Erase This
76 We'll Be Alright
Notas iniciais
Só deixando claro que esse é um dos meus capítulos preferidos em relação ao casal "AnaxSam" então se quisessem deixar mais reviews e se leitoras fantasmas aparecessem pelo menos nesse cap, eu ficaria muito feliz! *-*
Boa Leitura!
roupa da belle: http://www.polyvore.com/new_year/set?id=41060952&lid=1386958
- Anabelle já separei sua roupa. – dizia mamãe enquanto eu terminava de secar os últimos fios de cabelos ainda enrolada no roupão branco felpudo.
Dirigi-me até a cama, lá estavam expostos: um vestido de lã cinza claro que ia até a metade das coxas, meia fio 80 preta, casaco branco, luvas na cor creme, um gorro rosa bebê e botas UGG azul marinho aos pés da cama.
- Você realmente espera que eu use isso na véspera do Ano Novo? – perguntei a ela que se preparava para sair do quarto.
- Eu não espero, você vai usar. Do contrário não sairá de casa com seus amigos! – revirei os olhos jogando a cabeça para trás.
- Mãe eu estou com anemia, não qualquer outra doença que precise dessas mil roupas!
- Se vista logo, os convidados estão chegando. – terminou antes de fechar a porta ignorando minhas súplicas.
Fiz uma careta para as roupas e já com a lingerie no corpo travei uma batalha fervorosa vestindo a meia. Joguei o vestido de lã por cima, calcei as botas e acrescentei a composição meu colar amuleto em forma de coração, mais a aliança banhada a ouro branco que Sam havia me dado.
- Feliz Natal minha linda! – disse em meu ouvido enquanto era apertada em seu abraço esmagador. – Uma pena você ter passado no seu pai... – comentou me soltando e eu suspirei.
Tínhamos passado o natal dos infernos na casa de meu pai, ele como sempre desinformado e desatento presenteou-me com uma barbie e a Mad lhe deu uma camiseta do Ramones que servia de camisola. Será que ele não havia percebido que tínhamos crescido?
- Como foi o natal com sua avó? – perguntei curiosa.
- Foi bom, mas seria melhor se você estivesse lá... – ri revirando os olhos com o tom clichê em sua frase. – Venha cá, tenho um presente pra você. – disse me puxando para sentar num dos bancos do parque e se colocando ao meu lado.
- Isso não é justo Sam! Eu não te comprei nada, você não deixou e agora... – interrompi minha fala ao ver a pequena caixa de veludo azul que ele tinha nas mãos.
Dentro dela repousavam alianças pratas, a primeira entrelaçada cravada com pequenos diamantes e a segunda entrelaçada, mas sem os brilhos femininos. Sam pegou minha mão direita retirou o anel azul que havia me dado em meu aniversário e colocou a delicada aliança.
- Meu Deus Sam é linda... Eu... Eu... Não sei o que dizer. Mas e a nossa foto? Quer dizer, o anel azul... éér... – as palavras enroscavam em minha língua e o ruivo riu largamente logo depois me encarando com os olhos profundos num misto de paixão e alegria.
- Não acabou a surpresa... – murmurou baixinho enquanto eu colocava a aliança em seu dedo, ainda de mãos trêmulas.
- Como assim? – o olhei um tanto espantada fazendo- o sorrir e o mesmo tirou outra caixa, por sua vez, retangular do bolso.
Ao abri-la lá estava um colar amuleto aberto, em uma das faces tinha os escritos “Para sempre seu...” e na outra uma foto mais bonita do que a que decorava meu anel, nessa nós dois sorríamos e diferente da outra tínhamos o famoso brilho nos olhos adquirido pelos apaixonados. Deixei que ele colocasse o colar me meu pescoço.
- Obrigada Sam, obriga por tudo... Eu amo você. – disse antes de beijá-lo e apertá-lo em meus braços fracos.
- Cadê seu casaco, gorro e luvas? – perguntou mamãe assim que eu desci o último degrau.
- Estão lá em cima, não preciso ficar de casaco dentro de casa mãe! – resmunguei dando as costas para a mesma e sendo surpreendida por Sam que me abraçou possessivamente. – Que susto! – rimos e ele me soltou.
- Vovó me arrastou para cá...
- Arrastou? Quer dizer que você não queria passar a virada do ano comigo? – perguntei fazendo bico.
- Claro que não... É que todos seus amigos estão aqui e... – não deixei que ele terminasse de falar pondo o dedo indicador em seus lábios e observando Syn e Jimmy conversando atrás de nós.
- Véspera de ano novo merece uma trégua. Onde está sua avó?
- Na cozinha ajudando as outras com a comida. – sorri e fui para lá.
Cumprimentei a todos e fui obrigada a tomar atenção e desviar minha rota de caminho ao de minha mãe que vivia a me perseguir com quilos e mais quilos de comida, havia engordado dois quilos nos meses que passavam com todos obrigando-me a enfiar mais de mil calorias goela abaixo por dia.
Joguei-me em um sofá desocupado com a respiração ofegante, e logo depois alguém afundou ao meu lado. Olhei para Johnny que sorria acompanhado de um prato lotado de comida.
- Isso é pra mim né? – perguntei desanimada e seu sorriso aumentou mais ainda enquanto ele balançava a cabeça positivamente. – Não tem como você comer isso ai, não aguento mais nada... Acho que vomito se comer algo mais.
- Não tente me enganar Anabelle, eu sei que você não comeu ainda! – bufei irritada ele esticou o prato e o colocou sobre minhas pernas.
- Não vou comer! – cruzei os braços sobre o peito feito uma criança mimada.
- Vai sim! – rebateu firmemente.
- Você não manda em mim!
- Sou mais velho você tem que me respeitar... – argumentou com um sorrindo marotamente.
- Isso não conta! – franzi o cenho.
- Sou mais alto que você então melhor comer essa porra logo antes que eu chamo sua mãe e ela vai te dar comida na boca. – o anão falava sério o que me fez relutante dar a primeira garfada na carne do peru.
- Você me paga toco de amarrar jegue! – resmunguei feito uma velha fazendo-o desmanchar-se em risadas.
- Às vezes você é tão engraçada Belle... – admitiu me fitando com os olhos chocolate.
- Você vai ficar aqui me vigiando? – indaguei tomando um breve gole do refrigerante que foi me entregue.
- Só até você comer tudo, então agiliza ai porque já estou cansado de ficar sentado aqui. – lancei minha melhor careta para o mesmo e voltei a comer.
Perdida nos corpos que se movimentavam a minha frente acabei parando o olhar sobre um dos casais dali. O garoto bonito circundava a morena encorpada nos braços, ela exibia um belo conjunto preto e branco e na mão reluzia a aliança recém ganhada. Ele tinha os braços cobertos pelo tecido grosso da jaqueta de couro e podia se ver sua aliança sobressaltando na mão direita.
Matt sussurrava algo na orelha dela que a fazia rir, e depois de tanto tempo a prendendo em seus braços deixou que a mesma virasse e tocasse os lábios nos seus. Larguei o prato no colo de Johnny com uma certa violência e levantei caminhando em passos pesados para longe do ponto de visão que me provocava enjoos.
Acabei parando em frente a mesa de bebidas e disfarçadamente repousei a mão sobre uma garrafa de cerveja pegando-a e decidida a escondê-la debaixo do vestido. Mas alguém mais ágil que os outros da festa roubou-a de minhas mãos.
- Você não deveria beber isso Anabelle. – disse próximo a minha nuca, fazendo meus pelos se eriçarem com a respiração que bateu de leve na pele desnuda.
- E quem é você para me falar isso? Definitivamente Brian você é a única pessoa que não tem o poder de me dizer ou não o que devo fazer. – vociferei com os nervos a flor da pele e sentindo a ponta de meus dedos formigarem pela raiva que se aglomerava em meu corpo.
- Opa, opa quer dizer que está bravinha então? Desculpe não quis mexer com a fera. – fiz uma careta o ignorando e dando as costas para o mesmo.
- Vai se foder idiota! – exclamei sem olhá-lo e caminhei rapidamente até outro lado.
Justo na véspera do ano eu começava a me descontrolar, não podia deixar meus pequenos surtos estragarem essa noite e percebi que não estragariam assim que senti as conhecidas mãos repousarem em minha cintura.
- O que foi? – perguntou repousando a cabeça em meu ombro e encostando minhas costas em seu peito.
- Nada, acho que eu preciso de um pouco de ar... – comentei entrelaçando minha mão na sua e nos guiando para o jardim dos fundos que estava desocupado. – Estou feliz que você esteja aqui.
- E eu mais ainda por estar com você. – ele sentou nos degraus da escada e me puxou para seu colo.
- Sam, esse ano não seria o mesmo sem você ao meu lado... É nosso primeiro réveillon juntos, e não será o último... Porque... – senti seus lábios se pressionarem nos meus cortando-me a fala.
- Porque ainda temos muito tempo pela frente juntos. – terminou a frase após o breve beijo.
- Quem sabe a eternidade... – sugeri arrancando-lhe um sorriso dos lábios.
- Você não me aguentaria por tanto tempo. – ri e apalpei sua bochecha esquerda acariciando-a de leve com o polegar.
- Você sabe que eu aguentaria... Aguentaria tudo ao seu lado. – imaginei ter visto pequenas lágrimas se acumularem em seus olhos acastanhados, mas antes que pudesse constatar isso ele me prendeu num abraço.
- Eu não seria eu mesmo sem você Ana... Eu seria nada. Você é sem dúvidas a melhor coisa que aconteceu em minha vida. – sorri com as palavras que me eram ditas ao pé do ouvido.
“10...9...8...”
A contagem era iniciada de dentro de casa, contagem que me fez separar de Sam e pular de seu colo tentando puxá-lo para o aglomerado de pessoas, mas o mesmo me fez ficar.
- Minha avó dizia que o beijo dado à meia-noite une as almas dos apaixonados... Eu não sei se é verdade mas...
- Não custa tentar. – completei escorregando minhas mãos por seu peito e entrelaçando-as em sua nuca.
“3...2...1”
Não fomos capazes nem de ouvir os gritos de “Feliz Ano Novo” os fogos foram ignorados e por alguns segundos fui capaz de acreditar que havia apenas eu e Sam ocupando o grande espaço que se chama mundo. Seus lábios se separaram dos meus após o longo tempo juntos e nos abraçamos fortemente.
Voltamos para dentro e lá fui atacada por todos que me abraçavam e pelos gritos escandalosos de Rev que parecia uma bixa louca com a nova barbicha adquiria e os cabelos loiros desgrenhados, além do par de óculos que viviam grudados em seu rosto.
Aos poucos todos se acalmaram. Meia-noite e meia, alguns convidados começaram a ir embora, e entre eles estava a avó de Sam.
- Tenho que levar minha avó, amanhã a gente se vê. – assenti acompanhando os dois até a porta.
- Tchau querida a festa estava ótima! – comentou a senhora de cabelos grisalhos beijando-me a face e se dirigindo ao carro preto estacionado em frente à casa.
Assim que a mesma entrou, ele me cercou com os braços fortes e beijou-me os lábios delicadamente, distribuindo selinhos por minha face e sussurrando “Feliz Ano Novo meu amor” sorri e quando liberta de seus braços acenei para os dois que partiam.
Entrei e fui direto para o grupo na sala, atirando-me num sofá ao lado de Jimmy todos estavam ali.
- E então quais são os planos para hoje? – perguntei animada.
- Agora a senhorita está de bom-humor! – comentou Johnny virando um gole da bebida em suas mãos.
- O que uma cenoura faz na vida de uma pessoa... – comentou Brian provocando a risada de todos e apenas um olhar ácido vindo de mim.
- Tava pensando em irmos à praia o que vocês acham? – sugeriu Zacky.
- Eu acho perfeito! – exclamei concordando e sendo seguida por todos que aprovaram a ideia.
- Suba e pegue seu casaco Belle. – mandou minha irmã, e eu lhe mostrei o dedo médio antes de acatar as ordens.
Vesti o casaco pesado o gorro e a luva, passei no quarto de Mad pegando sua jaqueta preta de couro que repousava sobre a cama.
Dividimo-nos no carro de Matt e de Brian e fomos obrigados a ouvir as recomendações de minha mãe sobre como deviam ficar de olho em mim... O mesmo relatório de sempre que era dito a cada vez que punha o pé para fora de casa.
Chegamos à praia que se despedia dos poucos que iam até ela comemorar e abrimos uma roda na areia fofa.
Rev tirou uma pequena sacola de dentro do bolso do casaco e dali saiu um cigarro de maconha... Ele acendeu deu uma tragada e passou para Brian que estava ao seu lado, Brian passou para Mad e eu esperava que ela rejeitasse, mas ao contrário deu uma bela e perfeita tragada o que confessava que a mesma já havia feito isso mais vezes. Assim o baseado rodou e ao passar por mim todos me olharam curiosos, ao contrário do que pensavam tornei a devolver para Jimmy e resolvi ficar de fora da “brincadeira”.
Após a terceira volta do cigarro pela roda, Mad já estava escorada em Matt e ria sem parar sobre algo desinteressante que Brian tinha lhe falado no ouvido. Jimmy fazia história com as estrelas no céu, Zacky murmurava algo sobre ter vontade de comer torta de amoras e Johnny sugeria repetidas vezes que pulassem nus no mar.
Mad ouviu uma de suas propostas e levantou-se prontamente já se libertando da jaqueta Jojo empolgado levantou também e jogou o casaco para o lado também, nenhum dos outros se importava com a cena... Tive que apaziguar os ânimos.
- Vocês estão loucos? Entrar no mar nus em pleno inverno é querer morrer de hipotermia! – exclamei quase gritando empurrando Mad para o colo do namorado e Johnny para cima de Zacky que o jogou para o lado.
- Bellinha você tá muito chata, fuma isso aqui, fuma. – disse Johnny praticamente enfiando o baseado no meu rosto, tossi com a fumaça empurrei sua mão para longe.
- Algum trouxa precisa ficar bom pra cuidar de vocês. – comentei desgostosa.
A madrugada se seguiu extensa e não fui capaz de conter o bando de retardados que em algum pico de determinada hora voltaram-se contra mim e se jogaram no mar de roupa e tudo. Todos voltaram das ondas tremendo de frio e Brian com o pouco discernimento que lhe restava acendeu uma fogueira.
Mesmo gelados e com frio permaneceram ali até o nascer do Sol, até porque todos acabaram dormindo e eu não tinha forças para acordar o bando. Acabei voltando sozinha para casa, pois eu era a única ali que não conseguia dormir confortavelmente na areia gelada.
Notas finais
Bom é isso, espero vocês nos reviews! Beeeijinhos ;*
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