Erase This
105 Warning
Notas iniciais
Vi que algumas de vocês foram ao show do Evanescence em SP, poxa, eu queria ter postado aqui ou no Tumblr avisando que tb iria, para quem sabe eu pudesse conhecer algumas de vocês, mas não tive tempo. :/
Enfim, sobre o capítulo, um dos meus favoritos, então caprichem nos comentarios. E leiam as notas finais, pfvr? :)
Boa leitura.
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This is only a test
A mão de Matt segurava com força os fios de cabelo na minha nuca, empurrando minha boca em direção a sua intimidade. O chupei com força, engolindo aos poucos toda a sua extensão, parando quando senti a ponta de seu membro encostar em minha garganta. Segurei por alguns segundos, olhando para Matt, seus olhos fechados e expressão de prazer fazendo meu interior vibrar. Tomei fôlego liberando minha boca de seu membro e o senti pulsar em minha mão. Contornei a cabeça com a língua e a mão de Matt puxou meu cabelo, tentando me afastar, dando o sinal de que ele estava no limite. Ignorei seu protesto, sugando com força a glande enquanto minha mão trabalhava no resto. Olhei novamente para ele, encontrando entre uma fenda do seu olhar o brilho de seus olhos. Suguei com mais força e então senti o primeiro jato em minha boca, engoli e logo outro veio. Engoli toda a essência de Matthew e fui subindo os beijos por sua virilha, seu peito e seu pescoço, me encaixando abraçada de lado ao seu corpo, enquanto sua mão acariciava minha cintura por baixo da camiseta. Levei minha mão ao seu membro que ainda pulsava pelo recente orgasmo e o acariciei de leve, sentindo a letargia da tarde ensolarada me atingir. Matt de olhos fechados murmurou que me amava e respondi beijando seu maxilar. Me acomodou em seu abraço e então comentou:
- Seu aniversario e eu levo o presente? – pude ouvir o sorriso em sua voz.
- Depois você me compensa... – respondi fazendo círculos imaginários em seu baixo abdômen. Matt concordou com a cabeça e depois de mais alguns segundos em silencio indagou:
- Você disse que ia escolher seu presente e ainda não falou nada sobre o que vai querer... – suspirei e observei seu peito tatuado, levei meus olhos ao seu rosto relaxado e decidida falei:
- Quero uma tatuagem. – Matt abriu os olhos me olhando indagador.
- Tem certeza? – assenti com convicção e então puxando a cueca para o lugar se sentou na cama. – Mas o que você vai querer fazer? Onde?
- Quero nas costas... e o que eu ainda não sei, me de ideias! – sorri me sentando em sua frente. Matt sorriu mostrando as covinhas e disse para eu pensar, enquanto se levantava, fechando a bermuda que havia sido aberta entre nosso amasso. Falou que ia ligar para o amigo que trabalhava em um estúdio para ver se tinha horário para mim e saiu do quarto, me deixando sozinha para descobrir o que marcaria minha pele.
Me levantei da cama e fui ao banheiro, lavando o rosto e penteando o cabelo que Matt havia bagunçado. Enquanto escovava os dentes – para as curiosas, o gosto não era bom e ficava na boca depois, por isso a necessidade do creme dental – Matt voltou ao quarto. Anunciou com alegria que havia horário para mim no entardecer e que os caras estavam vindo para a casa dele, para sairmos e comemorarmos meus 14 anos.
Eu sei que para vocês pode ser um absurdo uma garota de 15 anos já fazer uma tatuagem, mas vejam bem, nós não éramos crianças comuns, eu já havia vomitado de tanto beber e já tinha experimentado quase tudo na cama do meu namorado. Matt ligou o som estourando o rock pesado dentro do quarto, enquanto esperávamos os meninos chegarem. Sentei na cama e fiquei observando seu braço cheio de tatuagens, perdendo alguns segundos no coração em seu braço. Suspirei e ao olhar para seu rosto angelical a ideia me contemplou. Sorri e avisando que ia tomar água sai do quarto.
Me encontrei com Kim na cozinha e sorri para ela, que perguntou se havíamos dormido bastante, afirmei que sim e que Matt havia acordado animado e que logo os meninos chegariam para que saíssemos. Vi Kim suspirar resignada e depois de tomar água voltei ao quarto.
Matt já estava com a camiseta vestida e colocava na cabeça um boné. Falou para eu colocar o tênis para que esperássemos os garotos lá fora e assim o fiz. Ajeitei minha regada e shorts, dando uma ultima olhada no espelho saímos do quarto. Descemos as escadas e nos despedimos de Kim e Amy que coversavam na cozinha.
Ao chegarmos ao lado de fora Matt me pediu para esperar e foi para garagem, não demorou muito e voltou acompanhado de seu skate, revirei os olhos e ele sorriu levado para mim – eu não gostava muito que ele andasse, tinha medo dele se machucar – colocando a prancha no chão e subindo nela, passando por mim e tentando algumas manobras. Lhe disse que ia até minha casa falar com Anabelle e quando atravessei a rua pude ver o grupo de garotos dobrar a esquina, Zacky e Johnny em bicicletas e Brian e Jimmy em skates. Revirei novamente os olhos e entrei em casa.
Encontrei a enfermeira nova arrumando alguma coisa na cozinha e subi para o quarto de Anabelle. A encontrei ouvindo musica – uma raridade de acontecer – enquanto lixavauma unha. Me sentei na ponta de sua cama e sorri para ela que perguntou o que eu fazia sóbria em casa.
- Vou fazer uma tatuagem. – anunciei fazendo seus olhos se arregalarem.
- Como assim Madson!? – perguntou exasperada – Você falou com a mamãe?
- Claro que não, ela vai fazer um escândalo, vai encher o saco... – dei de ombros – e eu vou fazer do mesmo jeito, então vou deixar pra ouvir uma vez só. Depois que eu fizer, ela não vai ter muitas opções de qualquer forma...
- Sua lunática – saltou da cama – eu vou com você. – fiz uma careta e disse que era melhor não, tentando ser gentil. – por quê? – perguntou visivelmente ofendida.
- Se você for a enfermeira vai ter que ir junto e vai querer ligar pra mãe... Aí fodeu tudo. – expliquei mordendo o lábio em seguida. Anabelle suspirou entristecida.
- Você tem razão... – voltou a se sentar na cama – mas eu quero ver depois okay?
- Lógico né... – lhe abracei e dei um beijo em sua testa – até mais tarde Belle!
Ouvi seu tchau e logo disparei pelas escadas, indo para fora de casa e encontrando os garotos sentados na calçada. Johnny tentava se exibir, tentando empinar a bicicleta. Parei ao lado de Zacky e peguei de sua mão a garrafa que estava escondida por um saco pardo. Virei o conteúdo e fiz uma careta, não sabia o que era, mas era forte demais.
- Sua fraca... – cassou Zacky virando tranquilamente o conteúdo. Mostrei a língua e cuspi no chão, tentando amenizar o gosto amargo na boca. Ouvi o riso de Matt e Jimmy e logo a voz do grandão se sobressaltou:
- Temos uma dama conosco cara... Olha só que modos lindos. – apontou para meu cuspe no chão. Ri alto e mostrei o dedo para ele.
- Vai se foderRev, vamos logo sair daqui... – Zacky subiu em sua bicicleta e Matt me mandou ir com ele, me sentei de lado na estrutura e Zacky passou os braços pela minha cintura logo saiu pedalando atrás dos caras.
Atravessamos o bairro curtindo, eu segurava a garrafa para Zacky e depois do quinto gole já ria mais abertamente. Paramos numa praça e os garotos encontraram alguns amigos, conversaram com eles, enquanto eu me balançava feito uma altista em um dos balanços do parquinho – já ficando bêbada. Pude ouvir por cima algo sobre sairmos no final de semana para beber, um possível churrasco – eram férias e ainda estávamos no meio da semana – e outros assuntos que não me interessavam realmente. Virei o ultimo gole da garrafa e a joguei no canto do parque, saindo do balanço e me agarrando a Matthew. Ele sorriu e passou o braço nos meus ombros, notando que eu estava bêbada já. Chamou os caras dizendo que já estava quase na hora de irmos ao estúdio e assim se despediram dos outros garotos.
Subi novamente na bicicleta com Zacky, o atormentando com meu cabelo. Íamos ao centro e ao passar por algumas latas de lixo chutei uma, rindo quando uma senhora gritou pela minha peripécia. Zacky me xingou por quase termos caído mas logo riu também. Matt aumentou a velocidade no skate e nos acompanhou. Joguei diversos beijos para ele e ele perguntou a Zacky se ele achava que eu estava bem para fazer uma tatuagem.
- Do jeito que ela ta bêbada... Nem vai sentir... – comentou o mais baixo me olhando.
- Vai se foder Baker, eu to ótima. – apertei sua bochecha e sorri para Matt.
- Pode crer que já já eu também vou estar ótimo assim... – resmungou quando viramos em uma rua e paramos em uma mercearia.
Zacky me pediu para ficar segurando a bicicleta e os cinco se reuniram na calçada, conversando atentamente alguma coisa. Me perdi olhando as nuvens alguns segundos e logo Zacky voltou, me mandando ficar sentada certo na bicicleta. Subiu e ficou em posição para sair em disparado com as duas rodas. Vi Matt e Jimmy entrarem na mercearia e Johnny e Brian ficaram olhando para os lados, ambos preparados para algo.
Abri a boca para perguntar o que estava acontecendo quando Matt e Jimmy saíram pela porta correndo, um segurando duas garrafas e o outro um fardo de cerveja. Olhei abismada a cena e antes que eu pudesse falar alguma coisa já corríamos pelas ruas. Eles riam pela vitoria e eu ainda não havia me decidido se acharia graça ou brigaria com eles por causa do furto.
Paramos em frente a um estúdio e Matt me puxou da bicicleta, ainda rindo. Abriu a garrafa e me mandou abrir a boca. Revirei os olhos murmurando que eles eram loucos e então ele virou uma grande quantidade da bebida na minha boca, engoli o liquido e tive que sorrir quando eles começaram a cantar parabéns enquanto me empurravam para dentro do estúdio.
O tatuador já era conhecido dos garotos e me abraçou me felicitando pelo ano ganho. Me puxou de lado, perguntando o que eu iria querer tatuar. Expliquei como queria o desenho e que seria nas minhas costas, entre as omoplatas. Ele pediu um tempinho para desenhar o que eu havia falado e então me juntei aos garotos na recepção do lugar.
Me sentei ao lado de Jimmy enquanto Matt olhava as fotos estampadas na parede. Peguei a garrafa dele e virei mais da bebida, rindo para meu amigo de cabelos espetados.
- EaiMadzinha, o que vai fazer? – perguntou antes de virar uma cerveja.
- Dois corações nas costas, um demoníaco e um angelical. – respondi tomando mais do destilado da garrafa.
- Nossa, que legal, da onde saiu isso? – perguntou Brian sentado no outro banco.
- Olhei pra tatuagem do Matt, pra ele, pra cama... – sorri sacana para ele que entendeu o que eu queria dizer na hora – e sei lá, veio na minha cabeça isso.
- Sua cara Madson, sem noção total... – comentou Johnny com uma cerveja em punho.
- Cala a boca anão... – ri e joguei nele a tampinha da garrafa.
Continuamos a conversar e beber... Anoitecia quando o tatuador me chamou para ver o desenho. Era de estilo mais animado, não realista, o que na opinião dos meninos combinava mais ainda comigo, bem infantil. Ri e depois de esvaziar a garrafa – eu estava completamente bêbada já, fazia mais ou menos uma hora e meia que estávamos no estúdio – concordei, dizendo para fazermos logo aquilo.
Me sentei na cadeira, encostando meu peito no encosto dela, prendi meu cabelo em um coque torto porém seguro e tive que tirar a blusa para o tatuador poder trabalhar melhor na minha pele. Matt se sentou na minha frente, alcoolizado também, e ficou segurando minha mão. O cara pegou um gilete e passou pela área onde ficaria a tatuagem e em seguida limpou o local, passou uma pomada – que mais tarde eu saberia que era vaselina – e então ouvi o som da maquininha. O primeiro traço foi incomodo, mas logo a bebida anestesiou qualquer dor que eu pudesse sentir.
Continuei bebendo e conversando com os caras enquanto era tatuada. Pude ver algum deles dando bebida ao tatuador também, mas não me importei muito... Ria e às vezes olhava pelo espelho do teto do estúdio como ia a arte nas minhas costas. Matt também acompanhava atento o trabalho – atento na medida do possível.
Umas três, quatro horas depois eu me levantava da cadeira, estralando minhas pernas e braços por ter ficado muito tempo na mesma posição. Matt me auxiliou a por a regata de volta e sorriu ao ver que o desenho não ficaria abafado pelo decote das costas.
Saímos do estúdio e resolvemos parar na orla da praia. Os garotos andavam de skate e bicicleta para lá e para cá, tentando manobras que eram falhas pelo álcool em seus sistemas. Já deviam ser umas onze da noite quando Brian se jogou ao meu lado pedindo para ver novamente a tatuagem nova. Me virei de costas para ele e fiquei assim algum tempo, até que me virei e olhei para sua face levemente abatida.
- Que foi Brian? Ta doendo o corte? – perguntei levemente preocupada. O corte já havia fechado e estava sem pontos, mas vai saber né...
- Não, não, to sossegado. – respondeu se apoiando nos cotovelos, quase deitado no banco. – E a Belle Mad? Não quis vir?
- Na verdade eu não deixei ela vir não... – ri e olhei para o céu estrelado – a enfermeira ia vir junto e eu acho que ela não ia ser a favor de um furto e tatuagens em menores. – expliquei arrancando um riso fraco dele.
- Realmente... – suspirou – ela ta melhorando né?
- Um pouco... – dei de ombros – depois do seu acidente parece que ela levou um choque de realidade sabe? Acho que de certa forma fez bem pra ela...
- Fico feliz que a minha desgraça ajude alguém... – comentou entediado me fazendo rir.
- Qual é Gates? Você ta estranho cara... – bati em sua perna – o que ha contigo hein?
- Acho que eu quero sua irmã Mad... – revelou me fazendo levantar uma sobrancelha – de verdade...
- Então corre Romeu, ela ta presa na própria masmorra esperando por você... – avisei antes de me levantar – nossa, filosofei. – comentei rindo. Olhei para Brian e ele olhava o céu, talvez refletindo o que eu havia dito. Procurei Matt e o achei a alguns metros de nós tentando outra manobra, mas a garrafa em seu punho atrapalhava.
Ele chutou o skate visivelmente bravo e se sentou no meio fio, me sentei ao seu lado, beijando seu pescoço e logo nos beijávamos, Matt me puxou para seu colo e continuamos a nos beijar até que o barulho de uma bicicleta ao nosso lado nos fez nos separar.
- Acho melhor a gente sair daqui caras... Já passou duas vezes uma patrulha do outro lado da rua... – alertou Johnny. De prontidão Matt se levantou e chamou Zacky, me colocando em cima da bicicleta. Reclamei que estava com frio e ele achou melhor passarmos em casa para pegar um casaco e os carros, para podermos esticar a comemoração em algum outro lugar.
- Isso! Aí eu chamo a Belle para ir conosco! – exclamei olhando de canto para Brian que olhou para mim e sorriu de lado...
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Notas finais
E queria pedir ao pessoal que ja fez conta no AnimeSpirit para por favor, favoritar e seguir a fic, pra podermos ganhar logo mais leitores e tal. :)
Até semana que vem gnt, beijos
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