Erase This

107 When You Look Me In The Eyes


Notas iniciais
AAAH GATES, UMA SEMANA SEM POSTAR?!
Antes das reclamações, deixem-me me explicar.
Como podem ver a Shadows esta de "resseso", por problemas pessoais, e por isso perdemos o ritimo acelerado de escrever a Fic, e para meu desespero estamos chegando perto de onde estamos escrevendo, e obviamente, tanto eu quanto ela temos muito mais coisas à fazer além da Fic, não poderíamos escrever capítulos semanais para postar duas vezes por semana. Então resolvi desacelerar as postagens, passando a postar uma vez por semana, até que a Shadows possa voltar a escrever com mais frequência.
Espero que entendam, porque vai ser assim daqui por diante.
Queria acrescentar que como já havia dito, a Fic ja esta sendo postada no AnimeSpirit, e precisamos realmente que vocês comentem e favoritem ela lá, porque só assim seremos uma Fic grande por lá, com a ajuda de vocês.
Enfim, boa leitura! :)

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When you look me in the eyes
And tell me that you love me
Everything's all right
When you're right here by my side

Aquela louca gritava sem parar, a voz dela entrava na minha mente irritando os poucos neurônios funcionais que ainda existiam em mim. Minhas costas caçavam horrores por conta da tatuagem, um ardor forte existia entre minhas pernas – Matt não poupara forças para me compensar como havia dito que faria – me fazendo rir enquanto minha mãe gritava obscenidades sobre idade e irresponsabilidade. A mandei pro inferno – infelizmente alto o bastante para ela ouvir – e fui para cozinha. Nem raciocinava direito quando abri a geladeira e tirei de lá as sobras do almoço do dia anterior, coloquei o frango na bancada e comecei a comer ele gelado mesmo, bêbada e fumada como estava queria mais era que o mundo explodisse, contanto que minha fome fosse aplacada tudo estaria lindo. Abri a garrafa de coca cola e tomei um generoso gole direto do bico, colocava outro pedaço do frango na boca quando mamãe entrou na cozinha ainda gritando. Prendi meu cabelo em um coque e fingi que ela não estava ali.

- VOCÊ NÃO ESTA ME OUVINDO MADSON? – perguntou – QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA ME MANDAR AO INFERNO? E VOCÊ AINDA NÃO ME RESPONDEU ONDE ESTEVE A NOITE INTEIRA! – gritou exigindo explicações. Revirei os olhos e continuei a comer – OLHA PARA MIM GAROTA! – pegou meu rosto com certa fúria e me fez olhar em seus olhos irados. Franzi as sobrancelhas e bati em sua mão, a afastando de mim.

- EU ESTAVA COM O MATT E OS GAROTOS, NO PÍER! JÁ FALEI DROGA! – me virei para o escorredor e peguei um copo.

- Madson, por que seus olhos estão vermelhos? – perguntou com a voz controlada, fiz uma careta e ignorei, cortando mais um pedaço do frango e comendo. – VOCÊ ANDA USANDO DROGAS?! – gritou novamente.

- VELHO, VOCÊ É LOUCA, ME DEIXA EM PAZ! – gritei de volta, me virei para sair da cozinha quando senti uma mão puxando minha jaqueta.

- NÃO DE AS COSTAS PARA MIM SUA CRIANÇA! – e então o silencio reinou, virei para trás e vi seu rosto espantado. Revirei os olhos e ameacei voltar a andar. – O QUE É ISSO NAS SUAS COSTAS?! – segurou meu braço e me puxou, bati as costas na bancada e bufei.

- O QUE VOCÊ ACHA QUE É, MAMÃE? – perguntei irônica.

- VOCÊ ENLOUQUECEU DE VEZ! É TUDO CULPA DAQUELE DELINQUENTE QUE VOCÊ NAMORA! – recomeçou a gritar obscenidades. Ignorei todas, tomando minha coca tranquilamente encostada ao balcão. Até que uma de suas palavras me despertou, fazendo a razão saltar de minha mente e o copo que eu segurava voar na parede mais próxima.

- COMO É QUE É? – perguntei finalmente me desencostando da bancada.

- ISSO MESMO MADSON, VOCÊ ESTA EXPRESSAMENTE PROIBIDA DE SE ENCONTRAR COM OS MARGINAIS QUE VOCÊ ANDA! – gritou autoritária.

- VAI SONHANDO SUA DEMENTE! – ri alto ironicamente – QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA TENTAR ME SEPARAR DO MATTHEW?! VOCÊ JAMAIS – aumentei mais ainda a voz – JAMAIS VAI CONSEGUIR ISSO!

- VAMOS VER ENTÃO MADSON, VOCÊ NÃO SAI MAIS DE DENTRO DESSA CASA!

- AÉ?! ENTÃO OBSERVE! – virei as costas e sai andando em direção a porta. Não demorou e sua mão segurava meu ombro. Olhei para trás e fui premiada com um estalado tapa no rosto. – NÃO ENCOSTA EM MIM SUA VADIA! – empurrei seu corpo para trás com toda a minha força e sai correndo.

Nem ao menos fechei a porta, apenas impulsionava meus pés contra o concreto, correndo sem direção. Ouvi seus gritos atrás de mim por algum tempo, no entanto quando me joguei num bosque que cercava uma das praças do bairro consegui despista-la. Me joguei em cima de um tronco caído e segurei minha cabeça que girava. Respirei fundo algumas vezes, tentando acalmar meu estomago que estava revoltado com minha mente embaralhada. Coloquei a cabeça entre os joelhos e respirei fundo novamente, como Matt costumava me mandar fazer quando eu passava mal. No entanto acredito que o real remédio era sua voz, já que mesmo fazendo isso meu estomago resolveu colocar tudo para fora. Me debrucei contra o tronco e deixei que a comida e a bebida explodisse para fora do meu corpo. Limpei os cantos da minha boca com a manga da jaqueta e a passei no tronco depois. Fechei os olhos e o mundo continuava a girar, bufei e me coloquei de pé devagar.

Considerei as opções. Matt provavelmente estava morto em sua cama, e seria perigoso demais voltar para aqueles lados no momento. Não me lembrava de Jimmy, Johnny ou Zacky direto, e sabia que Brian não havia bebido no píer para fazer bonito para Anabelle. Respirei fundo e segui em direção à casa dos Haner.

Toquei a campainha e ajeitei meu cabelo, tentando parecer sóbria. Não demorou e a porta foi aberta pelo Sr. Haner, que me reconheceu de imediato e perguntou qual era o problema.

- Eu precisava falar com o Brian... Ele esta? – perguntei pausadamente, tendo certeza que minha língua não enrolaria em nenhuma palavra.

- Esta sim, no quarto dele, acho que ainda esta dormindo, mas pode subir Madson... – abriu a porta me dando passagem. Sorri simpática para ele e segui em direção à escada. Tropecei no ultimo degrau e quase cai de cara no chão, no entanto consegui recuperar o equilíbrio e me joguei contra a porta de Syn.

Forcei a maçaneta e por um milagre divino a porta estava destrancada. Entrei no quarto escuro e forcei os olhos, achando Brian entre as cobertas. Me joguei em cima dele e seu corpo saltou.

- Que porra é essa? – ouvi sua voz rouca perguntar, se virando e me fazendo cair no colchão.

- Cara... – resmunguei – briguei com a minha mãe, liga pro Matt? – pedi deitando minha cabeça em seu travesseiro.

- Que? – perguntou ainda confuso – o que você esta fazendo na minha cama Madson?

- Velho... Eu briguei com a vadia da minha mãe e fugi para cá, liga pro Matt Brian... – expliquei novamente fechando os olhos. Ouvi ele dizer alguma coisa, no entanto a escuridão estava boa demais, e antes de responder a ele, dormi.

Ouvia vozes de longe, me remexi debaixo do edredom. Edredom? Abri os olhos e encontrei Brian e Matt discutindo em voz baixa alguma coisa... Me apoiei nos cotovelos, ainda sentindo a cabeça pesada. Chamei Matt e assim que me viu acordada se sentou ao meu lado. Joguei meu tronco em seu colo e fechei os olhos novamente.

- O que aconteceu Madson? Por que você fugiu de novo? – perguntou Matt. Resmunguei e agarrei sua cintura – O que sua mãe fez?

- Aquela puta falou que eu não ia mais ver você... – enfiei o nariz em sua barriga, aspirando seu cheiro – e me deu um tapa na cara... Ai eu sai correndo daquele inferno de casa. – Matt bufou quando falei do tapa e abraçou meu corpo.

- Eu vou ligar pra Anabelle, falar pra ela pegar roupa pra você... –anunciou Brian antes de sair do quarto.

Continuei em silencio abraçada ao corpo de Matt como uma criança se abraça ao seu ursinho de pelúcia favorito. Notei pela forma com que ele segurava minha cintura que estava irritado, assim me sentei com as pernas cruzadas na cama – notando que Brian tivera a delicadeza de tirar minha jaqueta e meus tênis – e sorri fraco para ele.

- Não acredito que sua mãe te bateu... – bufou novamente com o cenho franzido.

- Ela é louca, eu sempre disse isso. – dei de ombros.

- O que vamos fazer agora? – perguntou deitando na cama.

- Não sei, sinceramente, queria sumir por uns dias... – comentei olhando minhas unhas com o esmalte descascando.

- Pra onde você quer ir? – questionou. – eu vou pra onde você quiser Madson...

- Não posso te puxar junto pra essa bagunça Matt, não é justo. –lhe disse acariciando seu rosto.

- E quem disse que você esta me puxando? – revirou os olhos e puxou meu braço, me fazendo deitar em seu peito – eu me joguei nesse furacão Madson a mais de um ano e ninguém vai me tirar dele, nunca.

Encarei seu olhar decidido por algum tempo, até que levantei a cabeça e grudei nossos lábios em um selinho longo, enquanto ainda olhávamos um nos olhos do outro. Existia ali uma ligação, uma conexão tão forte que me assustava ao mesmo tempo em que me prendia. Eu via meu interior gritando dentro das esmeraldas de seus olhos e eu sabia que iria até o inferno por ele, eu mataria e morreria por Matthew. Seus braços apertaram minha cintura e meus pulmões ardiam por ar, mas eu não queria me separar dele. Afastei um pouco nossos lábios sem quebrar nosso olhar, sabendo que eram naquelas matizes verdes que minha sanidade se prendia, que era ali nos seus braços o lugar onde eu encontraria a proteção que necessitava. Era e sempre seria ao seu lado que eu teria a paz para viver. Matt segurou minha nuca com força e juntou nossas testas, fechei os olhos e apreciei meu interior vibrante, entorpecido pela força do meu sentimento.

When you look me in the eyes
I catch a glimpse of heaven
I find my paradise
When you look me in the eyes