décimo quinto ano seguido no dia de hoje. – Henry passou os braços em volta dos ombros das duas mulheres, e obedecendo o pedido da amiga, sorriu largo assim como sua mãe. – Agora mostrem a língua. – Fez um novo pedido e de novo foi obedecida. – Agora façam careta. – De novo fizeram a vontade da loira. – Agora mandem beijo. – Antes de acontecer um outro tipo de ordem, Regina levantou-se depois da última foto e esticou o braço, tentando recuperar o celular do filho.

– Agora chega, você pagou só por uma foto e levou quatro. – Pegou no pé da amiga, que se recusou a devolver o telefone.

– Isso é o que acontece quando você traz fãs para dentro de casa. – Henry ajudou a mãe.

– Parem! Me deixem. – Com a ajuda de Henry, Regina conseguiu enfim recuperar o celular. Colocou a câmera para gravar e enquadrou a namorada.

– Essa é Emma, ela tem trinta e seis anos, e aparentemente faz pouquíssimos dias que ela conheceu esse aparelho revolucionário chamado celular com câmera, conte-nos mais sobre isso Emma. – Debochou da amiga, arrancando uma risada dela e do filho.

– Em primeiro lugar, quero dizer que você foi muito desagradável ao falar minha idade em voz alta desse jeito e ainda por cima está filmando tal coisa. – Reclamou. – Em segundo lugar, quero dizer que antes de tirar umas férias na prisão, eu tinha um celular com câmera, o que eu não tinha eram pessoas. Pessoas que me fizessem achar sentindo pôr uma câmera em um celular. – Suspirou. – Agora que eu finalmente tenho as pessoas, acho muito valido um celular com câmera, porque eu tenho vontade de fotografar cada minuto, para jamais correr o risco de esquecer desses momentos. Para relembra-los com vocês quando eu tiver sei lá... – Deu de ombros. – Cem anos. – Sorriu. – Mas agora que eu finalmente tenho as pessoas, não tenho mais um celular, então parem de reclamar quando eu pedir o celular de vocês para fotos. Não cortem meu barato, isso é novo para mim, os momentos, vocês, tudo. – Já não olhava mais para a câmera, olhava para Regina, que mantinha seu olhar.

– Uma família. – Henry chamou a atenção das duas para si. – É o que nós três somos, ou seremos, não é? – Emma sorriu e voltou a procurar pelos olhos da amiga, era ela quem tinha que confirmar aquilo.

– O que você acha? – Murmurou com Regina, que sorriu e assentiu.

– Uma família. – Concordou, arrancando de Emma um sorriso enorme.

– Swan Mills, talvez? – Sugeriu um tanto quanto envergonhada.

– Eu gostei, combinou. – Henry opinou.

– Gostei também, Swan Mills. – Sorriu com os dois sobrenomes juntos. Já Henry sorriu pela cara de boba da mãe, aquela Regina diante de si e a Regina adolescente das fotos, tinha certeza que eram as mesmas. Pôs-se de pé e tirou seu celular das mãos da mãe.

– Sente-se com ela, para a sua cara de mãe idiota apaixonada aparecer no vídeo. – Regina sorriu sem graça ao ouvir aquilo, já Emma continuava sorrindo de felicidade. Puxou a namorada pela mão e fez sentar sobre suas pernas. – Então, casal do ano, qual os planos para o futuro? – Indagou com elas.

– Fazer nada em dias de neve e frio junto com Regina. – Emma começou.

– Regina e uma coberta, para separar seus pés gelados dos meus quentinhos. – A morena acrescentou.

– Você vai esquentar meus pés gelados e a coberta vai esquentar você. – Sugeriu.

– Não tenho certeza sobre isso, acho mais fácil seus pés gelados me congelarem do que a coberta me esquentar. – Emma riu ao ouvir tal preocupação.

– E se acrescentarmos junto à coberta muito chocolate quente? – Regina balançou a cabeça concordando.

– É, acho que pode ser. Coberta, chocolate quente e filmes velhos.

– Espero que neve o ano todo. – O pensamento alto de Emma os fez rir. – Mas caso isso não aconteça, quando fazer calor nós vamos até a Califórnia. Regina reclamando a cada minuto do calor de lá, vai ser o ponto alto das férias. – Pegou no pé da amiga, que odiava verão.

– Califórnia? Eu não gosto da Califórnia, muito menos do calor que faz lá. – Aquela definitivamente não era uma boa ideia.

– Você vai gostar. Vamos ficar em Malibu, de preferência em frente à praia. Você vai pegar um bronzeado digno dos seus ancestrais latinos e eu vou ganhar uns tons de vermelho. Nós vamos fazer Stand Up Paddle, todos os finais de tarde e começos das manhãs.

– Você sabe se equilibrar em cima de uma prancha de Stand Up? – Regina indagou de sobrancelhas arqueadas.

– Claro. Você sabe, meu trabalho não era nada digno, mas assim como os outros, tinha esse negócio de férias. Passei quase todas na Califórnia ou no Hawaii, então sim, eu aprendi a me equilibrar sobre uma prancha de Stand Up, e vou ensinar você a fazer o mesmo. – Beijou o rosto da amiga.

– Hey, eu também quero. – Henry se manifestou.

– Deixa eu refazer a frase, vou ensinar vocês a fazerem o mesmo. – Piscou para o garoto que lhe sorriu. – E nós dois vamos beber em algum bar, quando a sua mãe estiver exausta e não concordar em sair à noite.

– Se eu bem conheço os dois, provavelmente eu vou sair sozinha a noite para beber, enquanto os dois estarão desmaiados no sofá. – Aquela era a verdade.

– Vai nada! Você vai ver nós dois, bem lindos e fofos largados no sofá, e vai desistir de sair, vai se jogar no nosso meio e participar da preguiça. – Concluiu, fazendo a morena sorrir e concordar.

– É, provavelmente vou. – Admitiu.

– Também quer ir algumas vezes ao colégio que estudávamos. – Regina juntou as sobrancelhas.

– Fazer o que exatamente? – Indagou com curiosidade. — Você odiava aquele lugar.

– É, mas agora sinto saudades. Lembra da nossa árvore? Quero saber se ela ainda existe, quero deitar lá em uma tarde de outono, sobre aquelas folhas laranjas todas caídas e relembrar o tempo que pensamos que jamais cresceríamos. Espero que nenhum engraçadinho tenha conseguido tirar nossos nomes de lá. – Regina riu.

– Emma, você gravou nossos nomes naquela árvore pelo menos umas dez vezes, com certeza pelo menos uma dessas vezes ainda está lá. – Tranquilizou a amiga.

– Acho bom, porque aquela árvore nos pertence.

– Pelo menos foi o que você escreveu nela. – “Pertence a Emma e Regina”, a loira escreveu em várias partes da árvore.

– É para todo mundo ficar sabendo que é uma propriedade particular. – Deu de ombros.

– Espero que ninguém tenha destruído essa “propriedade particular”. – De repente Emma a deixou saudosa, queria muito que a árvore ainda estivesse por lá.

– Caso isso tenha acontecido, vamos arrumar outra árvore para chamar de nossa. Uma árvore para largarmos as mochilas, quer dizer, minha mochila e a sua bolsa. Enfim, uma árvore para você se encostar e ler seus livros, enquanto eu deito minha cabeça sobre as suas pernas, roubo seus óculos escuros, coloco meus fones de ouvido e admiro você lendo enquanto ouço Pearl Jam, como nos velhos tempos. – Suspirou. – Você vai puxar meus fones para comentar sobre o livro comigo, e eu vou discordar da sua opinião só para irritar você. – Regina riu.

– E eu vou fazer você ler o livro graças a isso. – Emma concordou.

– E mesmo reclamando você sabe que eu vou ler. – Sempre fazia as vontades de Regina, mesmo quando essas envolviam leituras. – Hey, nós vamos voltar à Inglaterra, e dessa vez vamos sair de casa. Vamos a Nothing Hill, vamos a London Eye, vamos tomar chá das 17:00. Vamos ver a Rainha, mesmo que seja a zilhares de quilômetros de distância. E vamos tentar fazer um daqueles guardas reais rir ou pelo menos se mexer. – Regina não conseguia deixar de rir com todos aqueles planos, muito menos deixar de imagina-los.

– E vamos usar nosso sotaque falso, para nos fingirmos de inglesas, como da última vez. – Já que Emma estava fazendo planos, então a ajudaria. – Vamos dar uma esticada até a Itália, Toscana mais precisamente, conhecer algumas vinícolas, dizem que as mais belas ficam lá. Vou ensinar você a gostar de vinho, vamos sair de lá trocando os pés. – Planejou.

– Vou dar a ideia de nos perdemos no meio de uma plantação, para namorarmos lá debaixo dos parreirais. Você vai rir alto e me chamar de absurda, mas vai me puxar pela mão para que façamos mesmo isso, e depois vai botar a culpa na bebida. – Abraçou-se a cintura da namorada. – E quando voltarmos para casa, você vai ter ainda mais preguiça para acordar e vai pôr a culpa no fuso horário.

– Quando eu acordar, o café da manhã vai estar me esperando, mesmo que você não esteja mais em casa, porque você me deve todos os cafés da manhã da minha vida. E você vai sempre me deixar um bilhete idiota, com a sugestão do filme da noite.

– Minhas sugestões vão ser muitas vezes ignoradas, e você vai reclamar que eu só escolho carnificina. Ou seja, vou terminar a noite morrendo de medo de levantar para ir fazer xixi graças ao filme macabro que você escolheu, ou chorando como uma idiota pelo filme de romance trágico. – Regina concordou.

– Vamos rever Titanic, um amor para recordar, cidade dos anjos, diário de uma paixão, uma lição de amor, a espera de um milagre. – Os olhos de Emma cresceram.

– Depois disso vamos passar um ano fazendo terapia, para superar tanta tristeza. Haja lenços de papel e potes de sorvete para nos afogarmos. – Murmurou preocupada. – Vamos incluir Rei leão e meu primeiro amor, nessa lista também. Já que é para tomar no orifício anal, vamos fazer isso com classe. – Pelo menos sofreria com Regina e não por Regina, então sobreviveria. – Podemos rever Friends também? – A morena balançou a cabeça muitas vezes.

– Sim, sim! Podemos fazer uma maratona, varar madrugadas. – Ouvir tal coisa fez Emma rir.

– Regina Mills, e sua mania de querer assistir tudo em um dia só. – Pegou no pé da amiga.

– Parece um bom plano de vida. – Henry que até então tinha se limitado a ouvir tudo em silêncio, resolveu opinar, fazendo Emma sorrir.

– É, com certeza é um bom plano. – E só Deus sabia o quanto estava feliz, com a possibilidade real de colocá-lo em prática. – O que você acha Regina? – A morena concordou.

– Não tenho total certeza sobre a Califórnia, mas sim, é um ótimo plano. – Pediu aos céus que aquele ano passasse voando, para que pudessem enfim começar a pôr aquilo em prática.

– E quanto tivermos nossos oitenta e tantos anos, e você junto com a sua mulher e seus filhos, vierem nos visitar em um dia de neve, nós vamos nos sentar naquele sofá, que com certeza já terá sido substituído dezenas de vezes, e vamos ver esse vídeo enquanto tomamos chocolate quente. Vamos nos lembrar o quanto éramos jovens, lindas, sem rugas e cabelos brancos, e vamos falar sobre todas as coisas que fizemos desde então. – Sorriu ao pensar sobre o assunto. – E vamos contar para os seus filhos... – Regina resolveu interromper.

– Nossos netos. – Corrigiu, fazendo a loira fazer careta.

– É, isso, vai um tempo até eu me acostumar com esse termo. – Voltou a fazer careta. – Vamos contar para os nossos netos... – Voltou a fazer careta. – Que apesar de tudo, de todos os erros e desencontros, a vida valeu muito a pena. – Imaginar aquilo fazia seu coração bater apressado.

– E vamos dar alguns conselhos de velhas, para faze-los rolar os olhos. – Era estranho conseguir visualizar aquela cena? Porque Regina visualizava.

– Desculpem me meter, mas já me metendo, não pude deixar de ouvir boa parte do plano de vida. – Ruby aproximou-se dos três. – Acho que existe espaço nessa história para mais netos, ou seja, um outro filho. – Sugeriu.

– Não, acho que não, não penso mais em filhos e além disso, Emma tem pavor de crianças. – Emma não fazia ideia, noção do porquê, mas estava pensando naquela ideia descabida que Ruby deu, e pela primeira vez na vida, não pensava com pavor. – Certo? – Foi tirada dos seus devaneios por Regina. Sorriu e afirmou com a cabeça.

– Sim. – Foi tudo que disse.

– Não foi um sim convincente. – Ruby observou, o que fez Regina prestar atenção na namorada, a deixando sem graça.

– Claro que foi um sim convincente. Emma tem pavor de crianças. – Afirmou não só para Ruby, mas para si também. – Não vou mesmo criar uma filha para depois aparecer uma pessoa vários anos mais velha, e roubar a inocência dela. – Provocou a ruiva, que lhe mostrou o dedo do meio.

– Acho que é nessa hora que a gente volta para o presente, canta parabéns e tudo mais. – Henry sugeriu, já que não sabia se gostava da ideia de ter um irmão.

– É uma ótima ideia. – Emma concordou, querendo parar de pensar sobre aquele assunto e voltar a ser a velha e insensível Emma, que sempre foi quando se tratava de assuntos maternos.

(...) – Para que não haja nenhum tipo de dúvidas, quero deixar claro que ontem foi a melhor noite da minha vida. – Contou a Regina, que tinha uma mão no volante enquanto a outra segurava a mão da loira.

– Para que não haja dúvidas, da minha também. – Respondeu sorrindo, sem tirar a atenção da estrada.

– E a madrugada também. – A morena concordou.

– Também. – Emma entrelaçou seus dedos.

– A manhã de hoje e o começo da tarde, também foram ótimos. Amei nossos planos, nossas fotos, o primeiro cupcake dedicado a mim, Algodão me dando moral quando eu me despedi, até a conversa sobre sexo que tive com Henry foi divertida. – Regina lhe deu uma breve olhada.

– Então, não preciso me preocupar quanto a isso? – Indagou.

– Não, você não vai ser avó tão cedo. Ele está bem ciente sobre tudo, pelo menos para isso, o idiota do seu ex-marido serviu. – Resmungou.

– Ele e a tal Anna... – Emma riu.

– Vai com certeza acontecer. – Afirmou.

– Por que eu acho que você deu ideias sobre isso? – Questionou desconfiada, de novo arrancando risadas da namorada.

– Ideias não, dicas sim. – Regina suspirou.

– Ok, poupe-me. – Não queria saber sobre aquilo, era melhor manter-se na ignorância.

– Que tal falarmos sobre uma coisa desagradável, porém necessária? – De novo Regina olhou de relance para a loira.

– Como por exemplo?

– Robin. – Soltou com o ar. – Ok, existe uma ordem de restrição e tudo mais, mas se por um acaso ele burlar isso, quero que você tenha como se defender. – Largou a mão da mão da namorada e pegou sua mochila. – Não surte, ok? – Pediu, antes de tirar lá de dentro uma Taurus 738.

– O que diabos é isso? – Ao ver a arma que Emma segurava, Regina pisou com tudo no freio, o que fez o carro de trás buzinar e quase colidir contra o veículo da morena. Incrédula e com as mãos tremulas, tentou voltar a prestar atenção no transito.

– É uma pistola. – Emma respondeu tranquilamente.

– Estou vendo, quero saber o que você está fazendo com isso. Você sabe que não pode ter porte de arma, não sabe? Emma, se por um acaso você é pega com isso, sua pena com certeza vai aumentar. – Esbravejou com a loira sem juízo.

– Eu sei, não surte, não é para mim é para você. – Ouvir tal absurdo, quase fez Regina meter o pé no freio de novo.

– O quê? Você está louca. Sou uma ex-detenta, também não posso portar uma arma. Aliás, além de não poder, eu não quero. – Odiava armas de fogo, tinha pavor na verdade.

– Ouça, por favor me ouça. – Pediu. – Você vai fazer isso por mim, eu fiz o que você me pediu, não fui atrás do seu ex-marido, me controlei, engoli minha vontade de tortura-lo, agora você vai fazer isso por mim. – Suspirou. – Por favor, Regina, apenas por precaução, carregue essa arma com você, na sua bolsa. Olha o tamanho dela, cabe na palma da mão, você pode esconder em qualquer canto. – Passou a mão pelos cabelos. – Eu tenho pavor de imaginar esse idiota se aproximando de você, tenho pavor do que ele pode fazer com você. Então por favor, por mim, para que eu não surte dentro daquela prisão, carregue essa arma com você. – Praticamente implorou. Regina bufou, enquanto batia os dedos nervosamente contra o volante. Não gostava daquilo, não gostava nem um pouco.

– Onde você conseguiu isso?

– É do meu pai, eu contei a ele o que Robin fez, ele carrega sempre uma arma no carro, então tirou de lá e me deu para que eu desse a você. – Explicou.

– Eu não sei usar uma arma. – Balançou a cabeça negativamente.

– É fácil, a pistola tem uma única trava, você destrava e atira. – Explicou.

– Não sei, não gosto nem um pouco da ideia de carregar uma arma. – Reclamou.

– É só uma proteção, só isso, só para caso de uma emergência. Por favor? – Pediu de novo, fazendo a morena suspirar. – Posso pôr na sua bolsa? – De novo Regina suspirou, o que fez Emma concluir que sim. Esticou o braço e pegou a bolsa da namorada no banco de trás. Abriu e analisou os compartimentos internos. Sorriu ao achar um lugar para a pistola. – Vou por nesse bolso no fundo. – Avisou. – Você joga suas coisas por cima e pronto, nem vai lembrar que tem uma arma aqui. – Tentou tranquilizar a amiga.

– Sim, eu vou. – Resmungou.

– Eu só quero que você tenha algum tipo de defesa, caso ele apareça de surpresa. Quero saber que você está bem. Quero continuar fazendo nosso plano de vida sem nenhum tipo de medo. – Fechou a bolsa da amiga e a devolveu ao banco de trás. – Não é uma ideia absurda, se fosse, meu pai não teria me dado a arma, você sabe disso.

– Se seu pai soubesse o pavor que tenho de armas, e a completa falta de noção que tenho para usar uma, ele não teria dado. – Reclamou.

– Você não vai precisar usa-la, mas caso precise, vai ter. – Tentou tranquilizar a amiga. – Podemos encerrar o assunto? – Pediu, fazendo a morena suspirar e dar de ombros. A irritação naquele gesto fez Emma sorrir. Levou a mão até o painel do carro e sem autorização da dona do mesmo, aumentou o volume do som, para ouvir a música velha que há tempos não ouvia.

Train — Drops Of Jupiter

Recostou a cabeça no encostou e começou a cantarolar com a banda. Sorriu ao lembrar que ela e Regina costumavam cantar aquilo no último volume, sorriu ainda mais ao parar os olhos na amiga e ver que mesmo sem querer e ainda nervosa com a situação da arma, ela também resmungava a letra da música. Assistindo aquela cena, uma sensação de nostalgia, felicidade e certeza, tomou conta de si, a fazendo rir, o que ganhou a atenção da namorada.

– O que foi agora? – Indagou de sobrancelhas arqueadas, só o que faltava era Emma lhe oferecer algumas granadas também.

– Você. – Respondeu despreocupadamente.

– O que tem eu? – Espiou a amiga pelo canto dos olhos e a viu sorrindo, o que a fez respirar aliviada, Emma com certeza falaria alguma gracinha.

– Todo esse negócio clichê de juiz de paz, votos, anéis ou alianças, promessas... – De todas as bobagens que esperava ouvir ao ver o jeito com que Emma lhe olhava, aquela com certeza não estava entre uma delas. Graças a tal coisa, Regina sentiu o coração disparar de novo. Talvez a ideia de falarem sobre granadas não fosse tão ruim assim.

– O que tem? – Se fez de desentendida, fazendo Emma rir.

– Você sabe o que tem. – Tirou os óculos que tinha roubado da morena e voltou a concentrar os olhos nela, fazendo Regina balançar a cabeça negativamente muitas vezes.

– Não, não, não, por favor, não faça isso. – Pediu com um sorriso nervoso, quase tão apavorada quanto com a história da arma.

– Por que não? – Questionou ainda rindo. – Casa comigo! – Não pediu, sugeriu e fez o coração de Regina bater ainda mais alucinado.

– Não. – Negou. – Faz menos de 24 horas que estamos namorando e menos de 48 que estou separada.

– Não estou pedindo para casa agora, pode ser quando eu sair da prisão. – Regina voltou a negar.

– Quando você sair da prisão você vai estudar. – A lembrou.

– Eu não disse que não vou. Casa comigo? – Dessa vez pediu.

– Se forme. – Respondeu com convicção.

– Se eu me formar, você casa? – Insistiu.

– Quando você se formar, você volta a fazer o pedido. – Sugeriu.

– Você vai aceitar? – Regina voltou a lhe espiar pelo canto dos olhos.

– Quem é você e o que você fez com Emma? Porque até onde eu sei, ela sempre abominou a ideia de casamento. – Ouvir tal coisa fez a loira rir novamente.

– Como eu disse, toda essa coisa clichê, não parece mais tão clichê quando a ideia envolve você. Quero me amarrar a você de todos os jeitos possíveis, Regina Mills, vários e vários nós cegos, para nunca haver chance de desata-los. – Explicou.

– Se forme, Emma, antes disso a resposta é não. – Foi firme na resposta, muito embora tivesse vontade de sorrir e suspirar.

– Mulher difícil! Eu tentei, você disse não, agora não peço mais. – Fez-se de magoada. – Você ainda vai implorar para casar comigo, Regina Mills. – Provocou.

– Sonha. – Rebateu a provocação, tentando não rir.

– Além de lavar, passar e as vezes cozinhar, eu posso consertar várias coisas, trocar lâmpadas, cantar, dançar, posso abraçar, beijar e segundo a minha namorada, posso proporcionar orgasmos múltiplos. – Falou sobre suas qualidades.

– A resposta continua sendo não. – Emma lhe mostrou a língua.

– Como já disse, você ainda vai me propor casamento, e aí quem vai pensar sobre o assunto será eu. – Regina rolou os olhos e resolveu não dizer mais nada. Quanto antes aquele assunto chegasse ao fim, melhor. Assim continuaria firme em sua resposta. Emma suspirou e também resolveu desistir do assunto casamento, quando a prisão ganhou seu campo de visão. – Lar, doce lar. – Soltou com o ar.

– Falta pouco agora. – A amiga tentou consola-la.

– Aposto que esse pouco vai demorar mais do que todo esse tempo que já passei aqui. – Lamentou-se.

– Mas vai passar, e eu vou estar esperando por você logo ali. – A morena apontou para a portão por onde as detentas saiam quando ganhavam liberdade.

– Você promete? – Pediu em um sussurrar de medo.

– Prometo. – Regina respondeu com a voz cheia de certeza. – Faça chuva ou faça sol, eu estarei logo depois do portão, dou minha palavra que estarei.

– Ah Deus! Eu vou viver, respirar, sonhar com esse dia durantes todo esse tempo que falta. Mal posso esperar para ser uma sem teto, sem dinheiro, sem emprego, mas com você. Você tem noção disso? Depois desses anos todos, temos um futuro finalmente visível, quase alcançável. – A morena sorriu em concordância. Estacionou o carro, desligou o motor e voltou-se para a namorada.

– Não faça nenhuma besteira. – Pediu.

– Não vou. – Prometeu.

– Mantenha seu corpo longe do corpo das outras detentas. – Emma sorriu com mais uma recomendação que soou mais como uma ordem.

– Vou manter, prometo. – Garantiu.

– Me ligue. – De novo a loira concordou.

– Todos os dias.

– Ponha meu nome na lista de visitas. – Fez outra recomendação.

– É a primeira coisa que vou fazer, assim que entrar. – Regina suspirou e sem que Emma esperasse, jogou-se para cima dela a abraçando.

– Você nem foi e eu já sinto sua falta. – Confidenciou enquanto apertava a amiga no abraço.

– Também já sinto a sua. – Sussurrou de olhos fechados. – Queria que existisse outro jeito. – Voltou a sussurrar.

– Eu também. – Três batidas no vidro, as fizeram separar e olhar para fora do carro.

– Minha família deveria ganhar um prêmio por todas as vezes que já nos atrapalharam. – Emma resmungou de olho no pai. A contragosto abriu a porta do carro e saiu do mesmo. Depois de suspirar, Regina a imitou. Sorriu sem graça ao ver que Mary estava por ali também e que tinha os olhos fixos nela. Como não podia fugir, nem se esconder, nem correr, tudo que restava era encarar, então respirou fundo e foi até a mulher.

– Hey, tia Mary! – Saudou completamente sem jeito. – Sinto muito pela sua mãe, tentei ir ao sepultamento, mas acabei chegando tarde. – A mulher balançou a cabeça concordando.

– E não vai me dar nem um abraço, é isso mesmo? – Regina sorriu e respirou aliviada ao constatar que a tia não parecia estar brava com ela.

– Sinto muito. – Voltou a repetir ao abraçar a mulher. – Por tudo, me desculpe. – Pediu.

– Eu só preciso que você me diga que agora é definitivo. – Murmurou ainda abraçada a morena.

– Pode ter certeza que ninguém mais do que eu, quer que seja. – Garantiu.

– Parem de sussurrar, eu não consigo ouvir nada. – O comentário de Emma as fez rir e encerrar o abraço.

– Então vou falar em voz alta, para que você não tenha dúvida do que vai ouvir. – Mary avisou. — Espero que você finalmente coloque sua vida nos eixos, Emma. Porque estou cansada, exausta de me preocupar com você. – Emma esboçou um sorriso e concordou com a cabeça.

– Prometo não ser mais a causa dos seus cabelos brancos. – Mary suspirou e pediu aos céus para que aquilo acontecesse.

– Agora ela é uma mulher comprometida e centrada. – Daniel pegou no pé da irmã e da ex-namorada.

– Cala a sua boca. – Regina resmungou com ele, ao cutucar o cotovelo em seu braço.

– Eu posso saber por que você ainda não foi embora? Sua família feliz está esperando. – Ajudou a amiga a implicar com o irmão.

– Você vai ser pai! – Regina voltou a cutucar com o cotovelo no braço do ex-namorado, ao lembrar-se de tal coisa. — Obrigada por isso, quero muito ver Emma sendo tia. – O rapaz riu ao ouvir tal coisa.

– Quanto você me paga para deixar Carol, alguns minutos com Emma?

– Podemos negociar. O que você acha de cinquenta dólares por quinze minutos? – Sugeriu.

– Não tenho certeza se ela vai sobreviver a quinze minutos com Emma. – Regina riu.

– Prometo supervisionar. – Daniel concordou e estendeu a mão para a ex-namorada.

– Sendo assim, trato feito. – Feliz com o acordo, Regina sorriu e apertou a mão do rapaz.

– Muito sem graça, vocês dois. – Emma reclamou ao puxar a mão da namorada para longe da mão do irmão. – Eu me saio muito bem sozinha com Henry, então vou me sair bem com Carol também. – Falou na defensiva.

– Ah, qual é? Não é como se você precisasse alimentar Henry. – Regina começou.

– E trocar as fraldas dele. – Daniel continuou.

– E saber porque ele está chorando, quando ele não pode falar para explicar. – Tanta implicância fez a loira rolar os olhos.

– Eu posso fazer sim tudo isso, ok? – Defendeu-se. — Parem com isso. – Pediu. – Uma vez você ficava do meu lado. – Reclamou com Regina.

– Nessas horas eu tenho quase certeza que eles não cresceram. – David resmungou com a mulher, que assim como ele, sorria ao presenciar aquilo.

– Tenho certeza que não, e acho que isso me deixa feliz. – Comentou.

– Regina não cresceu mesmo, olha. – Emma apontou para a amiga, que a olhou pelo canto dos olhos.

– Tem o mesmo tamanho desde os 10 anos. – Daniel ajudou a irmã.

– Enquanto uns crescem, outros são inteligentes. – Sempre que se via perdendo, usava a inteligência a seu favor.

– Meu nome é Regina Mills, e eu sou muito inteligente. – Emma provocou.

– Meu nome é Emma Swan e nós podemos ser uma coisa de duas. – Rebateu, fazendo a amiga lhe mostrar a língua.

– Uma coisa de duas seria um casal? – Daniel não perdeu a oportunidade.

– Sim, Regina vai me pedir em casamento. – Apontou para amiga, que viu os olhos dos tios e do ex-namorado em cima de si, aparentemente esperando confirmação daquilo.

– Cala a sua boca, Emma! – Pediu desconcertada.

– Só estou falando. – A loira deu de ombros.

– Eu não vou. – Avisou.

– Aposto que vai. – Provocou.

– Você deveria aproveitar que a família está reunida, e fazer o pedido. – Daniel ajudou a irmã e envergonhou ainda mais a ex-namorada.

– Eu vou para casa. – Avisou ao tentar sair dali, mas Emma foi mais rápida e a puxou pelo braço.

– Tudo bem, ela vai me pedir em casamento, mas não vai ser hoje. – Passou o braço em volta dos ombros da amiga. – Até porque infelizmente eu tenho que entrar. – Lamentou-se. – Por favor, sem abraços, sem beijos, sem choradeira. – Pediu ao olhar para os pais. – Vejo vocês no domingo, como sempre. – Os dois balançaram a cabeça concordando. – E você... – Encarou o irmão. – Que tudo dê certo com o nascimento da cara de joelho, espero que você fale para ela o quanto eu sou legal e linda, e conte sobre esse tempo que nós vamos passar juntas. – Pediu ao irmão que sorriu e assentiu. – Fale também sobre a tia Regina, e que ela sim vai ser uma excelente tia para alimentar, trocar fraldas e entender de choros. – De novo ele concordou.

– Vou falar. Se cuida, Emma! Vire essa página de uma vez por todas.

– Eu vou, pode ter certeza. – Prometeu. – Então, é isso! – Respirou fundo e tentou sorrir. – Tchau família, e obrigada pelo final de semana. – Sem esperar por respostas, deu as costas a eles e trouxe a namorada consigo. – Me acompanha até a recepção? – Pediu.

– Claro, mas você podia me soltar, até porque muita gente já está sabendo sobre esse namoro secreto. – Muito sem vontade, Emma concordou com a namorada, tirou o braço dos ombros dela e jogou as mãos para dentro dos bolsos da calça.

– Eu estava pensando... – O jeito desconcertado com o qual murmurou aquilo, ganhou total atenção de Regina.

– Pensando...? – A incentivou a continuar.

– Deixa para lá. – Sentiu suas bochechas queimarem só de pensar em falar sobre aquilo.

– Ah não! De jeito nenhum, começou agora termina, você sabe o quanto eu sou curiosa. – Não iria embora de lá, se não soubesse no que Emma estava pensando.

– Certo... – Coçou a garganta e olhou para longe dali. – Hipoteticamente falando, assim sobre um futuro, você, eu... – Se Emma não falasse logo, Regina teria uma crise de ansiedade.

– Você quer por favor parar de enrolar? – Implorou.

– Você teria mais um filho se por um acaso, bem por um acaso, muito por um acaso, só por um acaso mesmo, eu quisesse ter? – Virou o rosto da direção oposta, para que Regina não soubesse sobre a sua vergonha.

– Isso é sério? – O tom completamente surpreso da pergunta, deixou Emma ainda pior.

– Só por um acaso. – Voltou a repetir. – Quer dizer, existe um jeito, certo? – Regina continuava surpresa com o assuntou, nem a história do casamento a deixou daquele jeito.

– Ok, primeiro você fala em casar, depois fala sobre ter um filho. – Balançou a cabeça ainda incrédula. – Acho que talvez você tenha sido abduzida. – Emma sorriu sem graça e voltou a andar, entrando na recepção do lugar.

– Esquece isso. – Pediu.

– Sim, existe um jeito, nunca pesquisei a respeito, mas sei que é possível. – Ao mesmo tempo que achava aquilo surpreendente, também achava engraçado e talvez fofo. – Eu só... – Mais um filho com certeza não estava em seus planos.

– Você não precisa me responder nada, eu disse que era hipoteticamente falando.

– Hipoteticamente falando, preciso pensar a respeito do assunto, assim como você. – A loira balançou a cabeça concordando.

– Não sei qual é meu problema, mas desde que Ruby abriu a maldita boca para sugerir um filho, não consigo parar de pensar sobre isso. – Desabafou.

– Tudo bem você pensar sobre isso, Emma. Não é o fim do mundo. – Regina tentou tranquiliza-la.

– Claro que é, você por um acaso me imagina sendo mãe de alguém? – Fez careta só de falar sobre aquilo em voz alta.

– Imagino. – Respondeu dando de ombros.

– Mentirosa! Você e Daniel estavam debochando de mim não faz nem dez minutos. – Ouvir tal coisa fez Regina rir.

– Porque você sempre detestou crianças. – Explicou. – Vamos fazer assim, você pensa, eu penso. Quando Carol nascer e você tiver seus quinze minutos com ela, se você não sentir vontade de fugir, nem se descabelar, nós voltamos a falar sobre o assunto. – Sugeriu.

– Ok. – Emma concordou, pedindo a Deus que no dia seguinte acordasse a mesma Emma sem espirito maternal de sempre. – Agora eu vou indo. – Apontou para o policial que estava atendendo na recepção. Como o assunto a deixava desconfortável, queria logo pôr um fim a ele.

– Você não precisa ter vergonha de falar sobre isso. – Não precisava, mas tinha.

– Sim, eu preciso. Sabe quando você sente que está se traindo? Pois é. Nunca imaginei que a ideia de ter um filho, fosse considerada e hipoteticamente sugerida por mim. Sexta-feira quando você falou que queria ter pelo menos mais dois filhos, senti vontade de sair correndo, e agora isso. Talvez eu tenha mesmo sido abduzida. – Era a única explicação lógica.

– Devemos esquecer sobre o assunto então? – Não conseguia não rir do jeito da namorada.

– Sim. – Deveriam. — Não. – Não queria. — Devemos pensar, pensar em uma pessoinha com os seus cabelos, seus olhos, seu sorriso, seu tom de pele, sua inteligência. – Regina sorriu.

– Vamos pensar em um clone, então. – Debochou. – Que tal os meus cabelos, os seus olhos e o seu tom de pele? – Emma xingou-se por estar sorrindo ao imaginar tal coisa.

– E a sua inteligência, e o seu sorriso. – Voltou a sorrir. – Sim, vamos pensar, mas sem pressa. Ouvi umas detentas falando que nos dias de hoje, até com cinquenta anos se pode ter filhos. – Regina riu e apenas concordou com a cabeça. – E você deve pensar no meu pedido de casamento, porque sinceramente, não tenho cara de quem tem filho fora de um casamento, tenho? – Fez piada, fazendo a amiga rolar os olhos.

– Isso se chama evolução. – Emma negou.

– Isso se chama, falta de vergonha na cara. – Corrigiu.

– Okay, Emma, ou sei lá quem que abduziu esse corpo, então voltamos ao ponto de partida, forme-se. – Exigiu.

– Está vendo como essa vida de lésbica é dureza? Nós começamos a namorar ontem e já estamos falando sobre formatura, casamento e filho. – Regina arqueou as sobrancelhas.

– Você está falando sobre casamento e filho. – Enfatizou.

– Sim, estou me referindo a mim, você é como Callie de Grey’s Anatomy, uma falsa lésbica. – As sobrancelhas da morena juntaram-se.

– O quê? – Indagou sem entender.

– Esquece. – Pediu. – Não tenho tempo para explicar agora, enfim, eu preciso mesmo entrar. – Regina balançou a cabeça concordando e fez uma nota mental de procurar no Google sobre a tal Callie.

– E eu preciso ir, antes que a festa de Henry comece.

– Eu ligo para você mais tarde, para saber como foi a festa. – Avisou. – Não surte com a sua aprendiz de nora. – Regina colocou um sorriso forçado no rosto.

– Sou a melhor sogra do mundo. – A ironia na frase fez a loira rir.

– A melhor, não sei. A mais ciumenta, provavelmente. A mais gostosa, com certeza. – Puxou Regina para um abraço. – Cuide-se, por favor. – Soltou com o ar.

– Cuide-se você também e comporte-se. – Não custava repetir aquilo. – Vou esperar você ligar. – Emma assentiu.

– Amo você! – Sussurrou a declaração.

– Amo você também! – Regina lhe beijou o rosto, antes de solta-la. Olharam-se nos olhos por alguns segundos e sorriram juntas, sem trocarem mais nenhuma palavra, Emma deu as costas para a amiga e se foi, Regina suspirou e fez o mesmo.

Apesar de aquela ser uma despedida, não se sentiam tristes, na verdade, ambas se sentiam felizes, porque depois de tantos anos, não estavam dando adeus, nem fugindo, ou saindo uma da vida da outra. Deram as costas umas para outra, sabendo que voltariam a se ver, se falar, abraçar, trocar segredos e confissões. Se deram as costas tendo algo até então inédito, um plano de vida juntas.

Notas finais
Por hoje é isso. Posso dizer que vou tentar dar mais uma enrolada, mas o negócio está mesmo se aproximando do final. E bom, preparem-se, porque a calmaria vai acabar =D Agora mudando de assunto um pouquinho, pessoal que vai na EA, gente, aproveitem muito, muito, muito, não façam nada que eu não fariam e deem um abraço de urso bem apertado na Lana Maria por mim. Obrigada! De nada! Voltando para a fanfic, enquete, o que vocês acham sobre um filho, sim ou não? Como sempre, conto com os comentários, opiniões de vocês. Beijos