Erase This
39 Almost Easy
Notas iniciais
Bom, como a Shadows falou, eu provavelmente não consiguirei postar no carnaval, quem sabe na quarta feira de cinzas. MÃNS, ela vai poder, então, podem trabalhar ai e mandar bastante comentarios, se não nada de post. :}
Outra coisa, TO SENTINDO FALTA DE VOCÊS NO TUMBLR, pq não vão lá encher o saco? :D eu ia amar.
e-rasethis.tumblr.com < vão vão vão
Shame pulses through my heart from the things I've done to you
It's hard to face, but the fact remains
That this is nothing new
Assisti Anabelle correr para longe do pátio. Meu impulso era correr atrás dela e perguntar se estava tudo bem, mas em vez disso, peguei uma das coxinhas do Zacky e mordi.
– EI! – gritou ele.
– Que? – perguntei com a boca cheia.
– Minha coxinha! – apontou para minha mão.
– É a coxinha ou você — respondi mordendo novamente –, o que você prefere? — perguntei levantando uma sobrancelha.
– Por que você não morde seu namorado? – perguntou enfezado.
– Porque você é mais fofo que ele. – respondi mandando um beijo para Zacky. Matt puxou meu cabelo para trás até que meu rosto estivesse inclinado para cima e eu pudesse enxergar sua sobrancelha levantada – Mas você é mais gostoso coração... – completei rindo, ele mordeu minha bochecha e soltou meu cabelo, quando olhei para frente me deparei com Jimmy, que não parecia contente. Sorri amarelo para ele e perguntei o que havia acontecido com Anabelle.
– Eu que te pergunto Madson, o que você falou para ela ontem? – perguntou cruzando os braços. Bufei e cruzei os braços, me encostando a Matt que passou os braços pela minha cintura, apoiando a cabeça no meu ombro e observando meu rosto, esperando minha resposta.
– Falei pra ela a realidade Jimmy. Que se ela queria cair nesse buraco que está se enfiando, que fosse sozinha e não contasse comigo pra ficar assistindo. – expliquei.
– Então por que me pediu para ir falar com ela quando viu o tal Sam lá? – prosseguiu.
– Porque é fácil falar que vou desistir da minha irmã, por na pratica não é tão simples assim. – terminei entrelaçando meus braços ao de Matt.
– Acho que a gente devia dar uma chance pro cara... – se manifestou Johnny, recebendo alguns olhares mortais, principalmente meu. Ele deu de ombros e voltou a encostar-se à mureta atrás de nós.
– Eu também acho vocês aceitam tão bem a maioria das pessoas – comentou Gena, olhei cética para ela e por perceber o olhar repreensivo de Zacky não a respondi como eu queria.
Suspirei e olhei para Matt, ele por sua vez deu de ombros. Então era isso... iríamos dar uma chance pro cenourão, pela Belle.
O fim das aulas logo veio e tentei achar Anabelle no portão no horário de saída, mas não a encontrei em lugar algum. Brian estava encostado no muro na frente da escola, junto a Michelle e fumando. Atravessei a rua acompanhada de Johnny, já que Matt, Jimmy e Zacky ainda não haviam saído. Abracei Brian e assenti com a cabeça para Michelle. Puxei-o um pouco para longe da águada e deixei Johnny conversando com ela.
– Vamos dar uma chance para o Sam. – joguei a bomba e esperei sua reação.
– Como é que é? – perguntou revoltado.
– Decidimos aceitar o Sam perto da Anabelle — respirei fundo e olhei para o lado –, assim podemos nos certificar que ela esta viva e ela não fica dando show...
– E desde quando você aceita as birras da sua irmã?! – perguntou me acusando.
– E você quer que eu faça o que Brian? – me revoltei – É bem fácil todo mundo ficar apontando pra mim e perguntando o que fazer enquanto cada um fode sua respectiva vida sossegado! – me aproximei dele e olhei no fundo de seus olhos – Eu também quero curtir com o meu namorado na porra da praia Brian, então já que você não esta feliz com a idéia do Sam perto da gente, recolhe a porra do pau e vá atrás de arrumar o estrago que você fez! – endireitei a postura e olhei em volta, Matt atravessava a rua curioso pela minha proximidade com Brian, notando isso dei um passo para trás.
Brian tragava seu cigarro furiosamente, engolindo a palavra que tivesse na ponta da língua. Matt me abraçava por trás e perguntava sussurrando no meu ouvido o que tinha acontecido, Zacky procurava na mochila seu cigarros e Jimmy girava suas baquetas nos dedos, quando uma caminhonete estacionou ao nosso lado. Olhei para Brian pronta para dizer que havia exagerado e que depois conversávamos para resolver a situação e notei que o mesmo estava congelado, com os olhos arregalados mirando a caminhonete e a cinza caia da ponta do cigarro que ainda estava em sua boca ao mesmo tempo que a porta do motorista se abria e de lá saia uma versão mais velha de Brian, mais baixa e muito puta.
– Brian Elwin Haner Jr. – gritou o Brian pai – Pra dentro do carro IMEDIATAMENTE.
– Pa-pa-pai! – gaguejou Brian – O que o senhor esta fazendo aqui? – perguntou jogando o cigarro longe. Reprimi uma risada escondendo o rosto no peito de Matt.
– Eu vim pegar você pra ir fazer exame Brian, e olha só o que eu encontro! – continuou gritando, deu dois passos e pegando Brian pela blusa o puxou para dentro do carro.
Assistimos a cena do Haner ser levado pelo pai para dentro da caminhonete ouvindo um monte. O carro partiu e assim que virou a esquina, olhamos para a cara um do outro e todos caíram na risada. É Brian, você rodou colega. Pensei me apoiando no murro para rir.
– O Brian se fodeu – riu Jimmy – BURRO – gritou para a rua –, como esquece que o pai vai vir na escola?
– Cara, para, nem vou fumar mais hoje... – comentou Zacky jogando a mochila no chão e rindo – Depois dessa meu coração aguenta qualquer coisa.
Despedimo-nos e cada um foi para sua respectiva casa. Ao chegar em nossa rua, Matt pediu para que eu fosse para casa dele, para ficarmos um pouco juntos e tal. Sorri para ele prometi ir mais tarde, já que não haveria ensaio aquele dia por falta de guitarrista, estudaria um pouco e iria mais tarde para lá.
Cheguei em casa e cumprimentei minha mãe, subi para meu quarto ansiando um banho, mas estanquei na porta ao ver a figura de Anabelle sentada na cama, lendo uma revista. Respirei fundo e joguei minha mochila na cama, fazendo-a despertar e olhar na minha direção. Vi seus olhos vermelhos e mordi o lábio. Sentei-me na cama e fiquei olhando para ela.
– O que foi dessa vez Madson? – perguntou entediada- Qual foi a merda que eu fiz dessa vez? – respirei fundo novamente e vomitei tudo de uma vez.
– Se você realmente acha o tal Sam confiável, vamos dar uma chance para ele. – olhei para minhas mãos entrelaçadas no meu colo – Eu não gosto dele, ninguém gosta, mas vamos aturar ele por você. – terminei.
– Ta bom... – deu de ombros indiferente. Ela estava sendo uma criança mimada, mas estressada como eu estava, decidi lidar com isso mais tarde. Levantei-me da cama e fui para o banho.
Com Belle em casa meus planos de estudos haviam ido para o lixo, logo me troquei colocando uma leguin comprida preta, um top preto e branco e meu moletom do Nirvana, calcei meu all star preto e sequei minha franja, descendo e avisando minha mãe que estaria na casa de Matthew.
Apertei a campainha e nada dele responder. Apertei de novo e cansada de esperar, entrei na casa. Ao longe ouvi o som de um piano tocando algumas notas, me dirigi até a sala de jantar dos Sanders onde em um anexo havia um piano. Matt estava sentado distraído com as notas. Abracei seu pescoço por trás e o mesmo deu um pulo, se assustando.
– Nossa, nem te ouvi entrando Mad... – me puxou para frente, me fazendo sentar de lado no seu colo.
– O que você tava tocando Matt? – perguntei apertando uma nota qualquer.
– Uma melodia ai que não sai da minha cabeça... – explicou – Talvez eu faça alguma musica com ela.
– Vocês já tão pensando em começar a montar um cd? – perguntei surpresa.
– Não, a banda mal tem nome ainda! – riu para mim – Mas pode ter certeza que você vai saber quando a primeira musica estiver pronta.
– Bom mesmo. – e o beijei. Matt enfiou a mão por debaixo do meu moletom e nos separou ao perceber que eu só estava de moletom.
– Você quer me enlouquecer ou o que? – perguntou meio emburrado – Você não me deixa fazer quase nada contigo e ainda vem sem blusa pra minha casa? Sacanagem Mad...
– Você falou que a gente ia dormir agora à tarde! – ri de seu bico e beijei seu pescoço – Só vim o mais confortável o possível.
– Deus, por que me enviou esse demônio inocente? – perguntou Matt olhando para o teto – Um demônio gostoso pra cassete, mas ainda um demônio.
Bati em seu ombro e sai de seu colo rindo, Matt se levantou e correu atrás de mim. Subi as escadas e cai deitada em sua cama, logo sendo alcançada por ele que pulou em cima de mim e começou a fazer cócegas em minha barriga a mostra. Depois de muito implorar para que ele parasse, Matthew deitou na cama e me puxou para seus braços. Descansei a cabeça em seu peito e brincando com o piercing de seu mamilo perguntei:
– Você acha mesmo uma boa ideia deixar o Sam se aproximar?
– Não... mas não vejo muitas opções melhores... – respondeu fazendo carinho em minha cintura.
– E o Brian? Será que ele ta muito encrencado? – perguntei preocupada.
– Também não – riu Matt –, não é a primeira vez que os pais dele pegam ele fumando, ele não vai ser morto se esse é o seu medo.
– Só estou pensando no futuro Matt, sem guitarrista solo como vai ser a banda? – perguntei olhando para ele divertida – Só se eu tocar no lugar dele!
Matthew riu da minha ideia e nos puxou para baixo do edredom. Naquela tarde posso te dizer que aprendi mais alguns truques e mais alguns pontos de prazer com Matt e a coisa que menos fizemos naquele quarto aquele dia foi o que era o objetivo inicial, dormir.
Now that I've lost you, it kills me to say (Hurts to say)
I tried to hold on as you slowly slipped away
I'm losing the fight
I treated you so wrong, now let me make it right (Make it alright)
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