Notas iniciais
EAE PESSOAS. Viu que legal eu sou? Vocês comentaram horrores, postaremos horrores. Boa essa parceria, hm?
Então ja sabem, lotem os comentarios que a Shadows posta rapido, sumam, e nós sumimos. TENDERAM?
"GAAAAAAAAAATES, TAVA ESCRITO TESION NO ULTIMO CAP, É TENNNNSION!" eu seeei capeta, só que só fui ver depois que ja tinham falado, vai fica sem N mesmo e que se foda.
De mais a mais, boa leitura! :D

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Pushing down on me

Pressing down on you no man ask for

Under pressure

That burns a building down

Splits a family in two

Puts people on streets

Matt estava irritado, a forma tensa com que segurava o joy-stik do vídeo game deixava isso claro. Estávamos em seu quarto, ele sentado no chão jogando vídeo game e eu deitada na cama. Ele estava irritado porque não tinha batido no Caruzo – o tal Sam da Anabelle –, minha mãe tinha interceptado ele na sala, querendo conversar, e para infelicidade dele, ele tinha educação. Eu queria rir da situação, mas sabia que ele brigaria comigo caso eu risse.


– TOMA NO CU! – gritou quando o jogo deu game over. Abaixei o rosto e ri de forma sufocada contra o edredom. Eu estava decidida a me desligar de Anabelle, se ela queria se foder na mão de um traficante, eu não faria nada, não colocaria os garotos em perigo de novo para salvar o pescoço dela. Matt jogou o controle no chão e abaixou a cabeça. Levantei-me e fui até ele, me colocando atrás dele e massageando seus ombros pedi:

– Matt querido, não tenha um derrame cerebral por causa de um jogo. – beijei sua nuca e o ouvi bufar, tenho certeza que havia revirado os olhos.

– Como você pode estar tão tranquila Madson? – perguntou se virando para mim, me fazendo deitar no chão e ficando por cima.

– Lavei minhas mãos Matt — dei de ombros enquanto passava a mão por seu cabelo –, Anabelle não quer conversar, não quer ouvir ninguém, o que eu vou fazer? Mesmo depois daquela cena no nosso quarto, ela saiu com o cara, eu não vou colocar você e os meninos em risco só porque ela decidiu bancar a revoltada. Ela vai ter que sofrer as consequências sozinha dessa vez. — expliquei.

– Você tem certeza disso? – perguntou observando meu rosto.

– Sim — assenti com a cabeça –, eu vou viver minha vida do teu lado sem Belle ou com Belle. – sorri e ia dar um selinho nele quando ouvi um barulho lá em baixo – Matt, o que foi isso? – perguntei olhando para a porta.

– Não sei... – e se levantou, procurou uma camiseta qualquer e a vestiu – deve ser algum dos caras que esqueceu alguma coisa... – falou abrindo a porta e saiu pelo corredor.


Sentada no chão esperei ele voltar. Mas então lembrei que havíamos deixado a porta da garagem aberta, me desesperei e sai correndo atrás de Matthew, e se algum ladrão estivesse dentro de casa? Ao chegar à sala não achei Matt e já quase chorando corri em direção à saída dos fundos, que dava para garagem.


Dei de cara com Matt que voltava da garagem, o abracei e um tanto desajeitada verifiquei seu rosto e corpo a procura de qualquer contusão.


– Que isso Madson? – perguntou com o cenho franzido, enquanto eu o virava para olhar suas costas.

– Não era ninguém né? Você não foi apanhado por nenhum ladrão estuprador certo? – perguntei agarrando seu rosto e o puxando para baixo, para observar de perto, apenas velhas cicatrizes. Matt riu e abraçou minha cintura, nos encostando na parede.

– Não amor... sem machucados. – garantiu beijando a ponta do meu nariz. Bufei e com o cenho franzido e os olhos ainda levemente molhados, perguntei:

– Como assim?

– Como assim o que? – perguntou mais confuso que eu.

– Como assim amor? – expliquei causando uma gargalhada em Matthew.

– O que tem de errado eu te chamar de amor? – arguiu beijando minha bochecha e fungando no meu pescoço.

– Você não costuma me chamar de amor, você me ama? – perguntei franca.

– Você é minha namorada Madson... – contornou – MINHA namorada. – enfatizou e por fim me beijou.


Eu sabia que ele estava fugindo da pergunta, mas como seu beijo era realmente bom, me perdi nele. Matt já tinha as mãos por baixo de minha camiseta e a levantava, sem pensar duas vezes, permiti que ele a tirasse e já subia a sua quando a campainha foi tocada. Bufamos em sincronia e me entregando minha blusa Matt foi atender a porta.


Ajeitei o cabelo e logo fui atrás de Matthew e tive a agradável – ou não – surpresa de encontra minha mãe sorrindo em frente à porta.


– Vocês dois ficam trancados ai o dia inteiro, já fiz a janta, porque não vem os dois comer comigo? – pediu. Matt olhou para mim perguntando com o olhar o que eu queria fazer. Mordi o lábio e sem ter nenhuma desculpa plausível, aceitei. Matt pediu um minuto a minha mãe e subiu correndo para buscar meu tênis e colocar o dele.


Em meio a um silencio desconfortável, esperei ainda na porta junto de minha mãe. Não demorou muito e Matt estava de volta, me entregou os tênis e os coloquei no pé. Atravessamos a rua e mamãe pediu que esperássemos enquanto ela colocava tudo na mesa.

– Espero que você não fique bravo... – murmurei para Matt.

– Por que eu ficaria? – perguntou – sua mãe cozinha mal?

– Não, mas sei lá né... – dei de ombros e olhei para o corredor, de onde minha mãe nos chamava para ir para mesa – vai ficar tudo bem certo?

– Claro que vai – me garantiu dando um beijo em minha têmpora.


Sentamo-nos à mesa, mamãe na ponta e eu e Matt de seu lado direito. Terminávamos a sobremesa quando ouvimos a porta bater. Curiosa, olhei para trás e a figura de Anabelle estava parada no corredor observando a sala de jantar. Mamãe logo a mandou se trocar e vir jantar conosco, enquanto se levantava e ia para cozinha, provavelmente pegar outro prato para por na mesa.


Fechei a mão em volta da faca e já pensava como esquartejar minha irmã quando Matt segurou minha mão, me fazendo olhar para ele e me lembrar que não ia mais me intrometer na vida de Belle. Respirei fundo e larguei o talher na mesa, me inclinando e dando um beijo rápido em seus lábios.


Mamãe voltou e chamou novamente Ana para se sentar a mesma logo se sentou a minha frente e se serviu da comida que já devia estar gelada. Deu algumas garfadas e com um brilho maldoso no olhar abriu a maldita boca:


– Passei mais cedo na sua casa Matt, mas não tinha ninguém, até entrei para procurar vocês, mas fiquei com medo de atrapalhar alguma coisa entrando no quarto. – alfinetou. Olhei para Anabelle com os olhos arregalados e me virei para Matt que estava vermelho.

– Estávamos dormindo. – respondi o mais rápido que pude e parece que Matt resolveu responder junto, mas não partilhando do meu raciocínio, respondeu ‘’estávamos jogando vídeo game’’. Olhei para ele e tentando controlar o rubor – da forma mais falha o possível – tentei concertar – você estava jogando Matt, eu estava dormindo...

– É claro. – e sorriu mostrando suas adoráveis covinhas para minha mãe, que escutava tudo em silencio, com uma sobrancelha levantada.

Olhei para Anabelle e perguntei: — E você Ana, como foi à tarde com o seu amigo?

– Foi tranquila Madson, ficamos na praia curtindo apenas, com varias pessoas, em um ambiente publico, sabe o que significa? – alfinetou de novo – Você e Matt deviam tentar às vezes.

– Vou anotar sua dica irmãzinha, mas sabe o que eu tava pensando... – comentei me encostando a cadeira, Matt segurou minha perna que batia contra o chão incansavelmente, demonstrando meu stress- O que o seu amigo faz da vida? Quase nunca o vejo na aula... – e levantei uma sobrancelha a desafiando, ao mesmo tempo em que mamãe virava o rosto para ela.

– Ele trabalha de vendedor – comentou tomando suco – já comprou alguma coisa dele Matt? – ela queria porque queria colocar Matt na conversa, talvez eu colocasse um garfo em seu olho, que tal?

– Não sei Ana, o que ele vende? – respondeu Matt entrando no jogo e conseguindo fazer Ana calar a boca, morder o lábio e olhar para baixo – Para falar a verdade, nem o conheço muito bem, só sei que ele foi expulso do time de Baseball, Zacky me contou que ele nunca ia aos treinos...

– Zacky também nunca vai, e é da reserva. – rebateu Anabelle.

– Mas ele não foi expulso... – respondeu Matt tomando o suco.

– Eu não sei por que Sam foi expulso do time. – se rendeu.

– Hm... – murmurou Matt, sorri para ele e segurei sua mão. O mesmo piscou para mim.

– Traga ele algum dia aqui em casa novamente Ana, para que eu converse com ele. – pediu mamãe finalmente se pronunciando – E você Madson, depois conversaremos certo querida? – sorriu para Matt – Quando seus pais voltam Matthew?

– Daqui umas duas semanas Sra. Harley, Amy passou para as finais de basquete, eles vão ficar com ela em NY. –respondeu orgulhoso Matt.

– Que ótimo. Boa sorte a sua irmã – desejou mamãe –, enquanto isso, por que não vêm mais vezes aqui jantar conosco? – perguntou – Assim Madson não fica trancada com você na sua casa e você come algo diferente de congelados.

– Com certeza Sra. Harley, aliás, a comida estava ótima. – respondeu Matt mostrando o lado mais educado que tinha. Sorri para ele. – acho que eu preciso ir... já tá tarde e amanhã tem aula, e como vou perder meu despertador – comentou rindo para mim – vou dormir mais cedo hoje...


Dando boa noite a minha mãe Matt se levantou, fui com ele até o jardim de casa, abraçando ele e me sufocando em sua colônia.

– Não vou conseguir dormir hoje Matt... – murmurei manhosa.

– Por que Mad? – perguntou rindo.

– Acho que acostumei a dormir com você... – mordisquei o lóbulo de sua orelha.

– Amanhã à tarde a gente dorme junto, okay? – garantiu me dando vários selinhos – Me espera para ir pra escola?

– Claro... – respondi e nos beijamos.


Assim que nos separamos, Matt atravessou a rua e foi para casa, respirei fundo e entrei novamente em casa, encontrando a mesa já vazia e mamãe sentada na sala. Tentei passar de fininho pelo corredor e chegar às escadas, mas ela ouviu e me chamou. Bufei e me dirigi à sala, me jogando na poltrona ao seu lado.


– Madson, você e sua irmã estão brigadas? – perguntou.

– Mais ou menos mãe... – respondi a contra gosto – os garotos não gostam do cara com que ela anda andando e ela não quer ouvir os conselhos deles.

– Por que essa rivalidade? – perguntou novamente.

– Ai mãe, maior rolo, nem vale a pena... – desconversei olhando para a janela.

– Certo... – e suspirou – Agora outra coisa que eu quero te perguntar. Você e Matthew andam transando? – perguntou direta. Sabe, eu havia herdado isso dela, e nunca tinha percebido o quão ruim pode ser tal característica. Olhei para minha mãe meio horrorizada, ela não queria ter a conversa sobre sexo comigo né?

– Não mãe! – exclamei me levantando da poltrona – Eu sou virgem ainda beleza?! – gesticulei com as mãos, nervosa – Você não caiu na conversa da idiota da Anabelle certo?

– Não estou discutindo isso Madson, e não acho que seja errado você transar... Apesar de ter certeza que você é nova de mais para esse tipo de relação – observou – Você e Matt andam muito juntos e você passou algumas noites com ele, é natural eu pensar sobre isso.

– Não, natural é você pensar sobre bolsas e o que fazer no almoço de amanhã, não sobre sexo e eu na mesma frase. – mordi o lábio – Mas relaxa, eu ainda sou pura mãe.

– Certo, mas eu quero que você saiba que qualquer duvida pode conversar comigo filha, e se você quiser, eu compro camisinhas para vocês. – acrescentou, para meu total horror.

– Ai mãe, pelo amor de deus. – gritei e corri para a escada – Nunca mais venha com essa conversa pra cima de mim Dona Sara, nunca mais! – e subi para meu quarto ouvindo as risadas de minha mãe, era bom ouvir aquele som.


Abri a porta do meu quarto e me deparei com Anabelle jogada na cama, mordi o lábio e fiquei parada na porta, o que eu faria agora?


It's the terror of knowing

What this world is about

Watching some good friends

Screaming "Let me out!"

Pray tomorrow takes me higher

Notas finais
Então, quem vai vir falar comigo? :D