Notas iniciais
Eaaai galera? Como vocês vão? Seeeeguinte, seis já sabem o esquema quanto mais comentário mais rápido vem o cap... E se eu fosse vocês eu daria o máximo de comentários pra Brua postar antes do fim de semana, pq depois vem carnaval e eu to sentindo que não vai dar pra ela entrar no pc... Bom, aviso dado, vamos ao cap! ;)
p.s. a emoção seria maior se colocassem a música pra tocar UAHSUASUH #ficadica

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If shame had a face I think it would kinda look like mine

If it had a home would it be my eyes

– Ok, o que foi aquela conversa lá embaixo? – perguntou Madson fechando a porta atrás de si, apoiei-me nos cotovelos encarando-a com um sorriso nos lábios.

– Conversa? Que conversa? – fiz a minha melhor expressão de inocente que com certeza irritou Mad, pois a mesma bufou e se sentou na cama ao lado.

– Não se faça de idiota... Assuma o que faz ao menos uma vez na vida. – sentei cruzando as pernas.

– Está bem, vamos conversar... – ela arrancou os tênis e passou a mão nos cabelos.

– Não, não vamos... Só vou te dar um aviso Anabelle. Não tente me levar para o buraco que você está se enfiando, nem eu nem nenhum dos meninos, você não tem o direito de afundar as pessoas que estão ao seu lado junto com você. – a encarava atônita e ela prosseguiu. – Não pense que eu desisti de ti, desisti apenas da pessoa que você se tornou... Boa noite. – deitou-se na cama virando de costas para mim e encerrou o assunto.

Então era isso? Ela tinha desistido de mim? Eu nunca pedi que a garota emo se preocupasse... Agora sim estava irritada, agora sim tinha um motivo para sumir de casa por uns dias... Mas aonde iria? Para a praia? Viver como uma andarilha?

Não, eu não sairia de casa, eu ficaria aqui e a obrigaria assistir eu me “afundando”, pois era isso que ela merecia... Na verdade, ninguém merecia isso... “Ó céus o que eu estou fazendo com minha vida?” indaguei a mim mesma.

Levantei da cama não conseguindo dormir com o turbilhão de pensamentos me perturbando, observei Mad dormindo tranquilamente e a invejei. A invejei por tudo... Principalmente por estar dormindo, eu não tinha uma boa noite de sono há tempos.

O relógio marcava três da manhã, mais três horas e ele tocaria, sendo assim resolvi não dormir mais... Livrei-me da camiseta de Sam que ainda estava em meu corpo, vesti a calça jeans do dia anterior, calcei meus tênis não me importei em colocar uma camiseta, estava com biquíni mesmo, no entanto joguei uma jaqueta de moletom por cima.

Sai do quarto pela janela, e recebi alguns arranhões dos galhos pontudos no arbusto que abrigou minha queda. Ignorei a ardência que os machucados causavam e segui para fora do jardim de casa.

De início o objetivo era apenas vagar pelas ruas até cansar e voltar para casa, mas me veio a ideia de que seria legal ver o nascer do sol... Assim apressei os passos e fui para a praia.

Sentei na areia gelada, afundei as mãos na mesma e joguei a cabeça para trás admirando a lua gorda que apontava no céu... Até que o sol nascesse eu teria muito tempo ainda, muito tempo e nada a se fazer.

Quando dei por mim cantava Like a Virgin enlouquecidamente lembrando a noite na casa de Jimmy, seria bom ter ele aqui agora... O tédio não prevaleceria na imensidão escura da praia.

Sem preocupações em me sujar tirei a jaqueta de moletom que usava a embolei numa espécie de almofada e coloquei atrás da cabeça, deitando na areia de olhos fechados... Minha atitude louca de vir à praia a noite era algo a se pensar na manhã seguinte... Pois querendo ou não eu ainda tinha 11 anos, mas não por muito tempo, mais umas três semanas e eu seria entregue aos 12.

Acordei com o sol iluminando meu rosto irritantemente, tinha perdido o nascer do mesmo e já devia ter passado do horário de entrar para a escola... De qualquer forma eu precisava ir para o inferno, se não a diretora acabaria ligando para mamãe.

Levantei com dificuldade, chacoalhei minha jaqueta no ar e a vesti sentindo o vento bater em meus ombros. Segui para fora da praia, ralhando comigo mesma por ter perdido o espetáculo natural.

Apressei-me em chegar ao antro dos idiotas e percebi que não estava tão atrasada sim, só tinha perdido a primeira aula, fui uma das primeiras a entrar na classe da professora de artes. Aquela louca tinha pintado o cabelo metade azul, metade laranja... Achei-me normal com minhas pontas vermelhas, após ver o cabelo dela.

Os alunos preencheram a sala e a mulher começou a falar algo sobre Picasso, ou Van Gogh não estava interessada, assim, usei a folha de informações que ela tinha dado para desenhar desajeitadamente garrafas de bebidas, sorrisos e sem querer o nome de Brian...

Irritada amacei a folha e atirei na cabeça do nerd que se sentava na carteira da frente, ele reclamou olhando para trás sorri cínica para ele... Cruzei as pernas em cima da mesa e me ocupei em fixar o olhar no desenho desconexo que a louca fazia na lousa, dizia ela aquilo ser um cubo, mas mais parecia um cilindro.

Logo o sinal tocou e assim sai da sala partindo para a outra aula, igualmente chata. Mais alguns horários e o sinal para o primeiro intervalo bateu... Marquei na cantina uma lata de refrigerante e andei pelo pátio esbarrando nos loucos que corriam.

Fui me distanciando da multidão até chegar numa mesa vazia, sentei em cima da mesma e segurei a lata entre as mãos olhando para a luz que refletia no metal. Eu estava parecendo um zumbi com as olheiras enormes e o corpo magro, quem não me conhecesse diria até que eu estava doente.

Procurei instintivamente no meio do pessoal o grupo de garotos, e logo os achei, Mad estava encostada no corpo de Matt enquanto o mesmo comia algum salgado... Zacky segurava duas coxinhas em uma das mãos enquanto a outra se repousava na cintura de Gena possessivamente, Brian... Brian não estava ali e Jimmy se virava vindo em minha direção quando Mad o puxou pelo braço. Suspirei. Johnny se aproximou deles chamando a atenção de Jimmy, que provavelmente disse algo que os fez rir.

Suspirei de novo, dei mais um gole no refrigerante e encarei o chão, amaçando mais ainda a lata em minhas mãos...

– Oi Belle. – senti um corpo se sentar ao meu lado e passar a mão por minhas costas.

– Hei Sam. – murmurei sem emoção e virando o rosto para ele.

– Você está bem? –perguntou preocupado tirando os cabelos que grudavam em meu rosto, obviamente estava assustado com minhas olheiras enormes.

– Apenas uma noite mal dormida... – ele sorriu e me juntou mais para seu corpo.

– E porque não dormiu a noite? – perguntou curioso, endireitei a postura e deixei a lata que segurava sobre a superfície da mesa.

– Insônia. – notava-se que eu estava abatida, mas para Sam que me conhecia a pouco era fácil enganar dizendo que era apenas “sono”.

– Certo. – virei-me para pegar a latinha de volta e dei um gole na bebida que já estava sem gás – Tem certeza de que é só sono? – perguntou apertando minha cintura e eu assenti muda. – Porque você não vai conversar com seus amigos? – ele apontou para o grupo do outro lado.

– Digamos que hoje não é um dia bom para se comunicar com eles... – sua mão que antes estava em minha cintura deslizou por minhas costas e fez um caminho curto até entrelaçar os dedos nos meus.

– Eles devem estar chateados por você ter me defendido ontem, mas ó... Eu não quero que seus amigos fiquem assim por minha causa, se você quiser eu paro de te encher e sumo assim, você fica numa boa com eles de novo. – as palavras dele pareciam sinceras e os olhos cor de chocolate me confirmavam isso.

– Não diga uma besteira dessas Sam, eu gosto e você... Além do mais, se eles forem meus amigos de verdade vão ter que te aceitar. – disse passando a mão por sua bochecha e ele sorriu aproximando nossos rostos.

– E ai Bellinha! – exclamou o grandão que se dirigia a nós dois.

– Oi Jimmy... – respondi virando a atenção ao mesmo e não ligando por ele ter me chamado pelo apelido que eu tanto odiava.

– O que aconteceu hein? Não vai me xingar por usar o apelido que você tanto odeia? – indagou se aproximando mais enquanto eu olhava fixamente para seus olhos azuis. — O que esse ruivo te fez? – perguntou ameaçadoramente e eu me apressei em dizer.

– Ele não me fez nada Jimmy... O Sam só estava me ajudando não é? – indaguei para Sam que assentiu fracamente.

Pulei para fora da mesa, deixando o refrigerante ali em cima mesmo e puxei Sam pela mão para que ele se levantasse e ficasse ao meu lado.

– Aonde você vai? Vem vamos conversar... – Jimmy pediu segurando meu pulso quando fiz menção de sair andando, eu até ficaria conversando se não tivesse a certeza de que Mad o havia mandado ali.

– Conversar sobre o que Jim? – indaguei com os olhos lacrimejando e ele permaneceu quieto. – Sobre como eu estou fazendo a coisa errada e sobre como eu não tenho direito de levar meus amigos junto comigo? Desculpe, mas a Mad já me disse tudo isso, a propósito ela está certa, eu não tenho direito de prender meus amigos comigo... Eu não mereço a amizade de vocês, sou só mais uma pirralha idiota que entrou na vida das pessoas erradas. – soltei meu pulso dele enquanto uma lágrima já pendia em meu rosto e sai correndo sendo seguida por Sam.

Corri segurando as lágrimas enquanto meus pulmões eram pressionados fortemente... Eu queria fugir, fugir de todo aquele lugar, de toda aquela situação... Eu queria meu pai me abraçando e Matt sorrindo e brincando de luta comigo... Queria Brian me segurando em seu colo... Eu queria tudo que não tinha.

Nunca teria meu pai me abraçando, minhas tardes de luta com Matt estavam arruinadas por sua nova namorada e Brian estava preocupado fodendo com a Michelle... Minha vida não era uma merda, e eu nunca fui emo suficiente para cortar os pulsos igual a minha irmã... Mas ainda assim, doía.

Cai de joelhos no chão áspero, abrindo feridas nos mesmos e segurei a respiração não deixando nenhuma única lágrima escapar, alguém se ajoelhou ao meu lado e me pegou pelos ombros, chacoalhando-me e obrigando que eu respirasse.

– Você está bem Ana? Ana olhe pra mim você está bem? – ouvia uma voz rouca chamar meu nome e ao abrir os olhos encontrei aquele par de olhos me observando.

– Todos fazem o que ela manda... todos a seguem, por quê? Por quê? – indagava com os olhos marejados enquanto Sam continuava me observando sem entender nada.

– Vem cá... – ele disse me puxando para um abraço – Tudo vai ficar bem ok? Só se acalme, por favor. – ele me apertou em seus braços.

Eu lutava para não derramar nenhuma lágrima, sentia uma pontada profunda em meus pulmões cada vez que forçava a respiração, eu estava me afogando, me afogando em lágrimas que não saíam...

Sam afagava meus cabelos e me ajeitava o melhor que podia em seus braços, o que podia parecer bem estranho se tivéssemos ainda no meio do pátio, porém, graças a uma força divina eu tinha corrido longe o bastante de qualquer curioso.

Não entendia porque o ruivo estava sendo tão prestativo comigo... Isso era algo a ser perguntado mais tarde, pois no momento minha respiração desregulada e doída dificultava qualquer movimento ou fala.


I guess I kinda thought that it would be easier than this

I guess I was wrong

Notas finais
E entaãão? Gostaram? Quem ta afim de conversar comigo? Hoje to beeeem sociável, então quem quiser contar um pouco sobre a vida, se comparar com a Mad ou com a Belle, dizer o que gosta de fazer.... Venham conversar comigo lindas!
Beeeijos!
p.s. essa música é do lifehouse outra que eu super recomendo, a letra é maravilhosa!