Escape
37 Marquinha de amor
Notas iniciais
Segundo a vã filosofia, a vida é feita de momentos. Momentos bons, ruins, felizes, tristes, agradáveis, desagradáveis, desejados, indesejados, enfim, momentos. Alguns que gostaríamos de esquecer, apagar, esconder debaixo do tapete, outros que gostaríamos de viver de novo, de novo e de novo. E tem aquele momento perfeito, onde você tem tudo planejado, sabe exatamente como agir, o que fazer e o que falar. Algo como, o melhor momento da sua vida, mas que infelizmente, graças às suas decisões erradas, tal coisa acabou só existindo em seus pensamentos.
Emma suspirou, pensando em um dos melhores momentos da sua vida, que acabou não saindo do script. Passou a noite em claro, conversando, amando, rindo, planejando, criando inesquecíveis momentos. Por fim quando o dia ganhou a noite, e a voz da namorada foi ficando cada vez mais arrastada e inexistente, resolveu parar de falar e deixa-la dormir.
A princípio seu plano também era de dormir, mas não conseguiu. Tinha medo de fechar os olhos e de repente, quando voltasse a abri-los, constatar que nada daquilo realmente aconteceu. Então enquanto Regina dormia agarrada a si, Emma revivia muitos momentos em que passou com a namorada.
Sorriu lembrando de alguns, xingou-se mentalmente lembrando de outros, e chamou-se de cega e burra lembrando de mais outros.
Ao bater os olhos em cima da mesa de centro, e ver o porta-retratos que lá estava, deparou-se com um momento perfeito, que para sua infelicidade acabou só acontecendo em sua mente.
Abriu um sorriso tristonho, ao lembrar-se do dia em que junto com Regina, planejou o momento da foto daquele porta-retratos.
Emma estava com um mal humor do cão. Odiava, odiava, física, química, matemática, colégio, e por último mas não menos importante, provas. Odiava mais ainda quando depois da prova, os amigos se reuniam na cantina para comentar sobre tal coisa. E tudo piorava quando eles questionavam com ela, as respostas que ela assinalou na dita cuja. Não via problema nenhum em comentar sobre aquilo, se é claro, eles não lhe questionassem o porquê de ter respondido uma coisa e não outra.
Ela não sabia porque, apenas respondia o que Regina dizia em um bilhete de cola, que era para responder. E claro que ela não podia dizer aquilo aos amigos, porque se não, todos eles recorreriam à morena para se saírem bem, e não, Regina era única e exclusivamente dela, não queria e não iria dividir a amiga com aquele bando de interesseiros.
Para se livrar dos colegas, fugiu para rua, onde já estava mais de meia hora, e graças a uma criança de meio metro, que corria, gritava e pulava sem parar ali perto, seu humor estava ainda pior.
Não gostava de crianças, definitivamente, não gostava. Por Emma, todas aquelas pestes que alguns lunáticos chamavam de “anjinhos”, seriam trancadas dentro de casa até completarem pelo menos, treze anos.
Estava tão irritada com tudo aquilo, que não viu Regina ali, parada a sua frente, a analisando e tentando decifrar o porquê de a loira estar irritada.
– Então, como se saiu na prova? – A morena indagou com a amiga, ao jogar a mochila no chão e sentar-se ao lado de Emma, embaixo da árvore de Acer, que as duas desde o primário tinham tornado exclusiva delas.
– Se você se saiu bem, então eu idem. – Respondeu sem tirar os olhos da criança que corria por ali.
– Não acredito que nem ao menos tentou responder as questões. – Reclamou com a amiga.
– Eu respondi meu nome e a data de hoje. – Deu de ombros.
– Nossa! Fico aliviada que não tenha colado meu nome também. – Esbravejou. Emma dobrou os joelhos e abraçou as pernas quando a criança correu para perto delas.
– Você quer ter filhos, ou coisa assim? – Mudou completamente de assunto, fazendo Regina arquear as sobrancelhas e olhar para a amiga, que não perdia os movimentos do menino que corria, gritava e ria.
– Um dia, sim. – Nunca tinha pensado sobre aquilo, mas por que não?
– Você sabe por onde eles saem, certo? – A morena sorriu sem humor.
– Por onde eles saem, como são feitos, sim. Teoricamente, aprendemos isso há alguns anos. – Lembrou a amiga que concordou com a cabeça.
– Eu não quero, definitivamente, não quero. – Falou com convicção. – Eles têm cara de anjos, mas olha só. – Apontou em direção ao menino. – Essa criaturinha está correndo e gritando desde o momento que eu me sentei aqui, e isso já faz pelo menos uma meia hora. Ele tem pilha infinita. – Estava assustada. – Imagina ele em casa, correndo, correndo, correndo, quebrando as coisas, mexendo onde não pode, falando mais alto do que a TV, esfregado as mãos sujas de comida nas coisas, acordando cedo, pedido para ouvir historinhas antes de dormir. Os pais dele não devem mais ter vida. – Os olhos de Regina pararam no menino que estava aterrorizando Emma, e ela sorriu ao vê-lo correndo até a mulher que provavelmente era a sua mãe. – Você ainda quer ter filhos? – A morena assentiu.
– Sim eu quero. – Respondeu com certeza.
– Não! Por quê? – Depois de tudo que tinha falado, achou que tinha convencido a amiga a desistir da ideia.
– Sei lá! – Deu de ombros. – A mãe dele não parece aterrorizada, ela parece feliz. Os dois parecem estar se divertindo. – Apontou em direção a eles. – Pais são meio que super-heróis particulares, você sabe disso. Lembro do sorriso largo do meu pai, na primeira vez que consegui guiar a bicicleta sem as rodinhas de apoio. E o olhar de orgulho da minha mãe, quando ouviu minha primeira música no piano. – Deu de ombros. – Imagino que não seja fácil, mas tenho certeza que vale a pena. – Emma suspirou.
– Qual o meu problema? – Resmungou consigo, mesmo sabendo que a amiga tinha razão, continuava firme na ideia de não ter filhos.
– Nesse exato momento? Matemática é o seu real problema. – Regina a lembrou. – Emma, você tem quinze anos, esqueça os filhos, vai ter muito tempo para pensar sobre o assunto. – Emma tirou os olhos da criança e encarou a amiga.
– E se eu não mudar de ideia quanto a isso? – Regina deu de ombros.
– Tudo bem, não é o fim do mundo. Você não está sozinha isso, incontáveis outras mulheres com certeza compartilham dessa mesma ideia. – Esboçou um sorriso.
– Eu vou continuar indo na sua casa, mesmo quando um mini terrorista começar a fazer parte dela. – Garantiu a amiga, que riu ao ouvir tal coisa.
– Com certeza você vai, até porque você vai ser madrinha desse mini terrorista. – Arqueou as sobrancelhas ao ouvir tal coisa.
– Vou? – Regina afirmou.
– Vai, claro que vai. – Ok, não era tão aterrorizante assim ser madrinha de alguém, era com certeza muito melhor do que ser mãe de alguém. Podia ser madrinha do filho de Regina, até porque quando ele começasse a chorar ou bagunçar, era só levantar e ir embora.
– Eu vou ajuda-lo na bagunça, vou mima-lo bastante, vou ensina-lo a ouvir rock n roll, e o mais importante, nós dois vamos pegar muito no seu pé. – Regina arqueou uma sobrancelha.
– Então está decidido, vai ser um menino? – Emma afirmou.
– Mas é claro que vai ser um menino. – A certeza com que afirmou aquilo, fez Regina balançar a cabeça negativamente. – Hey, e o parto? Você vai me deixar assistir? Vou poder estar lá com você?
– Nesse exato momento, não consigo pensar em ninguém para estar lá comigo, além de você. – Franziu o cenho ao dizer aquilo. – Ok, isso soou estranho. – Murmurou mais consigo do que outra coisa.
– Obrigada! Prometo deixar você apertar minha mão sem reclamar. Você pode me xingar também e gritar comigo, não vai ter problema. Vai ser legal estar lá, quando o mini terrorista nascer. – A empolgação da amiga, fez Regina sorrir e concordar com a cabeça. – Nesse dia nós três vamos fazer a nossa primeira foto juntos.
Emma suspirou, ainda com os olhos fixos no porta-retratos que Regina e Henry, faziam parte. Aquela foto foi tirada na maternidade, tinha certeza que foi. Não esteve lá, como disse que iria estar, não participou daquele momento, não tinha aquela lembrança.
Sua mão não foi apertada, esmagada, quase arrancada pelas mãos da amiga, tão pouco pode compartilhar da felicidade de Regina, quando o choro de Henry se fez audível na sala de parto.
Não pôde ver a felicidade estampada nos olhos da amiga, quando ela viu o filho pela primeira vez, não teve um momento com Henry, nem era sua madrinha.
De novo suspirou frustrada, ao pensar naquilo, o que fez Regina que já estava há algum tempo acordada, abrir os olhos. Conhecia aqueles suspiros, Emma tinha um problema, com certeza tinha.
– Qual o problema? – Sua voz saiu falha, quase inaudível.
– Como foi? – Sussurrou a pergunta, enquanto seus dedos alisavam o braço da namorada.
– Como foi o quê? – Coçou a garganta, tentando trazer sua voz.
– O nascimento de Henry. O parto. Esse tipo de coisa.
– A bolsa estourou no começo da madrugada, Henry nasceu às 2:00hrs da tarde. As últimas horas que antecederam o nascimento foram... – Buscou uma palavra que pudesse definir toda a dor que sentiu. – Tenebrosas. Eu quis morrer, quis matar, quis nunca mais transar em toda a minha vida. Você não tem noção da quantidade de palavrões que eu gritei e chorei. – Emma sorriu ouvindo aquelas coisas. – Mas quando eu vi ele... – Lagrimas vieram aos seus olhos ao lembrar de tal momento. – É inexplicável, totalmente inexplicável. De repente você não se põe mais em primeiro lugar, as suas vontades já não são mais importantes. É um sentimento único, é uma promessa que você faz a você mesma, de proteger, cuidar, zelar aquela pessoinha a sua frente para sempre. – Suspirou pensando no filho, que por um acaso estava de aniversário naquele dia. – Eu realmente não consigo explicar. – Emma balançou a cabeça concordando.
– Eu queria ter estado lá. – Lamentou-se.
– Eu não quis saber se era menino ou menina, então quando o médico me entregou e disse que era um menino, instantaneamente lembrei de você. – Contou, fazendo a amiga sorrir.
– Para que ultrassom, quando se tem Emma Swan, não é mesmo? – Sussurrou. – Quem é a madrinha dele?
– A irmã de Robin. – De novo Emma soltou um suspiro frustrado.
– Eu não fiz nada do que eu disse que faria, não estava com você na hora do nascimento, nós três não temos uma foto pós-parto, eu não sou a madrinha dele, tão pouco ensinei a ele tudo que gostaria de ter ensinado. – Lamentou-se.
– Você não é madrinha, mas é melhor amiga, ou coisa assim. Vocês conversam sobre garotas, e jogos, e bandas, e Katy Perry e todas essas coisas de melhores amigos, dos quais as mães são excluídas. – Sorriu. – Sabe, tinha dias que eu chegava em casa e ele estava jogado no sofá, falando no telefone com a tal Kristen, eu me sentava ao lado dele e ficava admirando o quanto ela o fazia falar. – Voltou a sorrir. – Você faz bem para ele Emma, você faz parte da vida dele, ao contrário da madrinha, que só aparece nas datas comemorativas.
– Eu gosto dele, sabe? Embora a ideia de um bebê viesse a me assustar a princípio, acho que não teria fugido para as colinas se sei lá... eu tivesse ficado e você quisesse ter um filho e esse tipo de coisa. – O jeito sem jeito com o qual disse aquilo, fez Regina sorrir.
– Você seria uma boa mãe. – Opinou.
– Não sei se eu me acostumaria com a ideia de ser chamada de mãe, provavelmente eu o ensinaria a me chamar de Emma. – Resmungou.
– Então está tudo resolvido. Henry chama você de Emma, vocês são amigos e você é algo como, a madrasta dele. — Tentou animar a amiga.
– E o que fazemos com todos esses anos que eu perdi? – Continuava frustrada.
– Não podemos fazer absolutamente nada quanto a isso. — Aquela era a verdade. — Sabe o que você pode fazer por ele? – A loira negou.
– Não. — Regina levantou a cabeça para encarar a namorada.
– Você pode ser uma boa menina, acabar de cumprir sua pena, ter uma vida normal, e fazer um monte de coisas chatas e entediantes, porém completamente dentro da lei, junto com a mãe dele. – A sugestão fez a loira sorrir.
– Sim, eu posso e é o que vou fazer. Até porque não existe no mundo, vida bandida que possa ser melhor do que fazer coisas chatas e entediantes com Regina Mills. – A voz baixa e preguiçosa da loira, arrancou um suspiro apaixonado de Regina, que juntou os lábios aos da namorada.
– Você acha? – Ronronou contra a boca da amiga.
– Eu tenho certeza. – Sua mão agarrou a cintura de Regina, a fez deitar e rolou para cima da morena. Apoiou os braços entre a cabeça da amiga e a encarou. Regina lhe sorriu e levou as mãos até os cabelos loiros, tentando os tirar da frente do rosto de Emma. – O seu rosto amassado, essa cara de sono, a sua preguiça, os seus cabelos bagunçados, seus olhos sempre tão expressivos, a sua voz sonolenta e arrastada, o seu corpo quentinho e cheiroso... quero viver pelo menos mais uns mil anos, para acordar todas as manhãs assim, Regina Mills. Você não tem noção do quanto e eu amo e preciso dessa vida “chata e entediante”. – A declaração fez as borboletas no estomago da morena se agitarem. Abriu a boca para também declarar meia dúzia de sentimentalidades, mas acabou desistindo e resolveu não usar palavras para demonstra o quanto também queria muito aquilo. Enrolou os dedos nos cabelos loiros e os puxou, trazendo a boca da amiga de encontro a sua.
– Eu sabia! Eu sabia! Eu sabia! – Ao ouvir a voz de Ruby, Emma assim como Regina, assustou-se. Teve vontade de gritar algumas coisas contra a ruiva, mas naquele momento achou melhor apenas puxar a coberta que as cobria da cintura para baixo, para cima, as cobrindo até a cabeça. Seu coração assim como o de Regina, batia frenético, por de repente, alguém aparecer por ali sem se anunciar. Antes que pudessem esboçar alguma reação, Ruby literalmente jogou-se no chão, mais precisamente em cima das duas. – Ahh!!! Suas lindas, estou tão feliz por vocês! – Comemorava enquanto tentava envolve-las em um abraço. – Quero saber de tudo, de todos os detalhes, não vou aceitar nenhum tipo de resumo. — Avisou.
– Ruby, nós estamos sem roupas. – Emma respirou fundo, tentando manter-se calma.
– Eu sei, não sou cega. – A loira bufou e rolou os olhos.
– Então por que droga de motivo você está jogada em cima de nós? Quer participar, ou coisa do gênero? – Esbravejou.
– Ruby, você está por cima de Emma, que está por cima de mim. Estou ficando sem ar. – Regina reclamou.
– Desculpe. – Pediu ao rolar para o lado e se pôr de pé. – Vocês estavam só se beijando, ou eu atrapalhei alguma coisa? Onde estão suas mãos, Swan? – Emma rolou os olhos, antes de trocar um olhar nada feliz com Regina, que parecia desconfortável com a situação.
– Você vai acha-las na sua cara, se não calar essa sua boca. – Emma esbravejou. Olhou a ruiva folgada por cima dos ombros e a viu rindo. – Vire-se, de costas, anda logo. – Ordenou.
– Ah, qual é? Não é como se eu nunca tivesse visto vocês duas sem roupas. – O olhar irritado que Emma a lançou a fez suspirar e obedecer.
– Sinto muito pela amiga folgada que você tem. – Sussurrou com Regina, antes de beijar-lhe os lábios e muito sem vontade pôr-se de pé. Foi até sua mochila, pegou sua camiseta de dormir, e levou até a namorada, a estendendo para ela. – Tem cheiro de Regina Mills. – Voltou a sussurrar, fazendo a morena sorrir e pegar a camiseta.
Logo depois de vesti-la e levantar-se, passou os dedos pelos cabelos, tentando de alguma forma penteá-los. Pegou a coberta do chão, e a passou em volta dos ombros de Emma, a cobrindo.
– Também sinto muito por ter uma amiga folgada. – Desculpou-se.
– Hey, eu estou ouvindo isso. – Ruby reclamou. – Vocês duas são muito mal-agradecidas, porque se não fosse eu aqui, seria Henry. – Avisou.
– Henry? – A voz da morena soou preocupada.
– Sim, ele está lá fora esperando para entrar. Na imaginação da pobre criança vocês estão no máximo, fazendo qualquer coisa em um quarto. Então o plano dele era entrar, bater na porta do quarto e anunciar-se, mas como eu conheço vocês duas, o convenci a me deixar fazer isso. – Contou.
– Merda! – Regina exclamou, enquanto caminhava em busca das roupas espalhadas pela sala. – Por que você não ligou? – Reclamou.
– Eu não liguei? Não, imagina! Só fiz isso umas dez ou quinze vezes. – Regina xingou-se mentalmente ao lembrar-se que pôs o celular no silencioso, quando no meio da madrugada o telefone tocou em uma chamada de Robin, deixando Emma furiosa.
– Você poderia ter tocado a campainha. – Emma reclamou, enquanto ajuda a amiga a juntar as roupas.
– Bem pensando, na próxima vez faço isso. – A loira rolou os olhos, enquanto entregava para Regina algumas peças dela e pegava algumas sua.
– Vou subir, preciso de um banho para me recompor. – Avisou.
– Ah é, vocês duas precisam. – Ruby comentou. – Estão com a maior cara de acabadas. Cara total de pós-sexo. – Estava se divertindo com o flagra, apesar de tentar disfarçar, Ruby sabia que Emma estava tão sem graça quanto Regina.
– Então... – Regina pigarreou ao voltar-se para a amiga folgada. – Nós vamos subir e você como a boa amiga que é, vai abrir as janelas da sala para mim, e levar a garrafa de vinho e a taça para cozinha, e arrumar todas as almofadas e dar jeito em qualquer outra coisa que possa estar fora do lugar. – Regina pediu, arrancando uma risada da amiga.
– Entendi. Em outras palavras, vou me livrar de qualquer vestígio de sexo. – A morena assentiu.
– Isso.
– Deixa comigo, chefe. – Piscou para a amiga, que rolou os olhos, puxou Emma pela mão e caminharam em direção as escadas.
– Claro que não bastava todas as vezes que ela atrapalhou tudo na prisão, precisava fazer o mesmo fora daquele lugar. – Emma reclamou com Regina, enquanto subiam os degraus.
– Pelo menos não foi Henry. – Seu coração ainda batia apressado, pelo fato de o filho estar ali.
– É, acho que teria sido um pouco pior. – Concordou.
– Um pouco? Por um acaso você já viu sua mãe transando? – Emma fez careta com a pergunta.
– Ew! Sim, uma vez. Arg! É uma lembrança horrível.
– Pense que deve ser ainda pior ver a sua mãe com a sua melhor amiga, que é também pseudo melhor amiga da mãe. – Emma riu.
– Nós não estávamos transando. – Defendeu.
– Estávamos em uma situação supernormal. Eu sem roupa, você também sem roupa e por cima de mim, nos beijando sobre o tapete da minha sala. E todas as peças de roupas caídas perto do piano também não iam significar nada. – Debochou, arrancando uma gargalhada da amiga.
– Okay, Okay, você venceu! Se Ruby não fosse tão Ruby, talvez eu a agradeceria depois. – Regina riu com a implicância da amiga.
– Por que você pega tanto no pé dela, hein? – Emma deu de ombros.
– Porque ela é muito folgada. E ela é meio que sua melhor amiga. Amiga, amiga, do tipo que não quer beijar você, nem arrancar suas roupas. – Coçou a cabeça. – Assim pelo menos eu espero. – Resmungou.
– Está com ciúmes? – Regina continuava rindo.
– Acontece quando se perde o cargo de melhor amiga. – Defendeu-se. Regina parou em frente a porta do quarto, voltou-se para namorada absurda e encostou-se na porta.
– Enquanto você buscava consolo com as outras detentas, eu chorava minhas magoas com Ruby, isso depois que ela saiu da prisão, o que não faz muito tempo.
– Acho que o começo dessa frase soou muito debochado, sabia? E eu sei que Ruby ligava para você enquanto ainda estava na prisão. E não, ela não me contou, mas assim como você, ela é uma péssima mentirosa. – Regina sorriu.
– Ela é uma boa amiga. – Emma concordou com a cabeça.
– Eu sei. E apesar de pegar no pé dela, fico feliz por ela ter de alguma forma, ajudado você nesse último ano.
– Bom, eu não posso dizer o mesmo sobre as detentas que “ajudaram” você nesse último ano. – Ironizou.
– Era algo mutuo, nos ajudávamos. – A resposta cafajeste fez Regina rolar os olhos.
– Poupe-me. – Pediu.
– Foi você quem começou. – Deu de ombros.
– Quem? – Indagou ao prender os olhos nos da amiga.
– Quem o quê? – Se fez de desentendida.
– Quem foram suas vítimas. – Emma desprendeu os olhos dos da namorada e sorriu sem graça.
– Qual é, Regina? Abre a porta, vamos entrar, antes que Henry resolva subir e nos pegue aqui. Você com a minha camiseta, e esse cobertor como minha roupa, não vão nos ajudar em nada. – A princípio Regina questionou só para pegar no pé da amiga, mas ao ver o quanto a pergunta a fez recuar, ficou curiosa, além de preocupada.
– Você me responde quem e nós entramos. – Emma suspirou e fixou os olhos em um ponto qualquer na parede.
– Por que diabos você quer saber sobre isso? Não é como se tivesse tido importância. – Defendeu-se.
– Então, se não teve importância, não tem problema em você me contar. – Insistiu. Emma inalou o máximo de ar que pôde e o soltou lentamente pela boca.
– Você não vai ficar brava e nem vai desistir da ideia do namoro, promete? – Pediu ao voltar a encarar a amiga.
– Ok. – Concordou, já com medo de ouvir os nomes.
– Ok. – Pigarreou. – Teve umas duas ou talvez quatro, que eu sinceramente não lembro o nome, eram novatas, ingênuas e... – Deu de ombros. – Aconteceu. – Regina sorriu sem humor.
– Me poupe das que eu não conheço. – Pediu, fazendo Emma concordar com a cabeça.
– A irmã de French. – Soltou com ar e instantaneamente Regina fechou a cara.
– O quê? A irmã de French, sério? – Esbravejou.
– Você prometeu não ficar brava. – A lembrou. – Foi logo depois que você foi embora, eu estava triste, ela se aproveitou disso. Aquela menina é má, ela se aproveita da tristeza e vulnerabilidade das pessoas, sabe exatamente o que dizer para fazer acontecer.
– Oh, pobre e inocente Emma. – Regina debochou de cara amarrada.
– Ok, chega disso, abre logo a porta. – Pediu, querendo acabar com aquela conversa.
– Mais quem? – Sim, Regina era definitivamente masoquista.
– Regina, por favor! – Choramingou.
– Mais quem? – Insistiu. Emma respirou fundo, concentrou os olhos nos pés e graças a promessa descabida que fez a si de nunca mais mentir para a amiga, resolveu falar.
– French. – A confissão não passou de um sussurro, sussurro esse que Regina ouviu muito bem.
– O quê? – Murmurou, incrédula com o que tinha acabado de ouvir.
– Eu não sei porque diabos ela terminou com Ruby, ela nunca falou a respeito, o fato é que ela ficou devastada quando Ruby saiu da prisão e... – Não tinha uma explicação para aquilo, apenas aconteceu e tinha certeza que Regina não ficaria nada feliz se falasse tais palavras.
– E você se aproveitou disso. – Acusou, fazendo Emma balançar a cabeça muitas vezes negando.
– Não, eu não fiz isso. Ela me beijou, eu retribuí, e aconteceu, ok? Ela me usou tanto quanto eu usei ela. Cada um sobrevive do jeito que pode. Você sabe como são as coisas lá dentro. Eu não tinha mais você, pensei que nunca mais fossemos nos ver novamente, eu só queria esquecer o que você estava fazendo aqui fora e com quem. – Falou na defensiva.
– O que eu estava fazendo aqui fora? Fugindo do meu marido de todos os jeitos possíveis, negando, inventando dores de cabeça, mal-estares, chegando em casa o mais tarde possível. Era isso o que eu estava fazendo, enquanto você se divertia com French. – Reclamou.
– Regina, foi uma única vez e não teve a mínima importância. Nenhuma delas teve. – Voltou a defender-se.
– Você usou essas pessoas, como se fossem descartáveis, como se não tivessem sentimentos. – Emma concordou com a cabeça.
– Sim, eu usei, fiz isso. Usei, e deixei bem claro que usaria. Não prometi amor, não fui carinhosa, nem prometi um dia seguinte. Usei e não tenho problema nenhum em admitir isso. Sinto muito se isso magoa você, mas cada um reage de um jeito, esse foi o meio jeito. – Estava ficando irritada. – Se eu tivesse uma bola de cristal, se de algum jeito soubesse que as coisas se ajeitariam entre nós, eu com certeza não teria feito. As lembranças de tudo que vivemos, Regina, elas são suficientes para me fazerem esperar por você por mais uns cem anos. – Suspirou. – Eu posso fazer isso, quero fazer isso, só preciso saber que nós vamos ficar juntas. Não quero usar mais ninguém, nem quero ser usada por mais ninguém. Tudo que eu quero é viver a droga da minha vida com você. Por favor, acredite em mim. – Sussurrou o pedido, arrancando um suspiro da namorada.
A vontade de Regina oscilava entre brigar com Emma, e beijar Emma. Ódio, amor e a maldita linha tênue. Odiava sentir ciúmes, só Deus sabe o quanto odiava, mas naquele momento estava sentindo, o que a fazia odiar a loira estúpida a sua frente, além de odiar a si mesma por tal sentimento.
Mas de que jeito podia a odiar como merecia, se ela lhe olhava com aquela cara de arrependida, com aqueles olhos estúpidos pidões, com aquele semblante de quem precisava de um abraço? Como podia odiar ao ouvir aquele discurso que parecia ter sido tirado de um filme estúpido de um romance ainda mais estúpido? De repente já estava amando de novo, e como não queria dar o braço a torcer, apenas abriu a porta do quarto e entrou no mesmo.
Emma entrou logo em seguida, fechou a porta do cômodo, a chaveou, largou o cobertor que lhe cobria o corpo e foi até a amiga que estava de costas para si, parando em frente a ela. Segurou sua cintura enquanto tentava a fazer lhe olhar.
– Você prometeu que não ficaria brava. – Sussurrou.
– Eu sei. – Resmungou de mal humor.
– Você sabe que eu amo você, não sabe? E que nada além disso tem importância. – Regina suspirou e deu um leve aceno com a cabeça.
– Sei. O que eu não sei é como eu posso ser apaixonada por uma cafajeste praticamente a minha vida toda. – Emma sorriu, ao ver que a namorada já não parecia mais tão irritada. – Você não presta! – A acusou.
– Assim você magoa meus sentimentos, Regina Mills. – Se fez de ofendida.
– Ótimo! Quero magoa-los. – Emma voltou a sorrir, pegou as mãos da namorada e as colocou sobre seus ombros.
– Quer mesmo? – Levou uma mão até o queixo da morena e a fez lhe encarar.
– Quero. – Murmurou pensando no assunto. – Um pouquinho. – Voltou a murmurar. – Ou talvez nem um pouquinho. – Mudou de ideia. – Mas que você merece, merece. – Concluiu.
– Não acha que todos esses anos sem você já me magoaram o suficiente? – Regina suspirou.
– Talvez. – Emma riu e a puxou para perto.
– Você é uma mulher difícil. – Beijou-lhe os lábios.
– Que bom, assim equilibramos as coisas, já que você é uma mulher fácil. – Emma gargalhou com o deboche da amiga.
– Quando se trata de você, sou facílima, quando se trata das outras, não sou fácil, sou apenas acessível. – Corrigiu. – Deixa de marra, vai! – Pediu ao voltar a beija-la. – Não use as últimas horas que eu tenho fora da prisão para ficar de bico comigo. – Regina suspirou e fez o que sabia fazer de melhor quando se tratava de Emma, deixou-se seduzir. – Você precisa me amar, você precisa me amar. – Ao ouvir Emma imitando baby da família dinossauro, Regina desistiu do beijo e gargalhou.
– Você é a pessoa mais ridícula do mundo. – Deu um tapa no braço da amiga e afastou-se, indo até sua cama, onde sentou-se com as pernas voltadas para fora da mesma.
O sorriso que Emma tinha no rosto, foi se desmanchando à medida que ela passava os olhos pelo quarto nada humilda da amiga e via o cenário de destruição. Tal coisa a fez fechar a cara, além fechar as mãos em punho, e voltar-se para Regina.
– Eu preciso que você me lembre, por que mesmo não posso matar o seu ex-marido? – Murmurou de dentes trincados ao caminhar em direção a amiga.
– Porque não vale a pena. Porque você quer continuar sendo amiga de Henry. Porque não quer continuar presa por sei lá mais quantos anos. Porque não vai ter visita íntima. Porque você prometeu compensar todos os últimos quinze anos perdidos de orgasmos múltiplos. – Deixou as costas caírem sobre o colchão, e fez com que suas pernas abraçassem a cintura da namorada. – Porque você cumpre com as suas promessas, não cumpre? – Indagou de sobrancelhas arqueadas e um sorriso provocador, o que fez Emma suspirar, retribuir o sorriso, e jogar-se para cima da morena.
– Pode apostar que sim. – Sussurrou. Regina prendeu os braços no pescoço da namorada, enquanto seus olhos a analisavam. – Eu odeio ele. – Confidenciou.
– Eu sei. Tudo bem você odiar ele, sendo que você não deixe esse ódio estragar tudo. – Emma soltou um suspiro de lamento por não poder fazer nada.
– Talvez a morte seja muito boa para ele, sabe no que eu estava pensando? – Regina negou. – Na sua lareira, uma árvore de natal, Henry, você, Algodão, eu e um cartão de boas festas bem lindo, que vamos enviar para ele no natal do ano que vem. – Regina balançou a cabeça negativamente, mas não conseguiu deixar de rir ao ouvir aquilo.
– Alguém já disse que você sabe como ser malvada? – Emma sorriu e lhe beijou os lábios.
– Sim, minha namorada. – Respondeu. – Cabelos, não me atrapalhem. – Reclamou com os fios loiros que insistiam em participar do beijo.
– Cabelos, atrapalhem. – Regina pediu rindo, fazendo Emma levantar a cabeça para encara-la. – Eu preciso tomar banho. – Explicou.
– Não sabia que gostava de comer cabelos. – Jogou os cabelos todos para frente do rosto, e os sacudiu contra o rosto de Regina.
– Para! – Pediu de olhos fechados, com a mão na frente da boca, enquanto sofria um ataque de cabelos. – EM! – Advertiu rindo.
– Em? Voltamos ao velho apelido? Saudades de ouvir você me chamando assim. – Regina aproveitou o momento de trégua, levou as mãos até a cintura da namora, fez com que ela deitasse ao seu lado, e partiu para cima dela. – Mais algum apelido carinhoso? – A morena sorriu, e fez pensar.
– Querida? – Ao ouvir tal coisa, Emma fez vomitar.
– Amor, seria menos nojento. – Ouvir tal coisa fez a morena gargalhar.
– Isso não combina nem um pouco com nós. – A loira concordou com a cabeça.
– Eu gosto quando me chama de Em. – Admitiu.
– Eu gosto quando me chama de Regina Mills. – Emma sorriu.
– Eu também gosto de Regina Mills, gosto de gostosa. – Como as mãos de Regina seguravam seus pulsos, levantou a cabeça para conseguir beijar os lábios da namorada, que cooperou com aquilo sem problema algum.
– Eu preciso tomar banho. –Murmurou contra a boca da amiga, já sem muita convicção.
– Você quer ajuda? – Ofereceu-se, ao desvencilhar-se das mãos de Regina e levar as mãos até a barra da camiseta que a morena trajava.
– Você promete se comportar? – Pediu ao ajudar Emma a livrar-se da camiseta.
– Não. Nem um pouco. – Sua boca atacou o pescoço da namorada, que ao lembrar do filho no andar de baixo, fugiu de Emma e pôs-se de pé.
– Então eu não quero ajuda. – Sorriu para a amiga, antes de fugir para o banheiro.
– Mas eu insisto em ajudar. – Emma se pôs de pé e foi atrás da ex-detenta. Ao entrar no espaço que Regina chamava de banheiro, a loira assoviou. – UAU! Eu poderia morar no seu banheiro para sempre. – Murmurou admirada, enquanto passava os olhos pelo extenso cômodo.
– Exagerada! – Regina riu da cara de incredulidade da amiga.
– Exagerada? Olha o tamanho desse lugar. – Apontou para todos os lados. – Um sofá no banheiro, sério? – Indagou perplexa olhando para o móvel branco que ficava entre dois extensos balcões também brancos, com pia de mármore da mesma cor. Emma foi até lá e sentou-se. Cruzou as pernas e voltou a analisar o lugar. – Para que dois balcões desse tamanho? Da de tomar banho nessas pias. – Seus olhos ficaram presos em uma das torneiras, enquanto ela pensava em como fazia para fazer sair água. Fez uma nota mental de antes de sair daquele lugar, pôr as mãos lá debaixo para ver se funcionava com sensor. – Claro que você precisava fazer o espelho tão extenso quanto né? – Comentou mais consigo do que outra coisa. – Claro também que até aqui tem que ter quadros abstratos e plantas. – Resmungou. – E a banheira? – Apontou para a mesma. – É quase uma piscina.
– É um ofurô. – Regina parou em frente ao espelho, analisando a cor dos hematomas do seu pescoço. Franziu o cenho ao ver uma marca nova por lá, antes de levar a mão ao lugar. — Emma! Quantos anos você tem? – Indagou indignada, fuzilando a amiga com o olhar.
– Vários, por quê? – Juntou as sobrancelhas ao ver a súbita mudança de humor da namorada.
– Não acredito mesmo que você marcou o meu pescoço! – Reclamou.
– Eu? Por um acaso meu nome mudou para Robin? – Regina bufou, caminhou até amiga, parando em frente a ela.
– Essas... – Apontou para as marcas no pescoço. – São marcas das mãos de Robin. – Essa... – Levou a mão até o novo hematoma. – É uma marca de chupão.
– Não acho que seja. – Emma tentou se defender, mas acabou rindo quando Regina voltou a bufar e cruzou os braços. – Ok, talvez seja, mas juro que foi sem querer. E é uma marquinha de amor. – Regina balançou a cabeça negativamente.
– Eu não gosto de nenhum tipo de marquinhas. – Avisou, tentando não sorrir.
– Nem de amor? – Questionou de sobrancelhas arqueadas.
– Nem de amor.
– Nem de sexo? – De novo negou.
– Muito menos de sexo.
– Por que não? – A pergunta fez a morena rolar os olhos.
– Porque não. Porque não é legal ficar com o pescoço marcado. Ninguém precisa saber da minha vida sexual. Aposto que nem os adolescentes fazem mais isso. – Reclamou.
– Você bem que gostou quando eu estava fazendo. – Provocou.
– Definitivamente, você não tem vários anos, você tem quase nenhum. – Esbravejou, fazendo Emma rir.
– Ok, me desculpa, foi realmente sem querer, não tive intenção de marca-la. – Desculpou-se. – E aposto que a minha marca, vai sumir primeiro do que as de Robin. – Ótimo! Agora eles estavam competindo até nas marcas. Regina rolou os olhos, ignorou a amiga e caminhou até o box, entrando no mesmo.
– Não vamos tomar banho de banheira, digo, ofurô? – Indagou quando a morena ligou o chuveiro.
– Se você quiser, sinta-se à vontade. – Ofereceu antes de meter-se debaixo da ducha d’água. Emma suspirou, olhou para o tal do ofurô, se pôs de pé e caminhou até o box. Observou por um tempo a água caindo sobre a namorada, que tinha os olhos fechados, e a cabeça levantada, enquanto passava as mãos pelos cabelos, os colocando para trás.
Suspirou com a imagem e sem ser convidada, abriu a porta do box e juntou-se a amiga. Beijou os ombros dela, antes de abraça-la por trás.
– Você me desculpa? – Pediu.
– Tem como não desculpar? – Emma sorriu, desceu as mãos até a cintura da amiga e a voltou para si.
– A última vez que dividimos um banho estávamos de roupas, e você era apaixonada pelo meu irmão, você lembra? Olha o quanto evoluímos. – Regina riu com a lembrança e assentiu.
– E você estava aterrorizada, pensando que morreria. – Acrescentou, fazendo Emma concordar com a cabeça.
– Você sabe, nunca gostei de ver muito sangue reunido. – Trouxe o corpo molhado da amiga de encontro ao seu. – Gostei do seu banheiro exagerado. – Contou ao beijar-lhe os lábios.
– Gostou? – Regina ronronou contra a boca da amiga, ao prender os braços em seu pescoço.
– Uhum. – Empurrou a morena contra a parede, fazendo os pelos de Regina arrepiarem pelo contato com o piso gelado. – Nós podemos perder um tempo na banheira... – Abandonou a boca da amiga, e trilhou beijos pelo seu maxilar. — No sofá e na pia... – Mordiscou o lóbulo da orelha da amiga. — Depois que sairmos do banho. – A sugestão sussurrada junto com as caricias, fizeram a morena respirar fundo em busca de concentração.
– Emma! – Tentou repreende-la.
– Essa água está muito fria, preciso de calor humano para ter um banho agradável, Regina Mills. – Voltou a sussurrar.
– Isso vai ter que ficar para um próximo dia. – Gentilmente, tentou empurrar os ombros da namorada, e afasta-la, mas como não estava disposta a colaborar, tudo que Emma fez foi pressionar ainda mais o corpo contra o da amiga. – Henry está lá embaixo, esperando não só por mim, mas por você também. – Fechou os olhos e suspirou quando a boca de Emma, resolveu explorar seu pescoço. – Em! – Apelou para o apelido, fazendo a loira sorrir, parar de beija-la e levantar a cabeça para encara-la.
– O que você quer que faça? – A voz baixa e sedutora da namorada, junto com seu olhar de luxuria, desestabilizaram Regina, a fazendo suspirar vencida.
– Ok, continue, mas só no box, o resto fica para outro dia. – Avisou. – E tem que ser rápido. – Emma riu com os prévios avisos. – E sem marcas. – Deu um último aviso.
– Temos um acordo. – Foi tudo que a loira respondeu ao fazer a amiga ficar de costas para si.
Fale com o autor