Escape

24 De corpo e alma


Notas iniciais
Olááá, amiguinhas! Tudo certo com vocês? Voltei para o resto do outro capitulo que por sinal está enoooorme, e dessa vez não dividi. Muito obrigada a todas vocês pelas reviews fofas do último capitulo, vocês são umas fofas amadas! Muito obrigada também quem favoritou, quem saiu do anonimato, enfim, obrigada a quem se importa de deixar uma opinião, uma ameaça, um xingamento. Duas coisas sobre o capítulo * O que estiver em itálico é flashback * Tô parada feito uma idiota pensando qual era a segunda. *Meu Deus!!! Me ajuda!!! *Gente, deu total branco. * Ahh, lembrei, lembrei, o capítulo não está revisado, então por favor relevem os prováveis erros.

– Feliz dia dos namorados! — Desejou ao tornar visível a rosa vermelha que segurava atrás de si. — Chocolates e flor, como você queria. — Murmurou, arrancando um sorriso bobo da morena.

– Você não existe! — Suspirou e pegou sua rosa. — Você com certeza não existe! — Abriu um sorriso digno de uma boba perdidamente apaixonada.

– Por que você diz isso, Regina Mills? — Indagou ao arquear as sobrancelhas.

– Porque isso tudo é perfeito demais para existir. — Respondeu. — Tudo isso que você fez, estando onde está. — Sorriu incrédula. — Isso não existe, pessoas como você, não existem. Essas coisas estão presas dentro de livros estúpidos de romance. — A loira sorriu.

– E o que é a nossa vida, se não um livro estúpido de romance? Isso existe sim, tudo isso existe. Esse é o nosso livro, Regina Mills. E particularmente, eu acho ele muito melhor do que esses livros bobos que você lê desde adolescente, sabe por quê? Porque isso é real, nós somos reais. Não tem nada de vilões, mocinhos e donzelas, não, essas coisas são chatas demais, previsíveis demais, ou seja, não combina em nada com nós duas. — A morena suspirou e deu um leve aceno com a cabeça, concordando.

– Como você acha que vai terminar essa história? — Murmurou com medo de ouvir a resposta.

– Eu não sei. — Soltou com o ar. — Mas quem se importa? Se as páginas anteriores valerem a pena, quem vai se importar com a última? — A morena acabou sorrindo, a verdade era que ela se importava, mas resolveu não falar sobre aquilo.

– Emma Shakespeare, você anda muito poeta. — Ao ouvir tal coisa, a loira gargalhou.

– Deve ser a idade, junto com essa coisa de amor. — Respondeu meio envergonhada, o que fez Regina sorrir.

– E o que são essas bochechas vermelhas aí? — Não perdeu a chance de implicar.

– Por que você não vai pegar no pé da sua vovozinha, hein? — Indagou ainda mais sem jeito. — Vem, vamos jantar. — Roubou a caixa de chocolates da morena, pegou sua mão, entrelaçou seus dedos e a puxou.

– E o que nós vamos jantar? — Regina quis saber.

– A essas horas, provavelmente um pedaço de gelo, porque já deve ter esfriado e muito. — Avisou em tom de desculpas. — Como você pode ver, eu não consegui uma mesa, mas consegui essa toalha. — Usou um tom de desculpas.

– Nossa! Que gafe! — A morena debochou enquanto tirava os scarpins, logo em seguida sentou-se sobre a toalha.

– Chata! — Regina lhe sorriu e jogou um beijo.

– Está tudo perfeito, Emma. Agora deixa de ser neurótica e senta aqui comigo. — Pediu, batendo com a mão ao seu lado. O convite fez a loira sorrir, abandonar os sapatos e sentar-se ao lado da namorada.

– Aqui está o nosso jantar. — Apontou para a cesta de piquenique.

– Quer que eu faça as honras? — A morena olhava curiosa para a cesta.

– Deixa comigo. — Emma inclinou-se e puxou o jantar para perto. Regina sorriu quando viu do que se tratava.

– Pizza! — Pelo tamanho e formato da caixa, não podia ser outra coisa além de pizza. — De que sabor é? — Os olhos da morena se iluminaram. Quanto tempo ela não via uma pizza?

– De que sabor poderia ser, se não o seu preferido? — Emma indagou ao abrir a caixa.

– Pepperoni! — Exclamou e fechou os olhos, inspirou o máximo que pôde o cheiro bom daquele pedaço de céu. — Ah meu Deus, Emma! Meu estômago, se antes ele amava você, depois dessa pizza ele vai construir um monumento em sua homenagem. Você é com toda certeza a melhor namorada do mundo. — A empolgação da morena fez a loira gargalhar. — Você é a melhor!

– Meu Deus! Se eu soubesse que uma pizza causaria tanta comoção, eu teria dado um jeito de trazer uma dessas para você no dia em que nos reencontramos. — Comentou rindo. A morena abriu os olhos e sem cerimônia alguma, meteu a mão dentro da caixa e pegou o primeiro pedaço. Sorriu para aquele pedaço como se estivesse segurando em suas mãos a salvação da humanidade e então o mordeu. Fechou os olhos e mastigou lentamente, saboreando sem pressa alguma. Por fim, suspirou.

– No primeiro dia não causaria essa comoção. — Respondeu de boca cheia. — Isso está tão bom! — Voltou a suspirar.

– Regina Mills, falando de boca cheia. É o fim do mundo! — Ainda ria pela cara de satisfação da morena.

– Desculpa! — Pediu, falando de novo de boca cheia.

– Você não sabe o quanto fica linda assim, toda ensandecida por um pedaço de pizza. — Regina levantou a mão, pedindo que esperasse. Pegou um dos guardanapos que tinha por ali, limpou a boca e encarou Emma.

– Não faço ideia de como essa pizza veio parar aqui, mas eu perdoo você caso você tenha trocado por favores sexuais. — Ao ouvir tal coisa Emma gargalhou.

– Deus! O que um pedaço de pizza não faz com uma morta de fome? — Continuava rindo. — Então é assim, você faz qualquer coisa por isso aí? — Apontou para a pizza, fazendo-se de incrédula.

– Eu não. Você! Eu apenas como. — Deu de ombros, arrancando outra gargalhada da namorada, que estapeou seu braço.

– Que bom que a minha vida sexual preocupa você, namorada. — Debochou.

– Você sabe que estou brincando. — Resolveu deixar aquilo claro. — Mesmo eu não fazendo parte da sua vida sexual, não quero que ninguém mais faça. – Avisou, fazendo Emma lhe lançar um sorriso sedutor.

– Quem sabe hoje a gente não resolva esse problema? — Sugeriu, ato que fez Regina enfiar outro pedaço de pizza na boca. Ficar com Emma na cela, era diferente de ficar com Emma ali, porque sabia que ninguém apareceria e aquilo a deixava um pouco nervosa. Ao perceber aquilo a loira sorriu e resolveu mudar de assunto. Tirou a bebida de dentro da cesta e em seguida pegou o abridor ou qualquer outro nome que tinha aquela coisa. Olhou para garrafa meio perdida, não sabia ao certo nem como segurar o instrumento que abria a bebida. — Eu não faço ideia de como se abre isso. — Murmurou, sem tirar os olhos da garrafa de vinho. Quando Regina viu do que se tratava, foi ao céu pela terceira ou quarta vez naquela noite.

– Você está de sacanagem! — Sorriu para aquela garrafa, podia apostar que seus olhos estavam brilhando.

– Não se anime. Não é um dos seus vinhos caros, é só qualquer coisa que a minha mãe pegou no mercado da esquina. — Avisou.

– Eu não diria que um Cabernet Sauvignon Parducci é qualquer coisa. — Tirou a garrafa da mão da loira e a analisou de perto. — Safra de 2009. — Sorriu.

– Isso é bom? — Emma juntou as sobrancelhas, se sentia mais perdida do que filho da puta em dia dos pais.

– Ótimo. Quanto mais velha a safra, melhor. – Explicou. — Me dá o saca-rolhas. — Pediu e prontamente foi atendida. — Ótimo, ele tem um cortador. — Murmurou com o objeto, sendo assistida de perto pelos olhos curiosas da loira. Com maestria cortou o lacre que cobria a rolha.

– Não é difícil. — Guardou o cortador e abriu o saca-rolhas. — Você só precisa apoiar a garrafa sobre uma superfície plana e não escorregadia, segura-la com firmeza, posicionar o saca-rolhas no centro da rolha, pressionar e girar. — Explicou enquanto fazia todos os procedimentos. — Quando sobrar só duas voltinhas no saca-rolhas, você para, abaixa a dobradiça, encaixa na ponta da garrafa e com a outra mão você puxa para cima a outra parte do saca-rolhas. — Assim que terminou a explicação, o vinho foi aberto.

– Bravo! — Emma aplaudiu com entusiasmo. — Você é uma profissional. — Continuou aplaudindo.

– Anos de prática. — Explicou.

– Aprendeu com quem? — Se arrependeu antes de terminar a pergunta, pela expressão da morena, soube exatamente com quem ela aprendeu. Robin. — Deixa para lá! — Pediu.

– E as taças? — Fez o que Emma lhe sugeriu, deixou para lá. Não era bom pensar no marido naquele momento. Fazer aquilo a deixaria com toda certeza muito culpada.

– Não tem? — Respondeu envergonhada.

– Não tem? – Regina sorriu. — Claro que não tem. Não tem problema. — Piscou para a namorada.

– Claro que tem problema, eu simplesmente vou perder a melhor parte. Você levando a taça até essa sua boca gostosa e degustando o vinho. Então sim, tem muito problema. — Reclamou, fazendo Regina rir.

– Quem sabe em uma outra página dessa história, isso não aconteça? — Sugeriu. Emma suspirou e mesmo não querendo ter esperanças sobre um futuro, acabou tendo ao ouvir aquilo.

– Ah é, a sua sala, o seu tapete, a lareira, o vinho, o sofá e o piano, andam povoando meus sonhos. — Admitiu, fazendo a morena sorrir. Como não tinha taça, não tinha como aerar o vinho, ela apenas levou o nariz até o gargalo, inalou o cheiro da bebida e então entornou um pouco do líquido. Deixou um tempo na boca, antes de engolir. Suspirou satisfeita e entregou a garrafa a Emma.

– Delicioso. — Elogiou.

– Você mal pôs na boca. — Emma sabia daquilo por não ter perdido nenhum detalhe da cena. Concluiu que o vinho não era nada bom, já que além de dar um pequeno gole a morena demorou um tempo para engolir o líquido.

– Vinho é para degustar, não para tomar tudo em um gole só. — Explicou. — Experimenta. — Pediu. A loira olhou desconfiada para garrafa, então suspirou e entornou. Diferente de Regina, ela bebeu para valer. Deu cinco grandes goles, antes de devolver a garrafa para namorada.

– Ew! — Exclamou fazendo careta. — Terrível! — Opinou, fazendo a morena rir.

– Não é tequila, Emma, você tem que saborear. — Explicou.

– Deus me livre se tequila tivesse esse gosto! Isso está bom mesmo? Para mim tem gosto de estragado. — A morena rolou os olhos.

– Está ótimo! Se você aprender como beber, vai concordar comigo. — Emma a olhou desconfiada.

– Okay, professora, então por favor me ensine, mas primeiro me deixa comer um pedaço dessa pizza, antes que você coma tudo sozinha.

– No máximo dois pedaços, o resto é meu. — Avisou.

– O quê? – Se fez de ofendida. – Metade disso é meu por direito e nem você, Regina Mills, vai tirar isso de mim. – Usou um tom de ameaça, arrancando uma risada da morena.

– O que aconteceu com a Emma romântica que estava aqui ainda a pouco? – Indagou ao arquear as sobrancelhas.

– Você me conhece, sabe que quando se trata de comida a única Emma existente é a gulosa. Então vamos nos respeitar e dividir. Você fica com a sua parte e eu com a minha. – Usou um tom diplomático, de novo fazendo a morena rir.

– Não vai me dar nem um pedacinho da sua parte? – Negou.

– Nem as migalhas. – Avisou.

– Que espécie de namorada é você? – Se fez de incrédula.

– Espécie Famintus Homo Sapiens Barriga Vazia, que quando vê sua pouca comida sendo ameaçada, pode partir para um forte ataque de cócegas contra a ladra. Tudo tende a piorar quando essa ladra é namorada da Famintus. – O jeito sério com o qual Emma disse todas aquelas bobagens, fez com que a morena gargalhasse.

– E que castigo a ladra namorada teria além das cócegas? – Emma mordeu um pedaço generoso da sua fatia de pizza.

– Algo entre... – Começou de boca cheia, fazendo migalhas de pizza voarem de sua boca. – Isso que acabou de acontecer. – Regina implicava muito com a loira quando ela falava de boca cheia e pedaços de comida fugiam de lá. – E o resto eu conto depois, porque envolve unhas do pé e cracas, que você não gostaria de ouvir agora. – A morena fez cara de jogo ao ouvir tal coisa, fazendo Emma sorrir.

– Está tentando me deixar com nojo para ficar com a minha parte da comida? – Indagou desconfiada.

– Claro que não! Mas se acontecer, eu como. – Deu de ombros. A morena balançou a cabeça em sinal de negativo, pegou outro pedaço de pizza e em uma mordida arrancou quase metade do pedaço.

– Não vai acontecer. – Falou de boca cheia, fez aquilo de propósito, fazendo migalhas de pizza voaram da sua boca.

– Cadê a sua classe, Regina Mills? – Pegou no pé da namorada, quem nem se abalou.

– Muito provavelmente saiu com a sua, devem estar por aí comemorando o dia dos namorados. – Deu de ombros, arrancando risadas de Emma.

Entre piadas sem graça, provocações, lembranças bobas da adolescência, e uma garrafa de vinho, a pizza chegou ao fim. Regina não conseguiu fazer com que a loira virasse fã de vinho, mas ela bebeu mesmo assim, afinal é falta de educação dizer não a tudo que é alcoólico. Emma como uma boa namorada, dividiu seu último pedaço com Regina morta de fome. Se implicaram e muito por tal motivo, na verdade se implicaram muito por muitos motivos, no final estavam rindo já sem motivo algum. Não sabiam dizer se o motivo de tanta graça era o vinho, ou era por serem duas bobas apaixonadas vivendo seu primeiro encontro.

– Você não tem noção do quanto eu amo esse seu sorriso lindo. – A mão de Emma foi até o rosto da morena e apertou sua bochecha, a fazendo balançar de um lado para o outro. — A sua cara de má é extremamente sexy, mas esse seu sorriso, Regina Mills, esse seu sorriso é o paraíso. — Ao ouvir tal coisa, Regina sorriu ainda mais. O vinho a fazia sorrir à toa, e tudo piorava quando misturava vinho e Emma.

– Obrigada! — Agradeceu, fazendo charme.

– Como está sendo o seu dia, de verdade? — Arriscou perguntar, e então o sorriso da morena se desfez e ela suspirou.

– Ruim... bom... Um pouco dos dois. Quer dizer, o dia eu passei pensando na minha mãe, no que aconteceu... — Baixou os olhos, sua mão começou a brincar com a rolha do vinho. — Mas a noite está sendo maravilhosa, você me faz esquecer disso tudo. — Confidenciou.

– Você quer falar sobre isso? — Sussurrou ao agarrar a mão da amiga, mas a morena balançou a cabeça lentamente, negando.

– Não. Não tenho o que falar. — Suspirou e levantou a cabeça, olhou nos olhos de Emma e lhe deu um meio sorriso. — Mas eu quero agradecer você. — Emma juntou as sobrancelhas em sinal de desentendimento.

– Agradecer o quê?

– Por aquele dia. Por você ter ficado lá comigo, me consolado, ter me feito sentir menos mal. Por ter me oferecido a sua mãe. Nunca falamos sobre aquele dia, quer dizer, eu nunca falei sobre ele, então nunca pude agradecer. — Emma balançou a cabeça em sinal de negativo e acabou lembrando do fatídico dia.

Emma subia as escadarias da casa do tio Mills as pressas, seu coração batia apressado e aquilo não tinha nada a ver com suas pernas que quase corriam. Não sabia como tinha acontecido nem porque tinha acontecido, mas segundo o que sua mãe lhe contou, os anjos de Jesus, tinham vindo buscar tia Cora, a mãe triste de Regina. Pensar no quanto a amiga estava triste, fazia a pequena loira chorar. Regina não tinha mais mãe. Não sabia como era não ter mãe, mas só de imaginar aquilo, chorava ainda mais. Tinha decidido, assim que soube do acontecido, decidiu que dividiria a sua mãe com a amiga. Se Mary podia ser sua mãe e mãe de Daniel, poderia também ser mãe de Regina. Sabia que não seria igual, mas ter uma mãe emprestada seria melhor do que não ter mãe nenhuma, certo? Então ofereceria sua mãe.

Parou em frente a porta do quarto de Regina, livrou-se das lagrimas, respirou fundo e levou sua mão tremula até a maçaneta da porta, seu coração bateu ainda mais forte quando ela percebeu que a amiga tinha se trancado lá dentro.

Do outro lado da porta estava Regina, assustada, acuada, desolada, inconformada. Suas costas estavam encostadas na porta, enquanto suas mãos abraçavam seus joelhos onde sua testa estava encostada. Chorava copiosamente, e por mais que tentasse, não conseguia parar. A imagem da mãe enforcada não abandonava sua mente. Se perguntava por quê? Por que sua mãe? Por que a mãe tinha feito aquilo com ela? O que tinha feito de tão errado? E agora, o que seria da sua vida? Quem lhe traria um copo de leite antes de dormir? Quem lhe daria um beijo de boa noite? Quem viria nas noites de pesadelos? Quem sentaria ao seu lado no piano? Quem conversaria com ela sobre coisas de meninas? Não ouviria mais a voz terna da mãe, não a acharia mais em nenhum cômodo da casa, não a ouviria mais respondendo seu chamado, e por mais que viesse a procura-la, não teria mais como encontrá-la. Pensar sobre todas aquelas coisas, fez o choro da menina crescer e ela passou a soluçar. Queria sua mãe de volta, quem sabe se chorasse até perder suas forças, Deus visse o quanto estava sofrendo e a devolvesse.

– Regina? – Ouviu a voz de Emma do outro lado da porta. Não respondeu nada, apenas continuou chorando, não queria conversar, nem saber de ninguém. – Regina, abre a porta para mim, por favor? – Percebeu que a amiga também chorava. – Me deixa ficar aí com você, prometo ficar bem quietinha. – Emma escorregou as costas pela porta e sentou-se, assim como Regina, abraçou-se aos joelhos. – Mesmo que você não me deixe entrar, eu vou ficar aqui, do outro lado da porta, mas não vou embora. Vou ficar aqui com você. – Prometeu. Regina soluçou ainda mais alto ao ouvir aquilo. Várias pessoas tinham tentado convence-la a abrir a porta, tinham prometido muitas coisas, mas nenhuma simplesmente se ofereceu apenas para ficar ali e sofrer com ela. Suspirou, se pôs de pé e abriu a porta. Emma se pôs de pé no mesmo segundo e voltou-se para amiga. Seus olhos conversaram entre si por alguns segundos, antes de Emma abrir os braços e Regina jogar-se lá.

Se abraçaram apertado, enquanto soluçavam juntas. Emma queria dizer alguma coisa, queria de algum jeito, tentar acalmar a amiga que parecia em desespero, mas pela primeira vez na vida, não sabia o que dizer, então tudo que fez foi ficar ali, abraçada a amiga, chorando junto com ela, até que cansassem. Ficaria ali daquele jeito o tempo que fosse preciso, não se desfaria daquele abraço de jeito nenhum, não seria a primeira a soltar-se, esperaria Regina fazer aquilo. Sabia que quando ela fizesse, seria porque estaria um pouco melhor.

Regina não era muito adepta a abraços, por ser uma criança tímida, nunca se deu muito bem com eles, mas com Emma, com Emma aquilo era diferente. Nunca tinha a abraçado antes, mas sentia como se já tivesse feito aquilo muitas vezes. O abraço de Emma era tão bom quanto o da sua mãe costumava ser. A amiga era só uma criança, alguns dias mais velha do que ela, mas abraçava como gente grande, era bom estar ali daquele jeito, era reconfortante, acolhedor, a morena quase conseguia esquecer o que tinha acontecido.

Não sabia dizer quanto tempo ficou abraçada a amiga, mas sabia que era muito. Seu choro tinha enfim cessado e talvez ela se sentisse um pouco melhor. Não queria se mover, queria continuar exatamente onde estava, mas sabia que precisava largar a amiga, não podia agarrar-se a ela para sempre. Suspirou e com pesar se desfez do abraço.

Seus olhos voltaram a procurar os da loira. Os olhos de Emma estavam tão vermelhos e inchados quanto os seus deveriam estar. Não entendia direito porque Emma chorou tanto daquele jeito, afinal, ela não tinha nada a ver com a sua mãe, quando a amiga conheceu Cora, a mulher já não era mais feliz e nem falante, as vezes era até grossa, mas mesmo assim Emma estava lá, chorando.

– Eu sinto muito! – Emma murmurou com a voz embargada, lágrimas voltaram aos seus olhos. Regina concordou com a cabeça, deixando uma lágrima solitária escapar.

– Por que você está chorando? – Quis entender. Precisava entender.

– Porque você está chorando. – Respondeu simplesmente. – Porque você está triste e eu não posso fazer nada. Ver você triste, me deixa triste. – Contou, deixando algumas lágrimas caírem. A vontade de chorar voltou a dominar a menina morena, quando ouviu aquelas coisas.

– Eu não sei se eu vou mais conseguir ser feliz. – Admitiu. Emma fechou a porta atrás de si, e sentou-se, encostando na mesma. Bateu com as mãos sobre as pernas, pedindo para a morena deitar lá, foi o que Regina fez sem ao menos perceber.

– Você vai, eu prometo. Vou falar muitas bobagens até fazer você rir. E se eu não conseguir, vou fazer cócegas. – A morena esboçou um pequeno sorriso.

– E se mesmo assim eu continuar triste? – Indagou.

– Daí eu vou continuar triste junto com você, e a gente vai pensar em um jeito de ser feliz sendo triste. – Prometeu. Sua mão foi até os cabelos negros da amiga os alisando. Por um tempo ficaram em silêncio, até Regina fechar os olhos e voltar a ver a mãe enforcada. Aquilo trouxe seu choro de volta, dessa vez um choro silencioso.

– Por que as mães morrem? – Indagou sem abrir os olhos.

– Eu não sei. – A mão pequena da menina foi até o rosto da amiga, tentando secar suas lágrimas. – Mamãe disse que Jesus estava precisando da sua mãe lá, por isso ela teve que ir. – Disse exatamente o que ouviu da mãe. – Papai disse que um dia todas as pessoas vão se encontrar. As que estão no céu e as que estão na terra e vai ter uma grande festa. Os Beatles vão tocar nela, e a gente vai poder comer muito cachorro quente e algodão doce. – Regina abriu os olhos e encarou a amiga.

– E quando vai ser esse dia? – Emma deu de ombros.

– Eu não sei. Papai disse que ninguém sabe sobre isso, mas que vai acontecer. Enquanto isso, se você quiser, minha mãe pode ser sua mãe. – Ofereceu. – Ela é meio chata com essa história de fazer a lição de casa e escovar os dentes antes de dormir, mas a maioria das vezes ela é legal. Você vai gostar de ser filha dela. – Ao ouvir a amiga oferecendo sua mãe, Regina sorriu. Emma era uma menina de coração grande, como diria seu pai. Ela sabia dividir suas coisas, e parecia não se importar em fazer aquilo. Aquela foi a primeira vez das muitas que viriam, que Regina desejou que fossem amigas para sempre.

– Você não tem que me agradecer por isso. Acha mesmo que eu deixaria você sozinha, Regina Mills? Que espécie de melhor amiga seria eu? Não fiz mais do que meu dever.

– Eu não abriria aquela porta para ninguém, além de você. — Contou.

– Não?

– Não. Ninguém me entenderia, nem mesmo meu pai, mas você, eu não sei. Você sempre foi diferente, Emma. Você a maior parte das vezes era tagarela, chata, irritante, alta e mesmo assim, eu nunca consegui não gostar de você. Acho que você sempre foi a minha parte alegre, despreocupada, leve. Consegue entender? Eu não sei, mas sempre que você estava junto comigo, eu tinha a impressão que tudo acabaria bem. — Ao ouvir a amiga sussurrar tudo aquilo, a loira abriu um sorriso um tanto emocionado.

– Obrigada pelos elogios, bom saber que você sempre me amou. — Regina esboçou um sorriso e concordou com a cabeça.

– Acho que é exatamente isso. Eu sempre amei você. Provavelmente desde o momento em que bati os olhos naquela menina magrela, loira, descabelada, com o rosto cheio de sardas e um sorriso faltando um dente, me dizendo que eu não precisava ter medo. — Sorriu. — Quando dei por mim, já estava dentro da sala, sentada ao seu lado, ouvindo você falar sem parar. — Emma voltou a sorrir.

– Deve ter sido algo como amor à primeira vista então, na verdade, eu me apaixonei pela sua cicatriz, graças a ela fui falar com você. — Admitiu, arrancando um sorriso da morena.

– O cachorro do vizinho no foi tão mau assim, no final das contas. — A loira concordou.

– Não, ele não foi. — Aproximou-se da morena, e lhe beijou os lábios. — Abençoado seja esse cachorro malvado. — Sussurrou. — Você quer dançar? — Convidou sem cessar o beijo.

– Você vai cantar? — Levou a mão até a nuca da loira e agarrou seus cabelos, os puxando, a trazendo mais para perto.

– Você quer que eu cante? — Emma estava quase desistindo da ideia, já que aquele beijo estava a fazendo ter uma ideia muito melhor.

– Só se você quiser cantar. — A morena jogou o corpo para trás e trouxe a namorada junto consigo, fazendo Emma pensar seriamente em desistir da dança.

– Eu quero dança! – Decidiu por fim, dando fim ao beijo.

– Santo Deus! — Regina exclamou. — Dançar. — Soltou com o ar. — Okay, você quer dançar. Vamos dançar! — A loira riu pelo tom frustrado da morena, lhe roubou um outro beijo e se pôs de pé.

– Só uma música, Regina Mills. Depois disso eu sou toda sua. — O jeito com o qual a loira falou aquilo, junto com o olhar que lhe lançou, fez o corpo da morena estremecer. Emma lhe jogou um beijo e de novo foi onde estava sua jaqueta, tirou seu radinho e os fones do bolso e voltou. Sorriu para a morena e lhe estendeu a mão. Regina suspirou, agarrou a mão da loira e se pôs de pé. — Para você. — Lhe estendeu um dos fones. — A primeira música que sintonizar, vai ser a nossa música. — Avisou.

– Okay. — A morena concordou. Tudo que ouviram por um tempo foi um chiado, até por fim Emma conseguir pegar uma rádio. Ao ouvirem a música, gargalharam. — Que música romântica! — A morena debochou sem parar de rir. — I'll take you to the candy shop, I'll let you lick the lollypop... Sério? — Regina não conseguia parar de rir.

– 50 cent fodendo com meu romantismo. — Emma praguejou, arrancando mais risadas da morena.

– A sua cara está impagável, nunca vou esquecer disso. — Ainda ria.

– Esquece a loja de doces e o pirulito, existem coisas melhores. — Avisou enquanto procurava outra rádio.

Alphaville — Forever Young

– Ahh, para! Essa música, sério? — A morena indagou surpresa.

– Okay, isso foi estranho. — Emma também estava surpresa. — A música do nosso episódio favorito. — A morena concordou. – Olha a vida imitando a arte.

– Tudo bem. Acho que Marissa e Ryan não se importariam em dividi-la conosco. — Regina murmurou. Emma concordou e puxou a morena pela cintura. Regina pendurou os braços no pescoço da amiga e suspirou. Emma encostou a testa na de Regina, fecharam os olhos juntas e começaram a se mover no ritmo da música.

Ambas pensavam sobre a mesma coisa, sobre quando eram um pouco mais jovens, quando as coisas pareciam um pouco mais fáceis, quando o mundo parecia perfeito, quando suas preocupações se resumiam a notas, festas e unhas quebradas, seus erros eram simples de resolver e não afetavam ninguém, seus únicos medos eram filmes de terror, e seus sonhos reassumiam-se a conhecer todos os lugares do mundo.

Tiveram muitas vezes as mesmas preocupações, os mesmos medos, os mesmos sonhos, e os mesmos planos. Naquele tempo tinham certeza que não importaria o rumo que suas vidas tomariam, elas sempre dariam um jeito de estarem juntas, se prometeram aquilo muitas vezes, infelizmente, acabaram quebrando a promessa.

Agora estavam ali, duas mulheres feitas, com novo medos, preocupações, erros, planos e sonhos. Já não compartilhavam mais das mesmas coisas, exceto, o carinho que tinham uma pela outra e a vontade de fazer com que aquilo durasse para sempre.

– Temos tantas séries atrasadas. — Emma sussurrou.

– E filmes de mulherzinha. — Regina completou.

– Talvez atualizar tudo isso leve o resto das nossas vidas. — A morena esboçou um sorriso. — Os anos voaram, Regina! Meu Deus! Eu daria a vida para conseguir voltar para aquele tempo. Eu faria tudo tão diferente. — Regina concordou com a cabeça.

– Se fosse possível, eu também voltaria e não deixaria você passar por aquela porta, não deixaria de jeito nenhum. — Confidenciou. — Você teria ficado, se eu pedisse para ficar, não teria? — Emma suspirou, teria, provavelmente teria.

– Nós teríamos sido felizes, se eu não tivesse sido covarde, Regina. — Soltou com o ar. — Me odeio quando penso que tem pessoas que passam uma vida procurando pela pessoa certa, enquanto a minha estava do meu lado praticamente desde sempre e eu simplesmente fugi. — Lamentou-se. — E não existe nada que eu possa fazer para consertar isso.

– Esqueça. — Pediu ao levantar os olhos e encarar a loira. — Nós temos o hoje. Um dia de cada vez, não é isso? — A loira sorriu e assentiu, afinal, do que adiantaria todo aquele arrependimento?

– Que se dane o amanhã. — Sussurrou ao juntar os lábios ao da namorada. Pararam de movimentarem-se, as mãos da morena enroscaram-se nos cabelos loiros, a trazendo mais para perto. Se beijavam com vontade, desespero, medo, urgência. Embora o trato fosse não pensar no futuro, ambas pensavam, e muitas, muitas incertezas faziam parte dele. Emma queria encontrar de alguma forma um jeito de transformar o querer em poder.

Regina queria desesperadamente a mesma coisa. Desejava que de alguma forma mágica, quando abrisse os olhos no dia seguinte, acordasse com 20 anos, de preferência no mesmo lugar em que Emma. Correria em busca da amiga, a abraçaria e então se declararia, e lhe daria todas as certezas de que elas seriam muito felizes juntas. Falaria sobre Henry, Algodão, a loja de café. Mostraria o quanto a vida poderia ser simples, fácil, alegre, bastaria só estarem juntas. Mas aquilo não era possível, era? Não, não era. Tinha que se contentar com o que estavam vivendo, e deixar o resto para trás.

Levou a mão até o elástico que prendia os cabelos de Emma, e o puxou, soltando os fios loiros. Emaranhou ainda mais seus dedos lá.

– Eu te amo! — Emma sussurrou sem parar de beija-la.

– Eu sei! — Respondeu do jeito que pôde, fazendo a loira sorrir.

– Convencida! — Regina suspirou e afastou-se minimamente. Seus olhos procuraram pelos de Emma.

– Me ame por inteiro. — Pediu, tirou as mãos dos cabelos da namorada, puxou o fone de ouvido, e seus dedos foram até a lateral do seu vestido, abrindo o zíper. As mãos de Emma em sua cintura eram tudo que impediam a peça de cair.

Emma abriu um sorriso singelo, deu um breve beijo na namorada e devagar suas mãos abandonaram a cintura da morena. Seus olhos acompanharam o vestido indo ao chão, junto com seu radinho. Voltou a sorrir e a olhar a namorada nos olhos, antes de levar as mãos até o zíper do seu vestido o abrindo. Regina sorriu, seu coração batia a mil, suas pernas estavam bambas, as borboletas em festa e seus olhos, seus olhos brilhavam de felicidade.

– De corpo e alma. — Emma prometeu em um ronronar, contra os lábios de Regina.

– De corpo e alma. — Repetiu a promessa, ao cessar o beijo. Tocou a mão da amiga, lhe sorriu e deitou-se sobre a toalha onde há pouco estavam sentadas.

Emma suspirou ao vê-la lá, sobre a toalha, praticamente nua, tão entregue, tão linda, esperando por ela. Quantas vezes desejou aquilo? Quantas vezes sonhou dormindo e acordada com aquele momento? Quantas vezes pediu a Deus mais uma chance? Jamais teve real esperança de que tal coisa um dia fosse mesmo acontecer. E agora estava lá, vivendo tal momento.

Deus! Se sentia uma pilha de nervos, sentia como se fosse uma principiante, inexperiente, era como se estivesse vivendo aquilo pela primeira vez, e de uma certa forma, estava. Respirou fundo, e tentou acalmar seus pensamentos, tinha esperado tempo demais para simplesmente deixar a insegurança tomar conta da situação.

Seus olhos passaram por cada parte do corpo da amiga, começaram de baixo e foram subindo, até seus olhos se encontrarem. Muitos sentimentos tomaram conta de si, não era só desejo, era amor também, carinho, adoração, admiração. Regina não era simplesmente mais uma mulher com a qual passaria uma parte da noite. Ali deitada, estava o amor da sua vida, a mulher pela qual faria qualquer coisa, a mulher pela qual daria sua vida, com certeza daria. Mataria e morreria por Regina, tinha certeza absoluta daquilo.

Cuidadosamente abaixou-se e deitou seu corpo sobre o da morena. Seus olhos voltaram a se procurar, e foi então que Emma se deu conta do quanto aquele sentimento era mutuo. Regina a amava, amava tanto quanto era amada, e não era preciso nenhuma palavra para expressar aquilo, estava nítido em seus olhos. Abriu um sorriso enorme ao se dar conta daquilo e foi imediatamente correspondida.

– Se eu fizer alguma coisa que... — Regina pôs o indicador sobre os lábios da loira, a impossibilitando de continuar.

– Torne essa noite a mais inesquecível de todas, Emma! — Sussurrou seu pedido. Emma sorriu, fechou os olhos e beijou com carinho o dedo da amiga, antes de procurar por sua boca. Levou as mãos até o rosto da morena, fazendo as costas de seus dedos o acariciarem de forma terna, enquanto distribuía pequenos beijos pela sua boca. Mordeu seu lábio inferior, depois o superior, depositou um beijo na cicatriz e voltou a tomar-lhe os lábios de forma lenta e sedutora.

Regina, suspirou e entreabriu a boca, sua língua foi de encontro a da loira, enquanto suas unhas arrastaram lentamente pelas costas da amiga. Emma sentia um lastro de calor por cada parte onde os dedos de Regina passavam, o que lhe arrancou algum suspiros.

Sua namorada de prisão seria sua perdição, tinha plena certeza que depois daquela noite, não conseguiria simplesmente deixar a morena ir. Teria que lutar, lutar por o que era seu por direito. Lutar por mais momentos como aquele, por mais dias felizes, por um final feliz, teria com certeza que lutar.

Sua boca abandonou a da namorada, beijou seu queixo, mordiscou, e trilhou beijos do pescoço até o colo, beijos demorados, molhados, sutis e que arrancavam suspiros por onde passavam.

A morena estava entregue, completamente entregue, de um jeito que nunca esteve antes. Não conseguia pensar, estava em órbita e desejava permanecer daquele jeito para sempre.

Quando sentiu a respiração pesada de Emma tocar um dos seus seios, deixou escapar um quase inaudível gemido. Emma o ouviu muito bem e sorriu com aquilo, beijou cada parte do seio, sua língua contornou a aréola, e alcançou seu mamilo enrijecido, brincou lá com sua língua, mordiscou e então o abocanhou, arrancando um outro gemido, dessa vez mais alto. Levou sua mão ao outro seio, o massageando.

Chamas, Regina sentia-se em chamas, se soubesse como abrir os olhos, os abriria para assistir o fogo lhe consumir. Sentia cada parte do seu corpo pulsar a cada mínimo movimento que Emma fazia. Seu sexo há muito já molhado, ansiava por ser tocado. Por um momento desejou acelerar as coisas para que aquilo acontecesse logo, mas estavam tão bom daquele jeito, que desistiu. Gostava daquele tipo de tortura, se é que podia-se chamar assim.

– Deus! — Grunhiu, quando a boca de Emma foi de encontro a seu outro seio. Aquela noite seria seu fim, tinha certeza daquilo. Provavelmente morreria, morreria de prazer, e com certeza absoluta, não existia no mundo, melhor jeito para se morrer. Emma a mataria, e ela consentiria sem problema algum.

– Emma, me chame de Emma. — A loira ronronou, com a voz cheia de desejo.

– Emma! — Soltou junto com o ar. Respirou fundo e continuou chamando pelo nome da amiga, quando a boca da loira resolveu seguiu caminho, descendo pelo seu abdômen. — Emma! — Expressou-se em voz alta quando língua da amiga contornou seu umbigo.

Emma sentia o controle escapar de si cada vez que ouvia seu nome escapar da voz baixa, rouca e cheia de desejos, de Regina. Tinha certeza que não era preciso muito mais do que os gemidos da morena, para atingir um orgasmo. Estava ensandecida, seu sexo latejava, o mínimo de contato físico que fosse já a faria gozar.

Desceu a boca até o início da virilha da morena, e olhou com cobiça a calcinha de renda preta que a separava da completa nudez. Deixou o indicador entre a barra de renda preta e a pele da morena, e o deslizou de uma ponta a outra. Sorriu ao ouvir o longo suspiro que a morena deixou escapar. Ansiedade, aquele era com certeza um suspiro de ansiedade. Seu sorriso cresceu quando escorregou a mão pelo sexo da amiga e percebeu o quanto ela estava molhada. Se colocou entre as pernas da morena, e levou as mãos até as laterais de sua calcinha. Seus olhos subiram até o rosto da namorada, que estava de olhos fechados, mordendo os lábios.

– Posso? — Sussurrou um pedido de permissão, fazendo a morena abri os olhos.

– Deve! — Aquilo não era uma concessão, era uma ordem. Sorriu para a namorada e sem tirar os olhos dos dela, afastou-se. Sem o mínimo de pressa, se desfez da calcinha da morena. Seus olhos famintos voltaram a percorrer o corpo da amiga. Pressionou o lábio inferior com os dentes, enquanto a admirava.

Regina olhava com admiração a loira ajoelhada diante de si. A pouca luz que a iluminava, seus traços perfeitos, seus cabelos caídos em camadas pelas laterais do rosto, as sardas espalhadas pelo seu colo, os seios fartos, as aréolas rosadas, a forma como mordia os lábios, seus olhos escuros tomados pelo desejo, tudo, todo o conjunto, fez a morena lembrar das Deusas da mitologia grega. Afrodite, talvez, ou Atenas, quem sabe uma mistura das duas. Desinibida, segura, bela, sensual, ah sim, se aquela baboseira existisse mesmo, Emma com certeza era descendente das duas. O fato é que desejava aquela mulher a sua frente, desejava como jamais imaginou um dia desejar. Por muito tempo pensou que o que sentia por Emma era um amor platônico, puro, que não envolvia nada sexual exatamente. Concluiu que esteve redondamente enganada por todo aquele tempo, cada célula do seu corpo queria aquela mulher, ansiava por tê-la, toca-la, prova-la de todas as formas possíveis. Desejava o corpo de Emma, tanto quanto desejava o seu amor. Desejava aquilo, mais do que já tinha desejado qualquer coisa na vida.

Emma voltou a deitar-se sobre a amiga e voltou a acariciar seu rosto.

– Você é tão linda! — Sussurrou com os olhos presos aos da namorada.

– Você é quem é! — Regina subiu sua mão até a nuca da loira e a puxou para um beijo. Emma desceu a mão pela lateral do corpo da morena, segurou sua coxa com firmeza e a puxou, fazendo com que Regina dobrasse o joelho, deixando a planta do pé sobre o chão. Feito isso, sua mão subiu pela virilha da morena e foi em direção ao seu sexo, pressionou dois dedos sobre seu clitóris e deu início a movimentos circulares e lentos.

Ao sentir o toque de Emma, Regina jogou a cabeça para trás e deixou escapar um longo gemido. Oh sim, aquilo era infinitamente melhor do que a técnica milenar "faça você mesmo", Emma parecia perita naquilo, sabia exatamente onde toca e como tocar, parecia conhecer seu corpo há muito tempo.

Emma pegou a mão da morena que estava emaranhada em seu cabelos e juntou a sua, parando sobre o sexo de Regina.

– Faça isso comigo. — Ronronou o convite ao colocar a mão sobre as costas da mão da morena. Deslizou dois dedos para dentro dela, lhe fazendo grunhir. — Comigo! — Pediu de novo, incentivando Regina a masturbasse. Regina soltou o ar que ao menos sabia que estava prendendo e fez o que lhe foi pedido, afundou dois dedos para dentro de si, em sintonia com os de Emma.

Os gemidos que a morena não fazia mais questão de esconder, soavam como música, a mais bela das músicas nos ouvidos de Emma. Ouvir seu nome sair da boca da amiga, deixava Emma a beira da insanidade.

Voltou a beijar a boca da namorada, e a fez soltar um suspiro de protesto quando parou de masturba-la e a fez fazer o mesmo. Trouxe a mão da namorada para cima junto com a sua, as deixando próximas a seus rostos. Parou de beija-la e abriu os olhos, esperou Regina fazer o mesmo com um sorriso de satisfação no rosto. Beijou cada parte da mão da amiga, antes de levar os dedos com os quais ela se masturbou a boca, os lambendo e sugando, sem desfazer o contato visual.

– É oficial! Você tem o melhor gosto do mundo, Regina Mills! — Elogiou ao tirar os dedos da amiga da boca. — Prove. — Ofereceu os seus dedos a amiga, que não hesitou em fazer aquilo. Fechou os olhos e soltou um longo suspiro, sentindo a boca e a língua da morena em seus dedos. Não resistiu e juntou sua boca a da amiga naquela brincadeira. Quando deu-se por satisfeita, tirou os dedos de lá e de novo desceu sua mão pelo corpo da namorada. Seus dedos voltaram a penetra-la sem prévio aviso a fazendo cravar as unhas nas costas da loira. Sem um pingo de gentileza desceu suas mãos pelas costas de Emma a arranhando e fazendo grunhir mais de prazer do que de dor.

– Au! — Exclamou contra os lábios da morena. Sua boca voltou a explorar o corpo de Regina, enquanto seus dedos continuavam a masturbando, devagar demais, para o desespero da morena, que estava quase juntando seus dedos aos de Emma de novo, para ditar seu ritmo. Fechou os olhos e acabou desistindo, quando Emma e sua boca voltaram a brincar com seu mamilo, a mergulhando em uma onda de prazer.

Nunca se sentiu tão à mercê de alguém, quanto estava se sentindo. Gostava sempre de estar por cima, estipular as regras, mandar, ser a Regina Mills, mas naquele momento estava amando ser dominada, era tão bom, tão prazeroso, que muito provavelmente aceitaria ficar naquela situação pelo resto de sua vida.

Seus dedos se agarraram a toalha e um alto gemido escapou de seus lábios quando sentiu a língua da loira acariciar seu clitóris.

Emma deleitou-se lá, sem pressa alguma. Aquilo era melhor, infinitamente melhor do que tudo que tinha sonhado. Os gemidos, a voz rouca sussurrando seu nome, o gosto da morena, nada do que imaginou, chegava aos pés da realidade. Estava provando um entorpecente poderoso, o melhor deles, e tinha certeza que uma única dose a tornaria dependente pelo resto da vida.

– Santo Deus! — A morena grunhiu, quando os dedos da namorada deram lugar a sua língua. Com intuito de tornar aquele contato ainda maior, Regina arqueou os quadris e levou as mãos até os cabelos de Emma, os puxando para si. Sentia seu coração bater em cada parte do seu corpo, ouvia sua respiração pesada e as palavras incoerentes que saíam de sua boca sem que conseguisse detê-las. Ondas de prazer tomavam conta de si, desde o topo da coluna até os dedos dos pés. Estava perto, sabia que não conseguiria se controlar por muito tempo, e não queria. Com intuito de acabar logo com aquela lenta tortura a qual a loira estava a submetendo, Regina começou a mover os quadris, ditando seu ritmo. Infelizmente para ela, aquilo não durou muito tempo, já que Emma desistiu do que fazia. — Oh, não, não! — Suplicou quase sem voz.

– Para que a pressa? — Se a morena soubesse como retomar o controle do seu corpo, abriria os olhos e gritaria algumas palavras de ordem para aquela loira torturadora, mas como não sabia mais nem seu nome, continuou exatamente do jeito que estava, e resolveu fazer uma coisa que não costumava fazer, implorar.

– Por favor, Emma! — Pediu. Seus dedos voltaram a agarrar a toalha. — Apenas faça. Por favor! — Voltou a pedir. Emma sorriu com aquela cena, de repente a Regina mandona e autoritária, tinha abandonado aquele corpo.

A morena soltou um suspiro de satisfação, quando a língua da loira voltou a lhe invadir, dessa vez junto com seus dedos. Voltou a suspirar quando seu clitóris começou a ser estimulado. Graças ao bom Deus, Emma intensificou os movimentos, arrancando um caminhão de palavras incoerentes da boca da morena. Em questão de segundos seu corpo foi arrebatado por uma enorme onda de prazer, seus dedos dos pés se fecharam, seu sexo contraiu, e um longo e último gemido escapou de sua boca. Então foi tomada por sensação de abandono.

Não sabia mais o que era, quem era, se era, por que era, se ainda existia ou tinha morrido e estava subindo ao céu. Não sabia mais de si, sua mente estava vazia e sua alma na mais absoluta paz. Jamais tinha sentido algo parecido com aquilo, nunca imaginou que tal sensação pudesse existir. Era mágico, surreal, inexplicável e avassalador.

Quanto foi voltando a si, percebeu que Emma ainda estava lá, entre suas pernas, sugando tudo que era seu por direito. Emma estava em êxtase, ver e ouvir Regina gozar para ela, por ela, era extremamente prazeroso, e quase acabou lhe levando ao orgasmo.

Regina desceu as mãos até os cabelos da loira, sutilmente os puxando, em uma tentava de traze-la para si. Antes de fazer o que a morena queria, Emma distribuiu vários beijos por lá. Suspirou quando seu sexo ainda coberto por um pedaço de pano, tocou o abdômen da morena, devagar deixou seu corpo cair por cima do de Regina, apoiou seus cotovelos entre a cabeça da amiga e então lhe olhou nos olhos. A morena lhe sorriu radiante, e levou a mão até seus cabelos, colocando uma mecha para trás da orelha.

– Eu amo você! — Declarou-se antes de puxa-la para um beijo. Emma perdeu-se em meio aquele beijo apaixonado, cheio de significados e sentimentos. Inconscientemente, começou a esfregar seu sexo sobre o abdômen da amiga, quando deu por si já estava gozando, enquanto gemia palavras indecifráveis contra a boca de Regina.

Devagar, o beijo urgente foi se tornando calmo até por fim se extinguir. Emma soltou um suspiro de satisfação e deixou a cabeça cair sobre os ombros da namorada. Os braços de Regina a envolveram em um abraço esmagador, como se quisessem se certificar que a loira não iria a lugar algum. E ela não iria, além de não ter força para absolutamente nada naquele momento, Emma não queria de jeito algum sair dali. Desejou ficar ali, nos braços de sua mulher para sempre. Ali ela se sentia segura, amada, inteira, em paz. Ali sua vida fazia absoluto sentindo.

– Eu também amo você! — Sussurrou sem se mover. Regina sorriu ao ouvir aquilo. Não sabia exatamente o que falar, mas sabia que estaria tudo bem se não falasse nada. O silêncio entre elas nunca foi algo incomodo e não era depois do que tinham acabado de compartilhar que ele se tornaria.

A morena suspirou, pensando pela primeira vez no quão ferrada estava. Se antes já tinha medo de não conseguir voltar para sua vida quando saísse dali, agora tinha pavor de tal coisa. Estava totalmente envolvida com Emma, de todas as formas existentes. A amava, amava mais do que amou um dia, amava muito mais do que deveria amar, amava a ponto de sentir um nó se formar em sua garganta quando pensava em ir embora. Era estranho pensar naquilo, mas a verdade era que não queria ir embora, queria continuar ali presa, queria continuar ali com a amiga, queria ser sua namorada de prisão para todo o sempre. E todos esses quereres a faziam imaginar, imaginar dividir o resto da sua vida com Emma, dividir uma casa, carro, o filho, cachorro, tudo. Mas como diz a frase idiota por aí "querer não é poder", não podia fazer aquilo, podia?

O tais anjos bom e mau, batalhavam em seu cérebro. Um a incentivava a jogar tudo para cima e entregar-se aquilo, já o outro a lembrava que não era bem assim. Tinha uma família. Foi Robin quem a acolheu quando estava na pior, e apesar dos pesares, ele sempre lhe foi um bom marido. Além do mais, os dois dividiam um filho e tinha uma vida boa antes de Regina ir para prisão e reencontrar Emma.

Acabaria louca, com certeza acabaria. Balançou a cabeça tentando se livrar de todos aqueles pensamentos, ato que fez Emma levantar a cabeça e encara-la.

– Tudo bem? — Indagou a analisando.

– Tudo ótimo. — Respondeu com tom de voz preguiçoso. — Você é maravilhosa. — Elogiou.

– Eu sei! — Concordou sorrindo, como resposta Regina a apertou com força. — Au! — Reclamou rindo. — Você vai ser meu fim, Regina Mills! — Soltou com o ar.

– Ou você o meu! – Regina sussurrou. Emma beijou-lhe os lábios, rolou para o lado e puxou a namorada para si, a aninhando em seus braços.

– Vamos combinar assim, seremos o fim uma da outra. – Sugeriu.

– Me parece uma ótima ideia, só não sei como colocá-la em prática. – Admitiu.

– Foge comigo. — Compartilhou com Regina o que estava pensando a pouco.

– Fugir? — A morena juntou as sobrancelhas.

– É, fugir. Berlin, Amsterdã, Londres, você escolhe. – Se saísse do país, livrara-se de uma vez por todas do tráfico. Gold não a encontraria e ela finalmente poderia começar a viver.

– Eu não sei se você lembra, mas eu tenho um filho. — Murmurou ao ver que a loira falava mesmo sério.

– Quando eu sair daqui, Henry já vai estar entrando na faculdade, ou seja, ele vai sair de debaixo das suas asas, Regina Mills. — A morena não gostava nada, nada de pensar sobre aquilo. Já tinha conversado com o garoto sobre aquilo algumas vezes, e todas essas vezes ele dizia que queria cursar medicina logo ali em Londres.

– Okay, vamos supor que fujamos. Deixo minha casa, a cafeteria, a conta conjunta, tudo para trás. Só levo o dinheiro que tenho no cofre. Quando esse dinheiro acabar, vamos viver do quê? Amor não sustenta ninguém. — Emma rolou os olhos ao ouvir aquilo.

– Metade do que você divide com seu marido, é seu por direito. – A lembrou.

– Não se eu simplesmente largar tudo e cair no mundo sem ao menos uma explicação. Seja um pouco mais razoável, Emma. — Pediu.

– Eu não sei ser um pouco mais razoável, Regina! Tudo que eu sei é que prometi que quando chegar o dia, eu vou deixar você ir sem problema algum, mas agora, depois de hoje... — Suspirou. — Tenho certeza que não vai ser bem assim. Eu não posso simplesmente assistir você ir sem fazer nada. Isso já aconteceu uma vez e ferrou com toda a minha vida. Não vou conseguir me manter longe, Regina. – Voltou a suspirar. – Quero começar uma vida nova, quero estudar, me formar, arrumar um emprego decente. Quero chegar em casa no final do dia e encontrar você. Quero ganhar seus beijos, seus abraços, e quero que me pergunte como foi meu dia. Quero beber algumas cervejas com Henry, enquanto o ouço falar sobre suas conquistas, quero assistir a jogos e bandas de rock com ele. – Sorriu. — Quero ver você ficar brava quando nós dois começarmos a falar sobre a Katy Perry. Quero dormir todas as noites abraçada a você e acordar todas as manhãs do mesmo jeito. Quero ficar bem velhinha junto com você, e quando estivermos na varanda da nossa casa, assistindo ao entardecer, quero ouvir você falando que apesar de todos os pesares, a vida ao meu lado valeu a pena. – Regina sorriu, imaginando cada detalhe de tudo aquilo e lágrimas vieram aos seus olhos. Ela também queria aquilo, só Deus sabia o quanto queria, bastava saber se seria possível.

– Cumpra a sua pena e não se meta em mais nenhum tipo de encrenca. Se você fizer isso, quando você sair daqui, nós conversamos. — Prometeu.

– Isso é sério? — Um sentimento de esperança tomou conta de Emma.

– É. Quando você sair, nós conversamos. Em primeiro lugar, quero reencontrar a Emma lá de fora. Preciso me certificar se ela amadureceu, ou continua enfiando os pés pelas mãos. — Avisou. A loira engoliu em seco, pensando na pequena mentira que contou. Lembrou-se também do quase ex patrão, que ainda não tinha lhe dado uma resposta sobre seu pedido de retirada do tráfico.

– Espero que essa conversa aconteça na sua sala de estar. — Sugeriu.

– Quem sabe termine nela? — Murmurou com a voz cheia das segundas intenções, arrancando um sorrisinho da loira.

– Eu vou cobrar. — Avisou.

– Cobre com juros e correção. – Pediu. A loira sorriu e com cuidado tirou a namorada dos seus braços. Se pôs de pé e foi em direção da sua jaqueta, dessa vez para pegar a própria, pegou também a jaqueta da morena e voltou com as duas penduradas no braço. Regina não perdeu nenhum detalhe daquela caminhada, secou a namorada na cara dura, sem ao menos disfarçar.

– Você sabe, eu tenho uma namorada e ela pode não gostar de você olhando para mim desse jeito. — Implicou ao ver a morena vidrada em seu corpo.

– Onde está? — Indagou sem tirar os olhos do corpo da loira.

– Onde está o quê? — Arqueou as sobrancelhas.

– A tatuagem. — Falou como se fosse óbvio. Emma sorriu e ficou de costas. Suas mãos puxaram seus cabelos para frente, deixando suas costas completamente visíveis, tornando visível também, a fênix em chamas que ocupava boa parte das costas.

– Bonita! — A morena murmurou enquanto ainda a admirava. Tinha visto só pedaços da tatuagem, aquela era a primeira vez que a via por completo.

– Agora você já pode falar para o Henry como ela é. — Regina riu com aquela ideia.

– Claro, ótima ideia. Sabe, filho, Emma e eu estávamos transando um dia desses e então eu vi sua tatuagem. — A loira gargalhou com o deboche da amiga, e voltou-se para ela.

– Talvez você ache interessante falar sobre essa também. — Levou a mão até a barra da sua calcinha e a abaixou, tornando visível a cereja ali tatuada. — Os olhos de Regina ficaram presos por ali por uns bons segundos. Por fim ela balançou a cabeça concordando, ainda com os olhos fixos lá.

– Particularmente eu gostei mais dessa. — Murmurou. — Eu posso saber, por que você ainda está com essa peça de roupa estúpida? — Apontou para a calcinha da loira.

– Bom, você não tirou, então... — Deu de ombros, se fazendo de vítima. — Ainda está aqui. — Resolveu rebater aquela provocação a altura. Afinal, naquele jogo jogavam duas.

– Não tive exatamente uma chance. Você foi meio que precoce, então... — Imitando a ação da loira, ela deu de ombros. — Não tive oportunidade. — Emma lhe lançou um olhar incrédulo e se fez de ofendida.

– Meça suas palavras, Regina Mills, porque senão, eu juro que vou fazer você pedir arrego. — Ameaçou. Regina sorriu e lhe lançou um olhar desafiador.

– Pre-co-ce! — Separou as silabas. Emma sorriu, balançou a cabeça em sinal de negativo e deixou as jaquetas caírem no chão.

– Você está fodida! Fo-di-da. — Avisou, antes de jogar-se no chão e partir para cima da morena, seus olhos se prenderam por algum tempo, antes de Regina sorrir e puxar a namorada para um beijo.

– Eu quero que você me ensine. – Pediu, sem parar de beija-la.

– Ensinar? – Emma ronronou. Por um tempo não ganhou um resposta, Regina estava completamente dedicada aquele beijo. De algum jeito, a morena fez com que as posições se invertessem, ficando por cima. Trilhou beijos pelo pescoço da namorada, e parou a boca ao pé de seu ouvido.

– Me ensine a lhe dar prazer. – Sussurrou, eriçando todos os pelos existentes no corpo da loira. Emma suspirou ao ouvir aquilo, seu sexo latejou e ela mordeu os próprios lábios. Prazer? Regina lhe dava prazer só de falar do jeito que falou ao pé do seu ouvido. – Me ensina? – Voltou a pedir.

– Apenas, deixe-se levar. – Foi a última frase coerente que saiu da boca da loira.

Notas finais
E aí, o que acharam? Como sempre, conto muito com as reviews de vocês. Prometo que eles saírem volto rápido e adianto que no próximo capitulo vai ter Robin, Jennifer e muita confusão. Agora deixa eu fazer propaganda de uma ff nova que estou escrevendo em parceria com a Skye, chama, Right Here Waiting For You, e fala sobre uma Emma jovem, sedutora, que vem seu corpinho para mulheres e uma Regina empresaria, ranzinza, rabugenta, que acha esse tipo de serviço um dos sete pecados capitais. Quem quiser dar uma força lá, segue o link http://fanfiction.com.br/historia/598999/Right_Here_Waiting_For_You/ Acho que é isso! Conto com vocês! Beijos e até a próxima!