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Suspirei me sentando em minha cama. Matt entrou no quarto logo em seguida e fechou a porta. Desviei de seu olhar observando minhas unhas. Matt caminhou até minha TV e se sentando no chão abriu a gaveta onde eu guardava os filmes.

- O que você quer ver Mad? – perguntou.

- Qualquer coisa, escolhe você... – respondi vagamente. Matt bufou e ouvi seus passos, logo o colchão se abaixou com seu peso sentado a minha frente.

- Certo, vamos conversar de uma vez por todas... – disse fazendo meu coração quase parar. Mordi o lábio olhando para o lado. – olha pra mim Madson... – pediu puxando meu queixo com os dedos. Deixei meus olhos seguirem seu caminho até seus olhos, e ao encarar aquelas esmeraldas límpidas, meu interior se contorceu. Eu o amava mais do que era saudável... – vamos ser francos okay? A gente precisa se entender amor...

- Eu sei Matt... – as malditas lagrimas já vinham aos olhos. As segurei olhando para o lado.

- Eu já tentei me desculpar contigo pela festa, mas você me ignora... – disse segurando minhas mãos.

- É que sei lá Matt, eu me senti uma idiota sabe... sentada lá enquanto você farreava com os amigos... – cruzei minhas pernas em forma de índio. – e depois você ainda falando sobre quando era solteiro, magoou sabe, parece que você ta de saco cheio de mim... – ele suspirou e se ajeitou na cama, se sentando como eu, deixando nossos joelhos encostados. – eu sei que tenho sido linha dura até demais, é que eu tenho medo entende? Medo de você se meter em problemas, medo de te perder... – minha voz foi saindo cada vez mais baixa, enquanto as lagrimas finalmente ganhavam e corriam pelo meu rosto.

- Desculpa Mad... eu falei sem pensar. – disse enquanto segurava meu rosto e com os polegares tentava limpar as lagrimas – eu vacilei na festa, foi mal, é que eu tava puto com você, comecei a beber de pirraça e quando fui ver, você já estava na minha frente mandando eu ir embora. Eu não to acostumado a ter alguém mandando em mim, mal meus pais eu obedeço... – falou me causando um leve sorriso, ele não obedecia, de fato. – uma baixinha enfezada gritando comigo é difícil de aguentar... – pude ouvir o sorriso em sua voz – eu explodi só, mas eu nunca, olha pra mim – chamou minha atenção – nunca poderia estar de saco cheio de você, porra, você é a minha primeira namorada! E é a mais perfeita o possível... – mordi o lábio sentindo as lágrimas ganharem volume. – e sobre me meter em encrencas... é foda sabe, as vezes eu faço as coisas meio sem pensar, você me conhece bem, eu te entendo e fico radiante em saber o quanto se preocupa comigo, — e sorriu – eu juro que vou tentar não me meter em problemas ta bom? Mas você precisa conf... – coloquei os dedos em sua boca, o impedindo de falar.

- Eu confio em você okay? Não vamos discutir sobre isso. Eu te amo, isso é tudo que importa... – falei o abraçando.

- Eu te amo tanto Madson... – me apertou contra seu corpo – eu preciso tanto de você...

Sem delongas, sua boca procurou a minha, sua língua se enroscando a minha, me fazendo sentir seu gosto... Levantei-me na cama, sem deixar nossos lábios se desgrudarem, deitando aos poucos em cima de Matthew, deixei minhas pernas ao lado de sua cintura, apoiando minhas mãos ao lado de sua cabeça. Matt corria as mãos pelo meu corpo, apertando às vezes minha carne. Não demorou e minha blusa era puxada para cima, sentei em seu colo, sentindo sua excitação dar sinais de vida. Puxei minha blusa para fora do corpo, a jogando em qualquer direção do quarto. Matt aproveitou e tirou a dele também, deixando exposto seu corpo para mim, me fazendo suspirar diante sua perfeição. Com pressa, Matt empurrou meu sutiã para cima, logo segurando meus seios. Revirei os olhos diante sua ansiedade, levando às mãos as costas para soltar a lingerie. A soltei e Matt puxou para baixo a peça, a jogando para fora da cama. Uma voz em minha mente me alertou do perigo ao quarto à frente, mas mandando um foda-se me abaixei e voltei a beijar Matthew. Iria me arriscar dalí em diante, junto ao meu namorado.

Matt nos rolou na cama, ficando por cima de mim. Com dificuldade levei minhas mãos até sua calça, a desabotoando e empurrando para baixo. Matt deixou meu pescoço e foi descendo os beijos, parou por um segundo, abocanhando meus seios, me fazendo suspirar. Continuou seguindo uma trilha imaginaria até o cós da minha calça, onde abriu o fecho e a puxou para baixo, junto à calcinha. Embolou o jeans e o jogou longe, voltando a se abaixar e beijar minha coxa. Segurei a respiração percebendo sua intenção... antes que pudesse protestar, Matt afastou minhas coxas e beijou minha virilha. Suspirei e quase não contive o gemido que saiu de minha garganta quando ele correu a língua por toda a vulva. Puxei os lençóis e para abafar meus gemidos mordi meus lábios com força. Matt continuou a brincar com a língua pelo meu centro e quando enfiou dois dedos em mim, me contorci na cama deixando um gemido mais alto escapar. Matt me alertou pedindo silencio, assim puxei a ponta do meu travesseiro e a mordi. Com um movimento mais atrevido de sua língua e uma sugada forte demais em meu clitóris, Matt me empurrou em um abismo de prazer e só parou quando comecei a choramingar pedindo para ter seu corpo dentro do meu.

Assim que ele estocou dentro de mim, sufoquei em um gemido. Matt soltou um riso sobre a respiração descompassada, sussurrando para eu ficar quieta. Puxei sua cintura para perto com as pernas, fazendo com que ele penetrasse mais fundo. Fechei os olhos e enquanto ele se empurrava para dentro de mim com cada vez mais força, deixei mais alguns gemidos escaparem. Matt negou com a cabeça e colocou uma mão em minha boca, abafando meus gemidos. Sem pensar coerentemente, abri a boca e chupei dois de seus dedos, fazendo dessa vez Matthew arfar um pouco alto. Matt juntou os braços em meu entorno, afundando a cabeça em meu pescoço e aumentou a força das estocadas, me fazendo revirar os olhos em prazer e morder seu ombro tentando abafar os gemidos. Não demorou e a já conhecida sensação do orgasmo me invadiu, sendo elevada quando senti Matt explodir dentro de mim. Com algumas últimas estocadas, Matt saiu de dentro de mim, desmoronando ao meu lado...

Deitada no peito de Matthew tentava normalizar minha respiração. Agarrei-me ao seu corpo e estava pronta para entrar no mundo dos sonhos quando uma mão nada santa desceu de minhas costas até minha bunda, massageando a carne...

- Matt... A gente acabou de fazer... – resmunguei.

- E daí? Finalmente te perverti, me deixa aproveitar vai... – respondeu se virando na cama, subindo em mim já. Arrepiei-me com a brisa que entrou pela janela esquecida aberta. A madrugada estava em seu início, e pelo jeito a escola havia sido cancelada do calendário. Perdi a linha de pensamentos quando Matthew se encaixou entre minhas pernas, roçando sua ereção em mim. Afastou mais minhas pernas e já ia entrar em mim quando um grito cortou o silencio da madrugada, me fazendo pular na cama de susto e automaticamente fechar as pernas. – Mas que porra foi essa? – perguntou Matt ficando de joelhos na cama. Sentei-me puxando o edredom caído de lado na cama.

Ouvi uma porta ser aberta e logo outra, imaginando mamãe correndo até Anabelle. Num salto corri para o guarda roupas, enfiando a primeira camisola que achei. Joguei para Matthew seu calção de dormir que estava guardado no meu armário e aproveitando a aparente calmaria, coloquei minha calcinha de volta.

- Que merda cara... Justo quando eu ia conseguir minha noite de sexo contigo, numa cama sem ter que pagar, essa pirralha resolve testar as cordas vocais... – resmungou Matt vestindo a roupa. Revirei os olhos abrindo a porta do quarto e fazendo minha melhor cara de quem acabou de acordar.

Segui até o quarto de Anabelle e encontrei a porta aberta. Entrei e vi mamãe sentada na cama de minha irmã, com a mesma deitada em seu colo, abraçando sua cintura chorando. Sentei-me ao seu lado, arrumando seu cabelo desgrenhado.

- O que aconteceu?

- Ela teve um pesadelo Madson... Quase enfartei com o grito... – comentou mamãe ainda meio grogue.

- Hm... – olhei para Ana que aos poucos se acalmava. – quer conversar sobre isso? – Belle negou furiosamente com a cabeça, assim suspirei e me levantei – Então eu vou voltar a dormir... Boa noite pra vocês...

Voltei ao quarto e me deitei ao lado de Matt que já parecia menos emburrado. Aconcheguei-me em seu corpo o máximo possível, sentindo seus braços apertarem minha cintura, soltei um riso bobo. Enterrei meu rosto em seu pescoço, aspirando sua colônia.

- O que houve? – perguntou sussurrando.

- Belle teve um pesadelo... – respondi já de olhos fechados.

- Pirralha do mal, amanhã eu me vingo... – resmungou Matt.

- A gente vai pra aula amanhã? – perguntei depois de dar um beijo em seu pescoço.

- Nem a pau... – resmungou – amanhã você é minha a manhã inteira.

- Com prazer... – respondi arrancando uma risada rouca em Matt.

- Te amo Mad... – confessou depois de algum tempo.

- Eu também te amo Matt... – respondi sonolenta.

E assim dormi nos braços do meu amado.