Após voltar para Newark no dia 26, eu havia voado para Istambul na tarde do dia seguinte, pronta para começar a aproveitar os quinze dias de férias que teria.

— Tudo bem, Ayeleen, Você não acha que está exagerando? — Yusef perguntou enquanto picava o cordeiro.

Nós dois estávamos cozinhando o almoço juntos no dia 28, e eu aproveitei para desabafar sobre tudo o que aconteceu.

— Exagerando? Você diz isso porque não foi você quem ficou vendo aquela vadia se jogar pra cima dele enquanto eu estava do outro lado do mundo sem poder fazer nada — eu devolvi irritada.

— Eu tenho certeza que não foi isso que você me contou — meu pai zombou — aqui, corte os pimentões.

Eu peguei a faca, cortando no meio um a um os legumes sobre a bancada.

— Você perdeu a parte que ele escondeu de mim que ela estava lá? — eu reclamei.

— Você perdeu a parte em que ele te apresentou como namorada? — ele devolveu, picando cebola para refogar o Cordeiro.

Eu revirei os olhos diante daquele comentário. Aquilo era típico. Homens sempre se defendem.

— Blair, eu entendo porque você ficou chateada, mas realmente vale a pena? — minha mãe entrou na conversa.

Ela estava esvaziando a máquina de lavar louça enquanto nós nos aventuravamos naquela receita.

— Além disso, ele disse que a família da cunhada dele estava junto, ela faz parte da família — Yusef me lembrou.

— Isso é pior ainda — eu parei de cortar os pimentões, ainda segurando a grande faca.

— Por que?

— Porque as duas famílias estão se unindo — minha mãe explicou por mim.

— Exatamente, e isso quer dizer que sempre estará lá e eu do outro lado do mundo! — Eu gesticulei irritada, balançando as mãos.

Meu pai se aproximou, tirando a faca de minhas mãos.

— Tudo bem, eu fico com isso!

Eu revirei os olhos, indo ajudar minha mãe a guardar a louça.

— E vocês ainda estão brigados? — ela perguntou.

— Ele já tentou pedir desculpas, mas eu não quero conversar enquanto estiver me sentindo tão insegura e vulnerável — eu suspirei.

— Insegura? E desde quando você tem motivos para insegurança, Ayeleen? — Meu pai parecia confuso.

— Desde quando? Pai, a mulher é maravilhosa, ela conhece bem ele, está bem mais perto que eu.

— Se ela é maravilhosa, você acha que você é o que? Garota, você é perfeita, eu não mudaria nada em você.

— Isso porque eu já arrumei o que precisava — eu revirei os olhos, apesar de me sentir bem com o elogio.

— Para mim você já era perfeita mesmo com o nariz tortinho, eu não mudaria nada — ele zombou.

— Não é o seu lado profissional falando — Eu o encarei.

— Tudo bem então, eu arrumaria o nariz, mas apenas isso.

— Seu pai tem razão — minha mãe avisou.

Eu suspirei, sem saber como responder aquilo.

— Tudo bem, as atitudes dela demonstram que ela não o superou — minha mãe externou meus pensamentos.

E como poderia ter superado? Ele é incrível em todos os sentidos!

— A questão é se você confia que ele superou ela — meu pai me encarou.

— Eu não sei. Eu confio, mas ele me tratou mal por causa dela, e…

— Eu não estou defendendo ele, mas você não disse que ele já estava irritado e tinha acabado de sair de uma discussão com a família? — Yusef apontou.

— E isso dá passe livre para ele me tratar mal? Você é meu pai, devia me defender.

— Meu trabalho como pai é te preparar para enfrentar as realidades do mundo. E a realidade de um relacionamento é que muitas vezes durante uma briga falamos coisas sem pensar e machucamos nosso parceiro. Hoje ele fez isso, amanhã pode ser você, e te garanto que você vai querer pelo menos a chance de se desculpar — ele declarou, refogando os legumes que picamos antes.

— E então o que? Eu resolvo tudo pelo telefone? Nós nem conseguimos brigar como um casal normal.

— E como exatamente um casal normal brigaria nessa situação, Blair? — Minha mãe cruzou os braços, me encarando.

— Bom, eu diria pra ele o quanto a ex dele é uma vadia.

— Você fez isso — meu pai me lembrou.

— Mas pessoalmente tem mais impacto — eu dei de ombros.

— E o que você faria depois? — minha mãe parecia estar se divertindo.

Eu me sentei na banqueta, apoiando meus cotovelos na bancada.

— Bom, talvez eu jogasse minha bebida na cara dele quando ele me chamasse de surtada.

— Isso claramente provaria que ele estava enganado — Meu pai ironizou.

— Bom, então nossa discussão aconteceria na chuva, e…

— Tomar chuva em pleno inverno Russo não parece uma decisão inteligente para mim — Minha mãe sussurrou para meu pai.

— Vocês estão caçoando de mim — eu fiz um beicinho.

— Provavelmente porque você está agindo como se quisesse um roteiro de comédia romântica para o seu relacionamento. Não é assim que as coisas funcionam na vida real — Minha mãe acariciou minhas costas, tentando me confortar.

— Sim, você não tem mais quinze anos, precisa saber resolver os próprios problemas. Nem toda briga será cheia de drama ou vai se resolver com uma atitude super romântica — Yusef avisou.

Eles tinham razão, eu sabia daquilo.

— E o que eu faço então?

— Aceite a situação em que vocês estão. Na próxima vez que ele tentar falar com você, converse com ele. Não importa como for — minha mãe beijou minha cabeça antes de se afastar.

Ela me fez companhia pelo resto do dia, enquanto meu pai atendia uma paciente em seu consultório. À noite, nós nos juntamos para assistir filmes após jantarmos o doner kebab delicioso que minha mãe preparou mais cedo.

Os dois pareciam mais atenciosos que o comum, mas não dei tanta importância àquilo. A única coisa que eu desejava era resolver tudo com Dimitri, e ele parecia ter desistido de tentar, já que após ignorar suas mensagens no dia anterior, não houve mais nenhuma tentativa de contato de sua parte.

Só falta eu ter que dar o braço a torcer e ligar para ele!

Tudo bem Blair, se até amanhã a situação continuar a mesma você será adulta e resolverá tudo com o Dimitri.

Foi com esse pensamento que adormeci por fim, sem receber uma única mensagem do meu namorado, se é que ainda posso chamá-lo assim.

Eu despertei no dia seguinte estranhando a ausência da habitual escuridão do meu quarto. A claridade entrava através de uma fresta na porta entreaberta. Sentei na cama me sentindo desnorteada.

Eu nunca deixava a porta aberta!

Minha confusão se tornou ainda maior ao ver um grande buquê de rosas coloridas em cima de minha penteadeira. Eu me levantei, calçando minhas pantufas, ouvindo algumas vozes vindas da sala. Peguei o buquê, o levando até o rosto para aspirar seu perfume. Devia ter pelo menos umas cinquenta rosas ali.

Será que meu pai decidiu elevar o nível dos presentes dele?

Movida pela curiosidade fui em direção às vozes, ainda carregando as rosas.

— O que nós queremos dizer, é que não vamos nos envolver nesse relacionamento, Blair já é adulta e sabe tomar suas próprias decisões — ouvi minha mãe declarar.

Eles estão falando sobre mim?

— Aqui, aceita mais chá? — eu franzi o cenho ao ouvir meu pai oferecer.

Quem está aqui?

Eu apressei meus passos, estancando na entrada da sala de jantar ao encontrar Dimitri sentado à mesa, tomando café da manhã com meus pais.

Isso é alguma piada?

— Ayeleen, aí está você. Já estávamos nos perguntando que horas você acordaria — meu pai sorriu, como se nada anormal estivesse acontecendo ali.

— O que… como… — eu balbuciei sem saber como reagir.

— Dimitri chegou aqui faz quase uma hora, como você estava roncando alto demais para despertar, nós decidimos conhecê-lo melhor — ele complementou.

Eu senti meu rosto esquentar com aquele comentário. Meu pai não podia ser mais discreto? E eles poderiam ter me acordado, como pais normais fariam!

— Já que você acordou, eu e seu pai daremos um pouco de privacidade a vocês — minha mãe o obrigou a se levantar.

— Claro, nós ficaremos naquele canto ali, vocês nem vão notar nossa presença — ele garantiu, me mortificando ainda mais.

— Você quis dizer que nós vamos sair e voltaremos apenas à tarde — minha mãe o corrigiu.

Os dois passaram por mim, que continuava parada no mesmo lugar, ainda segurando o buquê.

— Talvez você queira arrumar seu cabelo um pouco — minha mãe sussurrou.

Eu arregalei os olhos, passando a mão apressada pelo cabelo tentando ficar um pouco mais apresentável. Dimitri não desgrudou o olhar de mim, parecendo esperar alguma reação.

Ele realmente entrou num avião e veio da Rússia para resolver as coisas comigo? Aquela atitude me fez sorrir internamente, me mostrando o quanto eu fui idiota por me irritar tanto com ele.

— Eu não esperava te ver — decidi me aproximar, ele se levantou imediatamente.

— Você não me atendia e eu queria resolver as coisas. Sinto muito se pareceu que eu sou um perseguidor lunático por aparecer assim — não pude evitar de soltar um pequeno riso.

— Bom, somos um casal de lunáticos então — eu desviei o olhar.

— A gente precisa conversar — ele começou, fazendo meu coração acelerar.

— Eu suponho que sim — eu suspirei.

— Blair, eu sinto muito pelo o que falei. Eu estava tão estressado e tudo parecia estar acontecendo de uma vez, eu não tinha o direito de descontar em você.

Eu coloquei o buquê em cima da mesa, o observando parado a alguns centímetros de distância.

— E eu sinto muito pela forma como eu reagi, mas é que…

— Eu entendo o motivo do seu desconforto com a situação. Ela é minha ex e estava numa comemoração familiar. Mas eu não tenho como impedir isso de acontecer.

— E eu não tenho como evitar sentir ciúmes!

Só de pensar que ela sempre estaria presente e eu não, fazia meu sangue ferver.

— É natural sentir ciúmes, Blair, mas você precisa confiar em mim — ele se aproximou, segurando minha mão — A Olga faz parte do meu passado, nosso relacionamento terminou há quase dois anos e eu não sinto mais nada por ela.

Ele já tinha conquistado meu perdão, eu sabia disso, mas ainda não queria dar o braço a torcer de vez.

— Você não quer se casar com ela?

— A única pessoa que já me fez falar de casamento foi você — ele garantiu com um meio sorriso.

Não pude conter meu próprio sorriso, que foi reflexo do dele. Eu peguei mais uma vez o buquê admirando cada uma das rosas.

— Eu adorei — eu comentei, aspirando o perfume mais uma vez.

— Eu estava incerto em relação a quantidade, depois que contei para minha irmã o que aconteceu, ela garantiu que devia te dar no mínimo cinquenta e uma rosas para me desculpar pelo o que eu falei, então decidi comprar cinquenta e três para garantir — ele contou.

— Por que Rosas?

— Eu queria pedir desculpas — ele devolveu como se fosse óbvio.

Apesar de estranhar, eu decidi não questioná-lo sobre aquilo. No mínimo era mais um costume russo que eu não conhecia.

Eu me aproximei após colocar de novo o buquê na mesa, entrelaçando nossos dedos antes de ficar na ponta dos pés para beijá-lo. Não demorou para que a intensidade do beijo aumentasse, eu soltei suas mãos, levando as minhas até sua nuca, passando meus dedos por seus cabelos enquanto ele grudava nossos corpos.

Já faz quase um mês desde que estivemos juntos pra valer, e cada célula do meu corpo gritava por Dimitri, mas, ele se afastou, mesmo que contra minha vontade.

— Seus pais saíram mesmo? — sua pergunta me fez rir.

— Vem comigo, comandante — eu me limitei a puxá-lo para mais um beijo, antes de guiá-lo até meu quarto.

****

— Você não está com fome? Ainda não comeu nada — Dimitri parecia preocupado.

Eu me virei em sua direção, olhando em seus olhos. Estava em minha cama, aninhada ao corpo do meu namorado, aproveitando nosso momento de reconciliação.

Quem disse que eu não poderia ter meu roteiro de comédia romântica?

— Um pouco — eu admiti.

Na verdade, eu estava faminta, já passava da hora do almoço e eu ainda não tinha comido nada.

— Vamos resolver isso então — ele me deu um beijo suave, fazendo com que eu suspirasse ainda de olhos fechados.

Dimitri se levantou da cama, eu me sentei, observando-o começar a recolher suas roupas jogadas pelo quarto.

— Você vai cozinhar pelado para mim? — eu o provoquei.

Ele interrompeu o que estava fazendo, me lançando um olhar divertido.

— O que?

— Segundo o meu roteiro de comédia romântica, após nossa reconciliação eu levantaria da cama e te encontraria na cozinha, preparando algo muito gostoso e sem roupa — eu me arrastei até a beirada da cama, me esticando para pegar a camisa que estava em suas mãos, a vestindo em seguida.

— Isso tem que acontecer agora? Porque seus pais podem chegar a qualquer momento, e tenho certeza que não seria uma visão que seu pai gostaria de ter — Dimitri se aproximou, se inclinando para traçar uma trilha de beijos da minha bochecha até meu pescoço — Então o que você acha de se vestir, nós dois irmos a um bom restaurante, e deixar essa história de cozinhar com pouca roupa para o dia que você for para o meu apartamento, ou quando eu te visitar em Newark.

— Pouca roupa nada, eu disse que te quero pelado!

Eu me afastei dele, aceitando sua sugestão sobre o restaurante.

— Blair, eu amo você, mas não vou correr o risco de queimar nenhuma área sensível cozinhando pelado — ele declarou com diversão, fazendo com que eu arregalasse os olhos.

Ele parecia nem ter se dado conta do que falou, simplesmente continuou a se vestir, com um sorriso divertido no rosto.

Eu mordi o interior de minhas bochechas tentando não ficar tão animada com aquelas três palavras... Mas ele disse que me ama!! Como eu posso não me animar??

E o que eu sinto por ele? Eu posso corresponder esse sentimento? Ora, eu tenho que ser franca comigo mesma, se eu não correspondesse eu não teria ficado tão mal com a nossa briga.

Aquele pensamento fez um sorriso involuntário chegar ao meu rosto. Há quanto tempo eu não me sentia assim por alguém? Desde a adolescência, talvez. Com minha profissão eu sempre evitei relacionamentos sérios, apesar de nunca passar tanto tempo sozinha.

— Blair? — Dimitri me tirou de meu devaneio.

— O que? — Eu pisquei atordoada.

— Você precisa voltar para a Terra e devolver minha camisa. Não vai se vestir?

Eu aproveitei seu momento de distração quando ele se aproximou para pegar a camisa que eu tinha tirado, o puxando para mais um beijo, me deitando na cama e o trazendo comigo.

— Blair — ele ofegou quando abandonei seus lábios para mordiscar a pele de seu pescoço.

— Você disse que me ama — eu comentei, sentindo seu corpo ficar tenso sobre o meu ao ouvir aquela frase.

Eu me afastei para olhar em seus olhos, procurando algum sinal de arrependimento. Será que ele falou no calor do momento?

— Disse — ele confirmou um pouco incerto.

— E você falou sério? — Meu coração martelava com força em meu peito.

— Depende.

— Do que?

— Se você achar que é muito cedo e eu sou Psicótico, então eu estava brincando — ele franziu o cenho, me fazendo sorrir.

— E se eu não achar nada disso?

— Nesse caso, sim. Eu falei sério — ele garantiu, acariciando meu rosto.

Eu voltei a beijá-lo, externando todo o sentimento que estava dentro de mim.

— Por mais que eu deseje continuar, você precisa comer alguma coisa — ele se levantou depressa, me deixando sozinha na cama.

— Tudo bem, comandante, eu vou me vestir e podemos sair — eu suspirei.

Algum tempo depois estávamos caminhando juntos pelas ruas agitadas de Istambul. Eu me encolhia cada vez que o vento gelado de inverno nos atingia, mas Dimitri pouco parecia se importar com aquilo.

— Me conta, como você chegou aqui? — Eu perguntei, envolvendo seu braço com minhas mãos.

— De avião — ele respondeu naturalmente, não segurando o riso em seguida.

— Você é tão engraçado, comandante Voitovich — revirei meus olhos.

Ele riu, passando o braço por meus ombros, me envolvendo enquanto caminhávamos lado a lado.

— Quando eu percebi que você provavelmente não me atenderia, procurei outra maneira de falar com você. Então liguei para o Noah. Ele me avisou que você estava em Istambul e me passou o número do seu pai.

Nós chegamos ao restaurante que decidi levar Dimitri, eu me virei para ele, surpresa pela informação.

— Você conversou com meu pai?

— Não sei se posso chamar assim, depois que eu me identifiquei, ele simplesmente falou "Rapaz eu não sou garoto de recados, se tem algo para falar com a minha filha, entre em um avião e fale pessoalmente. Pare de agir como um adolescente" — não pude evitar de rir diante de sua imitação do sotaque de meu pai.

O maitre nos guiou até uma mesa vaga, nós esperamos até estarmos bem acomodados para retomar o assunto.

— Ele me passou o endereço, eu consegui uma carona com um amigo que viria para Istambul, e o resto você já sabe.

O garçom se aproximou para anotar nossos pedidos.

— Esse lugar tem a melhor sopa de lentilha vermelha que eu já comi — eu avisei Dimitri.

— Então já sabemos o que vamos comer — ele nem se preocupou em abrir o cardápio.

Nós esperamos o garçom se afastar já com nosso pedido anotado antes de retomar nosso assunto anterior.

— Eu recebi um discurso parecido. Me mandaram crescer e parar de imaginar um roteiro de comédia romântica para o nosso relacionamento — eu suspirei.

— Então seus pais conhecem o roteiro do nosso relacionamento? — ele me provocou.

— Um pouco.

— Você precisa compartilhar comigo, já que eu estou atuando às cegas. Eu só sei que vou precisar cozinhar pelado para você em algum momento — ele piscou.

— Não se preocupe, eu deixo você usar um avental.

Aquela declaração fez com que ele gargalhasse. Mas ao contrário do que eu esperava, ele não esqueceu o assunto anterior.

— O que deveria ter acontecido de acordo com nosso roteiro?

— Para começar, eu estaria presente e nossa briga aconteceria na chuva — eu repeti o que falei para minha mãe.

— Chuva? Em uma temperatura de vinte graus negativos? Você enlouqueceu? — Dimitri franziu o cenho.

— Vinte graus negativos!? Você está brincando comigo? — eu o encarei perplexa.

— Não, é o inverno Russo. Impossível chover — ele devolveu.

Eu o encarei boquiaberta enquanto processava aquela informação. Como ele consegue viver em uma temperatura tão baixa? Não é à toa que ele não parece estar com frio, provavelmente poderia andar sem camisa na rua e não se incomodaria!

— E quanto a reconciliação? Qual é o roteiro? — ele me tirou de meu devaneio.

— Nessa parte você se saiu muito bem sem precisar de um — Eu garanti.

Ele sorriu em resposta. Logo nossos pratos chegaram, nos ocupando durante o tempo que ficamos no restaurante, mas nosso dia estava longe de terminar e eu tinha muito daquela cidade maravilhosa para apresentar a ele.